segunda-feira, 15 de junho de 2015

CONTAGEM DECRESCENTE ...Eleições Legislativas_2015 A luta pelo tacho, irrevogável!

O trio da decadência... Passos-Portas-Mº.Sem Pasta
Em terra de papoilas...
A luta pela continuição do acesso ao pote público...fundos europeus

O cenário das eleições legislativas  vai abrindo, paulatinamente, as cortinas. No palco apresentam-se como actores principais: P. Coelho, como farsante e mentiroso nato [Veja vídeo abaixo] e P. das Portas abertas, como o génio das decisões irrevogáveis e cuja brincadeira custou caro ao país pela imediata subida dos juros. A ministra da agricultura aparece no palco norueguês na forma de  borracha de cautchu, representante do génio irrevogável. Sempre que haja feiras ou romarias, a sua silhueta levanta o moral do Paulinho. Todos comandados pela vetusta fábrica dos pastéis de Belém! O país não está para ajustes. A chaminé apoiada neste trio, de triste memória, ruirá por si própria, queiram os deuses.
 Neptuno zelará pelo Divino Augusto, pelos relevantes serviços prestados à  Roma imperial e corrupta. O tempo dos bárbaros está a chegar diz este malfadado trio, cujos valores patrióticos se resumem a um símbolo na lapela, deixando arruinado de vez um país sem meios económicos e empresariais para levantar o país do estado a que esta miséria de políticos conduziu este país. Não é apenas, como qualquer pateta P.M. diz, da atribuição das culpas ao Partido Socialista, pois convirá não esquecer a assinatura do PSD, como o peseteiro Catroga bem sabe e como o entendido de Belém sabia, de há muito tempo, a corrupção que grassava pelo BPN e cujos autores gravitavam em torno dos seus calções. 
 Junte-se o recente amor pelas pescas, pelo mar e pela agricultura e aponte-se o dedo ao divino Augusto. As facções políticas  da cidade encarregar-se-ão da guerra civil. O divino augusto terá já a sua imortalidade garantida e as prebendas dos povos subjugados, salvaguardadas. Como na Hispânia antiga, as tribos compreenderão melhor o discurso dos povos invasores. O mare nostrum desapareceu ...  pela mão do imperador que destruiu as pescas e agora reclama um mar português. Já não há pachorra, como qualquer alentejano diria... Demita-se o povo português, enlate-se de vez a sardinha!
A ministra da agricultura trocará de nome, transformando como num conto de fada  benfazeja, agricultura em pescas, por magia! Esta Ministra do lirismo do Portas é a mesma que quer fazer voltar ao bacalhau, a pataco! Nas feiras e romarias, tudo será permitido! A bem de um paraíso celestial, ao virar da esquina, onde as jóias e o mel se misturam em perfeita simbiose, tal como o farsante aldrabão, o irrevogável das feiras e o divino augusto propagandeiam.  O povo português reconhece e agradece a tão elevados cérebros que por toda a parte reconhece o progresso e bem estar dos habitantes de uma pátria que não existe mais. Ressuscitem a tese do paraíso das delícias terrenas. Não vá o leitor questionar,  como deve, frases feitas  de um artista de circo e cujo critério de ponderação foi fixado pelo próprio nas legislativas anteriores. Esta ligação já foi indicada no passado , mas aqueles que não tiveram a oportunidade de testar a coerência, o brilhantismo da palavra e a retórica do artista Passos Coelho têm agora a possibilidade de recapitular. Um exemplo clássico dum político aberrante, dum ignorante, sem lei nem pudor. Que se lixem as eleições foi um devaneio inocente do passado. Pois, pois, coelhinho saído da toca...
Fernando Torquaz receia que o escrito de hoje seja demasiado austero e cáustico, mas é deveras realista. A cartilha do Passos, mendigo invertebrado da finança especulativa  não tem vontade própria e não passa de um vil serventuário do ministro prussiano das finanças. Mandam-lhe ganir contra e Grécia, e assim faz. Esquece que há, por detrás, a soberania de um povo que convém defender. Vai pelo caminho simples, bancarrota socialista.  A Merkel não desconhece certos factos e sabe que a humilhação dos povos só pode conduzir ao desastre. A cobardia de um governante nunca venceu a posição firme dos cidadãos. Os Zé Ninguém e os jerries têm uma força cívica e moral, que vence o medo imposto pelos governantes de vários estilos e pela actual camarilha governante, através da imposição de um medo latente.
 Passos Coelho vai às urnas para ser julgado pela sua incompetência e não pelo mérito ou demérito de governos anteriores. Ao assinar o memorando da troika sabia ao que ia. E como se veriia e era previsível, mentiu, e insiste na mentira prolongada. A sua incompetência manifesta-se na ignorância em que não atribui qualquer responsabilidade à crise internacional de 2008, A avaliar pelos métodos salazaristas nunca teria passado de um amanuense e se, porventura, existisse o conceito de pátria honrada o pin na lapela levá-lo-ia a julgamento por traição, pois vendeu tudo o que gerações anteriores à sua conseguiram erigir. Aqui vão alguns dedos: EDP, TAP, CTT,... Claramente, também não é responsável por outras de igual jaez como a implosão da PT, mas Passos Coelho tem de responder pelas que fez. A dupla Passos-Portas vangloria-se  do sucesso da venda e argumentam com defesa do interesse nacional. Simplesmente, de pasmar! De pequenino Fernando Torquaz percebeu que não é nada bom sinal, vender propriedades que outros sofreram para as adquirir e vendê-las pelo preço da uva mijona. Só de um alcoolizado que pretende vender banha da cobra.
O preço(2015) aproximado de um avião A320  ronda os 97 milhões (USD). Se compararmos este valor com o montante da venda arrecadado pelo Estado (cerca de 10 milhões de euro), o cidadão português só pode perguntar: Mas como é isto possível? Afinal quanto valeu o sacrifício para o país  para levantar do zero uma empresa como a TAP?  Qual o valor tecnológico  acrescentado da entrega desta empresa ao sector privado? A lógica do Passos é simples, tudo o que cheire a sector público é para alienar, a preço de saldo e a qualquer carteira recheada. É um imbecil, mas extremamente perigoso governante, que destrói a juventude deste país, convidando-os a emigrar, aliena os bens deste país para cuja criação em nada contribui, vende empresas e o know-how português e, como corolário final, auto-elogia-se com o sucesso das vendas e , core-se de vergonha!, para benefício do país. Não há pachorra, para tanto despudor. Chame-se o relvas, de novo, para a farsa ser ainda maior.
A fibra dos homens mede-se nas ocasiões difíceis. A saída dolorosa da situação é exigente e difícil e Fernando Torquaz sabe que neste período difícil se exigia competência, rigor, disciplina e justiça. Em todas estas componentes falhou. Baseado em pérfidas mentiras. O cidadão comum nunca viveu acima das suas posses [e os que viveram que sofram as consequências, [ com os políticos à cabeça-enquanto responsáveis mores desta trapalhada ] e o sofrimento da população serviu, apenas, para pagar a dívida dos bancos alemães e franceses , entre outros, liderados por banqueiros que continuam impunes. A Alemanha cumpre o seu papel: quero o meu dinheirinho emprestado de volta aos bancos alemães e o pobre Hollande obedece e segue o formulário.
Àparte a C.G.D. quase todos os bancos portugueses tiveram de ser intervencionados, à custa dos impostos do Zé Povinho. O caso BES constitui mais uma cobardia do homem da Mantarrota, esquivando-se da sua responsabilidade e alijando-a nas costas do Governador do Banco de Portugal.
Todos os deserdados da vida, desempregados, reformados, cidadãos atingidos pelos impostos letais,  o reconhecem. Porém não é a um político lambe-botas que se lhe reconhece qualquer autoridade política para a governação de um país. Passos Coelho é, afinal, o subproducto dos sem-profissão que navegam nos partidos políticos. Muitos portugueses são peremptórios na sua decisão e conclusão: vai trabalhar e ter uma profissão, exercida dignamente, como aconteceu com a maioria dos reformados. Impondo legislação que Passos ignorou e, segundo ele, por pura ignorância. Valha-nos um profeta da desgraça ... qualquer oráculo de Belém serve para o efeito. Sob o olhar do ministro sem pasta deste governo.
Por isso sugere, para amenizar o tema o conjunto de ligações abaixo indicadas. Com humor alemão à mistura e assuntos trágicos atuais, vistos por eles próprios. A anafada Merkel verá o povo grego, não os politiqueiros lá do sítio, com respeito e mesmo que as negociações financeiras corram mal, o povo grego sobrevivirá, mas não sem sofrimento desmesurado. Passos pode interrogar-se sobre temas que até os próprios alemães admitem [V.video abaixo ou aqui] e deixe de ser profeta em terra alheia, emitindo bitaites sobre a Grécia, não se metendo onde não é tido nem havido Sabido é que chamado pelo seu master, toca as notas que lhe são solicitadas. Quando não interessa manda-se a viola como figurante de 3ª.linha tal como na manifestação Hebdo. A Europa e os governantes tacanhos também serão julgados pela história, mas até lá, há um caminho duro a percorrer e na primeira linha do sofrimento estarão as várias variantes dos tommies e jerries, em sucessivas vagas de gerações. Não se sabe o final de tudo isto, mas como a globalização impõe a finança constituirá a expressão máxima do capitalismo selvagem e da pilhagem universal dos recursos terrestres, à escala mundial, no interesse de alguns. Com o beneplácito, complacência e suporte dos políticos servis. Estamos, por ora, nesta onda. Por isso, os tempos vindouros serão de muita incerteza e sofrimento. Carregue nas ligações abaixo, escolhendo o que mais lhe interessar.
 

 As promessas de Passos
 O aldrabão 2010-2011-no seu melhor
 Dança  original grega, video ZDFneo
 Zorba 
 Griescher wein  -K. Yurgens
Passos Coelho volta às mesmas notas de sempre. Bancarrota socialista, diz ele. Profissão de fé dum fanático de direita, paradoxal ex- comunista. O imbecil que disse o que disse, continua na sua fanfarronice e aleivosia permanentes.  Passos Coelho dá garantias pré-eleitorais de uma terra prometida onde correrá o leite e o mel. Não indica a data, pois sabe não existir. Entretanto, reincide e promete ataque aos perigosos reformados, fonte de todos os males do país. À  falta de qualquer outro argumento racional, os reformados são alvo predilecto do seu ataque e saída única da crise que vislumbra. É  uma pilhagem fácil de bens alheios. O resto é conversa de um imbecil muito perigoso. Basta acreditar na sua palavra e na do irrevogável Portas para resolver os problemas do país.  Música de fundo que serve os meninos jotinhas, de colarinhos nunca manchados na vida do trabalho real, perfilados para o tacho partidário e as negociatas à sombra dos contratos e dos fundos. 
Sermão, que de tantas vezes repetido para as plateias das várias confrarias do chouriço, da alheira ou de confrarias sem nome, já cheira a podre.  Os portugueses já vão conhecendo as manhas do imbecil mas perigoso farsante, mas e  enquanto não acabar a crapulagem que gravita em torno do(s) partido(s) nada feito. A aspereza destas linhas, ressalva com igual veemência a honorabilidade de alguns políticos, que fazem do bem público a causa das sua lutas e da sua vida. Casos raros e , como tal, dignos de nota.
Passos Coelho, como era previsível das aleivosias de um primeiro ministro impreparado para o cargo, tem que responder pela sua catastrófica governação e das malfeitorias feitas. O exemplo da privatização da TAP, à revelia de tudo e todos, e a pressa da sua privatização revelam ao perigosidacde de semelhante político. Após esta estocada, que resta da soberania de um país? Nada, apenas cacos. Já só falta a privatização da água, a qual acontecerá no próximo round se lhe derem a oportunidade.
 E assim se transformará um país soberano, num território de servidão, onde os seus habitantes viverão em  escravatura permanente, subjugados a interesses estrangeiros e privados de liberdade.
  •  Pretende, com a sua mais recente parvoíce, convencer que o convite à emigração é mais um mito urbano ? Ó pobre coitado, não sabe bem o que diz!
  • Vislumbra no ínfimo decréscimo do desemprego -0.2% fazer esquecer a hecatombe de cerca de 600 000 empregos perdidos? Pobre rapaz, que pretende fazer passar a ideia que ao ganho de 10000 empregos se esquece o número relevante de centenas de milhar de empregos perdidos !
  • Procura ainda, em pleno dia, com a sua candeia mágica mais alguma unha, em qualquer dedo perdido que reste para privatizar? Pobre máscara, que devia cobrir-se de ignomínia!
  • Entrou em estado de delirium tremens, ao sondar as visões fantásticas da salvaguarda dos interesses nacionais nas mãos dos privados? Pobre rapaz, anda de  olhos vendados!
  • O paraíso português está à vista. A competitividade consegue-se com um infinito de analfabetos ciêntificos? Qualquer dia, não se sabe distinguir a foice do martelo. O Relvas está atento aos cursos de formação. Traga-o de volta à política e ao exercício pleno da aldrabice. Caso contrário, fica a ameaça da não venda da batata e da propaganda da banha da cobra
     
O PM fala da insustentabilidade da Segurança Social. Como se pode ter confiança num índividuo, sem profissão definida, que não descontou para a Segurança Social e sofre de amnésia quando se pergunta em que empresas trabalhou ? É a Tecnoforma modificada,  mais uma vez. Por vezes as espinhas na garganta custam a engolir. Ça, ne vas pas!  E quanto ao seu coligado, há a questão mais uma vez dos submarinos. Quando se não explica e se esconde a verdade, volta-se aos submarinos que devem ter um lastro enorme para não virem à superfície.

Este Passos é o mesmo que aliado a um licenciado Relvas, diz ele, mente como o vídeo acima registou. Ou seja, o cargo de Primeiro Ministro é ocupado por um individuo que escolhe como braço direito este  personagem e como modelo de empreendedorismo um outro de seu nome Dias Loureiro. Pobre diabo, que não vê e não quer vêr um horizonte limpo de manhosices partidárias.

E a dualidade fatal, política e corrupção, continuará intocável, como sempre. A bem da nação e da falta de prisões, que numeradas de 1 ... a  444 se revelariam insuficientes, acordasse a Justiça. É claro que os jotinhas e seus mandantes vêm no caso Sócrates, o tantra das suas delícias. Fernando Torquaz tem uma posição clara e simples: à Justiça convirá julgar, com isenção, com celeridade e com factos provados. Já há demasiadas suposições-basta seguir os pasquins e as T.V.  do reino. Porém, já se começa a duvidar da Justiça e o cidadão comum já reclama certezas e não apenas evidências de  brincadeiras perigosas.

Os homens do saiote de Belém, ligados ao BPN e o elogiado administrador da S.LN. andam por aí, eivados de empreendedorismo.  P. Coelho o garante, em noite de estrelas cintilantes! Aplaudido, limpo, limpimho, pela ternurenta plateia da sua tribo PSD, de sorrisos largos. Para evitar alarido, Passos delega no Banco de Portugal o imbróglio BES, Como cobarde, daí lava as suas mãos. O povo português, já escaldado, espera novo contra ataque aos seus bolsos.

 Há, com certeza,e não se duvide gente séria no PSD e que não se banha nas mesmas águas do visionário P. Coelho, do louco das fantasias económicas futuras, do modelismo empreendor do Loureiro a Dias, figura grada do augusto de Belém, figura protegida como Conselheiro de Estado e dos negócios obscuros.  Até nem faltava na assembleia dos encantados,   o homem da aldrabice fatal do Iraque, o neófito das andanças pelo MRPP-Barroso, do genial político durão dos tempos de austeridade e do intelectual prefaciador do Relvas, em versão literária.

E assim se esvai a vida do Coelho lustroso. Adulador da Merkel, do activo manipulador do bastão sobre a classe média, do fanático ideólogo anti-grego, do fiel anjo benfazejo da banca, das privatizações a pataco, da entrega dos sectores vitais dum país a estrangeiros (EDP-China), Telecomunicações a arrivistas de fundos vários, a TAP a navegação incerta. A troika e os seus indefectíveis apaniguados-além troika, reduziram este país a um mero espaço de proctetorado, comandado por pequenos farsantes, sem vergonha, e que a sua insignificância os reduz a nulidades, mas de perigosidade extrema. Do país, já só restam cacos e a propaganda balofa dum porvir radiante e a imposição do medo ao povo português. Da cátedra do poder ou do palanque das T.V:, falam as mais depravadas bestas de que há memória num, outrora, país. Olha-se em redor e só se vêm escombros, de que estes farsantes são responsáveis, mas não em exclusivo. A tacharia do centrão PSD-CDSD-PS compreende panelas de diferentes cores.

Enquanto o povo português não conseguir varrer estes parasitas dos partidos da área do poder, separando o trigo do jóio, nenhuma esperança se vislumbra no horizonte. Enquanto a Justiça não arrestar os bens dos políticos, grosseiros e malfazejos sem olhar a cores partidárias, indivíduais ou organizações dúbias, a factura irá sempre ser apresentada aos mesmos de sempre.  Enquanto os poderes da banca e da finança internacional não forem controlados, não há salvação possível. O caminho é duro e difícil, mas alguns países da Europa do Sul já iniciaram esse caminho. A Grécia, tal como Portugal, tem responsabilidades próprias. E a Alemanha que serve de referência aos mendigos Passos tem muito ainda que compreender e que contar, ao longo da sua história, sobre déficites e dívidas. Não se trata propriamente de um modelo virtuoso, como muito bem sabe o poderoso ministro das finanças alemão e como também não pode ignorar o passageiro da noite Hollande, por vivência própria do seu país.

O povo português já deveria ter maturidade para  perceber as manhas e ratices destes exemplares selvagens lusos "Aldraba, primeiro, mão firme no tacho político e no pote público e sê empreendedor, depois !". Após tormentas passageiras, todos os crimes económicos prescreverão e a tranquilidade do lar regressará ao sofá freudiano. Os menezes poderão finalmente ficar libertos  da fumaça negra dos comboios do Douro e outros foliões do mesmo estilo ocuparão as mesmas trajetórias dos Marcos Antónios. Eis, como os meninos de coro se entendem tão bem e a cartilha paternal é tão bem compreendida pelo clube!

Esqueçam os bancos rendeiros, BCP, BPN, Banif entre outros: todos símbolos de uma gestão privada impoluta. E já agora as offshores nem se discutem. O mundo liberal do fartar vilanagem! Em Portugal é crime saber-se ler e escrever. Estes assuntos são negócios dos deuses e do pateta alegre, imbecil por posição, comunista de direita por opção, tropa fandanga por falta de brio, garotalho Pedrito por falta de experiência de vida. Nada melhor do que analizar o perfil psicológico e divertido da magnífica composição de cores, dos iluminados e excelsos gestores.

Fernando Torquaz, já deambulou por muitas encruzilhadas, mas observa com estupefacção a estupidez arrogante do primeiro Passos e a sagesse do segundo Portas. para fugir aos pingos da chuva: Universidade Moderna, submarinos, vistos Gold. Tudo explicadinho na Assembleia da Republica pelo ilustrado seguidor M. Seufert, admirador do irrevogável e crítico de fraldas do 25 de Abril.
 Já muitos perceberam que nos partidos políticos vegeta uma massa enorme de parasitas, que de esquemas vários  fazem o seu modo de vida. Detestam profissões honradas e a estrada dos jotas e da filiação partidária torna-se o caminho mais fácil e directo para acessor da treta, de administrador duma qualquer empresa camarária, de receitas escondidas de óbulos  em envelopes fechados, das negociatas dos contratos directos, de tachos principescos remunerados nas privazitações, à katroga, no nutrido manancial de fundos europeus, no pote estatal... aqui, ali e acolá. .  Qualquer leitor de jornais que se preze, destaca diariamente os fumos da corrupção. Os governantes só não se entendem bem com a informática, excepção feita à lista VIP- não vá o diabo esbarrar nas Tecnoformas ocultas.
Não é a sua linguagem, compreende-se e também um coelho pode ter amnésia. Porém, as Tecnoformas  mal explicadas só aglutinam mais lama pegajosa nos sapatos de percursos escondidos.
Um seu  correligionário, explica de modo abrupto, todo o processo. Apenas, a sua mente se confunde um pouco sobre a origem de tais fazedores de futuro : " De que alfurjas, bueiros, cavernas sulfurosas, loca infecta, saíram estas legiões de comentadores, articulistas, jornalistas, escreventes, gente dos blogues, que passaram o dia das eleições gregas a pedir mais austeridade punitiva para os gregos, mais desemprego, mais pobreza e miséria, mais impostos, menos salários e serviços públicos, como retaliação e vingança por terem tido o topete de votar no Syriza? Ai quiseram livrar-se da austeridade, pois preparem-se para levar com o dobro, para não se porem com ideias! Os insultos a um dos povos mais martirizados da Europa – martírio sem resultados, como todos podem perceber – sucederam-se: não querem trabalhar, querem viver à custa de empréstimos que não têm intenção de pagar, pior do piorio, mentirosos, falsificadores de contas, enganadores de alemães, violentos, mal-agradecidos, tudo - Clique aqui ".
Fernando Torquaz é relativamente brando face a este seu correligionário, desavindo com este grupelho de fedelhos que nos desmanda. Imbecis de pacotilha, que da vida conheceram a mesada do pai, do trabalho honesto recordam as vagas ideias das bebedeiras da 24 de Julho, das tiradas irrevogáveis o esquecimento e a lavagem do inexplicável, da história europeia as vitórias e derrotas que lhes convém. Quanto às dívidas de outros, o povo rói os ossos numa miséria anunciada, come e não discute. A propaganda do governo vê crescimento económico nas miragens de verão.
 Quanto à dívida alemã, virgem mas sem grandes escrúpulos, veja o documento sobre a regularização da situação [Clique aqui] . Fica para cada leitor tirar a necessária conclusão, única, de grande fatia da dívida alemã. Entre os signatários, os perdoadores a França e a Grécia. Se a Europa e, em particular, a Alemanha não conseguir resolver um problema de qualquer Grécia e quiser impor, contra tudo e contra todos, a sua posição prussiana de austeridade a todo o custo, então muitos choques se irão espalhar pela Europa. Tal como os alemães admitem (vêr vídeo ZDRneo), os alemães estiveram quase a ganhar duas guerras. Bom senso reclama-se por se tratar, apesar de tudo de um problema menor. Na certeza de que a dívida actual, quer dos gregos quer de países similares, não pode ser paga nos condicionalismos impostos.
Fernando Torquaz sempre pagou os produtos alemães comprados e produzidos na Alemanha, a pronto. Onde não há dinheiro, não há vicíos. Ensinado assim, desde sempre. Os europeus começam a ficar fartos de vilanagens e se os políticos europeus andam a brincar com o fogo, então a Europa que se cuide! Para além da posição de Fernando Torquaz, aqui expressa, convém dizer ao Coelhinho que Stiglitz defende que a Alemanha é a responsável da inflexibilidade para a ruptura europeia e não a Grécia ao qual se junta um outro economista famoso Piketty que propõe uma base semelhante ao perdão da dívida alemã, para resolver a questão grega e é manifestamente contrário à política de austeridade excessiva. Tal como muitos outros. Não é o Passos que dá lições de economia a este nível, mas como sempre não abdica da mentira descarada sobre falta de alternativa e propagandeada pelos seus seguidores.
Conferência sobre dívida alemã
 
Fernando Torquaz não é daqueles que culpabiliza a Alemanha por todos os males do mundo, porém, as soluções kaiserianas ou prussianas aplicadas à economia - austeridade repugnante com humilhações de povos - acarretam, de igual modo, a aniquilação dum povo pela via económica. E é de uma guerra económica que se trata. O mérito cabe à Alemanha pelo pulsar forte da sua indústria e da sua ciência aplicada, mas a troca é desigual : venda de tecnologia em troca de artigos industriais menores. Em termos simplistas: venda de tratores de última geração em troca de imutáveis batatas, sem venda no mercado. Exige-se, no mínimo. a um político uma certa coerência entre a prática e as ideias defendidas no âmbito político. Ora um indíviduo que mente de maneira grosseira [ as declarações de 2010 foram por ele proferidas e não pelo seu duplo] não deve ter segunda oportunidade. Se o PSD não arranja melhor representante para liderar o povo português, então, estamos conversados. Mas cada eleitor tem de assumir as suas próprias responsabilidades e arcar com as consequências da sua escolha.
De que viveu afinal o primeiro Passos? A pergunta é simples: Quem foi o empregador de Passos Coelho? O primeiro não se recorda ? Pergunte ao relvas. O relvas não explica? Conceda-se, de imediato, o grau de doutor honoris causa. O primeiro não se lembra? Peça, então, um atestado de mendicidade às juntas de freguesia extintas. O primeiro faz confusão com o termo competitividade? Pergunte, então, o segredo ao elogiado pasteleiro Loureiro a Dias. O arguido e arquivado administrador da SLN não se recorda? Porque não pedir um atestado de amnésia temporária? Por acaso, não é um produto da fábrica de Belém? Para evitar um mais que plausível processo kafkiano porque não perguntar ao orago de Belém? Garantidamente, o irrevogável sabe, mas não diz, mas que há trio, há.
Um deles, para gáudio de muita gente, vai partir brevemente. Os seus amigalhaços o confortarão. E um voo tranquilo na TAP não lhe tira o sono e o diapasão está afinado com o Governo, como ministro sombra. Os seus discursos já só atingem os peixes de Santo António. O duo-restante, ainda tem que pensar no país esfrangalhado que resta. O tempo urge, e ainda resta um tempinho para dinamitar o resto. Acabar a privatização das águas, que a da TAP está na mira. E O Metro de Lisboa alienado e jogado borda fora. Ora não há qualquer problema que o sector privado construa uma linha de Metro, desde que ponha lá o dinheiro privado, cobre os respectivos bilhetes e amortize os empréstimos solicitados à Banca.

Porém os privados comem a papinha já feita-Metro construído, O mesmo com a TAP e já tudo prontinho a servir à mesa. O resto são balelas do Passos. Negociatas é o que dá, vender ao desbarato. Por aí irão passar muitos tachos. Como o cidadão português não percebe o seu brilhantismo intelectual e apenas recorda a sua mendicidade, junto dos seus ex-patrões, então desce o primeiro Passos aos povoados ocupados pela tribo e, galantemente, recebe os aplausos das embevecidas plateias que por razões programáticas começa pela confraria do chouriço-Bragança, descendo para a confraria da alheira-Mirandela e, finalmente, para a confraria sem nome.
Após a ofensiva da dupla P-P sobre os mesmos de sempre (trabalhadores, funcionários públicos, reformados) já se preparam para a manutenção dos tachos, sob o venerando chapéu do divino augusto. Que se lixem as eleições, foi coisa do passado. Agora é tempo de defender os tachos, sem olhar a meios. O P:M. sabe que tem punhais apontados nas costas. E não é com a frase feita" que se lixem as eleições" que os tachos dos amigos de pin na lapela e associados se prolongam.
E o irrevogável despediu-se por s.m.s. ou por carta? Ou daí se infere que o país não tem também que pagar semelhante garotice? E o cidadão português a pensar na pátria que lhe rói os próprios dedos e a perseguição fiscal já lhe atinge as unhas! E os desempregados que o país deserdou? E o opróbio que os espera? Para quem tiver dúvidas aqui vai a citação sobre todos os malandros da Função Pública  e que constitui a Magna Carta, que atinge todos os profissionais deste sector público sem excepção, e causa profunda e última do estado a que isto chegou. Ouve-se a música e sabe interpretar-se a cacofonia.
Nada disso, aliás não se percebe para que servem as inúteis televisões? Fernando Torquaz já tem saudades da menina dos berloques, pois que as doutas deidades só vão piorando. M.M. Guedes em declíneo. Como os deuses já não convencem, lança-se para gáudio e divertimento da tribo, diatribes contra os  partidos da oposição e invoca-se, quando convém, a UTAO para assuntos onde não é chamada, nem tida nem havida. Lança a confusão o Passos, escamoteia e esconde a sua política destrutiva do além-troika e depois larga o assunto com saída de sendeiro. O delírio dos apaniguados atinge o seu ponto máximo com os programas dos outros partidos, nomeadamente o do PS, e como não poderia deixar de ser com a acusação primária de sirização do PS e a vendetta continuada da bancarrota socialista, centrada em Sócrates. As suas obras megalómanas pagam-se caro, mas que actividade exercia o P.M. nos tempos de vacas gordas? Fazia como os demais jotistas, tratava da sua vidinha e detestava qualquer actividade profissional, claro. O s amigos tratar-lhe-iam de arranjar actividades pomposas. Administrador da treta, numa qualquer actividade semi-clandestina. Daí a amnésia reinante, nos tempos que passam.
 Com ar de supremo líder, em biografia encomendada para acto eleiçoeiro, redentor da Pátria que nunca conheceu,  não destoa do personagem de 3ª. linha da manifestação plebiscitária do Hebdo, em Paris. Como não poderia ser diferente. de semelhante cabeça oca. E assim se enganam os pobres Tommies deste país. Cuidado, que dentro das tribos pode surgir um Armínio qualquer, cujo resultado final seja ficar sem a sua amada. E nos piores cenários, um Fritz qualquer pode destruir -lhe o destino sonhado.
O desvario a que tudo isto chegou tem destinatário.  Um jota conduzido a P.M. por um aldrabão dos Relvas conhecidos  liquida o país, vendendo ao desbarato os dedos que faltam. Eis o reinado do duque de copas de Massamá, do submisso pedinte da Germânia, do agressor da pobre Grécia e da triste figura ministra, curvada aos pés da finança alemã, em estilo bávaro-prussiano. O povo tem nas mãos o seu voto para atirar semelhantes governantes para o caixote do lixo da história. São facilmente identificáveis através do uso do pin na lapela, A cada um dos eleitores, compete decidir. Mas não se engana ninguém: o preço da liberdade exige sacrifícios hercúleos-para além dos que existem e, apenas, a firmeza de prícipios permitirá continuar a luta. 
 Conclusão : Na óptica de Fernando Torquaz  esta coligação vai ter sobre o país as mais funestas consequências. A matriz liberal desta coligação, baseada em princípios rudimentares de que que toda a empresa pública deve ser privatizada, fere letalmente o conceito de empresas estratégicas de que um país não deve abdicar: sector energético, sector de comunicações, sector da banca, sector cimenteiro e parte do sector de transportes.  Amordaça a soberania de um país. Esta coligação destruiu todos os sectores de que o país necessitava para poder resolver a questão da dívida do pais. Sem meios de produção, não se podem pagar dívidas. Se há alguém que sabe do tema é a Alemanha e ao cidadão comum basta ler o tratado de Versalhes e a sua inevitável consequência  o Adolfo, na variante não pagámos ou na redução da dívida. .
O  mito de que a gestão privada é eficiente não passa de uma mentira grosseira: caso do fiasco PT, caso do BES, caso do BPN, caso do BCP e caso do Banif entre outros. Mas não é nada de estranhar, onde um PM impreparado para tal cargo, se limita a executar frases feitas de austeridade, propagandear  balelas de que o privado é que é bom, de que os novos tempos são de natureza diferente. Como não poderia deixar de constatar-se: as exportações crescem mas o deficit comercial aumenta. É mais outra balela dos Portas e dos Coelhos.
O sector exportador português é limitado a pequenas áreas, sendo de louvar o genuíno valor dos empreendedores que colocam os seus capitais e saberes ao serviço das empresas que lideram, e em plano secundário em benefício do pais. Só que a capacidade de exportação destes sectores é limitado e a chave principal do problema não é dito e pura e simplesmente se omite. O savoir-faire cria-se, mas o Passos expele a mais valia dos potenciais trabalhadores para a desemprego e para os países industrializados. Com a agravante de desmentir o indesmentível. Um autêntico artista. E não percebe a razão pela qual a Alemanha exporta. Com a agravante de mentir sobre o tema e sobre a Grécia. A investida da coligação anda toda assanhada com a Grécia. Tratem do país e deixem de ser propagandistas de vão de escada. 
Esgotaram-se as reservas financeiras do país, em paranoias e delírios de obras megalómanas, das quais nem PSD nem PS se podem excluir. E a corrupção no meio deste caldeirão de inferno. O Centrão sempre funcionou, nem o Augusto fica de fora. Nem as Câmaras que investem dinheiros, a torto e a direito em parques de campismo, termas e ignoram e desprezam os cidadãos de aldeias perdidas pelo país fora. A troco de abandono das aldeias. E se alimentam barcas do Inferno na TV, e se privam as populações esquecidas do básico.
Quando a tempestade chegou, o conluio das parcerias público-privadas também levou aos contratos swaps, onde interesses políticos cruzados foram bater a muitas portas. Este caso foi e é apagado da memória dos portugueses, pois as Albuquerques Marias também por aí navegaram. Safou-se, a coberto desta neblina,  o manto socrático  de onda semelhante.
 Até a Autoridade Tributária ajuda à festa, cobrando a favor das parcerias. E brinca-se às listas VIP e premeia-se o trabalho do fisco inquisitorial e estimula-se a multa,  ao polícia zeloso. Vive-se num país de asfixia, num sufoco. Consequência directa das jotas que por aí pululam. A este estado de coisas, diz-se não. Cabe ao cidadão eleitor, a escolha criteriosa e em consciência , da separação do trigo e do jóio.
A complexidade da situação portuguesa actual é enorme. Mas a União Europeia também não está em melhores lençois e se o GREXIT vencer, há outros países que , por precaução, deveriam por as barbas de molho. E a menos que a Alemanha seja bondosa com Portugal e madrasta com a Grécia, Portugal está na calha para o infortúnio. A falsidade do Passos, arvorando-se em grande mestre da recuperação económica, não passa de mais uma cilada traiçoeira, Quem tem atenuado a alta taxa de juros praticados no tempo de Sócrates - os mercados, especuladores diga-se, não tem em conta os desejos ou querer de Passos, mas é a finança internacional que tem interesse nisso e o Banco Central Europeu que com as suas políticas monetárias tem procurado levantar a Europa do caos em que está mergulhada. A  inundação da Europa com dinheiro a taxa extremamente baixa só beneficia quem tem interesse e saber no investimento produtivo. Os depositantes das contas bancárias - os que levaram uma vida de austeridade-são penalizados por rendimentos cada vez mais baixos. Bem pode a dupla Passos-Portas cantar sonatas ao luar, no paraíso celestial que está  a chegar. As fantasias da dupla esbarram na realidade da vida e as nuvens negras pairam sobre o país.  O país encontra-se ainda pior que no ponto de partida. Podem existir cofres cheios algures, mas a dívida subiu a 130 % do PIB-contra 95% em 2010. Os cofres cheios são afinal o resultado de empréstimos. As reformas estruturais são nulas. O tachismo dos boys exatamente igual e o país vendido ao desbarato, mais pobre ainda. Resultado brilhante de todo o tempo de poder do iluminado de Belém.

 Mas uma nota ficará, a União Europeia só é forte com os fracos e a austeridade excessiva só revela punição e castigo. Falhanço da troika, sem apelo nem agravo. O critério de avaliação é simples: quando a melhoria económica surgir, logo se observarão instalações fabris, pedidos de mão de obra ,dinheiro em circulação a crescer, desemprego a baixar. Não é com vendilhões do templo que se lá vai, mas o único caminho, difícil, penoso e continuado, que a cultura e o saber português poderão potenciar. Num esforço colectivo.  Foi este o caminho da Alemanha, desde os tempos de Bismark até hoje, Caminho oposto ao do seguido pelo trio, onde a divisão dos portugueses é lei. Entretanto, o BREXIT espreita em banho-maria.  Em tempo de recreação, maneje as armas tal como a dama da fita Duelo no Texas. Entretanto, aguardem-se as novas da praia da Mantarrota até que novas papoilas surjam neste pântano, à beira mar plantado.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

DESTINOS CRUZADOS - Terra de incertezas

Angueira - Terra de migrantes
Que futuro?
 
O processo migratório tem evoluído no tempo. Reportamo-nos aqui ao início do Sec. XX, no limiar dos conhecimentos transmitidos pelos antepassados conhecidos. As consequências históricas da migração são hoje transmitidas por uma nova vaga de intervenientes e perpetuadas, por vezes, em terras longínquas onde a memória da origem se esvanece em novas paisagens. O grito pungido da migração ainda hoje ressoa nas casas de xisto, algumas delas em ruina total. Porém, as suas portas e janelas relembram vivências passadas, onde a fortuna e a má sorte se entrecruzam aleatoriamente.

O fluxo de novos povoadores no inicio do Sec. XX tornou possível a continuação da aldeia durante uma centena de anos e o abandono dos seus habitantes para novas paragens conduziu ao seu intenso despovoamento. Este texto pretende contribuir para a sua revigoração, numa base de migração, temporária ou definitiva, de populações. Aqui, aponta-se a componente pública para tal contributo. Deslocações de populações, estudantis ou outras, para a sua manutenção e, se possível, crescimento. À componente privada, voltar-se-à numa nova nota.
 
Conhecida a base agricola limitada para a sua sustentação e sendo os recursos naturais escassos, torna-se necessário implementar novas vias para tornar possível, em condições aceitáveis, a sua existência. Aparte a maquiavélica golpada dos seguidores do aldrabão relvas e do submisso pedinte Passos, a vida continua para lá desse horizonte de mentes tacanhas.

Rota das tropas

Os habitantes de Angueira descobriram, há muito tempo, os caminhos duros da emigração, tendo a aldeia acolhido gerações de migrantes internos. Tiveram que rasgar os seus horizontes por terras brasileiras,  muitos se fixando pela rota das tropas e muitas outras de diferentes linguajares e costumes.
 
Ajudaram a desenvolver territórios imensos, deixando para trás um espaço muito pequeno, limitado por uns escassos 10 Km (extremo a extremo). Nos Brasis, os horizontes eram quase infinitos. A alguns a fortuna sorriu, a outros nem tanto.
 
Por terras lamacentas da Flandres, homens simples, mas de carácter generoso e
I Guerra Mundial - Trincheiras (1914-18)
 

Campo de prisioneiros (Alemanha-1919)
e vontade férrea, gravaram nas suas memórias a dura realidade da Guerra mundial (1914-18) e que ,de todo, não era a sua.
 
 O fado português continua sendo o mesmo desses tempos. [Clique aqui]
 
 
 
Em textos anteriores, já referimos alguns projectos cuja intenção aponta para uma circulação maior de população. O recurso ao rio, pode constituir um polo de atração para visitantes da zona, extensíveis à zona raiana limite. Retomemos, então, as obras camarárias a que Angueira tem direito.


I - Construção de um Fluviário, para preservação da fauna e flora, características do meio ambiente local. A sua construção (sujeita, obviamente a todos os estudos de carácter ambiental),poderá localizar-se à saída da ponte da Senhora, junto ao riacho e em terreno baldio.

2. Construção de uma mini-hídrica, associada ao fluviário, para armazenamento de água e, eventualmente, para produção de energia eléctrica.
A C.M.V. conhece a problemática questão com a construção da mini-hídrica de Algoso.

3. As características do terreno permitem, sem grandes custos, a implantação de uma piscina natural.

A unidade conjunta permite uma visão integrada da fauna piscícola, fauna e flora, e introdução a áreas da geologia (minerais,complexo xisto-grauváquico entre outros) e ciências biológicas da população escolar do concelho e seus limítrofes.

II - Construção de uma via pietonal (a paralelo) ligando a ponte da Cavada  pela margem esquerda do rio Angueira, fechando na aldeia após o atravessamento da ponte da Senhora.
 
Este circuito, de declive variável, constituiria um circuito de manutenção física, de  ambiente aberto e um atrativo de visitantes a Angueira e de acesso natural ao fluviário.

III - Construção de um coreto, eliminando o lamaçal existente na actualidade, no local onde hoje se encontra o tanque (junto à fonte de mergulho). Constituiria a parte superior de um depósito de água para armazenamento da nascente da Fonte do Pio, destinada a prevenir falta de água extrema em períodos estivais e eliminação de toda essa área insalubre.
 
IV -  Construção de um desvio para trânsito pesado.

Conclusão: A construção /construções indicadas em I requerem (certamente) candidatura adequada a fundos europeus, mas como se indica no folheto de propaganda para as eleições autárquicas do PSD  não constitui qualquer obstáculo de monta.

 
No que respeita à via pietonal [ponto II],  verbas da C.M.V. e suporte técnico interno dispensam factores externos para a sua realização.
 
Para finalizar, a questão da insalubridade da zona [Ponto III] pode ser resolvido recorrendo aos arquitectos de Angueira - no pressuposto do que Angueira te não pode dar, mas sim no do que podes contribuir para Angueira. Aqui fica o desafio!
 
No que respeita ao ponto IV, o trânsito pesado tem alternativa, através da estrada de Vimioso-Avelanoso-Fronteira, cuja beneficiação se projecta e dee montante envolvido nada desprezável. Ou retirar verba para o desvio, em causa.
 
Como comentário final, Fernando Torquaz ouviu na brisa dos ventos que passam, a não equidade na pavimentação das ruas e numa base de total transparência é necessário fornecer a informação detalhada de toda a área pavimentada, critérios e montantes gasto na empreitada. No final das obras, todos os cidadão devem ter o mesmo tratamento.
 
O padrão deve ser igual ao de Vimioso, com passeios delimitados e indicação do local de estacionamento bem ordenado, já que não exige custo, bastante uma fiada de paralelos de coloração diferente para a sua marcação. Angueira não reclama nada de especial, mas reinvindica o desleixo continuado em períodos recentes por parte da C.M.V. A pavimentação parcial de Angueira é da mesma ordem de grandeza do polivalente de Caçarelhos, que no dizer de alguns, não tem utilização.

O critério da transparência é genérico e universal, aplicando-se igualmente a todas as actividades desenvolvidas: Junta de Freguesia, Casa do Povo e outras, isto é todas as restantes.
 
Não passa despercebido a F. Torquaz que todo o euro da C.M.V. deve ser bem gasto e,  por maioria de razão, em tempo de crise. Todavia, a simples leitura de qualquer pasquim do reino revela como a corrupção tomou conta deste país, confrontando o cidadão comum com revelações diárias de roubos de milhões. E tudo, a bem da Nação!

 

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014


                     BOM ANO NOVO - 2015

 

Grafitti artists in Lisbon ... (foto G.Silva)

Portugal visto pelo Guardian (14-12-2014) - Larry Elliott
The eurozone crisis - history is repeating itself ... again
Mundo surrealista  [A.Rieu]
Don't cry for me Argentina

Mundo real [E.Regina]
Como os nossos pais

Mundo cínico [ S..Boyle]
Britains Got Talent 2009

terça-feira, 16 de dezembro de 2014



           BOM NATAL - 2014
 

S. Botticelli- Natividade (1445-1510)
The  Prayer ( A prece) - Dueto Celine Dion - A. Bocelli
[Clique aqui]



 
 
 


 
 
 
Feliz Natal
Feliz Navidad
Merry Christmas
Joyeux Noel
Frohe Weihnachten


 

sábado, 29 de novembro de 2014

VENDAVAIS DE OUTONO

Vendavais de Outono-2014

Velhos Mensageiros do Além . . . Troika
 

CIRCO e OPERETA - Os novos figurantes da não fiável democracia

 
 
                   Ei-los, velhos e novos, que já se posicionam para mais uma corrida de carrossel - a nova etapa  Eleições Legislativas 2015. Travestidos de novas e velhas roupagens, vestidos a preceito com gravatas finas e discursos eloquentemente enganadores. Estatuetas do ridículo, ornadas de pérfidas mentalidades ocas, dominados por perversa sapiência estulta. Manipuladores da opinião pública, sem vergonha, sem honra e sem lei. Objectivo programático: corrida ao pote público, ataque em bando sob a orquestra dos partidos do saque continuado, na esperança da queda do divino maná - o vil metal (dinheiro), através da ramificação dos vários interesses públicos, privados e, restritivamente, pessoais.
Passos, coelho ladino e atrevido, ignorante primordial do reino,  redescobre na sua pátria imaginada o novo homem português, ressurgido das cinzas destruidoras do seu reinado numa terra prometida onde jorrará o leite e o mel.

 De Mota se vislumbra a diminuação do desemprego nas  escassas décimas das estatísticas manipuladas. Pires de Lima, pintor genial do reino, redescobre em Portugal o mirífico país das delícias terrenas. Inexcedível no papel de palhaço cínico na Assembleia da República. Actor refinado ou patusco labroscas? Novo erro de Filipe La Féria? O apóstolo Portas indica, de dedo bem direcionado e discurso, frio, pousado e eloquente, o caminho  da libertação tardia do jugo estrangeiro. Com o ponto ómega bem definido no seu celebre relógio - contador do Largo do Caldas.

O fotogénico  Aguiar Brankovsky, de brilhantina coberto e de pavão colorido, põe a descoberto a pérfida Rússia, apontando os seus terríveis misseis ao demoníaco Putin. O economista Crato  adopta o campo da teoria matemática do caos como lema do MEC. Só em vapores vínicos se descortina na Justiça um cheiro perverso a sabotagem e traição no caso Citius. Professor de excelência (Tribolet) perde o seu tempo a explicar que a área de informática é um campo melindroso, onde uma simples e elementar falha conduz a um pandemónio caótico da Justiça.  Até já o P. Macedo de instrumental Opus Dei dizem as más línguas, não descarta manipulação sinistra de mão escondida no incompreensível surto de Legionela.

Não poderia faltar ao cozido à portuguesa a mistura explosiva dos vistos dourados, espalhando o terror pelas hostes amigas do PSD e o insólito facto do MAI estar cercado de vampiros, sem disso se aperceber. Pois, pois,... O cozido português ainda se encontra sob fogo brando, até à colocação na mesa dos portugueses. O homem de Belém espera pela putrefação completa do reino.

 Eis o estado da governação, o estado de arte liderado pelo incompetente passos, tronco de uma árvore amarga, de ramos mortos e de frutos cada mais apodrecidos. Que dizer do inesperado  causador do caos educativo?  Da injusta Ministra da Justiça, que por ignorância elementar dos processos informáticos, leva à suspeição de dois colaboradores do Citius? Que dizer do imbróglio dos Visa Gold e seu mentor? Da bicada demissionária do MAI no debilitado PM e, porventura, seu sucessor?

E do novel facto do centrão (PSD, PS) ressuscitar as prebendas das subvenções vitalícias de ex-políticos, pela mão dos desavindos políticos: José Lello (PS)-Couto dos Santos (PSD), unidos pelo vil material para satisfação dos interesses do carreirismo partidário . Tiveram o mérito de colocar, com clareza a natureza do centrão político e colocarem a espoleta detonatória da ira popular. Não escaparia a Camões a clarividência presente do vil metal  e o tipo de acordos consensuais entre as baratas cúpulas dos mesmos partidos PS-PSD, ora troca ora tintas. 
Em suma: Governo à deriva, em roda livre, à espera de uma verdadeira oposição, ainda em construção. Não poderá esgotar-se numa solução de alternância política dos partidos da área do poder PS-PSD-CDS. Torna-se imperativo acabar com a partidocracia reinante, destruir e  eliminar  o carreirismo político. A confiança dos cidadãos portugueses, nos políticos actuais está irremediavelmente perdida. Apenas os fundamentalistas, sectários  de qualquer credo, se mantêm perfilados, inebriados pela avidez e  concupiscência que o poder e o acesso ao pote do vil metal  proporcionam. Não há outra razão para além do vil metal. Questões de ética ou moral para estas abencerragens não se coloca.
 
 
O binómio corrupção-impunidade tem impreterivelmente que ser enfrentada pelo voto popular. Os tribunais têm que julgar, de forma justa mas implacável. De forma que aos políticos corruptos não reste senão um julgamento justo e,  no caso de corrupção provada, a consequente sanção do confisco de bens, com mão firme, justa e pesada. Será que o cidadão comum, não envolvido em corrupção de qualquer tipo, tem de sujeitar-se à ignomínia de novos e antigos apitos dourados? Os cidadãos não aceitam mais o posicionamento cómodo que não existe legislação que permita a respectiva punição.  Expliquem, então à populaça, como um individuo ainda que no patamar de reformas douradas-por exemplo de base 5000 € brutos/mês, podem apresentar fortunas colossais na casa de dezenas, ou quiçá, centenas de milhões de euros. Por pouca aritmética que os juízes conheçam, uma verba justa, como legado aos filhos, estará na ordem dos meio milhão de €, numa base de troika continuada durante a vida de trabalho. Porque é que a justiça é tão condescendente com o chico espertismo reinante da classe política e não só? Afinal, os portugueses que facturas estão a pagar? Que se passa com os altos dignitários dos BPN, BCP, BPP, PT e zonas envolventes?

O limite do vale tudo está a aproximar-se, a velocidade estonteante, da opinião pública? Pergunta-se se alguém duvida das consequências que daí advirão. Ou a componente honesta, que ainda existe,  a começar pela mão da Justiça deste país é capaz de impor  regras de honorabilidade e credibilidade ao sector corrupto deste país, ou então, nos amanhãs incertos estes mesmos corruptos passearão as suas fortunas pelo arvoredo das avenidas, fazendo gala da sua fortuna ilicitamente adquirida  como consequência dos seus árduos dias de trabalho. Mentiras puras, materializadas em gravatas finas de vistos dourados.

O mundo actual  dos media manipula factos e o desenrolar dos acontecimentos em Portugal sucedem-se com tal rapidez que factos relevantes da actualidade  portuguesa podem considerar-se como eventos instantâneos.

Ainda os factos relatados dos vistos Gold se não tinham desvanecido e já os sucedâneos da conduta pessoal e/ou política de Sócrates e da ressurreição da requentada questão das  subvenções vitalícias dos ex-políticos  eram servidos de aperitivo ao povo português.

O povo português , demasiado complacente, tem tido o bom senso de ser pacífico e socialmente equilibrado. Perante a gravidade dos factos, assinalados pormenorizadamente pela imprensa séria, deve aguardar serenamente pela Justiça, que já tarda. A ela compete, sem benevolência, ser implacável, célere, transparente,justa e proporcionada.
Como mero exercício de reflexão, os portugueses devem, por imposição divina e com carácter de urgência,  peregrinar até Fátima, não vá o terrível vírus do Ébola  da corrupção espalhar o luto e a dor neste quintal. O momento português é de complexidade extrema, mas a esperança e a luta têm que continuar.  Para gáudio e satisfação das melhorias do deficit prescrito pelos liberais instalados no perigoso pântano passista, o caso socrático constitui a cereja no topo do bolo. O povo português, traumatizado pela hecatombe dos recentes acontecimentos políticos-vaga de prisões, não se deve deixar enganar e o importante é a descoberta das causas profundas deste país social e politicamente fragmentado. As insignificantes figurantes da franja passista-relvas, já se revêm numa vitória pujante nas próximas eleições Legislativas 2015. Pode sintetizar-se a tese destes paladinos, na oratória do deputado PSD, Marques - o Duarte " Aleluia,...já vem tarde" sobre a detenção de Sócrates (22/11/2014). Ou do próprio líder "Os políticos não são todos iguais". Convém ao cidadão eleitor filtrar estas mentalidades ocas, com escrutínio severo através do voto. Não são factos circunstanciais que levam um eleitor consciente a alterar o voto. Muito menos, com argumentação pacóvia.

Voltando aos poetas que podem ser líricos mas não desprovidos de razão objectiva,  tal como Camões na sua doce amargura perguntaria:
    • Quero ver, claramente vistos, todos os políticos, sob forte e sólida  suspeição sde corrupção, sem atenuantes de cor, ideologia, nome ou partido - presesentes nas barras dum tribunal, perante uma Justiça, transparente, célere, justa e à procura da verdade dos factos. 
    • A Justiça ainda não deu resposta a uma infindável e aberrante lista:O caso Sócrates é o mais recente, mas convém lembrar  antecedentes numa infindável sequência:
      • BPN, BCP,BPP,BES/GES, ex-PM, e ...
    • Quero ver, claramente vistas, as provas da inocência do PM no caso Tecnoforma! A candura piegas da prescrição não cola.
      • Idem para o caso dos submarinos  e todos os envolvidos no imbróglio!
      • Segredo bancário questionado e movimentos bancários de/para offshores!
    • Contas de milhões nos paraísos fiscais, claramente escritas em letra de forma
    • Os M. Mentes deste país explicar perante a Justiça, claramente explicado, a fonte de informação de segredos e sigilos governamentais no caso BES/GES.
    • Mesma receita para os atropelos à Justiça de fugas recentes de informação no caso ex-PM.

Em termos simplistas, ou a componente honesta dos partidos força a uma regeneração interna forçada - eliminando os indignos políticos corruptos- com a consequente vassourada geral  até à quarta geração dos corruptos no seu interior ou uma nebulosa revolução se esconderá nas entranhas destes partidos -veículos de ideologias de cariz incerto, novo ou velho. A eterna questão do enriquecimento ilícito.
A oposição ao actual Governo, ainda em construção, tem de ser liminarmente taxativo na eliminação da corrupção no seu interior.

Não vai ser fácil acabar com o sistema instalado, por constituir uma rede alargada de interesses pouco claros, numa teia de interesses cruzados de organizações várias. Terá necessariamente que passar por uma punição exemplar dos políticos mentirosos em actos eleitorais, restabelecer a máquina administrativa do Estado até ao nível de Director Geral dos vários sectores dos Ministérios.
 Varrer de vez com os assessores partidários (leia-se, tachismo político) e colocar o planeamento/desenvolvimento do país, em mãos experimentadas das áreas, técnico-económicas e de consenso político alargado. Subtrair o poder aos auto proclamados lideres, surgidos do nada das várias juventudes. O actual sistema reclama a regionalização do país. Só faltava esta peça da administração para completar o bolo partidário. Imaginem os senadores Menezes, em tempo de pousio, em lauto repasto!
Os apelos do PR aos acordos de regime não visa a regeneração dos partidos, mas a manutenção do sistema partidário ou o status-quo reinante,  fonte e causa última do estado caótico e falido a que este país chegou.

É imperativo mostrar aos insignificantes passos e seguidores que o povo eleitor não volta a deixar-se enganar com balelas e palavreado grotesco. Propagandeado por bloguistas, pagos à linha. [Veja-se por ex. a coutada do Blasfémias, onde se pavoneiam muitos deles e muitos outros pelo observador]. Um ou outro aparece como inquisidor na comissão da AR ao caso pantanoso BES/GES.  O povo português, já consciente de conclusões previsíveis destas comissões parlamentares, deve organizar um jogo de apostas sobre o despacho final deste imbróglio privado.
Parafraseando PCoelho que garantiu publicamente ter uma enxada para trabalho, então de acordo com a sua esgotada austeridade sobre a classe trabalhadora, só lhe resta  ir trabalhar para o túnel do Marão e como tem apoios lá por Vila Real,  levar a marmita de casa e aguardar, com sacrossanta paciência, o dia de pagamento do salário mínimo nacional. Se conseguir economizar algo para uma manta rota, talvez tenha a visita do lendário São Martinho e possa ter a satisfação da vivência de uma velhice acima das suas posses. O leitor inteligente certamente perceberá que não merece melhor sorte. A vida é de luta, constante e sem vacilações. Apoiada na inteligência. Como diria, um politico sectário:" Os políticos não são todos iguais" . Pois não, uns são mais incompetentes que outros...diz comentador PSD afiliado" Ou no dizer do poeta" Uns são mais corruptos que outros". É uma questão de escala.

O orago de Belém a isto diz nada. Prolonga a agonia mórbida sobre águas estagnadas. Conscientemente, a sua estática figura para além da troika, não levantando ondas e o tempus fugit ajuda ao esquecimento. Entretanto, condecora  um insigne maoista -  Durão Barroso,  cuja divisa assenta na cobarde fuga de um país em dificuldades extremas e numa mentira de imaginárias armas secretas no Iraque, cujas trajetórias se escrevem hoje em ainda mais terríveis manchas de sangue inocente. Iraque escreveu, ressuscitando velhos fantasmas.

Os portugueses não são dignos de tão excelsas criaturas, não passam de meros números fiscais. da AT, ou vítimas de cobrador de fraque de parceiros BRISA. No dizer de tais quejandos e, em modo irónico, os portugueses são meros ignorantes manipuladores de ONG's e Tecnoformas várias, ignorantes primários de diplomas relvistas, desconhecedores dos corredores BPN, de acesso a padrinhos e compadres de rendimento fácil. Amantes de luxuosos carros estatais, prebendas várias, de inexplicados contratos de submersíveis, de irrevogáveis decisões e justiça paralisante, jogadores de casino, gravatas coloridas em estatuetas pétreas, ocas e inócuas, de revestimento superficial e de pura ilusão mental. Algures, no seu seio, despontam de quando em vez estatuetas letais e extremamente perigosas.

Fernando Torquaz, confundido na sua pequenez pela dimensão gigantesca do céu estrelado observado em tempos idos, só muito tardiamente viria a conhecer a dimensão telúrica do homem de Torga. No seu dizer, andou por Miranda do Douro a perscrutar a sua voz perdido em massas graníticas gigantescas.  Por tentativa e erro fez a sua aprendizagem, sempre incompleta e parcial da dimensão humana.

Não são os pasquins ou as TV´s divertidas que lhe tolhem a mente. Recorda-se que, em tempos idos, a pretensa acusação de roubo de um saco de café, humilhou um homem perante os seus pares, perante a grosseria política reinante de então. Um homem simples e indefeso perante uma acusação, sem direito a qualquer defesa. Cena horripilante que se repete, de modo sofisticado com imprensa de pasquim e TV´s sem ética, discernimento ou pudor nos tempos actuais.  Elogio da loucura, em pleno Sec. XXI, levado a cabo pelos vários dignatários da capital do reino.

Fernando Torquaz com horizontes rasgados em livros de ciência, supostamente exacta, onde o trabalho se exige em contínuo e a fraude e  aldrabice não colam, levanta-se para questionar o julgamento público de qualquer ser  humano, do simples ao erudito filósofo, sem distinção À Justiça compete julgar factos objectivos, suponho eu, e a fuga de informação da área da Justiça para a imprensa escrita e televisiva, deve ser integral e transparentemente esclarecida ao público. Tal como na vaga ideia remanescente,  já houve julgamento condenatório, por parte de muitos.

Todo o ser humano, até à decisão da Justiça deve ser presumido inocente.  O cidadão português não influente navegou por correntes ideológicas de todos os quadrantes, pelas vagas sempre alterosas  de interesses alheios. À grande cidade deve o local de trabalho e vivências várias, mas a matriz da sobrevivência foi gravada pelos montes ermos da terra fria e foi  a natureza, rude e cruel, que apontou o rumo à vida. Em casas pedrenhas se traçaram muitos destinos similares, em geral, tormentosos, mas dignos de toda a justiça, dignidade e respeito. Hoje em locais ermos, de despovoamento consentido e previsível.  Nada deve às estatuetas de barro dos tratantes governativos actuais. Aos seus apaniguados e seguidores, deixa-se aqui três palavras chave recorrentes para meditação (Logos,Ethos, Pathos) da filosofia grega e discutidos por um dos seus dissidentes da mesma cor política , mas de pensamento próprio. desalinhado e não seguidista.

Passos Coelho está a engolir as suas delicodoces palavras" Que se lixem as eleições.." Não há melhor forma do que ignorar e distrair da realidade económica factual,  de vivência do cidadão comum-próxima do insuportável, criar factos antigos e atiçar a memória das suas próprias vítimas. Pela mão da sua clique de direita ressabiada e falhada, que vagueia por certa imprensa e publicações [Veja-se, por ex. o observador]  e que, no final de contas, pretendem a mobilização das suas hostes para a corrida ao pote público: Eleições Legislativas 2015. Contrariamente ao que possa pensar, nem Passos Coelho e seus mentores descobriram a pólvora nem a demagogia fundamentalista anti - socrática, por estúpida argumentação, pode identificar e tentar responsabilizar como único responsável  O Sócrates não grego, pelo infortúnio em que o país está mergulhado e da saída deste pantanal pelo próprio pé.  As aldrabices do Passos só passarão àqueles que não quiserem ver. As socráticas despesas; as inúteis e as perversas, também ajudaram a traçar o cruel destino da população portuguesa. O seu erro maior foi não ter  travado, com firmeza, a despesa e ter ido na conversa duma europa corrupta, vil e traiçoeira e na linguagem melíflua de banqueiros  e financeiros oportunistas e letais.
À sua maneira a Europa também tem de explicar:
  • O caso LuxLeaks  - Escândalo Luxemburguês [Clique aqui , em inglês].
    • Solução: Responsável máximo-liderança da EU
Peça de texto surgida num jornal alemão e que se reproduz abaixo:

 "The Cartel: Behind the Scenes in the Libor Interest Rate Scandal
There have been plenty of banking scandals, but none quite like this: Investigators and political leaders believe that the manipulation of the Libor benchmark interest rate was the result of organized fraud. Institutions that participated could face billions in fines and penalties. By SPIEGEL Staff"
    • Bancos envolvidos:!
Os escândalos financeiros são muitos e variados , até aqui pelo burgo e como facilmente se depreende diferem em muito em termos dos montantes envolvidos e de  Veja-se:
  • Escândalo BPN - 6 000 milhões de euro!
  • Escândalo BES/GES - ?  A justiça alguma vez apurará  o montante ?
  • Que significam 20 milhões de euro com Escândalo - BPN : R=0.0033 (3).
Para que não restem dúvidas, todos os políticos,sem excepção, envolvidos em processos lesivos do bem comum  devem ser presentes à barra dos tribunais, imparciais, justos e atuantes. Todos os processos em que políticos pouco escrupulosos estejam envolvidos, mesmo os  de ética ou moral duvidosas, deve ser vigorosamente referidos na imprensa e outros média, mas não transformar a Justiça da verdade em justiça justiceira e populista.  Independentemente de nomes sonantes, pergaminhos familiares ou profissionais. Retomemos, pois, os antigos conceitos gregos e veja-se o retrato do pantanal em que o país se encontra mergulhado.

Antes de mais, Passos Coelho chegou ao poder através da mentira e da falta de imparcialidade de muita imprensa, apoiada em factos reais de uma generalizada  antipatia socrática, motivada pela sua arrogância-próximo, por vezes, da prepotência.  Com fundamentos reais, credíveis e justificáveis, em muitos imbróglios. Os actos políticos da sua gestão: PPP (parcerias público privadas, swapps, contratos, ...) têm de ser escrutinados pelos eleitores. Tudo, sem contemplações.

Embora a opinião pública, geralmente e com algum fundamento aponte tal facto, não é , todavia legítima, a falsidade conscientemente assumida por Passos para atingir o pote público. Em primeiro lugar, ou não estava preparado para o lugar, desconhecendo os factores económicos e outros, ou não tem competência suficiente para ocupar o lugar de PM.. Ou ocorreram as duas condições simultaneamente.  Quanto ao primeiro item, falta-lhe a componente teórica para exercer o cargo com rigor exigido pelo cargo de PM. Ora uma licenciatura aos 38 anos não abona em seu favor. A sua fraqueza leva-o a inserir na sua equipa governativa doutorados vários, sem experiência politica. O que leva gente de profissão bem definida e muitas vezes profissionalmente brilhante a ocupar o lisonjeiro lugar de Ministro? Penacho e ambição de poder, sem limites. Assim, a nova MAI cai na área das explosivas polícias. Em lugar errado, dizem muitos.

A ascensão pela via da partidocracia não é condição suficiente. Aqui fez a aprendizagem do xico-espertismo e da esperteza saloia da filosofia das Tecnoformas, que por aí existem como cogumelos, em ementas várias de diferentes polvos. Tendo como colega o  iluminado licenciado Relvas, compagnon de route de Passos.  Sócrates, alvo de predileção de muitos seguidores e apaniguados de Passos e do seu fiel amigo Relvas, navegavam nas mesmas águas das licenciaturas em promoção. A verdade é que Sócrates, o português, tinha um grau académico normal (nada contra) e, por pavonice, o grau de licenciado em engenharia soava melhor, e se obtido em promoção, ouro sobre azul. Enganou-se. Relvas não conseguiu ver que a sua licenciatura em promoção se iria transformar num espinho cravado na sua própria garganta . Ainda vegeta, lá pelos terrenos PSD do costume.

Sem filtros nem teias de aranha nos olhos, todos os nordestinos da terra fria e que ainda admitem como reserva moral algum patriotismo, possuidores de títulos académicos do antigamente, reconhecem as dificuldades, as canseiras e  o esforço humano e intelectual necessários à sua obtenção. Alguns de forma hercúlea e um punhado de outros, ligeiramente mais desafogados financeiramente, nunca se poderão rever num PPC, politiqueiro de meia tijela e um estudante baldista, insulto maior de qualquer estudante nordestino, espartano por imposição da vida, suponho. Não se revêm no figurante PPC, a lidar com problemas complexos como o do BES/GES. Como não poderia deixar de ser, por incompetência escondida, delega no BdP ou noutros órgãos em casos similarmente repetidos.

Quanto ao programa de Governo (Eleições de 2011), toma como seu o programa da Troika, porque outro não tem, e como não tem ideias para se impor na defesa do povo português perante a Europa e o FMI, aceita pacificamente tudo o que lhe é imposto, submete-se candidamente a uma posição subserviente dos interesses alemães e dos mercados financeiros.  O além da troika (OE2015) prolongar-se-á indefinidamente, porque a receita da austeridade a todo o custo é a única ideia existente no seu espírito vazio. Entretanto, tratou de liquidar a mão de obra especializada, convidando à emigração forçada de jovens  que merecem melhor sorte e liquidou de vez algumas empresas rentáveis como os CTT e a EDP. De acordo com a sua teoria neoliberal, os interesses de Estado não devem imiscuir-se nos interesses privados, mas não teve problemas éticos ao entregar a EDP aos interesses do Estado Chinês, e como não poderia deixar de ser com emprego para os boys Katrogas.

Tal como assumirá, de novo, a posição de Pilatos no imbróglio PT/PT-GPS. Como não hesitará em  privatizar as águas, que desde a escola básica F.Torquaz aprendeu a respeitar como um bem público, que servia para aliviar o corpo sedento, dorido de trabalhos árduos e lavar os rostos encharcados de sangue, suor e lágrimas.

A perplexidade de Fernando Torquaz perante os factos políticos actuais não lhe tolhe a mente, por inação ou do fácil laissez faire-laissez passer. Enquanto houver vida, os montes transmontanos ensinam à resistência da erosão brutal e permanente. Onde por essas alturas planálticas se sabe vislumbrar a falsa coragem de PPCoelho. Onde alguns vêm coragem, F. Torquaz só consegue descortinar estupidez no seu estado puro. Recorda, do ensino básico a lengalenga" O burro é um animal sóbrio e de inteligente memória". Quanto à sobriedade do animal, ninguém por essas bandas do planalto duvidará, já quanto "à inteligente memória", certamente a crença  pretenderia dizer que "o burro zurra sempre, de igual maneira, e  de acordo com a mesma pauta musical. Não poderia esperar-se que PPC resistisse à remake da mesma cena de 2011, ao grito liberal do " além troika", à culpabilização do cidadão comum da vivência acima das suas posses, do massacre continuado dos mesmos (funcionários públicos e reformados, de todo o povo trabalhador), da coleta massiva de impostos, da incompetência repetitiva da sua governação, ou abdicação da sua teimosa casmurrice-burrice inata. Com o devido aval do orago de Belém e dos seus propagandistas, lá para os lados do Observador e das interessantes Blasfémias. De abruptas incompatibilidades.

As declarações de PPC, no período eleitoral-Legislativas_2011 são claras e sem margem para dúvidas. São reproduzidas aqui (ver vídeo abaixo) para reflexão e análise e respigadas de sites na Internet, e poder ser confrontado com a sua mesquinhez, de peregrino adulador dos mercados, perigoso e destruidor de toda a esperança de um povo sofrido.

1. Pedro Passos Coelho - Best of  2010-2011. Abrir vídeo [Clique aqui].

Comentários, de entre muitos,  ao vídeo feitos por cidadãos anónimos
a) Os números não mentem (dn-11-01-2014):
A recessão acabou, o desemprego está a baixar a olhos vistos. A esquerdalha anti-patriótica quer é que o governo falhe para governarem à força. Temos pena.

b) Zé Socas e Coelhone farinha do mesmo saco. Cambada de Aldrabões e Ladrões!

c) Pedro desculpa por ainda estar vivo, peço desculpa por eu permitir que me tornes pobre, desculpa por ser submisso, perdão por nunca ter acreditado em ti, perdão por viver neste país chamado Portugal com 800 anos de História, perdão por estar a financiar a ladroagem do BPN, perdão, perdão...

d) Anónimo: [Resposta a um posicionamento eleitoral]       
Atenção Sr Jorge, sou mulher mas não sou burra. Aliás, sou Economista, mas economista mesmo, não sou politica. E abomino estes politicos do governo que acham que tiram um curso por correspondencia numa privada e já sabem muito de economia

Tão insólita, excelsa e providencial  figura PP_Coelho não poderia ter um conhecimento tão sólido e real dos problemas económicos do país. O PM foi criação divina de Ângelo Correia, do eminente e influente licenciado Relvas e do clarividente negociador do acordo com a Troika. Ignorante promovido a PM. Com a sacrossanta bênção papal de Belém e da benemérita ajuda troikiana.

A bem da nação e para que conste nos registos, elegeu--se para PM (2011-2015), o adorável redentor PPC, salvador de uma pátria moribunda, com meta estabelecida de viragens confirmadas nos sucessivos anos de poder passista. Para os que têm dúvidas, veja-se o vídeo Momento ZEN (de autor conhecido [MomentoZen-viagemQuártica]. Assim se chega à conclusão do anónimo a), de viragem em viragem, secundada por todos os portugueses, patriotas e anti - esquerdalhos (diz). Todos os restantes portugueses fechem as pestanas e rendam-se aos factos!
O economista PPC ou lá o que é, só poderia conduzir ao relógio da dívida  do jumento  [Clique aqui, para conferir as horas da tristeza, da mágoa de um povo e da mentira propalada por várias frentes da imprensa - em fase comatosa de Pré-Eleições  Legislativas_2015.

b) Muitos portugueses se revêm na repulsa dos partidos da dita área do poder (PSD,PS e CDS) e porque não quase todos os demais,, fontes de corrupção ativa e passiva tal como apontado por muita imprensa escrita e media. Cabe à Justiça, em estado hibernal, separar o trigo do jóio e ilibar os políticos (não corruptos) de tal labéu. Até periódicos pasquins , mesuráveis em volumetria de sangue e comprimento linear de majas desnudas, atiram setas certeiras sobre alguns polvos de corrupção.

c) Este anónimo reclama perdão aos deuses, quiçá cansado dos trabalhos da vida e lamenta não puder partilhar a terra prometida onde jorrará o leite e o mel, do paraíso neoliberal. Decerto se livrará de obrigações terrenas quando, de bolsos já  esvaziados estiver esperando, como cristão paciente, o dia do juízo final  do BPN.  As boas ações compram-se, em vida, mas teria de ter vivido segundo as regras da santa madre e na divina graça do supremo sacerdote!

d) A irritação desta anónima já pressentia a tirada grotesca de PPC, no celebérrimo Pedago (em Odivelas), sobre a pieguice dos  lamurientos Portugueses. Passos, em todo o seu esplendor!

 O povo sabe valorar e respeitar os políticos impolutos e servidores abnegados da causa pública.  E sabe que não se deixa cair na asneira primária de apontar o dedo, sem provas ou evidências plausíveis e fundamentadas. Nem se deixa acobardar por políticos, bem falantes, por vezes de dedo em riste e ameaçador. Nem que sejam sobrinhos netos de aviadores destemidos. Quem não deve não teme! Temem silenciosos, porém, os jornalistas portugueses de investigação, se ainda existem! Piegamente, se deixam muitos portugueses enganar por falsários políticos, jornais e jornalistas de pacotilha !

Este tema da corrupção, visceral no interior dos partidos políticos, percebe-se melhor em castelhano. Quanto à saga portuguesa, basta folhear os jornais portugueses para, diariamente, se ter uma noção da podridão que corre debaixo das pontes, das gavetas e offsores. Os aqui assinalados, são meras indicações da imprensa. Porém, urge o tempo de acabar de comer gato por lebre!. Assim, mudamos de agulha para a Espanha corrupta. Em Portuigal, só existem anjos impolutos, de asas cristalinamente alvas, alguns  políticos e outras aves raras corruptos mas prescritos e alguns (poucos) em ajuste judicial! Por isso, a consulta de periódicos estrangeiros se torna necessário, para purificação das águas das fontes noticiosas portuguesas. Por isso, nestas linhas, se apontou sempre o caminho de um trabalho árduo dos estudantes do nordeste português em todas as áreas: desde as  línguas até às ciências exactas (matemática, física, ...), passando obviamente pelas da área social. É esse o caminho estreito que resta ao nordeste transmontano.

Saludos de Espanha!


Ora tente-se vaguear pelo labirinto dos partidos; à procura da corrupção e dos labirintos sinuosos, nas sucessivas variantes descritivas  do periódico espanhol El País ( [Corrupciones1],  [Corrupciones-i]

Pode aceder-se a descrições semelhantes,através do site aqui indicado [Cliqueaqui_Corrupcionesvarias] e, individualmente, através das várias etiquetas mencionadas para os interessados.

Este tema da corrupção em Espanha levaria longe, sendo o caso Gurtel, [Cliqueaqui_CasoGurtel]  digno de caso de estudo. A última peça a cair foi a Ministra da Saúde espanhola. Aponta-se, intencionalmente, o país vizinho para os piegas (no dizer de PPC) anotarem  o que se passará no quintalinho dos Menezes, que por aí se vão divertindo `a custa do "povo, besta de  assunto restrito para futuros juízes portugueses, em período de CEJ. Manifestamente, falta um Camilo contemporâneo que escreva o folhetim  português, em português vernáculo!
A luta contra a corrupção é desigual dadas as forças de interesses presentes e das guerras subterrâneas, com mais ou menos avental, bênção divina de Opus, ONG tentacular, ou fictícias empresas de sócios sem memória.. Segundo as declarações do ex - super juiz espanhol Garzón, o único condenado no processo Gurtel [corrupção que envolve sobretudo figuras ligadas ao Partido Popular´PP] até agora é ele próprio, cuja condenação por seus colegas juízes resultou na suspensão de exercer a profissão de juiz durante 11 anos em Espanha. Et pour cause...

A velha Albion (Inglaterra-UK)

A questão das dívidas soberanas não é um assunto exclusivo de Portugal. Consulte aqui a evolução da dívida inglesa (UK-contadorDaDívida) e das suas causas. A divida nacional do Reino Unido cresce a uma cadência de  5170 libras/s e a sua divida ultrapassou 1 trilião de libras {1000 000 000 000 000 £ ou seja : Dívida UK=10 ^12 £]. A questão da dívida soberana coloca-se, de igual modo, no Reino Unido, só que com armas económicas diferentes. A posição dos principais partidos (Conservador, Trabalhista  e Liberal) é , se não completamente esclarecedor, pelo menos é exposta com elevação e rigor indicada aos cidadãos. A argumentação apresentada pode vêr-se nos debates para as eleições de 2010 (clique aqui UK Elections 2010), e cujas eleições levaram ao poder a coligação Conservadores/Liberais, após a derrota de Brown, sucessor de Blair. Os factos políticos são analizados em vários jornais de referência, e quase todos são unánimes em apontar à dupla:Reagan-Tatcher os mentores da globalização e da desregulação dos mercados financeiros. Ou seja, transferência do poder real do mundo político para a esfera financeira e financeirismo, onde vale tudo. As causas são mais profundas, do que a simples análise passista e à qual se não lhe reconhece autoridade académica ou política para o fazer.

Jardim das delícias terrestres à beira-mar plantado

Com o objectivo de estudar este fenómeno e refutar a parvoíce mentirosa passista da sua austeridade acéfala, resultante da sua obstinação, atingindo como alvos preferenciais a abater : os salários resultantes do trabalho, com particular requinte os do funcionalismo público,  reformados, ataques aos benefícios sociais, SNS e alicerçados numa politica neoliberal da destruição do sector público em detrimento do sector privado. Para completar o ramalhete, venda a pataco do que resta dos dedos já que anéis já foram na levada.
Para informação do leitor, deixa-se aqui o contador mundial da dívida . Seleccionar, de seguida o contador da dívida de Portugal. A carga monetária que cada cidadão tem que suportar, com inclusão de todas as trafulhices transversais, verticais e horizontais - desde a corrupção aos vícios privados dos banqueiros, acumulados ao longo dos tempos e dos espaços é a seguinte:
Interest per year: 8,193,675,523€

Population: 10,487,289

GDP:
184,841,586,764€
Interest per second: 260€

Citizen's Share: 23,014€

Debt as % of GDP:
130.57%
Assim vai este jardim! Dívida Portuguesa em 17/11/2014 : 241 350 597 108 € , cerca das 19h 20` !
Como exercício aplicado, veja a dívida quando visita resta página!
É questão para perguntar: Como se chegou aqui? Parafraseando o PR, o que andaram a fazer os governantes deste país?  Já nos referimos, em escritos anteriores, como se acumulou tanta dívida ? O governante Sócrates está reflectido na linha "interest  per year/Juros por ano (8 193 675 523€), mas não é o único responsável, como  se faz crer.  A corrupção e falta de transparência não é um exclusivo de ninguém.

Por isso, processos pouco transparentes têm de ser revelados à opinião pública. Vai ser um processo lento e morosa. Conduzido por uma verdadeira Justiça, onde os princípios basilares do cidadão sejam salvaguardados. Em caso de dúvida, beneficie-se o réu. À Justiça o que é da Justiça, à imprensa o que é da imprensa. Cabe aos partidos respeitar a Justiça ou lançar os processos da Justiça para a praça pública como processo político. transformando-os em justiça popular. A frase "os políticos não são todos iguais" revela o estado de alma. Já está a imaginar que está a apanhar as canas quando o lançamento de foguetes ainda nem sequer foi iniciado.  Claro que o caminho da Justiça ainda terá que seguir pelas autoestradas da informação; câmaras municipais desde 1 até n, swapps, parcerias público-privadas, sociedades de advogados, sistema bancário, offshores, cartel internacional de bancos. LuxLeaks, escândalo Libor (UBS, Deutsche Bank,... ). Registam-se para consulta as taxas que cartéis de bancos foram obrigados a pagar (onde a regulação dos mercados é a sério):

Conclusão

Fernando Torquaz, cidadão normal deste país, refuta completa, vigorosa  e integralmente, a afirmação gratuita da vivência acima das suas posses de um PM, promovida a tão alto cargo da nação baseado na mentira, propagandeada e espalhada aos quatro ventos pelos seus apaniguados, na base  de uma partidocracia incompetente, impreparada para a governação e ávida do vil metal do pote público. A sua confiança, tal como grandes sectores da população portuguesa, está irremediavelmente perdida em políticos de tão baixo calibre .

A subida de semelhantes personagens aos mais altos cargos da nação só pode entender-se pelo carreirismo político, que na ausência de uma formação política sólida alicerçada nas componentes: jurídica, económico-financeira, social, político-administrativa, educativa e cultural, filosófica e histórica, entre muitas outras ciências fundamentais, só pode conduzir à anarquia e ao caos. Não é por acaso que o caos na justiça, na educação, no sector bancário tem elevados custos para o povo português-besta de carga de todos os impostos, possíveis e imaginários e joguete sofrido de frases soltas e imbecis. Este problema põe-se com particular acuidade em Portugal, mas varre (ainda que com menor intensidade ) todo o panorama europeu.

Ora, a solução radical consistira numa eliminação completa de todos os parasitários dos partidos políticos. A seleção dos eleitos deputados têm que ser decididos pelo sufrágio do voto e não por escolha política, dos líderes dos partidos.  Estes líderes, até agora, têm sido eleitos pelas claques partidárias, de que constitui um exemplo, o falso licenciado Relvas que ainda se arroga o direito de  propor estratégias para a dupla CDS-PSD para tempos vindouros. Quem não obedecer ao chefe, fica sob a alçada de Montenegro. Partido, uber alles ...

 O partido socialista, pela mão de Seguro, propôs eleições primárias, enquanto método possível de melhorar a escolha dos líderes partidários. Pequeno avanço, mas constitui apenas um esforço e um caminho. Este método é, de há muito, usado e discutido em França e noutros países e, como tudo na vida, tem vantagens e desvantagens. Como este texto já é bastante extenso, não fazemos sequer as referências que por norma são indicadas.

A fúria da investida PSD-CDS contra o novo candidato a líder PS-António Costa só revela o grau de perigo e temor do poder reinante. Seguro, constituía, um valor seguro de tranquilidade nas hostes governamentais. A palhaçada Pires de Lima sobre questiúnculas banais de: taxas, taxinhas e tachos em perigo. Que significam os sacrifícios impostos por farsantes destas hostes aos portugueses -  quer aos não endividados quer aos endividados por via da austeridade imposta - que já contribuíram várias vezes com montantes bastante superiores à  dívida /por cidadão que lhes cabe por simples conta de operação de divisão, resultado da incompetência política, das trafulhices do sector público e privado, das vigarices pessoais de tantos - políticos ou não? Nada!

Quem quiser passar pela informação pública, da Assembleia da República, facilmente verifica que o sistema político actual é um palco de louvaminhas, de obediências cega ao chefe e garantia de tachismo. Tem isto isto a ver com o significado irrelevante da lógica parlamentar. Ao político visado na questão Tecnoforma foi perguntado: " Quanto e como recebeu?" Resposta de fuga:"não me lembro", "maioria partidária" e "procuradoria da república".Michael Seufert -deputado CDS : intervenção política de um estudante eterno em defesa do economista-matemático Crato. Francisca de Almeida - membro da Comissão Parlamentar de Inquérito aos Programas Relativos à Aquisição de Equipamentos Militares (EH-101, P-3 Orion, C295, torpedos, F-16, submarinos, Pandur II) do  da qual se demitiu pela força do óbvio. C. Abreu Amorim- membro da Comissão Parlamentar de Inquérito à gestão do BES e do Grupo Espírito Santo ..

Os portugueses interrogam-se : "Que resultou de tantas e tantas comissões de inquérito?" Praticamente nada, tudo como dantes, quartel general em Abrantes!

Os portugueses interrogam-se " Que resultará da citada Comissão BES/GES?" - Aceitam-se propostas de adivinhação!

O descrédito da classe política sente-se pelas escuras ruas de um país em saldo. A solução radical da vassourada geral nos partidos é quase impossível. Se a malha de corrupção for tão extensa que seja impossível controlá-la, que resta ao povo português? Responda quem sabe. Manifestamente, os tribunais terão que ser  uma parte actuante e decisiva no processo. Justiça, não justiceira, é o que se espera. Veredito final : a verdade.

Como sempre estes textos dirigem-se a um público  das frias terras do nordeste transmontano. Anteriormente tidos por homens honrados, em geral, alguns influentes chapinham hoje pelo lamaçal da política suja.  Embora escritos em prosa, estes textos não passam de poesia pura. Onde estão as tecnologias de comunicação lá por essas terras frias? Onde está a informação, veiculada pelas TV´de informação? Informação, só paga! Jornais ? Nem vê-los? Que saída ? A esperança terá que ser a última a morrer e, portanto, a referência a textos estrangeiros constitui uma maneira de aprendizagem de línguas estrangeiras e, se houver a possibilidade de  ipad´s e computadores  por essas bandas (e também os há) pode ouvir-se um conjunto de textos,  sem esperar pelo inglês da escola pública.  Então, estes textos acabam por ser lidos, essencialmente, por leitores de outras coordenadas e, em boa verdade, fontes de leitura não lhes faltarão. E a conclusão óbvia também não! Hoje a realidade é de natureza muito complexa e cada palavra é, e deve ser, sujeita a escrutínio. Residirá  na juventude, a transmissão dos valores e ideais que gerações anteriores perseguiram com ou menor êxito. O mundo não se pode esgotar numa visão pequena do mundo, mas numa perspectiva abrangente de globalização e do mundo financeiro reinante, desregulado e sem regras. sem ética ou moral. É a filosofia subjacente do mundo liberal da dupla Ronaldo Reagan - Margareth Tahtcher. dos anos 80.

Deixa-se aqui a referência ao debate televiso da BBC, nas legislativas de 2010, onde dois objectivos podem facilmente alcançados:

  • O que hoje está em discussão política dos partidos não constitui nada de novo.

  • Os jovens de espirito podem exercitar-se no inglês escrito e falado (Clique aqui)

Dos apontamentos e notas acima, não admira, pois, que a Europa comece a ser sacudida por partidos de índole do Siriza (grego), Ukip (UK), Podemos (Espanha) ou Front National (França). São, apenas, diferentes manifestações da reação popular ao  legado liberal, assente num ataque feroz ao mundo do trabalho, direitos sociais e numa perspectiva perversa de um capitalismo de classe média.  manifestam uma clara oposição às correntes maioritárias nos partidos tradicionalistas do arco da governação nestes países. Portugal não está a inventar a roda, está apenas a adoptar esta caldeirada à portuguesa sob a mão da incompetência passista reinante e a coberto de uma austeridade, ineficaz, cega e injusta.

Fernando Torquaz entende ser este o caminho muito estreito por onde se vislumbra  a saída do buraco negro onde o país se encontra. Para amenizar prosa tão amarga, ouça com paz de alma a canção Romaria de Elis Regina.{Cliqueaqui}

 
A cruz na montanha - Caspar F (1807)
A treta da vivência dos portugueses  acima das suas posses não passa de uma frase solta e falaciosa. Alguns, de facto viveram com a sua imaginária perna maior que a passada real.  O caminho do futuro e da esperança só poderá ser alcançado pela via do desenvolvimento e sem a bomba de relógio da dívida à perna. A Europa tem de perceber que Portugal (apesar da culpa própria - a começar pela classe política) não pode cumprir o pacto orçamental. Falta a industria, de que a Inglaterra se orgulha e mesmo assim, a sua dívida continua a crescer.

A razão profunda reside na subordinação do poder político ao mundo financeiro, desregulado e especulativo.

Que dizer da cifra indicada na imprensa sobre a fuga de capitais portugueses para o estrangeiro: 14.5 mil milhões de euros?

Afinal, os portugueses têm um ajuste de contas com os políticos que nos desgovernam.

Para finalizar, aos tempos de incerteza actuais, a prudência, a serenidade e a clarividência de um povo tem de  apontar para a Estrela Polar, definir um rumo, sob pena da estrela de alva se perder de vista na confusão reinante.