segunda-feira, 23 de setembro de 2013

A ronda da noite . . .



A RONDA DA NOITE ...
Captura do ladrão da esperança...

A ronda da noite, célebre quadro flamengo, materializa os grandes feitos artísticos de Rembrandt e, simultaneamente, dá origem à derrocada financeira e degradação social do artista.


A ronda da noite

Pode ver-se em video, clicando aqui , uma reconstituição do ambiente medieval deste quadro (1642), com figurantes reais , vestidos a preceito, num centro comercial holandês actual. Os passeantes do Centro Comercial foram apanhados de surpresa, ficando atónitos com o desenvolvimento das várias cenas, mas culminando em apoteose e aplauso geral.
A interpretação do quadro é polémica, sendo referidos dois contextos plausíveis.O pintor teria tido conhecimento dum assassínio e representou pictoricamente no quadro os seus responsáveis. Uma segunda versão, aponta para uma encomenda da burguesia local do quadro, com cotização igual pelos requerentes. Alguns, desconsiderados e relegados para segundo plano do quadro não teriam aceitado tal facto. O pintor atingido na sua reputação pessoal e familiar, acabaria na miséria.
 Ascensão e queda.Trajectória dum génio da pintura!

De Freixo de Espada à Cinta, a mesma cena é descrita em prosa desta forma:


Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta. (...)



Guerra Junqueiro (1850-1923)
a burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira a falsificação, da violência ao roubo, donde provem que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro. Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País. 

A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas. 
Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar.

Eis como alguns vêem a radiografia actual do país:

Versão-1:

"Embora não tenha partido verifica-se que ainda existe muita gente com orgulho no BPN, BPP, SLN, da Tecnoforma, dos desvios dos fundos comunitários, nos swap´s, nos empossados das " PPP's ", nos submarinos e em campanhas fraudulentas como na destruição do Pais,escravização do povo. Por outro lado as ruas vão se enchendo de satisfeitos idolatrando os políticos do pote sempre que aparecem. Parece que afinal o crime compensa .Talvez a oposição deveria passar mais vezes em Cabo Verde ou tentar a tal formação para reconhecer melhor as vacas que riem enquanto o povo foge, ou ainda arranjar um emprego de pseudo-comentador de jornais online em campanhas fraudulentas e de desinformação execrável a favor do Governo, de ladrões. Disse".

Versão-2

"São mesmo muito incompetentes e aldrabões, o FMI já reconheceu que a austeridade falhou, e qualquer um que tenha 2 neurónios percebe isso.

Mas o Governo ainda foi para além da Troika, com Passos a evidenciar isso, e a afirmar imensas vezes que não precisávamos de mais dinheiro, nem mais tempo.

E agora criticam o FMI por ser incoerente, quando o Governo até usou mais austeridade do que a imposta pela Troika, e tudo em vão.

Porque os falhanços são tantos que isto vai de mal a pior todos os dias.

Basta isto, a dívida pública em pouco mais de 2 anos já passou de 98%, para mais de 130% do PIB, e continua a aumentar.

""Seguro acusa Passos de faltar à palavra sobre cortes nas reformas"

Se só fosse sobre isso!

Mas existe muito mais:

Promessas de Passos de entre muitas outras, que fez aos eleitores, e uma vez no Governo está a fazer tudo, mas mesmo tudo ao contrário.

-Vamos ter de cortar em gorduras e de poupar. O Estado vai ter de fazer austeridade, basta de aplicá-la só aos cidadãos."

"Ninguém nos verá impor sacrifícios aos que mais precisam. Os que têm mais terão que ajudar os que têm menos."

"Queremos transferir parte dos sacrifícios que se exigem às famílias e às empresas para o Estado."

"Se formos Governo, posso garantir que não será necessário despedir pessoas nem cortar mais salários para sanear o sistema português."

"A ideia que se foi gerando de que o PSD vai aumentar o IVA não tem fundamento."

"O PSD chumbou o PEC 4 porque tem de se dizer basta: ………««a austeridade não pode incidir sempre no aumento de impostos e no corte de rendimento»»."


Versão 3 - Factos apontados por Simon Nixon (BBC)

[ ArtigoNixon_Completo]


Now that the German elections are over, the euro zone needs to get back to crisis fighting. And top of the list of urgent problems is what to do about Portugal.
Uniquely among crisis countries, Portugal has seen no benefit from improving sentiment toward the euro zone. Despite second-quarter growth in gross domestic product of 1.1%—the strongest in the currency bloc—Portuguese 10-year government bond yields have soared well above 7% from 5.23% in May. Last week Lisbon was warned by Standard & Poor's that its credit rating faced a possible downgrade. Before the summer, Portugal was able to issue five- and 10-year bonds. Now it is shut out of markets again
...
But is the Portuguese political establishment capable of rising to these challenges? Mr. Portas's self-serving antics this summer may have secured him promotion to deputy prime minister, but only at massive cost to Portugal's credibility. The Socialist Party incites populist opposition to policies it must know it will have to adopt in government. The Constitutional Court's egregious rulings suggest it is more interested in protecting civil-service privileges than exercising responsibility to the wider economy or fairness toward younger generations.
The risk is that the crisis is causing Portugal's elites retreat to familiar comfort zones just when they need to be embracing radical change. Viewed this way, the multidimensional chess game is the least of Portugal's problems. No doubt a way will be found to finesse the immediate financing challenge, most likely involving some official-sector debt rescheduling and a precautionary credit line. But that will only buy Portugal some more time. The question is, for what?


Fernando Torquaz, liberto de jugos partidários, migrante com pátria, observa a incapacidade da junção de duas metades históricas de Angueira em prol da defesa duma terra comum. Os PSD sonham com glórias passadas, submetem-se a uma posição ressabiada de um aldrabão Relvas e de um falsário de esperanças perdidas. E Roma não paga a traidores... A outra metade PS,corroída por interesses mesquinhos não pretende levantar-se do tacho oscilante entre o rapa, tira, deixa e põe. Escravos de si mesmos. Enquanto, os angueirenses votarem em listas previamente ajustadas por politiqueiros locais, cinicos e intriguistas, o valor do voto estará sempre blindado e a degradação continuada será o caminho fatal. Assim se chegou à situação de aldeia mais degradada/ou das mais degradadas do concelho.Qual caixa de luta fracticida de dois grilos espanhóis dentro do mesmo recinto. Acabarão ambos destruídos, sem rumo, nem destino.
A conclusão é simples: As eleições autárquicas (embora objectivamente distintas das legislativas) são conduzidas e orientadas pelos mesmos jotas PSD, garotalhos empertigados (P.Coelhos, M. Antónios e seus duplicados) e,portanto, fazem parte de uma única liderança,acéfala,incompetente, cruel para o mundo do trabalho,destruidora responsável do país (BBC confirma, S & P reafirma).
A sentença do regresso aos mercados de Victor Gaspar - grande impulsionador de uma austeridade severa, ocorreria em data previamente anunciada: 23 de Setembro de 2013. Estratégia errada. V. Gaspar Fugido fugiu para parte incerta!
Factos observados:  Juros O.T. a 10 anos superiores a 7%, dívida acrescida para os 130%. Falhanço total. Incompetência provada dum P. Coelho, qual mostrengo de antanho, e da sua suicidária política do além troika.O P.M. oscila entre a incompetência e a teimosia. Deve haver alguém dentro do PSD que lhe explique que o verdadeiro problema não consiste na falsidade da afirmação da "vivência dos portugueses acima das suas posses". Alguns,de facto viveram, e foram enquadrados nas listas BPN, offshores,administradores Swapp, carros de combate, submarinos,jotistas sem lei e tutti quanti.
Portugal está mergulhado numa guerra económica global, onde a apropriação dos recursos financeiros radica na  manipulação dos mercados. Os instrumentos da pilhagem são liderados pelos grandes bancos internacionais, onde as bolhas imobiliárias e as crises da dívida pública têm a sua origem. Estas dívidas públicas passaram da banca responsável para o cidadão comum. Este paga uma dívida que não contraiu e pela qual não é responsável de todo. Mas P. Coelho cumpre, para além da troika, as normas exigidas. Veja-se a propósito o livro " Como o Capitalismo acabou com a classe média" de Santiago Camacho. Apontar as culpas para a "vivência do cidadão acima das suas posses", revela a insuficiência de Passos como P.M. O afastamento cínico do poder do PS, no ínicio do seu catrastófico mandato, só revela a impreparação para tamanha responsabilidade política. O P.M. libertou o PS da sua obrigação de corresponsabilização fundamentada, e não se esqueça, com o conluio de um PR monocolor.  O povo encontra-se cercado por credores e baixa política. "Em linguagem de Guerra Junqueiro, ...,transformado em burro de carga, besta de nora...". 


Em conclusão : O voto, esse, poderá nada significar, mas ao menos que contenha " um mostrar de dentes e a energia de um coice", e ao menos o ladrão da esperança não passe de um mero meliante de bairro suburbano!




terça-feira, 10 de setembro de 2013

Condenação antecipada

Condenação antecipada 

do Reinado do inapto Coelho...


A rota da destruição programada da dupla Passos Coelho-Relvas para muitas freguesias vai ter o seu epílogo, a 29 de Setembro de 2013. A incompetência política destes dois perigosos imbecis, vai materializar-se num sacrifício desnecessário sobre as populações mais fracas e indefesas. A degradação do valor intrínseco  de vários elementos da Junta, em anos recentes,  conduziu ao colapso actual e ao posicionamento relativo  entre aldeias no concelho. Todas as aldeias,todavia, perderam para a toda poderosa freguesia de Vimioso, tendo como último exemplo a inauguração das Termas de Vimioso (custos da ordem de dois milhões de euros, da C. M. V.). O poder autárquico local reflecte, com clareza, esses interesses, não deixando o seu posicionamento face ao poder central senão a leitura de dóceis serventes do poder central. O poder não foi exercido com equidade, e portanto, é tempo de mudança. Os poderes locais seguem o seu rumo: o PSD segue a política de subserviência continuada a um líder inócuo, o tal da afirmação " que se lixem as eleições". Mentiroso, aí está de novo. Esconde pelo  silêncio as medidas de austeridade extremas que se seguirão sobre os mesmos (Reformados e funcionários públicos), escamoteando os erros colossais dum político incapaz (dívida pública atingiu 131% neste 1º. Semestre de 2013) e que nunca deveria ter ocupado o lugar de PM. Os portugueses, têm que escolher o que querem.
A junção da freguesia de Angueira e de Caçartelhos não traduz qualquer poupança financeira, e foi um capricho do aldrabão Relvas, o da licenciatura à la minute.Quem paga são os habitantes mais carenciados, via sacrifício pessoal e acompanhada de despesas (transporte) inúteis. E não vai ser tarefa fácil, a gestão conjunta.
Quanto ao PS, torna-se óbvia a observação do lança mão da concelhia a um candidato oriundo de presidência de Junta com três mandatos completos. Ao que parece fala francês, quiçá membro do PS francês, admirador dos códigos bairrista de Santulhão e putativo admirador dos Vimiosenses. Quais?  Ora se o N. Crato defende exame de aptidão de professores para exercer a profissão,qual a razão que impede os professores de reclamarem prova similar a políticos de profissão. Ter-se-ia provado, com as necessárias ilações, que Passos Coelho talvez nem conseguisse sequer ser vereador de Câmara, enquanto candidato derrotado à Amadora. Desembarcou directamente em P.M. agora subalterno do CDS, com apenas 8% de votos expressos nas urnas. Na sua versão mais simplista, é a escolha entre "o filho da mãe (literal - sem ofensa)" e " o filho de mãe". O "da" e o "de" significa,apenas, ida ao pote dos dinheiros públicos. Vivam os Menezes e Seabras! Vivam os políticos de elite deste país! Chame-se o Tribunal Constitucional como bombeiro de recurso! Ouça-se o doce chilrear dos M. Mentes! Uma comédia, digna de levar a cena. Varrelas profundas exigem-se. O poder genuíno reside no acto consciente do voto individual.

Feito este preâmbulo, apesar de tudo polido e cordato, veja-se as causas profundas do estado actual desta pequena parcela do território nacional. A questão do despovoamento deste território e das condições materiais de vida não pode, sem dúvida, ser atribuído às populações locais e o seu desenvolvimento está, por natureza, limitado aos seus escassos recursos, económicos, financeiros e culturais ou matérias primas. A exploração dos seus recursos, quando existem não deixam aí as suas mais valias (Recursos hídricos, mineiros ou ambientais). A agricultura de subsistência tem sido a base da sustentação deste depauperado território. Difícil se torna  perceber a submissão ao mandante Passos, à renúncia a posição autónoma, à falta de coesão política  na defesa dos interesses próprios da região geográfica (Vimioso global).

Afastemo-nos do pantanal actual, e procure-se analizar as causas profundas do subdesenvolvimento desta região. Apresenta-se nos Graficos 1 o recenceamento de 1878 por aldeia  e no Graf.2, a literacia dos habitantes de Algoso, Angueira e Caçarelhos.
A mesma informação pode observar-se nas figuras seguintes (Fig 3,4,5)
Os gráficos nrs 3,4 e 5 permitem concluir que Angueira ocupa o lugar mais baixo das competências de leitura, quando comparada com Algoso e Caçarelhos. Considerando, apenas os homens que não sabem ler nem escrever a progressão é a seguinte : 88% (Ang); 75% (Algº) e 44.15% (Cac.). Quando se trata de mulheres, a progressão é ainda mais pesada: 99% (Ang); 95% (Algº) e 97% (Cac.). 
No que a Angueira respeita, pode observar-se nos graficos 6 e 7, que a mortalidade infantil era muito elevada (em torno dos 6-10 anos de idade) e um forte decrescimo da população masculina (em torno dos 21 anos) correspondente, provavelmente, à prestação do serviço militar.
Os gráficos revelam várias  características que, devido ao espaço electrónico, não serão aqui indicados.A conclusão que advém da leitura dos factos apresentados, é a de que a população à data de 1878  era em grande maioria analfabeta, e a escrita e leitura andava essencialmente associada aos homens. Como sempre, os números dos inquéritos pode não traduzir correctamente a situação descrita. 
Caçarelhos aproveitou da existência de Párocos dinâmicos [Abade Jerónimo Morais Castro (1773) e seu sucessor] e de mestre(s) escola que contribuiram, certamente, para uma população mais letrada em termos relativos, como o inquérito de 1886 viria demonstrar. A literacia em Angueira, iria alterar-se profundamente no início do Séc. XX (1902), com a presença continuada de uma Professora do Magistério Primário, sobrinha de um ilustre filósofo de Rio Frio (Ferreira Deusdado), defensor acérrimo do Magistério Primário nos seus vários escritos. Refere-se, de passagem, ter sido o autor de um compêndio de Geografia, onde foi apresentado pela primeira vez um mapa a cores. Dada a respeitabilidade dos escritos deste filósofo e da projecção internacional conseguida na área do regime penitenciário, voltaremos um dia destes a um exame detalhado da sua obra. Na mesma época, foi nomeada uma professora oficial para Caçarelhos.
Então, os habitantes de Angueira  gozaram do benefício da existência do Ensino Primário na aldeia, embora a penetração da ideia da exigência de cultura  tenha sido muito lenta e resistiva. Preponderava a ideia do trabalho braçal sobre o intelectual e é, segundo a nossa opinião, a causa profunda da situação actual. Dada a maior capacidade económica de algumas famílias de Caçarelhos (família Raposo, por exemplo), o acesso a cultura mais evoluida, viria a ocupar lugares de destaque em Coimbra na área da Medicina. A 2ª geração de Angueira (com nascimentos em torno das décadas de 20 e 30) iria produzir algumas professoras primárias e alguns licenciados. Apenas a 3ª geração (nascido por volta do pico  de 1950 de população máxima) viria a voltar-se para a faceta da instrução com o aparecimento de uma população estudantil mais numerosa e que, posteriormente, iria ocupar a magistratura do ensino primário (maioria), ocupar lugares na Administração Pública e licenciados que na sua actividade ocuparam vários ramos do saber (economia, direito, engenharias, ciências exactas).  A abertura proporcionada pelo desenvolvimento tecnológico do país (fins dos anos 60 e décadas de 70 e 80) veio permitir a alguns naturais de Angueira  ter acesso a alguns lugares, até então proibidos à generalidade da população tipicamente rural. Sem entrar em detalhes,  os nascidos em Caçarelhos (em décadas equivalentes) teriam seguido um processo similar. É um lugar comum referir que o processo desenvolvimentista do país de 60 levou alguns a imigração interna, e que hoje procura fazer convívios regulares nas grandes cidades. A emigração externa (Brasil, Venezuela, colónias) teve lugar no início dos anos 50 e na década de 60 a emigração maciça para a Europa (maioritariamente para França e Alemanha). A vida não foi fácil para ninguém, quer para  imigrantes quer para emigrantes, todos dando um contributo importante ao país, quer no exercício de actividades no interior do país quer na remessa de emigrantes.
Os gráficos indicados para Angueira  mostram claramente o decréscimo acentuado da população. Não se apresenta a evolução da população de Caçarelhos, embora, a priori, o decréscimo seja similar. As considerações apresentadas sobre o tema poderão vêr-se na mensagem de 25 de Maio de 2011 (deste mesmo blog: Angueira-2)

O retrato populacional actual entronca nos mesmos movimentos migratórios e consequente abandono do espaço de natalidade. Os descendentes dos emigrantes não regressaram a uma pátria madastra, os filhos dos licenciados continuam maioritariamente licenciados (e sem retorno) e apenas uma população residual continua no seu ambiente natural (aldeia). A agressão continuada à agricultura  leva a um decréscimo da população, envelhecendo sem regeneração. Repete-se um gráfico para Angueira, previamente apresentado em texto anterior. Caçarelhos apresenta um decréscimo demográfico similar, e portanto, a médio prazo a extinção da freguesia(singular/ou junção) é fatal como o destino. A divisão administrativa das freguesias de Vimioso assenta em pressupostos erróneos, e já se defendeu, que todas as freguesias deveriam estar sob a jurisdição directa de Vimioso, priveligiar a situação radial, em vez da concêntrica e o efeito do aldrabão Relvas e do incompetente político Coelho faz recair sobre as populações mais frágeis mais este pesadelo.

Não se refere o percurso individual mas apenas as trajectórias genéricas de várias grupos sociais provenientes da mesma área geográfica (Angueira - Caçarelhos). Em sentido geográfico restrito, todos estes grupos certamente não partilham a experiência de vida com a vivência burlesca de um Primeiro Ministro ignorante, jotista inapto e sem experiência de vida, resultado da eleição de uma máquina partidária (PSD, no caso) através de lutas intestinas, sem qualquer vinculação ao voto colocado nas urnas.  A estrutura partidária já não responde às aspirações da população, dando-se como exemplo, a tomada de decisão à Pilatos da junção das freguesias do concelho de Vimioso. 
Não basta o ignorante P.M, que de asneirada em asneirada, conduz o país a uma terra queimada com a sua teoria neoliberal, eis, senão quando este inapto P. Coelho vem fustigar a população com a recorrente teoria da responsabilização do Tribunal Constitucional pelo massacre continuado da componente trabalhadora deste país. Da sua cabeça,oca e vazia de ideias, nasceu toda a tragédia do actual pantanal político, económico e financeiro. Fernando Torquaz, exige a um PM que resolva os problemas do país, só que não tem capacidade intectual para a sua solução e é daí que deriva a responsabilização directa do PSD. Não havia no partido gente capaz de liderar um processo de tamanha complexidade como o actual? Ou pensam os ilustres palestrantes , a começar pelo esclarecido M. Rebelo, que é da extasiada plateia de meninos e meninas de berloques,  concentrados algures na Universidade de Verão do PSD que surgem as futuras luminárias deste país? O país não pode ficar dependente desta colectividade jotista, qualquer que seja a sua cor primária. Manda, em abono da verdade, que qualquer habitante de Angueira ou Caçarelhos, com a idade de tais jotinhas, já havido observado muitos sóis e luas, e empenhado as suas mãos e os seus braços nas árduas tarefas da procura do pão duro e difícil, por terrenos agrestes e os contrastantes pedregulhos, oscilando entre o frio e o quente nas estações do Inverno e do nada celestial Inferno. De onde se conclui, que a luta é comum, e a fachada deste Passos malfadados não passa de um escárnio a gente brava, trabalhadora e honesta.Vai estudar Relvas, dizia-se! Aproveita Passos, que é necessário estudar a Constituição,estudar matemática para analisar os swapps, procurar a verdade pelo estudo aprofundado das matérias jurídicas e quejandas! Os tempos de hoje não são comparáveis aos tempos do passado, onde a literacia era praticamente inexistente. Hoje, felizmente, há gente oriunda de locais ignotos que nada devem em cultura e saber a estes farsantes Passistas. É tempo de dizer basta, e começar a fazer limpeza destes pseudo-governantes. O Marquês de Pombal, quiçá sem razão, aplicou purgas até à quinta geração. E, já agora, os ex-alunos inteligentes e dotados, entre eles os professores,  de Universidades de reconhecido mérito cientifico devem lutar pela obrigatoriedade de exames a todos os políticos profissionais. Olho por olho, dente por dente! Caso contrário, qualquer dia encontrámo-nos numa nave de loucos, sem qualquer aviso.
A ética e moral nada significam para o político actual (salvaguardadas as honrosas excepções). O voto é uma arma do cidadão, que decorre da consciência individual. É um acto solitário e responsável. A junção de freguesias vai abrir uma caixa de pandora. A todos se exigirá bom senso, a começar pela ideia peregrina de que a sede de freguesia terá todo o  poder. Angueira não permitirá alterar a sua história, a começar pela nova heráldica a criar para a freguesia e onde a equidade efectiva terá que ser a regra dominante em todos os domínios e a igualdade perante pares, a norma. Um controlo efectivo da gestão dos bens a transmitir vai exigir transparência, e de uma vez por todas, exigir a publicação de contas públicas. Os pavilhões desportivos irão passar  mais dificilmente. Esta prova era perfeitamente escusada, derivou de uma dupla agarotada, e claro está, a Troika exigiu associação de municípios que para cobardes de estilo se resumiu a junção de freguesias. Junção de freguesias faz todo o sentido em cidades, onde aliás se processam sem sobressaltos de maior. A dinâmica da região transmontana e do interior beirão, votados ao esquecimento. Terra de pousio para o PM pronunciar diatribes contra o Tribunal Constitucional perante plateia seguidista, a mesma que aplaude o TC quando os dinossauros autárquicos são ressuscitados do além. Fernando Torquaz, peregrino de muitas andanças, não vota em zona sombra , mas não contribui para semelhante farsa. A desunião será fatal. A região de Trás-os-Montes e Alto Douro será cada vez mais, Trás-os-Montes: espaço vazio. Deixa-se aqui uma ligação à zona do Alto Douro para comparação (Clique aqui em Douro Alliance).  A partidocracia vigente já não dá resposta aos problemas dos cidadãos. Dito de modo abrupto. A informação veiculada pelas candidaturas locais é reduzida, embora possa haver uma indigestão de prosa francesa e confucionista. Verdades cruas, simples e ajustadas ao meio. Votos com critério. 

História milenar não se apaga facilmente e o repouso do peregrino permanecerá para sempre na rota compostelana.


quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Circo português 

 Diversão no seu máximo esplendor . . .

A crise que Portugal hoje atravessa é extremamente grave e toda a acção individual deveria ser pautada pela lucidez e sentido da responsabilidade, no plano individual, governativo e presidencial. Os actores políticos actuais, representados na Fig.1, traçam  o destino de todo um povo através de uma austeridade asfixiante: 
Fig.1 - Responsáveis  da austeridade
Recessão continuada, desemprego galopante, destruição da economia, expulsão forçada da juventude, subida do défice e da dívida, liquidação da esperança de todo um povo. Com a abordagem deste tema, pretende-se dar uma visão pessoal dos acontecimentos e, se possível, dar um pequeno contributo a todos aqueles que, por este meio, possam aceder a mais informação. Não se pretende contemplar aqueles que recorrem à Internet de modo rotineiro ou àqueles que têm à sua disposição os canais televisivos, dos pacotes por aí existentes. A constelação de comentadores políticos distribuem-se pelos canais TV, ilumina ou ilude a realidade portuguesa actual.. O imbróglio a que se chegou é de tal modo grave, que o povo português se sente cercado, privado da soberana independência, refém de dívidas e de credores, e liderado por aventureiros políticos,  incompetentes e malabaristas de trapézio que não se revêm nos Cómodos da  Roma antiga. De notar que o exercício do poder, no sentido do bem público, é uma tarefa nobre e deriva da autoridade, delegada pelos cidadãos. Como, criticar por criticar, é limitativo da consciência individual , necessário se torna fundamentar os factos. A trajectória política do pantanal actual exige um estudo aprofundado das causas, resposta que os economistas e/ ou os actores políticos nunca deram. A sua fundamentação assenta nos tópicos essenciais: globalização, sistema financeiro especulativo, desregulação e descontrolo dos mercados financeiros, e a dominância do poder financeiro sobre o político e do  individualismo sobre a sociedade.
 Os instigadores responsáveis da crise portuguesa apontam para a crise das dívidas dos estados soberanos, em consequência da falência do Lheman Brothers nos U.S.A., dos produtos financeiros especulativos (entre eles os swapps), poder financeiro global concentrado em certos bancos como o Goldman Sachs, actuação duvidosa, por vezes fraudulenta, das agências de rating e a extensa ramificação das negociatas dos bancos com derivados, tóxicos ou não, baseados numa engenharia financeira conduzida por homens do colarinho branco.
Porém, a crise da dívida soberana pôs Portugal na rota dos PIGS, conjuntamente com a Irlanda, Grécia e Chipre. Todos os responsáveis, que directa ou indirectamente tenham praticado operações anómalas na área economico - financeira deveriam ser objecto de acusação dos tribunais e levados à barra dos tribunais. A teoria infantiloide do Pedrito de que os portugueses viveram acima das suas posses, deve ser desmistificada. Do alto da sua esbelta figura não sai uma simples ideia, por mente inócua.Um cidadão, isolado nas montanhas distantes, excluído do progresso citadino e meios de informação, só sairá da letargia secular em que o mundo rural mergulhou, pela cultura e, portanto, este texto não é dirigido ao citadino, pois este é fácilmente moldado pelos  ideólogos, politólogos,  palestrantres, pregadores e sacristães de várias seitas e padrões de coloridas gravatas.
Pensar que a Lisboa distante tudo centraliza e decide, é meio caminho andado para o prolongamento de uma triste servidão. Vamos, pois, às causas do lamaçal político e aos seus actuais actores. Em escritos anteriores, foi-se apontando o desenlace fatal mas previsível de todo um povo, sufocado por dívidas daqueles que viveram acima das suas posses. Na Fig.2 encontra-se representada a evolução da dívida portuguesa de 1979-2011, da responsabilidade dos partidos e governos, do referido arco do poder (PSD,PS,CDS).
Fig.2-Evolução da dívida pública  portuguesa.


Cavaco Silva foi responsável  por 40,5 mil milhões € e Sócrates por 82,9 mil milhões €. O modo como parte desta massa monetária foi gasta pode ver-se, em muitos casos particulares, clicando aqui neste sítio. [A informação deve ser tomada sob reserva, mas dá uma ideia de como tudo se processou. Existem vários outros sítios onde os mesmos temas são também abordados]. Pretender alijar a responsabilidade da asfixiante dívida baseado na  perversa fraseologia da vivência dos portugueses acima das suas posses, é crime intelectual. Responsabilize-se os actores, aponte-se os corruptos e todas as teias do enriquecimento ilícito, fácil e prolongado ao longo dos anos. Colocar P.Coelho  a tónica da falsa solução da austeridade sobre o mundo do trabalho e ignorar a componente especulativa financeira, bancos, offshors, mercados especulativos, swaps ruinosos, PPP, fuga de capitais, corrupção, só pode entender-se como líder sem vergonha na cara e desprovido de qualquer pensamento crítico. Houve uma época, em que a palavra tinha validade de lei. Homem honra a sua palavra. Era a medida da honra pessoal. Passos Coelho mentiu em toda a linha e, portanto, desce à condição de homem sem palavra. O cidadão português médio, não fundamentalista, considera-o como um simples figurante, casmurro, uma peça descartável da Troika, e tardiamente apontado de relativa incompetência pelo responsável-mor do Reino. Só que o responsável actor também é digno de registo.

  Pergunta simples: Que relação existe entre o BPN e o cidadão comum a quem apresentam a factura?O cidadão comum paga a conta dos desvarios de certos amigos de peito (Fig.3). Será que o actor-mor desta tragédia portuguesa, nunca se apercebeu de nenhuma operação ou afloramento de fenómenos obscuros ocorridos em Portugal?  Sentenças proferidas pelos tribunais, procuram-se. Por acaso, o cidadão C. Silva ignorava a actividade do BPN, quando por lá andavam alguns dos seus predilectos?
Fig.3
Há uma maioria no Parlamento,  segundo afirma P. Coelho, mas o povo português sabe que manifestamente o PM  não sabe pilotar submarinos nem veículos Pandur. De submarinos, conversa curta.Eleger homens verticais para a governação do país passa-lhe à margem. Ora o PM  dá, ao cidadão comum, a visibilidade esconsa da sua nebulosa ideologia. Como se resolve a questão do BPN? Entrega o BPN ao  desbarato por 40 milhões € e recebe facturas mais elevadas para apresentar ao povo. Na resolução dos contratos swap segue a mesmo raciocínio brilhante. Mete a raposa no galinheiro (governo). O povo sabe, dos imbróglios dos periscópios, que ora vêm ao de cima ora mergulham no oceano e não se deixa enganar, que o PM não está à altura da crise. A implosão do governo, com o detonador Portas à cabeça, pôs em evidência a fragilidade do governo. A delegação de poderes em P.Portas poderá ser um presente envenenado para o dito, mas não acresce inteligência ao inócuo PM. O povo não vive de fantasias, nem de um governo de tropa fandanga - comentador TV dixit. Existem no governo, apesar de tudo, 
honrosas excepções, acrescento eu. 

A situação política actual é escaldante, perigosa e volátil, a todos se exigindo responsabilidade. Tudo o que se escreva é, antecipadamente, desactualizado. Por isso, o importante é o conhecimento das causas. Na linha da frente: Cavaco, Passos Coelho, Portas, partidos da oposição e parceiros sociais. Fernando Torquaz, livre de partidos obsoletos, sedes de ambição desmesurada, antro de tachos políticos, pre-câmara dos jotistas dirigentes, inaptos negociadores de contratos, palco de figurantes menores, refúgio de comentadores fundamentalistas, propagandistas de benesses, não acredita nas falsas promessas dos actores cómicos apontados. As fotos instantâneas dos vários personagens citados [V. Figs 1,2,3]  revelam, num só instante, mais do que todas as tretas propaladas ao longo do tempo, período eleitoral, futuros risonhos, paraísos ao virar da esquina. Que nem o ministro da propaganda consegue dissimular. O povo quer bifes na mesa, não briefings !
  • Na tormenta política, aparece Vitor Gaspar com uma carta de demissão pública, visando criticamente um P.M. impreparado para o cargo e citando uma guerra surda de alecrim e manjerona (Paulo Portas-V.Gaspar). Veja a sua carta de demissão aqui, e core-se de rubor. Reconhece o falhanço completo da sua teoria auto-destrutiva baseada na austeridade, sendo o próprio o mentor da sua  máxima responsabilidade pela implementação. Que dirão da sua política:
    • Os 450 000 desempregados! 
    • A indústria e o comércio arruinados!
    • A brutal queda de rendimento das famílias, por fiscalidade excessiva
    • A equação, na sua fórmula simplista, do PIB=C+I+Nx ![C: consumo privado; I: Despesa total ref.a capital; Nx= (Exportações-Importações)] em que :
      • Consumo interno reduzido ao mínimo devido à austeridade!
      • I : Juros de empréstimos e dívida
      • Ligeiro crescimento,à custa de diminuição das importações (maquinaria, etc,...)
    • Os teóricos de gabinete, com a análise errada do artigoRR em que também se baseou para a fundamentação da política de austeridade como via única para a resolução dos problemas financeiros do país!
    • {Conclusão de V. Gaspar : Falhanço completo da linha de austeridade}
      • Consequências: Défice 10,6 % (1º. T 2013, dívida pública a 127 % PIB) 
        •  Novo resgate camuflado à vista! Não disse, mas é o que se espera!
    • {Conclusão popular: O esmagamento da classe média em termos fiscais e cortes vários foi completamente desbaratado pelos subsídios de desemprego,consequência da destruição do tecido económico e industrial! Destruição do tecido social e empobrecimento geral!
      • Consequência prevista: Descalabro total, sendo responsáveis os Políticos incendiários! Impunidade dos políticos!
  • Fica um ponto positivo, assume parte dos seus erros. Nos tempos que correm, já é alguma coisa! Mas regressando ao seu posto temporário do Banco de Portugal, não fica a conhecer a angústia do desempregado e as consequências nefastas da sua trituradora teoria da austeridade,  e quando chegar o tacho final europeu, os seres humanos voltarão,de novo, a simples números de economista. Au revoir! Auf viedersehen!
  • Concluído o primeiro acto da demissão de V.Gaspar, segue-se, sem intervalo digno de registo, o segundo pela mão de Paulo Portas. Consciente da gravidade da situação económico-financeira descrita por V. Gaspar, O Paulo das feiras e beijocas sonantes abandona o barco, sem qualquer consideração pelos portugueses e, à medida do seu ego, apresenta uma demissão irrevogável. Mas tudo se compra e se vende, nem que seja através de uma reconsideração forçada, com subida na hierarquia do estado (vice-PM) e mão nas finanças e economia.Tudo negociado com o subalterno Passos Coelho. Este último, lavando as suas mãos como Pilatos, vislumbra uma réstea de esperança em salvar a sua própria pele, a coberto da Presidência da República. Bonito de se ver, não fora a factura apresentada pelos mercados.A subida dos juros nos mercados têm um responsável: O Paulo Portas irrevogável. Ficou, claramente registado, o acto impensado de P. Portas, na súbita subida das taxas de juros e da perda em bolsa, estabelecendo-se sem qualquer margem para dúvidas  do princípio da causa-efeito. Serenados os mercados, diz-se, os factos são claros [Graf. 4].
  •  Paulo Portas cometeu um erro básico. Na opereta, Escreveu "irrevogável" em vez de usar outros média onde a pronúncia podia ser interpretada como " e revogável". Azar!
    • Conclusão popular :Quem vai pagar a factura? Resposta: os mesmos de sempre. Até quando o povo português tem que ficar sujeito a estes actores? Num estado de direito normal, teria direito a demissão fulminante, sem apelo nem agravo.
      • Homem sem palavra, é homem sem honra . 
      • Que sentido tem" A moção de censura transformou-se numa moção de confiança". P. Portas, dixit!
      • Reconhece a versão popular que a sua aversão à nomeada Ministra das Finanças, sucessora de V.Gaspar, alguma coisa trouxe de positivo.
        • Ao não comunicar a sua demissão, em tempo oportuno, ao P. República, Cavaco apresentou-se na tomada de posse da Ministra das Finanças como verdadeiro actor, no sentido dado pelo comentador Sousa Tavares ao cidadão Cavaco.
          • Obrigou a estalar o verniz, e em pleno desenrolar desta peça teatral, os actores revelaram as suas reais características e especificidades. Malabarismo e riso puro.Tragicomédia, à portuguesa. Seria divertido, com riso descontrolado assegurado, se a factura não fosse apresentada. O riso vai converter-se em lágrimas. Austeridade acrescida para os mesmos de sempre.
A recém chegada ao poder-Ministra das Finanças vem acompanhada da dança dos swaps. Estes swaps abriram uma nova caixa de Pandora. De uma verba da ordem de 3 mil milhões de euro. Em cima da austeridade asfixiante. A pagar, como sempre, pelos mesmos.Os swaps são contratos de risco (ou não), baseados em modelos matemáticos, e de natureza quantitativa. Veja-se, por exemplo,o sítio indicado para aferir da complexidade do(s) modelo(s) clicando aqui. Os brilhantes jotistas e afiliados do PSD e PS, os negociadores de swaps, futuristas do nada, assinam contratos com bancos, sem conhecimento de causa nem as implicações envolvidas. Cordeirinhos,  dormindo tranquilamente  em campo de negociantes engravatados e sabichões da Banca. Tudo leva a crer que estes gestores não passavam de meros intermediários na venda e compra de brinquedos perigosos. Mais outro folhetim.  Outro pantanal. O partido PSD achou por bem empurrar todas as responsabilidades ao Governo de Sócrates, e como o PM não sabe do que fala, viu os seus secretários de Estado cercados pelas chamas. Virou-se o feitiço contra o feiticeiro. Como os políticos devem ser avaliados com exigência e rigor, em domínios da sua competência mais uma vez se revelou que o critério politico cede lugar à verdade. Veja-se o discurso laudatório e submisso do deputado por Bragança, A. Silva. Em vez de alinhar nesse discurso, devia ter esclarecido em que consistem os swaps e mostrar (demonstrando) os valores quantitativos, derivados dos contratos. O cidadão português e, qualquer estudante que se preze sabe, que a matemática é assunto melindroso. O cidadão comum não tem obrigação de conhecer estes instrumentos, embora o politico tenha que ter outro domínio do assunto. Embora seja tempo de férias, a melodia wagneriana dos swaps, sendo um assunto pesado para o Governo, e sobretudo para nós cidadãos pagantes, vai ter que ser cantada até ao fim. Até os peritos em swaps indicarem, até ao cêntimo, as pautas que assinaram. Deixam-se aqui alguns tópicos sobre o assunto:
a) Mastering Financial Mathematics in Microsoft Excel, Alastair L., Cap. 8 - Swaps, Cap. 9 Forward Interest Rates (pags. 100-138).
b) Concepção de instrumento swap, do Banco J. P. Morgan. (Clique aqui, como um exemplo, entre vários outros)
c) Há informações detidas pelos bancos que não são do domínio público e, portanto, torna-se difícil mas não impossível  reproduzir as contas para cabal esclarecimento da verdade. Nos swaps tóxicos, até se fala em cláusulas secretas. A todos os governantes envolvidos nestes instrumentos deve ser exigida a correspondente demonstração do seu grau de responsabilidade.
d) Os media portugueses prolongam a melodia, mas são incapazes de colocar nas TV ou na imprensa escrita um contrato assinado. O cidadão comum poderia ver com os seus próprios olhos e não na prosa sectária da partidarite aguda, transformada em clubite pura.

Claro está que se um adepto anónimo de um clube vermelho não admite sequer qualquer argumento aos verdes e aos azuis,então este adepto manipula, apenas, a irracionalidade. Se as eleições se basearem na irracionalidade pura, baseada no clubismo partidário de origem, então nada vale a pena. Abismo político, à vista.

Finalmente, surge outro actor político. O PR deste principado, com permissão de um outro príncipe virtual madeirense, de porte duvidoso, para ir às Selvagens. Um líder político, neste caso o PR é o último baluarte da defesa de um povo. Este povo, acossado pelo falhanço da política seguida por Passos Coelho (Gaspar escreveu!), da perfídia de Paulo Portas brincando com o povo com uma demissão à medida do seu ego, da negociata Passos Coelho-Paulo Portas, decide intervir com um atraso de dois anos, em sentença tipo salomónico, confusa e contraproducente. Juntou mais lenha à fogueira,   visando o Partido Socialista e criando ainda mais instabilidade e incerteza no povo português, defendendo-se a si próprio de acusações pertinentes.  Esqueceu que o governo PSD/CDS foi por ele apadrinhado, permitiu humilhações sucessivas ao PS e não previu o que iria ser fatal: deixar o PS em roda livre durante dois anos, à margem do memorando. Surgiram avaliações e o PR acordou na 7ª avaliação e na carta de demissão do virtual PM - Vitor Gaspar. Veio, com dois anos de atraso, forçar um entendimento, após um divórcio de ideias há muito consumado e, sobretudo, a alijar a responsabilidade do falhanço da política Passos Coelho-Victor Gaspar e da responsabilidade do previsível segundo resgate, em perspectiva acentuada pela crise intestina Passos Coelho-Portas. 

Quando um PR fala de " compromisso de salvação nacional", e ignora 20% dos portugueses, só pode tomar-se como brincadeira de mau gosto. Percebe-se a intenção de necessidade de mostrar serviço como PR, de atingir o Partido Socialista, de alijar culpas próprias para a falta de acordo entre os partidos do arco do poder, da fuga constante da sua responsabilidade como fautor de estabilidade política, com vista a um imperativo nacional: Livrar-nos da troika na data acertada (2014), controlo efectivo da dívida e do défice. O PR, ao apadrinhar o governo ineficaz PSD/CDS é co-responsável pela austeridade excessiva com os números dramáticos do desemprego (18%), da destruição da economia, com o défice a 10% (1º.T/2013) e o aumento da dívida para um nível assustador (127% PIB). A cobertura declarada a um PM, do seu partido, incompetente e destruidor do sonho de um país, esbanjador dos sacrifícios de muitos portugueses, submisso perante os fortes do mundo financeiro e dos credores, e carrasco dos desempregados, dos reformados   e, de modo generalizado, do empobrecimento de grande parte da população portuguesa arrasta a figura do PR para o lamaçal político actual. 
 Pode divagar o PR nos seus considerandos, não procure fazer esquecer a implosão governativa, revelada com cristalina pureza na palhaçada dos últimos dias, com a espoleta activada pela demissão complexa de Paulo Portas, de que certamente terá tido conhecimento. Qualquer português consciente sabe, de antemão, que há um Orçamento de Estado 2014, e a austeridade excessiva se sucederá austeridade gigantesca. Explique ou faça explicar ao PM do corte adicional de 4 mil milhões de euros!  A governação falhada, de acordo com V.Gaspar, leva o PM  a escrever cartas à Troika para reparar os erros governamentais.Os mercados e a troika (credores) não perdoam, e o PR assiste ao espectáculo, impávido e sereno. A música de fundo do crescimento e  diminuição do desemprego  anestesia, mas não altera a realidade. A conversa mole da solidez do governo recauchutado, do diálogo que sempre enjeitou, etc ... não convence nem sequer os passarinhos. O PSD reage com coligação coesa e sólida! Poupem os portugueses! Onde estão os homens responsáveis e sérios dessa área partidária?

O povo português tem cumprido, com exemplar estoicismo, uma crise que,em grande parte, não lhe pode ser assacada e chegará o dia em que terá que dizer basta a um PM, inqualificável! O zigue-zaguear do PR conduziu a um beco sem saída e, infelizmente, nada de bom se perspectiva. O povo está cercado, pelos impostos e pela classe política. As eleições também nada resolvem. Fala ao país, com uma mão cheia de nada, de modo redundante e inconsequente. O roteiro da Grécia está traçado pela mão de um jotinha PSD, sem passado nem futuro. Sócrates, que não o filósofo, tem muitas responsabilidades no cartório, mas as suas responsabilidades hão-de derivar do modelo matemático dos swaps, assinado por gestores e a quem a responsabilidade deve ser exigida. Que responsabilidade têm os funcionários públicos, pensionistas e reformados da incompetência destes gestores swap, de gravatas finas e shampos sofisticados? A ministra das Finanças, a do mente não mentindo, ou da variante, não mentindo mente, deveria ter apresentado como sua legitima defesa os cálculos dos contratos por ela assinados e as cláusulas do respectivo contrato (Quem as conhece?) e demonstrar que havia: lucro, prejuízo, ou montantes irrelevantes  para as empresas envolvidas. Por acaso não assinou contratos? Então qual o espanto? A reprodução das contas, por centenas de cidadãos capazes de as reproduzir, dar-lhe iam o aval e crédito necessário a um Ministro das Finanças. Os media, que têm outras vias e meios para arranjar cópias dos contratos assinados, debita alegremente prosa e conversas infindáveis sobre o tema, mas expor esses contratos nas TV ou na imprensa escrita isso não fazem.  Tudo isto se transformou num big brother. Por isso, os políticos andam em roda livre e o simples parecer político, laudatório e submisso, lhes basta. E a atribuição de responsabilidades vagueia, erraticamente,  por aí.

Os cidadãos entenderam a austeridade, aceitaram-na tacitamente e, na esperança de superação da crise, submeteram-se a ela. O PM mentiu, desde a imbecil frase de "os portugueses viveram acima das suas posses " com vista à espoliação salarial, ao roubo das pensões de reforma, ao ataque da ordem constitucional instituída. O PM não defende o povo português, é um gélido ignorante dos perigos reais da globalização e do seu escondido motor : o domínio do mundo financeiro sobre as nações.

Grécia e Portugal - Que destino?
É um seguidor canhestro e inculto da teoria neoliberal, como se pode sempre esperar de um jotinha colador de cartazes.  Com semelhante piloto ao leme, o rumo está infernalmente traçado. O cenário é dantesco. Depois de conduzir ao abismo actual, baseado numa má solução dum problema real criado por outros e que culminou no memorando, vem agora falar em virar de página para a economia e emprego. Balelas da treta.
Fernando Torquaz deixa aqui, o roteiro da pauta grega, leia-se em grego (πορτuγuεσα). O povo português deve proceder à tradução da versão portuguesa e  desconfiar dos vários jotas que por aí circulam. Qual o significado do selo de garantia de Passos Coelho? O "PM" garante ! Garante o quê?  O PR tem garantia absoluta do PM? Garantia de quê? É o circo na sua plenitude!
Esperemos pela confirmação do desastre das avaliações seguintes, a começar pela 8ª, e a prova de fogo do OE_2014.
Que alternativa real oferece um PS, liderado por um outro jota sem vivência e tarimba fora do partido? É que os portugueses começam a exigir conteúdo. Não ignorem, porém, os jotas do PSD o descalabro a que sujeitam o país e a responsabilidade que é da sua própria governação. Não há mais contemplações. A fuga fácil para a culpa de outros e a aniquilação dos reformados, como contrapartida aos dançadores de swaps não colhe.
Fernando Torquaz deseja ardentemente que esta prosa possa estar errada do principio ao fim. Seria, certamente a dissipação da escuridão que nos tolhe a alma portuguesa  e a recuperação ténue da visão, clara, independente e soberana. Teme que seja uma miragem, pelo percurso seguido. Por este andar, um segundo resgate está na calha, consequência directa da incompetente parceria do trio austero  PC-PP-CS. Adivinhe os vértices do triângulo político. A geografia não mente e o domínio espacial do descalabro é Portugal. Fernando Torquaz, por natureza avesso a crendices, bruxarias, aparições divinas ou destinos fatais, olha simplesmente para o roteiro grego (V.Figura acima). A prosa já vai longa, remetendo-se o leitor que domina o inglês para o texto original. Ao de leve, deixa-se aqui as consequências imediatas da saída do euro, traduzidas em português: "Tormenta nos ditos mercados; perdas  gigantescas do BCE; implosão política na Alemanha pela recusa alemã  de novos financiamentos a Espanha e Itália; recessão europeia pela incerteza do euro;  créditos perdidos emprestados à Grécia; destruição da Grécia (descida do nível de vida próxima de 80%); colapso da indústria hoteleira grega ; o comércio destruído; a depreciação brutal da da nova moeda (dracma) ; as facturas a pagar, ainda em euro, levariam o povo grego ao colapso social e a turbulência generalizada. A tradução para português é óbvia.


Conclusão: Fernando Torquaz , cidadão comum, distante da posição extremista do não pagámos e da balela do mirífico crescimento económico, vem seguindo esta política suicidária da austeridade excessiva (além da troika!) levada a cabo pela coligação PSD/CDS, que conduziu aos resultados óbvios da destruição maciça do tecido económico, da desagregação social, do agravamento fiscal, do descalabro financeiro em termos de défice e da dívida. A renegociação do défice e da dívida é a única saída, dificilima por certo. Se a Alemanha não acordar e a Europa brincar com o fogo, talvez reste apenas escolher o campo de batalha. Por experiência própria, a Alemanha nos seus constantes devaneios imperiais, forçou à escolha entre dois socialismos: o socialismo nazi alemão e derivados  e o socialismo comunista. E, após a humilhação da segunda grande derrota militar, recorreu à renegociação da dívida de guerra e certamente compreenderá o estado de alma de um povo atingido na sua honra e dignidade. A  dignidade da componente honesta do povo alemão nunca deverá ser esquecida.  Apesar de tudo, a Alemanha tem mantido um comportamento digno com Portugal, embora distante do lendário Willy Brandt. As promessas de uma Europa, progressiva e tolerante, arrastou Portugal para o euro, nunca tendo sido o povo consultado para tal. Lacunas democráticas.

Um PM de um Governo que aldraba uma vez, duas vezes, ...,  aldraba por indução! Moções de confiança?!  Comédia hilariante! União nacional? Sonhos maus?
Figura de estilo

Para os amantes de fotografia digital, fica para análise esta figura, de matriz salazarenta e a que o N. Crato deverá prestar atenção com operações baseadas na Álgebra matricial.  

O triângulo, de vértices em  Coelho-Portas-Silva, é um novo triângulo das Bermudas.

Antes de terminar e por se tratar de período estival, deixo aqui a alegria de viver do povo grego, representado pelo actor Anthony Quinn, (filme: Zorba o Grego), com música de Mikis Theodorakis, homem de causas. Na versão portuguesa da D. Pontes, aqui fica uma versão do Povo que lavas no rio. Este povo nunca viveu acima das suas posses, emigrou, enviou as suas remessas para os bancos, deu-lhes lucro, não especulou e resistiu a vida dura. Nem praticou swing, ou vendeu swaps. Pagou muitas auto-estradas transmontanas e, ironica mas objectivamente, ainda tem muito a reclamar: desenvolvimento, saúde e ensino. Só um  manta rota, sem vivência, não percebe. Boas férias e para aqueles que não conseguem atingir a dita cuja  praia, porque não ficar pela Comporta, na casa da tia rica Espírito Santo e brincar aos pobrezinhos?  

Grécia e Portugal, que destino?

A esperança de um povo de passado glorioso não pode deixar morrer o futuro por causa de um presente incerto, povoado de gnomos e figurantes menores. Ou a Europa das Catedrais e a tia rica (pelo trabalho e dignidade) Merkel transformam o espaço europeu numa Europa unida e solidária, ou o Mare nostrum acabará por desenhar um novo mapa europeu, porventura repetindo os sons estridentes do Canhão de Navarone.







sexta-feira, 14 de junho de 2013

AutárquicasVIMIOSO_2013

Eleições autárquicas - 2013 no concelho de  Vimioso !

Atravessando as pontes do rio Angueira ...

Discurso directo !

Há uma pergunta básica que todo o eleitor deve formular: O  que move tanta agitação política em torno das eleições autárquicas: freguesias, assembleias e Câmara Municipal? Qual a energia invisível que acende tal chama inflamatória e multicolor, de tantos candidatos à gestão das freguesias, assembleias e Câmara Municipal?
Em discurso directo, a gestão e controlo da verba municipal, que no caso do Munícipio de Vimioso ascende a cerca de quinze milhões de euros (15 000 000 €) /ano. [Orcamento_2013: 14 303 875,00 €]. No caso das freguesias, a luta pela conquista de lugares que dão acesso às verbas FFF (Fundos freguesias constantes do mapa XX do Orçamento de Estado OE_2013), que no caso de Angueira corresponde a 23 5758 €/ano e a Caçarelhos a importância de 31 167 €/ano. 
A verba FFF para Angueira é, aproximadamente, igual à de  Gimonde (Bragança) e à de Atenor (Miranda do Douro). De notar que muitas povoações de M. Douro estão ordenadas abaixo da verba recebida por Angueira.
A corrida aos lugares das Assembleias de Freguesia e à Assembleia Municipal aponta para a  influência do exercício do poder e ascendência local sobre os eleitores.
 Em regime democrático, se o fim último fosse um serviço prestado à comunidade e destinado ao bem e serviço público, nada haveria a opor. A realização do bem comum é uma tarefa nobre, se isenta de interesses difusos. Quando os interesses particulares sobrelevam o interesse público, o poder autárquico dá origem a opacidade nos actos decisórios e falta de transparência nos processos  de âmbito autárquico, quer ao nível de freguesia quer ao nível de Município. No caso extremo, o limite raia o fenómeno  da corrupção. Três exemplos, apenas, dos métodos usados pela ânsia de poder directo ou atribuível a outrem:
  • Câmara Municipal de Gaia
    • Carlos A.Amorim  - A conquista do bolo vale tudo!
  • Câmara Municipal de Cascais
    •  O mesmo fim estabelece ligações indirectas improváveis entre individuos (CDS /F. Amaral/P. Portas)
  •  Diário Notícias: 1 Jun 2013 - Autárquicas ... 
    •  ... os militantes que concorrem contra o partido ou apoiem outras candidadaturas devem continuar o seu " caminho por fora" e sair  de um PSD que " já não é o deles".
      • Os tachos são, apenas, para os correlegionários !
        • Obediência cega ao chefe de orquestra!
Os tempos irão ser duros e difíceis, não podendo haver contemplação ou displicência perante o poder político. Ao analizar este fenómeno, não move o autor qualquer animosidade contra qualquer membro eleito constante dos documentos citados. Mas as eleições não se resume à distribuição de lápis, canetas, chapéus,folclore e pandeiretas. Se isto é verdade, também é claro que se procura esclarecer certos factos para as próximas eleições autárquicas e elevar os eleitores ao nível de cidadão consciente e não mero transmissor de poder ou pau mandado. A teoria do bom aluno não deve funcionar, pois, afinal traduz uma demissão de independência e consciência soberana.  A caricatura do PM, como bom aluno, significa, afinal, servidão, pobreza e miséria!
 Os partidos políticos e os seus candidatos têm que mudar de rumo. A competência para o cargo é condição imperativa. Todos os agentes políticos deveriam ser submetidos a avaliação efectiva por Escolas  de Administração Pública. O PM evitaria ,assim, tantas dúvidas, que confessa ter sobre tão magnos problemas do país. As eleições, embora necessárias, não são, contudo, suficientes.
É paradigmático que um P.M. possa atingir o topo da hierarquia política, sem qualquer prova dada ou prestada na Administração Pública, sem qualquer actividade profissional relevante e com um percurso académico bastante irregular. É estranho que ninguém do PSD lhe tenha reconhecido qualidades como apto para exercício de uma qualquer Secretaria de Estado! Quiça aí residirá o recorrente ódio do PM aos funcionários públicos, reformados, professores e tutti quanti! A mensagem é clara: o PM só pode teorizar sobre os problemas graves que o país enfrenta numa plateia de fiéis seguidores, de bajulação fácil e de laudatórias garantidas nas distantes terras frias de Vila Real e Bragança. Imbecilidades, desejos, disposições de ânimo, visão fantasiosa e chantagista de um mundo novo. Não luta no campo de batalha das ideias e escolhe, é sabido, os seus imbecis pronunciamentos em espaços longínquos.  É a partidocracia retrógrada, em todo o seu esplendor.
É o estilo do Pedrito Dinamite, responsável directo e liquidador de 430 000 postos de trabalho, durante o ainda curto reinado de dois anos, inimigo dos trabalhadores, o gnomo da fixação obsessiva no funcionário público e nos reformados, o piloto do défice descontrolado,  da recessão continuada, do aumento da dívida ingovernável para o valor estratosférico de 130 % do PIB (1º. Sem-2013), do descontrolo do desemprego letal 17,8 % ! Da expulsão da juventude portuguesa para terras distantes, que sabem não ser a sua pátria. Retrato de uma mentalidade vazia, mas perigosa e cruel! As suas admiráveis virtualidades, defendidas nas redes sociais pelos apaniguados sem lei, encostam todas no cais dum neoliberalismo agressivo, destruidor de todo e qualquer serviço público. Quando não ficar pedra sobre pedra, será um fartar vilanagem, num far west sem  ordem nem lei! A destruição dos serviços públicos, dos CTT, da Caixa Geral de Depósitos e alguma migalha do sector público que mexa,  está na linha de mira. Privatizada a água, só falta aos portugueses pagar o próprio ar que respiram, transformados em escravos, da própria miséria. Ao imbecil Pedrito estará reservada uma cadeira de administrador  numa qualquer Sonangol. Ao Gasparzinho uma qualquer cadeira dourada europeia, preparada pelo padrinho alemão. Só que o futuro lhes destinará o epiteto de traidores ao seu povo, exterminadores crueis e insensíveis de uma pátria destruída. E a música ainda vai no adro! A incompetência apresenta a sua factura aos mesmos de sempre. Burro velho não tem solução.

Fernando Torquaz, obervador de miséria rasante, em tempos  já idos, não poupa no vocabulário, aliás bem polido, ao tiranete Passos Coelho que pela mera colocação de cartazes ocupa o cargo de PM e se arroga o direito de lançar à miséria e escravidão parte significativa dos seus concidadãos. O mínimo que se exige a Fernando Torquaz,  espírito libertário como o dum lince mas amante da verdade e da justiça, dar a sua opinião descomprometida e fora de partidocracias asfixiantes.  Compete aos membros esclarecidos do PSD mostrar-lhe a ignorância revelada, as fraquezas evidentes do Pedrito face-bookista, a ingovernabiilidade da dívida astronómica -  consequência dos devaneios do gnomo celta Gasparzinho. O homem dos bosques foi chamado para controlar o defice e a dívida. Falhou o PM e já só mendiga caridadezinha perante o seu protector alemão. Regressa com a teoria do sucesso, para o país amordaçado que o Pedrito enganou, de modo vil, com voz de falso soprano. Voz de um bardo. Um povo não se submete! O FMI vem, agora, admitir a insustentâvel evidência do fracasso da austeridade extrema aplicada à Grécia (descansem que para Portugal não há referência !) e os pardacentos governantes europeus actuais sacodem a água do capote. Um PM, o tal Pedrito que nunca atingiu a maioridade, defensor de todo um povo deveria ter-se batido pela sua defesa, mas amanhã será encurralado pelas suas tibiezas perante os fortes e pelos actos continuados de maldade, cirurgicamente aplicada aos de sempre:funcionários públicos e reformados. Já não restam grandes dúvidas de que um segundo resgate, de que a dupla Passos--Gaspar é responsável, está no horizonte de 2014. Encapotado num BCE qualquer, ou no pior dos casos, directo. O arrogante Gasparzinho continua na sua senda de mundo maravilhoso. A destruição de toda uma nação, com base num mundo novo neoliberal, globlizante, conduzida por um ignorante PM é, hoje em dia, clara para muitos portugueses. A perigosidade de um imbecil é evidente. As desculpas da sua ignorância não passarão. O alijar da sua responsabilidade como PM, para o Tribunal Constitucional e para a má negociação do memorando (e outras frases soltas se seguirão) não colhe junto da opinião pública, já que o povo é inteligente.
A austeridade imposta serve para pagar a dívida dos bancos, a corrupção BPN, as PPP, os maus contratos dos boys PSD, PS, CDS e outros ainda ignorados, das reformas douradas dos políticos - Presidente da Assembleia da República incluida, dos boys que gravitam em torno das empresas camarárias. Como está provado, o importante não é apreender os conceitos teóricos em Universidades Públicas de reconhecido mérito, mas os maniqueismos de processos não ministrados nessas Universidades. Assim, Fernando Torquaz (sugerindo,como sempre o filtro pessoal da informação), sugere a leitura de itens vários sobre como fazer e agir, nesta  ligação .
O PM - P. Coelho é o mesmo que se subordinou a um Relvas, que delineou uma Reforma Administrativa onde, apenas, freguesias indefesas foram eliminadas, sem qualquer critério ponderado, objectivo e justo. Tudo é possivel no mundo destes coladores de cartazes, intriguistas de profissão, empreendores exímios que gravitam em torno dos dinheiros da nação. Com a cumplicidade de muitos. Veja-se a defesa do falso licenciado Relvas e o perfilar dos apaniguados PSD.  E ficam as freguesias ainda  à mercê dos Presidentes da Câmara, em regime de transição,  para solene extinção ou junção de freguesias. A iniquidade da medida é evidente que não é o lado económico da situação financeira  actual que determina a sua extinção/fusão.  Mas a eleição do PM ao topo do poder governativo não é consequência de qualquer acto divino e angelical, mas o resultado da orgânica interna partidária do PSD, com a concelhia de Vimioso também na engrenagem.
Em primeiro lugar, todo o mapa de reordenamento final está errado. De entre todas as possibilidades de fusão/junção, a adoptada pela UTRAT é a pior e contraria os seus próprios preâmbulos para a necessidade de junção/fusão. 


Mapa freguesias Vimioso [original]
  Os ganhos com a fusão são muito reduzidos. Cite-se, por exemplo, um estudo sobre a reorganização administrativa em que se propõe duas divisões possíveis que não únicas e cuja conclusão aponta para os dois valores de poupança  calculados .

CASO_A - Poupança : 154 752,94 € [Apenas 4 freguesias]
Vimioso + outras; Argozelo; Carção; Santulhão


Junção Caso A -Quatro freguesias
CASO_B : 63 735,24 € [Apenas 8 freguesias/Figura não apresentada]
Fusao/Angueira-Avelanoso- Vale de Frades; Fusao:Cacarelhos-Vilar Seco; Fusao: Pinelo-Vimioso;Fusao: Campo de Viboras-Uva-Algoso;

Caso C: UTRAT

  • Fusão: Angueira-Caçarelhos
    • Fusão: Vilar de Frades-Serapicos-Avelanoso
        • Fusão: Campo de Viboras-Algoso-Uva
Foto modificada, com ilhotas
A proposta adoptada pela UTRAT (Caso C) nem sequer faz cálculos. Decisão à Relvas. Basta cálculo, a olho nu! Estilo do Pedrito Dinamite.
  • Foto modificada /Decisão Utrat.
    • Esta solução nunca foi proposta às populações
      • Esta proposta só foi aceite pelo PSD/CDS e rejeitada genericamente por todos os outros partidos.
          • Pelos vistos agora todos os partidos a consideram como facto consumado!
            • Todos os candidatos reclamam agora os votos dos mesmos que não foram tidos nem achados!
  • As fusões têm como consequência directa, a falta de representatividade directa de todas as freguesias na Assembleia Municipal
    •  Como já antes se verificava, não havia equidade na distribuição de verbas da CM e de projectos propostos, agora vai ainda piorar.
  • A freguesia de Vimioso absorveu a maioria dos fundos camarários (piscina, campo de futebol, parque de campismo, termas, arruamentos e habitação social entre outros), traduzindo-se no declinar de freguesias agora associadas/extintas.
    • Um viajante, peregrino em terras de ninguém,interroga-se. Para quê tanta iluminação para um parque de campismo quase deserto?
      • Não havia mais locais para a respectiva instalação? Talvez Angueira caisse mais devagar.
  • Fala-se na atribuição da exploração das Termas por privados. Estado gasta, privado ganha!
  • O património dos habitantes das freguesias extintas, desce ao nível de freguesias abandonadas. E não tem que ser assim. E os partidos ou são todos iguais ou são distintos. É altura de opções e rejeições.
    • Os votos conquistam-se, não se compram ou vendem em feiras, do pão, do gado, ou por via electrónica.
      • Neste último caso, se em leitura portuguesa, francesa ou qualquer língua eslava, tanto monta!
  • Os habitantes de Angueira perguntam : "O que vão fazer a Caçarelhos?"
    • Tomar um café com os amigos de Caçarelhos de longa data?
      • Prestar vassalagem e calcorrear os pedriços em taxi da região (leia-se burro mirandês) ?
        • No  finalmente, passar por Vimioso e regressar de novo  à origem?
  • Serão obrigados a construir uma sede para uma Junta de Freguesia sem edificio ?
    • Entregar a da JFA á Polícia na secção de perdidos e achados?
      • Falar com o novo Presidente da Junta por teleconferência?
          • Via Skype?
            • Via linha Sabor desactivada - linha do Douro?

 De notar que o importante não é a figura bonitinha, mas o manto que a cobre.Os interesses envolventes em torno das Câmaras Municipais ficaram intocáveis. As clientelas aplaudem, acatam ou aceitam submissos a extinção de freguesias sem mandato para tal, mas defendem a manutenção dos seus municipios, quais fortalezas inexpugnáveis. Obedecem conformados ao supremo relvas, tomando partido e desprezando as populações das freguesias indefesas. Não é só o poder político lisboeta que é responsável pela extinção/fusão de freguesias. O poder local também. A imprensa (Nordeste) referiu certo posicionamento vertical da Câmara Municipal de Vimioso perante o poder central. Fernando Torquaz viu, com agrado este facto, e ao consultar mais em detalhe este facto acaba por registar a posição da concelhia de Vimioso perante a eleição do Pedrito. Ajudaram a criar um dirigente inócuo, sem conteúdo.  Autárquicas e Legislativas são faces de uma mesma falsa moeda.
Os fogachos do Relvas foram mais outra vez atingidos pelo Tribunal Constitucional,  na orgânica das estruturas intermunicipais CIM. A estrutura CIM -TM já era palco de divisões internas.  O Tribunal Constitucional chumbou o Pobre Passos que na sua persporrência, casmurrice e arrogância leva o diploma à Assembleia da Républica para correcção, aprés une fois de plus avoir ratté l´examen ! O Orçamento da Câmara de Vimioso envolve rubricas bem mais pesadas do que as envolvidas num estudo previsional da Universidade do Minho sobre o tema de reordenamento do mapa autárquico.  A extinção/ fusão das freguesias, abandonadas à sua sorte, reclamam agora uma reflexão dos artistas da celebração das autárquicas. E uma resposta de todos os partidos. O folclore da festa do pão no cenário de Caçarelhos não basta. Caça do voto é uma coisa, distinta é a resposta quantificada a problemas reais.
Para citar alguns exemplos, veja-se o documento Despesa Pública de Vimioso, cliclando em Despesa Publica C.VIMIOSO . As verbas envolvidas nos vários contratos, por concurso público ou por ajuste directo são, no mínimo perturbadoras. Como cereja no topo do bolo, este site foi, entretanto desactivado. Fica aqui o registo, para que conste. Nota-se um investimento pesado na freguesia de Vimioso, em detrimento de todas as outras freguesias. Entre estas, também não é claro se a equidade entre freguesias foi assegurada ao longo do tempo.
 
 Qualquer peregrino, perdido por Angueira, pode verificar o estado deplorável de alguns arruamentos (por ex. Igreja- Capela Sayago),  o abandono completo da Etar e zona envolvente - Lugar da salina, a inexistência de ordem municipal manifestada na privatizaqção do cruzeiro da Costa, ou nas construções tortuosas existentes nos baldios (eiras) mantidas como espaço público durante séculos.  O rio, principal motivo de atração, poluído até à exaustão.
 Citemos apenas alguns casos de rentabilidade duvidosa localizados na freguesia de Vimioso, onde foram gastas verbas consideráveis, e que manifestamente não têm paralelo em aplicações das aldeias::
  • Construção do campo de futebol
    • Construção das piscinas municipais
      • Construção do Parque de Campismo
        • Construção das Termas da Terronha [cerca de 2 milhões €, do Orc.Camarário/NoticiasNordeste 26-05-2013]
          • Rotundas e rotundazinhas em Vimioso
Os interesses difusos existentes no domínio local podem vêr-se através das actas da Assembleia Municipal de Vimioso, clicando aqui no sítio da Câmara Municipal de Vimioso.
Regressemos, de novo, à Terra Fria Transmontana, após o traçado do perfil do mandarim Pedrito. Um abaixo assinado com 80 assinaturas, de naturais/residentes de Angueira, insurgiu-se contra a maneira maniqueista como tudo se desenrolou. Abrange um vasto leque de habitantes, independente de qualquer ideologia, religião ou actividade profissional. Muitas outras assinaturas não constam da lista, pela pressão do tempo, havendo também recusas em número insignificante, por opção pessoal e em plena liberdade.
Os candidatos autárquicos têm que responder pela posição assumida durante o processo. A posição das 80 assinaturas do documento exige uma posição clara sobre o assunto.
A Assembleia Municipal de Vimioso tomou a posição mais cómoda sobre o assunto, por oposição à da Assembleia Municipal de Miranda do Douro que aprovou por unanimidade uma proposta de rejeição.  A Câmara Municipal de Vimioso insurgiu-se certa vez, como se referiu, e de acordo com a Imprensa [Jornal Nordeste-Vimioso protesta, de 13-03-2012],  contra o Governo centralista de Lisboa liderado por Passos Coelho. Perante tal atitude,  pensou erradamente Fernando Torquaz, que havia gente capaz de enfrentar um governo, a favor das populações locais. Enganou-se. Afinal a Câmara de Vimioso apenas protestava, com certeira razão, contra o encerramento de alguns serviços em Vimioso. Ainda de acordo com a imprensa e por confissão dos próprios,  gente do PSD de Vimioso contribui fortemente com o seu voto para a eleição do chefe Passos, fazendo questão de salientar os factos. Dito pelos próprios à Imprensa. De onde se conclui que , apesar das evidencias do facto,  a nordeste nada de novo.
O argumento de que o resultado poderá vir a ser o mesmo (isto é: fusão de freguesias, tal como proposto pela UTRAT) não colhe, pois há uma diferença caracteristica fundamental de base: enquanto uns morrem de pé, ao lado das populações, os outros não. Na vida, há opções e a escrita faz-se com vencedores e vencidos. Angueira, apesar de tudo, sobrevive pelo menos há 2200 anos e será necessário encontrar outra resposta que não esta.
Há quem questione a própria existência de Vimioso, enquanto unidade administrativa independente. Basta recorrer à postura da AMV para com as freguesias associadas, para extinguir o municipio de Vimioso.
Feita uma pequena sondagem a alguns eleitores sobre o montante da receita e despesa orçamentada para  o Municipio de Vimioso, e a resposta invariável foi: não sei. Como o dinheiro é dos cidadãos portugueses, veja no ficheiro acima indicado, a despesa orçamentada para o ano corrente 2013. Ora, o não saber tem causas e também consequências e, de acordo com o aforismo popular em terra de cegos quem tem um olho é rei! Os fregueses não devem deixar-se enganar. Perguntas directas, respostas com conteúdo. Na atribuição dos poderes do Presidente da Câmara encontra-se a área da informática e, com verbas diminutas, seria possível manter um contacto com todas as populações.

A cobertura da televisão portuguesa da  RTP em Angueira faz parte da negligência da defesa das populações. A história da Televisão Digital Terrestre TDT, em Angueira, é a versão antecipada do destino da televisão grega. Qual o custo individual exigido  para garantir 4x canais de conteúdo folclórico?

Conclusão:
Fernando Torquaz, viajante de muitas andanças, não se revê num PM impreparado para o cargo, mas divinificado por uma pleiade de anjinhos. O Pedrito merece uma reforma antecipada, como guardião do túnel do Marão, e com um ordenado mínimo não garantido, sujeito ao além troika.  A  marcação das eleições das autárquicas para Setembro-2013 revela o processo chão de uma cabeça vazia. Digno de um exorcista, expurgador da tentação republicana do 5 Outubro. Confiemos, pois, na natureza celestial dos fenómenos actuais, apontados por um PR amorfo e fatimista, revelados por três pastorinhos, garbosos no seu ofício de palradores do reino, escondidos pelos canais privados que o povo não vê. Esqueçamos, pois, o massacre orientado de alguns, o desemprego em massa, as falências anunciadas, as off-shores,  o pagamento das dívidas das excelsas câmaras municipais, os pobres perdulários do BPN, os pobres corruptos vítimas da crise, os benevolentes juízes, o défice e a dívida pública.
Claramente, o video  completo de João Botelho  (51 minutos) sobre o  nordeste transmontano ainda há-de tornar-se no império do sonho celta. Onde o trabalho, físico e intelectual, há-de acabar com a fantasia dos sábios que tudo pensam  saber , mas que os gnomos ainda povoam de mêdo e de incerteza.Oh Catarina, este território ainda é povoado por muito frayle malandro!