quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Circo português 

 Diversão no seu máximo esplendor . . .

A crise que Portugal hoje atravessa é extremamente grave e toda a acção individual deveria ser pautada pela lucidez e sentido da responsabilidade, no plano individual, governativo e presidencial. Os actores políticos actuais, representados na Fig.1, traçam  o destino de todo um povo através de uma austeridade asfixiante: 
Fig.1 - Responsáveis  da austeridade
Recessão continuada, desemprego galopante, destruição da economia, expulsão forçada da juventude, subida do défice e da dívida, liquidação da esperança de todo um povo. Com a abordagem deste tema, pretende-se dar uma visão pessoal dos acontecimentos e, se possível, dar um pequeno contributo a todos aqueles que, por este meio, possam aceder a mais informação. Não se pretende contemplar aqueles que recorrem à Internet de modo rotineiro ou àqueles que têm à sua disposição os canais televisivos, dos pacotes por aí existentes. A constelação de comentadores políticos distribuem-se pelos canais TV, ilumina ou ilude a realidade portuguesa actual.. O imbróglio a que se chegou é de tal modo grave, que o povo português se sente cercado, privado da soberana independência, refém de dívidas e de credores, e liderado por aventureiros políticos,  incompetentes e malabaristas de trapézio que não se revêm nos Cómodos da  Roma antiga. De notar que o exercício do poder, no sentido do bem público, é uma tarefa nobre e deriva da autoridade, delegada pelos cidadãos. Como, criticar por criticar, é limitativo da consciência individual , necessário se torna fundamentar os factos. A trajectória política do pantanal actual exige um estudo aprofundado das causas, resposta que os economistas e/ ou os actores políticos nunca deram. A sua fundamentação assenta nos tópicos essenciais: globalização, sistema financeiro especulativo, desregulação e descontrolo dos mercados financeiros, e a dominância do poder financeiro sobre o político e do  individualismo sobre a sociedade.
 Os instigadores responsáveis da crise portuguesa apontam para a crise das dívidas dos estados soberanos, em consequência da falência do Lheman Brothers nos U.S.A., dos produtos financeiros especulativos (entre eles os swapps), poder financeiro global concentrado em certos bancos como o Goldman Sachs, actuação duvidosa, por vezes fraudulenta, das agências de rating e a extensa ramificação das negociatas dos bancos com derivados, tóxicos ou não, baseados numa engenharia financeira conduzida por homens do colarinho branco.
Porém, a crise da dívida soberana pôs Portugal na rota dos PIGS, conjuntamente com a Irlanda, Grécia e Chipre. Todos os responsáveis, que directa ou indirectamente tenham praticado operações anómalas na área economico - financeira deveriam ser objecto de acusação dos tribunais e levados à barra dos tribunais. A teoria infantiloide do Pedrito de que os portugueses viveram acima das suas posses, deve ser desmistificada. Do alto da sua esbelta figura não sai uma simples ideia, por mente inócua.Um cidadão, isolado nas montanhas distantes, excluído do progresso citadino e meios de informação, só sairá da letargia secular em que o mundo rural mergulhou, pela cultura e, portanto, este texto não é dirigido ao citadino, pois este é fácilmente moldado pelos  ideólogos, politólogos,  palestrantres, pregadores e sacristães de várias seitas e padrões de coloridas gravatas.
Pensar que a Lisboa distante tudo centraliza e decide, é meio caminho andado para o prolongamento de uma triste servidão. Vamos, pois, às causas do lamaçal político e aos seus actuais actores. Em escritos anteriores, foi-se apontando o desenlace fatal mas previsível de todo um povo, sufocado por dívidas daqueles que viveram acima das suas posses. Na Fig.2 encontra-se representada a evolução da dívida portuguesa de 1979-2011, da responsabilidade dos partidos e governos, do referido arco do poder (PSD,PS,CDS).
Fig.2-Evolução da dívida pública  portuguesa.


Cavaco Silva foi responsável  por 40,5 mil milhões € e Sócrates por 82,9 mil milhões €. O modo como parte desta massa monetária foi gasta pode ver-se, em muitos casos particulares, clicando aqui neste sítio. [A informação deve ser tomada sob reserva, mas dá uma ideia de como tudo se processou. Existem vários outros sítios onde os mesmos temas são também abordados]. Pretender alijar a responsabilidade da asfixiante dívida baseado na  perversa fraseologia da vivência dos portugueses acima das suas posses, é crime intelectual. Responsabilize-se os actores, aponte-se os corruptos e todas as teias do enriquecimento ilícito, fácil e prolongado ao longo dos anos. Colocar P.Coelho  a tónica da falsa solução da austeridade sobre o mundo do trabalho e ignorar a componente especulativa financeira, bancos, offshors, mercados especulativos, swaps ruinosos, PPP, fuga de capitais, corrupção, só pode entender-se como líder sem vergonha na cara e desprovido de qualquer pensamento crítico. Houve uma época, em que a palavra tinha validade de lei. Homem honra a sua palavra. Era a medida da honra pessoal. Passos Coelho mentiu em toda a linha e, portanto, desce à condição de homem sem palavra. O cidadão português médio, não fundamentalista, considera-o como um simples figurante, casmurro, uma peça descartável da Troika, e tardiamente apontado de relativa incompetência pelo responsável-mor do Reino. Só que o responsável actor também é digno de registo.

  Pergunta simples: Que relação existe entre o BPN e o cidadão comum a quem apresentam a factura?O cidadão comum paga a conta dos desvarios de certos amigos de peito (Fig.3). Será que o actor-mor desta tragédia portuguesa, nunca se apercebeu de nenhuma operação ou afloramento de fenómenos obscuros ocorridos em Portugal?  Sentenças proferidas pelos tribunais, procuram-se. Por acaso, o cidadão C. Silva ignorava a actividade do BPN, quando por lá andavam alguns dos seus predilectos?
Fig.3
Há uma maioria no Parlamento,  segundo afirma P. Coelho, mas o povo português sabe que manifestamente o PM  não sabe pilotar submarinos nem veículos Pandur. De submarinos, conversa curta.Eleger homens verticais para a governação do país passa-lhe à margem. Ora o PM  dá, ao cidadão comum, a visibilidade esconsa da sua nebulosa ideologia. Como se resolve a questão do BPN? Entrega o BPN ao  desbarato por 40 milhões € e recebe facturas mais elevadas para apresentar ao povo. Na resolução dos contratos swap segue a mesmo raciocínio brilhante. Mete a raposa no galinheiro (governo). O povo sabe, dos imbróglios dos periscópios, que ora vêm ao de cima ora mergulham no oceano e não se deixa enganar, que o PM não está à altura da crise. A implosão do governo, com o detonador Portas à cabeça, pôs em evidência a fragilidade do governo. A delegação de poderes em P.Portas poderá ser um presente envenenado para o dito, mas não acresce inteligência ao inócuo PM. O povo não vive de fantasias, nem de um governo de tropa fandanga - comentador TV dixit. Existem no governo, apesar de tudo, 
honrosas excepções, acrescento eu. 

A situação política actual é escaldante, perigosa e volátil, a todos se exigindo responsabilidade. Tudo o que se escreva é, antecipadamente, desactualizado. Por isso, o importante é o conhecimento das causas. Na linha da frente: Cavaco, Passos Coelho, Portas, partidos da oposição e parceiros sociais. Fernando Torquaz, livre de partidos obsoletos, sedes de ambição desmesurada, antro de tachos políticos, pre-câmara dos jotistas dirigentes, inaptos negociadores de contratos, palco de figurantes menores, refúgio de comentadores fundamentalistas, propagandistas de benesses, não acredita nas falsas promessas dos actores cómicos apontados. As fotos instantâneas dos vários personagens citados [V. Figs 1,2,3]  revelam, num só instante, mais do que todas as tretas propaladas ao longo do tempo, período eleitoral, futuros risonhos, paraísos ao virar da esquina. Que nem o ministro da propaganda consegue dissimular. O povo quer bifes na mesa, não briefings !
  • Na tormenta política, aparece Vitor Gaspar com uma carta de demissão pública, visando criticamente um P.M. impreparado para o cargo e citando uma guerra surda de alecrim e manjerona (Paulo Portas-V.Gaspar). Veja a sua carta de demissão aqui, e core-se de rubor. Reconhece o falhanço completo da sua teoria auto-destrutiva baseada na austeridade, sendo o próprio o mentor da sua  máxima responsabilidade pela implementação. Que dirão da sua política:
    • Os 450 000 desempregados! 
    • A indústria e o comércio arruinados!
    • A brutal queda de rendimento das famílias, por fiscalidade excessiva
    • A equação, na sua fórmula simplista, do PIB=C+I+Nx ![C: consumo privado; I: Despesa total ref.a capital; Nx= (Exportações-Importações)] em que :
      • Consumo interno reduzido ao mínimo devido à austeridade!
      • I : Juros de empréstimos e dívida
      • Ligeiro crescimento,à custa de diminuição das importações (maquinaria, etc,...)
    • Os teóricos de gabinete, com a análise errada do artigoRR em que também se baseou para a fundamentação da política de austeridade como via única para a resolução dos problemas financeiros do país!
    • {Conclusão de V. Gaspar : Falhanço completo da linha de austeridade}
      • Consequências: Défice 10,6 % (1º. T 2013, dívida pública a 127 % PIB) 
        •  Novo resgate camuflado à vista! Não disse, mas é o que se espera!
    • {Conclusão popular: O esmagamento da classe média em termos fiscais e cortes vários foi completamente desbaratado pelos subsídios de desemprego,consequência da destruição do tecido económico e industrial! Destruição do tecido social e empobrecimento geral!
      • Consequência prevista: Descalabro total, sendo responsáveis os Políticos incendiários! Impunidade dos políticos!
  • Fica um ponto positivo, assume parte dos seus erros. Nos tempos que correm, já é alguma coisa! Mas regressando ao seu posto temporário do Banco de Portugal, não fica a conhecer a angústia do desempregado e as consequências nefastas da sua trituradora teoria da austeridade,  e quando chegar o tacho final europeu, os seres humanos voltarão,de novo, a simples números de economista. Au revoir! Auf viedersehen!
  • Concluído o primeiro acto da demissão de V.Gaspar, segue-se, sem intervalo digno de registo, o segundo pela mão de Paulo Portas. Consciente da gravidade da situação económico-financeira descrita por V. Gaspar, O Paulo das feiras e beijocas sonantes abandona o barco, sem qualquer consideração pelos portugueses e, à medida do seu ego, apresenta uma demissão irrevogável. Mas tudo se compra e se vende, nem que seja através de uma reconsideração forçada, com subida na hierarquia do estado (vice-PM) e mão nas finanças e economia.Tudo negociado com o subalterno Passos Coelho. Este último, lavando as suas mãos como Pilatos, vislumbra uma réstea de esperança em salvar a sua própria pele, a coberto da Presidência da República. Bonito de se ver, não fora a factura apresentada pelos mercados.A subida dos juros nos mercados têm um responsável: O Paulo Portas irrevogável. Ficou, claramente registado, o acto impensado de P. Portas, na súbita subida das taxas de juros e da perda em bolsa, estabelecendo-se sem qualquer margem para dúvidas  do princípio da causa-efeito. Serenados os mercados, diz-se, os factos são claros [Graf. 4].
  •  Paulo Portas cometeu um erro básico. Na opereta, Escreveu "irrevogável" em vez de usar outros média onde a pronúncia podia ser interpretada como " e revogável". Azar!
    • Conclusão popular :Quem vai pagar a factura? Resposta: os mesmos de sempre. Até quando o povo português tem que ficar sujeito a estes actores? Num estado de direito normal, teria direito a demissão fulminante, sem apelo nem agravo.
      • Homem sem palavra, é homem sem honra . 
      • Que sentido tem" A moção de censura transformou-se numa moção de confiança". P. Portas, dixit!
      • Reconhece a versão popular que a sua aversão à nomeada Ministra das Finanças, sucessora de V.Gaspar, alguma coisa trouxe de positivo.
        • Ao não comunicar a sua demissão, em tempo oportuno, ao P. República, Cavaco apresentou-se na tomada de posse da Ministra das Finanças como verdadeiro actor, no sentido dado pelo comentador Sousa Tavares ao cidadão Cavaco.
          • Obrigou a estalar o verniz, e em pleno desenrolar desta peça teatral, os actores revelaram as suas reais características e especificidades. Malabarismo e riso puro.Tragicomédia, à portuguesa. Seria divertido, com riso descontrolado assegurado, se a factura não fosse apresentada. O riso vai converter-se em lágrimas. Austeridade acrescida para os mesmos de sempre.
A recém chegada ao poder-Ministra das Finanças vem acompanhada da dança dos swaps. Estes swaps abriram uma nova caixa de Pandora. De uma verba da ordem de 3 mil milhões de euro. Em cima da austeridade asfixiante. A pagar, como sempre, pelos mesmos.Os swaps são contratos de risco (ou não), baseados em modelos matemáticos, e de natureza quantitativa. Veja-se, por exemplo,o sítio indicado para aferir da complexidade do(s) modelo(s) clicando aqui. Os brilhantes jotistas e afiliados do PSD e PS, os negociadores de swaps, futuristas do nada, assinam contratos com bancos, sem conhecimento de causa nem as implicações envolvidas. Cordeirinhos,  dormindo tranquilamente  em campo de negociantes engravatados e sabichões da Banca. Tudo leva a crer que estes gestores não passavam de meros intermediários na venda e compra de brinquedos perigosos. Mais outro folhetim.  Outro pantanal. O partido PSD achou por bem empurrar todas as responsabilidades ao Governo de Sócrates, e como o PM não sabe do que fala, viu os seus secretários de Estado cercados pelas chamas. Virou-se o feitiço contra o feiticeiro. Como os políticos devem ser avaliados com exigência e rigor, em domínios da sua competência mais uma vez se revelou que o critério politico cede lugar à verdade. Veja-se o discurso laudatório e submisso do deputado por Bragança, A. Silva. Em vez de alinhar nesse discurso, devia ter esclarecido em que consistem os swaps e mostrar (demonstrando) os valores quantitativos, derivados dos contratos. O cidadão português e, qualquer estudante que se preze sabe, que a matemática é assunto melindroso. O cidadão comum não tem obrigação de conhecer estes instrumentos, embora o politico tenha que ter outro domínio do assunto. Embora seja tempo de férias, a melodia wagneriana dos swaps, sendo um assunto pesado para o Governo, e sobretudo para nós cidadãos pagantes, vai ter que ser cantada até ao fim. Até os peritos em swaps indicarem, até ao cêntimo, as pautas que assinaram. Deixam-se aqui alguns tópicos sobre o assunto:
a) Mastering Financial Mathematics in Microsoft Excel, Alastair L., Cap. 8 - Swaps, Cap. 9 Forward Interest Rates (pags. 100-138).
b) Concepção de instrumento swap, do Banco J. P. Morgan. (Clique aqui, como um exemplo, entre vários outros)
c) Há informações detidas pelos bancos que não são do domínio público e, portanto, torna-se difícil mas não impossível  reproduzir as contas para cabal esclarecimento da verdade. Nos swaps tóxicos, até se fala em cláusulas secretas. A todos os governantes envolvidos nestes instrumentos deve ser exigida a correspondente demonstração do seu grau de responsabilidade.
d) Os media portugueses prolongam a melodia, mas são incapazes de colocar nas TV ou na imprensa escrita um contrato assinado. O cidadão comum poderia ver com os seus próprios olhos e não na prosa sectária da partidarite aguda, transformada em clubite pura.

Claro está que se um adepto anónimo de um clube vermelho não admite sequer qualquer argumento aos verdes e aos azuis,então este adepto manipula, apenas, a irracionalidade. Se as eleições se basearem na irracionalidade pura, baseada no clubismo partidário de origem, então nada vale a pena. Abismo político, à vista.

Finalmente, surge outro actor político. O PR deste principado, com permissão de um outro príncipe virtual madeirense, de porte duvidoso, para ir às Selvagens. Um líder político, neste caso o PR é o último baluarte da defesa de um povo. Este povo, acossado pelo falhanço da política seguida por Passos Coelho (Gaspar escreveu!), da perfídia de Paulo Portas brincando com o povo com uma demissão à medida do seu ego, da negociata Passos Coelho-Paulo Portas, decide intervir com um atraso de dois anos, em sentença tipo salomónico, confusa e contraproducente. Juntou mais lenha à fogueira,   visando o Partido Socialista e criando ainda mais instabilidade e incerteza no povo português, defendendo-se a si próprio de acusações pertinentes.  Esqueceu que o governo PSD/CDS foi por ele apadrinhado, permitiu humilhações sucessivas ao PS e não previu o que iria ser fatal: deixar o PS em roda livre durante dois anos, à margem do memorando. Surgiram avaliações e o PR acordou na 7ª avaliação e na carta de demissão do virtual PM - Vitor Gaspar. Veio, com dois anos de atraso, forçar um entendimento, após um divórcio de ideias há muito consumado e, sobretudo, a alijar a responsabilidade do falhanço da política Passos Coelho-Victor Gaspar e da responsabilidade do previsível segundo resgate, em perspectiva acentuada pela crise intestina Passos Coelho-Portas. 

Quando um PR fala de " compromisso de salvação nacional", e ignora 20% dos portugueses, só pode tomar-se como brincadeira de mau gosto. Percebe-se a intenção de necessidade de mostrar serviço como PR, de atingir o Partido Socialista, de alijar culpas próprias para a falta de acordo entre os partidos do arco do poder, da fuga constante da sua responsabilidade como fautor de estabilidade política, com vista a um imperativo nacional: Livrar-nos da troika na data acertada (2014), controlo efectivo da dívida e do défice. O PR, ao apadrinhar o governo ineficaz PSD/CDS é co-responsável pela austeridade excessiva com os números dramáticos do desemprego (18%), da destruição da economia, com o défice a 10% (1º.T/2013) e o aumento da dívida para um nível assustador (127% PIB). A cobertura declarada a um PM, do seu partido, incompetente e destruidor do sonho de um país, esbanjador dos sacrifícios de muitos portugueses, submisso perante os fortes do mundo financeiro e dos credores, e carrasco dos desempregados, dos reformados   e, de modo generalizado, do empobrecimento de grande parte da população portuguesa arrasta a figura do PR para o lamaçal político actual. 
 Pode divagar o PR nos seus considerandos, não procure fazer esquecer a implosão governativa, revelada com cristalina pureza na palhaçada dos últimos dias, com a espoleta activada pela demissão complexa de Paulo Portas, de que certamente terá tido conhecimento. Qualquer português consciente sabe, de antemão, que há um Orçamento de Estado 2014, e a austeridade excessiva se sucederá austeridade gigantesca. Explique ou faça explicar ao PM do corte adicional de 4 mil milhões de euros!  A governação falhada, de acordo com V.Gaspar, leva o PM  a escrever cartas à Troika para reparar os erros governamentais.Os mercados e a troika (credores) não perdoam, e o PR assiste ao espectáculo, impávido e sereno. A música de fundo do crescimento e  diminuição do desemprego  anestesia, mas não altera a realidade. A conversa mole da solidez do governo recauchutado, do diálogo que sempre enjeitou, etc ... não convence nem sequer os passarinhos. O PSD reage com coligação coesa e sólida! Poupem os portugueses! Onde estão os homens responsáveis e sérios dessa área partidária?

O povo português tem cumprido, com exemplar estoicismo, uma crise que,em grande parte, não lhe pode ser assacada e chegará o dia em que terá que dizer basta a um PM, inqualificável! O zigue-zaguear do PR conduziu a um beco sem saída e, infelizmente, nada de bom se perspectiva. O povo está cercado, pelos impostos e pela classe política. As eleições também nada resolvem. Fala ao país, com uma mão cheia de nada, de modo redundante e inconsequente. O roteiro da Grécia está traçado pela mão de um jotinha PSD, sem passado nem futuro. Sócrates, que não o filósofo, tem muitas responsabilidades no cartório, mas as suas responsabilidades hão-de derivar do modelo matemático dos swaps, assinado por gestores e a quem a responsabilidade deve ser exigida. Que responsabilidade têm os funcionários públicos, pensionistas e reformados da incompetência destes gestores swap, de gravatas finas e shampos sofisticados? A ministra das Finanças, a do mente não mentindo, ou da variante, não mentindo mente, deveria ter apresentado como sua legitima defesa os cálculos dos contratos por ela assinados e as cláusulas do respectivo contrato (Quem as conhece?) e demonstrar que havia: lucro, prejuízo, ou montantes irrelevantes  para as empresas envolvidas. Por acaso não assinou contratos? Então qual o espanto? A reprodução das contas, por centenas de cidadãos capazes de as reproduzir, dar-lhe iam o aval e crédito necessário a um Ministro das Finanças. Os media, que têm outras vias e meios para arranjar cópias dos contratos assinados, debita alegremente prosa e conversas infindáveis sobre o tema, mas expor esses contratos nas TV ou na imprensa escrita isso não fazem.  Tudo isto se transformou num big brother. Por isso, os políticos andam em roda livre e o simples parecer político, laudatório e submisso, lhes basta. E a atribuição de responsabilidades vagueia, erraticamente,  por aí.

Os cidadãos entenderam a austeridade, aceitaram-na tacitamente e, na esperança de superação da crise, submeteram-se a ela. O PM mentiu, desde a imbecil frase de "os portugueses viveram acima das suas posses " com vista à espoliação salarial, ao roubo das pensões de reforma, ao ataque da ordem constitucional instituída. O PM não defende o povo português, é um gélido ignorante dos perigos reais da globalização e do seu escondido motor : o domínio do mundo financeiro sobre as nações.

Grécia e Portugal - Que destino?
É um seguidor canhestro e inculto da teoria neoliberal, como se pode sempre esperar de um jotinha colador de cartazes.  Com semelhante piloto ao leme, o rumo está infernalmente traçado. O cenário é dantesco. Depois de conduzir ao abismo actual, baseado numa má solução dum problema real criado por outros e que culminou no memorando, vem agora falar em virar de página para a economia e emprego. Balelas da treta.
Fernando Torquaz deixa aqui, o roteiro da pauta grega, leia-se em grego (πορτuγuεσα). O povo português deve proceder à tradução da versão portuguesa e  desconfiar dos vários jotas que por aí circulam. Qual o significado do selo de garantia de Passos Coelho? O "PM" garante ! Garante o quê?  O PR tem garantia absoluta do PM? Garantia de quê? É o circo na sua plenitude!
Esperemos pela confirmação do desastre das avaliações seguintes, a começar pela 8ª, e a prova de fogo do OE_2014.
Que alternativa real oferece um PS, liderado por um outro jota sem vivência e tarimba fora do partido? É que os portugueses começam a exigir conteúdo. Não ignorem, porém, os jotas do PSD o descalabro a que sujeitam o país e a responsabilidade que é da sua própria governação. Não há mais contemplações. A fuga fácil para a culpa de outros e a aniquilação dos reformados, como contrapartida aos dançadores de swaps não colhe.
Fernando Torquaz deseja ardentemente que esta prosa possa estar errada do principio ao fim. Seria, certamente a dissipação da escuridão que nos tolhe a alma portuguesa  e a recuperação ténue da visão, clara, independente e soberana. Teme que seja uma miragem, pelo percurso seguido. Por este andar, um segundo resgate está na calha, consequência directa da incompetente parceria do trio austero  PC-PP-CS. Adivinhe os vértices do triângulo político. A geografia não mente e o domínio espacial do descalabro é Portugal. Fernando Torquaz, por natureza avesso a crendices, bruxarias, aparições divinas ou destinos fatais, olha simplesmente para o roteiro grego (V.Figura acima). A prosa já vai longa, remetendo-se o leitor que domina o inglês para o texto original. Ao de leve, deixa-se aqui as consequências imediatas da saída do euro, traduzidas em português: "Tormenta nos ditos mercados; perdas  gigantescas do BCE; implosão política na Alemanha pela recusa alemã  de novos financiamentos a Espanha e Itália; recessão europeia pela incerteza do euro;  créditos perdidos emprestados à Grécia; destruição da Grécia (descida do nível de vida próxima de 80%); colapso da indústria hoteleira grega ; o comércio destruído; a depreciação brutal da da nova moeda (dracma) ; as facturas a pagar, ainda em euro, levariam o povo grego ao colapso social e a turbulência generalizada. A tradução para português é óbvia.


Conclusão: Fernando Torquaz , cidadão comum, distante da posição extremista do não pagámos e da balela do mirífico crescimento económico, vem seguindo esta política suicidária da austeridade excessiva (além da troika!) levada a cabo pela coligação PSD/CDS, que conduziu aos resultados óbvios da destruição maciça do tecido económico, da desagregação social, do agravamento fiscal, do descalabro financeiro em termos de défice e da dívida. A renegociação do défice e da dívida é a única saída, dificilima por certo. Se a Alemanha não acordar e a Europa brincar com o fogo, talvez reste apenas escolher o campo de batalha. Por experiência própria, a Alemanha nos seus constantes devaneios imperiais, forçou à escolha entre dois socialismos: o socialismo nazi alemão e derivados  e o socialismo comunista. E, após a humilhação da segunda grande derrota militar, recorreu à renegociação da dívida de guerra e certamente compreenderá o estado de alma de um povo atingido na sua honra e dignidade. A  dignidade da componente honesta do povo alemão nunca deverá ser esquecida.  Apesar de tudo, a Alemanha tem mantido um comportamento digno com Portugal, embora distante do lendário Willy Brandt. As promessas de uma Europa, progressiva e tolerante, arrastou Portugal para o euro, nunca tendo sido o povo consultado para tal. Lacunas democráticas.

Um PM de um Governo que aldraba uma vez, duas vezes, ...,  aldraba por indução! Moções de confiança?!  Comédia hilariante! União nacional? Sonhos maus?
Figura de estilo

Para os amantes de fotografia digital, fica para análise esta figura, de matriz salazarenta e a que o N. Crato deverá prestar atenção com operações baseadas na Álgebra matricial.  

O triângulo, de vértices em  Coelho-Portas-Silva, é um novo triângulo das Bermudas.

Antes de terminar e por se tratar de período estival, deixo aqui a alegria de viver do povo grego, representado pelo actor Anthony Quinn, (filme: Zorba o Grego), com música de Mikis Theodorakis, homem de causas. Na versão portuguesa da D. Pontes, aqui fica uma versão do Povo que lavas no rio. Este povo nunca viveu acima das suas posses, emigrou, enviou as suas remessas para os bancos, deu-lhes lucro, não especulou e resistiu a vida dura. Nem praticou swing, ou vendeu swaps. Pagou muitas auto-estradas transmontanas e, ironica mas objectivamente, ainda tem muito a reclamar: desenvolvimento, saúde e ensino. Só um  manta rota, sem vivência, não percebe. Boas férias e para aqueles que não conseguem atingir a dita cuja  praia, porque não ficar pela Comporta, na casa da tia rica Espírito Santo e brincar aos pobrezinhos?  

Grécia e Portugal, que destino?

A esperança de um povo de passado glorioso não pode deixar morrer o futuro por causa de um presente incerto, povoado de gnomos e figurantes menores. Ou a Europa das Catedrais e a tia rica (pelo trabalho e dignidade) Merkel transformam o espaço europeu numa Europa unida e solidária, ou o Mare nostrum acabará por desenhar um novo mapa europeu, porventura repetindo os sons estridentes do Canhão de Navarone.







sexta-feira, 14 de junho de 2013

AutárquicasVIMIOSO_2013

Eleições autárquicas - 2013 no concelho de  Vimioso !

Atravessando as pontes do rio Angueira ...

Discurso directo !

Há uma pergunta básica que todo o eleitor deve formular: O  que move tanta agitação política em torno das eleições autárquicas: freguesias, assembleias e Câmara Municipal? Qual a energia invisível que acende tal chama inflamatória e multicolor, de tantos candidatos à gestão das freguesias, assembleias e Câmara Municipal?
Em discurso directo, a gestão e controlo da verba municipal, que no caso do Munícipio de Vimioso ascende a cerca de quinze milhões de euros (15 000 000 €) /ano. [Orcamento_2013: 14 303 875,00 €]. No caso das freguesias, a luta pela conquista de lugares que dão acesso às verbas FFF (Fundos freguesias constantes do mapa XX do Orçamento de Estado OE_2013), que no caso de Angueira corresponde a 23 5758 €/ano e a Caçarelhos a importância de 31 167 €/ano. 
A verba FFF para Angueira é, aproximadamente, igual à de  Gimonde (Bragança) e à de Atenor (Miranda do Douro). De notar que muitas povoações de M. Douro estão ordenadas abaixo da verba recebida por Angueira.
A corrida aos lugares das Assembleias de Freguesia e à Assembleia Municipal aponta para a  influência do exercício do poder e ascendência local sobre os eleitores.
 Em regime democrático, se o fim último fosse um serviço prestado à comunidade e destinado ao bem e serviço público, nada haveria a opor. A realização do bem comum é uma tarefa nobre, se isenta de interesses difusos. Quando os interesses particulares sobrelevam o interesse público, o poder autárquico dá origem a opacidade nos actos decisórios e falta de transparência nos processos  de âmbito autárquico, quer ao nível de freguesia quer ao nível de Município. No caso extremo, o limite raia o fenómeno  da corrupção. Três exemplos, apenas, dos métodos usados pela ânsia de poder directo ou atribuível a outrem:
  • Câmara Municipal de Gaia
    • Carlos A.Amorim  - A conquista do bolo vale tudo!
  • Câmara Municipal de Cascais
    •  O mesmo fim estabelece ligações indirectas improváveis entre individuos (CDS /F. Amaral/P. Portas)
  •  Diário Notícias: 1 Jun 2013 - Autárquicas ... 
    •  ... os militantes que concorrem contra o partido ou apoiem outras candidadaturas devem continuar o seu " caminho por fora" e sair  de um PSD que " já não é o deles".
      • Os tachos são, apenas, para os correlegionários !
        • Obediência cega ao chefe de orquestra!
Os tempos irão ser duros e difíceis, não podendo haver contemplação ou displicência perante o poder político. Ao analizar este fenómeno, não move o autor qualquer animosidade contra qualquer membro eleito constante dos documentos citados. Mas as eleições não se resume à distribuição de lápis, canetas, chapéus,folclore e pandeiretas. Se isto é verdade, também é claro que se procura esclarecer certos factos para as próximas eleições autárquicas e elevar os eleitores ao nível de cidadão consciente e não mero transmissor de poder ou pau mandado. A teoria do bom aluno não deve funcionar, pois, afinal traduz uma demissão de independência e consciência soberana.  A caricatura do PM, como bom aluno, significa, afinal, servidão, pobreza e miséria!
 Os partidos políticos e os seus candidatos têm que mudar de rumo. A competência para o cargo é condição imperativa. Todos os agentes políticos deveriam ser submetidos a avaliação efectiva por Escolas  de Administração Pública. O PM evitaria ,assim, tantas dúvidas, que confessa ter sobre tão magnos problemas do país. As eleições, embora necessárias, não são, contudo, suficientes.
É paradigmático que um P.M. possa atingir o topo da hierarquia política, sem qualquer prova dada ou prestada na Administração Pública, sem qualquer actividade profissional relevante e com um percurso académico bastante irregular. É estranho que ninguém do PSD lhe tenha reconhecido qualidades como apto para exercício de uma qualquer Secretaria de Estado! Quiça aí residirá o recorrente ódio do PM aos funcionários públicos, reformados, professores e tutti quanti! A mensagem é clara: o PM só pode teorizar sobre os problemas graves que o país enfrenta numa plateia de fiéis seguidores, de bajulação fácil e de laudatórias garantidas nas distantes terras frias de Vila Real e Bragança. Imbecilidades, desejos, disposições de ânimo, visão fantasiosa e chantagista de um mundo novo. Não luta no campo de batalha das ideias e escolhe, é sabido, os seus imbecis pronunciamentos em espaços longínquos.  É a partidocracia retrógrada, em todo o seu esplendor.
É o estilo do Pedrito Dinamite, responsável directo e liquidador de 430 000 postos de trabalho, durante o ainda curto reinado de dois anos, inimigo dos trabalhadores, o gnomo da fixação obsessiva no funcionário público e nos reformados, o piloto do défice descontrolado,  da recessão continuada, do aumento da dívida ingovernável para o valor estratosférico de 130 % do PIB (1º. Sem-2013), do descontrolo do desemprego letal 17,8 % ! Da expulsão da juventude portuguesa para terras distantes, que sabem não ser a sua pátria. Retrato de uma mentalidade vazia, mas perigosa e cruel! As suas admiráveis virtualidades, defendidas nas redes sociais pelos apaniguados sem lei, encostam todas no cais dum neoliberalismo agressivo, destruidor de todo e qualquer serviço público. Quando não ficar pedra sobre pedra, será um fartar vilanagem, num far west sem  ordem nem lei! A destruição dos serviços públicos, dos CTT, da Caixa Geral de Depósitos e alguma migalha do sector público que mexa,  está na linha de mira. Privatizada a água, só falta aos portugueses pagar o próprio ar que respiram, transformados em escravos, da própria miséria. Ao imbecil Pedrito estará reservada uma cadeira de administrador  numa qualquer Sonangol. Ao Gasparzinho uma qualquer cadeira dourada europeia, preparada pelo padrinho alemão. Só que o futuro lhes destinará o epiteto de traidores ao seu povo, exterminadores crueis e insensíveis de uma pátria destruída. E a música ainda vai no adro! A incompetência apresenta a sua factura aos mesmos de sempre. Burro velho não tem solução.

Fernando Torquaz, obervador de miséria rasante, em tempos  já idos, não poupa no vocabulário, aliás bem polido, ao tiranete Passos Coelho que pela mera colocação de cartazes ocupa o cargo de PM e se arroga o direito de lançar à miséria e escravidão parte significativa dos seus concidadãos. O mínimo que se exige a Fernando Torquaz,  espírito libertário como o dum lince mas amante da verdade e da justiça, dar a sua opinião descomprometida e fora de partidocracias asfixiantes.  Compete aos membros esclarecidos do PSD mostrar-lhe a ignorância revelada, as fraquezas evidentes do Pedrito face-bookista, a ingovernabiilidade da dívida astronómica -  consequência dos devaneios do gnomo celta Gasparzinho. O homem dos bosques foi chamado para controlar o defice e a dívida. Falhou o PM e já só mendiga caridadezinha perante o seu protector alemão. Regressa com a teoria do sucesso, para o país amordaçado que o Pedrito enganou, de modo vil, com voz de falso soprano. Voz de um bardo. Um povo não se submete! O FMI vem, agora, admitir a insustentâvel evidência do fracasso da austeridade extrema aplicada à Grécia (descansem que para Portugal não há referência !) e os pardacentos governantes europeus actuais sacodem a água do capote. Um PM, o tal Pedrito que nunca atingiu a maioridade, defensor de todo um povo deveria ter-se batido pela sua defesa, mas amanhã será encurralado pelas suas tibiezas perante os fortes e pelos actos continuados de maldade, cirurgicamente aplicada aos de sempre:funcionários públicos e reformados. Já não restam grandes dúvidas de que um segundo resgate, de que a dupla Passos--Gaspar é responsável, está no horizonte de 2014. Encapotado num BCE qualquer, ou no pior dos casos, directo. O arrogante Gasparzinho continua na sua senda de mundo maravilhoso. A destruição de toda uma nação, com base num mundo novo neoliberal, globlizante, conduzida por um ignorante PM é, hoje em dia, clara para muitos portugueses. A perigosidade de um imbecil é evidente. As desculpas da sua ignorância não passarão. O alijar da sua responsabilidade como PM, para o Tribunal Constitucional e para a má negociação do memorando (e outras frases soltas se seguirão) não colhe junto da opinião pública, já que o povo é inteligente.
A austeridade imposta serve para pagar a dívida dos bancos, a corrupção BPN, as PPP, os maus contratos dos boys PSD, PS, CDS e outros ainda ignorados, das reformas douradas dos políticos - Presidente da Assembleia da República incluida, dos boys que gravitam em torno das empresas camarárias. Como está provado, o importante não é apreender os conceitos teóricos em Universidades Públicas de reconhecido mérito, mas os maniqueismos de processos não ministrados nessas Universidades. Assim, Fernando Torquaz (sugerindo,como sempre o filtro pessoal da informação), sugere a leitura de itens vários sobre como fazer e agir, nesta  ligação .
O PM - P. Coelho é o mesmo que se subordinou a um Relvas, que delineou uma Reforma Administrativa onde, apenas, freguesias indefesas foram eliminadas, sem qualquer critério ponderado, objectivo e justo. Tudo é possivel no mundo destes coladores de cartazes, intriguistas de profissão, empreendores exímios que gravitam em torno dos dinheiros da nação. Com a cumplicidade de muitos. Veja-se a defesa do falso licenciado Relvas e o perfilar dos apaniguados PSD.  E ficam as freguesias ainda  à mercê dos Presidentes da Câmara, em regime de transição,  para solene extinção ou junção de freguesias. A iniquidade da medida é evidente que não é o lado económico da situação financeira  actual que determina a sua extinção/fusão.  Mas a eleição do PM ao topo do poder governativo não é consequência de qualquer acto divino e angelical, mas o resultado da orgânica interna partidária do PSD, com a concelhia de Vimioso também na engrenagem.
Em primeiro lugar, todo o mapa de reordenamento final está errado. De entre todas as possibilidades de fusão/junção, a adoptada pela UTRAT é a pior e contraria os seus próprios preâmbulos para a necessidade de junção/fusão. 


Mapa freguesias Vimioso [original]
  Os ganhos com a fusão são muito reduzidos. Cite-se, por exemplo, um estudo sobre a reorganização administrativa em que se propõe duas divisões possíveis que não únicas e cuja conclusão aponta para os dois valores de poupança  calculados .

CASO_A - Poupança : 154 752,94 € [Apenas 4 freguesias]
Vimioso + outras; Argozelo; Carção; Santulhão


Junção Caso A -Quatro freguesias
CASO_B : 63 735,24 € [Apenas 8 freguesias/Figura não apresentada]
Fusao/Angueira-Avelanoso- Vale de Frades; Fusao:Cacarelhos-Vilar Seco; Fusao: Pinelo-Vimioso;Fusao: Campo de Viboras-Uva-Algoso;

Caso C: UTRAT

  • Fusão: Angueira-Caçarelhos
    • Fusão: Vilar de Frades-Serapicos-Avelanoso
        • Fusão: Campo de Viboras-Algoso-Uva
Foto modificada, com ilhotas
A proposta adoptada pela UTRAT (Caso C) nem sequer faz cálculos. Decisão à Relvas. Basta cálculo, a olho nu! Estilo do Pedrito Dinamite.
  • Foto modificada /Decisão Utrat.
    • Esta solução nunca foi proposta às populações
      • Esta proposta só foi aceite pelo PSD/CDS e rejeitada genericamente por todos os outros partidos.
          • Pelos vistos agora todos os partidos a consideram como facto consumado!
            • Todos os candidatos reclamam agora os votos dos mesmos que não foram tidos nem achados!
  • As fusões têm como consequência directa, a falta de representatividade directa de todas as freguesias na Assembleia Municipal
    •  Como já antes se verificava, não havia equidade na distribuição de verbas da CM e de projectos propostos, agora vai ainda piorar.
  • A freguesia de Vimioso absorveu a maioria dos fundos camarários (piscina, campo de futebol, parque de campismo, termas, arruamentos e habitação social entre outros), traduzindo-se no declinar de freguesias agora associadas/extintas.
    • Um viajante, peregrino em terras de ninguém,interroga-se. Para quê tanta iluminação para um parque de campismo quase deserto?
      • Não havia mais locais para a respectiva instalação? Talvez Angueira caisse mais devagar.
  • Fala-se na atribuição da exploração das Termas por privados. Estado gasta, privado ganha!
  • O património dos habitantes das freguesias extintas, desce ao nível de freguesias abandonadas. E não tem que ser assim. E os partidos ou são todos iguais ou são distintos. É altura de opções e rejeições.
    • Os votos conquistam-se, não se compram ou vendem em feiras, do pão, do gado, ou por via electrónica.
      • Neste último caso, se em leitura portuguesa, francesa ou qualquer língua eslava, tanto monta!
  • Os habitantes de Angueira perguntam : "O que vão fazer a Caçarelhos?"
    • Tomar um café com os amigos de Caçarelhos de longa data?
      • Prestar vassalagem e calcorrear os pedriços em taxi da região (leia-se burro mirandês) ?
        • No  finalmente, passar por Vimioso e regressar de novo  à origem?
  • Serão obrigados a construir uma sede para uma Junta de Freguesia sem edificio ?
    • Entregar a da JFA á Polícia na secção de perdidos e achados?
      • Falar com o novo Presidente da Junta por teleconferência?
          • Via Skype?
            • Via linha Sabor desactivada - linha do Douro?

 De notar que o importante não é a figura bonitinha, mas o manto que a cobre.Os interesses envolventes em torno das Câmaras Municipais ficaram intocáveis. As clientelas aplaudem, acatam ou aceitam submissos a extinção de freguesias sem mandato para tal, mas defendem a manutenção dos seus municipios, quais fortalezas inexpugnáveis. Obedecem conformados ao supremo relvas, tomando partido e desprezando as populações das freguesias indefesas. Não é só o poder político lisboeta que é responsável pela extinção/fusão de freguesias. O poder local também. A imprensa (Nordeste) referiu certo posicionamento vertical da Câmara Municipal de Vimioso perante o poder central. Fernando Torquaz viu, com agrado este facto, e ao consultar mais em detalhe este facto acaba por registar a posição da concelhia de Vimioso perante a eleição do Pedrito. Ajudaram a criar um dirigente inócuo, sem conteúdo.  Autárquicas e Legislativas são faces de uma mesma falsa moeda.
Os fogachos do Relvas foram mais outra vez atingidos pelo Tribunal Constitucional,  na orgânica das estruturas intermunicipais CIM. A estrutura CIM -TM já era palco de divisões internas.  O Tribunal Constitucional chumbou o Pobre Passos que na sua persporrência, casmurrice e arrogância leva o diploma à Assembleia da Républica para correcção, aprés une fois de plus avoir ratté l´examen ! O Orçamento da Câmara de Vimioso envolve rubricas bem mais pesadas do que as envolvidas num estudo previsional da Universidade do Minho sobre o tema de reordenamento do mapa autárquico.  A extinção/ fusão das freguesias, abandonadas à sua sorte, reclamam agora uma reflexão dos artistas da celebração das autárquicas. E uma resposta de todos os partidos. O folclore da festa do pão no cenário de Caçarelhos não basta. Caça do voto é uma coisa, distinta é a resposta quantificada a problemas reais.
Para citar alguns exemplos, veja-se o documento Despesa Pública de Vimioso, cliclando em Despesa Publica C.VIMIOSO . As verbas envolvidas nos vários contratos, por concurso público ou por ajuste directo são, no mínimo perturbadoras. Como cereja no topo do bolo, este site foi, entretanto desactivado. Fica aqui o registo, para que conste. Nota-se um investimento pesado na freguesia de Vimioso, em detrimento de todas as outras freguesias. Entre estas, também não é claro se a equidade entre freguesias foi assegurada ao longo do tempo.
 
 Qualquer peregrino, perdido por Angueira, pode verificar o estado deplorável de alguns arruamentos (por ex. Igreja- Capela Sayago),  o abandono completo da Etar e zona envolvente - Lugar da salina, a inexistência de ordem municipal manifestada na privatizaqção do cruzeiro da Costa, ou nas construções tortuosas existentes nos baldios (eiras) mantidas como espaço público durante séculos.  O rio, principal motivo de atração, poluído até à exaustão.
 Citemos apenas alguns casos de rentabilidade duvidosa localizados na freguesia de Vimioso, onde foram gastas verbas consideráveis, e que manifestamente não têm paralelo em aplicações das aldeias::
  • Construção do campo de futebol
    • Construção das piscinas municipais
      • Construção do Parque de Campismo
        • Construção das Termas da Terronha [cerca de 2 milhões €, do Orc.Camarário/NoticiasNordeste 26-05-2013]
          • Rotundas e rotundazinhas em Vimioso
Os interesses difusos existentes no domínio local podem vêr-se através das actas da Assembleia Municipal de Vimioso, clicando aqui no sítio da Câmara Municipal de Vimioso.
Regressemos, de novo, à Terra Fria Transmontana, após o traçado do perfil do mandarim Pedrito. Um abaixo assinado com 80 assinaturas, de naturais/residentes de Angueira, insurgiu-se contra a maneira maniqueista como tudo se desenrolou. Abrange um vasto leque de habitantes, independente de qualquer ideologia, religião ou actividade profissional. Muitas outras assinaturas não constam da lista, pela pressão do tempo, havendo também recusas em número insignificante, por opção pessoal e em plena liberdade.
Os candidatos autárquicos têm que responder pela posição assumida durante o processo. A posição das 80 assinaturas do documento exige uma posição clara sobre o assunto.
A Assembleia Municipal de Vimioso tomou a posição mais cómoda sobre o assunto, por oposição à da Assembleia Municipal de Miranda do Douro que aprovou por unanimidade uma proposta de rejeição.  A Câmara Municipal de Vimioso insurgiu-se certa vez, como se referiu, e de acordo com a Imprensa [Jornal Nordeste-Vimioso protesta, de 13-03-2012],  contra o Governo centralista de Lisboa liderado por Passos Coelho. Perante tal atitude,  pensou erradamente Fernando Torquaz, que havia gente capaz de enfrentar um governo, a favor das populações locais. Enganou-se. Afinal a Câmara de Vimioso apenas protestava, com certeira razão, contra o encerramento de alguns serviços em Vimioso. Ainda de acordo com a imprensa e por confissão dos próprios,  gente do PSD de Vimioso contribui fortemente com o seu voto para a eleição do chefe Passos, fazendo questão de salientar os factos. Dito pelos próprios à Imprensa. De onde se conclui que , apesar das evidencias do facto,  a nordeste nada de novo.
O argumento de que o resultado poderá vir a ser o mesmo (isto é: fusão de freguesias, tal como proposto pela UTRAT) não colhe, pois há uma diferença caracteristica fundamental de base: enquanto uns morrem de pé, ao lado das populações, os outros não. Na vida, há opções e a escrita faz-se com vencedores e vencidos. Angueira, apesar de tudo, sobrevive pelo menos há 2200 anos e será necessário encontrar outra resposta que não esta.
Há quem questione a própria existência de Vimioso, enquanto unidade administrativa independente. Basta recorrer à postura da AMV para com as freguesias associadas, para extinguir o municipio de Vimioso.
Feita uma pequena sondagem a alguns eleitores sobre o montante da receita e despesa orçamentada para  o Municipio de Vimioso, e a resposta invariável foi: não sei. Como o dinheiro é dos cidadãos portugueses, veja no ficheiro acima indicado, a despesa orçamentada para o ano corrente 2013. Ora, o não saber tem causas e também consequências e, de acordo com o aforismo popular em terra de cegos quem tem um olho é rei! Os fregueses não devem deixar-se enganar. Perguntas directas, respostas com conteúdo. Na atribuição dos poderes do Presidente da Câmara encontra-se a área da informática e, com verbas diminutas, seria possível manter um contacto com todas as populações.

A cobertura da televisão portuguesa da  RTP em Angueira faz parte da negligência da defesa das populações. A história da Televisão Digital Terrestre TDT, em Angueira, é a versão antecipada do destino da televisão grega. Qual o custo individual exigido  para garantir 4x canais de conteúdo folclórico?

Conclusão:
Fernando Torquaz, viajante de muitas andanças, não se revê num PM impreparado para o cargo, mas divinificado por uma pleiade de anjinhos. O Pedrito merece uma reforma antecipada, como guardião do túnel do Marão, e com um ordenado mínimo não garantido, sujeito ao além troika.  A  marcação das eleições das autárquicas para Setembro-2013 revela o processo chão de uma cabeça vazia. Digno de um exorcista, expurgador da tentação republicana do 5 Outubro. Confiemos, pois, na natureza celestial dos fenómenos actuais, apontados por um PR amorfo e fatimista, revelados por três pastorinhos, garbosos no seu ofício de palradores do reino, escondidos pelos canais privados que o povo não vê. Esqueçamos, pois, o massacre orientado de alguns, o desemprego em massa, as falências anunciadas, as off-shores,  o pagamento das dívidas das excelsas câmaras municipais, os pobres perdulários do BPN, os pobres corruptos vítimas da crise, os benevolentes juízes, o défice e a dívida pública.
Claramente, o video  completo de João Botelho  (51 minutos) sobre o  nordeste transmontano ainda há-de tornar-se no império do sonho celta. Onde o trabalho, físico e intelectual, há-de acabar com a fantasia dos sábios que tudo pensam  saber , mas que os gnomos ainda povoam de mêdo e de incerteza.Oh Catarina, este território ainda é povoado por muito frayle malandro!

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Falácia do jogador de casino ...

O Tribunal Constitucional no seu acordão nº.187/2013 veio dizer de sua justiça sobre o Orçamento de Estado OE_2013. Pronunciamento similar havia sido feito através do acordão 353/2012 sobre o OE_2012.

Dado que o actual momento político é de extrema gravidade e cada cidadão é moralmente obrigado a participar no debate cívico, o autor destas linhas pretende dar a sua versão, autónoma, dos factos económicos sem qualquer tipo de vinculação dos seus leitores. A crítica e insatisfação relativas às posições da miriade de comentadores TV, supostos oriundos duma área de formação básica em economia ou finanças, ao que  acresce  uma frustante falta de explicação de factos relevantes  pela incompetência política de um Primeiro Ministro leva à procura de respostas às questões cruciais do momento politico em artigos, opiniões e jornais estrangeiros.  O Primeiro Ministro, no qual muitos eleitores portugueses delegarem o poder do seu voto numa base de um programa de governo não cumprido e a ascensão ao poder sem prêvia garantia de competência para o lugar, deixou de ter a confiança da grande maioria dos portugueses.
O poder governamental não pode assentar num mentiroso primordial que renega os principios básicos em que a sua eleição foi possível. A governação não pode apenas assentar no respeito de um poder formal, delegado pelo povo (contagem de votos), mas também na presunção assumida da governança democrática permanente, balizada pela lei fundamental da Constituição da República actual e cuja alteração está prevista.

Em texto anterior (05/02/2013) - Dança das marionetas, destacaram-se os principais agentes envolvidos no OE_2013: Presidente da Républica e Governo Passos Coelho (PSD/CDS). De acordo com a maioria das TV, através dos clusters de estrelas comentadoras, o PR navega à vista e  ao não pedir a fiscalização preventiva, lavou as mãos como Pilatos. Prevê-se a continuação desta linha de acção até ao final do mandato. Os comentadores fundamentalistas pró-governo  passearam pelas nuvens como se de terra firme se tratasse. Explodem de raiva, agora, contra o acordão do TC tendo como expoente máximo o perturbado Passos. A falta de maturidade política da gestão de uma crise desta monta, leva-o a tomar o Tribunal Constitucional como segundo animal de estimação  para além da função pública e reformados, como fonte perversa do desastre económico a que conduziu este país. P. Coelho nunca admitirá os seus erros (defice 2012 -6,4% contra 4,5 % previsto; desemprego 16,9%; dívida 120 % PIB). Recessão de 1%  prevista para 2013, 2,.3 % rectificada pelo monocordico V. Gaspar. Dois anos de sacrifícios inuteis, suportados estoicamente pelos portugueses, embora não em doses iguais. A questão reside na confiança perdida num primeiro ministro impreparado, sem plano, sem estratégia válida e à revelia de pensamento democrático. A culpa atribuida ao seu antecessor no cargo: Sócrates não colhe. Socrates é, e tem que ser responsabilizado pelos seus actos nefastos. A partir do momento em que acedeu ao poder a resolução do problemas herdados é exclusivamente sua. O aumento do défice e da dívida 2012 é sua, tal como as previsiveis e monumentais derrapagens em 2013. O aprofundamento da recessão e a vísivel estratégia para o estancamento do defice, divida pública e desemprego falhou, como era previsivel. O operador de evolução do Gasparzinho estava e está errado. A rápida e  brutal , via fisco e confisco aos portugueses, do défice e o prometido paraíso do oásis já em 2013, falhou redondamente e, portanto à dupla Passos-Gaspar só resta acabar com o que ainda resta aplicar para a implosão do país. Tempos de chumbo, liderados por charlatães na antecâmara da demência governativa. Apadrinhados pelo P.R., aliás mergulhado num estado de hibernação profundo.

A ascensão de políticos ignorantes ao topo do poder do país, veio mostrar,à exaustão, que nunca mais os políticos poderão ser deixados a rédea solta. Os partidos políticos não podem mais funcionar como meros empregadores e distribuidores de prebendas a clientelas políticas e têm que ser escrutinados à lupa. O tempo de limpeza é longo e resistivo. Por certo, a perda das prebendas politiqueiras só se conseguirá pela luta do povo português.. É sabido que as prebendas irão ser defendidas com unhas e dentes pelos seus detentores e clientelas politicas pardacentas, começando pela luta dos dinossauros autárquicos que pretendem a manutenção eterna no poder: seabras, meneses e quejandos. Maior firmeza deve haver, ao nivel individual e colectivo, na prossecução de uma verdadeira justiça.  A governança de um país tem que submeter-se ao juizo dos Tribunais e estes têm que aplicar as leis com as consequências que tiver. Corruptos para a prisão, falsos licenciados  despromovidos, responsáveis universitários penalizados pelos absurdos das falsas licenciaturas, denúncias das universidades de ocasião, normas incontitucionais abolidas. Portanto, o Tribunal Constitucional, no gozo pleno da sua função, decidiu como inconstitucionais certas normas [deixando outras sob forte suspeita] .O P.Ministro em vez de chantagear, atirar culpas para o Tribunal Constitucional do descalabro financeiro a que ajudou a conduzir o país e à recessão profunda aprenda, de uma vez por todas, que a lei fundamental é para ser respeitada.  A lição vale também para V. Gaspar e como averbou dois chumbos consecutivas, a sua excelência extinguiu-se. Aplique-se mais na exigência reclamada pelos  portugueses: defice e dívidas estancados. Nâo serve o registo de caixeiro tipo troiko-germanico, apresentado. A decisão do TC envolve verbas da ordem de 1300 milhões €, equivalente a cerca de 0,6 % do PIB, em contra-ponto com os seus erros de previsão no défice 2012, sensivelmente um erro duas vezes o propalado pela verba do TC. Triste Passos que insiste em decisões políticas do TC sobre matérias económicas. Em primeiro lugar, os políticos não quiseram resolver o imbróglio tendencialmente perigoso do Gasparzinho. Provocantemente, pôs-se o ónus do imbróglio sobre as costas do Tribunal Constitucional. Este decide, pois a lei o obriga, e cereja no topo do bolo : Passos conclui que a maldição dos seus falhanços sucessivos é devida às decisões do Trribunal Constitucional. Nada aprende, como estudante falhado chumba uma vez, duas vezes, e continua na sua senda de mau aluno. Nunca o zurrar dum burro pode alcançar as plateias da ópera.

O trio P.Coelho-Relvas-V.Gaspar passou a duo. Relvas não foi rejeitado pela opinião pública por não ser licenciado, mas pelo simples facto da obtenção oportunistica de um título académico pela porta do cavalo e pelo insulto aos seus colegas estudantes esforçados, honestos que conquistam , por mérito próprio, um título académico em árdua luta intelectual e pelos professores exigentes, que mesmo na adversidade, mantém firmeza. Qualquer cidadão comum percebeu, desde o ínicio, a génese do problema. Excepto os fundamentalistas, escudados na diferente questão dos exames socráticos. Finalmente, deve exigir-se que todos estes casos possam ser analizados, discutidos e inspecionados ao pormenor. Aguarda-se, com ansiedade, a lista dos putativos políticos com diplomas coloridos. Relvas partiu, mas ficaram as sombras e  penumbras da RTP , da pressão sobre a imprensa  e da reforma administrativa. A ANAFRE assevera que o boicote às autárquicas 2013 está na mesa. Genial Relvas!  Ponderosa governação autárquica esta, na medida em que estarão envolvidos apenas 6 milhões €, se toca na parte fraca e  a associação de Câmaras e empresas municipais passam, impunes, pelas gotas da chuva...
O mentiroso mor recorre  à falácia do jogador de casino. Na expectactiva de diferente decisão do TC sobre o OE_2013, o executivo P.Coelho tenta de novo  (OE-2012 com pequena modificação) esperando, agora a constitucionalidade das mesmas normas  e, portanto, de sentido oposto. Aí está o seu equivoco, com a consequência lógica da embrulhada que agora criou. A resposta virulenta sobre os cortes anunciados deriva da sua própria falácia e, como é timbre deste perdedor a ameaça da falta de dinheiro é, de novo uma arma de arremesso, chantagem, punição e castigo contra os mesmos de sempre. Sem novidade. É tempo de enfrentar a crise com jogadores políticos, sérios e cultos. Fernando Torquaz não ignora as dificuldades hercúleas de um governante, mas não pactua com falácias e mentiras. Este PM mostrou não estar à altura do presente.  O responsável mor do reino, se o seu reino não fosse espiritual, puxava dos galões de supremo magistrado da nação, evitaria a tragédia anunciada da dupla além-troikista P.Coelho-V.Gaspar e assumia a liderança de um governo de abrangência política e social alargada. A sua bênção, derramada sobre uma austeridade inconsequente mas letal, condu-lo à junção de responsabilidades, presentes e passadas.
Em conclusão: o TC produziu um acordão de técnica jurídica, tout court, e a trapalhada criada é da exclusiva responsabilidade do governo P.Coelho, à qual deve acrescer a inacção do PR. E, pelo já visto, a acção do PR é, manifestamente, de carácter celestial ...

A governação de um país, baseada na falácia e na incompetência, afecta sobretudo a  componente mais debilitada da população e acarreta muita despesa e sacríficios inúteis. A resolução de problemas complexos assenta na sua simplificação, em termos de problemas menores e, em princípio de solução mais fácil. P. Coelho, como era espectável, devia ter esclarecido completamente os buracos financeiros do país dizendo toda a verdade e, duma assentada, vincular o PS e outros partidos em medidas convenientemente discutidas e concertadas para sua implementação. Fanfarrão e arrogante, atirou sobre os portugueses (viveram acima das suas posses!), não explicou as causas por ignorância, medo ou incompetência, dividiu os portugueses entre sector público e privado, alvejou sem apelo nem agravo toda a máquina estatal, impôs ao país uma agenda neoliberal, povoada de imbecis consultores e prebendas máximas. Piegas, clama agora pela colaboração dos portugueses. Revolve-se, agora, no pântano que, arrogantemente, construiu.  Inépcia, ignorância e fanfarronice levaram sofrimento, demasiado, aos frágeis portugueses. Povo inteligente como é, há muito que vê nas figuras do  PM e no seu ministro Gaspar,as imagens de mais dois membros da troika. A verborreia " não precisámos de mais tempo nem dinheiro" está  prestes a explodir. Receios fortes  há sobre um segundo resgate e quanto ao prazo de maturação da dívida, vai mendigá-lo já agora a Dublin! Prudência, certo, jogador de casino, não!. Fernando Torquaz, cidadão ponderado, viveu sempre ao nível das suas posses, é patriota, cumpriu as suas obrigações, não questiona o pagamento das dívidas do país ao estrangeiro, bate, porém, o pé aos endeusados mercados enquanto não expurgados de especuladores financeiros, denúncia de governos europeus oportunistas, banqueiros falsários,  bórgias das offshores,  magnatas acima da lei.
A crise portuguesa está bem patente na actualidade: cruel, mortífera e brutal. Porém, a origem da crise portuguesa (crise das dívidas soberanas) está longe de ter raizes neste pequeno jardim à beira mar plantado. Como a explicação  interna (media portugueses) é, nesta perspectiva claramente insuficiente apresenta-se o resultado de uma aprentação isenta apresentada sob a sigla da BBC. A mesma entidade, onde os portugueses procuravam informação fidedigna, em tempos de informação sonegada. Voltámos ao mesmíssimos tempos, agora sob a batuta da burrice de neoliberais. Fernando Torquaz , na esperança de construir um discurso coerente, vai procurar fazer um historial desta história, mal contada da dívida soberana. São indicadas as fontes originais da BBC. O texto é em inglês e, portanto, restritivo para quem não compreende o inglês.Todavia os gráficos podem ajudar a uma melhor compreensão.
Abaixo estão indicados os apontadores Web onde se poderá, de forma dinâmica, procurar a resposta para as várias questões. Assim, uma das perguntas básicas consiste em saber: Quem deve e  a quem?  Clicando em Portugal, verse-à o montante das dívidas (relativas a 11 de Novembro de 2011), e à  qual deve juntar-se a dívida contraída a partir daí.
Para a dívida portuguesa (clique aqui  em Dívida Portugal). Uma vez acedida a hiperligação , basta seleccionar o respectivo país e vêr os dados correspondentes (por ex. Greece, Ireland). As dívidass relevantes de PORTUGALsão essencialmente devidas aos países indicados:


Divida portuguesa (Nov.2011/Fonte BBC)

  • FRANÇA: €19.1 biliões
  • ESPANHA: €65.7 biliões
  • ITALIA: €2.9 biliõesn
  • ALEMANHA:: €26.6 biliões
  • Reino Unido: €18.9 biliões
  • ESTADOS UNIDOS: €3.9 biliões
Como facilmente se constata PORTUGAL deve 2.47 x mais a Espanha que à Alemanha, e está a arder com a Grécia em 7.5 biliões € (negociatas do BCP e outros). E a recapitalização dos Bancos é suportada pelo zé povinho! E os mostrengos que giravam à volta das naus nos tempos das descobertas marítimas, amedrontam agora em terra. Tragédia portuguesa.

Outros dados relevantes:

GDP(PIB): €0.2 triliões € 
  • Dívida externa  €0.4 triliões
  • Dívida externa/português:  €38 081
  • Dívida externa em % PIB =251%
  • Dívida Governo em termos do PIB=106%
  • Dívida privada  =145 %
  • Risco de DÌVIDA : ELEVADO
Após o resgate financeiro da Grécia, Irlanda e Portugal, já caiu na malha o Chipre, com perspectivas sombrias a pairar sobre  Espanha, Itália.e França. Caso a Espanha, França ou Itália venham a cair num resgate semelhante a Portugal, a zona euro implodirá. Filme digno de roleta russa. A falta de solaridade europeia, sobretudo pelos países do norte da Europa, é já manifesta. Porém, todo o sistema financeiro global está interligado e não é apenas uma crise regional da zona euro. Carregue nesta ligação  para obter o ficheiro seguinte.

  
Dívida entre nações

No gráfica seguinte, e de maneira análoga à de Portugal, pode observar-se a dívida da Alemanha. Uma análise mais aprofundada é necessária, onde a ditatura do número deve ceder ao compromisso com o cidadão. De facto, cada alemão deve mais que um cidadão português, porém estes possuem todos os meios para pagar as suas dívidas. Necessário se torna também  vêr os fluxos de capital entrados na Alemanha. Carregue aqui nesta ligação e tal como anteriormente seleccione o pais. . A destruição da indústria, agricultura, pescas e outras actividades portuguesas paga-se agora muito caro. A venda das empresas poruguesas (ANA, EDP, CIMPOR e outras constitui outra dose de cicuta gentilmente fornecida e proporcionada pela troika). È triste que responsáveis-mor do reino não tenham visto/ou não tenham querido vêr o que estava escrito nas estrelas. A transição para a área de serviços e da política de betão, ilusória e fantasista de uma época de fundos comunitários  lançou as bases do desemprego em massa, hoje observado., é consequência imediata dessa orientação política e tem um destino, responsável fácil de identificar: PR.

Dívida da Alemanha (Nov.2011)

Dado que se torna 
Apresenta-se, agora o trabalho referido da BBC onde se pode seleccionar cada país (clique aqui BBC) e  onde se pode observar a evolução do défice português no período entre  2000-2011. O resultado equivalente,envolvendo agora todos os paizes da zona euro pode ver-se

Deficit_Paises Europeus (1999-2011)_FonteBBC/Eurostat
A curva de Portugal corresponde à 5 curva, sendo a da Irlanda a mais pronunciada com pico em 2010.
Para os interessados, deixa-se um conjunto de ligações indicadas abaixo. Uma análise atenta, permite descodificar o que é dito por comentadores TV, encartados ou não, mas sempre é melhor a fonte original que as cópias. A discussão profunda destes temas passa, necessáriamente, pelos institutos de economias especializados, Eurostat, Banco de Portugal e  FMI, entre outros. Os dados são aqui apresentados, sem todavia, serem discutidos em termos críticos.

Vamos limitar este texto, já relativamente longo e mais denso que o normal. Visa todavia mostrar que as falácias do primeiro e os números do Gasparzinho podem ser contrariados, existindo outras alternativas. A verdade devia ter sido dita ao povo, e o massacre continuará se o duo P.Coelho-V.Gaspar não for despachado. Já está visto que o Presidente da Republica  não assume, as eleições pouco ou nada resolverão, os países europeus não ajudam os elos fracos da cadeia. No altar da UE serão imolados, sem apelo nem agravo, os países em estado economico-financeiro mais fracos (Portugal, Irlanda, Grecia, Chipre). O Gasparzinho assina as condições humilhantes de Chipre sobre depósitos bancários, atraiçoa a Irlanda que reclamava uma extensão do prazo para 15 anos, erra no OE_2012 (4,5-6,3%), vende a ANA e rasteirado pela Europa não se queixa, chumbado duas vezes pelo TC não aprende e bocifera sem razão: Não precisava de mais tempo e foi a Dublin receber 7 anos, é elogiado no estrangeiro, sendo manifestamente um carrasco para o povo português. Esconde na verdade um segundo resgate mas irá certamente ser mimado pela UE e pelo FMI pelos serviços relevantes prestados ao clube dos países ricos europeus e à finança mundial (mercados). É um instrumento e agente da destruição dum povo exangue pela austeridade. O esmagamento dos povos mais fracos, evita males mais danosos para as Franças, Alemanhas e Alemanhazinhas.  Entretanto, a sua pobre poesia não lhe permite vêr um país destroçado onde não ficará pedra sobre pedra..Se houvesse um Primeiro Ministro  a sério, estaria demitido o Gaspar, se houvesse um Presidente estaria esta dupla Passos-Gasparzinho desterrado lá para as montanhas ingremes do Marão. Como não há Presidente só resta o povo. Com a esperança  de que a lira da austeridade um dia terminará com esta traiçoeira dupla, quais Neros mirando Roma incendiada. 
http://www.bbc.co.uk/news/business-13366011 (comparacao deficit)

A juventude, sem emprego nem perspectivas, deve voltar-se durante esta pausa forçada nas suas vidas para a cultura, para o trabalho intelectual, para a história, para as línguas e toda e qualquer actividade que aprecie. Resistir e lutar, com perseverança. Em última análise, procurar as respostas para a injustiça actual. Mundo justo e equilibrado. Escravatura não!. A Alemnha deveria saber certas coisas. Para terminar, deixo uma sugestão: Filme realizado na Alemanha (1927) por Fritz Lang (Descarga da Internet:-Clique em: METROPOLIS ). Procure saber " Quem é Maria? "    Dualidade: trabalho versus capital, numa globalização imposta!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

A dança das marionetas

   O OE_2013 foi aprovado pelo P.R., em pose solene de decisão à Pilatos. Daqui lavo as minhas mãos e o juízo da inocência remetido ao Tribunal Constitucional. O parecer do Tribunal Constitucional foi acertado na sua vasta fundamentação em 2012, errou na sentença salomónica. Preceitos inconstitucionais, condene-se o Governo e reponha-se a constitucionalidade, isto é cumpra-se a sentença e  reponha-se o montante devido como consequência da sentença. Só que o Tribunal Constitucional abriu o precedente para 2012, e as bestas negras voltam à carga sobre as mesmas vítimas em 2013, com a aleivosia reinante do chico-espertismo de Passos Coelho, estendendo, diz ele, as mesmas barbaridades ao sector privado. Os cidadãos comuns já percebem as manhas destas mentalidades decrépitas dos actuais governantes, e, portanto, o Governo prevarica novamente, sendo agora contumaz. Para estes iluminados, a questão levada agora em 2013 não é igual à de 2012, e como no mundo político não existem factos iguais , é certo e sabido que  a apresentação da factura vai ser apresentada, certamente aos mesmos de sempre. Em textos anteriores, refere-se que o anónimo Fernando Torquaz, cidadão honrado, respeitador da lei e da ordem, vivendo no patamar das suas posses, sem dívidas contraídas, rejeita de modo contundente a filosofia barata do P.M. e seus sequazes. Fernando Torquaz voltou-se, perante a insólita situação da apresentação de dívidas alheias, à análise da questão e compreende os paus mandados da troika, dos seus representantes internas e do fictício P.M. Passos Coelho.
   Como sempre, o posicionamento perante estas questões é do foro individual, e tem que ser alicerçada nos vários livros de economia e finanças, que o cidadão comum não tem tempo, disponibilidade ou cultura básica para a compreensão das várias correntes teóricas, de sofisticada complexidade. Porém, o cidadão comum percebe claramente as mentiradas, inocentes, provocadoras ou escandalosas dos políticos, e pode fazer um juízo perfeito com raciocínios elementares. Para os que se interessarem podem ver o desenvolvimento das várias cabalas sobre as dívidas soberanas, clicando na palavra aqui. É uma história aos quadradinhos, de fácil leitura.
   O poder financeiro internacional (cuja face visível é a troika) e as instituições  europeias (através dos vários organismos) não poderiam ter escolhido dupla mais ignóbil Coelho-Relvas para o massacre do povo português. Acolitados por neoliberais académicos de pacotilha, sem vida vivida, meninos bem de suas famílias endinheiradas ou, no mínimo remediadas,, de nomes policromáticos falsamente endeusados de Gaspar, Moedas, de novos e velhos yupies, de prebendários politiqueiros,  travestidos de relvas, catrogas, antoninos, macacos correia, meneses, mexias e tutti quanti, Para estes gentios, a dor do desemprego, a angústia dos filhos sem pão e sem futuro, a decretada escravatura dos humildes, o abatimento programado da classe média liberta da noite salazarista pelo esforço, pelo trabalho, pelo engolir silenciado de sapos vivos, eem continuada humilhação e desprezo mesquinho são factores que não contam. São hipocritamente facetas de um pieguismo nacional.,diz o iluminado Passos. e o imbecil Pedrito face-bookista. Para gáudio do humilde banqueiro Ulrich, o do ai aguenta, aguenta. Já não há rostos respeitáveis, em quem o português, humilde mas humanista, possa confiar. Até um banqueiro recorre a um desbocado linguajar, sem rosto nem vergonha na cara. Justificada está a transformação das suas agências bancárias em recepção dos sem abrigo. Nem se poderá queixar, pois o ai banqueiro, ai aguenta, aguenta.
   A fanfarronice proverbial desta dupla governativa Relvas-Coelho, ou vice-versa, agentes do capital financeiro, nacional e internacional, conduzirá, inexoravelmente, à destrtuição do país. Não os une a defesa intransigente de todo um povo, mas tão simplesmente parceiros de nebulosas suicidárias, mas fatais. São exterminadores fatais dos restos da indústria ainda existente, liquidatários dos bens restantes do património do povo português, extorsionários de salários a trabalhadores sob pretexto de inocentes mentiras e falácias, de uma vivência acima das suas posses, de uma austeridade inaudita que ultrapassa os ditames da troika e liquida salários e reservas pecuniárias para épocas atribuladas, destrói o comércio interno  e aumenta a correspondente factura do desemprego, conduz a paulatina miséria e  à degradação social. Os propagandistas do redondo Marques Mentes e similares comentadores apregoam , na verdade, uma nova etapa de lumpen do proletariado, conduzido agora por comunistas de direita, no poder. Não são barbudos, nem façanhudos, mas do alto da sua petulância, não passam de meros ignorantes, saídas das tocas partidaristas. Os verdadeiros sociais democratas são cúmplices do actual estado de coisas. Calam e consentem. Fernando Torquaz, amante da liberdade, diz não, e enquanto for possível, irá invectivar bestas asininas e pardacentas.
    Nova falácia é servida, inocentemente, ao povo português. O sucesso da ida aos mercados financeiros em busca de novos empréstimos. Claro está, que a ida aos mercados financeiros é, em si mesmo, um evento favorável. A roupagem pode parecer nova, mas encerra as perversidaders falaciosas dos opacos governantes. Desde logo, não foi por falta da ida ao mercado financeiro que o país chegou ao estado de falência técnica, e não é pelo possível e ainda muito problemático acesso aos mercados financeiros que se trata de mais um empréstimo, e portanto, a junção de mais dívida à divida existente e, fatal como o destino, a pagar também pelos portugueses. Não dizem os opacos governantes, que os juros são muito altos e, claro está, à falta de melhor os especuladores financeiros aproveitam o lucro máximo possível, neste contexto. As dívidas soberanas são uma boa fonte de lucro pelos ditos mercados. Os bancos, entre outros, sabem deste ofício. O mérito do abaixamento dos juros neste tipo de operações (OT a 5 anos) não se deve, em essência, ao mérito do Governo e ao ministro Gaspar, muito menos em exclusivo, mas sim à mudança de rumo do BCE e de Mario Draghi que numa frase lapidar, simples e curta, declarou que o BCE iria comprar divida no mercado secundário, desarmando assim os especuladores desenfreados. À revelia da austera Merkel, co-responsável pelo sofrimento actual de boa parte do povo português. Fernando Torquaz registou . Como o Gaspar pode ser mago, mas não adivinho, não sabe o que amanhã irá ocorrer na ida aos mercados na colocação de dívida pública.. Há uma coisa que é certa como o destino, ir-se-à pagar com língua de palmo todos os empréstimos contraídos. E se for a(s) operação(ões) bem sucedida, como todo o portugûes consciente deve desejar, fica garantido o início de novas falácias. Repete-se o ciclo, até nova crise. Os corruptos, delinquentes políticos, falsários, banqueiros, oportunistas regressarão em força, a comer as migalhas restantes de um povo faminto. Regressarão os banqueiros com arrogância desmedida, com lucro máximo garantido, e as offshores levarão o dinheiro do trabalho, do sangue, suor e lágrimas, da forçada austeridade, de novo aos paraísos fiscais.
 A cassete de P. Coelho vai passar a ser a da ida regular aos mercados e virar a página para a economia, onde se perfilarão os do costume para abocanhar os parcos dinheiros, construir impérios comerciais, e no mundo da globalização, deixar o capital financeiro mover-se livremente por onde lhes aprouver. Tudo, segundo a lei dos tiranetes, dos mercados endeusados e invisiveis, mas cruelmente reais,  à sombra e conivência dos impreparados joguetes políticos das juventudes partidárias. Intrinsecamente ignorantes, incapazes de pensamento próprio, reclamam da troika ajuda técnica. É um atestado da sua incompetência, e a prova provada da impreparação política. Ao cidadão comum, bastaria dar um voto de confiança aos eleitos, numa base da boa-fé e do cumprimento do programa eleitoral , programático e de base democrática. O perdulário Passos Coelho sabe tanto da governança dum país, como o meu cão de dinâmica das estrelas. De buracos negros, já sabe umas coisas. Por isso, obrigatório se torna filtrar as suas pretensas verdades, à la palisse. Delega nas suas tropas, e para justificar a sua mente vazia  e a morbidez da austeridade, apoia-se nos trabalhos de delegados menores da troika. Insultou a inteligência nacional e coloca-se na situação de um rejeitado universal do povo português. Vibram os seus sequases com a excelsa virtude da teimosia, reconhecendo o sábio alentejano que a teimosia de um burro só lhe agrava a condição. .E quando o combate é de ideias, é pura perda de tempo  dialogar com mentes pedradas. Caso da extinção das freguesias, diálogo com a UTRAT para quê?  Discussão da  refundação do Estado? Confundirá o homem que a Fundação do Estado é atribuída a D. Afonso Henriques?  Necessária a reestruturação do Estado, mas nova repetição da farsa da Comissão da extinção das freguesias?
Junta-se o texto adicional do estudo, encomendado pelo Governo , talhado à sua medida, e com a fundamentação para o corte adicional de 4 mil milhões de euros, a juntar à bárbara austeridade já existente. Para acesso a este documento (Rethinking ...), clique em documento FMI, escrito em inglês. Opacos são os objectivos do Governo, não esclarecendo os porquês. Com a cobardia habitual e falta de transparência costumeira. Suspeita Fernando Torquaz, de novas facturas de dívidas e do deficite falhado de 2012.
Para quem não tem um cinema por perto, divirta-se com um video e veja um novo caso SLN/BPN e os seus agentes. Qualquer semelhança entre BPN e BANIF é pura coincidência. Muitos dos figurantes  andam sem pin na lapela.
   A crise da zona euro tem múltiplos factores e para uma decisão individual, consciente e insubmissa às patranhas de imberbes mandarins, facilmente se reconhece, através dos gráficos, que a crise atribuida por este governo e seus acólitos não tem origem, em exclusivo, no governo anterior socrático. Apresentam-se vários gráficos que permitem responder à evolução temporal (séries temporais) com base no sítio económico da BBC- entidade  considerada como isenta (clique aqui), e que serve de base e contraponto a muitas ideias expressas pelos media de informação. São necessários alguns ajustamentos, mas quem desejar pode comparar series temporais de vários paises simultaneamente.


Grafico -Comparação da dívida relativa em termos de PIB de Portugal e da Bélgica

Como se depreende do gráfico a dívida belga foi sempre superior em termos relativos à portuguesa até  ao ano de 2010, data a partir da qual a dívida portuguesa cresceu até 100% do PIB e o Governo de Passos Coelho, apesar de sacrifícios herculeoos exigidos, continua a aumentar ab dívida, estando próxima do patamar de 120% do  PIB em 2012.
   
Uma vez, acedido o site de referência da BBC, verifica-se claramente que todos os deficits da Zona Euro pioraram (sem excepção) no periodo socrático e portanto, parte da crise tem que ser atribuida ao exterior. Constata-se que o crescimento da economia foi muitissimo fraco durante uma decada, por oposição a um forte crescimento da Irlanda. Sem entrar em muitos detalhes, a Bélgica é um país para comparação em termos do PIB, deficite, desemprego e dívida.. Nota-se claramente, que a dívida da Bélgica foi sempre muito elevada, muito superior à portuguesa e é um bom exemplo da evolução de dívida elevada, mas sustentada, no tempo. De notar que a dívida portuguesa tem crescido, cabendo ao actual Governo um aumento da dívida ao nivel de 120% do PIB. Como o PM não tem a mínima ideia do cresimento económico do país, vai mandando uns bitytes pirosos garantindo um crescimento já no virar da esquina. A austeridade essa é permanente, perniciosa e demasiado prolongada. Há outros caminhos.Um primeiro passo, é limpar alguns partidos de génios mirabolantes das várias juventudes, encaminhá-los para o trabalho árduo de um trabalho profissional, submetê-los a exames sistemáticos para um bom desempenho das respectivas funções. Claro está, que os politicos querem apenas limitar-se ao resultado do escrutínio das eleições, mas já não é condição suficiente, embora necessária.  O Passos prefere escamotear, nomear individuos para vigiar o galinheiro dos interesses do BPN, por falta de opinião própria subordina-se a um qualquer relvas, dá prebendas a qualquer Katroga, vende a alma ao diabo desde RTP, ANA, águas e tudo o que lhe cheire a interesse público. É submisso perante o poder financeiro FMI e finança internacional e a poderosa Merkel. Delega em comissões quando o espírito é, apenas, preenchido por um vazio de ideias. Entrega-se ao poder financeiro interno e externo, não tuge nem muge, é fraco perante os fortes e forte perante os fracos. Toda a gente percebe a sua ousadia na abolição das ditas falsas reformas políticas. É um critério simples que o povo usa para o avaliar. Percebe-se desde há muito as suas tácticas manhosas de lançar os portugueses uns contra os outros, funcionário público contra trabalhador do sector privado, sector público contra sector privado, trabalhadores contra trabalhadores. Num mundo desconcertante, onde se encontram abaixo  assinados de toda a índole, onde se lançam porcos contra GNR e GNR contra porcos, ainda estamos num país onde não vale tudo. Onde a razão ainda há-de imperar. O imbróglio da dívida dos bancos convertida em dívida pública. Receita universal que um bom aluno entende. A questão é a falta de confiança num PM que, erroneamente, pensa tornar-se num salvador da Pátria, massacrando sem dó nem piedade o activo mais precioso de qualquer país: as suas gentes.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Boas Festas de Natal e Ano Novo 2013.
Buenas Navidad e Pascuas!

Atentos às prendas do dia de Reis!