sábado, 2 de novembro de 2013

Pós - Autárquicas_Vimioso 2013

[METEREOLOGIA: clique aqui Tempo em Angueira]

O dia seguinte . . .The day after ...


Clique aqui para visualizar o filme "The day after (1983) - American Nuclear Holocaust. 
A analogia com a destruição maciça da actividade económica, a tragédia do desemprego galopante, a proletarização da classe média e a servidão de todo um povo, contraria a palhaçada Passos que afirma que após a destruição  integral virá a acalmia e o país se transformará num paraíso onde correrá o leite e o mel

Começou a época de caça...Uma possível leitura dos resultados locais...


Os resultados finais das eleições autárquicas_2013 podem ser consultados no site oficial cliclando aqui. A análise dos dados eleitorais pode ser aborrecido para os leitores, mas quem não se sentir à vontade com os números, pode saltar directamente para o texto abaixo:" ANÁLISE DOS RESULTADOS" . Para comparação imediata, pode ver-se o resultado nacional face aos resultados das Autárquicas de Vimioso_2013.

Resultado (parcial) das eleições Autárquicas 2013 : NACIONAL

[Seriação dos três  partidos mais votados]

    2013- NACIONAL

    % votos
    eleitos
    votos


    PS
    36,25 %
    921
    1810744


    PSD
    16,69 %
    531
    833772


    CDU
    11,06 %
    213
    552506



    Autárquicas_Vimioso 2013

    2013-VIMIOSO
    % votosVotosPresid_JuntaELEITOSMandatos_A.FreguesiaMand_As.Municipal
    PPD/PSD56,09%21409489
    PS36,59%13961246
    PCP/PEV0,29%11000



    ***

    ANÁLISE DOS RESULTADOS


    As eleições autárquicas - Vimioso 2013, revelam que: a nordeste nada de novo. Tudo como dantes, quartel-general em Abrantes.O resultado, com ou sem eleições, é previsivelmente o mesmo para 5 mandatos camarários: 3-2, ou 2-3 para os partidos do arco do poder (PS,PSD). Por outro lado, as Autárquicas_Vimioso 2013 revelam que o concelho faz parte do  último reduto de Passos Coelho, se comparado com o resultado nacional. Viagem em contra-mão.

    No que respeita à Assembleia Municipal, para um conjunto de 15 mandatos, 9 pertencem ao PSD e 6 ao PS. (Maioria PSD). De onde se conclui que não há alternativas à partidocracia instalada, onde os seus membros obedecem aos seus mandantes lisboetas, distritais e concelhias (os próprios) e não aos anseios e aspirações das populações locais. As populações votaram, apenas, nos pratos de lentilhas apresentados.

    No que respeita à eleição de Presidentes de Junta, 9 pertencem ao PSD e apenas 1 ao PS. Não pode ser feita uma análise mais fina, por falta dos dados locais das várias freguesias. Ressalta a eliminação de uma das freguesias PS - freguesia de Angueira, como consequência directa de  uma junção malquista de freguesias, sem prévia consulta dos atingidos e por decisão pré-programada dos dirigentes camarários locais. Partidocracia reinante, com obediência ao farisaico Relvas e com desprezo total pelas populações a quem, no mínimo, deviam ter consultado. 


    Ao nível pessoal dos eleitos_2013, todo o respeito é devido. Ao nível político local podem enganar muita gente, mas não toda a gente. Por isso, toda a transparência de processos e decisões futuras deve ser publicamente exigida.


    A anterior Assembleia Municipal, através do seu acto demissionário, permitiu a mudança da responsabilidade política partilhada da área do PS-PSD. É mais outro chico - espertismo, à relvas, que bloqueou qualquer acesso da vontade do voto popular (de Angueira, nomeadamente) à Assembleia Municipal, por eliminação do acesso do presidente de Junta da Freguesia a esse órgão por um lado e pela escolha da lista partidária PSD, por outro. Dizer-se que tudo ficou na mesma, é pura mentira para enganar tolos. Angueira não tem, actualmente, qualquer membro eleito na Assembleia Municipal de Vimioso, pois o representante legal é, exclusivamente, o presidente de Junta da junção de Angueira - Caçarelhos, de influência PSD como escrito nas estrelas e a ordenação da lista PSD determina. A votação para a Assembleia de Freguesia (em Angueira) traduziu-se em 62 votos PSD contra 58 votos PS e em números quase idênticos para a Assembleia Municipal: 60 PSD, 57 PS e 2 PCP/PEV. Apenas, quatro votos permitiram a mudança de charneira,devido à transição de alguns votos. De facto, mais por demérito do próprio PS do que por mérito do PSD. Mas resultados são resultados e factos são factos. 


    A limpeza dos cadernos eleitorais constitui mais um problema, a juntar aos demais. O número total de eleitores em Angueira é de 167, sendo o número de votantes de 127. A massa dos não votantes em todo o concelho atinge os 39,73 %. A posição, à Pilatos, da decisão local acerca das freguesias, arrasta a extinção do Município de Vimioso a médio prazo e, portanto, qualquer dia estará mais próximo da gestão de  um condomínio qualquer, ficando por determinar se do tipo condomínio aberto ou fechado (com cancelas e tudo!).


    Para os incautos, a lista PSD local ordenou o representante eleito por Angueira em 4º lugar e a eleição deste para um dos membros da nova Junta de Angueira - Caçarelhos, deve-se, apenas, a um favor do Presidente de Junta, pois tem poder legal para fazer a proposta dos outros dois membros da Junta. Para quem tiver dúvida consulte aqui a legislação aplicável (Lei nr 169/99-Artigo 2º com a nova Lei 5-A/2002). Em virtude da reorganização administrativa pelas Leis nr. 56/2012, de 8 Novembro. e 11-A/2013, de 20 Janeiro, Angueira deixou de estar representado em qualquer orgão de decisão significativo, da nova freguesia.


    Se Angueira merece algum respeito é pelo seu conceito de liberdade (por vezes, bastante para além do razoável) e que está no ADN dos homens que povoaram o Castro da Cocolha, abandonado e destruído pela mão e incúria dos homens, cuja obrigação era defendê-lo dos ataques da florestação. Tal como houve dinheiros camarários para ajustes directos ao estudo arqueológico do Arquivo de Vimioso, ainda não será tarde para a recuperação dos salvados existentes.  Mas em Angueira não se mendiga nem se estende a mão à caridade, ou não deveria. Nem se promovem almoços e jantares, em espaços públicos. Reclama-se, apenas, o que lhe pertence por direito. Não se submete a um incompetente PM, a um falsário licenciado Relvas, nem aos seus apoiantes locais. Angueira deve obedecer a valores e não a mentalidades inócuas e vazias. Trabalho árduo, cujas condicionantes principais são a muitíssimo baixa população e a falta de literacia, em tecnologias modernas.


    Porém, a nível local onde todos se conhecem e o respeito mútuo deve ser a norma cívica básica, o separar de águas ao nível pessoal e de ideias ocorrerá, quiçá, algum dia. Mencionar nomes é sempre problemático, mas convém que o registo fique. E a exposição das verdades, nuas e cruas, faz parte da transparência e todos os actos administrativos devem subordinar-se à lei, a começar pela lei fundamental da Constituição da República Portuguesa.


    Numa conclusão simplista e de fácil compreensão, o resultado da eleição Autárquicas - Vimioso -2013, para as presidências da Câmara de Vimioso e  da Assembleia Municipal reduz-se à problemática de banda desenhada, tendo como personagens principais: Dupont e Dupond. Trata-se,afinal, de personagens idênticas e, tal como foi dito pelos próprios em campanha eleitoral, não há qualquer diferença entre ambos embora a sua formação original seja distinta: história e gestão empresarial. Irmãos não germanos, de acordo com os próprios. Poderia ou poderá ser diferente? Díficil é entender o apego /ou não aos cargos políticos. Admite-se a dificuldade dos partidos políticos (PSD,PS e outros) na selecção dos seus candidatos, mas a quadratura do circulo é evidente. Presidente CM executa, Presidente da Assembleia Municipal confirma ou vice-versa. Em linguagem popular, pescadinha de rabo na boca.


    Já que a vida terrena tem que ser levada com calma e humor, veja-se a representação de Dupont et Dupond em território belga clicando aqui.  Feito o necessário preâmbulo, vamos ao conteúdo. Nada melhor do que estabelecer um programa de actuação para a freguesia de Angueira, com objectivos claro, simples e fundamentados que tanto vale(ia) para Juntas extintas, qualquer que tenha sido a sua cor política, como para o imbróglio lamacento actual PSD/CDS.

    A verba proposta para a freguesia de Angueira - Caçarelhos no Orçamento de Estado: OE-2014 é de: 54 169€, tal como consta no mapa XX do OE-2014 [União das freguesias de Caçarelhos e Angueira 54.169 0 54.169], e igual à soma dos valores atribuídos, isoladadamente, no orçamento OE_2013. A nova presidência de Junta vai ter que responder, céntimo a céntimo, pela aplicação deste montante, o que vai obrigar a apresentação de contas regulares aos eleitores. E das duas uma: ou apresenta ou não apresenta. Tal como a Câmara Municipal de Vimioso terá que mostrar total transparência, rigor e equidade na distribuição de verbas camarárias e nos actos administrativos que a lei lhes exige, com a publicação integral e imediata de toda a informação: actas de todos os orgãos camarários, em tempo útil. Raciocínios simples, acções consequentes.

    O irrevogável Portas apresentou, diz-se, um guião para a Reforma do Estado: conversa da treta para um futuro incerto. Alcandorado a vice-PM, ou a PM como se queira ler, assenta a sua governança no concelho de Vimioso, em 50 votos concentrados na Assembleia de Freguesia de Vimioso. No plano nacional, o CDS teve uma votação de 3,04%.  A um PM inexistente, junta-se um ilusionista, farsante e demagogo, sem representatividade significativa a quem os eleitores PSD se submetem como anjinhos celestiais. Um P.M. subordinado a um vice. Excentricidade portuguesa e estreia quixotesca mundial. Neste guião, explicita-se o assalto ao ensino público. Como exercício aplicado: 

    O guião da reforma do estado só engana os incautos. O neoliberalismo da dupla Passos Coelho-Portas e seus apêndices e lacaios, Os seus partidários apresentam-no como um facto inevitável, objecto de consenso e sem alternativas.As ideias opostas são consideradas arcaicas e anacrónicas.
     Para os seus opositores:
    1. O acréscimo das desigualdades sociais e da precaridade do trabalho
    2. A redução da soberania nacional
    3. Transformação do homem, em ridícula mercadoria
    4. Travão ao desenvolvimento económico dos países pobres

    estes quatros objectivos, constituem a essência da transformação para uma sociedade neoliberal. Deixa-se ao leitor, o confronto destes tópicas com os propósitos confessados na conversa da treta do guião da reforma do estado. Mentes insanas, traidores de uma nação Estado, desde 1147. Que a história se há-de encarregar de julgar como lixo tóxico da nossa história actual. Já não há palavras para classificar a sequência: Passos Coelho-Paulo Portas-V.Gaspar-Moedas-Catrogas-Pirilampos menores - Topo da pirâmide :Cavaco Silva.  

    Aos colegiais, à laia provocadora de C.Castelo Branco, que adjectivos recorreria para descrever cada um destes personagens? Clique aqui para ver como a língua portuguesa é rica e perversa.

    A ilusão neoliberal de Passos Coelho, um desclassificado ignorante, clama pelo consenso, mas destrói, sistematica e acintosamente as forças nacionais que são a base do levantamento da implacável situação do país. Fernando Torquaz, cidadão normal, rejeita a actuação de um qualquer Coelho, que de base não é bipede mas quadrúpede. A  gestão da Escola Básica EB23  Vimioso está hoje protocolada com o MEC ( D.R., 2ª Série-nr.85-2/05/2012 - Contrato nr. 259/2012). 

    A dupla neoliberal ultra-montana Passos-Portas prevê a entrega da escola pública ao sector privado, eventualmente entregando a gestão a professores e com um cheque-ensino. Mistura explosiva. Que dirão, por exemplo, os licenciados de História do grupo 400? Que dirão os pais desafortunados das crianças de Vimioso? Pensarão os pais que o sector privatizado vai ser gratuito?

    Discurso directo II

    De acordo com a proposta de candidatura à Câmara Municipal  - Vimioso na Frente afirma-se:




    Fernando Torquaz , observador das águas do rio Angueira,  nas versões turbulentas e gélidas de inverno ou nas plácidas e repousantes calmarias primaveris e estivais, projecta-se numa visão e fascínio dos antigos habitantes da Cocolha ou nos desconhecidos colonizadores, trazidos às suas margens, pelas mãos dos sábios monjes de Moreruela (Cister). O homem actual, a começar pelos agentes autárquicos - PC Vimioso e Assembleia Municipal. deve-lhes um tributo de homenagem, pelo  legado da beleza paisagistica, pela actividade piscicola introduzida, pelo pragmatismo da actividade económica agrária primitiva e pela introdução legislativa embrionária (foro de Angueira, de 1257).

    Partindo do princípio de que se quer o progresso do concelho de Vimioso, então há que reconhecer o progresso não tem sido feito com equidade no concelho. A consulta aos vários orçamentos camarários revela que o rio Angueira, no troço São Martinho - Serapicos, não beneficiou de qualquer intervenção séria [Aparte o parque das Merendas da Cavada, aliás um de entre muitos]. Ora, a extinta freguesia de Angueira tem como jóia da coroa, precisamente, o rio e os seus terrenos marginais, cabendo o mérito da regularização do rio e a introdução da actividade piscicola aos citados monges. A nova reforma administrativa coloca a gestão sob a alçada do novo Presidente de Junta, facto inaceitável por parte dos Angueirenses.  E para que conste, há direitos históricos que, afortunadamente, o foro regista. Há cerca de 750 anos. 

    Ora, vamos traduzir em actos as afirmações constantes do texto citado. As acções são multifacetadas e, por ora, apenas algumas serão apontadas. Para tal, transcrevemos de Vimioso na frente  PSD, os pontos seguintes:

     No seu ponto Segundo:
    "Conheço muito bem cada uma das 20 aldeias ..."
    No seu ponto Terceiro:
    "Conheço bem o funcionamento da Câmara Municipal e o funcionamento autárquico.Tenho experiência no acesso a fundos comunitários (dinheiros europeus), tão importantes para os investimentos que garantam o progresso do nosso concelho"
    No seu ponto Quarto:
    " Apresento-me com uma equipa competente, experiente e trabalhadora, que dá garantias de servir todos de igual forma, ..."

    Como consequência lógica e fundamentada, baseada no facto indesmentível da observação directa das ruas], há um evidente contraste entre as ruas de Caçarelhos, todas-sem excepção, bem pavimentadas e limpas e as impraticáveis ruas de Angueira, bombardeada. A conclusão é simples e pragmática. De acordo com os pressupostos de candidatura assumidos, Angueira reclama de imediato:

    1 ) Pavimentação completa e integral de todas as ruas de Angueira, sem excepção, com padrão equivalente à freguesia de Vimioso. [Segundo ponto+ Quarto ponto]


    Compete,se for caso disso, ao vogal da Junta da freguesia Angueira - Caçarelhos apresentar a totalidade de fotos correspondentes aos arruamentos de Caçarelhos e Angueira, para comparação, à Câmara Municipal. E porque somos todos portugueses, a freguesia de Angueira reclama o seu quinhão camarário, já que a  freguesia de Vimioso foi a  principal beneficiária ao longo de anos dos investimentos camarários nos arruamentos e deles não mais precisar. 

    No seu "Ponto Teceiro" - há conhecimento do acesso a fundos europeus, que também deverá ser válido para as aldeias todas.

    2) Tendo a Câmara Municipal o poder de controlo sobre as actividades no rio, tem por obrigação impôr de imediato:

    Um regulamento rigoroso, com o objectivo da reposição natural da fauna e flora do rio, com proibição completa da actividade piscatória durante 5 anos.

    3) Regularização da ETAR de Angueira, como ponto prévio da recuperação do rio, e em quase completo abandono.

    4) Feitura de um regulamento imediato com a obrigatoriedade da preservação e respeito do traçado básico da aldeia de Angueira, enquanto aldeia de xisto.

    5) Feitura e implementação de um regulamento camarário com proibição de criação  de animais que perturbem a saúde pública.

    6) Proibição e desactivação de exploração pecuária, dentro do perímetro da aldeia. Exemplo de referência, freguesia de Vimioso.

     7) Realização de uma auditoria sobre a construção irregular, em domínio público (baldio)
    Feitura de um regulamento com proibição expressa de construção de em baldios, como a lei prevê,

    8) Publicação do documento onde conste a lista : dos bens materiais, imateriais ou outros que passaram para a nova freguesia.

    9) Publicação do  plano director Municipal que contempla todo o território do concelho, freguesias incluídas, e de acesso público.


    Conclusão: O conjunto de 9 pontos, para já, é de fácil execução. Com maioria absoluta PSD, o Presidente da Câmara decide e o Presidente da Assembleia aprova. Basta querer. A freguesia de Vimioso que mais pode reclamar.  Chapear de ouro, o largo Rufino Mendes? 

    Veja-se a propósito o site clicando aqui.



    DISCURSO DIRECTO III

    Angueira  não pode esperar que a sua melhoria de vida caia do céu. Nem ser enganado por discursos ou falácias, de vários actores e intervenientes. É tempo de abrir os olhos e analisar as questões de um modo correcto e certeiro. Desiludam-se os que pensam que, com as eleições autárquicas, tudo ficou na mesma. É necessário começar a falar claro e simples. O autor destas linhas tem todo o direito de perguntar, pois, é um pagador de impostos.

    Dado que o escrito já vai longo, e para um melhor esclarecimento, Angueira só sobrevirá com base no seu passado histórico, numa comunidade rural limpa e de transição para um turismo rural exigente, no aproveitamento do rio e suas margens, e numa perspectiva de desenvolvimento adequado ao território de Angueira (agro-pastoril e pecuário) e na introdução de actividades outras que utilizarão os baldios. 

    As bases do desenvolvimento não se coadunam com pensamentos ultrapassados e obsoletos. Os tempos actuais não são para fantasias.

    Não havendo mudança, a servidão de Angueira será o destino e a esperança de revitalização nula. Com extinção à vista!

    Um factor recorrente na freguesia de Angueira consiste na não publicação de contas, pelo que doravante a sua publicação deve ser regular e de divulgação pública. Em particular, as da Junta de freguesia e da Asssociação Cultural e Recrteativa. Em particular, as enviadas para o Tribunal de Contas em 2013.


    Em resumo, simples e sem ambiguidade. Pôr ordem na casa!
    Um primeiro pacote a exigir à CM de Vimioso, está indicado acima, numa base de 9 pontos!
    À nova Junta compete empurrar o carrinho!
    Fazer coisas simples e sem grande conversa! Afinal a cõr dos eleitos é a mesma!

    Angueira precisa de conhecer, de imediato, os regulamentos das suas associações e uma informação importante: livro digitalizado de assentos da ex - Junta da Freguesia de Angueira. E separar águas, dando a César o que é de César.

    A.  Associação de Caçadores, caso exista.
    B. Associação de Agricultores , caso exista.
    C. Associação recreativa e cultural.
    D. Livro digitalizado da ex-Juntas de freguesia de Angueira.

    Nada melhor que recorrer à sua publicação na Internet, já que existe um espaço wi-fi no Edifício da Casa do Povo. 

    Conclusão: Fernando Torquaz, observador do rio Angueira, em tempo de águas límpidas, reclama  o respeito perdido às sucessivas gerações que, com dureza de vida, percalços vários, com erros, com vitórias e derrotas, conseguiram transmitir a  existência de uma alma portuguesa por séculos muitos. A chama nunca poderá extinguir-se e , imperativamente,cada um deve contribuir com a sua quota-parte, no sentido da actualização e da mudança. É necessário repor a autoridade legal delegada do poder em Angueira, e não tomar por adquirido que não há lei nem roque. À nova Junta compete impor a limpeza dos espaços públicos, a começar pelas entradas de Angueira, e para dar o exemplo a limpeza completa e integral em torno da Casa do Povo. Com justiça e equidade e com respeito pelo legado dos baldios.

    Fernando Torquaz, em voo de pássaro, estará atento aos desenvolvimentos. Em caso negativo, restará apenas olhar para o Dia Seguinte - The Day After!
    .






segunda-feira, 23 de setembro de 2013

A ronda da noite . . .



A RONDA DA NOITE ...
Captura do ladrão da esperança...

A ronda da noite, célebre quadro flamengo, materializa os grandes feitos artísticos de Rembrandt e, simultaneamente, dá origem à derrocada financeira e degradação social do artista.


A ronda da noite

Pode ver-se em video, clicando aqui , uma reconstituição do ambiente medieval deste quadro (1642), com figurantes reais , vestidos a preceito, num centro comercial holandês actual. Os passeantes do Centro Comercial foram apanhados de surpresa, ficando atónitos com o desenvolvimento das várias cenas, mas culminando em apoteose e aplauso geral.
A interpretação do quadro é polémica, sendo referidos dois contextos plausíveis.O pintor teria tido conhecimento dum assassínio e representou pictoricamente no quadro os seus responsáveis. Uma segunda versão, aponta para uma encomenda da burguesia local do quadro, com cotização igual pelos requerentes. Alguns, desconsiderados e relegados para segundo plano do quadro não teriam aceitado tal facto. O pintor atingido na sua reputação pessoal e familiar, acabaria na miséria.
 Ascensão e queda.Trajectória dum génio da pintura!

De Freixo de Espada à Cinta, a mesma cena é descrita em prosa desta forma:


Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta. (...)



Guerra Junqueiro (1850-1923)
a burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira a falsificação, da violência ao roubo, donde provem que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro. Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País. 

A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas. 
Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar.

Eis como alguns vêem a radiografia actual do país:

Versão-1:

"Embora não tenha partido verifica-se que ainda existe muita gente com orgulho no BPN, BPP, SLN, da Tecnoforma, dos desvios dos fundos comunitários, nos swap´s, nos empossados das " PPP's ", nos submarinos e em campanhas fraudulentas como na destruição do Pais,escravização do povo. Por outro lado as ruas vão se enchendo de satisfeitos idolatrando os políticos do pote sempre que aparecem. Parece que afinal o crime compensa .Talvez a oposição deveria passar mais vezes em Cabo Verde ou tentar a tal formação para reconhecer melhor as vacas que riem enquanto o povo foge, ou ainda arranjar um emprego de pseudo-comentador de jornais online em campanhas fraudulentas e de desinformação execrável a favor do Governo, de ladrões. Disse".

Versão-2

"São mesmo muito incompetentes e aldrabões, o FMI já reconheceu que a austeridade falhou, e qualquer um que tenha 2 neurónios percebe isso.

Mas o Governo ainda foi para além da Troika, com Passos a evidenciar isso, e a afirmar imensas vezes que não precisávamos de mais dinheiro, nem mais tempo.

E agora criticam o FMI por ser incoerente, quando o Governo até usou mais austeridade do que a imposta pela Troika, e tudo em vão.

Porque os falhanços são tantos que isto vai de mal a pior todos os dias.

Basta isto, a dívida pública em pouco mais de 2 anos já passou de 98%, para mais de 130% do PIB, e continua a aumentar.

""Seguro acusa Passos de faltar à palavra sobre cortes nas reformas"

Se só fosse sobre isso!

Mas existe muito mais:

Promessas de Passos de entre muitas outras, que fez aos eleitores, e uma vez no Governo está a fazer tudo, mas mesmo tudo ao contrário.

-Vamos ter de cortar em gorduras e de poupar. O Estado vai ter de fazer austeridade, basta de aplicá-la só aos cidadãos."

"Ninguém nos verá impor sacrifícios aos que mais precisam. Os que têm mais terão que ajudar os que têm menos."

"Queremos transferir parte dos sacrifícios que se exigem às famílias e às empresas para o Estado."

"Se formos Governo, posso garantir que não será necessário despedir pessoas nem cortar mais salários para sanear o sistema português."

"A ideia que se foi gerando de que o PSD vai aumentar o IVA não tem fundamento."

"O PSD chumbou o PEC 4 porque tem de se dizer basta: ………««a austeridade não pode incidir sempre no aumento de impostos e no corte de rendimento»»."


Versão 3 - Factos apontados por Simon Nixon (BBC)

[ ArtigoNixon_Completo]


Now that the German elections are over, the euro zone needs to get back to crisis fighting. And top of the list of urgent problems is what to do about Portugal.
Uniquely among crisis countries, Portugal has seen no benefit from improving sentiment toward the euro zone. Despite second-quarter growth in gross domestic product of 1.1%—the strongest in the currency bloc—Portuguese 10-year government bond yields have soared well above 7% from 5.23% in May. Last week Lisbon was warned by Standard & Poor's that its credit rating faced a possible downgrade. Before the summer, Portugal was able to issue five- and 10-year bonds. Now it is shut out of markets again
...
But is the Portuguese political establishment capable of rising to these challenges? Mr. Portas's self-serving antics this summer may have secured him promotion to deputy prime minister, but only at massive cost to Portugal's credibility. The Socialist Party incites populist opposition to policies it must know it will have to adopt in government. The Constitutional Court's egregious rulings suggest it is more interested in protecting civil-service privileges than exercising responsibility to the wider economy or fairness toward younger generations.
The risk is that the crisis is causing Portugal's elites retreat to familiar comfort zones just when they need to be embracing radical change. Viewed this way, the multidimensional chess game is the least of Portugal's problems. No doubt a way will be found to finesse the immediate financing challenge, most likely involving some official-sector debt rescheduling and a precautionary credit line. But that will only buy Portugal some more time. The question is, for what?


Fernando Torquaz, liberto de jugos partidários, migrante com pátria, observa a incapacidade da junção de duas metades históricas de Angueira em prol da defesa duma terra comum. Os PSD sonham com glórias passadas, submetem-se a uma posição ressabiada de um aldrabão Relvas e de um falsário de esperanças perdidas. E Roma não paga a traidores... A outra metade PS,corroída por interesses mesquinhos não pretende levantar-se do tacho oscilante entre o rapa, tira, deixa e põe. Escravos de si mesmos. Enquanto, os angueirenses votarem em listas previamente ajustadas por politiqueiros locais, cinicos e intriguistas, o valor do voto estará sempre blindado e a degradação continuada será o caminho fatal. Assim se chegou à situação de aldeia mais degradada/ou das mais degradadas do concelho.Qual caixa de luta fracticida de dois grilos espanhóis dentro do mesmo recinto. Acabarão ambos destruídos, sem rumo, nem destino.
A conclusão é simples: As eleições autárquicas (embora objectivamente distintas das legislativas) são conduzidas e orientadas pelos mesmos jotas PSD, garotalhos empertigados (P.Coelhos, M. Antónios e seus duplicados) e,portanto, fazem parte de uma única liderança,acéfala,incompetente, cruel para o mundo do trabalho,destruidora responsável do país (BBC confirma, S & P reafirma).
A sentença do regresso aos mercados de Victor Gaspar - grande impulsionador de uma austeridade severa, ocorreria em data previamente anunciada: 23 de Setembro de 2013. Estratégia errada. V. Gaspar Fugido fugiu para parte incerta!
Factos observados:  Juros O.T. a 10 anos superiores a 7%, dívida acrescida para os 130%. Falhanço total. Incompetência provada dum P. Coelho, qual mostrengo de antanho, e da sua suicidária política do além troika.O P.M. oscila entre a incompetência e a teimosia. Deve haver alguém dentro do PSD que lhe explique que o verdadeiro problema não consiste na falsidade da afirmação da "vivência dos portugueses acima das suas posses". Alguns,de facto viveram, e foram enquadrados nas listas BPN, offshores,administradores Swapp, carros de combate, submarinos,jotistas sem lei e tutti quanti.
Portugal está mergulhado numa guerra económica global, onde a apropriação dos recursos financeiros radica na  manipulação dos mercados. Os instrumentos da pilhagem são liderados pelos grandes bancos internacionais, onde as bolhas imobiliárias e as crises da dívida pública têm a sua origem. Estas dívidas públicas passaram da banca responsável para o cidadão comum. Este paga uma dívida que não contraiu e pela qual não é responsável de todo. Mas P. Coelho cumpre, para além da troika, as normas exigidas. Veja-se a propósito o livro " Como o Capitalismo acabou com a classe média" de Santiago Camacho. Apontar as culpas para a "vivência do cidadão acima das suas posses", revela a insuficiência de Passos como P.M. O afastamento cínico do poder do PS, no ínicio do seu catrastófico mandato, só revela a impreparação para tamanha responsabilidade política. O P.M. libertou o PS da sua obrigação de corresponsabilização fundamentada, e não se esqueça, com o conluio de um PR monocolor.  O povo encontra-se cercado por credores e baixa política. "Em linguagem de Guerra Junqueiro, ...,transformado em burro de carga, besta de nora...". 


Em conclusão : O voto, esse, poderá nada significar, mas ao menos que contenha " um mostrar de dentes e a energia de um coice", e ao menos o ladrão da esperança não passe de um mero meliante de bairro suburbano!




terça-feira, 10 de setembro de 2013

Condenação antecipada

Condenação antecipada 

do Reinado do inapto Coelho...


A rota da destruição programada da dupla Passos Coelho-Relvas para muitas freguesias vai ter o seu epílogo, a 29 de Setembro de 2013. A incompetência política destes dois perigosos imbecis, vai materializar-se num sacrifício desnecessário sobre as populações mais fracas e indefesas. A degradação do valor intrínseco  de vários elementos da Junta, em anos recentes,  conduziu ao colapso actual e ao posicionamento relativo  entre aldeias no concelho. Todas as aldeias,todavia, perderam para a toda poderosa freguesia de Vimioso, tendo como último exemplo a inauguração das Termas de Vimioso (custos da ordem de dois milhões de euros, da C. M. V.). O poder autárquico local reflecte, com clareza, esses interesses, não deixando o seu posicionamento face ao poder central senão a leitura de dóceis serventes do poder central. O poder não foi exercido com equidade, e portanto, é tempo de mudança. Os poderes locais seguem o seu rumo: o PSD segue a política de subserviência continuada a um líder inócuo, o tal da afirmação " que se lixem as eleições". Mentiroso, aí está de novo. Esconde pelo  silêncio as medidas de austeridade extremas que se seguirão sobre os mesmos (Reformados e funcionários públicos), escamoteando os erros colossais dum político incapaz (dívida pública atingiu 131% neste 1º. Semestre de 2013) e que nunca deveria ter ocupado o lugar de PM. Os portugueses, têm que escolher o que querem.
A junção da freguesia de Angueira e de Caçartelhos não traduz qualquer poupança financeira, e foi um capricho do aldrabão Relvas, o da licenciatura à la minute.Quem paga são os habitantes mais carenciados, via sacrifício pessoal e acompanhada de despesas (transporte) inúteis. E não vai ser tarefa fácil, a gestão conjunta.
Quanto ao PS, torna-se óbvia a observação do lança mão da concelhia a um candidato oriundo de presidência de Junta com três mandatos completos. Ao que parece fala francês, quiçá membro do PS francês, admirador dos códigos bairrista de Santulhão e putativo admirador dos Vimiosenses. Quais?  Ora se o N. Crato defende exame de aptidão de professores para exercer a profissão,qual a razão que impede os professores de reclamarem prova similar a políticos de profissão. Ter-se-ia provado, com as necessárias ilações, que Passos Coelho talvez nem conseguisse sequer ser vereador de Câmara, enquanto candidato derrotado à Amadora. Desembarcou directamente em P.M. agora subalterno do CDS, com apenas 8% de votos expressos nas urnas. Na sua versão mais simplista, é a escolha entre "o filho da mãe (literal - sem ofensa)" e " o filho de mãe". O "da" e o "de" significa,apenas, ida ao pote dos dinheiros públicos. Vivam os Menezes e Seabras! Vivam os políticos de elite deste país! Chame-se o Tribunal Constitucional como bombeiro de recurso! Ouça-se o doce chilrear dos M. Mentes! Uma comédia, digna de levar a cena. Varrelas profundas exigem-se. O poder genuíno reside no acto consciente do voto individual.

Feito este preâmbulo, apesar de tudo polido e cordato, veja-se as causas profundas do estado actual desta pequena parcela do território nacional. A questão do despovoamento deste território e das condições materiais de vida não pode, sem dúvida, ser atribuído às populações locais e o seu desenvolvimento está, por natureza, limitado aos seus escassos recursos, económicos, financeiros e culturais ou matérias primas. A exploração dos seus recursos, quando existem não deixam aí as suas mais valias (Recursos hídricos, mineiros ou ambientais). A agricultura de subsistência tem sido a base da sustentação deste depauperado território. Difícil se torna  perceber a submissão ao mandante Passos, à renúncia a posição autónoma, à falta de coesão política  na defesa dos interesses próprios da região geográfica (Vimioso global).

Afastemo-nos do pantanal actual, e procure-se analizar as causas profundas do subdesenvolvimento desta região. Apresenta-se nos Graficos 1 o recenceamento de 1878 por aldeia  e no Graf.2, a literacia dos habitantes de Algoso, Angueira e Caçarelhos.
A mesma informação pode observar-se nas figuras seguintes (Fig 3,4,5)
Os gráficos nrs 3,4 e 5 permitem concluir que Angueira ocupa o lugar mais baixo das competências de leitura, quando comparada com Algoso e Caçarelhos. Considerando, apenas os homens que não sabem ler nem escrever a progressão é a seguinte : 88% (Ang); 75% (Algº) e 44.15% (Cac.). Quando se trata de mulheres, a progressão é ainda mais pesada: 99% (Ang); 95% (Algº) e 97% (Cac.). 
No que a Angueira respeita, pode observar-se nos graficos 6 e 7, que a mortalidade infantil era muito elevada (em torno dos 6-10 anos de idade) e um forte decrescimo da população masculina (em torno dos 21 anos) correspondente, provavelmente, à prestação do serviço militar.
Os gráficos revelam várias  características que, devido ao espaço electrónico, não serão aqui indicados.A conclusão que advém da leitura dos factos apresentados, é a de que a população à data de 1878  era em grande maioria analfabeta, e a escrita e leitura andava essencialmente associada aos homens. Como sempre, os números dos inquéritos pode não traduzir correctamente a situação descrita. 
Caçarelhos aproveitou da existência de Párocos dinâmicos [Abade Jerónimo Morais Castro (1773) e seu sucessor] e de mestre(s) escola que contribuiram, certamente, para uma população mais letrada em termos relativos, como o inquérito de 1886 viria demonstrar. A literacia em Angueira, iria alterar-se profundamente no início do Séc. XX (1902), com a presença continuada de uma Professora do Magistério Primário, sobrinha de um ilustre filósofo de Rio Frio (Ferreira Deusdado), defensor acérrimo do Magistério Primário nos seus vários escritos. Refere-se, de passagem, ter sido o autor de um compêndio de Geografia, onde foi apresentado pela primeira vez um mapa a cores. Dada a respeitabilidade dos escritos deste filósofo e da projecção internacional conseguida na área do regime penitenciário, voltaremos um dia destes a um exame detalhado da sua obra. Na mesma época, foi nomeada uma professora oficial para Caçarelhos.
Então, os habitantes de Angueira  gozaram do benefício da existência do Ensino Primário na aldeia, embora a penetração da ideia da exigência de cultura  tenha sido muito lenta e resistiva. Preponderava a ideia do trabalho braçal sobre o intelectual e é, segundo a nossa opinião, a causa profunda da situação actual. Dada a maior capacidade económica de algumas famílias de Caçarelhos (família Raposo, por exemplo), o acesso a cultura mais evoluida, viria a ocupar lugares de destaque em Coimbra na área da Medicina. A 2ª geração de Angueira (com nascimentos em torno das décadas de 20 e 30) iria produzir algumas professoras primárias e alguns licenciados. Apenas a 3ª geração (nascido por volta do pico  de 1950 de população máxima) viria a voltar-se para a faceta da instrução com o aparecimento de uma população estudantil mais numerosa e que, posteriormente, iria ocupar a magistratura do ensino primário (maioria), ocupar lugares na Administração Pública e licenciados que na sua actividade ocuparam vários ramos do saber (economia, direito, engenharias, ciências exactas).  A abertura proporcionada pelo desenvolvimento tecnológico do país (fins dos anos 60 e décadas de 70 e 80) veio permitir a alguns naturais de Angueira  ter acesso a alguns lugares, até então proibidos à generalidade da população tipicamente rural. Sem entrar em detalhes,  os nascidos em Caçarelhos (em décadas equivalentes) teriam seguido um processo similar. É um lugar comum referir que o processo desenvolvimentista do país de 60 levou alguns a imigração interna, e que hoje procura fazer convívios regulares nas grandes cidades. A emigração externa (Brasil, Venezuela, colónias) teve lugar no início dos anos 50 e na década de 60 a emigração maciça para a Europa (maioritariamente para França e Alemanha). A vida não foi fácil para ninguém, quer para  imigrantes quer para emigrantes, todos dando um contributo importante ao país, quer no exercício de actividades no interior do país quer na remessa de emigrantes.
Os gráficos indicados para Angueira  mostram claramente o decréscimo acentuado da população. Não se apresenta a evolução da população de Caçarelhos, embora, a priori, o decréscimo seja similar. As considerações apresentadas sobre o tema poderão vêr-se na mensagem de 25 de Maio de 2011 (deste mesmo blog: Angueira-2)

O retrato populacional actual entronca nos mesmos movimentos migratórios e consequente abandono do espaço de natalidade. Os descendentes dos emigrantes não regressaram a uma pátria madastra, os filhos dos licenciados continuam maioritariamente licenciados (e sem retorno) e apenas uma população residual continua no seu ambiente natural (aldeia). A agressão continuada à agricultura  leva a um decréscimo da população, envelhecendo sem regeneração. Repete-se um gráfico para Angueira, previamente apresentado em texto anterior. Caçarelhos apresenta um decréscimo demográfico similar, e portanto, a médio prazo a extinção da freguesia(singular/ou junção) é fatal como o destino. A divisão administrativa das freguesias de Vimioso assenta em pressupostos erróneos, e já se defendeu, que todas as freguesias deveriam estar sob a jurisdição directa de Vimioso, priveligiar a situação radial, em vez da concêntrica e o efeito do aldrabão Relvas e do incompetente político Coelho faz recair sobre as populações mais frágeis mais este pesadelo.

Não se refere o percurso individual mas apenas as trajectórias genéricas de várias grupos sociais provenientes da mesma área geográfica (Angueira - Caçarelhos). Em sentido geográfico restrito, todos estes grupos certamente não partilham a experiência de vida com a vivência burlesca de um Primeiro Ministro ignorante, jotista inapto e sem experiência de vida, resultado da eleição de uma máquina partidária (PSD, no caso) através de lutas intestinas, sem qualquer vinculação ao voto colocado nas urnas.  A estrutura partidária já não responde às aspirações da população, dando-se como exemplo, a tomada de decisão à Pilatos da junção das freguesias do concelho de Vimioso. 
Não basta o ignorante P.M, que de asneirada em asneirada, conduz o país a uma terra queimada com a sua teoria neoliberal, eis, senão quando este inapto P. Coelho vem fustigar a população com a recorrente teoria da responsabilização do Tribunal Constitucional pelo massacre continuado da componente trabalhadora deste país. Da sua cabeça,oca e vazia de ideias, nasceu toda a tragédia do actual pantanal político, económico e financeiro. Fernando Torquaz, exige a um PM que resolva os problemas do país, só que não tem capacidade intectual para a sua solução e é daí que deriva a responsabilização directa do PSD. Não havia no partido gente capaz de liderar um processo de tamanha complexidade como o actual? Ou pensam os ilustres palestrantes , a começar pelo esclarecido M. Rebelo, que é da extasiada plateia de meninos e meninas de berloques,  concentrados algures na Universidade de Verão do PSD que surgem as futuras luminárias deste país? O país não pode ficar dependente desta colectividade jotista, qualquer que seja a sua cor primária. Manda, em abono da verdade, que qualquer habitante de Angueira ou Caçarelhos, com a idade de tais jotinhas, já havido observado muitos sóis e luas, e empenhado as suas mãos e os seus braços nas árduas tarefas da procura do pão duro e difícil, por terrenos agrestes e os contrastantes pedregulhos, oscilando entre o frio e o quente nas estações do Inverno e do nada celestial Inferno. De onde se conclui, que a luta é comum, e a fachada deste Passos malfadados não passa de um escárnio a gente brava, trabalhadora e honesta.Vai estudar Relvas, dizia-se! Aproveita Passos, que é necessário estudar a Constituição,estudar matemática para analisar os swapps, procurar a verdade pelo estudo aprofundado das matérias jurídicas e quejandas! Os tempos de hoje não são comparáveis aos tempos do passado, onde a literacia era praticamente inexistente. Hoje, felizmente, há gente oriunda de locais ignotos que nada devem em cultura e saber a estes farsantes Passistas. É tempo de dizer basta, e começar a fazer limpeza destes pseudo-governantes. O Marquês de Pombal, quiçá sem razão, aplicou purgas até à quinta geração. E, já agora, os ex-alunos inteligentes e dotados, entre eles os professores,  de Universidades de reconhecido mérito cientifico devem lutar pela obrigatoriedade de exames a todos os políticos profissionais. Olho por olho, dente por dente! Caso contrário, qualquer dia encontrámo-nos numa nave de loucos, sem qualquer aviso.
A ética e moral nada significam para o político actual (salvaguardadas as honrosas excepções). O voto é uma arma do cidadão, que decorre da consciência individual. É um acto solitário e responsável. A junção de freguesias vai abrir uma caixa de pandora. A todos se exigirá bom senso, a começar pela ideia peregrina de que a sede de freguesia terá todo o  poder. Angueira não permitirá alterar a sua história, a começar pela nova heráldica a criar para a freguesia e onde a equidade efectiva terá que ser a regra dominante em todos os domínios e a igualdade perante pares, a norma. Um controlo efectivo da gestão dos bens a transmitir vai exigir transparência, e de uma vez por todas, exigir a publicação de contas públicas. Os pavilhões desportivos irão passar  mais dificilmente. Esta prova era perfeitamente escusada, derivou de uma dupla agarotada, e claro está, a Troika exigiu associação de municípios que para cobardes de estilo se resumiu a junção de freguesias. Junção de freguesias faz todo o sentido em cidades, onde aliás se processam sem sobressaltos de maior. A dinâmica da região transmontana e do interior beirão, votados ao esquecimento. Terra de pousio para o PM pronunciar diatribes contra o Tribunal Constitucional perante plateia seguidista, a mesma que aplaude o TC quando os dinossauros autárquicos são ressuscitados do além. Fernando Torquaz, peregrino de muitas andanças, não vota em zona sombra , mas não contribui para semelhante farsa. A desunião será fatal. A região de Trás-os-Montes e Alto Douro será cada vez mais, Trás-os-Montes: espaço vazio. Deixa-se aqui uma ligação à zona do Alto Douro para comparação (Clique aqui em Douro Alliance).  A partidocracia vigente já não dá resposta aos problemas dos cidadãos. Dito de modo abrupto. A informação veiculada pelas candidaturas locais é reduzida, embora possa haver uma indigestão de prosa francesa e confucionista. Verdades cruas, simples e ajustadas ao meio. Votos com critério. 

História milenar não se apaga facilmente e o repouso do peregrino permanecerá para sempre na rota compostelana.


quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Circo português 

 Diversão no seu máximo esplendor . . .

A crise que Portugal hoje atravessa é extremamente grave e toda a acção individual deveria ser pautada pela lucidez e sentido da responsabilidade, no plano individual, governativo e presidencial. Os actores políticos actuais, representados na Fig.1, traçam  o destino de todo um povo através de uma austeridade asfixiante: 
Fig.1 - Responsáveis  da austeridade
Recessão continuada, desemprego galopante, destruição da economia, expulsão forçada da juventude, subida do défice e da dívida, liquidação da esperança de todo um povo. Com a abordagem deste tema, pretende-se dar uma visão pessoal dos acontecimentos e, se possível, dar um pequeno contributo a todos aqueles que, por este meio, possam aceder a mais informação. Não se pretende contemplar aqueles que recorrem à Internet de modo rotineiro ou àqueles que têm à sua disposição os canais televisivos, dos pacotes por aí existentes. A constelação de comentadores políticos distribuem-se pelos canais TV, ilumina ou ilude a realidade portuguesa actual.. O imbróglio a que se chegou é de tal modo grave, que o povo português se sente cercado, privado da soberana independência, refém de dívidas e de credores, e liderado por aventureiros políticos,  incompetentes e malabaristas de trapézio que não se revêm nos Cómodos da  Roma antiga. De notar que o exercício do poder, no sentido do bem público, é uma tarefa nobre e deriva da autoridade, delegada pelos cidadãos. Como, criticar por criticar, é limitativo da consciência individual , necessário se torna fundamentar os factos. A trajectória política do pantanal actual exige um estudo aprofundado das causas, resposta que os economistas e/ ou os actores políticos nunca deram. A sua fundamentação assenta nos tópicos essenciais: globalização, sistema financeiro especulativo, desregulação e descontrolo dos mercados financeiros, e a dominância do poder financeiro sobre o político e do  individualismo sobre a sociedade.
 Os instigadores responsáveis da crise portuguesa apontam para a crise das dívidas dos estados soberanos, em consequência da falência do Lheman Brothers nos U.S.A., dos produtos financeiros especulativos (entre eles os swapps), poder financeiro global concentrado em certos bancos como o Goldman Sachs, actuação duvidosa, por vezes fraudulenta, das agências de rating e a extensa ramificação das negociatas dos bancos com derivados, tóxicos ou não, baseados numa engenharia financeira conduzida por homens do colarinho branco.
Porém, a crise da dívida soberana pôs Portugal na rota dos PIGS, conjuntamente com a Irlanda, Grécia e Chipre. Todos os responsáveis, que directa ou indirectamente tenham praticado operações anómalas na área economico - financeira deveriam ser objecto de acusação dos tribunais e levados à barra dos tribunais. A teoria infantiloide do Pedrito de que os portugueses viveram acima das suas posses, deve ser desmistificada. Do alto da sua esbelta figura não sai uma simples ideia, por mente inócua.Um cidadão, isolado nas montanhas distantes, excluído do progresso citadino e meios de informação, só sairá da letargia secular em que o mundo rural mergulhou, pela cultura e, portanto, este texto não é dirigido ao citadino, pois este é fácilmente moldado pelos  ideólogos, politólogos,  palestrantres, pregadores e sacristães de várias seitas e padrões de coloridas gravatas.
Pensar que a Lisboa distante tudo centraliza e decide, é meio caminho andado para o prolongamento de uma triste servidão. Vamos, pois, às causas do lamaçal político e aos seus actuais actores. Em escritos anteriores, foi-se apontando o desenlace fatal mas previsível de todo um povo, sufocado por dívidas daqueles que viveram acima das suas posses. Na Fig.2 encontra-se representada a evolução da dívida portuguesa de 1979-2011, da responsabilidade dos partidos e governos, do referido arco do poder (PSD,PS,CDS).
Fig.2-Evolução da dívida pública  portuguesa.


Cavaco Silva foi responsável  por 40,5 mil milhões € e Sócrates por 82,9 mil milhões €. O modo como parte desta massa monetária foi gasta pode ver-se, em muitos casos particulares, clicando aqui neste sítio. [A informação deve ser tomada sob reserva, mas dá uma ideia de como tudo se processou. Existem vários outros sítios onde os mesmos temas são também abordados]. Pretender alijar a responsabilidade da asfixiante dívida baseado na  perversa fraseologia da vivência dos portugueses acima das suas posses, é crime intelectual. Responsabilize-se os actores, aponte-se os corruptos e todas as teias do enriquecimento ilícito, fácil e prolongado ao longo dos anos. Colocar P.Coelho  a tónica da falsa solução da austeridade sobre o mundo do trabalho e ignorar a componente especulativa financeira, bancos, offshors, mercados especulativos, swaps ruinosos, PPP, fuga de capitais, corrupção, só pode entender-se como líder sem vergonha na cara e desprovido de qualquer pensamento crítico. Houve uma época, em que a palavra tinha validade de lei. Homem honra a sua palavra. Era a medida da honra pessoal. Passos Coelho mentiu em toda a linha e, portanto, desce à condição de homem sem palavra. O cidadão português médio, não fundamentalista, considera-o como um simples figurante, casmurro, uma peça descartável da Troika, e tardiamente apontado de relativa incompetência pelo responsável-mor do Reino. Só que o responsável actor também é digno de registo.

  Pergunta simples: Que relação existe entre o BPN e o cidadão comum a quem apresentam a factura?O cidadão comum paga a conta dos desvarios de certos amigos de peito (Fig.3). Será que o actor-mor desta tragédia portuguesa, nunca se apercebeu de nenhuma operação ou afloramento de fenómenos obscuros ocorridos em Portugal?  Sentenças proferidas pelos tribunais, procuram-se. Por acaso, o cidadão C. Silva ignorava a actividade do BPN, quando por lá andavam alguns dos seus predilectos?
Fig.3
Há uma maioria no Parlamento,  segundo afirma P. Coelho, mas o povo português sabe que manifestamente o PM  não sabe pilotar submarinos nem veículos Pandur. De submarinos, conversa curta.Eleger homens verticais para a governação do país passa-lhe à margem. Ora o PM  dá, ao cidadão comum, a visibilidade esconsa da sua nebulosa ideologia. Como se resolve a questão do BPN? Entrega o BPN ao  desbarato por 40 milhões € e recebe facturas mais elevadas para apresentar ao povo. Na resolução dos contratos swap segue a mesmo raciocínio brilhante. Mete a raposa no galinheiro (governo). O povo sabe, dos imbróglios dos periscópios, que ora vêm ao de cima ora mergulham no oceano e não se deixa enganar, que o PM não está à altura da crise. A implosão do governo, com o detonador Portas à cabeça, pôs em evidência a fragilidade do governo. A delegação de poderes em P.Portas poderá ser um presente envenenado para o dito, mas não acresce inteligência ao inócuo PM. O povo não vive de fantasias, nem de um governo de tropa fandanga - comentador TV dixit. Existem no governo, apesar de tudo, 
honrosas excepções, acrescento eu. 

A situação política actual é escaldante, perigosa e volátil, a todos se exigindo responsabilidade. Tudo o que se escreva é, antecipadamente, desactualizado. Por isso, o importante é o conhecimento das causas. Na linha da frente: Cavaco, Passos Coelho, Portas, partidos da oposição e parceiros sociais. Fernando Torquaz, livre de partidos obsoletos, sedes de ambição desmesurada, antro de tachos políticos, pre-câmara dos jotistas dirigentes, inaptos negociadores de contratos, palco de figurantes menores, refúgio de comentadores fundamentalistas, propagandistas de benesses, não acredita nas falsas promessas dos actores cómicos apontados. As fotos instantâneas dos vários personagens citados [V. Figs 1,2,3]  revelam, num só instante, mais do que todas as tretas propaladas ao longo do tempo, período eleitoral, futuros risonhos, paraísos ao virar da esquina. Que nem o ministro da propaganda consegue dissimular. O povo quer bifes na mesa, não briefings !
  • Na tormenta política, aparece Vitor Gaspar com uma carta de demissão pública, visando criticamente um P.M. impreparado para o cargo e citando uma guerra surda de alecrim e manjerona (Paulo Portas-V.Gaspar). Veja a sua carta de demissão aqui, e core-se de rubor. Reconhece o falhanço completo da sua teoria auto-destrutiva baseada na austeridade, sendo o próprio o mentor da sua  máxima responsabilidade pela implementação. Que dirão da sua política:
    • Os 450 000 desempregados! 
    • A indústria e o comércio arruinados!
    • A brutal queda de rendimento das famílias, por fiscalidade excessiva
    • A equação, na sua fórmula simplista, do PIB=C+I+Nx ![C: consumo privado; I: Despesa total ref.a capital; Nx= (Exportações-Importações)] em que :
      • Consumo interno reduzido ao mínimo devido à austeridade!
      • I : Juros de empréstimos e dívida
      • Ligeiro crescimento,à custa de diminuição das importações (maquinaria, etc,...)
    • Os teóricos de gabinete, com a análise errada do artigoRR em que também se baseou para a fundamentação da política de austeridade como via única para a resolução dos problemas financeiros do país!
    • {Conclusão de V. Gaspar : Falhanço completo da linha de austeridade}
      • Consequências: Défice 10,6 % (1º. T 2013, dívida pública a 127 % PIB) 
        •  Novo resgate camuflado à vista! Não disse, mas é o que se espera!
    • {Conclusão popular: O esmagamento da classe média em termos fiscais e cortes vários foi completamente desbaratado pelos subsídios de desemprego,consequência da destruição do tecido económico e industrial! Destruição do tecido social e empobrecimento geral!
      • Consequência prevista: Descalabro total, sendo responsáveis os Políticos incendiários! Impunidade dos políticos!
  • Fica um ponto positivo, assume parte dos seus erros. Nos tempos que correm, já é alguma coisa! Mas regressando ao seu posto temporário do Banco de Portugal, não fica a conhecer a angústia do desempregado e as consequências nefastas da sua trituradora teoria da austeridade,  e quando chegar o tacho final europeu, os seres humanos voltarão,de novo, a simples números de economista. Au revoir! Auf viedersehen!
  • Concluído o primeiro acto da demissão de V.Gaspar, segue-se, sem intervalo digno de registo, o segundo pela mão de Paulo Portas. Consciente da gravidade da situação económico-financeira descrita por V. Gaspar, O Paulo das feiras e beijocas sonantes abandona o barco, sem qualquer consideração pelos portugueses e, à medida do seu ego, apresenta uma demissão irrevogável. Mas tudo se compra e se vende, nem que seja através de uma reconsideração forçada, com subida na hierarquia do estado (vice-PM) e mão nas finanças e economia.Tudo negociado com o subalterno Passos Coelho. Este último, lavando as suas mãos como Pilatos, vislumbra uma réstea de esperança em salvar a sua própria pele, a coberto da Presidência da República. Bonito de se ver, não fora a factura apresentada pelos mercados.A subida dos juros nos mercados têm um responsável: O Paulo Portas irrevogável. Ficou, claramente registado, o acto impensado de P. Portas, na súbita subida das taxas de juros e da perda em bolsa, estabelecendo-se sem qualquer margem para dúvidas  do princípio da causa-efeito. Serenados os mercados, diz-se, os factos são claros [Graf. 4].
  •  Paulo Portas cometeu um erro básico. Na opereta, Escreveu "irrevogável" em vez de usar outros média onde a pronúncia podia ser interpretada como " e revogável". Azar!
    • Conclusão popular :Quem vai pagar a factura? Resposta: os mesmos de sempre. Até quando o povo português tem que ficar sujeito a estes actores? Num estado de direito normal, teria direito a demissão fulminante, sem apelo nem agravo.
      • Homem sem palavra, é homem sem honra . 
      • Que sentido tem" A moção de censura transformou-se numa moção de confiança". P. Portas, dixit!
      • Reconhece a versão popular que a sua aversão à nomeada Ministra das Finanças, sucessora de V.Gaspar, alguma coisa trouxe de positivo.
        • Ao não comunicar a sua demissão, em tempo oportuno, ao P. República, Cavaco apresentou-se na tomada de posse da Ministra das Finanças como verdadeiro actor, no sentido dado pelo comentador Sousa Tavares ao cidadão Cavaco.
          • Obrigou a estalar o verniz, e em pleno desenrolar desta peça teatral, os actores revelaram as suas reais características e especificidades. Malabarismo e riso puro.Tragicomédia, à portuguesa. Seria divertido, com riso descontrolado assegurado, se a factura não fosse apresentada. O riso vai converter-se em lágrimas. Austeridade acrescida para os mesmos de sempre.
A recém chegada ao poder-Ministra das Finanças vem acompanhada da dança dos swaps. Estes swaps abriram uma nova caixa de Pandora. De uma verba da ordem de 3 mil milhões de euro. Em cima da austeridade asfixiante. A pagar, como sempre, pelos mesmos.Os swaps são contratos de risco (ou não), baseados em modelos matemáticos, e de natureza quantitativa. Veja-se, por exemplo,o sítio indicado para aferir da complexidade do(s) modelo(s) clicando aqui. Os brilhantes jotistas e afiliados do PSD e PS, os negociadores de swaps, futuristas do nada, assinam contratos com bancos, sem conhecimento de causa nem as implicações envolvidas. Cordeirinhos,  dormindo tranquilamente  em campo de negociantes engravatados e sabichões da Banca. Tudo leva a crer que estes gestores não passavam de meros intermediários na venda e compra de brinquedos perigosos. Mais outro folhetim.  Outro pantanal. O partido PSD achou por bem empurrar todas as responsabilidades ao Governo de Sócrates, e como o PM não sabe do que fala, viu os seus secretários de Estado cercados pelas chamas. Virou-se o feitiço contra o feiticeiro. Como os políticos devem ser avaliados com exigência e rigor, em domínios da sua competência mais uma vez se revelou que o critério politico cede lugar à verdade. Veja-se o discurso laudatório e submisso do deputado por Bragança, A. Silva. Em vez de alinhar nesse discurso, devia ter esclarecido em que consistem os swaps e mostrar (demonstrando) os valores quantitativos, derivados dos contratos. O cidadão português e, qualquer estudante que se preze sabe, que a matemática é assunto melindroso. O cidadão comum não tem obrigação de conhecer estes instrumentos, embora o politico tenha que ter outro domínio do assunto. Embora seja tempo de férias, a melodia wagneriana dos swaps, sendo um assunto pesado para o Governo, e sobretudo para nós cidadãos pagantes, vai ter que ser cantada até ao fim. Até os peritos em swaps indicarem, até ao cêntimo, as pautas que assinaram. Deixam-se aqui alguns tópicos sobre o assunto:
a) Mastering Financial Mathematics in Microsoft Excel, Alastair L., Cap. 8 - Swaps, Cap. 9 Forward Interest Rates (pags. 100-138).
b) Concepção de instrumento swap, do Banco J. P. Morgan. (Clique aqui, como um exemplo, entre vários outros)
c) Há informações detidas pelos bancos que não são do domínio público e, portanto, torna-se difícil mas não impossível  reproduzir as contas para cabal esclarecimento da verdade. Nos swaps tóxicos, até se fala em cláusulas secretas. A todos os governantes envolvidos nestes instrumentos deve ser exigida a correspondente demonstração do seu grau de responsabilidade.
d) Os media portugueses prolongam a melodia, mas são incapazes de colocar nas TV ou na imprensa escrita um contrato assinado. O cidadão comum poderia ver com os seus próprios olhos e não na prosa sectária da partidarite aguda, transformada em clubite pura.

Claro está que se um adepto anónimo de um clube vermelho não admite sequer qualquer argumento aos verdes e aos azuis,então este adepto manipula, apenas, a irracionalidade. Se as eleições se basearem na irracionalidade pura, baseada no clubismo partidário de origem, então nada vale a pena. Abismo político, à vista.

Finalmente, surge outro actor político. O PR deste principado, com permissão de um outro príncipe virtual madeirense, de porte duvidoso, para ir às Selvagens. Um líder político, neste caso o PR é o último baluarte da defesa de um povo. Este povo, acossado pelo falhanço da política seguida por Passos Coelho (Gaspar escreveu!), da perfídia de Paulo Portas brincando com o povo com uma demissão à medida do seu ego, da negociata Passos Coelho-Paulo Portas, decide intervir com um atraso de dois anos, em sentença tipo salomónico, confusa e contraproducente. Juntou mais lenha à fogueira,   visando o Partido Socialista e criando ainda mais instabilidade e incerteza no povo português, defendendo-se a si próprio de acusações pertinentes.  Esqueceu que o governo PSD/CDS foi por ele apadrinhado, permitiu humilhações sucessivas ao PS e não previu o que iria ser fatal: deixar o PS em roda livre durante dois anos, à margem do memorando. Surgiram avaliações e o PR acordou na 7ª avaliação e na carta de demissão do virtual PM - Vitor Gaspar. Veio, com dois anos de atraso, forçar um entendimento, após um divórcio de ideias há muito consumado e, sobretudo, a alijar a responsabilidade do falhanço da política Passos Coelho-Victor Gaspar e da responsabilidade do previsível segundo resgate, em perspectiva acentuada pela crise intestina Passos Coelho-Portas. 

Quando um PR fala de " compromisso de salvação nacional", e ignora 20% dos portugueses, só pode tomar-se como brincadeira de mau gosto. Percebe-se a intenção de necessidade de mostrar serviço como PR, de atingir o Partido Socialista, de alijar culpas próprias para a falta de acordo entre os partidos do arco do poder, da fuga constante da sua responsabilidade como fautor de estabilidade política, com vista a um imperativo nacional: Livrar-nos da troika na data acertada (2014), controlo efectivo da dívida e do défice. O PR, ao apadrinhar o governo ineficaz PSD/CDS é co-responsável pela austeridade excessiva com os números dramáticos do desemprego (18%), da destruição da economia, com o défice a 10% (1º.T/2013) e o aumento da dívida para um nível assustador (127% PIB). A cobertura declarada a um PM, do seu partido, incompetente e destruidor do sonho de um país, esbanjador dos sacrifícios de muitos portugueses, submisso perante os fortes do mundo financeiro e dos credores, e carrasco dos desempregados, dos reformados   e, de modo generalizado, do empobrecimento de grande parte da população portuguesa arrasta a figura do PR para o lamaçal político actual. 
 Pode divagar o PR nos seus considerandos, não procure fazer esquecer a implosão governativa, revelada com cristalina pureza na palhaçada dos últimos dias, com a espoleta activada pela demissão complexa de Paulo Portas, de que certamente terá tido conhecimento. Qualquer português consciente sabe, de antemão, que há um Orçamento de Estado 2014, e a austeridade excessiva se sucederá austeridade gigantesca. Explique ou faça explicar ao PM do corte adicional de 4 mil milhões de euros!  A governação falhada, de acordo com V.Gaspar, leva o PM  a escrever cartas à Troika para reparar os erros governamentais.Os mercados e a troika (credores) não perdoam, e o PR assiste ao espectáculo, impávido e sereno. A música de fundo do crescimento e  diminuição do desemprego  anestesia, mas não altera a realidade. A conversa mole da solidez do governo recauchutado, do diálogo que sempre enjeitou, etc ... não convence nem sequer os passarinhos. O PSD reage com coligação coesa e sólida! Poupem os portugueses! Onde estão os homens responsáveis e sérios dessa área partidária?

O povo português tem cumprido, com exemplar estoicismo, uma crise que,em grande parte, não lhe pode ser assacada e chegará o dia em que terá que dizer basta a um PM, inqualificável! O zigue-zaguear do PR conduziu a um beco sem saída e, infelizmente, nada de bom se perspectiva. O povo está cercado, pelos impostos e pela classe política. As eleições também nada resolvem. Fala ao país, com uma mão cheia de nada, de modo redundante e inconsequente. O roteiro da Grécia está traçado pela mão de um jotinha PSD, sem passado nem futuro. Sócrates, que não o filósofo, tem muitas responsabilidades no cartório, mas as suas responsabilidades hão-de derivar do modelo matemático dos swaps, assinado por gestores e a quem a responsabilidade deve ser exigida. Que responsabilidade têm os funcionários públicos, pensionistas e reformados da incompetência destes gestores swap, de gravatas finas e shampos sofisticados? A ministra das Finanças, a do mente não mentindo, ou da variante, não mentindo mente, deveria ter apresentado como sua legitima defesa os cálculos dos contratos por ela assinados e as cláusulas do respectivo contrato (Quem as conhece?) e demonstrar que havia: lucro, prejuízo, ou montantes irrelevantes  para as empresas envolvidas. Por acaso não assinou contratos? Então qual o espanto? A reprodução das contas, por centenas de cidadãos capazes de as reproduzir, dar-lhe iam o aval e crédito necessário a um Ministro das Finanças. Os media, que têm outras vias e meios para arranjar cópias dos contratos assinados, debita alegremente prosa e conversas infindáveis sobre o tema, mas expor esses contratos nas TV ou na imprensa escrita isso não fazem.  Tudo isto se transformou num big brother. Por isso, os políticos andam em roda livre e o simples parecer político, laudatório e submisso, lhes basta. E a atribuição de responsabilidades vagueia, erraticamente,  por aí.

Os cidadãos entenderam a austeridade, aceitaram-na tacitamente e, na esperança de superação da crise, submeteram-se a ela. O PM mentiu, desde a imbecil frase de "os portugueses viveram acima das suas posses " com vista à espoliação salarial, ao roubo das pensões de reforma, ao ataque da ordem constitucional instituída. O PM não defende o povo português, é um gélido ignorante dos perigos reais da globalização e do seu escondido motor : o domínio do mundo financeiro sobre as nações.

Grécia e Portugal - Que destino?
É um seguidor canhestro e inculto da teoria neoliberal, como se pode sempre esperar de um jotinha colador de cartazes.  Com semelhante piloto ao leme, o rumo está infernalmente traçado. O cenário é dantesco. Depois de conduzir ao abismo actual, baseado numa má solução dum problema real criado por outros e que culminou no memorando, vem agora falar em virar de página para a economia e emprego. Balelas da treta.
Fernando Torquaz deixa aqui, o roteiro da pauta grega, leia-se em grego (πορτuγuεσα). O povo português deve proceder à tradução da versão portuguesa e  desconfiar dos vários jotas que por aí circulam. Qual o significado do selo de garantia de Passos Coelho? O "PM" garante ! Garante o quê?  O PR tem garantia absoluta do PM? Garantia de quê? É o circo na sua plenitude!
Esperemos pela confirmação do desastre das avaliações seguintes, a começar pela 8ª, e a prova de fogo do OE_2014.
Que alternativa real oferece um PS, liderado por um outro jota sem vivência e tarimba fora do partido? É que os portugueses começam a exigir conteúdo. Não ignorem, porém, os jotas do PSD o descalabro a que sujeitam o país e a responsabilidade que é da sua própria governação. Não há mais contemplações. A fuga fácil para a culpa de outros e a aniquilação dos reformados, como contrapartida aos dançadores de swaps não colhe.
Fernando Torquaz deseja ardentemente que esta prosa possa estar errada do principio ao fim. Seria, certamente a dissipação da escuridão que nos tolhe a alma portuguesa  e a recuperação ténue da visão, clara, independente e soberana. Teme que seja uma miragem, pelo percurso seguido. Por este andar, um segundo resgate está na calha, consequência directa da incompetente parceria do trio austero  PC-PP-CS. Adivinhe os vértices do triângulo político. A geografia não mente e o domínio espacial do descalabro é Portugal. Fernando Torquaz, por natureza avesso a crendices, bruxarias, aparições divinas ou destinos fatais, olha simplesmente para o roteiro grego (V.Figura acima). A prosa já vai longa, remetendo-se o leitor que domina o inglês para o texto original. Ao de leve, deixa-se aqui as consequências imediatas da saída do euro, traduzidas em português: "Tormenta nos ditos mercados; perdas  gigantescas do BCE; implosão política na Alemanha pela recusa alemã  de novos financiamentos a Espanha e Itália; recessão europeia pela incerteza do euro;  créditos perdidos emprestados à Grécia; destruição da Grécia (descida do nível de vida próxima de 80%); colapso da indústria hoteleira grega ; o comércio destruído; a depreciação brutal da da nova moeda (dracma) ; as facturas a pagar, ainda em euro, levariam o povo grego ao colapso social e a turbulência generalizada. A tradução para português é óbvia.


Conclusão: Fernando Torquaz , cidadão comum, distante da posição extremista do não pagámos e da balela do mirífico crescimento económico, vem seguindo esta política suicidária da austeridade excessiva (além da troika!) levada a cabo pela coligação PSD/CDS, que conduziu aos resultados óbvios da destruição maciça do tecido económico, da desagregação social, do agravamento fiscal, do descalabro financeiro em termos de défice e da dívida. A renegociação do défice e da dívida é a única saída, dificilima por certo. Se a Alemanha não acordar e a Europa brincar com o fogo, talvez reste apenas escolher o campo de batalha. Por experiência própria, a Alemanha nos seus constantes devaneios imperiais, forçou à escolha entre dois socialismos: o socialismo nazi alemão e derivados  e o socialismo comunista. E, após a humilhação da segunda grande derrota militar, recorreu à renegociação da dívida de guerra e certamente compreenderá o estado de alma de um povo atingido na sua honra e dignidade. A  dignidade da componente honesta do povo alemão nunca deverá ser esquecida.  Apesar de tudo, a Alemanha tem mantido um comportamento digno com Portugal, embora distante do lendário Willy Brandt. As promessas de uma Europa, progressiva e tolerante, arrastou Portugal para o euro, nunca tendo sido o povo consultado para tal. Lacunas democráticas.

Um PM de um Governo que aldraba uma vez, duas vezes, ...,  aldraba por indução! Moções de confiança?!  Comédia hilariante! União nacional? Sonhos maus?
Figura de estilo

Para os amantes de fotografia digital, fica para análise esta figura, de matriz salazarenta e a que o N. Crato deverá prestar atenção com operações baseadas na Álgebra matricial.  

O triângulo, de vértices em  Coelho-Portas-Silva, é um novo triângulo das Bermudas.

Antes de terminar e por se tratar de período estival, deixo aqui a alegria de viver do povo grego, representado pelo actor Anthony Quinn, (filme: Zorba o Grego), com música de Mikis Theodorakis, homem de causas. Na versão portuguesa da D. Pontes, aqui fica uma versão do Povo que lavas no rio. Este povo nunca viveu acima das suas posses, emigrou, enviou as suas remessas para os bancos, deu-lhes lucro, não especulou e resistiu a vida dura. Nem praticou swing, ou vendeu swaps. Pagou muitas auto-estradas transmontanas e, ironica mas objectivamente, ainda tem muito a reclamar: desenvolvimento, saúde e ensino. Só um  manta rota, sem vivência, não percebe. Boas férias e para aqueles que não conseguem atingir a dita cuja  praia, porque não ficar pela Comporta, na casa da tia rica Espírito Santo e brincar aos pobrezinhos?  

Grécia e Portugal, que destino?

A esperança de um povo de passado glorioso não pode deixar morrer o futuro por causa de um presente incerto, povoado de gnomos e figurantes menores. Ou a Europa das Catedrais e a tia rica (pelo trabalho e dignidade) Merkel transformam o espaço europeu numa Europa unida e solidária, ou o Mare nostrum acabará por desenhar um novo mapa europeu, porventura repetindo os sons estridentes do Canhão de Navarone.