domingo, 17 de agosto de 2014

TORMENTAS ESTIVAIS



Tormentas estivais - 2014

Mundo de banqueiros, partidocracia,  interesses rendilhados e outros vícios privados


NOVA TEMPESTADE ESTIVAL. O desgoverno deste país lança, de novo, o povo português para um buraco negro. Em acções repetidas, a  trilogia Passos - Portas - PR. Na senda continuada da destruição do país, de retorno improvável a uma normalidade aceitável, com narrativa falaciosa do impreparado P.M. cavalgando as actuais ondas, complexas e turbulentas. A mentira e a cabala da austeridade vão fazendo o seu previsível percurso destruidor duma nação, das mais antigas da Europa, sob o impulso de um ignorante e  imbecil neoliberal de pacotilha, apoiado em  experimentalistas inconscientes do acto político e no pressuposto de um povo português de fácil convencimento.

Por outro lado, a adulação acéfala dos mercados financeiros em que o P.M. se baseia, revela até a exaustão a falsidade da sua proposta de solução, pondo a nu a sua proverbial ignorância e inexperiência vivencial. O caso do Banco Espírito Santo B.E.S.  constitui um exemplo paradigmático da insignificância política de Passos Coelho. Pedro, Passos, Coelho: nomes diferentes para traduzir o universo da confusão. A sua ambição política da conquista do poder político nem lhe permite enxergar a absoluta miopia em que está mergulhado.Fortemente apoiado pelo PR, responsável mor do reino. Tal personagem nunca passou de um zero, bastante à esquerda, que o torna insignificante ao nível do poder real. Nada de novo, portanto, para aqueles que sabem ler as entrelinhas da conquista do poder político  por este grupo temerário que nos coube, por má sorte e fortuna. E a palhaçada continuará sob a sombra tutelar do beneplácito cavaquista. Não fora a tragédia financeira em que o país está mergulhado, até daria motivo a gozação e risota  gerais. Porém, aos eternos pagadores das dívidas de trafulhices privadas não lhes resta senão desesperança e medo. Reveja-se, pois, o discurso neoliberal  de gente sem qualquer pudor, honra ou vergonha.

As trafulhices são transversais aos partidos e este fenómeno é extensível aos banqueiros e sua malha de redes de interesse. A partidocracia do centrão está mergulhada neste imbróglio até ao pescoço. A Justiça anda, desde há muito, adormecida, acordando de quando em vez da sua letargia profunda. O processo da "Face Oculta" chegou, ao menos, a conclusões jurídicas. O desfecho final está ainda no porvir. Este processo lida com pequenos fluxos de massa monetária: condenações que vão de reposições de 10000 € a 250000€. Tremoços de verão, ajustáveis a cerveja refrescante. E os tubarões de águas profundas? Aqui vai uma pequena lista sequencial: BPN, BCP, BPP, BES, BANIF e meta-se, num buraco negro, os enigmas escondidos que não vieram ainda à superfície. Geme o pilha-galinhas nas prisões e estrebucha o cidadão perante os impostos. E o que acontece à liderança B.E.S.? Aguarda-se o próximo round !

Entretanto, a austeridade do Passos cai mortífera sobre o cidadão comum, e com frases pérfidas "do além troika" e da "vivência acima das posses" se transfere dívidas de banqueiros, especuladores, trafulhas, vigaristas, traficadores de influência e quejandos para o dorso do animal referido por Guerra Junqueiro "...povo, besta de carga,...". A perversão do poder tem destas coisas. São factos históricos repetidos.

Exemplifique-se, apenas, em duas situações concretas sobre o falso poder de uma mentalidade vazia, mas perigosa e letal.

1. A certo passo, PC foi subalternizado no Conselho de Estado em detrimento do executor troikista Vitor Gaspar, a quem  se deve a paternidade da política de austeridade e a brutal subida de impostos, dando cumprimento a uma falácia continuada e que é a tradução literal da mentira "vivência acima das posses". O actor Cavaco não confiou no PM, reduzindo-o a um zero político à esquerda (leia-se: insignificante, levando ao Conselho de Estado o Ministro das Finanças, em vez do P.M.). As tabelas Excel apresentadas pelo V.Gaspar foram, posteriormente, rectificadas na sua carta de demissão e enquanto troikista do frete político encomendado foi, de imediato, premiado com um tacho dourado no FMI. Para trás ficou um povo castigado pelas suas folhas Excel e pelo falsário político da teoria "além da troika" e "da vivência acima das posses".

A profundidade do pensamento económico do P.M. e da solução económico-financeira proposta para o país reduz-se a :" massacre continuado do povo com impostos de absurdo, luta cruel e desumana sobre reformados e funcionários públicos (em primeira linha) e manipulação maniqueista de parte da população com vigoroso ataque aos princípios orientadores do Estado, da sua lei fundamental (Constituição), do estado social e da classe trabalhadora. Entrega, de mão beijada, os melhores alunos formados nas Escolas Públicas aos países desenvolvidos, entre eles Alemanha e Inglaterra. Venda ao desbarato do património mais valioso do país (EDP, CTT, ...). Arroga-se o direito de aclamar as privatizações bem sucedidas. 

A falsidade da má gestão socrática, como causa única, passada, presente e futura está em fase de águas de remanso. Passos Coelho abrilhantou a sua carreira política, transformando uma dívida de 103 % em 134% do PIB e continua a chafurdar no lamaçal da austeridade com as consequências observáveis já evidentes para toda a gente de bom senso: dívida pública não controlada, destruição do tecido económico português, desemprego em níveis extremamente elevados, saque  e confisco insanos da Autoridade Tributária ao cidadão normal, venda a pataco do que resta do tecido económico português, privatização em linha das águas de Portugal e do resto dos CTT, por último, o descontrolo previsível do défice.

Consulte-se o documento da UTAO, que aponta como défice real 10%, em contraponto ao da versão da Ministra Swap de 4%. Os  papagaios da T.V. propalam as maiores inverdades sobre a real situação económica do país.Sermonetas encomendadas aos Marques Mentes e falsos economistas.

Resultado da incompetência de Passos e seus apaniguados e afins, baseado na falácia das suas propostas para um verdadeiro relançamento do país na senda do progresso. A razão profunda assenta na insignificância de um jotista PSD, apoiado num conjunto de jotistas menores. Enquanto os cidadãos portugueses, PSD incluídos, não varrerem de vez do mapa político este insignificante e a reconstrução do país não for na base de mútua confiança entre eleitos e eleitores, nada feito. Mal vai um país quando se tem os betinhos da Universidade de Verão de Castelo de Vide (2014) já perfilados para altos voos políticos na governança do País. Por detrás deste encontro da farsa está uma pretensa Universidade, escamoteando-se a tacharia de interesses ocultos com o conluio de insignes mestres, desde as Belezas Leonor, incensando desconhecidos Carneiros de Sá,  os peregrinos humoristas Antoniano Vitorino, assíduo de cadeiras douradas em empresas endinheiradas  e o omnipresente Marcelo, mergulhador de águas turbas. Um sem número de cinzentões do centrão, ao qual não podia faltar o prosador Marco de António, sem papas na língua, deixando bem expressas as suas geniais ideias para uma turma disciplinada e obediente,de mansinhos meninos de coro.

Afinal, todos esperavam a graduação do Relvas ao grau de Doutor Honoris Causa e uma explicação cabal do prosador M. António, enquanto director financeiro da C.M.Gaia, da propalada dívida de 300 000 000 € da gestão Menezes.

A leviandade da chamada da troika, tout court, sem delongas pela gente do pin na lapela, aplaudida por banqueiros, beneficiários Katrogas e previsão da venda a retalho do país possibilitou a ascensão ao poder de figurinhas de pés de barro. A bem da Nação e, sobretudo, dos próprios.

2. No imbróglio BES, o iluminado PM decide cavalgar a crise, qual Pilatos, delegando no elemento 27 da hierarquia do Estado (Governador do Banco de Portugal BdP) e as más noticias no servil mendicante Marques Mentes, mensageiro do inexistente governo deste país. Coisas de BESouro. Confia-se segredos de Estado a um pseudo-jornalista, comentador ou moço de recados à escolha do leitor. Produto da clarividência do arranjo cavaquista de outrora. Génio político, alcandorado a tachos estatais desde os seus verdes anos. 

No caso BES, Pedro mandante revela com pura cristalinidade: a sua cobardia perante os fortes, a sua insignificância política enquanto primeiro decisor do destino de uma nação, a sua imbecilidade  manifestada em frases soltas, a sua falta de maturidade perante o descalabro financeiro do maior grupo económico privado BES, o chico-espertismo do alijar de culpas para áreas afastadas do poder político actual (PS e oposição). Análise contraditória ao do já perturbado perceptor A. Correia.

O imbróglio BES, de solução imprevisível, vai arrastar o povo português para um buraco negro, onde a luz da transparência e rigor nunca lhe serão facultados e as evidências de processos ínvios alguma vez revelados. Nunca, por certo, a luz conseguirá atravessar as densas nuvens da corrupção.  A questão da transparência no complexo mundo dual: mundo económico-financeiro e político nunca será posta em evidência. O mundo actual é deveras complexo: tem uma componente real (o povo-pagador de facturas) e a componente imaginária onde se empacotam todos os processos escabrosos, da nascente até à foz. 

O barco navega entre os ancoradouros usuais: políticos corruptos, transumância politico-governativa - empresarial, sociedades de advogados, traficadores de influência, ausência de reguladores sérios e eficazes do sector bancário, BdP, CMVM, parlamentares seguidistas, comissões parlamentares de inquérito tendenciosas, partidocracia reinante, os canta-manhanas das TV e dos media, o apagamento progressivo do verdadeiro jornalismo e o doce enlevo de grande parte da população duma vida irreal assente numa leitura de jornais cor de rosa. As combinações e arranjos destes elementos não são fáceis de desmontar. Não se vislumbra como o povo português poderá evitar uma malha férrea de tamanha proporção. Discursos populistas irão surgir e, não fora o enquadramento português no espaço europeu já novas bernardas, à antiga, teriam certamente ocorrido neste jardim à beira da tormenta plantado.

A clareza de raciocínio e a honestidade intelectual de todo e qualquer cidadão facilmente dá para entender a complexidade do problema BES e da real situação do país, a adicionar ao não resolvido caso BPN. À partida, a maior parte  de cada domínio e sub-domínio deste caso só é compreensível por um restrito número de cidadãos devido à sua especificidade e grau de complexidade e, como tal, ninguém tem a ousadia de afirmar saber tudo, sobre o mundo conhecido e arredores.  Porém,  quando o país se encontra em roda livre [onde, diz-se, o BCE teria exigido ao BES falido-10 000 000 € (dez  mil milhões de euros) ] o manto de nevoeiro e da opacidade veio logo cobrir todo o país.

Em primeiro lugar, com a deriva  ausencial de uma declaração do PM a contar a verdade dos factos. Numa das piores crises financeiras do país - e já são demasiadas - o inqualificável PM continuava a banhos no Algarve,  flutuando no espaço etéreo da Manta Rota. Portugal, em roda livre,  esperando placidamente  pela festa no jardim das  delícias celestiais do Pontal.

Ao BPN vai juntar-se a factura do BES/GES, ou seja na versão encriptada: Novo Banco/Banco Mau, ou em prosa avulsa na versão Lady Swap: "Empréstimo do Estado sem risco de 4.5 mil milhões de euros ao Fundo de  Resolução Bancária. É um empréstimo sem risco: "os contribuintes não serão  penalizados por actos fraudulentos num banco privado-garantiu", ou ainda na versão pimba do PM - Passos: "Este processo nada tem a ver com o processo BPN"

Em segundo lugar, a  deserção do supremo comandante da nau dos naufragos, em plena crise existencial, deixa o povo à deriva numa tormenta colossal. Fugiu ao olho do furacão. Tudo ocorre no mais profundo silêncio. Nenhum pio de cagarra  foi ouvido no continente ou ilhas. Há, apenas, um ruído de fundo no facebook. Como pensará tal ave atingir os portugueses por este processo? A queda dum dos maiores grupos económicos do país não mereceu sequer uma breve mensagem por parte dos governantes máximos da nação. Ao que parece PM e PR jogam às escondidas com as declarações sobre a solidez do BES.

Todavia, nada melhor que ler um clássico da literatura  Miguel Cervantes "O engenhoso Fidalgo Dom Quixote de la Mancha",  na versão escrita  dum cavaleiro andante e do seu fiel escudeiro Sancho Pança. 

Fernando Torquaz, moldado por destino incerto, não aprecia certas melodias e tocatas de instrumentos desafinados. A saídas limpas sucede-se a derrocada final da economia. Profetas da desgraça, classificam tal visão. O BES completa a elegia do sector privado. A teoria liberal da auto-regulação dos mercados assumida pelo artista Passos atinge o seu máximo esplendor. P.Coelho, defensor da varinha de condão do privado, abriu a caixa de Pandora e  diverte-se lá pelas bandas da Manta Rota como um simples actor, sem palco. Lá nisso, comportou-se como um cobarde ao desvalorizar as consequências das professadas teorias da desregulação dos mercados, tal como como o seu mentor A.Correia em palestras televisivas. Ambos de ideias fixas. Como tudo vai acabar é uma incógnita, mas garantida está a continuada ira do PM sobre os mais fracos e o seu refinado ódio aos reformados e funcionários públicos. As garantias de Passos são promessas de gato fedorento, em terras de queijo La vache qui rit. Ou seja, garantias inválidas.

O ilusionista  Passos nunca teve noites de reflexão e de trabalho teórico, apenas noitadas de diversão como a sua adiada licenciatura denuncia. A cartilha, por onde se espraiou, transformou-o numa pétrea sombra. Os fundamentalistas e seus afins vibram com a teoria da bancarrota socrática, cavalgam os seus mitos de neoliberalismo sobre a crise portuguesa e defendem a teoria do "além troika". O jardim das delícias vislumbra a superação da crise profunda actual em escassa décimas de escalas flutuantes na economia. A sua jactância projecta-o já para as legislativas 2015 como o vencedor da terrível gestão socrática, esquecendo obviamente a sua. O Moedas pode passear-se por Bruxelas, longe das vivências do tramado povo português. Que não se perca nas  cervejas The Delirium Tremens, Duvel ou na clássica À la Mort Subite. Que pensarão os camponeses de Beja, privados destas delícias?

Quando  o Pedrito Dinamite  regressar do seu mundo de fantasia irá encontrar os seguintes factos, resultados de obra sua:
1. Dívida pública portuguesa de 134% do PIB. E o que tem a dizer da dívida privada?
2. Défice não controlado de 10% (UTAO) ; para a contabilidade do P.M. apenas 4%. Não há almoços grátis. Esperemos, pois pelo toque da banda: aumento da carga fiscal, para limites insustentáveis.
3. Lançamento de cerca de 600 000 cidadãos para o desemprego, dos quais 300 000 não têm esperança de obter de novo um emprego. Aldrabões de fictícias engenharias estatísticas sobre a taxa actual de desemprego. Pura manipulação. Fantasias de incompetentes manipuladores.
4. O esforço dos portugueses valeu de nada, estando o país pior do que no ponto de partida (2011). Ponto de chegada não se vislumbra. As legislativas estão à porta: traumatizar os portugueses com novos impostos, nem pensar-diz o P.M. Com falinhas mansas se enganam os tolos!
5. O caixeiro viajante P.Portas a peregrinar pelo mundo e a vender permis de sejour a endinheirados. Difícil é explicar o caso dos submarinos , com voz séria e pousada. Fala em "brutal subida da competitividade", com voz firme. Aconselha-se a ler o texto original,indicado abaixo.

Recorre este desgoverno,  com frequência elevada e dedo em riste, a acusação da ineficácia da Presidência Francesa sobre a problemática das dívidas soberanas. Salienta-se o desvio do discurso inicial, caindo no regime de austeridade-à alemã.  O texto já vai longo e não convém alongar. Até, diz-se, votam os mortos nas eleições primárias do PS. Fernando Torquaz, mais habituado a contas que a verborreia inútil e inconsequente, ouve com atenção estes ruídos e procura indagar do seu fundamento. Há muito que se percebe que a política é domínio de caça, de alguns lacraus perversos. Olá, se é, mas não deveria sê-lo. O importante na vida, é a contínua procura da verdade possível. 

O que mais diverte na actual presidência francesa, é a revelação de que a presidência francesa pode equilibrar-se numa simples lambreta, em tempos nocturnos.Todas as presidências francesas tiveram camas, de geometria variável.Tradição continuada, portanto. Esta é a parte divertida da questão. A realidade francesa traduz-se no gráfico seguinte:
Evolução da dívida pública francesa
Como se pode vêr, também em França a situação da dívida soberana não é famosa.E a França já teve 6 bancarrotas. A primeira delas foi resolvida por Filipe o Belo, atirando para a fogueira o grão mestre dos Templários, apoderando-se dos seus bens (Os Templários essencialmente representavam os banqueiros da actualidade). Tal como Napoleão, fundador do Banco de França, as guerras custam dinheiro e é preciso ir sacá-lo onde o há.


Fernando Torquaz  admira por essas bandas  o firmamento celeste e a maravilhosa via láctea. Nas noites claras de Agosto pleno,pode perscrutar-se os segredos do Universo, em termos de passado, presente e futuro. O insondável firmamento pode  revelar-se na sua faceta mais violenta. Com os instrumentos adequados, a Nasa mostra, em imagens espectaculares, alguns aspectos dos pilares da criação.

Three-light-year-tall pillar of gas and dust within the Carina Nebula
Nasa- Os pilares da criação

O que o PM não entende é a reacção do BCE,que vendo o fiasco em que a Europa está metida com a deficiente criação do euro.E, por enquanto, só a Alemanha escapa. Porém, o objectivo último só é, em plenitude, compreendido pelos banqueiros. A razão profunda da crise francesa aponta para uma conhecida lei - a lei Rothschild de 3 de Janeiro de 1973,votada na presidência de G.Pompidou.Segundo declarações públicas de M. Rocard, esta lei é responsável da dívida francesa a qual seria da ordem dos 16-17% do PIB.
  • No fim do 1º trimestre de 2014, a dívida pública  de Maastrich foi de 1985,9 mil milhões de euros,com um aumento de 45,5 mil milhões relativamente ao trimestre precedente (2013).
  • Em percentagem do PIB, situa-se a 93,6%
  • A contribuição do estado para a dívida aumentou de 43,3 mil milhões no 1º trimestre de 2014. Este aumento provém da sua dívida negociável a longo termo (+32,2 mil milhões €) e em menor medida, a curto termo
No que respeita à solução do problema francês já houve a queda de um governo e o BCE dá um lamiré sobre a necessidade de mudança de agulha. A solução das dívidas soberanas não passa exclusivamente pela política financeira, à alemã [Clique aqui] e não atinge apenas Portugal. Por azar, má fortuna e temerários políticos despesistas, esta Europa decadente abandonou os elos mais fracos: Irlanda, Grécia e Portugal. Cobaias de muitos ensaios.

Não consta que haja qualquer correlação com os horizontes políticos, marcadamente PSD (56%) dessa região da Terra Fria. A evidência dos factos estatísticos não significa qualquer valoração de teorias económicas, mas tão somente inclinação básica para ideias pré-concebidas. Em termos pragmáticos e simplistas, a diferenciação entre partidos PSD e PS é fictícia e, na verdade, não passa de lutas inconsequentes de grilos espanhóis, em tudo idênticos, que se asfixiam e devoram mutuamente dentro desses pequenos horizontes. Os problemas existentes são, na maioria dos casos, problemas de índole técnica e, consequentemente, a sua  solução é independente dos partidos.

 A decisão dos dinheiros camarários e o seu destino, esse sim, poderá depender da vontade política do partido do poder. Angueira não esquece a maneira como tem sido tratada pelos vários executivos camarários e o modo da sua anexação, sem qualquer consulta à população. A luta pelos 255 € do FFF-leia-se tacho partidário não é razão suficiente por tal falta de respeito.  Recorde-se o escrito anterior, datado de 2/11/2013.
As gentes do pin na lapela já se arrastam pelos rectificativos do Orçamento de Estado, vezes sem conta. o PM, mau aluno, já acumula 8 chumbos do Tribunal Constitucional. A sua ignorância leva-o a governar fora da lei e conhecendo-lhe os seus tiques, só vêm por em evidência que a diatribe contra o Tribunal Constitucional já não colhe votos. A ignorância dos passos fedelhados já permite, à luz do dia, verificar a tremenda mentira da austeridade "além troika" e a incapacidade governativa desta gente do pin.Puras nulidades, e onde não há ideias, não há futuro nem esperança. Que o digam os fugitivos: Vítor Gaspar, o falso arrependido P. Portas, o Moedas que já se escapuliu para a Europa, o Arnauld do Goldman Sachs e afins. Emigrantes de luxo. As benesses internas serão redistribuidas pelos grupos de sempre: Katrogas, Vitor Bentos, mordomos saltitantes entre velho BES - Novo Banco. Com o beneplácito do rei-presidente, de uma terra localizada num incógnito exo-planeta, algures na imensidade galáctica de mundos desconhecidos. 

Há critérios simples que permitem destruir os mitos, as manipulações, as charlatanices, a venda de ilusões, no paraíso das delícias terrenas que os mercados financeiros iriam proporcionar. Falsários e piratas retratados em banda desenhada, precisa-se. Aliás, a honorabilidade de tal gente, anda pelas ruas da amargura. As garantias de Passos perdidos, são garantia de bobos medievais.

De novo, estes escritos destinam-se a zonas geográficas onde o acesso à Internet e, sobretudo, à informação é ainda pertença dos deuses. Mas nem por isso, o preâmbulo anterior sobre as gentes do pin na lapela se deixa de aplicar.

Falando claro, a história conhecida de Angueira aponta para cerca de 2500 anos, e transcende a importância de qualquer executivo camarário. Para a sobrevivência de Angueira, apontaram-se indirectamente, mas com objectivo bem definido, um conjunto de acções que visam a sua continuidade no tempo. Para além da gente que agora povoa esses territórios, de fim do mundo. Repete-se aqui o conjunto de medidas propostas nesse texto:

1 ) Pavimentação completa e integral de todas as ruas de Angueira, sem excepção, com padrão equivalente à freguesia de Vimioso. [Segundo ponto+ Quarto ponto]

Compete, se for caso disso, ao vogal da Junta da freguesia Angueira - Caçarelhos apresentar a totalidade de fotos correspondentes aos arruamentos de Caçarelhos e Angueira, para comparação, à Câmara Municipal. E porque somos todos portugueses, a freguesia de Angueira reclama o seu quinhão camarário, já que a  freguesia de Vimioso foi a  principal beneficiária (e continua a sê-lo) ao longo de anos dos investimentos camarários nos arruamentos e deles não mais precisar. 


No seu "Ponto Terceiro" - há conhecimento do acesso a fundos europeus, que também deverá ser válido para as aldeias todas.


2) Tendo a Câmara Municipal o poder de controlo sobre as actividades no rio, tem por obrigação impôr de imediato:

Um regulamento rigoroso, com o objectivo da reposição natural da fauna e flora do rio, com proibição completa da actividade piscatória durante 5 anos.


3) Regularização da ETAR de Angueira, como ponto prévio da recuperação do rio, e em quase completo abandono.


4) Feitura de um regulamento imediato com a obrigatoriedade da preservação e respeito do traçado básico da aldeia de Angueira, enquanto aldeia de xisto.


5) Feitura e implementação de um regulamento camarário com proibição de criação  de animais que perturbem a saúde pública.


6) Proibição e desactivação de exploração pecuária, dentro do perímetro da aldeia. Exemplo de referência, freguesia de Vimioso.


 7) Realização de uma auditoria sobre a construção irregular, em domínio público (baldio)

Feitura de um regulamento com proibição expressa de construção de em baldios, como a lei prevê,

8) Publicação do documento onde conste a lista : dos bens materiais, imateriais ou outros que passaram para a nova freguesia.


9) Publicação do  plano director Municipal que contempla todo o território do concelho, freguesias incluídas, e de acesso público.


Angueira foi despromovida, passando a anexa, por obra do licenciado Relvas e seus afins. Sem delongas, a Autoridade Tributária alterou todos os artigos matriciais. Compete ao Partido Socialista actuar em sentido oposto ao licenciado Relvas e reverter a situação. As criticas a governos anteriores e, em particular, a teoria despesista de Sócrates, válida nalguns aspectos, tem pleno cabimento por essas terras  onde a onda laranja varreu essas serranias esquecidas. Vamos, pois, aos factos.

Ponto 1. Regista-se e reconhece-se, com agrado, a repavimentação parcial das ruas. O acesso à informação, a que todo o natural tem direito, é manifestamente insuficiente quer no que respeita à área intervencionada quer quanto ao tipo de pavimentação (alcatrão ou paralelo). O montante da rubrica atribuído a esta intervenção é de 169521.02€ (cento e sessenta e nove mil quinhentos e vinte e um euro e 1 céntimo). Clique aqui para vêr a proposta de contrato de abjudicação, cujo anúncio de procedimento foi publicado no Diário da República de 30 de Abril de 2014 (Nr.83) e a acta camarária associada, nr.25 (2013).
Que árvores e passeios não sejam esquecidos. Padrão igual ao de Vimioso, e limpeza de ruas e acessos também. E toda a zona insalubre do tanque do Pio não tem solução?

Pontos 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9

 Em termos objectivos, todos estes pontos assentam na valorização do rio Angueira e na valorização da aldeia, enquanto aldeia de xisto com a transformação radical de uma actividade rural, já ultrapassada e em fase de extinção, para uma zona de turismo rural e lazer. A questão dos arruamentos e sua conservação é vital para a sua transformação. 

Por ora, basta dizer que todos os investimentos da CM Vimioso foram efectuados na freguesia de Vimioso, ignorando quase por completo todas as restantes aldeias com a consequência imediata do despovoamento de um vasto território e, ironicamente, conduziu à degradação da própria vila. É na diversidade de opiniões que se constrói uma distribuição justa e equitativa das verbas e a presença das várias correntes de opinião políticas presentes no terreno afigura-se como sendo vital. Que é feito do único vereador PS da CM-Vimioso? Desaparecido em combate? Por acaso, não sabia ao que ia? Só a Presidência interessava? Quem estiver interessado pode consultar o site CM-Vimioso, clicando aqui.e tirar o retrato à la minute da situação.

Uma passagem breve pelas actas permite verificar quão melíflua e estreita é a defesa dos interesses privados em causa própria. Precisamente, no contexto mais vasto do interesse público e privado. Todos lutam contra o Estado mas todos  se apoiam no Estado para benefício próprio. Claro, que o P.M. não se esqueceu através da Tecnoforma de sacar o que pode dos fundos europeus. Voila!

Pontos 2, 3, 4, 5, 6: 

 Não há conhecimento de qualquer produção de documentos e /ou regulamentos camarários.

Falando claro, serão os elementos camarários cegos ao ponto de não verem a completa devastação da fauna do rio? Por acaso, sabem os representantes eleitos qual a dimensão máxima dos peixes que atingiam na década de 50/60 do Século passado? 
Ninguém acredita que o vogal da actual Junta o não saiba. É normal aceitar a devastação dos peixes de dimensão inferior a 10 cm? Cruzar os braços não é solução.

Sem apelo, nem agravo, a zona entre pontes: Sanca - Ponte da Cavada - Ponte da Edra deve ser interdita, de imediato, sem conversa fiada, a qualquer tipo de actividade piscatória durante 5 anos. Deve existir um volume mínimo das águas para a sobrevivência das espécies, com a consequente limitação de uso da água em zonas ribeirinhas.
De seguida, controlo efectivo desta  zona piscatória, com emissão de  licenças de pesca  a favor da localidade de Angueira.

As redes de pesca existentes, de fina malha,  são facilmente contáveis, identificáveis e controláveis. Haja vontade para isso. A eliminação dos guarda - rios, peIa tal figura que nunca se engana, conduziu a este efeito perverso. E agora? Será que os votos opacos não permitem a acção da feitura de regulamentos camarários?

Ponto 7 : Acção precisa-se.

Angueira é das poucas aldeias que ainda possui baldios de certa extensão. Compete ao executivo camarário fazer cumprir a lei sobre os baldios e destinar esses espaços a fins exclusivamente de interesse público. Constitui uma reserva estratégica para implementação de certas actividades, a desenvolver, e parte do pacote da sua sustentabilidade económica.

Ponto 8 :Não há conhecimento de qualquer produção de documentos.

Conclusão: Fernando Torquaz,na esperança de uma revitalização de uma caracteristica aldeia de xisto, de fauna e flora específicas, tenta contribuir com propostas exequiveis, de suporte financeiro de pequeno montante, perante o ostracismo continuado a que tem sido votada pelos sucessivos executivos camarários. A última machadada foi dada pela anexação da freguesia. Se dúvidas houver, consultem as actas de 2014 e constate-se que Angueira não tem voz. Por isso são aqui formuladas algumas propostas concretas para 2015.Assim, para que conste, e de acordo com a propaganda PSD no que respeita a acesso aos fundos europeus, a aldeia de Angueira deve ser considerada como candidata única a um projecto europeu de envergadura média que diga respeito a :


I - PROJECTO europeu (a desenvolver) :

Construção de um fluviário em Angueira

 aldeia que dá o nome ao rio.

Este fluviário servirá de suporte a uma componente educativa, permitirá o apoio técnico à produção intensiva  de lagostins de água doce, com repovoamento orientado de variantes específicas e  diversificação de produtos de valor comercial. 
Poderá também ser complementado com a construção de uma mini-hídrica, porque não?


II - Construção de um desvio viário.


II - A) Através de fundos próprios da CM-Vimioso, fundos CIM ou fundos europeus, construir uma derivação viária de contorno da aldeia de transportes pesados, evitando a orografia da aldeia.

II - B) Enquanto tal desvio não for projectado e executado, os transportes pesados devem ser desviados para a estrada Vimioso - Alcanices, com colocação de placas de sentido proibido a veículos superiores a 10 toneladas. Não se pode meter o Rossio na Betesga. O que não percebem?

Com este desvio, Angueira funcionará como alternativa , quebrará o o isolamento de aldeia - fim de linha e estabelecerá uma ligação directa à Zona limítrofe de Sendim e saída para Alcanices.


Fernando Torquaz é partidário de total transparência de processos, a qual só pode ser exigida se houver cultura suficiente para questionar factos. É tempo de projectos médios atingirem também as aldeias. Ou será  que Angueira é relembrada, apenas, dos tempos remotos onde os lagostins  eram servidos nos festins primaveris ? Veja-se aqui a espécie original do A.Pallipes, com forte ligação ao rio Angueira. Extinto em Angueira, por incúrias variadas dos homens, e tratado com todo o cuidado na Irlanda, França e Inglaterra. Quando se não valoriza o que se tem, que se espera? Para recordar tempos antigos não se torna necessário construir palácios para burro mirandês.Certo ou errado? O texto é apresentado, de forma pragmática, em critica construtiva. Afinal, O Nordeste da Terra Fria navega nas mesmas águas de todo o interior do país. E o  país não é pertença ou refém de qualquer partido. Aliás, os partidos deveriam sofrer uma vassourada geral, para boa saúde mental do país. Tudo se resume a uma questão de escala e de bom senso. 

Será que o P. Portas, com o abrandamento da austeridade para o festim eleitoralista de 2015, pretende fazer esquecer as pauladas violentas e  brutais sobre o cidadão? Ou prepara nova jogada para abandonar o PSD passista? Ou pensará ele que a lady  Agricultura - Cristas ao visitar a Sovena pode ignorar os agricultores da centena de oliveiras ou menos? Ou será que Seguro pensa mesmo que o voto dos proprietários da Sovena vale o mesmo? Ou será que os políticos locais não enxergam nada nos cadernos eleitorais autárquicos?

Em tempos de fantasia e diversão, as eleições primárias do PS permitem fotografar os
seguidores das duas candidaturas, e a sua manifesta intenção da luta pelo tacho. Para gáudio de toda a gente. Debate de ideias, onde se esconde? A política partidária, em plena acção. Guerilhas fraticidas e inconsequentes. Por acaso, o actor principal desta novela não poderia ter resolvido a questão de modo pragmático, breve e eficaz? 

O Passos de Coelho refugiou-se na sua toca da eleição, que isto de discutir ideias pode mostrar mentalidades inócuas e o vazio cerebral. Há sempre bajuladores que os suportam . Não é assim com a F. Almeida, demissionária da Comissão dos Submarinos na Assembleia da República? Os seus artigos no Expresso causam espanto. Confronte-se a opinião expressa com o relatório original (em particular a pg.328). Então, o que dizer do pilar da corrupção?

Como se depreende, o país está numa encruzilhada muito complicada. Será que a bondade de Passos a propor conversas com o PS esquece o seu imbecil comportamento de recusa em tempos iniciais? Será que fez mal os cálculos, pensando transformar-se em salvador da Pátria?
O Peregrino sobre o mar de névoa
É tempo de ler na testa dos políticos a mentira subjacente que lhe corre nas veias. Deixa-se, porém aqui, este quadro de Caspar Friedrich cuja interpretação é deixada ao livre arbítrio do observador. Que ideias varrerão a mente do senhor pensativo, face ao mar de névoa no país? 






terça-feira, 20 de maio de 2014

EleiçõesEuropeiasVIMIOSO_2014


Eleições Europeias-Vimioso_2014

Mundo virtual: Ilusionistas, saltimbancos, triteiros e afins


A narrativa falaciosa de Passos Coelho prossegue, atingindo os mesmos de sempre. A célebre frase" que se lixem as eleições " já foi esquecida por muitos e pelo próprio e os afins do seu partido PSD obrigaram-no a engolir a sua frase solta, a começar pela salada russa das Eleições Europeias-2014. A sua familia política europeia força-o a mudar de rumo e o aguadeiro de Merkel, em posição eternamente servil, lá vai aparecendo pelas TV, longe do povo e cercado de seguranças. Transformando o destino de todo um povo numa mera operação de compra de votos, numa base explosiva de falsidade, despudorada, vergonhosa, imbecil, ameaçadora e chantagista. Em termos mais abrangentes, a destruição do triângulo das Bermudas, com vértices no trio: PRCavaco-PCoelho-PPortas, reclama-se.

Fernando Torquaz, viajante de algumas andanças, aprendeu de Unamuno as asperezas da vida por terras salamantinas, zamoranas ou galegas e de Miguel Torga os sinais magoados dos escravos, subjugados mas não rendidos, dos horizontes transmonstano ou beirão. De quando em vez, os mendicantes da cruel austeridade sobre os mais desprotegidos descem aos povoados a mendigar votos para a perpertuação da pobreza secular desses horizontes. Passos Coelho, numa posição mercantilista atroz, massacra todo um povo, de forma vil e cobarde, com frases feitas e que são resultado da sua futilidade intelectual, materializado na sua frase canhestra do" além da troika" ou viver" acima das suas posses". Se existe um cidadão a quem se possa aplicar este critério esse chama-se " o cidadão Passos Coelho". Sendo político e desgovernante máximo deste país, tem de ficar sujeito a todas as opiniões dos eleitores da EE-2014. Oriundo de uma família com algumas possibilidades econónomicas, suficientes para ter um trajecto escolar limpo na Universidade e apresentar um diploma como muitos dos seus conterrâneos da mesma idade, acabou o curso com a bonita idade de 38 anos. Para cúmulo da desgraça, os seus afins elegeram-no para desgovernante máximo da Nação. Como só poderia acontecer, foi eleito  um conjunto vazio, sem conteúdo ou razão. Polvilhado aqui e  ali com um comparsa inteligente, mas dominado pelo afamado Relvas, seu irmão da vida airada, de curso fabricado à medida e parceiro das mesmas andanças.Em linguagem popular, um aldrabão. A outra face do Passos está escorado no deslumbrado Maçães, aqui referido anteriormente  e objecto de análise de JPL, do seu partido. É esta gente que decreta a extinção das freguesias, sem significado ou relevância em termos económicos.Mas que objectivamente nas Finanças impõe a fusão imediata das freguesias, cobra os respectivos impostos sem qualquer atraso-aplicação imediata, fustiga ironicamente os agricultores que viveram acima das suas posses [Clique aqui] e iliba, por prescrição, dívidas pesadas à orbita dos despudorados manipuladores de contas bancárias e offshores. Estes são os imbecis governantes que cobardemente não tocam nos Municipios-para salvaguarda dos tachos partidários e que continuam as mesmas obras de fachada como sempre. E, já que  os escritos devem ter conteúdo, veja-se a recente abjudicação da construção de um palacete para  burros mirandeses [Clique aqui] e se ignora o bem estar das populações, como é o caso de Angueira, povoação entregue à sua própria sorte por incúria dos mandantes. 

Fernando Torquaz,  habituado à inconstância da razão humana,  condena a faceta socratista da despesa inútil e redundante e com idêntica serenidade mostra a outra face socrática, que contra tudo e contra todos foi capaz de impor a Autoestrada Transmontana, onde escassos milimetros rasgavam o horizonte genuinamente transmontano. À gente instalada na capital lisboeta e aos intelectuais de pacotilha, os transmontanos devem começar a reclamar do esforço sobre-humano nas vicissitudes históricas de tempos idos, materializado na destruição violenta de todos os seus castelos de fronteira. E das troikas prolongadas pelos países europeus, em tempos de emigração (~1960, e da diáspora continuada) e onde o produto de sangue, suor e lágrimas foi depositado na Banca Portuguesa. Aos vendilhões do templo já só falta vender a Caixa Geral de Depósitos. Trás-os-Montes não é um fardo económico para o país [e se o for, então os economistas de pacotilha o reclamem publicamente]. As suas riquezas naturais são suficientes para a população escassa que ainda o vai povoando. Se é espoliado da sua riqueza, caso das barragens do Douro, e se reduz um transmontano a um mero pagador de rendas, qualquer que seja o tipo, então não haverá  saída. Um horizonte vazio, sem esperança. Está provado que este imbecil que desgoverna um povo forte e inteligente não pode ficar à mercê dum conjunto de jotinhas travestidos de Passos, Relvas, Maçães, M. Antónios e quejandos. Suportados por TV inócuas, com pregadores de serviço tipo Marques Mentes e outros Sousas, de Marcelo. Todos se embrulham em mantos de púrpura, ao mais puro estilo romano. Não escondem, ao povo inteligente e perspicaz, a sua verdadeira face e os seus interesses não confessados. São elementos da mesma tribo PSD.

 Fernando Torquaz sempre desconfiou de uma Europa calculista, preservando uma liberdade deixada pelos seus antepassados dos Castros Nordestinos, por aí existentes. Nunca se entusiasmou com o manancial da subsidio-dependência. Observador atento, assistiu à entrada de Portugal para a clubite rica dos países europeus e o cartão de visita foi apresentado como uma cena medieval, digna de um quadro 
flamengo de Bruegel [Clique aqui]. Já havia tractores agrícolas em Portugal, mas a humilhação indirecta estava lá. Talvez, a entrada  tivesse sido prematura, mas a democracia portuguesa falhou ao não propor a entrada através de um referendo. Justificada está a argumentação de muitos cidadãos portugueses, quanto à  falta de democraticidade de um projecto europeu. A saída do euro, tal como se afigura a F.Torquaz, seria catastrófica e seguramente, nos próximos dias à sua saída, os portugueses ficariam com uma moeda que seria desvalorizada face ao euro, talvez na ordem dos 50%. Os detentores do capital financeiro, há muito que estão a salvo. O resgate português, após o PEC IV, teve como efeito a limpeza dos bancos alemães e franceses da dívida portuguesa e dele foram os grandes ganhadores. Os perdedores são sempre os mesmos: a classe média portuguesa e, em particular, funcionários públicos e reformados. Ficaram à mercê de vendidos e de triteiros de rua. Não surgiu ainda a defenestração dos Miguel de Vasconcelos. O relógio do ilusionista Portas parou e a data sagrada da libertação da troika ocorreu a 17 de Maio de 2014. O Passos fugiu de comemorações excessivas enquanto o libertador de 1640 clama vitória. Embuste, tragicomédia, ilusão e fantasia em opereta de triteiros. Cantam loas ao seu bom desempenho governativo. Auto elogiam-se como se a inteligentia portuguesa tivesse sido subitamente concentrada em excelsos líderes da palhaçada, onde não faltam saltimbancos e ilusionistas, de rara doçura.

Que dizer do guião da Reforma do Estado? E dos prejuizos causados ao País pelo mau humor Paulo Portista de Julho-2013? Que fazer com os deputados excedentários da Assembleia da República? Porque não invoca o PM a redução do número de Deputados que a Constituição permite?
Onde estão as ideias e o conteúdo de Passos Coelho para questões cruciais da nação portuguesa?  A isto, Passos Coelho não responde, nem invoca o seu repúdio sempre latente ao Tribunal Constitucional. A constituição permite fazê-lo, mas o tachismo partidário fala mais alto. São cantadas hossanas aos sacrifícios invocados e exigidos ao povo português, mas esquecem-se os representantes do povo de mostrar como exemplos os deputados da nação, em particular a Presidente da Assembleia da República, reformada com verdes anos e o transcendental sacrifício do Presidente com abaixamento das suas reformas. Pudera, o homem já se havia safado com uns dinheiritos de acções do BPN. Já ajuda a pagar os cortes sofridos. E o que dizer do trogloditla chinês KinKatroga, negociador hábil da entrada triunfal da troika? E da transparência dos contractos Borges? E do troikista Vitor Gaspar? E do saltimbanco Fernando Ruas para 2º da lista para o parlamento europeu? E da nomeação da Francisquinha dos berloques para a Comissão Parlamentar de Inquérito aos Programas relativos à aquisição de Equipamentos Militares (EH101,P-Orion, ..., submarinos, Pandur II)? Admiram-se, alguns, estufectactos como os drones da Marinha falham o seu objectivo e toda a estrutura militar e policial, com a panóplia de siglas apresentada, não consegue localizar um simples foragido pelas terras de Riba Douro. Pois é, sempre os mesmos terrenos lamacentos, do compadrio, da promoção política de ignorantes, do corporativismo partidário, da ilibação dos políticos. Terreno lamaceno, espaço onde cohabitam: ilusionistas, falsários, triteiros, saltimbancos e peseteiros. Tudo gente séria. De vez em quando, há cenas da vida real que passam do imaginário ao real e vice-versa.

Fernando Torquaz repudia uma venda do país, a retalho e por isso está nos antípodas de certo populismo. À juventude transmontana convirá desmistificar estes triteiros sem dó nem piedade, com base numa cultura sólida e na base do trabalho árduo, mas com motivação justa,negociada e consentida. A primordial, conquista ou criação de um emprego, e fustigar com inteligência e firmeza o acesso ao tacho por via partidária.

 É esta nulidade Passos que vai a votos. Transfigurado num Rangel, dinossauro paralizado no tempo, onde a sua solução para a escravatura portuguesa se alicerça no malfadado Sócrates, origem, causa e responsável de todas as nossas amarguras, passadas, recentes e futuras. Este discurso só funciona para as clubites, cuja decisão assenta apenas em linguagem binária: 0 ou 1, gosto ou não gosto, benquifista vs portista, benfiquista vs sportinguista  ou similar, benfiquista contra todos, sector público contra privado, reformados contra jovens. Os políticos estão desacredidatos e não haverá sol que sempre dure. A justiça há-de vencer. Pode Rangel brandir como único meio de conquista do lugarzinho europeu esta piedosa mentira, até pode colher votos, mas a razão não mora neste critério simplista. O mesmo se aplica, aos restantes partidos, e aqui reside um dos cercos do povo português. A partidarite que o transformou e manipulou, confundindo-o com a fusão dos conceitos de serviço público e privado. A resposta para o imbróglio português, de difícil solução, tem origem noutras causas mais profundas: a globalização, a europeização dos povos europeus e nas suas consequências directas: desindustrialização da Europa e virulento  ataque ao social : salários, bem estar, saúde e educação, entre outros. É o modelo de Estado que está em causa ? Claro que é. O caso português é paradigmático. Cavaco que o diga sem mentira e o domínio do capital especulativo-os mercados de capitais sobre os sectores tradicionais do desenvolvimento progressista e social das gentes que habitam as nações ou espaços geográficos . O discurso de Rangel é para ignorantes e só a cultura dos povos, baseada no conhecimento científico e humanista e na razão objectiva permitirá a alguns povos europeus levantar a cara do chão podrido em que as dívidas soberanas os mergulharam e ou/se deixaram mergulhar. Os seus afins, pretendem denegrir toda as figuras políticas, diferentes da sua cor, e incidem na falta de alternância ao actual poder. Seguro é um dos alvos predilectos e apontado como outro jotinha, da mesma estirpe de Passos Coelho. Os tempos não serão fáceis para ninguém e seguramente ninguém duvida da armadilha do Tratado Orçamental e de uma Europa, vil e traiçoeira. Parcialmente verdade, ao partido PS resta fechar fileiras, trabalhar conjuntamente para o serviço público e às figuras relevantes do PS-de sólida formação e respeitados pela maioria da população portuguesa exigir-se a participação activa nos destinos do país. A Europa tem que ser questionada a nível externo e a nível interno não ceder ao centrão da desgraça e muito menos à ilusão da dupla: Passos-Portas e às suas propostas indecorosas. Ou se restabelece a confiança  ou então: au revoir! Resta  fugir do país dos nossos ancestrais, em sinal de protesto.Ou o Estado respeita os contratos com os cidadãos, ou então tudo se transforma num "vale tudo".

A Passos Coelho foi fácil dinamitar um país-para além da troika,  apoiado por uma Europa decadente, interesseira e dominada pela pérfida Alemanha merkeliana. Não lhe resta senão o servilismo  atroz que só serve para agravar ainda mais a situação catrastrófica do país. Ora se Passos Coelho não dá qualquer saída do pântano, só resta a mudança do cenário politico português. Os politicos portugueses não são todos iguais, mas a generalidade deles não têm como objectivo fundamental a causa do serviço público mas sim a causa do interesse pessoal e o do privado.  No contexto da globalização nehum país está ou fica imune. A França é o próximo alvo a abater. Há obras que, à maneira francesa: rigorosa e fria dos seus intelectuais, ponderam os prós e os contras da explosiva situação actual. Para não fastidiar os leitores deste texto, são omitidos. O pro-troikista V.Gaspar teve a oportunidade de dar inicio a uma voz que representasse os paises latinos do Sul da Europa ; França e Itália incluídas. A isto respondeu com um tacho dourado no FMI. Os portugueses, pelo contrário, tem que aguentar o dictat alemão, a troika e o FMI. E também não tem que ser assim. A Alemanha tem atrás de si um rol de acontecimentos históricos nada invejável. Parafraseando outros, há ou deve haver vida para lá do mercantilismo da Alemanha. Cabe a homens lúcidos e combativos das Europeias mostrar que há excesso de tractores de marca alemã em Portugal e que as máquinas da produção de texteis exportadas para a China são farpas apontadas à indústria portuguesa. A substância da Europa não se discute e a falta de democraticidade das instâncias europeias algum dia se pagará. A intrigalhada alemã já por incontadas vezes colocou a Europa a ferro e fogo e para os mais distraídos, baseada numa indústria de armamento, cujos beneficios hoje colhe num contexto de crise económica. Negócio para a Alemanha, guerra económica para os outros. Não se pense, apressadamente, que existe alguma animosidade contra o povo alemão, mas é dever de um governante proteger os seus cidadãos portugueses contra o dictat alemão. A Europa não se discute, a poderosa Alemanha merkeliana sobrepõe-se à razão legítima de outros povos.  Nada move F.Torquaz contra a Alemanha, respeita os seus dinâmicos empresários, agradece os produtivos investimentos da Auto-Europa, mas nunca aceitará o dictat alemão. Não é de ânimo leve que se pode enfrentar uma Alemanha altiva, mas é o mesmo espírito de liberdade dos habitantes dos castros transmontanos que acolheram os foragidos povos bárbaros duma Germânia pobre e miserável que permite enfrentar a ameaça.

Os eleitores devem saber o nome e as ideias dos candidatos e não a proposição pelos partidos, de onde deriva o tachismo e oportunismo político. É crime de lesa pátria os candidatos a parlamentares europeus não discutirem as suas ideias e projectos em debates televisivos. A lei das TV privadas  impõe-se sobre a razão, A mesma TV digital que a Europa impõe e que ao destruir a analógica obriga a pagamentos forçados dos indefesos de sempre. Exemplo, a população de Angueira forçada a compra de novo equipamento, para gáudio dos mercantilistas de ocasião (Caixas descodificadoras, antenas, aparelhos TV). Pela mão dos mesmos se decreta o analfabetismo político do eleitor que reclama  informação necessária para um voto consciente, mas a Europa não se preocupa com tremoços desta índole. Proibindo efectivamente o acesso aos debates, dá-se todavia de mão beijada às TV privadas o poder de extorquir dinheiro pela venda de pacotes televisivos e do acesso à Internet. E tudo a bem da Nação. A percentagem elevada de abstenções constituirá uma arma de arremesso contra os políticos. A falta de representatividade de Passos Coelho como representante de um país já aqui foi apontada. Ficar-se-à pela eleição da tribo PSD. E aviso à navegação para a eleição presidencial. Membros do mesmo saco.

A fundamentação de algumas destas posições foram indicadas em textos anteriores. Ideias, apenas para reflexão, dirigidas para uma área geográfica onde a informação digital ainda rareia [Internet, pacotes televisivos de informação]. O seu alcance é, pois, limitado. E como em terras nordestinas, a luta diária pela vida é mais importante que a rapidez da mutante informação, vamos mudar de agulha e justificar a etiqueta : Ilusionistas, triteiros e afins.

Como exemplo de aproximação, de deliciosa representação, veja-se o caso, entre muitos outros, da menina de berloques, descendente do A. Henriques e eleita lá pelas bandas de Guimarães. Gosta de berloques e não há fotografia onde não haja mudança de arreios [Clique aqui]. Pelo menos, sob este ponto de vista é divertido. Quando é chamada ao mundo real, as coisas complicam-se [Clique aqui].

Para aligeirar o texto, vamos desmontar o truque do coelho dentro de uma caixa. O essencial baseia-se numa lei simples da Física [Lei da reflexão, em espelhos planos] e fazendo apelo ao trabalho árduo dos alunos  apresenta-se a sua desmistificção com base no conhecimento desta lei -num texto em inglês.

 E será este o caminho árduo para a conquista da liberdade económica e a independência na liberdade de escolha.

 Aos observadores de aves e  respeitadores da natureza deixa-se a análise do parágrafo:"nem tudo o que parece é". O cuco, ave conhecida de todos os estudantes mirandeses e de todos os carinhosos e inteligentes tortulhas que vagueiam por essas terras mirandeses, esconde comportamentos oportunistas,  por vezes ignorados. A natureza também nos permite descodificar o comportamento humano, recorrendo aos instrumentos técnicos da modernidade.


Conclusão: A liberdade de acção conquista-se através da liberdade económica. Qual o espaço de manobra para um país que nos últimos três anos apresenta como legado:

  • Dívida pública de 130 % do PIB, isto é : dívida de 214 000 000 euros!
    •  [Subiu de :94% PIB- 185 000 000 €]
  • Mais desemprego+impostos+mais pobreza
  • Crise económica não debelada e antes, pelo contrário, agravada!

  • Resposta: Nenhum!

As charlatanices de Passos Coelho e Portas estão assim à vista. A profissão de fé nos mercados é mais uma peça da inconsistência, estrutural, política e económica, das falácias servidas ao povo pelo ilusionista Passos. Como pode aceitar-se que quando a dívida era menor, a torneira dos mercados fechou e agora, em situação de dívida pública em pior estado, os mercados já acham mais seguro emprestar? Que fez Passos-Portas para evitar a destruição maciça do tecido industrial português? Os dinheiros dos impostos serviram apenas para pagar aos desempregados? A ilusão das mudanças do Código de Trabalho e das invectivas contra o Tribunal Constitucional convencem alguèm de que vai fazer ressurgir uma avalanche de novas fábricas e de um desenvolvimento industrial para os tempos mais próximos? A tão propalada redução do défice assenta em quê? Apenas naa limitação das importações e na exportação dos segmentos tradicionais de exportação ( calçado, texteis, móveis, maquinaria e produtos similares? E  só quando a Galp paralisa temporariamente a produção de produtos exportáveis, mas de pouco valor acrescentado, vem a verdade ao de cima? 

Pouco importa chorar sobre a herança de Sócrates, os factos mostram até que ponto gente jotista PSD, impreparados para a governação, malabaristas da palavra, experimentalistas de uma governação sórdida na área do social,do político e do económico. Incapazes de propostas de solução que não austeridade sobre austeridade, destruição da esperança de todo um povo, malhanço em ferro frio sobre reformados, pensionistas e trabalhadores e, ainda, desavergonhados descaracterizados se propoem candidatar-se a governos futuros. Safa, diria o PR.

Deixo para finalizar uma sugestão de cinema, "Voando sobre um ninho de Cucos". Será que a população portuguesa só sobrevirá no papel do actor principal?

Como sempre, a liberdade de escolha em eleições é da responsabilidade individual.Aqui apontaram-se, apenas, elementos de reflexão que ajudem na escolha.Até um dia destes.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Período pós-troika ... ou o paraíso afrodisiaco!

Período pós-troika 

 ... e o Jardim das Delícias Terrenas!


Os profetas bíblicos da abertura aos mercados financeiros: P.Coelho-Vitor Gaspar-P.Portas-Lady Swap, além de outros profetas menores, antevêem um futuro risonho para o país, miragem não acessível ao cidadão comum. Passos Coelho, defensor de um empreendedorismo provinciano, segue o seu caminho de mendicante de votos, processo iniciado nos vales da Porcalhota e o seu admirável, de decisões irrevogáveis, comparsa de governo vai discursar a terras espanholas, recapitulando os passos da traição ao seu povo, como majestaticamente contrapôs para o conturbado período de 1640. Em contraponto ao proclamado rei D. João IV pela populaça lisboeta, após a defenestração de Miguel de Vasconcelos, o PM é solenemente eleito por um conjunto de vários figurantes, protegidos da ira de todo um povo  pela polícia paga pelos sacrificados cidadãos comuns. P. Portas, por sua vez, é aclamado como rei de um minúsculo grupo de indefectíveis seguidores e secunda, com voz pousada, a traição dos reais interesses do reino e das suas gentes.

O local escolhido para a eleição do profeta bíblico-mensageiro mentiroso de um prometido jardim das delícias traduz, com rigor, a farsa da sua eleição pela plateia PSD. Coliseu é nome próprio e adequado à mistificação e recolha de louros. Não faltou sequer a opereta da nomeação do eclipsado Miguel Relvas, amargurado com a mentira da licenciatura à la carte. Venerando o impoluto chefe Passos, defendem os imbróglios da dupla Passos-Relvas na questão da empresa Tecnoforma. Tendo passado todo o Congresso a lançar farpas ao PS e ao seu líder, formoso e não Seguro, convirá lembrar o pensamento de um correlegionário que se auto-confessa partidário da social democracia. Veja-se o pensamento do ausente Pacheco Pereira sobre o assunto. Faz-se referência para relativizar posições políticas da mesma área [V.Abrupto, e seus vários post]

Salvadores da pátria moribunda, profetas iluminados de um povo ignaro, ímpio e adulador de bens de consumo,dizem eles. Aos desavindos das praxes políticas dos partidos, o dux impõe  a sua própria praxe. Praxe-se, pois, os dissidentes PSD, o povo português e aos reformados e funcionários públicos aplique-se dose dupla, roçando a  ignomínia e a humilhação suprema da dignidade humana. Para que qualquer resquício de resistência se não observe, a prática deve ser continuada e brutal. Em nome da lei do dux, sob o olhar atento e coresponsável de um qualquer dux honorabilis ausente ou com a compreensão e benevolência de actores políticos PSD, supostamente respeitados. Dizem eles.  La loi, c' est la loi du dux, digo eu !

A introdução não é lisonjeira para certos personagens, de comportamento fedelhado e gillipoias, mas o importante não é a diatribe retórica em si mesma, mas a compreensão dos mecanismos que conduziram a esta máscara de país, à falta de democracia partidária, não representativa da corrente maioritária do povo português. Marionetas de feira, sujeitos à ordem do ignorante dux. Para o espectáculo ser completo, não falta sequer o discurso do pregador Marcelo. Esperava-se não um número de circo, mas a fundamentação, pensada, objectiva e a desmontagem de toda esta falsa e pérfida encenação. Presidente das República precisa-se com urgência, mas  escondeu-se no interior da floresta.

Já se percebeu que com o triângulo das Bermudas não se vai lá e a servidão e escravatura será apresentada ao povo, como facto consumado. O envio destas tristes figurinhas de barro, mas altamente perigosas, para as suas coordenadas geográficas iniciais, torna-se imperativo e urgente. Desiludam-se, todavia,todos aqueles que pensam que a vida num horizonte próximo será  isento de luta e combate. Os vértices  activos do triângulo das Bermudas já foram acima identificados.

A falsidades e inverdades proclamadas pelos arautos da austeridade carecem de uma análise atenta. Estes arautos, já mostraram à exaustão, ao que vieram e enquanto agentes políticos não passam de meros agentes de uma classe política, decrepita, ignorante e perigosa.Todo o cidadão tem o direito a informação e transparência de todos os actos orientadores da governação. O discurso governamental contra o Tribunal Constitucional e contra os despesistas reformados e funcionários públicos., tornou-se agora demasiado evidente. Música de fundo para os seus apaniguados e seguidores. Existe uma parte da população que se não verga a mentiras governamentais ou a embustes continuados.É com conhecimento aprofundado das causas que o triângulo das Bermudas tem que ser enviado para o caixote do lixo da história actual.

De mansinho, os carrascos de todo um povo vêm, de novo, solicitar o aval do povo para os tachos dourados duma Europa decadente e não fiável.Em textos anteriores, têm sido apontados os livros fundamentais de referência. Este texto é, também, supostamente direccionado para uma geografia precisa, onde os meios actuais de informação baseados na WEB são bastante limitados e inacessíveis à maioria da população. A RTP, na sua dimensão informativa (RTP-informação) está vedado à população e como convém a governantes, libertinos lisboetas, falsas ministras da agricultura, ignorantes reais da vida das populações, ministras da iniquidade e da injustiça e todos os liquidadores da esperança de uma nação apontam o caminho das TV privadas, em pacote como convém.A estes governantes de pacotilha, na sua maioria provenientes das várias juventudes, só têm direito ao pote porque ao povo não lhe é permitido o acesso à informação e à cultura. Somos governados por praxistas partidários.

Chegados até aqui, vamos agora ao importante, a começar pelo triângulo das Bermudas. A melhor adesão de um povo, em travessias difíceis no seu percurso, advém do exemplo e da coragem, física, ética e moral dados pelos seus líderes, com obediência firme a uma justa voz de comando, partilhada e assimilada por todos, fundamentando uma crença indomável, embora distante de um futuro incerto, mas de uma cristalinidade a toda a prova. e pleno de significado. Sobre o cidadão Cavaco Silva, veja-se o seu posicionamento e a sua voz mediática. [Clique aqui]. Quanto ao candidato a PM, o jotista PSD pode ser glosado desta forma [Clique aqui] e quanto ao populista do irrevogável, não se querem discursos em françês, em território castelhano [Clique aqui]. O povo contenta-se com processos transparentes dos casos Moderna e submarinos. Veja-se, por exemplo, o titulo do CM de 22-02-2014. e a evaporação de 20.2 milhões de euros. Fica sempre uma restea de nevoeiro, não proporcionando um horizonte limpo e visibilidade plena. Os tribunais patinam sempre neste e noutros pantanais similares.

Os discursos pousados não adormecem a mente de gente acordada. Como muito povo não entende francês e grande parte não exerce a profissão de pescador ou de comandos navais, obrigatório se torna referir alguns dados e registar como a classe política dirigente chega ao topo da hierarquia do Estado.Vejamos o mecanismo de eleição directa de um líder partidário, sem passado, presente ou futuro.E como P.Coelho é eleito, pela segunda vez, por um punhado de apaniguados, com aprovação consentida de muitos PSD honestos e à revelia de um povo.

"O número de eleitores  de Passos Coelho,candidato único, foi a seguinte:"Segundo Calvão da Silva, num universo de 46.430 eleitores, votaram 17.662  sociais-democratas. O presidente do Conselho de Jurisdição Nacional do PSD disse ainda que  se registaram 1492 votos em branco e 646 nulos. Os sociais-democratas elegeram também 690 delegados ao XXXV Congresso,  que está marcado para os dias 21, 22 e 23 de fevereiro, no Coliseu de Lisboa.Pedro Passos Coelho foi eleito para um terceiro mandato de dois anos."O líder social-democrata e primeiro-ministro formalizou a sua recandidatura  à liderança do PSD a 17 de janeiro, data limite para o fazer, com a entrega  de "mais de 6000 subscrições" de militantes e de uma moção de estratégia  global intitulada "Portugal acima de tudo!". 

Nada melhor que remeter para área do PSD a análise das eleições internas, feitas por um militante  PSD desavindo com a actual governação de Passos Coelho, e que permite perceber o tipo de governantes que hoje se apossou da liderança do PSD e da governação de um país. A legitimidade de Passos Coelho e da gente que nos desgoverna, vem de 17662 votos do clube privado PSD e o chefe eleito Passos Coelho arroga-se o direito de tomar de assalto um país, arrastando todo um povo para a miséria e sem retorno, em tempo útil. Para a compreensão da  sua metodologia e para o modus operandi deste aparelho passista, clique aqui.

Nunca este nome Passos Coelho foi colocado a votação ao povo português. Este texto tal como os anteriores, visa um único objectivo: informação, transparência e trabalho. O passado de Passos Coelho, enquanto político, pode ser visto no site do governo e todo o povo português tem o direito de opinar sobre tal personagem. As políticas económicas que prossegue são resultado da incompetência política do mesmo. Claro, que os apaniguados não aceitam uma posição diferente da adulação do chefe, e são meros elos duma engrenagem partidária, servil e manipuladora. Veja-se a propósito, os seus amigalhaços de Bragança, e a devoção ao amigalhaço chefe [ Nordeste]. Para ver como funciona o modo de eleição e a chegada ao pote da governação, torna-se necessário observar as origens, movimentos e motivações das várias juventudes.É simples perceber que a maiores desta juventude se pauta pela via de acesso do tacho e dos favores do pote público, e não pelo esforço e trabalho similar aos seus concidadãos. A sanha e a raiva contra os funcionários públicos e reformados, não é senão uma parte visível da ida ao pote dos dinheiros públicos. Os sucessivos chumbos do Tribunal Constitucional revela a transgressão continuada destes desgovernantes sem lei, a sua incompetência e impreparação e o ódio declarado a este orgão de soberania. A última, vem de um deputado do PSD que se diverte aos referendos e à metodologia da processos legislativos.

Arvoram-se em moralistas e defensores de uma ética de que não são credores. Podem falar para as turbas, colocar estrategicamente os seus peões de brega nas TV e meios de comunicação, podem subornar jornalistas e colocá-los a falar em assuntos que jornalista não domina, e cuja patente de ignorância não fica registada. Vultos relevantes da cultura portuguesa debruça-se sobre estes mentores da modernidade .Veja-se, por exemplo, o filósofo José Gil .[O roubo do presente, em Revista Visão]. O ex-fundador do partido PSD, Capucho de seu nome, caiu nas malhas da seita, sendo invocado obviamente os respectivos estatutos do partido para a sua expulsão, acompanhado de mais 200 militantes PSD.

Não se forma uma elite dirigente para preenchimento dos quadros superiores do Estado,tal como acontece em França, onde o elitismo político, económico e social é formado em grandes escolas, mas luta-se pelo tacho partidário como forma de sucesso na vida, para bem próprio e destruição do bem comum. Os exemplos são tantos, que só não vê quem não quiser. Claro, os políticos deviam ser submetidos a exames, tal como esta gente partidária impõe aos professores. É caricato, falar de deputados licenciados/ou não a dar cobertura política a contratos swapp. Esta gente devia, pura e simplesmente, após a função como deputado regressar ao seu local de trabalho original, e todos as benesses políticas suprimidas até à proveta idade de reforma (66 anos).

O clamor do Coliseu só apresentou retórica, demagogia, mistificação e miragem económica. Objectivamente, luta-se pelo tacho partidário e pela cadeia de interesses económicos que gravitam em torno dos dinheiros públicos, que aponta para cerca de 170 000. Ataca-se o sector público, procura destruir-se o estado social, administrativo e o tecido económico, com base numa desregulação neoliberal que, cobardemente, afirmam não professar. 
Fernando Torquaz , formado na escola da vida do antigo Ipad - leia-se: lousa de Penafiel, onde o seu conforto se resumia a um posicionamento mais cómodo em pedras soltas, olha para estes ignorantes arautos da modernidade, com total desprezo. Alguns de entre eles, raros, são manifestamente inteligentes mas perigosos.Conhecidos dos tempos de estudante, dos convertidos progressistas libertários a fundamentalistas da educação actual, de pedintes da Porcalhota a cargos de Primeiro-Ministro e dos jovens turcos Marcos Antónios, que deixando atrás de si a Câmara Municipal de Gaia, como exemplo, uma dívida de 300 milhões de euro propala, hoje, a velha história da bancarrota socialista. Das offshores não se fala, na quadrilha BPN não se toca, nos dinheiros ílícitos não se mexe. Do enriquecimento desviante de muita gente política  não há memória.

Andam agora apressados na eleição de candidatos às europeias, retratam a saída em beleza a 17 de Maio 2014 da troika, tecem loas à economia e ao esforço do governo do PSD nas ilusórias melhorias da situação económica. Novo embuste, em movimento.O comício político do PSD, denominado XXXV Congresso, é o retrato do vazio de um partido político sem ideias, manipulado por um impreparado Passos que domestica a seu belo prazer, gente de suposta inteligência acima da média. Triturador partidário de gente conformada., em primeira leitura, mas que constitui puro engano. Aqueles sorrisos de uma plateia embevecida pelo circo do Professor, mostram, à exaustão, o estado degradante a que isto chegou. Tudo surrealista, sorrisos amargos de um povo enxovalhado. O povo reclamava uma explicação, fundamentada e consistente para os problemas actuais do país, concorde-se ou não com proposta de solução adoptada. Afinal, o mendicante reclama-se de social democrata e a plateia embevecida diverte-se com piadas de estrelas cadentes. O rídiculo tomou a plateia e o povo entre em alerta máximo, porque a resposta de toda aquela gente vai liquidar o que resta do país,em tempos mais próximos do que distantes.  Todos os Marques Mentes e pregadores de serviço  se encarregarão de defender o indefensável. Irão descrever a triste existência do pós-troika, como mero purgatório para limpeza do pecado da vivência acima das posses e da bancarrota, dizem eles, da responsabilidade exclusiva de Sócrates. Só que as palavras adocicadas resgate: limpo (à Irlandesa), programa cautelar, tutela europeia, alemã ou mesclada são mero vocabulário de um inferno, tenebroso e de longa duração, em preparação.

A natureza suicidária deste governo, não tem tido resposta firme, adequada e ajustada do partido PS. Seguro segue formoso e não seguro, inconsequente nos actos e pouco afirmativo nas soluções propostas. Que fazem os líderes da área económica do PS? Há ou não há competência interna com capacidade para levar de vencida a proverbial ignorância de Passos e a plateia de louva-a-deus e admiradores de piadas balofas? Assiste-se, primeiro, à destruição do país no plano social, económico e administrativo e reage-se à posteriori? Que restará no fim da destruição completa e desmantelamento de todo um país? Que espera Seguro? Governar sobre um monte de destroços e num mar de dívida maior que a herdada pelo insípido Passos Coelho, catalizador do voto anti-Sócrates?

Para a farsa ser completa, implique-se agora o partido PS para um acordo. O Passos merece um cerâmica individualizada das Caldas da Rainha. O PS deverá claramente dizer as medidas que , chegado ao poder, deve anular. Em particular, evitar tornar o provisório em definitivo.

Fernando Torquaz sabe que a corrupção se limpa pela transparência de processos, começando a limpeza pelos próprios partidos do arco da governação, da redução do número de deputados na Assembleia da República, criação de uma Administração com exames em Escolas Públicas e carreira pública-independente de partidos, e condenação de todos os politiqueiros existentes a uma profissão e convencimento que os partidos deixam de ser a porta do cavalo para os tachos públicos, parcerias publico-privadas e de manhosas empresas Tecnoforma, que garantem acesso ao pote público quer através das Câmaras Municipais quer de concursos vários. Entre eles, os de ajuste directo. Os sorrisos de muita gente podem ser patéticos e divertidos, mas lá que não são inocentes lá isso não são. São sorrisos maquiavélicos, irónicos e insultuosos para o zé povinho. Os animais de estimação são os funcionários públicos, reformados e pensionistas.

Aniquilamento do Estado, venda dos anéis e dedos restantes ao capital financeiro: CTT, EDP, PT,águas, seguradoras... Que restará? Um bando de lusitanos ignotos, ímpios, tendencialmente em extinção, pagadores de impostos, escravos do capital, homens alugados à hora, a preço horário chinês, num território europeu sem fronteiras! É a triste realidade do além-troika! Excluem-se os iluminados Catroga (EDP chinesa) e o advogado das privatizações (Goldman Sachs). Tudo a bem de uma nação destruída.

Fernando Torquaz  convida à observação atenta do enigmático quadro de Hieronymus Bosch (abaixo), cuja leitura de interpretação não é única. Veja-se  no canto inferior direito do painel da direita, o abraço de um porco a uma figura de homem. Entre o cómico, o irreal e o surrealista.É triste que um fraco e mentecapto rei faça fraca, a forte gente. Mas não tem que ser assim.
Pós-troika - O Jardim das Delícias Terrenas

Aos que não se deixarem domesticar por quem nos governa, resta o caminho da cultura. Percurso árido, desgastante, dispendioso e pouco ou nada lucrativo. O caminho proposto [Moção H *.pdf] pela juventude Popular (centrista) [Clique aqui 25C_CDS], propõe a redução do Ensino obrigatório a uma escolaridade de 9 anos.Defende-se aqui o direito à ignorância. O acesso à Educação para todos custa caro ao Estado, dizem eles, e mascara-se o posicionamento da Juventude Popular com actuais políticas do direito a aprender. Traduzido em linguagem corrente: cria-se uma falsa elite, paga pelo Estado para defender o direito à educação em colégios privados dos beneficiários betinhos, submetendo a grande maioria da população à ignorância de 9 anos de escolaridade. A algumas pérolas desta Juventude Popular permite-se a ascensão de tão ilustres pensadores à Assembleia da República. Tome-se como exemplo um deputado CDS que vota leis e que afectam muita, mas muita gente.Confirme que se trata de um  estudante eterno,dito pelo próprio.

Paulo Rangel, aparentemente cordato, não propõe outra coisa que não uma diatribe contra os partidos da oposição e pensa ele, que muitos portugueses aceitam as suas meias verdades. Naturalmente, que não constitui um modelo de ideólogo para ninguém. Divertir-se num comício eleitoral qualquer é diferente de apresentar ou tentar apresentar soluções para o imbróglio, anterior, durante ou pós-troika. Fernando Torquaz não acredita mais em demagogia, nem em pias mentiras, de candidatos a cargos dourados europeus. Trata da sua vidinha, como a grande maioria dos demais. Do candidato europeu esperava-se a defesa de todo um povo, e não um mendicante franciscano que só sabe dizer amen à UE e às troikas que por aí andam. Sabe, porque não é desprovido de inteligência do que está em jogo, e porque refere certas analogias com o tigre celta também sabe que quanto mais culto for um povo mais poderá ter acesso a informação fidedigna e fugir às balelas, pausadamente ditas e reditas, na sua versão superficial e populista. A saída limpa não existe. O conhecimento aprofundado dos assuntos requer esforço adicional para combater a retórica de um farsante PM. A propósito, veja-se toda a informação sobre a Irlanda no sítio [Clique aqui CSO2014]. A referência do PM aos assuntos irlandeses só mostra a sua mais pura ignorância. Os nosssos problemas não podem ser comparados à problemática irlandesa, onde aí existe uma componente de exportação respeitável. Ou seja tem espaço de manobra completamente diferente da  portuguesa e os salários não são comparáveis.

Fernando Torquaz compulsou, palavra a palavra, os velhos dicionários, não passou pelas juventudes partidárias e não passou como canário pelas Escolas de inglês, francês ou alemão. O percurso desta juventude pode ser seguida por análise do síte do PSD,cujo nome é, por si intrigante. Clique aqui para aprender como se fazem psicorefeições. [Clique aqui : Psicolaranja]. A juventude transmontana está mais associada aos mornais, vida dura e isenta de fantasias. O mundo desta juventude não tem paralelo com a dos jovenzinhos e meninas de berloques, aduladores de figuras conhecidas e amestrados no uso do talher em restaurantes distintos e afamados. Não passarão disto mesmo. Porém, nada impede a juventude transmontana de hoje compulsar e contrastar as verdades dos neoliberais com textos de excelência, escritos maioritariamente em inglês [aqui referidos em alguns mensagens anteriores]. E indagar se uma mera confraternização de presumidos amigalhaços, amigos da boa comida de Bragança - fumeiro no caso, não poderá ser confeccionada na Pousada de São Bartolomeu.

Deixam-se aqui dois livros de referência, em versão portuguesa:

1. Joseph E. Stiglitz
O Preço da desigualdade
Bertrand Editora (2013) (381 pgs.)
2. Mark Blyth
Austeridade - A história de uma ideia perigosa
Quetzal (2012) (409 pgs.)

A compra e leitura destes dois livros constitui, hoje, um luxo para muita gente Deixo, aqui, alguns excertos. A desmontagem da terminologia destes estudantes estagiários do actual governo pode também ver-se clicando nos dois sites seguintes:

1. The austerity delusion
 [ Clique aqui-AD]
2. Ireland’s Economic Crisis 
The Good, the Bad and the Ugly 
[Clique aqui-EI]

Reconhece-se, de antemão, que aos leitores da zona geográfica que se pretende atingir , este texto é de difícil compreensão. Aponta, porém, para a necessidade obrigatória dos estudantes locais se dedicarem com redobrado esforço à aprendizagem das línguas e ultrapassar a árdua matemática para a integral compreensão da complexidade do mundo moderno. Só poderá atirar-se a argumentação dos JP-CDS para o caixote do lixo, se a zona do Nordeste Transmontano superar intelectualmente os betinhos da linha de Cascais ou de gente bem nascida.  Este caminho,como se vê, não aponta para o caminho do facilitismo que, defende-se, só favorece os privilegiados betinhos. Torna-se, pois, crítico para uma votação consciente nas eleições europeias ler alguns textos que os actuais governantes, e certos bloguistas e linhas de pensamento detestam e rejeitam liminarmente. Ora, se os livros custam dinheiro e o zé povinho não tem dinheiro para comprar sequer grelos para o almoço dos filhos, qual a relevância da apresentação destas obras?

Stiglitz, licenciado em Física nos seus verdes anos e Prémio Nobel da Economia (2001) enveredou pela área da economia e das implicações sociais do modelo padrão de economia. Em rigor, uma compreensão fundamental desta obra, e das centenas de artigos de natureza económico-financeira que a sustenta requer um conhecimento adequado, e que necessariamente envolve graus de licenciatura em locais apropriados.O tema fundamental que o PSD deveria ter apresentado sobre o período pós-troika, teria que indicar claramente ao povo as saídas possíveis do continuado e agravado imbróglio onde foi envolvido o povo português genuíno, que não tem a mínima culpa seja do que for. Comprou casas a mais? Comprou mobílias e automóveis a despropósito? Viajou para locais paradisiacos com empréstimo bancário? Alguns, sim, seguiram este caminho. Outros, não.

Que estado de alma levaria os banqueiros a serem tão mãos largas? A quem é, agora, apresentada a factura? A transferência da responsabilidade do sector bancário para a esfera pública é, por demais conhecida.

Existiu um BPN? Há beneficiários líquidos das suas actividades especulativas? Houve destruição das pescas e da agricultura do país?  Houve (há) corrupção no país? Há justiça neste país? Responda quem sabe. Houve fuga de capitais em catadupa para offshores? E, em contraponto,  capitais enviados em catadupa pelos emigrantes da década de 60? Socializam-se as dívidas, desviam-se os lucros para as entidades financeiras opacas (ofshores).

A lista de questões é infindável, a resposta e o antídoto são obviamente diferentes, de acordo com o posicionamento individual.Deixam-se aqui duas referências que permitem ter outras perspectivas,distantes da propalada pela mentalidade tacanha passista. Não admitir que a crise de 2008 não teve qualquer influência em Portugal é insulto declarado a uma parte do povo português. Seguro confronta-se, agora, com certos erros do consulado socrático, despesista e baseado em despesa inútil. Passos Coelho e a sua famosa tirada do além troika, mostra até à exaustão, a ignorância e o conhecimento factual da situação concreta do país, à data de 2010. Será possível reerguer o país deste lamaçal que nos destrói? Libertar-ser o povo português destes hilariantes e divertidos comícios políticos ou inócuos congressos partidários?Pelos vistos a tolerância e a chicotada são duas faces deste circo.  Tudo é possível neste mundo, sem ética, moral ou pingo de vergonha. Será possível conviver com um ressuscitado Miguel Relvas? Estranho casamento Passos Coelho-Miguel Relvas. Folhetim permitido por muitos PSD, envolto em misteriosa nebulosa de interesses cruzados.

Conclusão : Fernando Torquaz aprendeu, à sua própria custa, que a liberdade se conquista e o percurso é incomparavelmente mais duro quando, à nascença, se avistam as serras transmontanas. A questão das dívidas soberanas é uma longa história de mentira e embuste. A UE e a troika revelaram, de facto, uma clara falta de previsão da evolução económica portuguesa. Chamar sucesso a uma política de austeridade, aplicada apenas a uma classe média e média baixa, funcionários públicos, pensionistas e reformados, é crime de insulto à inteligência de todo um povo, sujeito a  massacre continuado por um bando de gente que gravita em torno de uma figura cuja paternidade é atribuída a Ângelo Correia.

A UE e o FMI não escapam ilesos, mas não assumem a culpa que lhes cabe. Basearam-se em previsões de modelos económicos errados, não prevendo correctamente os assim chamados multiplicadores.[Vêr carta de demissão de Vitor Gaspar]. De modo beato e inconsequente, a UE e o FMI confessam que o modelo proposto não funcionou e como deste país só brota submissão, deve agulhar-se para o que aconteceu na Irlanda. Mais uma vez, se nota a diferença entre a aldrabice  portuguesa e o trabalho sério que todo o cidadão português pode consultar. Clique aqui para consultar toda a actividade económica, social e educativa. na Irlanda-2013, e em particular os capítulos [Cap.8-Economy; Cap.11-Industry; Cap.16-Prices e Cap.17-Earnings]. Os salários [montantes (por semana)] variam de sector para sector, variando do sector da Informação e Telecomunicações de 994,77 € /semana para o montante de 319,67 €./semana no sector de Alojamento e serviços de restauração.


Fernando Torquaz não é dos que se exime das responsabilidades que lhes cabe, por irresponsabilidade e oportunismo do mundo político e afirma que "não pagámos" seja a solução. Porém, afirma claramente que esta gentalha passista não passa de meros peões incompetentes, irresponsáveis e que ultrapassam todo o pensamento decente. E que o nível da dívida é de tal ordem que não pode ser paga, sem ser negociada em termos sérios por devedores e credores. A dupla Passos-Relvas só merece estima e admiração canina. 


No mundo capitalista em que sempre viveu,contraiu dívidas acima das suas posses (com recurso a crédito mas sustentado) deu lucro aos bancos e não tem dívidas. Aqui incluem-se os emigrantes que as serras transmontanas expeliram, em épocas anteriores. À custa de troika própria (com sacríficios muitos) e com esforço brutal, muitos portugueses admitem não ter dívidas suas e, em particular esta situação é válida para muitos reformados. Ao PM não resta senão a raiva contra os reformados e a adulação dos sacrossantos mercados. 


Puro embuste, de um PM que governa sobre a mentira e a falsidade. Passos-Relvas, a igualdade na mentira. Por isso, insiste de modo continuado, humilhante e provocatório no caminho da austeridade o insignificante autor da fraseologia "além troika".  

Não se pretende descrever neste texto, que se deseja curto em extensão, o imbróglio explosivo em que o país foi mergulhado. Na verdade, só poderia obter-se um posicionamento claro sobre este assunto, com uma sólida formação de natureza economico-financeira, com uma forte componente da área matemático-financeira. Por isso, defende Fernando Torquaz que a liberdade só pode ser conseguida através da cultura e nesta base, fazer uma limpeza geral dos partidos numa base de transparência, rigor e isenção. Limpar todos os elementos indesejáveis. Enquanto o povo não forçar os políticos ao abandono do tacho partidário, do pote público, das benesses das parcerias público-privadas e dos tachos dourados na UE, o povo só receberá paulada e da forte e não passará de "...burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, ... 
...Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País. A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas (Guerra Junqueiro, escreveu)".

Como o texto já vai longo, não referimos a pintura, de tonalidade rosa, sobre a celebração do 17 de Maio de 2014. Assim, dormiremos tranquilos sobre a propalada recuperação económica, cujos brutais sacrifícios incidem substancialmente sobre os mesmos alvos de sempre. De modo pousado, continua o populista P. Portas a conjugar verbos e concatenar ideias falhadas. O sucesso pode ser quantitativamente descrito pelos números seguintes:

Desemprego: cerca de 16%

Défice: cerca de 5%

Dívida pública: Dívida em nível recorde (129% do PIB no final de 2013)

Juros da dívida: cerca de 5%

A austeridade imposta e que não resultou está expressa nestes números. Sem apelo, nem agravo para nossa desgraça. As avaliações da troika são uma autêntica máscara para a verdade dos factos. Na verdade, o raciocínio elementar sobre o binómio: credor-devedor é demasiado simples. O credor impõe as suas regras, a seu belo prazer. Os mercados especuladores visam o lucro e não a decência. A Europa não assume parcialmente certos compromissos entre pares. A austeridade protege os fortes e liquida os fracos. A globalização condiciona os padrões clássicos de resolução da dívida. O euro complica a vida aos debilitados. Os paises pequenos, com fraca industrialização. A poderosa Alemanha esquece e não devia, a crise dos anos 30, o posicionamento de Hitler face às condições impostas pelos vencedores da WWI  e o método hitleriano de libertação da dívida. Recorda a hiperinflação, com temor realista. Cenário de preparação da WWII. As fronteiras europeias tem oscilado com demasiada frequência. Agora são as da Ucrânia, após a convulsão dos países balcânicos. O celeiro da Europa reduzido a escombros e abandono e o sector financeiro da Ucrânia desfeito.A última nota musical da Alemanha consistirá no reconhecimento, falso e irónico, do sucesso do programa da assistência financeira da troika a Portugal. Inverdades. Todavia, ninguém pode culpar a Alemanha do descalabro financeiro português. Já as entidades europeias, nomeadamente o BCE, criado à imagem e semelhança do Bundesbank não responde  às necessidades dos países, acintosamente, designados por PIGS. Assim chegamos a uma situação mais catastrófica que na origem da crise. Os tempos que virão, não serão tempos de felicidades terrenas no Jardim de Passos e Portas, mas a realidade da dívida impagável ainda tornará a austeridade, mais cruel e virulenta. A bomba relógio da subida de juros no mercado levará os capitais financeiros para outras paragens. Depois de um mínimo de 4,82%, em 21 Fev 2014 fecharam a 4,94% a 10 anos.  A fraqueza da Europa reside na falta de solidariedade entre os seus membros e não é capaz de fazer frente aos mercados especulativos. O homem do leme Vitor Gaspar recusou a oferta de junção de forças Portugal-Irlanda. Apelidado de troikano pela imprensa irlandesa, acaba de ser confirmado agora pelo FMI como um dos seus. Como escrito nas estrelas do firmamento.

Por ironia,canções julgadas ultrapassadas voltam à actualidade [Cantar  de Emigração] ou se se preferir na versão [ Trova do vento que passa]. Os vampiros dos novos tempos, regressaram e aí estão de novo.