segunda-feira, 20 de novembro de 2017

A dança dos astros e a incúria dos homens

Em terras perdidas de duendes e outros seres imaginários...


A visão simplista do homem dos castros ajustava os seus pobres habitáculos de pedra aos caprichos da natureza e protegia-se dos seus vizinhos,  vivendo a mesma condição, rodeando-se de muralhas e procurando escrutinar os perigos dos pontos elevados onde faziam deslizar as suas vidas . Respeitavam as pedras deixadas pelos seus antecessores, no tempo escasso da sua existência. Perigos vários sempre houve, defesas apropriadas nem sempre. Conviviam com o fogo nos seus lares miseráveis. Do alto da montanha, vigiavam os fogos que sabiam ser destruidores da sua vida campesina.

Os dias da governança modernaça esquecem, de modo ignóbil e perverso, os ensinamentos que a experiência de vida dos antigos ia perpetuando num refinamento contínuo, lento, mas progressivo. A imbecilidade dos falsos fazedores da ciência política, dos opinadores TV de pacotilha das várias redes de informação e propaganda, conseguem moldar o espírito acrítico do pacato cidadão, que ora vive em ignorâncias antigas ou valores e conceitos do comentador populista, em pose de manipulador de encomenda. Analfabetos peseteiros e manipuladores, a troco de umas perras pagas à linha e a recibo verde. Manipulam  factos e extraem verdades absolutas de eventos imprevistos, derivadas do fundamentalismo intelectual onde se encontram mergulhados.

Fenando Torquaz aprendeu a observar horizonte largo, da base de castro abandonado e na cidade desvendou o modus vivendi dos antigos castrejos. Dos castrejos aprendeu, as ferramentas básicas de sobrevivência. Por sorte e boa fortuna, muitos Fernando Torquaz começaram a interrogar os seus modos de vida e a futurar sobre os seus destinos incertos. O tempo imutável acabara, os métodos de vida mudaram. Os afortunados deslocaram-se para a grande cidade, manipulam hoje bisturis, pronunciam sentenças, combatem corruptos políticos e a miséria intelectual de politiqueiros insignificantes que comandam as nossas vidas. A corruptela política descobriu o seu modo de vida fácil, manipulando helicópteros, aviões, carros pomposos de bombeiros, material anti-fogo sofisticado. Os descendentes de velhos castros perpetuam a mesma condição dos outrora pastores de profissão, separados agora por um tempo infinito de 2000 anos. Vidas difíceis, de sobrevivência, em tempos modernaços. Os velhos castrejos fizeram perdurar a vida por 2000 anos, os politiqueiros da treta destruíram metade do país em menos de 50 anos.

Os distraídos vendem-se ao vil metal, esquecem a base das suas raízes castrejas, entregam-se aos conceitos do empreendedorismo saloio do derrotado e imbecil Passos da Coelha e aos rabos de saia das Cristas citadinas. Muitos são modernaços, de puro teor vanguardista. Usam as preciosidades da tecnologia moderna, facebook, tweeter, Pinterest, blogs, jornais digitais, fibra óptica, telefones de última geração. A sua classe define-se pelo preço do telemóvel manipulado. A leitura da imprensa, facilita-lhe as suas convicções. Não param para pensar, aceitam o prato de lentilhas que a vida modernaça, que tanto pode ser nas cercanias  das Telheiras lisboetas, como da burguesa Torre dos Clérigos. Exibem Ipad e Mac, em sinal de excelência de vida e fortuna, sem que na maioria dos casos  um singular pêlo lhe povoe a face ou uma aparência aceitável  em cabeça oca que se desloca num espaço irreal. Escondem-se na máquina de calcular para esconder ignorância. Promovem encontros em Universidades de Verão, batem palmas, projectam a sua celebridade na sua futura presidência de qualquer juventude. Arregimentam tropas de combate nas eleições, mobilizam caravanas de propaganda partidária, mostram as mesmas caras de sempre, transformando cidadãos respeitáveis em palhaços de circo. Nas autárquicas, o vil metal chama, o tacho exige música de fundo. Pão e circo, misturados. Pão embrulhado em promessas vãs de incumprimento anunciado. Os tambores de guerra lançam os seus rufares estridentes .  Espantam, apenas, bicharada em terras desertas. Sem recorrência a previsões de campanha eleitoral, de qualquer buraco escondido em terras do demo, se intui o resultado de tais árduos combate de propaganda política. Já se desceu ao patamar básico da culpabilização de crianças, atribuídas à coloração partidária dos pais. A pureza dos imbecis produtos das Juventudes de pacotilha exige selecção logo à nascença. A tacharia que suporta os vencedores exigem, desde logo, punição precoce aos da outra tribo. Assim, pois, se legitima e transfere a posse dum território, pertença de todo um povo que a habita, para os mandantes partidários. Os mandantes honestos não precisam de defesa. A verdade dura, nua e crua, basta.

Porém, a procura da verdade não é, de todo, o caminho mais rectilíneo. Por isso, as mentiradas politicas colhem mais que a verdade. Aqui vão alguns resultados, desde sempre escritos na nuvem. sobre as eleições autárquicas_2017, de acordo com o aldrabão Relvas, padrasto da união de freguesias, baseado numa falsidade básica de poupança de recursos financeiros do país. A verdade era e é outra. Se a união de freguesias possa ter sentido, as cidades, o mesmo se não pode dizer das pequenas localidades isoladas. Para quem não percebeu ainda,  transformaram-se os eleitores de em meros serventuários de um partido, cujo presidente que é quem manda se encontra ausente em parte incerta, e cujo rosto muda de acordo com as conveniências partidária. Quanto ao voto maioritário de  dilui-se na união de freguesias, tornando irrelevante a direcção do seu voto. Se as gentes, impreparadas, por culpas de outrem, para prever este desenlace, as classes dirigentes partidárias sabiam muito bem ao que iam. O importante é o domínio do partido sobre o território e a tacharia e malfeitorias que se escondem atrás da cortina  é o que mais interessa.

O falsário Relvas foi descodificado pelos tribunais e o imbecil Passos obrigado à contabilidade da Assembleia da República. A aritmética liquidou-o. Este peregrino ainda não percebeu o buraco em que se meteu, e tal como os deuses dos antigos gregos e romanos, refugia-se em seres obscuros-deuses que controlam as vidas dos pobres habitantes. Tem como chefe supremo o Diabo e aguarda, de modo irritado e intranquilo, pela chegada natalícia do seu ente querido. Este, vagueia por mundos incógnitos, perdeu-se no caminho infernal e com ele arrastou o pobre Passos da Coelha, para um lago de enxofre, onde os seus apaniguados a suportar os fogos duros do inferno, diz-se. Percorreu todos os ciclos da estupidez, acompanhado pelos seus frades da ordem mendicante e de mais ninguém se pode queixar.

Escudou-se na Troika para levar a cabo medidas agressivas contra funcionários públicos, expoliação de salários de trabalhadores,  procurou liquidar normas constitucionais. Em termos simplistas, conquistou o aparelho do PSD e achou-se o dono de Portugal. Um imbecil, que se os militantes do PSD estivessem devidamente avisados sabiam não ter qualquer competência para se tornar Primeiro-Ministro. Os da tacharia e negociatas sabem na perfeição o que lhes convém. Quanto maior o grau de imbecilidade tanto melhor se validam os seus mesquinhos interesses. O resto é treta de serão, à lareira. Agora encontram-se perante a Noite de Cristal. Juntam-se punhais entre gladiores : R. Rio e P. S. Lopes. Para quem quiser divertir-se consulte os teóricos e seus acólitos seguidores dos vários partidos neste Portugal dilacerado pela dor e sofrimento, pela incúria de muitos, com os politiqueiros cá do burgo em primeira linha.. Verá como a dança do poder para a conquista partidária se processa.
É tempo de vira casacas e de apropriação de novos tachos. Aparecem gorduchos e anafados pelas TV. É só espreitar pelos écrans das TV. Da política fazem o seu modo de vida.

Previsível, como  os incêndios em terras de duendes e terras abandonadas, terras  de ninguém-dizem. É necessário fazer pagar o abandono do interior do país, que dizem os políticos, se deve à falta de cuidado das matas interiores, dos pinheiros abandonados, por oposição à cuidada floresta de eucalipto. Condenem-se ao registo cadrastal e faça-se a concomitante aplicação de impostos ao desleixado cidadão do burgo, pelo abandono dos seus velhos castros. Não é a defesa dos habitantes do território que interessa. É a conquista partidária que importa. As condições de vida foram paulatinamente sendo melhoradas, os campos abandonados, o interior desertificado e por isso, é necessário ter memória, ter um pingo de vergonha na cara. Em ocasiões difíceis, se percepciona e intui a real valia dum politico.

As carpideiras políticas choram, no presente, sobre os infortúnios dos incêndios. Escolhem nomes à medida da sua ambição política. A falta de vergonha da Cristas é do piorio que sabe-se existir dentro dum político. Quando a verdade chegar, o veneno que semeou ser-lhe a  servido em taça fria.  Raras são as vezes, em que se percepciona e intui tão claro o dilema do país. A fúria desta ex-Ministra contra a geringonça, nada tem a ver com os acontecimentos ocorridos. Nos acontecimentos trágicos, exige-se contenção, ponderação, serenidade e análise aprofundada do ocorrido. O debate exercido com vigor e firmeza nos meios e locais próprios.O bom-senso dos cidadãos deste país interroga-se, com justa causa, como foi possível ocorrer uma segunda catástrofe com a dimensão da primeira. Há falha dos governantes que tem a obrigação de assumir, por todos os meios, a segurança das populações do seu território. Deve exigir o cidadão uma cultura de rolar as cabeças políticas, responsáveis pelos factos ocorridos. A Cristas Rabo de Saia, fortemente enfatuada, pela sua clamorosa vitória eleitoral nas autárquicas 2017_Lisboa é digna de posar nas selfies do Marcelo como a pobre rapariga duma dança de tango. O pobre Passos, na sua peregrinação pelos sinuosos caminhos do diabo, permitiu a esta chocada figura averbar umas décimas , com o contributo das perturbadas senhoritas de Telheiras e zonas finas afins. Aumentou o ego e a patetice da Cristas Rabo de Saia. Quando vier uma vendaval, a natureza encarregar-se-á de fazer esboaçar ao vento os penachos e os farrapos das suas saias. Vitórias à Pirro, há muitas, disso se recordará o Passos da Coelha, quando atravessar o rio Letes.

A peste dos incêndios, lá por terras ignotas, atingiu recentemente a margem direita de um pequeno rio, que no presente momento constitui uma estrada irregular de pedras roladas. Caminhos do demo em estio imprevisto.
Ao pobre Passos resta-lhe a hora da despedida. A mutante geringonça vai caminhando com vento favorável, mas não se iluda ninguém. As velas da barcaça não navegam em águas serenas. Estão rotas, por intempéries muitas e se a geringonça não usar de bom senso e equilíbrio, surgirá na tela o filme, clicando aqui: " E tudo o vento levou...".

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Resultados das eleições autárquicas-Vimioso 2017
Os resultados estavam escritos nas estrelas. Ter-se-ia poupado o buzinar das carrinhas e as fotos gigantes dos artistas



Vimioso-Autárquicas 2017


PartidoVotos%+/-Vereadores+/-
Partido Social Democrata2 05257,27Baixa1,25
3 / 5
Estável
Partido Socialista1 26635,33Baixa0,56
2 / 5
Estável
CDS-MPT541,51-
0 / 5
-
Coligação Democrática Unitária531,48Aumento0,54
0 / 5
Estável
Votos Inválidos1584,41Baixa0,23
Total3 583100
5 / 5
Eleitorado/Participação6 21757,63Baixa2,64




Para comparação, veja-se o resultado de:

Vimioso-Autárquicas 2013

Votantes
60,27%
5 Mandato(s) atribuído(s)
Mandatos atribuídos: 5
0 Mandato(s) por atribuir
Mandatos não atribuídos: 0
Votantes: 3.814
Inscritos: 6.328
________________________________________________________________
ListaResultadosMandatos
PPD/PSD

58,52%
2.232 votos

Mandatos

3
PS

35,89%
1.369 votos

Mandatos

2
PCP - PEV

0,94%
36 votos


EM BRANCO

2,15%
82 votos

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Resultado nacional _Autárquicas 2017

Votantes
52,60%
2086 Mandato(s) atribuído(s)
Mandatos atribuídos: 2086
0 Mandato(s) por atribuir
Mandatos não atribuídos: 0
Votantes: 4.998.005
Inscritos: 9.501.103

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Conclusão: Autárquicas_2017.

A teoria do P. Coelho "que se lixem as eleições" não colheu. A tribo não lho permitiu. Deslocaram-se os votos da grande Cidade para a Cristas Rabo de Palha, ovo de serpente a desabrochar numa moção de censura. Baseada na confusão e na mentira. Rosto sem pudor ou vergonha. Os seus seguidores lá pelas bandas raianas em causa contabilizam-se por 54.

A imbecilidade do Passos ao voltar-se contra as normas constitucionais esbarrou em elementos civis inteligentes, por acaso, com origem remota no velho castro da Cocolha. A mentira do falsário Relvas cairá quando o PS descer das nuvens e implementar uma reforma autárquica séria e não pensar em descentralização que invariavelmente conduzirá a novos caciques. Não é a mudança de caciques que produzirá alterações significativas na vida do cidadão. Só se vai lá pela cultura e exigência. Quando os cidadãos reagirem e não permitirem a venda de património seu, e aceitarem a inócua falsidade do dinheiro ser atirado em muros de pedra. Toda esta estória de Capuchinho Vermelho  deve ser recontada, desde o facto da população interessada ser a última a saber e todo o percurso do dinheiro ser rastreado até ao último cêntimo. Espera-se que a próxima venda seja a  venda do Cruzeiro do deputado Benevides. Certamente, o adro da igreja agradecerá uma nova renovação.

Porém, não existe perigo de qualquer devaneio imediato . As renovações ocorrem em períodos eleitorais, onde o dinheiros dos outro, que não dos politiqueiros, jorra, em vigorosas catadupas, pelas aldeias e cidades.
Na mais pura visão realista, o território do NW não tem gente, e tal como outros mundos gémeos será pasto de novas chamas infernais, sem calendário definido. Os políticos, todos, deste país não têm nada  a declarar. Metade do país foi abandonado, e quando a parte do litoral se consome em chamas, vêm as libélulas de Telheiras clamar pelo corte de cabeças governamentais e abate imediato da geringonça. A descodificação desta gente fina, conservadora, elitista e ignorante da realidade do país reclama vingança. Ódio ao Costa. Glorificação da heroicidade  do Mantarrota. Canonização da púdica Cristas, que nunca foi Ministra da Agricultura. Tudo a bem da Nação e da salvação da Pátria. É claro, que também era previsível que o Presidente da República desceria das selfies de diversão inconsequente, da linha do Estoril e arredores. Ficou a dever às ignotas terras de Trás-os-Montes uma selfie ao lado das placas comemorativas das visitas de Américo Tomás e Mário Soares, ao arruinado Castelo de Algozo.  Selfies mais realistas poderiam obter-se em lugarejos das suas proximidades. Figuras enigmáticas em Penas Róias, ou venerados picotos  esperando em Vale de Algozo. 

Também por este território há uma catástrofe humanitária de desprezo pelas suas gentes. Porém, os pixéis das selfies tem mais colorido a sul. Nesta zona, o preto e o branco predominam.
Elogia-se o aspecto humanitário de algumas visitas do Presidente da República, a distensão francamente positiva com vista à acalmia da sociedade portuguesa. Fácil demandar o pote público para catástrofes visitadas, pré-anunciadas pela incúria dos homens, mas o que é exagero transforma-se em moléstia e a ida fácil ao pote das finanças pode transformar-se numa nova cilada. A ideia, a tentação dum novo centrão levará sempre ao resultado conhecido:  corrupção. Tem vários nomes e siglas: BPN, Banif, BES, CGD, BCP para não falhar todos os omissos de A a Z. As trafulhices da PT, dos Panama Papers, das parcerias público-privadas, da fuga de capitais para Offshores. O cidadão está exausto. As selfies constituem bons exercícios de operações sobre matrizes. Não só de direito vive o homem, as selfies prazenteiras escondem a cultura científica que as faz mover e isso exige trabalho. Coisa que as várias juventudes partidárias detestam. A Juventude Transmontana, sofredora, deve escolher a vida dura duma profissão, com a consequente factura do trabalho continuado e, talvez num futuro incerto, da melhoria de vida, digna e assente na dignidade e justiça. Os tribunais devem ao cidadão a lista de todos os corruptos, impressa em papel timbrado de sentenças judiciais .A direita revanchista exige nomes definidos; o cidadão exige todo e qualquer nome.


ListaResultadosMandatos
PS

36,26%
1.812.029 votos

Mandatos

PPD/PSD

16,70%
834.455 votos

Mandatos

PCP - PEV

11,06%
552.690 votos

Mandatos

PPD/PSD.CDS-PP

7,59%
379.110 votos

Mandatos

GRUPO CIDADÃOS

6,89%
344.531 votos

Mandatos

CDS-PP

3,04%
152.073 votos

Mandatos

B.E.

2,42%
120.982 votos

Mandatos

8
PPD/PSD.CDS-PP.MPT

2,01%
100.437 votos

Mandatos

PPD/PSD.CDS-PP.PPM

1,88%
94.015 votos

Mandatos

PPD/PSD.PPM

1,30%
65.102 votos

Mandatos

PPD/PSD.PPM.MPT

0,87%
43.312 votos

Mandatos

7
PCTP/MRPP

0,47%
23.276 votos


PPD/PSD.CDS-PP.MPT.PPM

0,47%
23.551 votos

Mandatos

PS-BE-PND-MPT-PTP-PAN

0,42%
21.102 votos

Mandatos

5
PPD/PSD.MPT.PPM

0,40%
19.804 votos

Mandatos

4
PAN

0,32%
16.233 votos


CDS-PP.MPT.PPM

0,19%
9.299 votos

Mandatos

1
PPD/PSD.CDS-PP.PPM.MPT

0,18%
8.918 votos

Mandatos

4
PTP

0,17%
8.552 votos


MPT

0,13%
6.660 votos

Mandatos

2
CDS-PP.PPD/PSD

0,09%
4.656 votos

Mandatos

4
PPM/PPV/PND

0,07%
3.634 votos


CDS-PP.MPT

0,06%
2.931 votos


PNR

0,06%
3.002 votos


PPD/PSD.MPT

0,04%
1.897 votos

Mandatos

3
PS-PTP-PND-BE

0,04%
2.157 votos

Mandatos

1
PND

0,03%
1.272 votos


PPM-PPV

0,02%
856 votos


PPM

0,01%
455 votos


PPV

0,01%
338 votos


EM BRANCO

3,87%
193.471 votos
NULOS

2,95%
147.205 votos
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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Abrindo caminhos em ...TEMPOS DE INCERTEZA


A nossa época testemunha, até à saturação, a primacia da alta finança sobre os demais valores, quer  de um passado remoto quer recente. As tensões do mundo moderno cada vez se agudizam mais. A vida das pequenas aldeias, isoladas, mergulhadas quantas vezes em princípios, usos e costumes medievais vão, invariavelmente sofrendo o impacto irreversível, da mudança provocada pelo fenómeno da globalização.

As convulsões sociais, económicas e políticas do Séc. XIX são quase e, apenas, objecto de estudo dos historiadores, ignoradas pelo comum dos cidadãos. Argumentos esquecidos, mas determinantes para a compreensão do mundo actual, de correntes económicas, contraditórias, de conceitos e valores opostos, da negação de qualquer valor, ético, religioso ou moral. As guerras religiosas na Europa já haviam levado o domínio da racionalidade e do humanismo, ao limite do absurdo.

As guerras mundiais, sangrentas, do Sec. XX, a nova partilha de poder com as consequências daí derivadas, determinaram o modo de viver de muitos povos, rasgando e redesenhando novas fronteiras, à custa de todos e para benefício exclusivo de alguns. As guerras mundiais GG1 (1914-1918) e  GG2 (1939-1945) não passam de afrontamentos letais entre os vários impérios, visando a superioridade de um império sobre o outro.

Na Grande Guerra (GG1) enfrentaram-se militarmente o império inglês e a crescente e próspera Alemanha. O domínio económico da Alemanha pretendeu impor-se ao domínio inglês, pela conquista das armas e da conquista de colónias, um pouco por toda a parte e, particularmente,em África. O vulcão tenebroso da GG1 apareceu sob um pretexto fútil, para fazer valer através da conquista militar uma cota maior no comércio e economia mundiais. Mas a guerra não é consentânea com impérios coloniais débeis e na inexistência de indústria. Na labareda de chamas da GG1, ateada pelos actores principais, arrastaram o mundo, através das suas alianças, previamente estabelecidas. Uma vez iniciada a loucura da guerra, todos os sentimentos humanos saíram de cena e todos os métodos, mesmo os mais absurdos, foram validados pelas nações. A industrialização da guerra permitiu o desenvolvimento de todo o arsenal de armamento. Os povos envolvidos contabilizaram por milhões os seus cidadãos, por  vidas interrompidas no seu curso normal.

A globalização do mundo começou efectivamente com as descobertas portuguesas e espanholas. A GG1 constituiu  na sua complexidade, uma fuga da Alemanha para acesso a novos mercados. A asfixia, segundo os alemães e a sua Kultur, tornava legítima a sua perspectiva mesmo através da acção militar. Com a  industrialzição, armamento e um poderoso exército pensou dominar outros impérios.  A destruição da frota naval inglesa, suporte do seu império colonial, só era possível pela existência de uma marinha alemã poderosa, capaz de enfrentar a máquina naval inglesa. Metodicamente preparou os seus plano Schlieffen, a regra e esquadro. Os resultados são conhecidos. A arrogância alemã  não adormeceu a  outra aliança, França -Rússia-Inglaterra. O nacionalismo exacerbado, a humilhação de pequenos povos, a arrogância de nações poderosas, a revanche, os ódios ancestrais, caldearam a guerra que iria acabar com todas as guerras. Como se viu , à GG1 sucedeu-se a GG2, de 1919-1945. Após um período de acalmia, novas incertezas surgem no horizonte. São os tempos de incerteza que hoje vivemos.

As previsões normalmente não coincidem com a realidade. O mundo actual assiste de novo, ao ressurgimento de toda a panóplia de argumentos que conduziram aos desastres apontados. O desfecho imprevisível da situação política mundial e da inabilidade política  evidente de alguns dos seus dirigentes, por exemplo, Trump e agentes menores podem fazer ressurgir palavreado antígo, que conduziu a holocaustos passados. O problema com Trump não é uma questão menor. Trata-se do Presidente da nação mais poderosa do mundo na actualidade, e uma decisão impensada sua pode facilmente transformar-se numa catástrofe gigantesca. A eleição improvável de Trump, transformou-se numa realidade assustadora. Ora a historia mostra como o voto popular pode também levar Hitler ao poder. Embora com contornos semelhantes, não se trata de uma situação análoga.

Resta a esperança da existência de contrapoderes suficientemente fortes que sejam capazes de contrabalançar o vocabulário e actos extremistas do personagem Trump. A ver vamos. Na América, o voto popular conduziu a um Trump. A França está ameaçada pela prima Le Pen. Na Holanda, há quem se reveja nestes dois espelhos . O Brexit joga em diferentes tabuleiros. Os pequenos países flutuam num mar de tormentas, sem qualquer horizonte seguro.

Mas se as ondas tormentosas podem afectar outros pequenos países, o nosso afundar-se-á com rapidez extrema. Os nossos políticos, em vez de estudarem as novas tormentas previsíveis e procurar novas soluções, que mais ou menos dia chegarão, divertem-se em palavreado inconsequente e obsceno. Vivem em tricas permanentes, em reinos que não existem mais. O falsário Passos Coelho parece já ter ultrapassado o cargo de Primeiro Ministro no exílio. Conspira com a inventona da chegada do diabo. O diabo troca-lhe as voltas e exige-lhe nova charada. E assim vai de patetice em patetice. Conspira na Europa e ameaça com déficite, à direita e à esquerda. A Maria dos Albuquerque nunca cumpriu o deficite, mas ataca. A ex-Ministra da Agricultura Cristas Rabo de Palha deixou a agricultura no estado letárgico em que se encontrava, há dezenas de anos. A autarquia de Lisboa movimenta muitos cifrões e ei-la na vanguarda do combate político. O guião do P. Portas foi lançado às malvas. Como toda a gente sabia, era música de fundo para embalar crianças. Este foi tratar da sua vidinha. Um seu ex-colega ministro, acusa-o de traição à Pátria.

Ultrapassado pelos acontecimentos, ataca na Caixa Geral de Depósitos. Tricas continuadas e sem fim. O papagaio Marques Mendes debita o que sabe e o que não sabe. A família PSD ataca Marcelo com fúria. Em vez de tratarem de fazer limpeza no jotista incompetente Passos Coelho e a sua camarilha  esperam que o seu recauchutado sebastião, que morreu numa incógnita praia africana, os conduza de novo à salvação  da Pátria. Os seus ideólogos de direita chique acoitam-se no jornal o Observador e tentam imitar e desculpar  os enganos do Trump.

A craveira intelectual dos acólitos de Passos Coelhos revela-se todos os dias nos debates na Assembleia da República. Têm rosto, nome e figura nas televisões. A política transformou-se em prática recorrente de chico-espertismo. Estas juventudes da treta, vadios da vida e ocos de pensamento, pensaram que a vida lhes traria o maná eterno.  Ao consagrado Relvas, o gestor das paróquias, restam-lhe as suas bem aventuradas negociatas. A corrupção, de esquerda e de direita, é norma neste país à beira mar plantado. O poder judicial vai dormitando à sombra da bananeira.  O cidadão português, médio, vai lendo os jornais de sangue e pernas desnudas. As televisões massacram com futebol e os seus insignes comentadores discutem as vírgulas dos árbitros.

O Portugal adormecido vai levantar-se de novo. As eleições autárquicas já estão à vista. Arregaçam as mangas com vigor inesperado. Os votos compram-se e vendem-se nas aldeias isoladas do mundo, mas que reclamam seriedade dos políticos. Como alguns  autarcas  dependem do exilado Primeiro Ministro, comem da gamela do partido. Nos outros partidos  procura fazer-se o mesmo. A tacharia alimenta os órfãos da família. É fácil governar com o dinheiro dos outros. E quando há esquemas envolvidos, sempre sobra alguma coisita para devaneios. Existe a garantia de que os filhos dos corruptos serão sempre gente séria. É um fartar vilanagem. Não há dia que a imprensa não revele novos casos de esquemas manhosos. Varrem todos os sectores: é negócio de sangue, é negócio de colégios, é negócio de banca, é negócio de banqueiros,  é negócio de vistos Gold, é negócio de PTs. É bancada  de Banif, de CGD, de BES, de Novo Banco, disto daquilo e daqueloutro. O povinho tudo paga. Para salvação da pátria e do castigo dos corpos do cidadão. Com mentiras inocentes de jotistas manhosos. O da Manta Rota nem se dignou ponderar o estoiro do BES. Nada custaria ao cidadão. Espere-se para crer, quando a tampa saltar.

A prosa parece corrosiva, mas não é. Qualquer pessoa de bom senso percebe que o país está economicamente preso por arames. Quem está a aguentar o barco, de forte rombo no casco-sempre com a dívida à perna, é o Banco Central Europeu. Esta dívida foi gerada pela Banca, pelos banqueiros da treta, e pelo endividamento dos particulares e das empresas. O cidadão comum não tem nada ou quase nada a ver com isto. A palhaçada da austeridade extrema e letal só poderia existir numa cabecinha vazia como a do Coelhinho mentiroso. e dos seus mandantes da Troika.  Pelo contrário, devia o PP ter dado o exemplo do trabalho sério e esforçado, durante a vida. Divertiu-se pela JSD com jotistas da sua igualha e tem a pretensão de voltar  como salvador da Pátria.  Não é preciso ir a Salamanca pedir o horóscopo.

Nem é necessário que o Presidente diga nada sobre o assunto. Toda a gente já percebeu que o ex-comentador Marcelo é bom de bola e que a investida contra Passos está à vista de todos. Quando chegar a oportunidade de dar a estocada no BE e no PCP não duvidará. Como os tempos são de incerteza, espera ele e muitos, a renovação  um novo centrão. Rui Rio, potencial actor, espera que lhe ponham o ovo no palheiro para daí sacar um pintainho. Em épocas difíceis, lidera-se. Escolheu o silêncio. Colocou o seu palheiro, há muito tempo, em chamas. Nada se espera daí. Por tudo isto, o país não tem canários à altura. Ao menos, a saída do Pafistão de cena e o envio da dupla PPC-PP para terras do demo, permitiram relaxar a sociedade pafista  das tensões existentes.

A questão do número do déficite estragou-lhe a anunciada vinda do diabo. Mas que ninguém se engane, a dívida só se paga se houver desenvolvimento que traga riqueza de valor acrescentado. Nem se engane o Presidente que com selfies se vai lá. No distrito de Bragança, não se exige uma fábrica Faurécia, apenas. Um equilíbrio sadio, deveria contabilizar dez a vinte Faurécias. Os campos abandonados da Cristas Rabo de Saia deveriam produzir e vender. O empreendedorismo de P. Coelho resume-se às noitadas extravagantes. A Alemanha industrializou-se pelo trabalho, sangue, suor e lágrimas. Nó seu próprio território e no dos outros. Esse caminho foi rejeitado por P. Coelho na juventude. Escolheu vida fácil de jota e a sabedoria  resultante de experiência feita evaporou-se em bebidas espirituosas. O Paulinho das Feiras, espertalhaço, logo tratou de tratar da vidinha. Pois, não.

A geringonça, de funcionamento difícil e caminho sinuoso, ou se aguenta ou não. Dito à la Pallisse. Os novos interpretes da Alt-Direita espreitam pelo buraco da fechadura, enviando as mensagens falsárias dos novos Trump e das Le Pen europeias.

Os tempos vindouros não serão fáceis, mas a realidade histórica constata que os pequenos países nunca tiveram a vida facilitada. Mas quando um pequeno país como Portugal tem minúsculos Guliver como políticos, estamos conversados. A diversão das autárquicas 2017 segue dentro de momentos. A bem da Nação, já não sei qual, aqui deixo o sítio de um excelente filme: Ladrão de Bicicletas.