sexta-feira, 14 de junho de 2013

AutárquicasVIMIOSO_2013

Eleições autárquicas - 2013 no concelho de  Vimioso !

Atravessando as pontes do rio Angueira ...

Discurso directo !

Há uma pergunta básica que todo o eleitor deve formular: O  que move tanta agitação política em torno das eleições autárquicas: freguesias, assembleias e Câmara Municipal? Qual a energia invisível que acende tal chama inflamatória e multicolor, de tantos candidatos à gestão das freguesias, assembleias e Câmara Municipal?
Em discurso directo, a gestão e controlo da verba municipal, que no caso do Munícipio de Vimioso ascende a cerca de quinze milhões de euros (15 000 000 €) /ano. [Orcamento_2013: 14 303 875,00 €]. No caso das freguesias, a luta pela conquista de lugares que dão acesso às verbas FFF (Fundos freguesias constantes do mapa XX do Orçamento de Estado OE_2013), que no caso de Angueira corresponde a 23 5758 €/ano e a Caçarelhos a importância de 31 167 €/ano. 
A verba FFF para Angueira é, aproximadamente, igual à de  Gimonde (Bragança) e à de Atenor (Miranda do Douro). De notar que muitas povoações de M. Douro estão ordenadas abaixo da verba recebida por Angueira.
A corrida aos lugares das Assembleias de Freguesia e à Assembleia Municipal aponta para a  influência do exercício do poder e ascendência local sobre os eleitores.
 Em regime democrático, se o fim último fosse um serviço prestado à comunidade e destinado ao bem e serviço público, nada haveria a opor. A realização do bem comum é uma tarefa nobre, se isenta de interesses difusos. Quando os interesses particulares sobrelevam o interesse público, o poder autárquico dá origem a opacidade nos actos decisórios e falta de transparência nos processos  de âmbito autárquico, quer ao nível de freguesia quer ao nível de Município. No caso extremo, o limite raia o fenómeno  da corrupção. Três exemplos, apenas, dos métodos usados pela ânsia de poder directo ou atribuível a outrem:
  • Câmara Municipal de Gaia
    • Carlos A.Amorim  - A conquista do bolo vale tudo!
  • Câmara Municipal de Cascais
    •  O mesmo fim estabelece ligações indirectas improváveis entre individuos (CDS /F. Amaral/P. Portas)
  •  Diário Notícias: 1 Jun 2013 - Autárquicas ... 
    •  ... os militantes que concorrem contra o partido ou apoiem outras candidadaturas devem continuar o seu " caminho por fora" e sair  de um PSD que " já não é o deles".
      • Os tachos são, apenas, para os correlegionários !
        • Obediência cega ao chefe de orquestra!
Os tempos irão ser duros e difíceis, não podendo haver contemplação ou displicência perante o poder político. Ao analizar este fenómeno, não move o autor qualquer animosidade contra qualquer membro eleito constante dos documentos citados. Mas as eleições não se resume à distribuição de lápis, canetas, chapéus,folclore e pandeiretas. Se isto é verdade, também é claro que se procura esclarecer certos factos para as próximas eleições autárquicas e elevar os eleitores ao nível de cidadão consciente e não mero transmissor de poder ou pau mandado. A teoria do bom aluno não deve funcionar, pois, afinal traduz uma demissão de independência e consciência soberana.  A caricatura do PM, como bom aluno, significa, afinal, servidão, pobreza e miséria!
 Os partidos políticos e os seus candidatos têm que mudar de rumo. A competência para o cargo é condição imperativa. Todos os agentes políticos deveriam ser submetidos a avaliação efectiva por Escolas  de Administração Pública. O PM evitaria ,assim, tantas dúvidas, que confessa ter sobre tão magnos problemas do país. As eleições, embora necessárias, não são, contudo, suficientes.
É paradigmático que um P.M. possa atingir o topo da hierarquia política, sem qualquer prova dada ou prestada na Administração Pública, sem qualquer actividade profissional relevante e com um percurso académico bastante irregular. É estranho que ninguém do PSD lhe tenha reconhecido qualidades como apto para exercício de uma qualquer Secretaria de Estado! Quiça aí residirá o recorrente ódio do PM aos funcionários públicos, reformados, professores e tutti quanti! A mensagem é clara: o PM só pode teorizar sobre os problemas graves que o país enfrenta numa plateia de fiéis seguidores, de bajulação fácil e de laudatórias garantidas nas distantes terras frias de Vila Real e Bragança. Imbecilidades, desejos, disposições de ânimo, visão fantasiosa e chantagista de um mundo novo. Não luta no campo de batalha das ideias e escolhe, é sabido, os seus imbecis pronunciamentos em espaços longínquos.  É a partidocracia retrógrada, em todo o seu esplendor.
É o estilo do Pedrito Dinamite, responsável directo e liquidador de 430 000 postos de trabalho, durante o ainda curto reinado de dois anos, inimigo dos trabalhadores, o gnomo da fixação obsessiva no funcionário público e nos reformados, o piloto do défice descontrolado,  da recessão continuada, do aumento da dívida ingovernável para o valor estratosférico de 130 % do PIB (1º. Sem-2013), do descontrolo do desemprego letal 17,8 % ! Da expulsão da juventude portuguesa para terras distantes, que sabem não ser a sua pátria. Retrato de uma mentalidade vazia, mas perigosa e cruel! As suas admiráveis virtualidades, defendidas nas redes sociais pelos apaniguados sem lei, encostam todas no cais dum neoliberalismo agressivo, destruidor de todo e qualquer serviço público. Quando não ficar pedra sobre pedra, será um fartar vilanagem, num far west sem  ordem nem lei! A destruição dos serviços públicos, dos CTT, da Caixa Geral de Depósitos e alguma migalha do sector público que mexa,  está na linha de mira. Privatizada a água, só falta aos portugueses pagar o próprio ar que respiram, transformados em escravos, da própria miséria. Ao imbecil Pedrito estará reservada uma cadeira de administrador  numa qualquer Sonangol. Ao Gasparzinho uma qualquer cadeira dourada europeia, preparada pelo padrinho alemão. Só que o futuro lhes destinará o epiteto de traidores ao seu povo, exterminadores crueis e insensíveis de uma pátria destruída. E a música ainda vai no adro! A incompetência apresenta a sua factura aos mesmos de sempre. Burro velho não tem solução.

Fernando Torquaz, obervador de miséria rasante, em tempos  já idos, não poupa no vocabulário, aliás bem polido, ao tiranete Passos Coelho que pela mera colocação de cartazes ocupa o cargo de PM e se arroga o direito de lançar à miséria e escravidão parte significativa dos seus concidadãos. O mínimo que se exige a Fernando Torquaz,  espírito libertário como o dum lince mas amante da verdade e da justiça, dar a sua opinião descomprometida e fora de partidocracias asfixiantes.  Compete aos membros esclarecidos do PSD mostrar-lhe a ignorância revelada, as fraquezas evidentes do Pedrito face-bookista, a ingovernabiilidade da dívida astronómica -  consequência dos devaneios do gnomo celta Gasparzinho. O homem dos bosques foi chamado para controlar o defice e a dívida. Falhou o PM e já só mendiga caridadezinha perante o seu protector alemão. Regressa com a teoria do sucesso, para o país amordaçado que o Pedrito enganou, de modo vil, com voz de falso soprano. Voz de um bardo. Um povo não se submete! O FMI vem, agora, admitir a insustentâvel evidência do fracasso da austeridade extrema aplicada à Grécia (descansem que para Portugal não há referência !) e os pardacentos governantes europeus actuais sacodem a água do capote. Um PM, o tal Pedrito que nunca atingiu a maioridade, defensor de todo um povo deveria ter-se batido pela sua defesa, mas amanhã será encurralado pelas suas tibiezas perante os fortes e pelos actos continuados de maldade, cirurgicamente aplicada aos de sempre:funcionários públicos e reformados. Já não restam grandes dúvidas de que um segundo resgate, de que a dupla Passos--Gaspar é responsável, está no horizonte de 2014. Encapotado num BCE qualquer, ou no pior dos casos, directo. O arrogante Gasparzinho continua na sua senda de mundo maravilhoso. A destruição de toda uma nação, com base num mundo novo neoliberal, globlizante, conduzida por um ignorante PM é, hoje em dia, clara para muitos portugueses. A perigosidade de um imbecil é evidente. As desculpas da sua ignorância não passarão. O alijar da sua responsabilidade como PM, para o Tribunal Constitucional e para a má negociação do memorando (e outras frases soltas se seguirão) não colhe junto da opinião pública, já que o povo é inteligente.
A austeridade imposta serve para pagar a dívida dos bancos, a corrupção BPN, as PPP, os maus contratos dos boys PSD, PS, CDS e outros ainda ignorados, das reformas douradas dos políticos - Presidente da Assembleia da República incluida, dos boys que gravitam em torno das empresas camarárias. Como está provado, o importante não é apreender os conceitos teóricos em Universidades Públicas de reconhecido mérito, mas os maniqueismos de processos não ministrados nessas Universidades. Assim, Fernando Torquaz (sugerindo,como sempre o filtro pessoal da informação), sugere a leitura de itens vários sobre como fazer e agir, nesta  ligação .
O PM - P. Coelho é o mesmo que se subordinou a um Relvas, que delineou uma Reforma Administrativa onde, apenas, freguesias indefesas foram eliminadas, sem qualquer critério ponderado, objectivo e justo. Tudo é possivel no mundo destes coladores de cartazes, intriguistas de profissão, empreendores exímios que gravitam em torno dos dinheiros da nação. Com a cumplicidade de muitos. Veja-se a defesa do falso licenciado Relvas e o perfilar dos apaniguados PSD.  E ficam as freguesias ainda  à mercê dos Presidentes da Câmara, em regime de transição,  para solene extinção ou junção de freguesias. A iniquidade da medida é evidente que não é o lado económico da situação financeira  actual que determina a sua extinção/fusão.  Mas a eleição do PM ao topo do poder governativo não é consequência de qualquer acto divino e angelical, mas o resultado da orgânica interna partidária do PSD, com a concelhia de Vimioso também na engrenagem.
Em primeiro lugar, todo o mapa de reordenamento final está errado. De entre todas as possibilidades de fusão/junção, a adoptada pela UTRAT é a pior e contraria os seus próprios preâmbulos para a necessidade de junção/fusão. 


Mapa freguesias Vimioso [original]
  Os ganhos com a fusão são muito reduzidos. Cite-se, por exemplo, um estudo sobre a reorganização administrativa em que se propõe duas divisões possíveis que não únicas e cuja conclusão aponta para os dois valores de poupança  calculados .

CASO_A - Poupança : 154 752,94 € [Apenas 4 freguesias]
Vimioso + outras; Argozelo; Carção; Santulhão


Junção Caso A -Quatro freguesias
CASO_B : 63 735,24 € [Apenas 8 freguesias/Figura não apresentada]
Fusao/Angueira-Avelanoso- Vale de Frades; Fusao:Cacarelhos-Vilar Seco; Fusao: Pinelo-Vimioso;Fusao: Campo de Viboras-Uva-Algoso;

Caso C: UTRAT

  • Fusão: Angueira-Caçarelhos
    • Fusão: Vilar de Frades-Serapicos-Avelanoso
        • Fusão: Campo de Viboras-Algoso-Uva
Foto modificada, com ilhotas
A proposta adoptada pela UTRAT (Caso C) nem sequer faz cálculos. Decisão à Relvas. Basta cálculo, a olho nu! Estilo do Pedrito Dinamite.
  • Foto modificada /Decisão Utrat.
    • Esta solução nunca foi proposta às populações
      • Esta proposta só foi aceite pelo PSD/CDS e rejeitada genericamente por todos os outros partidos.
          • Pelos vistos agora todos os partidos a consideram como facto consumado!
            • Todos os candidatos reclamam agora os votos dos mesmos que não foram tidos nem achados!
  • As fusões têm como consequência directa, a falta de representatividade directa de todas as freguesias na Assembleia Municipal
    •  Como já antes se verificava, não havia equidade na distribuição de verbas da CM e de projectos propostos, agora vai ainda piorar.
  • A freguesia de Vimioso absorveu a maioria dos fundos camarários (piscina, campo de futebol, parque de campismo, termas, arruamentos e habitação social entre outros), traduzindo-se no declinar de freguesias agora associadas/extintas.
    • Um viajante, peregrino em terras de ninguém,interroga-se. Para quê tanta iluminação para um parque de campismo quase deserto?
      • Não havia mais locais para a respectiva instalação? Talvez Angueira caisse mais devagar.
  • Fala-se na atribuição da exploração das Termas por privados. Estado gasta, privado ganha!
  • O património dos habitantes das freguesias extintas, desce ao nível de freguesias abandonadas. E não tem que ser assim. E os partidos ou são todos iguais ou são distintos. É altura de opções e rejeições.
    • Os votos conquistam-se, não se compram ou vendem em feiras, do pão, do gado, ou por via electrónica.
      • Neste último caso, se em leitura portuguesa, francesa ou qualquer língua eslava, tanto monta!
  • Os habitantes de Angueira perguntam : "O que vão fazer a Caçarelhos?"
    • Tomar um café com os amigos de Caçarelhos de longa data?
      • Prestar vassalagem e calcorrear os pedriços em taxi da região (leia-se burro mirandês) ?
        • No  finalmente, passar por Vimioso e regressar de novo  à origem?
  • Serão obrigados a construir uma sede para uma Junta de Freguesia sem edificio ?
    • Entregar a da JFA á Polícia na secção de perdidos e achados?
      • Falar com o novo Presidente da Junta por teleconferência?
          • Via Skype?
            • Via linha Sabor desactivada - linha do Douro?

 De notar que o importante não é a figura bonitinha, mas o manto que a cobre.Os interesses envolventes em torno das Câmaras Municipais ficaram intocáveis. As clientelas aplaudem, acatam ou aceitam submissos a extinção de freguesias sem mandato para tal, mas defendem a manutenção dos seus municipios, quais fortalezas inexpugnáveis. Obedecem conformados ao supremo relvas, tomando partido e desprezando as populações das freguesias indefesas. Não é só o poder político lisboeta que é responsável pela extinção/fusão de freguesias. O poder local também. A imprensa (Nordeste) referiu certo posicionamento vertical da Câmara Municipal de Vimioso perante o poder central. Fernando Torquaz viu, com agrado este facto, e ao consultar mais em detalhe este facto acaba por registar a posição da concelhia de Vimioso perante a eleição do Pedrito. Ajudaram a criar um dirigente inócuo, sem conteúdo.  Autárquicas e Legislativas são faces de uma mesma falsa moeda.
Os fogachos do Relvas foram mais outra vez atingidos pelo Tribunal Constitucional,  na orgânica das estruturas intermunicipais CIM. A estrutura CIM -TM já era palco de divisões internas.  O Tribunal Constitucional chumbou o Pobre Passos que na sua persporrência, casmurrice e arrogância leva o diploma à Assembleia da Républica para correcção, aprés une fois de plus avoir ratté l´examen ! O Orçamento da Câmara de Vimioso envolve rubricas bem mais pesadas do que as envolvidas num estudo previsional da Universidade do Minho sobre o tema de reordenamento do mapa autárquico.  A extinção/ fusão das freguesias, abandonadas à sua sorte, reclamam agora uma reflexão dos artistas da celebração das autárquicas. E uma resposta de todos os partidos. O folclore da festa do pão no cenário de Caçarelhos não basta. Caça do voto é uma coisa, distinta é a resposta quantificada a problemas reais.
Para citar alguns exemplos, veja-se o documento Despesa Pública de Vimioso, cliclando em Despesa Publica C.VIMIOSO . As verbas envolvidas nos vários contratos, por concurso público ou por ajuste directo são, no mínimo perturbadoras. Como cereja no topo do bolo, este site foi, entretanto desactivado. Fica aqui o registo, para que conste. Nota-se um investimento pesado na freguesia de Vimioso, em detrimento de todas as outras freguesias. Entre estas, também não é claro se a equidade entre freguesias foi assegurada ao longo do tempo.
 
 Qualquer peregrino, perdido por Angueira, pode verificar o estado deplorável de alguns arruamentos (por ex. Igreja- Capela Sayago),  o abandono completo da Etar e zona envolvente - Lugar da salina, a inexistência de ordem municipal manifestada na privatizaqção do cruzeiro da Costa, ou nas construções tortuosas existentes nos baldios (eiras) mantidas como espaço público durante séculos.  O rio, principal motivo de atração, poluído até à exaustão.
 Citemos apenas alguns casos de rentabilidade duvidosa localizados na freguesia de Vimioso, onde foram gastas verbas consideráveis, e que manifestamente não têm paralelo em aplicações das aldeias::
  • Construção do campo de futebol
    • Construção das piscinas municipais
      • Construção do Parque de Campismo
        • Construção das Termas da Terronha [cerca de 2 milhões €, do Orc.Camarário/NoticiasNordeste 26-05-2013]
          • Rotundas e rotundazinhas em Vimioso
Os interesses difusos existentes no domínio local podem vêr-se através das actas da Assembleia Municipal de Vimioso, clicando aqui no sítio da Câmara Municipal de Vimioso.
Regressemos, de novo, à Terra Fria Transmontana, após o traçado do perfil do mandarim Pedrito. Um abaixo assinado com 80 assinaturas, de naturais/residentes de Angueira, insurgiu-se contra a maneira maniqueista como tudo se desenrolou. Abrange um vasto leque de habitantes, independente de qualquer ideologia, religião ou actividade profissional. Muitas outras assinaturas não constam da lista, pela pressão do tempo, havendo também recusas em número insignificante, por opção pessoal e em plena liberdade.
Os candidatos autárquicos têm que responder pela posição assumida durante o processo. A posição das 80 assinaturas do documento exige uma posição clara sobre o assunto.
A Assembleia Municipal de Vimioso tomou a posição mais cómoda sobre o assunto, por oposição à da Assembleia Municipal de Miranda do Douro que aprovou por unanimidade uma proposta de rejeição.  A Câmara Municipal de Vimioso insurgiu-se certa vez, como se referiu, e de acordo com a Imprensa [Jornal Nordeste-Vimioso protesta, de 13-03-2012],  contra o Governo centralista de Lisboa liderado por Passos Coelho. Perante tal atitude,  pensou erradamente Fernando Torquaz, que havia gente capaz de enfrentar um governo, a favor das populações locais. Enganou-se. Afinal a Câmara de Vimioso apenas protestava, com certeira razão, contra o encerramento de alguns serviços em Vimioso. Ainda de acordo com a imprensa e por confissão dos próprios,  gente do PSD de Vimioso contribui fortemente com o seu voto para a eleição do chefe Passos, fazendo questão de salientar os factos. Dito pelos próprios à Imprensa. De onde se conclui que , apesar das evidencias do facto,  a nordeste nada de novo.
O argumento de que o resultado poderá vir a ser o mesmo (isto é: fusão de freguesias, tal como proposto pela UTRAT) não colhe, pois há uma diferença caracteristica fundamental de base: enquanto uns morrem de pé, ao lado das populações, os outros não. Na vida, há opções e a escrita faz-se com vencedores e vencidos. Angueira, apesar de tudo, sobrevive pelo menos há 2200 anos e será necessário encontrar outra resposta que não esta.
Há quem questione a própria existência de Vimioso, enquanto unidade administrativa independente. Basta recorrer à postura da AMV para com as freguesias associadas, para extinguir o municipio de Vimioso.
Feita uma pequena sondagem a alguns eleitores sobre o montante da receita e despesa orçamentada para  o Municipio de Vimioso, e a resposta invariável foi: não sei. Como o dinheiro é dos cidadãos portugueses, veja no ficheiro acima indicado, a despesa orçamentada para o ano corrente 2013. Ora, o não saber tem causas e também consequências e, de acordo com o aforismo popular em terra de cegos quem tem um olho é rei! Os fregueses não devem deixar-se enganar. Perguntas directas, respostas com conteúdo. Na atribuição dos poderes do Presidente da Câmara encontra-se a área da informática e, com verbas diminutas, seria possível manter um contacto com todas as populações.

A cobertura da televisão portuguesa da  RTP em Angueira faz parte da negligência da defesa das populações. A história da Televisão Digital Terrestre TDT, em Angueira, é a versão antecipada do destino da televisão grega. Qual o custo individual exigido  para garantir 4x canais de conteúdo folclórico?

Conclusão:
Fernando Torquaz, viajante de muitas andanças, não se revê num PM impreparado para o cargo, mas divinificado por uma pleiade de anjinhos. O Pedrito merece uma reforma antecipada, como guardião do túnel do Marão, e com um ordenado mínimo não garantido, sujeito ao além troika.  A  marcação das eleições das autárquicas para Setembro-2013 revela o processo chão de uma cabeça vazia. Digno de um exorcista, expurgador da tentação republicana do 5 Outubro. Confiemos, pois, na natureza celestial dos fenómenos actuais, apontados por um PR amorfo e fatimista, revelados por três pastorinhos, garbosos no seu ofício de palradores do reino, escondidos pelos canais privados que o povo não vê. Esqueçamos, pois, o massacre orientado de alguns, o desemprego em massa, as falências anunciadas, as off-shores,  o pagamento das dívidas das excelsas câmaras municipais, os pobres perdulários do BPN, os pobres corruptos vítimas da crise, os benevolentes juízes, o défice e a dívida pública.
Claramente, o video  completo de João Botelho  (51 minutos) sobre o  nordeste transmontano ainda há-de tornar-se no império do sonho celta. Onde o trabalho, físico e intelectual, há-de acabar com a fantasia dos sábios que tudo pensam  saber , mas que os gnomos ainda povoam de mêdo e de incerteza.Oh Catarina, este território ainda é povoado por muito frayle malandro!

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Falácia do jogador de casino ...

O Tribunal Constitucional no seu acordão nº.187/2013 veio dizer de sua justiça sobre o Orçamento de Estado OE_2013. Pronunciamento similar havia sido feito através do acordão 353/2012 sobre o OE_2012.

Dado que o actual momento político é de extrema gravidade e cada cidadão é moralmente obrigado a participar no debate cívico, o autor destas linhas pretende dar a sua versão, autónoma, dos factos económicos sem qualquer tipo de vinculação dos seus leitores. A crítica e insatisfação relativas às posições da miriade de comentadores TV, supostos oriundos duma área de formação básica em economia ou finanças, ao que  acresce  uma frustante falta de explicação de factos relevantes  pela incompetência política de um Primeiro Ministro leva à procura de respostas às questões cruciais do momento politico em artigos, opiniões e jornais estrangeiros.  O Primeiro Ministro, no qual muitos eleitores portugueses delegarem o poder do seu voto numa base de um programa de governo não cumprido e a ascensão ao poder sem prêvia garantia de competência para o lugar, deixou de ter a confiança da grande maioria dos portugueses.
O poder governamental não pode assentar num mentiroso primordial que renega os principios básicos em que a sua eleição foi possível. A governação não pode apenas assentar no respeito de um poder formal, delegado pelo povo (contagem de votos), mas também na presunção assumida da governança democrática permanente, balizada pela lei fundamental da Constituição da República actual e cuja alteração está prevista.

Em texto anterior (05/02/2013) - Dança das marionetas, destacaram-se os principais agentes envolvidos no OE_2013: Presidente da Républica e Governo Passos Coelho (PSD/CDS). De acordo com a maioria das TV, através dos clusters de estrelas comentadoras, o PR navega à vista e  ao não pedir a fiscalização preventiva, lavou as mãos como Pilatos. Prevê-se a continuação desta linha de acção até ao final do mandato. Os comentadores fundamentalistas pró-governo  passearam pelas nuvens como se de terra firme se tratasse. Explodem de raiva, agora, contra o acordão do TC tendo como expoente máximo o perturbado Passos. A falta de maturidade política da gestão de uma crise desta monta, leva-o a tomar o Tribunal Constitucional como segundo animal de estimação  para além da função pública e reformados, como fonte perversa do desastre económico a que conduziu este país. P. Coelho nunca admitirá os seus erros (defice 2012 -6,4% contra 4,5 % previsto; desemprego 16,9%; dívida 120 % PIB). Recessão de 1%  prevista para 2013, 2,.3 % rectificada pelo monocordico V. Gaspar. Dois anos de sacrifícios inuteis, suportados estoicamente pelos portugueses, embora não em doses iguais. A questão reside na confiança perdida num primeiro ministro impreparado, sem plano, sem estratégia válida e à revelia de pensamento democrático. A culpa atribuida ao seu antecessor no cargo: Sócrates não colhe. Socrates é, e tem que ser responsabilizado pelos seus actos nefastos. A partir do momento em que acedeu ao poder a resolução do problemas herdados é exclusivamente sua. O aumento do défice e da dívida 2012 é sua, tal como as previsiveis e monumentais derrapagens em 2013. O aprofundamento da recessão e a vísivel estratégia para o estancamento do defice, divida pública e desemprego falhou, como era previsivel. O operador de evolução do Gasparzinho estava e está errado. A rápida e  brutal , via fisco e confisco aos portugueses, do défice e o prometido paraíso do oásis já em 2013, falhou redondamente e, portanto à dupla Passos-Gaspar só resta acabar com o que ainda resta aplicar para a implosão do país. Tempos de chumbo, liderados por charlatães na antecâmara da demência governativa. Apadrinhados pelo P.R., aliás mergulhado num estado de hibernação profundo.

A ascensão de políticos ignorantes ao topo do poder do país, veio mostrar,à exaustão, que nunca mais os políticos poderão ser deixados a rédea solta. Os partidos políticos não podem mais funcionar como meros empregadores e distribuidores de prebendas a clientelas políticas e têm que ser escrutinados à lupa. O tempo de limpeza é longo e resistivo. Por certo, a perda das prebendas politiqueiras só se conseguirá pela luta do povo português.. É sabido que as prebendas irão ser defendidas com unhas e dentes pelos seus detentores e clientelas politicas pardacentas, começando pela luta dos dinossauros autárquicos que pretendem a manutenção eterna no poder: seabras, meneses e quejandos. Maior firmeza deve haver, ao nivel individual e colectivo, na prossecução de uma verdadeira justiça.  A governança de um país tem que submeter-se ao juizo dos Tribunais e estes têm que aplicar as leis com as consequências que tiver. Corruptos para a prisão, falsos licenciados  despromovidos, responsáveis universitários penalizados pelos absurdos das falsas licenciaturas, denúncias das universidades de ocasião, normas incontitucionais abolidas. Portanto, o Tribunal Constitucional, no gozo pleno da sua função, decidiu como inconstitucionais certas normas [deixando outras sob forte suspeita] .O P.Ministro em vez de chantagear, atirar culpas para o Tribunal Constitucional do descalabro financeiro a que ajudou a conduzir o país e à recessão profunda aprenda, de uma vez por todas, que a lei fundamental é para ser respeitada.  A lição vale também para V. Gaspar e como averbou dois chumbos consecutivas, a sua excelência extinguiu-se. Aplique-se mais na exigência reclamada pelos  portugueses: defice e dívidas estancados. Nâo serve o registo de caixeiro tipo troiko-germanico, apresentado. A decisão do TC envolve verbas da ordem de 1300 milhões €, equivalente a cerca de 0,6 % do PIB, em contra-ponto com os seus erros de previsão no défice 2012, sensivelmente um erro duas vezes o propalado pela verba do TC. Triste Passos que insiste em decisões políticas do TC sobre matérias económicas. Em primeiro lugar, os políticos não quiseram resolver o imbróglio tendencialmente perigoso do Gasparzinho. Provocantemente, pôs-se o ónus do imbróglio sobre as costas do Tribunal Constitucional. Este decide, pois a lei o obriga, e cereja no topo do bolo : Passos conclui que a maldição dos seus falhanços sucessivos é devida às decisões do Trribunal Constitucional. Nada aprende, como estudante falhado chumba uma vez, duas vezes, e continua na sua senda de mau aluno. Nunca o zurrar dum burro pode alcançar as plateias da ópera.

O trio P.Coelho-Relvas-V.Gaspar passou a duo. Relvas não foi rejeitado pela opinião pública por não ser licenciado, mas pelo simples facto da obtenção oportunistica de um título académico pela porta do cavalo e pelo insulto aos seus colegas estudantes esforçados, honestos que conquistam , por mérito próprio, um título académico em árdua luta intelectual e pelos professores exigentes, que mesmo na adversidade, mantém firmeza. Qualquer cidadão comum percebeu, desde o ínicio, a génese do problema. Excepto os fundamentalistas, escudados na diferente questão dos exames socráticos. Finalmente, deve exigir-se que todos estes casos possam ser analizados, discutidos e inspecionados ao pormenor. Aguarda-se, com ansiedade, a lista dos putativos políticos com diplomas coloridos. Relvas partiu, mas ficaram as sombras e  penumbras da RTP , da pressão sobre a imprensa  e da reforma administrativa. A ANAFRE assevera que o boicote às autárquicas 2013 está na mesa. Genial Relvas!  Ponderosa governação autárquica esta, na medida em que estarão envolvidos apenas 6 milhões €, se toca na parte fraca e  a associação de Câmaras e empresas municipais passam, impunes, pelas gotas da chuva...
O mentiroso mor recorre  à falácia do jogador de casino. Na expectactiva de diferente decisão do TC sobre o OE_2013, o executivo P.Coelho tenta de novo  (OE-2012 com pequena modificação) esperando, agora a constitucionalidade das mesmas normas  e, portanto, de sentido oposto. Aí está o seu equivoco, com a consequência lógica da embrulhada que agora criou. A resposta virulenta sobre os cortes anunciados deriva da sua própria falácia e, como é timbre deste perdedor a ameaça da falta de dinheiro é, de novo uma arma de arremesso, chantagem, punição e castigo contra os mesmos de sempre. Sem novidade. É tempo de enfrentar a crise com jogadores políticos, sérios e cultos. Fernando Torquaz não ignora as dificuldades hercúleas de um governante, mas não pactua com falácias e mentiras. Este PM mostrou não estar à altura do presente.  O responsável mor do reino, se o seu reino não fosse espiritual, puxava dos galões de supremo magistrado da nação, evitaria a tragédia anunciada da dupla além-troikista P.Coelho-V.Gaspar e assumia a liderança de um governo de abrangência política e social alargada. A sua bênção, derramada sobre uma austeridade inconsequente mas letal, condu-lo à junção de responsabilidades, presentes e passadas.
Em conclusão: o TC produziu um acordão de técnica jurídica, tout court, e a trapalhada criada é da exclusiva responsabilidade do governo P.Coelho, à qual deve acrescer a inacção do PR. E, pelo já visto, a acção do PR é, manifestamente, de carácter celestial ...

A governação de um país, baseada na falácia e na incompetência, afecta sobretudo a  componente mais debilitada da população e acarreta muita despesa e sacríficios inúteis. A resolução de problemas complexos assenta na sua simplificação, em termos de problemas menores e, em princípio de solução mais fácil. P. Coelho, como era espectável, devia ter esclarecido completamente os buracos financeiros do país dizendo toda a verdade e, duma assentada, vincular o PS e outros partidos em medidas convenientemente discutidas e concertadas para sua implementação. Fanfarrão e arrogante, atirou sobre os portugueses (viveram acima das suas posses!), não explicou as causas por ignorância, medo ou incompetência, dividiu os portugueses entre sector público e privado, alvejou sem apelo nem agravo toda a máquina estatal, impôs ao país uma agenda neoliberal, povoada de imbecis consultores e prebendas máximas. Piegas, clama agora pela colaboração dos portugueses. Revolve-se, agora, no pântano que, arrogantemente, construiu.  Inépcia, ignorância e fanfarronice levaram sofrimento, demasiado, aos frágeis portugueses. Povo inteligente como é, há muito que vê nas figuras do  PM e no seu ministro Gaspar,as imagens de mais dois membros da troika. A verborreia " não precisámos de mais tempo nem dinheiro" está  prestes a explodir. Receios fortes  há sobre um segundo resgate e quanto ao prazo de maturação da dívida, vai mendigá-lo já agora a Dublin! Prudência, certo, jogador de casino, não!. Fernando Torquaz, cidadão ponderado, viveu sempre ao nível das suas posses, é patriota, cumpriu as suas obrigações, não questiona o pagamento das dívidas do país ao estrangeiro, bate, porém, o pé aos endeusados mercados enquanto não expurgados de especuladores financeiros, denúncia de governos europeus oportunistas, banqueiros falsários,  bórgias das offshores,  magnatas acima da lei.
A crise portuguesa está bem patente na actualidade: cruel, mortífera e brutal. Porém, a origem da crise portuguesa (crise das dívidas soberanas) está longe de ter raizes neste pequeno jardim à beira mar plantado. Como a explicação  interna (media portugueses) é, nesta perspectiva claramente insuficiente apresenta-se o resultado de uma aprentação isenta apresentada sob a sigla da BBC. A mesma entidade, onde os portugueses procuravam informação fidedigna, em tempos de informação sonegada. Voltámos ao mesmíssimos tempos, agora sob a batuta da burrice de neoliberais. Fernando Torquaz , na esperança de construir um discurso coerente, vai procurar fazer um historial desta história, mal contada da dívida soberana. São indicadas as fontes originais da BBC. O texto é em inglês e, portanto, restritivo para quem não compreende o inglês.Todavia os gráficos podem ajudar a uma melhor compreensão.
Abaixo estão indicados os apontadores Web onde se poderá, de forma dinâmica, procurar a resposta para as várias questões. Assim, uma das perguntas básicas consiste em saber: Quem deve e  a quem?  Clicando em Portugal, verse-à o montante das dívidas (relativas a 11 de Novembro de 2011), e à  qual deve juntar-se a dívida contraída a partir daí.
Para a dívida portuguesa (clique aqui  em Dívida Portugal). Uma vez acedida a hiperligação , basta seleccionar o respectivo país e vêr os dados correspondentes (por ex. Greece, Ireland). As dívidass relevantes de PORTUGALsão essencialmente devidas aos países indicados:


Divida portuguesa (Nov.2011/Fonte BBC)

  • FRANÇA: €19.1 biliões
  • ESPANHA: €65.7 biliões
  • ITALIA: €2.9 biliõesn
  • ALEMANHA:: €26.6 biliões
  • Reino Unido: €18.9 biliões
  • ESTADOS UNIDOS: €3.9 biliões
Como facilmente se constata PORTUGAL deve 2.47 x mais a Espanha que à Alemanha, e está a arder com a Grécia em 7.5 biliões € (negociatas do BCP e outros). E a recapitalização dos Bancos é suportada pelo zé povinho! E os mostrengos que giravam à volta das naus nos tempos das descobertas marítimas, amedrontam agora em terra. Tragédia portuguesa.

Outros dados relevantes:

GDP(PIB): €0.2 triliões € 
  • Dívida externa  €0.4 triliões
  • Dívida externa/português:  €38 081
  • Dívida externa em % PIB =251%
  • Dívida Governo em termos do PIB=106%
  • Dívida privada  =145 %
  • Risco de DÌVIDA : ELEVADO
Após o resgate financeiro da Grécia, Irlanda e Portugal, já caiu na malha o Chipre, com perspectivas sombrias a pairar sobre  Espanha, Itália.e França. Caso a Espanha, França ou Itália venham a cair num resgate semelhante a Portugal, a zona euro implodirá. Filme digno de roleta russa. A falta de solaridade europeia, sobretudo pelos países do norte da Europa, é já manifesta. Porém, todo o sistema financeiro global está interligado e não é apenas uma crise regional da zona euro. Carregue nesta ligação  para obter o ficheiro seguinte.

  
Dívida entre nações

No gráfica seguinte, e de maneira análoga à de Portugal, pode observar-se a dívida da Alemanha. Uma análise mais aprofundada é necessária, onde a ditatura do número deve ceder ao compromisso com o cidadão. De facto, cada alemão deve mais que um cidadão português, porém estes possuem todos os meios para pagar as suas dívidas. Necessário se torna também  vêr os fluxos de capital entrados na Alemanha. Carregue aqui nesta ligação e tal como anteriormente seleccione o pais. . A destruição da indústria, agricultura, pescas e outras actividades portuguesas paga-se agora muito caro. A venda das empresas poruguesas (ANA, EDP, CIMPOR e outras constitui outra dose de cicuta gentilmente fornecida e proporcionada pela troika). È triste que responsáveis-mor do reino não tenham visto/ou não tenham querido vêr o que estava escrito nas estrelas. A transição para a área de serviços e da política de betão, ilusória e fantasista de uma época de fundos comunitários  lançou as bases do desemprego em massa, hoje observado., é consequência imediata dessa orientação política e tem um destino, responsável fácil de identificar: PR.

Dívida da Alemanha (Nov.2011)

Dado que se torna 
Apresenta-se, agora o trabalho referido da BBC onde se pode seleccionar cada país (clique aqui BBC) e  onde se pode observar a evolução do défice português no período entre  2000-2011. O resultado equivalente,envolvendo agora todos os paizes da zona euro pode ver-se

Deficit_Paises Europeus (1999-2011)_FonteBBC/Eurostat
A curva de Portugal corresponde à 5 curva, sendo a da Irlanda a mais pronunciada com pico em 2010.
Para os interessados, deixa-se um conjunto de ligações indicadas abaixo. Uma análise atenta, permite descodificar o que é dito por comentadores TV, encartados ou não, mas sempre é melhor a fonte original que as cópias. A discussão profunda destes temas passa, necessáriamente, pelos institutos de economias especializados, Eurostat, Banco de Portugal e  FMI, entre outros. Os dados são aqui apresentados, sem todavia, serem discutidos em termos críticos.

Vamos limitar este texto, já relativamente longo e mais denso que o normal. Visa todavia mostrar que as falácias do primeiro e os números do Gasparzinho podem ser contrariados, existindo outras alternativas. A verdade devia ter sido dita ao povo, e o massacre continuará se o duo P.Coelho-V.Gaspar não for despachado. Já está visto que o Presidente da Republica  não assume, as eleições pouco ou nada resolverão, os países europeus não ajudam os elos fracos da cadeia. No altar da UE serão imolados, sem apelo nem agravo, os países em estado economico-financeiro mais fracos (Portugal, Irlanda, Grecia, Chipre). O Gasparzinho assina as condições humilhantes de Chipre sobre depósitos bancários, atraiçoa a Irlanda que reclamava uma extensão do prazo para 15 anos, erra no OE_2012 (4,5-6,3%), vende a ANA e rasteirado pela Europa não se queixa, chumbado duas vezes pelo TC não aprende e bocifera sem razão: Não precisava de mais tempo e foi a Dublin receber 7 anos, é elogiado no estrangeiro, sendo manifestamente um carrasco para o povo português. Esconde na verdade um segundo resgate mas irá certamente ser mimado pela UE e pelo FMI pelos serviços relevantes prestados ao clube dos países ricos europeus e à finança mundial (mercados). É um instrumento e agente da destruição dum povo exangue pela austeridade. O esmagamento dos povos mais fracos, evita males mais danosos para as Franças, Alemanhas e Alemanhazinhas.  Entretanto, a sua pobre poesia não lhe permite vêr um país destroçado onde não ficará pedra sobre pedra..Se houvesse um Primeiro Ministro  a sério, estaria demitido o Gaspar, se houvesse um Presidente estaria esta dupla Passos-Gasparzinho desterrado lá para as montanhas ingremes do Marão. Como não há Presidente só resta o povo. Com a esperança  de que a lira da austeridade um dia terminará com esta traiçoeira dupla, quais Neros mirando Roma incendiada. 
http://www.bbc.co.uk/news/business-13366011 (comparacao deficit)

A juventude, sem emprego nem perspectivas, deve voltar-se durante esta pausa forçada nas suas vidas para a cultura, para o trabalho intelectual, para a história, para as línguas e toda e qualquer actividade que aprecie. Resistir e lutar, com perseverança. Em última análise, procurar as respostas para a injustiça actual. Mundo justo e equilibrado. Escravatura não!. A Alemnha deveria saber certas coisas. Para terminar, deixo uma sugestão: Filme realizado na Alemanha (1927) por Fritz Lang (Descarga da Internet:-Clique em: METROPOLIS ). Procure saber " Quem é Maria? "    Dualidade: trabalho versus capital, numa globalização imposta!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

A dança das marionetas

   O OE_2013 foi aprovado pelo P.R., em pose solene de decisão à Pilatos. Daqui lavo as minhas mãos e o juízo da inocência remetido ao Tribunal Constitucional. O parecer do Tribunal Constitucional foi acertado na sua vasta fundamentação em 2012, errou na sentença salomónica. Preceitos inconstitucionais, condene-se o Governo e reponha-se a constitucionalidade, isto é cumpra-se a sentença e  reponha-se o montante devido como consequência da sentença. Só que o Tribunal Constitucional abriu o precedente para 2012, e as bestas negras voltam à carga sobre as mesmas vítimas em 2013, com a aleivosia reinante do chico-espertismo de Passos Coelho, estendendo, diz ele, as mesmas barbaridades ao sector privado. Os cidadãos comuns já percebem as manhas destas mentalidades decrépitas dos actuais governantes, e, portanto, o Governo prevarica novamente, sendo agora contumaz. Para estes iluminados, a questão levada agora em 2013 não é igual à de 2012, e como no mundo político não existem factos iguais , é certo e sabido que  a apresentação da factura vai ser apresentada, certamente aos mesmos de sempre. Em textos anteriores, refere-se que o anónimo Fernando Torquaz, cidadão honrado, respeitador da lei e da ordem, vivendo no patamar das suas posses, sem dívidas contraídas, rejeita de modo contundente a filosofia barata do P.M. e seus sequazes. Fernando Torquaz voltou-se, perante a insólita situação da apresentação de dívidas alheias, à análise da questão e compreende os paus mandados da troika, dos seus representantes internas e do fictício P.M. Passos Coelho.
   Como sempre, o posicionamento perante estas questões é do foro individual, e tem que ser alicerçada nos vários livros de economia e finanças, que o cidadão comum não tem tempo, disponibilidade ou cultura básica para a compreensão das várias correntes teóricas, de sofisticada complexidade. Porém, o cidadão comum percebe claramente as mentiradas, inocentes, provocadoras ou escandalosas dos políticos, e pode fazer um juízo perfeito com raciocínios elementares. Para os que se interessarem podem ver o desenvolvimento das várias cabalas sobre as dívidas soberanas, clicando na palavra aqui. É uma história aos quadradinhos, de fácil leitura.
   O poder financeiro internacional (cuja face visível é a troika) e as instituições  europeias (através dos vários organismos) não poderiam ter escolhido dupla mais ignóbil Coelho-Relvas para o massacre do povo português. Acolitados por neoliberais académicos de pacotilha, sem vida vivida, meninos bem de suas famílias endinheiradas ou, no mínimo remediadas,, de nomes policromáticos falsamente endeusados de Gaspar, Moedas, de novos e velhos yupies, de prebendários politiqueiros,  travestidos de relvas, catrogas, antoninos, macacos correia, meneses, mexias e tutti quanti, Para estes gentios, a dor do desemprego, a angústia dos filhos sem pão e sem futuro, a decretada escravatura dos humildes, o abatimento programado da classe média liberta da noite salazarista pelo esforço, pelo trabalho, pelo engolir silenciado de sapos vivos, eem continuada humilhação e desprezo mesquinho são factores que não contam. São hipocritamente facetas de um pieguismo nacional.,diz o iluminado Passos. e o imbecil Pedrito face-bookista. Para gáudio do humilde banqueiro Ulrich, o do ai aguenta, aguenta. Já não há rostos respeitáveis, em quem o português, humilde mas humanista, possa confiar. Até um banqueiro recorre a um desbocado linguajar, sem rosto nem vergonha na cara. Justificada está a transformação das suas agências bancárias em recepção dos sem abrigo. Nem se poderá queixar, pois o ai banqueiro, ai aguenta, aguenta.
   A fanfarronice proverbial desta dupla governativa Relvas-Coelho, ou vice-versa, agentes do capital financeiro, nacional e internacional, conduzirá, inexoravelmente, à destrtuição do país. Não os une a defesa intransigente de todo um povo, mas tão simplesmente parceiros de nebulosas suicidárias, mas fatais. São exterminadores fatais dos restos da indústria ainda existente, liquidatários dos bens restantes do património do povo português, extorsionários de salários a trabalhadores sob pretexto de inocentes mentiras e falácias, de uma vivência acima das suas posses, de uma austeridade inaudita que ultrapassa os ditames da troika e liquida salários e reservas pecuniárias para épocas atribuladas, destrói o comércio interno  e aumenta a correspondente factura do desemprego, conduz a paulatina miséria e  à degradação social. Os propagandistas do redondo Marques Mentes e similares comentadores apregoam , na verdade, uma nova etapa de lumpen do proletariado, conduzido agora por comunistas de direita, no poder. Não são barbudos, nem façanhudos, mas do alto da sua petulância, não passam de meros ignorantes, saídas das tocas partidaristas. Os verdadeiros sociais democratas são cúmplices do actual estado de coisas. Calam e consentem. Fernando Torquaz, amante da liberdade, diz não, e enquanto for possível, irá invectivar bestas asininas e pardacentas.
    Nova falácia é servida, inocentemente, ao povo português. O sucesso da ida aos mercados financeiros em busca de novos empréstimos. Claro está, que a ida aos mercados financeiros é, em si mesmo, um evento favorável. A roupagem pode parecer nova, mas encerra as perversidaders falaciosas dos opacos governantes. Desde logo, não foi por falta da ida ao mercado financeiro que o país chegou ao estado de falência técnica, e não é pelo possível e ainda muito problemático acesso aos mercados financeiros que se trata de mais um empréstimo, e portanto, a junção de mais dívida à divida existente e, fatal como o destino, a pagar também pelos portugueses. Não dizem os opacos governantes, que os juros são muito altos e, claro está, à falta de melhor os especuladores financeiros aproveitam o lucro máximo possível, neste contexto. As dívidas soberanas são uma boa fonte de lucro pelos ditos mercados. Os bancos, entre outros, sabem deste ofício. O mérito do abaixamento dos juros neste tipo de operações (OT a 5 anos) não se deve, em essência, ao mérito do Governo e ao ministro Gaspar, muito menos em exclusivo, mas sim à mudança de rumo do BCE e de Mario Draghi que numa frase lapidar, simples e curta, declarou que o BCE iria comprar divida no mercado secundário, desarmando assim os especuladores desenfreados. À revelia da austera Merkel, co-responsável pelo sofrimento actual de boa parte do povo português. Fernando Torquaz registou . Como o Gaspar pode ser mago, mas não adivinho, não sabe o que amanhã irá ocorrer na ida aos mercados na colocação de dívida pública.. Há uma coisa que é certa como o destino, ir-se-à pagar com língua de palmo todos os empréstimos contraídos. E se for a(s) operação(ões) bem sucedida, como todo o portugûes consciente deve desejar, fica garantido o início de novas falácias. Repete-se o ciclo, até nova crise. Os corruptos, delinquentes políticos, falsários, banqueiros, oportunistas regressarão em força, a comer as migalhas restantes de um povo faminto. Regressarão os banqueiros com arrogância desmedida, com lucro máximo garantido, e as offshores levarão o dinheiro do trabalho, do sangue, suor e lágrimas, da forçada austeridade, de novo aos paraísos fiscais.
 A cassete de P. Coelho vai passar a ser a da ida regular aos mercados e virar a página para a economia, onde se perfilarão os do costume para abocanhar os parcos dinheiros, construir impérios comerciais, e no mundo da globalização, deixar o capital financeiro mover-se livremente por onde lhes aprouver. Tudo, segundo a lei dos tiranetes, dos mercados endeusados e invisiveis, mas cruelmente reais,  à sombra e conivência dos impreparados joguetes políticos das juventudes partidárias. Intrinsecamente ignorantes, incapazes de pensamento próprio, reclamam da troika ajuda técnica. É um atestado da sua incompetência, e a prova provada da impreparação política. Ao cidadão comum, bastaria dar um voto de confiança aos eleitos, numa base da boa-fé e do cumprimento do programa eleitoral , programático e de base democrática. O perdulário Passos Coelho sabe tanto da governança dum país, como o meu cão de dinâmica das estrelas. De buracos negros, já sabe umas coisas. Por isso, obrigatório se torna filtrar as suas pretensas verdades, à la palisse. Delega nas suas tropas, e para justificar a sua mente vazia  e a morbidez da austeridade, apoia-se nos trabalhos de delegados menores da troika. Insultou a inteligência nacional e coloca-se na situação de um rejeitado universal do povo português. Vibram os seus sequases com a excelsa virtude da teimosia, reconhecendo o sábio alentejano que a teimosia de um burro só lhe agrava a condição. .E quando o combate é de ideias, é pura perda de tempo  dialogar com mentes pedradas. Caso da extinção das freguesias, diálogo com a UTRAT para quê?  Discussão da  refundação do Estado? Confundirá o homem que a Fundação do Estado é atribuída a D. Afonso Henriques?  Necessária a reestruturação do Estado, mas nova repetição da farsa da Comissão da extinção das freguesias?
Junta-se o texto adicional do estudo, encomendado pelo Governo , talhado à sua medida, e com a fundamentação para o corte adicional de 4 mil milhões de euros, a juntar à bárbara austeridade já existente. Para acesso a este documento (Rethinking ...), clique em documento FMI, escrito em inglês. Opacos são os objectivos do Governo, não esclarecendo os porquês. Com a cobardia habitual e falta de transparência costumeira. Suspeita Fernando Torquaz, de novas facturas de dívidas e do deficite falhado de 2012.
Para quem não tem um cinema por perto, divirta-se com um video e veja um novo caso SLN/BPN e os seus agentes. Qualquer semelhança entre BPN e BANIF é pura coincidência. Muitos dos figurantes  andam sem pin na lapela.
   A crise da zona euro tem múltiplos factores e para uma decisão individual, consciente e insubmissa às patranhas de imberbes mandarins, facilmente se reconhece, através dos gráficos, que a crise atribuida por este governo e seus acólitos não tem origem, em exclusivo, no governo anterior socrático. Apresentam-se vários gráficos que permitem responder à evolução temporal (séries temporais) com base no sítio económico da BBC- entidade  considerada como isenta (clique aqui), e que serve de base e contraponto a muitas ideias expressas pelos media de informação. São necessários alguns ajustamentos, mas quem desejar pode comparar series temporais de vários paises simultaneamente.


Grafico -Comparação da dívida relativa em termos de PIB de Portugal e da Bélgica

Como se depreende do gráfico a dívida belga foi sempre superior em termos relativos à portuguesa até  ao ano de 2010, data a partir da qual a dívida portuguesa cresceu até 100% do PIB e o Governo de Passos Coelho, apesar de sacrifícios herculeoos exigidos, continua a aumentar ab dívida, estando próxima do patamar de 120% do  PIB em 2012.
   
Uma vez, acedido o site de referência da BBC, verifica-se claramente que todos os deficits da Zona Euro pioraram (sem excepção) no periodo socrático e portanto, parte da crise tem que ser atribuida ao exterior. Constata-se que o crescimento da economia foi muitissimo fraco durante uma decada, por oposição a um forte crescimento da Irlanda. Sem entrar em muitos detalhes, a Bélgica é um país para comparação em termos do PIB, deficite, desemprego e dívida.. Nota-se claramente, que a dívida da Bélgica foi sempre muito elevada, muito superior à portuguesa e é um bom exemplo da evolução de dívida elevada, mas sustentada, no tempo. De notar que a dívida portuguesa tem crescido, cabendo ao actual Governo um aumento da dívida ao nivel de 120% do PIB. Como o PM não tem a mínima ideia do cresimento económico do país, vai mandando uns bitytes pirosos garantindo um crescimento já no virar da esquina. A austeridade essa é permanente, perniciosa e demasiado prolongada. Há outros caminhos.Um primeiro passo, é limpar alguns partidos de génios mirabolantes das várias juventudes, encaminhá-los para o trabalho árduo de um trabalho profissional, submetê-los a exames sistemáticos para um bom desempenho das respectivas funções. Claro está, que os politicos querem apenas limitar-se ao resultado do escrutínio das eleições, mas já não é condição suficiente, embora necessária.  O Passos prefere escamotear, nomear individuos para vigiar o galinheiro dos interesses do BPN, por falta de opinião própria subordina-se a um qualquer relvas, dá prebendas a qualquer Katroga, vende a alma ao diabo desde RTP, ANA, águas e tudo o que lhe cheire a interesse público. É submisso perante o poder financeiro FMI e finança internacional e a poderosa Merkel. Delega em comissões quando o espírito é, apenas, preenchido por um vazio de ideias. Entrega-se ao poder financeiro interno e externo, não tuge nem muge, é fraco perante os fortes e forte perante os fracos. Toda a gente percebe a sua ousadia na abolição das ditas falsas reformas políticas. É um critério simples que o povo usa para o avaliar. Percebe-se desde há muito as suas tácticas manhosas de lançar os portugueses uns contra os outros, funcionário público contra trabalhador do sector privado, sector público contra sector privado, trabalhadores contra trabalhadores. Num mundo desconcertante, onde se encontram abaixo  assinados de toda a índole, onde se lançam porcos contra GNR e GNR contra porcos, ainda estamos num país onde não vale tudo. Onde a razão ainda há-de imperar. O imbróglio da dívida dos bancos convertida em dívida pública. Receita universal que um bom aluno entende. A questão é a falta de confiança num PM que, erroneamente, pensa tornar-se num salvador da Pátria, massacrando sem dó nem piedade o activo mais precioso de qualquer país: as suas gentes.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Boas Festas de Natal e Ano Novo 2013.
Buenas Navidad e Pascuas!

Atentos às prendas do dia de Reis!

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Angueira no fio da navalha ...

Angueira, enquanto entidade administrativa autónoma, é colocada pelos mandantes  na situação de fim de linha - extinção. Antes de se proceder a uma análise detalhada do documento que está na base desta extinção, convirá fazer um pouco de história de como se chegou aqui. Prevendo que tal situação ocorresse foi colocado em circulação um abaixo assinado, aberto a todos os que desejassem subscrevê-lo,texto que aqui se reproduz ( 7 Outubro de 2012), ficando a responsabilidade da entrega do abaixo-assinado à CMV, Assembleia Municipal e Assembleia de Freguesia , a cargo do Presidente da Junta de Freguesia.  Dada a ausência de qualquer informação concreta sobre o andamento da situação de Angueira, e do desconhecimento generalizado da sua evolução à altura (outubro 2012) foi resolvido apresentar sobre a hora o documento que aqui se transcreve.
 Objectivamente, pretende marcar uma posição clara de muitos cidadãos, oriundos de Angueira, manifestando-se contra a sua extinção como freguesia autónoma e claro está, a probabilidade de êxito ou não depende de factores vários, que adiante se indicarão. A primeira etapa consiste na oposição clara e firme dos seus habitantes contra os "entendidos", cujo texto se pode obter através da hiperligação  abaixo indicada em :  UTRAT.

Abaixo assinado/Moção

Assunto: Junção da freguesia de Angueira no âmbito da Reforma Administrativa do Poder Local (RAPL).

Os abaixo assinados, naturais/residentes da freguesia de Angueira do Concelho de Vimioso, transmitem aos eleitos locais da Assembleia de Freguesia de Angueira, aos membros da Assembleia Municipal e ao Presidente do Município de Vimioso, para decisão em foro adequado:

1. A sua total discordância e oposição com a hipotética junção das freguesias de Angueira, Caçarelhos e Vilar Seco.

2. Fundamentam , de modo sucinto, a sua posição numa história quase milenar de Angueira, a sua tradição ininterrupta como freguesia independente , a ausência de relacionamento relevante de cargas de tradição, cultural, comercial ou outra, com as restantes.

3. O êxito de qualquer mudança de ordem administrativa com perspectivas de futuro da actual freguesia está relacionado com a preparação das futuras gerações, onde o desenvolvimento económico e social , a inovação tecnológica e, de modo genérico, a melhoria geral de vida dos seus habitantes deve processar-se através de uma gestão próxima e eficaz, sendo que as mudanças que se perspectivam traduzem uma clara e ilegal regressão que afronta as directrizes constitucionais que asseguram uma efectiva gestão local e um efectivo exercício do poder local.

4. Estes objectivos, em vez de ser potenciados em tal junção, são, pelo contrário, fortemente reduzidos, alterados ou suprimidos, pelo que a junção do trio Angueira-Caçarelhos-Vilar Seco, ou qualquer outra junção é liminarmente rejeitada.

5. Dada a especificidade geográfica e as condicionantes da população predominantemente agrícola desta localidade, o desenvolvimento e progresso desta freguesia , com futuros iguais direitos e deveres às demais freguesias, deve passar obrigatóriamente pelo Municipio de Vimioso, com recurso aos seus meios técnico-administrativos e respectivas infra-estruturas, com dependência directa do Município de Vimioso e não uma junção artificial e do tipo mecanicista.

6. A imposição de qualquer tipo de junção da freguesia de Angueira deve, além do mais, ficar condicionada e obedecer à integral aplicação da legislação a todas as autarquias do País.

Angueira, 7 de Outubro de 2012


Nome                                                                                          B.I. / C.C
  • Assinaturas...                                                                                                                                                                   
O Presidente da Assembleia Municipal de Vimioso informou (anexo II da UTRAT) que não foi elaborado qualquer documento sobre a reorganização administrativa do território.

Clique na hiperligação UTRAT {hiperligação UTRAT},para uma versão completa do documento [sigla UTRAT :Unidade Técnica para a Reorganização Administrativa do Território], . Esta Unidade foi criada para o efeito pela maioria PSD-CDS  tendo votado contra a criação desta Unidade os restantes partidos : BE , PS e PCP. 
Face do documento da Unidade UTRAT.

A lei quadro de base  é a lei nr. 22/2012, de 30 de Maio, resultado da inspiração do mui digno e respeitado ministro Relvas. De acordo com esta lei, estão previstas extinções de freguesias com um número de habitantes inferior a 150 (Angueira tem 116), e de acordo com a lei pretende-se, com a junção,  ganhar escala e dimensão demográfica adequadas, com um mínimo de 500 habitantes. A argumentação para a extinção referida , de acordo com os tais entendidos:
  •  No ponto 2 (v) diz a douta Unidade que 335 se aproxima do mínimo indicativo referido (500). A soma de Caçarelhos (219) e Angueira (116) dá para a proposta da "União de freguesias de Caçarelhos e Angueira 335 <500> No ponto  2 (vi) referem que são duas freguesias onde ainda se fala o mirandês.
  • Justifica a UTRAT no ponto 2 (vii),  a grande afinidade entre as duas freguesias através da existência do gado bovino mirandês.
  • As freguesias distam cerca de 7 Km, existindo ligação rodoviária entre elas (2.(viii)).
É , no mínimo caricato, afirmar que 335 se aproxima do número indicativo 500, se fala mirandês, e a única afinidade se baseia no gado bovino de raça mirandesa. Estamos entendidos, quanto a tão douta sentença. É omisso no que respeita aos transportes públicos para a nova sede. Seria inócuo, se mais uma vez não estivessem a entrar no bolso dos cidadãos.

No seu artigo 9, indica-se a consequência da junção de freguesias:

"Agregação de freguesias"

1 — A freguesia criada por efeito da agregação tem a faculdade de incluir na respectiva denominação a expressão «União das Freguesias», seguida das denominações de todas as freguesias anteriores que nela se agregam.

2 — A freguesia criada por efeito da agregação constitui uma nova pessoa coletiva territorial, dispõe de uma única sede e integra o património, os recursos humanos, os direitos e as obrigações das freguesias agregadas.

3 — A agregação das freguesias não põe em causa o interesse da preservação ...
 
 
A ANAFRE ( Associação Nacional de Freguesias)  pronunciou-se contra esta lei, e um sem número de concelhos onde se previam extinções manifestaram a sua oposição a esta lei. Estranho é o comportamento da Assembleia Municipal de Vimioso, quer por falta de pronúncia quer por falta de informação às populações afectadas. A luta contra esta lei continua, a diversos níveis, destacando-se várias previdências cautelares apresentadas pelos munícipios afectados, e da posição do Tribunal Constitucional sobre a inconstitucionalidade desta lei (promulgada pelo PR - Cavaco Silva).
 
Uma análise dos membros da Comissão Técnica (UTRAT), cujas assinaturas constam do respectivo documento, mostra à exaustão o método anti-democrático como Passos Coelho, o seu imediato Relvas, e a restante banda funciona. A própria comissão está incompleta, já que muitas instituições se recusaram a fazer parte de tal unidade. O Prof. Doutor M.Porto diz não concordar com a lei, tal como é referido na imprensa (Assembleia Municipal de Coimbra). Não concorda, mas assina. Procure o diabo adivinhar. O 2º. signatário, Prof. Doutor M. Froufe  da U. do Minho, tem paredes meias com o gabinete do Prof.Doutor Carlos A. Amorim. Adivinhe um outro diabinho, tanta proximidade. E por aqui ficamos.
 
A ANAFRE prevê uma poupança de cerca de 6,5 milhões de euros. Admitindo que tem de haver contenção de despesas, o FFF devia, apenas, garantir o pagamento do Presidente da Junta (~270 €) e fazê-lo depender directamente do Municipio e não de uma qualquer outra freguesia. O caminho seguido nada resolve, apenas agrava o problema. A implementação desta reforma vai sair certamente mais cara. Este montante é da mesma ordem cd grandeza do imbróglio Relvas e do Parque de estacionamento Municipal de Tomar.

O superdotado Relvas não resolveu o problema da extinção das freguesias em Tomar, tal como o Prof. M. Porto, o não resolveu em Coimbra. Assim vai o desgoverno deste país.

Conclusão: Como sempre, procuramos dar a informação relevante necessária a uma decisão individual. Os habitantes de Angueira, creio, sabem as consequências do que os espera, caso esta lei 22/2012 seja aplicada. Esta lei não foi imposta pela troika, é da responsabilidade exclusiva da coligação PSD/CDS, fere os interesses dos cidadãos, atraiçoa de modo vil os anseios das populações, transfere o património das freguesias extintas para a nova entidade administrativa, incluindo zonas ribeirinhas, administração das águas, bens e equipamentos, baldios e tudo o resto.


É imposta, contra os cidadãos, por um Relvas, individuo  sem qualquer ética ou valor moral, contra a vontade de um povo soberano, protegido (e vice versa)  dum P.Coelho, joguete de vários interesses que não os cidadãos dum país livre. 

Só há uma saída, que é barrar o caminho a estes indivíduos, cuja filosofia se lhes conhece, e numa nota divertida, voltarmo-nos de novo para um herói da antiguidade, cuja estátua aqui se deixa.  Se o objectivo desta lei é, acabar, em definitivo, com a autoridade e soberania portuguesa sobre este território, então voltemo-nos, de novo, para o território dos nossos antepassados, atirando os Relvas e seus executores para o rio do esquecimento.

Fig.1 - Estátua de um gerrilheiro  na praça de Zamora.

Este liderou a revolta de todo um povo, contra o massacre de lusitanos, seus pares, a coberto de falsas promessas do poderio romano.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Cómodo no Poder

O actual Cómodo português no Poder embrenhou-se, definitivamente, no Reino nevoento da debilidade mental. A sua corte esmaga fiscalmente um povo que, apesar de contratempos recorrentes na sua história, soube sempre reerguer-se, baseado na vontade firme, solidária e esforçada de um povo unido. Excluídos foram sempre os patrioteiros de ocasião, fustigados até pela Roma beneficiária da traição, não pagando aos traidores de todo o povo da Ibéria. A história repete-se e os sinais dos tempos obrigam a escolher o campo da acção. As intrigas da corte decidem, por vezes, a sorte dos povos, mas só os valores supremos  da liberdade e da verdade pode justificar as atribulações da vida humana. Neste período, difícil e de gravidade extrema, mais exigente, criterioso e responsável tem que ser o padrão de rigor dos actos individuais. Para desmontar as intrigas da corte, fundamental se torna desmontar as falácias do actual Cómodo português e seus sequases da maioria política que sustenta o OE_2013.  [Aceda à proposta de OE_2013, clicando aqui.] . Só existe uma via: a da cultura progressiva e activa de todo um povo face aos pretensos peritos da clientela do governo actual. São indicadas neste texto, várias ligações Web, que permitem uma abertura alargada da temática actual que nos pulveriza os projectos de vida, faz explodir a  paz social, conduz à situação depressiva grega  e leva, invariavelmente, um povo à submissão total à finança  estrangeira e à  colonização por países bárbaros, sem ordem, moral ou ética. 
As falácias continuadas de P.Coelho já começam a ser detectadas por grande parte da população e a prática discursiva de acrescida austeridade é contestada nas ruas, repudiada por políticos da sua coligação (Ferreira Leite, Bagão Felix e muitos outros) e o seu anjo negro Vitor Gaspar, exterminador fiscal dos pobres e cândido anjo para ricos, remete-se já a um prudente silêncio e omissão das suas falhadas teorias neo-liberais. Já reclama o apoio dos seus mentores da geo-finança e da globalização.Falhou redondamente a meta de 4,5% de déficite para 2012, e continua no segredo dos deuses o déficite final para este ano que seguramente cairá no limite 5,7-7% do PIB. O abaixamento desta cifra para 5% requere venda extraordinária do património. Facada mortal do ultraliberalismo pacóvio, comandado por um indíviduo cuja ambição de poder o leva a P.M. de um país quase milenar, sem estatura intelectual e preparação para o cargo. Várias personalidades o afirmam e, portanto, a solução dos problemas do país já não passa pela sua manutenção e o centro de gravidade tem que passar para as mãos do Presidente da República. Também este governante não está isento de culpas, presentes e passadas, e só com conversa não vai lá. O exemplo de comunicação via facebook revela uma ignorância completa sobre o estado da arte das telecomunicações no país, com televisão digital terrestre TDT incluída. Não convence ninguém. Muita da corrupção do BPN passou por ex-colaboradores seus, mas a factura está a ser paga, de modo formalmente cruel, por inocentes que nada têm a ver com o assunto. A paciência de um bom povo terminou e a paz social, atirada à rua pelo dirigente do seu partido, tem que regressar à colectivade das consciências individuais. Já não se trata de gestão da partidocracia, mas da sobrevivência com dignidade de todo um povo. Para minimizar as consequências da falta do OE_2013, é imperativo que o P.R. assuma ou não as suas prerrogativas constitucionais.
Como sempre estes textos são consequência de reflexão individual, enquanto cidadão comum, e apontam para os textos fundamentais da análise. O actual P.M. Passos Coelho acedeu ao poder através da partidarite, sem cultura juridica, económica, intelectual ou profissional relevante. O chico espertismo, da golpada e contra-golpada no interior de um partido político, não é condição suficiente para cargo de tamanha responsabilidade em condições normais quanto mais em situação de gravidade extrema. Desnecessário se torna salientar a contradição entre o afirmado em periodo eleitoral e a acção política, manifestada no OE_2012 e no agravado OE_2013.  Nesta incongruência cabem todos os argumentos: má-fé, ignorância, oportunismo, ideologia ultraliberal, imbecilidade, impreparação política e tudo o que se quiser. Mas sabe o que quer: destruição completa de um projecto de sociedade. Rompeu um acordo com o eleitorado, feriu a boa-fé dos cidadãos, rasgou unilateralmente contratos entre individuos e o estado e revela uma incompetência proverbial no exercício do cargo. Os argumentos do empurra culpas para os seus antecessores Guterres e Sócrates não colhe.O OE_2012 é da sua autoria, o falhanço é colossal e é responsabilidade do seu governo e de Vitor Gaspar.
Ora esta politica induz claramente a um segundo resgate,que subrepticiamente vai negando precisamente com argumentação oposta. Ao menos, não se engane outra vez.
A debilidade intelectual do P.M. surgiu nas falácias continuadas no tempo: os portugueses viveram acima das suas posses,a responsabilidade do memorando da troika é da responsabilidade do PS, esquecendo que o seu partido PSD o assinou e, portanto, corresponsável, a ideia peregrina de ir além da troika, a noção fantasiosa do bom aluno europeu, a imbecilidade pueril de considerar-se acima da decrépita Grécia, o altismo revelado nas plateias europeias para a definição de um novo rumo (reunião de Itália, Espanha, Irlanda) e a inconsequente fraseologia da refundação do memorando, do estado ou de qualquer outra coisa. O seu descrédito é total, e está já estampado nas ruas, a seu pedido.O cidadão português concedeu-lhe toda a liberdade: votou livremente, aceitou austeridade contida, clamou por transparência nas contas públicas e privadas, exigiu ordeiramente clareza nos objectivos da austeridade pedida e consentida, e a equidade das medidas foi-lhe imposta pelo Tribunal Constitucional que facilitou ao seu governo, grosseiramente, a inaplicação do acordão em 2012. Aleivosamente, tenta corromper o acordão com o OE_2013, revela um ódio primário  ao trabalho, privilegiando o sector da alta finança. Recuou na TSU, que teve a vantagem de mostrar à saciedade, a componente ideológica que o anima e o nome dos seus mentores, os tais borges, mexias e os desclassificados falsos licenciados.O bom Povo, de que tanto se orgulha, tem uma peculariedade: vê com clareza a essência de uma nação quando a crise o impele à acção. Foi assim na crise de 1383. O povo de pé descalço escolheu o caminho duro da luta, para salvar a essência da liberdade de uma nação, contra os interesses instalados e poderosos pró-Castela.
O povo vê, com perfeita nitidez e clarividência, o circo Relvas e não aceita que um P.M. do seu país não tenha a coragem de repor a verdade integral. Serve veneno ao povo, quando o serviço público de TV se encontra sob a autoridade de uma sombra política. Felizmente, a TDT não alcança muitos cidadãos portugueses para gáudio  e satisfação de certas empresas de telecomunicações. Existe no povo ultramontano, um conjunto de felizardos que conseguem captar os clássicos canais, mas sempre que estes quiserem informação pagam. Os miseráveis do Vitor Gaspar voltaram aos tempos das catacumbas, da ignorância servida e do silêncio absoluto. O sinal analógico foi, o digital não chegou. E viva o licenciado Relvas!
Retomemos,agora, o relatório da 5ª avaliação da troika (em inglês), carregando em Relatório5Avaliação.  Do ponto de vista do Governo, tudo vai de vento em popa. Só a cegueira do bom aluno, aprendiz de feiticeiro, vê a única saída da desgraçada situação económica pela via de mais austeridade sobre o pobre português que viveu acima das suas posses. A asfixia económica do funcionário público, identificado como alvo prioritário de ataque, não esquecendo os perigosos reformados, já começou há muito tempo e não como se pensa em 2010, 2011 e 2012. As falsas elites políticas são grandemente responsáveis pela actual situação. Amontoem-se temas como a corrupção e os seus circuitos, a inoperância dos tribunais, o sector da banca, as offshores, a saída fraudulenta de capitais, a arrogância desmedida de políticos de pacotilha, condenados por tribunais e afrontando decisões judiciais, as várias parcerias PPP, a elevação súbita de recem licenciados a assessores, pagos principescamento e o pagamento da ignorância dos políticos com as comissões dos borges, dos abre-portas e similares. A destruição da orgânica dos quadros do estado funciona. Afinal, a triplicação de organismos paralelos compensa, os tachos da amizade garantem a reeleição. Na verdade, institui-se o reino onde todos são primos uns dos outros, excluido claro está o povoléu. Esse mesmo é o único na mira do exterminador fiscal implacável. As medidas humilhantes para o seu desprezado povoléu resultam, mais uma vez, da falta de transparência e da origem cristalina das condições impostas do exterior. Neste aspecto, o P.M. é um executor invertebrado, mas determinado no massacre do objectivo primordial. Os credores querem o seu dinheiro de volta, quanto antes e sem condições. O povo na sua admirável sabedoria, mais intuitiva que a de muitos politiqueiros e deputados da nação,não lhe regateou a oportunidade de cumprir escrupulosamente a obrigação de devolver o dinheiro emprestado, não só dos festins dos partidos do arco do poder, mas também de todas as corrupções, desvarios bancários, fuga de capitais e tutti quanti.  O P.M. mente, não conta a verdade, e a cobardia política já começa a surgir. Transparência no equacionamento dos problemas, divisão clara das dívidas pública e privada, montantes da dívida por sector de actividade, distribuição equitativa dos sacrifícios, mobilização geral, discutida, dialogada e consentida. Traiçoeiro nos seus actos, irreflectido nos seus posicionamentos, mendigante merkeliano, capitula  perante a troika e hostiliza, até ao limiar da sensibilidade humana o povo português mais humilde. Governa no reino dos miseráveis de Vitor Gaspar. A governança actual de um povo é, deveras complexa, e o contributo de todos. nos vários ramos do saber, era indispensável para a procura de um caminho justo para o problema do défice e da dívida. O seu caminho é claro: pesados sacrificios recaem nos mais débeis, os banqueiros aplaudem, Ulrich incluído. Os corruptos passeiam-se por todo o lado, os submarinos ora emergem ora imergem, e os sagrados mercados tudo resolverão, nem que seja num país exangue, exausto, mergulhado num lumpen do proletariado qualquer onde sobressaiam as cabeças iluminadas e redentoras duma pátria inexistente. Castigo exemplar, cínico e prepotente da globalização e seus agentes, mascarados de troika, para uma nação, pequena mas com história limpa, mesmo com aflições financeiras cíclicas. De um P.M. esperava-se um líder de uma nação em crise, não de silêncio perante os fortes e tirano perante os fracos. Como já nada se espera, de um P.M fugidio e temeroso do seu povo, é tempo de  good by! Sob pena, de demência colectiva. A necessidade individual do compromisso assumido do retorno financeiro aos credores exige um posicionamento sério e ajustado.  O juro médio assumido no memorando da troika é da ordem dos 4,5%, enquanto a poderosa Alemanha se financia a juros da ordem de 1%. Contas elementares e simplificadas permitem verificar a bondade das medidas do empréstimo. A Alemanha financia-se a 1% e empresta a juros mais altos. Para um empréstimo de 1000000 €(um milhão de euro), a três anos, e um juro de 4,5%, isto equivale ao pagamento respectivo  (aproximado)de :

Empréstimo €          Taxa  (4,5%)                 Taxa (1%)             Diferencial
 1000000 €                             
PagamentoMensal        29746 €                       28208 €               1538,8 €

PagamentoTotal        1070889 €                   1015491 €              55398 €

JurosTotal                     70889 €                       15491 €               55398 €

Remete-se o leitor para uma análise detalhada do relatório do FMI. Observando os gráficos e os montantes do débito envolvido relativamente a Portugal, difícil é concluiur que, pelo caminho seguido pelo P.M. alguma vez se possa pagar os juros, para não falar da própria dívida. Ora se é justo admitir que, não pode o país expor-se directamente à declaração de um não pagamento, já não é válido dizer que o caminho seguido é único. Não é, pelo caminho seguido que conduziu ao aumento do defice e da divida (119% PIB) para este ano de 2012 e ,muito menos com a dose reforçada para 2013. Ora é aqui, que um verdadeiro líder de um povo se revela. Então de que nos serve ser bom aluno se, manifestamente, é impossível cumprir as nossas obrigações para com os credores quando se cortam salários (fonte constante do rendimento) e se destrói a econonomia com o encerramento de fábrica após fábrica tal como se viu em 2012. Se vende ao desbarato, tudo o que há para vender. A treta do empreendedorismo e da competitividade só colhe quem quer. A única saída de Passos Coelho é o fisco e o confisco dos cidadãos. Não tendo elasticidade mental, só resta ao P.República o demitir ou o povo tratar do assunto nas ruas. A destruição do país não pode ser permitida. Resta a travessia do Rubicão.  Claro que o dinheirinho vai de volta para os homens da troika, e obviamento a pleiade de estados e especulação desenfreada. É claro que o P.M. sabe disto e escolheu o lado errado. O beija mão de Merkel sempre lhe permitirá juntar-se aos portugueses, jovens, inteligentes e respeituosos que, forçados a emigrar, o repudiam. Peça-lhe um lugar de limpa-passeios na Estugarda dos Mercedes, nas gélidas noites de Inverno alemão. E não aceite viver acima das suas posses, exija-lhe, apenas, um simples Trabant.

 Embeleze-o com uma grande roda emblema  da mercedes, mas emigre! O povo português agradece. Entretanto, questione  a poderosa europa se um pequeno país, apesar de cumpridor tem de sofrer até à exaustão. Então, para que serve a UE e as suas cambiantes siglas? Aproveite a vinda de Merkel e pergunte-lhe a paridade da moeda da Alemanha dos Mercedes e dos Trabant no tempo da reunificação alemã!

Trabant - Carro para a posteridade

E que esteja atenta à resposta do seu homólogo Kohl, como as verbas astronómicas da reunificação foram aplicadas.
De qualquer maneira, a história mostrou que a Marcos Aurélios podem suceder Cómodos, fortemente afectados pela demência. Até lá pelas bandas da Germânia, estas interrogações fazem sentido. Como cidadão, o meu único crime apontado ao peito, resume-se a ter vivido acima das minhas posses. De facto, Portugal não esquece os Willy Brandt, o acolhimento na sua pátria ainda incerta, a compra - a pronto da tecnologia alemã via WW e produtos menores. Directamente muitos portugueses não beneficiaram de um simples euro. Exigem-lhe, agora,  facturas para as quais muitos não contribuiram. E as ideias avançadas do Instituto Alemão, num tempo de uma triste pátria. Considera grande parte do povo português como ofensivo e humilhante.  um tratamento menor com o único filtro da economia e dos mercados financeiros. Tudo isto, se assemelha a uma  das fábulas de La Fontaine. A liberdade de um lobo faminto, em tempos incertos, e a tranquilidade podre num qualquer colonato estranho, será objecto de escolha de todo um povo. Já mostrou ser indomável, muito para além do espectável, e se a Europa poderosa apenas nos tolera, então o destino fica traçado. Para bom entendedor, meia palavra basta.