![]() |
| Candidatos presidenciais-2026(lista incompleta) |
Nunca a juventude do pós-guerra, dos anos 50 e posteriores, assistiu a um mundo político tão complexo como o actual. Impensável para gente cujos valores sólidos se baseavam no respeito recíproco, na estabilidade democrática das instituições políticas, nas aceites relatividades económicas e sociais, no direito internacional, no respeito de fronteiras acordadas, na governança das nações por gente séria e dedicada ao bem comum dos povos. Todos estes valores explodiram recentemente nas oligarquias reinantes, tendo como pano de fundo a dinheirama, os movimentos nacionalistas, o militarismo, a recriação de novos impérios. Mas tudo isto, é já conhecido dos historiadores, embora as causas próximas e remotas sejam desconhecidas de muitos cidadãos comuns . Versões alteradas pelos média facilmente aceites, em modo ilusório por sociedades insuspeitas, mais desenvolvidas, tecnicamente mais avançadas que a dos nossos pais e avós.
Os nossos valores éticos e morais, em grande parte, derivam dos valores transmitidos dos nossos pais, com modificações por nós assumidas com base em novos conceitos introduzidos por correntes políticas, filosóficas, teorias económicas. è a dinâmica política, social e económica que permite um ajuste progressivo. A teoria da superficialidade, veiculada pelas redes sociais, põe em conflito valores das sucessivas gerações. Com manifestas e reais implicações neste mundo complexo. Tragédia e catástrofe previsíveis à vista, se o rumo dos mandantes mundiais não for invertido e controlado. Possibilidade de guerra a sério, e desestabilização económica dos povos. Já com as linhas anteriores escritas, Trump decide seguir os passos de Putin, invadindo a Venezuela, desrespeitando o alicerce do mundo moderno baseado na soberania dos povos e na lei internacional. A Rússia o fez, com a invasão da Ucrânia. Trump o faz invadindo a Venezuela abrindo agora o caminho à China para processo análogo. Uma vez destruída a ordem da lei internacional, é tempo do vale tudo, inexistência de regras, e da imposição do poder da força militar sobre todos os outros poderes derivados, económicos, políticos ou outros. Tempos de saque de minerais preciosos e do petróleo venezuelano. Imperialismo declarado. Amanhã, a Gronelândia. Nos Açores, já lá estão. A Europa, submissa, não reage. Nem sequer tem meios de difusão próprios, alternativos ao Google, FB, Instagram, Microsoft. Para não falar da traição de um velho amigo, de uma Europa violenta, hoje voltada para Europa decente.
Uma estatística rápida sobre os media, nomeadamente as opiniões expressas no FB a que essas bandas geográficas recorre, de designação genérica: "Aldeia comVida", permite facilmente prever o ambiente político, económico e social. As regras contêm reminiscências de censura. Grupos fechados para o mundo moderno. Relativização e valoração de opiniões diferenciadas, silenciadas. Não sendo (nem pretendendo ser) nem influenciador nem Digital Creator [mas seguidor irregular desses domínios] também não sou, nem amorfo nem cristalino. A primeira observação que ocorre é a seguinte: Qual o(s) motivo (s) pelo qual certos grupos(vários)albergam centenas de seguidores{da ordem dos 700}, mostrando o FB cerca de uma centena de seguidores em linha, e não há comentários (ou seja opiniões próprias) sobre muitos temas sérios apresentados? Comodismo? Resignação? Medo? Manipulação? Ignorância?
Das aldeias circundantes, nomes com lembrança juvenil e adolescente do tempo de vacinação em tempos idos, registo hoje trajectos de vida. Basicamente, privilegiados relativos que tiveram a oportunidade de estudar, quando a rabiça do arado reclamava das escolas primárias os menos afortunados. Encontros fortuitos, na actualidade, com esta gente privilegiada, permitem traçar as divergências várias, as diferentes geografias de vivência, os diferenciados livros de leitura e escrita. Com imenso prazer, vejo insuspeitados poetas e poetisas, filósofos de correntes várias, amadores da natureza pura, fotógrafos exímios, experts em vários ramos do saber. At odds com muitos, mas com respeito profundo, partilho todavia uma breve conversa com Amadeu Ferreira (ele que navegou por um curto período pela actividade política):"não me fale dessa gente (dos políticos) - em discurso directo, referiu". Como o destino me levou a área que não permite afirmação sem fundamentação, concordei. Ficam ressalvados, todos os políticos que fizeram da política um instrumento de combate e luta, na defesa do bem comum.
Actualmente a política é um instrumento de ganhuça pessoal e ,em geral, de gente profissionalmente falhada. Em tempos idos, um advogado era conhecido pela argúcia da argumentação na barra do tribunal. Hoje, são conhecidos pela ratice praticada em camaras municipais (M. Negro) e pela intermediação dos dinheiros do pote público em gabinetes de consultadoria(caso de M. Mentes). Os debates televisivos presidenciais, em princípio para valoração dos argumentos, não passam de mera demonstração de ira política, de tretas em dias de chuva pardacenta sobre terreno molhado e encharcado de lama. Então aí vai, em modo sumário, opinião generalista sobre as presidenciais.
Como candidato presidencial surge um dito Marques Mentes, (foto da extrema direita) hipnotizador de canários enjaulados. Com cartazes, bem aparelhados e distribuídos pelo reino, surge a mensagem cínica que trespassa certos corações errantes. Declara-se este Marques Mentes, como independente, e auto elogia-se como um candidato com " o valor da experiência". Ora existem conceitos de independência, associados a várias áreas do conhecimento. Nas experiencias científicas, a variável independente serve para testar uma relação causa-efeito. Um votante ou um candidato é tido como independente (em política) quando não está associado ou navega num partido político. Ora, este M. Mentes foi sempre um lobista, um lambe botas de um outro dito Marcelo, lobista de profissão (actuador de negócios) e ocupa cadeira como conselheiro de estado. Pregador semanal da SIC, que foi. É um mentiroso nato, cultiva a mentira do blá - blá , embora as dimensões do pequenote excedam as dimensões da Torre dos Clérigos, segundo se julga. Independente e com experiência. Palavras de almirante atingem a origem da sua carteira recheada. Quanto a experiência, é a confissão ridícula das águas onde sempre navegou. Águas podridas de antigas e recente AD e de antigos e actuais PSD. Lixo para a história.
Um outro candidato, A. Ventura, saiu do saiote do P. Passos Coelho, um imbecil, que se arrastou pelas cadeiras, quer das universidades quer pelas cadeiras vinícolas da 24 de Julho. Mentiroso, profissional, com certa eficácia na doutrinação e encantador de burros. Seguindo o iluminado P. Coelho, este A.V., sob o lema único da sua campanha. "A corrupção" está associado a indivíduo envolvido em roubo de malas, onde o seu partido pestilento Chega não introduz qualquer espécie de filtro. Ou seja associado ao lumpen da sociedade, que admite como deputado no partido sem controlo, nem razão. Mas, manifestamente os cartazes expostos nas principais ruas da capital, entre outras, vociferando contra a corrupção não indicam a origem do dinheiro que permite a sua afixação, de longo período e a preços nada módicos. Pois é, Portugal Primeiro, diz um; num outro diz-se." dêem-me uma oportunidade". Decifrando:" America first (MAGA)" ; Hitler "Teve a sua oportunidade".
Besta criada pelo imbecil P. Coelho, guindado a um dom sebastião, com braço apoiado num certo Relvas, aldrabão da liquidação das freguesias e no suporte de grande parte da tralha cavaquista. A teia política criada à volta da bancarrota e de Sócrates serve para escudo desta gentalha PSD, frustada pela expulsão do poder por A. Costa. O actual PM, Mente. Negro, não passa da reles escumalha que nos coube em sorte pelas patas do canário de Belém, agora de pio perdido.
PR, tão valente a demitir ministros no passado, tão decidido a rastejar em trincheiras ucranianas, está em completo estado de hibernação. Referiu-se em texto anterior, que o último cidadão português (Matias, de seu nome)acabara de nascer numa ambulância e, de modo jocoso, referiu-se no texto que o povo português esperava, brevemente, nascer todo em ambulâncias e a esperança da morte de idosos, à vista do hospital. Meu dito meu feito. Previsão certeira. A Ministra da Saúde, já não tem vergonha (se alguma vez a teve) e já perdeu o respeito próprio. O PM, reage como uma besta ferida na AR. Já não há ferradura para semelhante besta. Quando o povo acordar já não haverá SNS, tal como a extinção de freguesias pelo aldrabão Relvas. A mentira desta gente AD é facilmente percebida por qualquer cidadão (sem ideologia sectária).
Marques Mentes e A. Ventura, dois desclassificados. A estes vem juntar-se um outro da IL, Cotrim Figueiredo. É producto do neoliberalismo, das elites de brilhantina da capital, bem apessoado dizem os sectores da banca, seguros, multinacionais e afins. É perigoso, escondendo veneno de alto quilate. Disfarçado de progresso, pouco demorará a transformar o tecido das roupas do povo, em mero cotim . Levantou a ponta do véu, ao indicar o processo associado à gestão do pote. Parte do SNS pago pelo Governo (público) e o remanescente pelo próprio indivíduo. Propõe negociações com o Governo M. Negro para discutir SNS. Vamos ter um futuro Ministro à vista, do aldrabilhas M. Negro. O cidadão votante, deve saber dos conceitos básicos do neoliberalismo sobre privatizações, leis e regulamentos do trabalho e austeridade fiscal entre muitas outras. Foi esta gente, que subtraiu, à tripa forra, os domínios fundamentais de que o pais nunca devia ter prescindido: água, electricidade, telecomunicações entre outros. EDP vendida ao desbarato pelo imbecil P. Coelho, CTT, rentável, entregue ao sector privado. A CGD debaixo da mira voraz. A IL nada tem para oferecer, a não ser um CF, figura de brilhantina no cabelo, apessoada para CEO de multinacionais, seguros e afins. E obviamente com salários fora do comum.
Embora, estas figuras apareçam na cabeça do touro, os reais mandantes escondem-se atrás da cortina da tralha cavaquista. A ida ao pote público {- atrás das negociatas da ANA , do novo aeroporto e de algumas privatizações que ainda restam (TAP) }é o objectivo, sem escrúpulos desta gente. Com Marques Mentes entre essa gentalha. Privatiza-se a preço de saldo, e quando o estado entra em falência, o povo paga. Quando, em termos de causa-efeito, se compara os eventuais desvios de Sócrates (a decidir pelos tribunais) com os envolvidos oriundos da tralha cavaquista no BPN e outros, a diferença de tratamento na Justiça é manifestamente diferenciada. Assim muitos envolvidos na tralha cavaquista saem impunes. A Spinunviva, último acto, é demasiado elucidativo. Espera-se que o grito de revolta, lá do cimo da Cocolha, seja de novo ouvido no povoado. Como o foi no passado, onde a razão acabou por ser imposta, ao insignificante PC.
A actividade política é nobre quando o objectivo a alcançar respeita o bem comum e não a apropriação da máquina politico-administrativa por uma seita sem escrúpulos. Mas o pragmatismo em politica também segue o seu caminho. Os restantes candidatos, embora com passados diferenciados e com carga ideológica própria, são forçados ao veridicto do voto. Desde gente combativa, séria e culta (A. Filipe), a uma combativa mulher (Catarina M.), a novatos nestas andanças (J. Pinto, A. Pestana, J. Cardoso...). O voto significa sempre uma escolha, tradicionalmente com valores de direita ou de esquerda. Raramente reflecte a inteligência dos candidatos. A propaganda é determinante. O voto é cruel. Implica também valores éticos e morais, não apenas valores estruturais das ideologias e teses económicas. Perante tamanha incerteza, até o voto do eleitor não é totalmente livre. Assim, é imperativo escolher pelo candidato mais decente. Todos transportam o passado, e a tibieza nunca poderá ser a arma da vitória. O povo português tem, perante si, uma espada de Dâmocles.
A decisão pertence ao voto responsável, e nas circunstâncias actuais, o próprio povo vai submeter-se a julgamento, complexidade resultante de decisão iniqua do actual inquilino de Belém.
.jpg)