terça-feira, 13 de julho de 2021

Covid-19 [13.07.2021]

Após declíneo da pandemia, volta-se à subida acentuada !

A expansão da pandemia COVID-19 continua. Precaução máxima constitui a regra de ouro para evitar a contaminação pelo vírus, que vai assumindo novas formas. Para os mais pragmáticos, repete-se as normas a seguir. Para os que desejarem compreender um pouco melhor toda a problemática, complexa, da pandemia Covid-19, deixa-se aqui a referência ao sítio (em inglês) de onde deriva a maior parte das normas, seguidas por um grande número de países. { Clique aqui}. Este texto não se substituiu às entidades responsáveis pela informação (DGS) e aos peritos nesta área. A tentação dos políticos se pronunciarem sobre domínios da ciência, só vai culminar em desastre. A começar pelo PR. A insolência e arrogância com que manipula a ciência jurídica, tolda-lhe o pensamento sobre a ciência, que obviamente não se esgota na ciência jurídica, onde apenas é chamado pela função que representa. Continue a ser um suporte de estabilidade da sociedade portuguesa, mas não se meta por caminhos ínvios. A ciência jurídica não se coaduna com cifrões e números, como a pandilha da corrupção mostra sobejamente.

Há narcisistas para quem  a ciência nada vale e com voz melíflua tomam todos os portugueses por idiotas. Até o mundo do futebol percebe que há despistes em assuntos leves de futebol, mas convém não aumentar o risco com a demasiada frequência de voos do avião Falcon. As perras desperdiçadas na invasão maciça portuguesa, em modo nacionalismo balofo, teriam melhores aplicações neste jardim, à beira mar plantado. Agora, em modo desperdício, das cidades em fase de transformação  em pista de bicicletas. Esta lateralidade, vale também para a arrogante Inglaterra , em tempos de, final.

No que à COVID-19 respeita, as normas simples e eficazes são as abaixo indicadas:

Independentemente da tomada das duas doses da vacina, a regra de ouro para conter o vírus é simples: PRECAUÇÂO MÁXIMA, seguindo as indicações:

  • Distanciamento social
  • Uso de máscara
  • Evitar contactos desnecessários
  • Lavagem frequente de mãos (sabão, álcool-gel)
  • Resiliência e precaução extrema para evitar contactos com o vírus.
  • Vacinação (sempre que possível), nos níveis etários recomendados pela DGS
  • Siga, apenas, as indicações da DGS , dos virologistas e dos médicos.

 As autoridades sanitárias portuguesas apontam para a variante mais agressiva DELTA /Plus, inicialmente detectada na India. Atingiu rapidamente o  o Reino Unido e a mobilidade humana através de fronteiras abertas fez o resto, através das janelas dohospitalismo social(turismo) e eventos desportivos, sem justificação. Brincadeiras permissivas do Governo Português potenciaram  os actuais surtos. Alastram ou irão alastrar a todo o país, e todos os países europeus esperarão a sua vez. O crescimento rápido das hospitalizações, fazendo regredir o estado da situação  para valores próximos de Fevereiro de 2021, embora com menos mortes. Nem a Pitunisa de Delfos consegue prever a evolução, e em silêncio deve aguardar-se, com a jurisprudência prudencial activada.  Na zona de risco elevado (vermelho carregado),  um ponto branco indica a situação a 09/07/2021. A marca branca vai mergulhando mais e mais na zona do vermelho acentuado.


A transmissibilidade da variante DELTA é, segundo alguns estudos superior à variante ALPHA variando de 50-60%, e é mais letal. Vem colocar novos problemas e novas questões (que os estudos epidemiológicos oriundos da disciplina da Medicina e da indústria vão tentando resolver).

Figura.1



Como o próprio relatório refere (Relatório 15, de 09/07/2021) : " A vigilância das novas variantes de SARS-CoV-2 é feita com base na sequenciação do genoma do vírus SARS-CoV-2. A análise genómica do SARS-CoV-2 é realizada pelo INSA, após os procedimentos laboratoriais de sequenciação, os quais são realizados por um consórcio coordenado pelo INSA e que inclui o Instituto Gulbenkian de Ciência, e as Universidades de Lisboa, Aveiro e Porto."

A variante DELTA é mais transmissível e resistente às vacinas.  Abordagens diferenciadas ao combate ao vírus tem sido adoptado por diferentes países. De notar que os picos da pandemia não atingem os países simultaneamente, há desfasamentos temporais tendo implicações várias na área económica e na actividade normal das populações. O ramo da hospitalidade social (turismo, cafés, restaurantes ...) e da área cultural são fortemente atingidos. Ao Governo, que tem os dados globais para decisões que atingem toda a população, convém legislar e, cada membro do governo cumprir a sua própria legislação.

Assim a Inglaterra coloca Portugal na lista âmbar, e o insensato Johnson se deixa enrolar nas poses atiradiças de Hancock e a sensata Merkel da Alemanha declara Portugal, "zona de progressão da variante DELTA" e coloca Portugal na lista vermelha, atenuando as medidas posteriormente. Os países europeus revertem medidas já tomadas e tomam as suas precauções. As consequências imediatas para a economia portuguesa são óbvias. Os politiqueiros cá do burgo divertem-se com questões de lana caprina. Rui Rio preocupa-se com acidentes de automóvel para ganhos políticos. Outros politiqueiros espalham a sua dose de veneno pelas TV, mais interessadas nas prisões ao seu écran que na informação correcta às pessoas. Foi precisamente a mesquinhez, os interesses rasteiros das negociatas, da corrupção, da justiça adiada, do oportunismo cruel `a corrida às  vacinas, "nos votantes permissivos e interesseiros dos Isaltinos e outros que tais" que conduziu paulatinamente o país a esta apagada e vil tristeza, a esta humilhante degradação económica.

Porém, revela que o país depende em grande parte do sector turismo. Os politiqueiros da construção de rotundas, implantação de pilaretes, a novel mania da pista exagerada de bicicletas, da construção de passadiços e outros devaneios, chegaram ao fim de linha. A bazuca económica vai seguir o mesmo caminho. Devaneios de políticos, para ganhar eleições. Portugal é um país de negociatas, de lucro fácil e muitas vezes perverso. Onde está o raciocínio e inteligência dos Vieiras, dos Mexias, dos Loureiros, dos Catrogas, dos Joes e da longa lista de omissos ? Por que será que não aplicam o brilhantismo na criação de fábricas, de modelos de desenvolvimento sustentável ? Já não há mais nada a copiar do estrangeiro, com atrasos de décadas? 

Onde está a cultura do saber e o desenvolvimento real do país? Que sangue, suor e lágrimas, pagam os corruptos e os detentores do poder? Os dinheiros vindos da Europa no pacote actual ou sofrem desvio para os meios de produção e do saber ou este país não tem saída. A mentalidade associada ao subsidio-dependência criada pelo cavaquismo e sucessivos ismos, ou é eliminada ou o país caminha alegremente para a derrocada total. O Plano de Recuperação e Resiliência na sua versão de 15/02/2021 (PRR) é um tratado de belas intenções. A factura pesada do PPR vai de novo para as áreas metropolitanas de Lisboa , Porto e arredores. Novas linhas de metro para servir áreas populacionais já existentes e outros a construir para gáudio de empreiteiros da construção civil. A população transmontana assiste e, ao menos isso, alguns deputados assinam requerimento ao Ministro do Planeamento. Que todos, passados e presentes, olimpicamente fizeram o mesmo, embora com fraseologia diferente. Assim o comboio de Bragança foi enviado para paragem forçada pelos ditos cujos. Os mesmos que reclamam acessos a TGV espanhóis. Como se fantasias cor de rosa, com vivências experimentadas ou experimentar em Madrid, fizessem parte do quotidiano do pobre ou suposto remediado transmontano.

 Agora entra também na dança, o mundo digital. Traduzido para a região do nordeste transmontano, é despudor e vergonha falar em velocidades diferentes. Para uma pessoa normal, essa região está a ser enviada para a idade da pedra. Em palavras simples significa: lançada para o mais puro analfabetismo digital. Pior que o analfabetismo, de outros tempos, desde a Monarquia antiga ao tempo presente.

 Não esquecendo, também, os que andam em muitas andanças políticas, se passeiam pelos centros de decisão há demasiados anos e apresentam como resultado uma mão cheia de nada. E bajulam o poder central quando o vento sopra desse lado. Ou fazem alianças fatais para a conquista do poder, se tal for necessário. A aliança com Chegas e populistas de baixo calibre revela um R. Rio, de pronunciamento portista e provinciano. Nunca se viu tamanho fenómeno físico que conseguiu fazer  evaporar o comboio de Bragança numa noite. Nem a evaporação de aldeias baseado num aldrabão Relvas e de contas erradas. Nem ignorando, o trajecto mais curto seguido por Sendim para atingir Alcanices, via Angueira. Não há  dinheiro para desvios, sem grandes custos da CMV para resolver o problema. Investeve-se em palácio de burros. Amplificam-se as zonas de risco elevado. Todos fingem. As autárquicas ditarão mais do mesmo. Quando não há vontade para resolver, sobram requerimentos e invocações.

Toda a prosa anterior poderia tomar-se como inócua se a pandemia COVID-19, não espreitasse ao virar da esquina. Israel seguiu a política de vacinação maciça da população e é, nos dias de hoje, tomado por referência. Portugal seguiu caminho similar: vacinação máxima possível para todos os grupos etários, no sentido de diminuir a população susceptível. A lógica está plasmada em texto anterior, e que aqui se reproduz: "De modo simplificado, R0 depende de três factores  e é proporcional (ao risco de contrair o vírus), ao (número de contactos por unidade de tempo) e ao (número de dias em que um indíviduo infectado é contagioso-14 dias para o Coronavirus).Em termos simples: o objectivo consiste em fazer baixar a população totalmente susceptível (sem qualquer imunidade) para uma população vacinada que faça quebrar (baixar) a propagação do vírus.

A alteração do vírus levanta uma questão importante. Qual a eficácia das vacinas face a  esta nova estirpe?   Siga a ligação sobre vacinas da Organização Mundial de Saúde ( WHO) : [Informação sobre Vacinas]. As vacinas são eficazes sobre a variante DELTA/Plus por ser da mesma estirpe do CORONAVIRUS-2, mas a variante Delta é cerca de 60% mais agressivo, a resposta controlada à expansão da pandemia implica que a vacinação tem de ser apressada de modo a reduzir a população susceptível (processo de vacinação em curso pela DGS) e atingir ainda níveis etários mais baixos. O risco é fortemente diminuído com a toma da  2ª dose da vacina, passando de 33% a cerca de 80% (Astra) a 88% (Pfizer). Todavia, mesmo os vacinados com vacinação completa não estão isentos de risco. A regra de ouro, acima indicada, deve ser seguida com rigor, com o pressuposto de aceitação tácita para benefício de todos. Os negacionistas, os oportunistas da toma da vacina pela porta do cavalo, os que não estão dispostos a tomar a vacina, os inocentes estudantes de vida airada e cabecinhas de grilo, fazem parte dos vários submundos que, sabe-se, existem. Devidamente apoiados pelos pais endinheirados, com juventude universitária em casa, defendendo o direito à diversão. Pergunta-se à juventude transmontana dos anos 60, se tinha a possibilidade de optar entre a diversão e a foice secular ou afim durante as férias?

Cruzam-se os mundos do liberalismo (liberdade individual), da ética ou falta dela, dos oportunistas, dos imbecis criados nas redes sociais, alguns activados por pais demasiado permissivos, libertários ou demasiado endinheirados. Para a geração transmontana dos anos anos 40, 50, 60, e 70 não houve reais benesses, em modo de farra frenética no Algarve e diversão em Sevilha, em modo contínuo. Com patéticas tiradas férreas de invasão maciça futebolística para fazer tremer de medo a poderosa Espanha e dar cobertura às juventudes aguerridas com uma nova claque de apoio como nova Ala dos Namorados. Pobres combatentes de Aljubarrota. Patéticas versões da Guerra das Laranjas.

O que está em causa com a variante DELTA? Para além da corrupção, das corruptelas, existem pequenos mundos onde se trabalha para o bem comum. Na área da ciência, nos campos da medicina, da biologia, da matemática, da biologia, da biofísica, da bioinformática entre tantas outras. Felizmente, o nordeste transmontano vai, paulatinamente, invadindo muitos destes campos, através da sua melhor riqueza: o potencial humano. Mas há ainda um longo caminho a percorrer. Nestas páginas sempre se elogiou o trabalho e esforço do estudante transmontano. Sabendo que está em condições mais desfavoráveis e injustas, perante os seus pares, de cor de alface ou azulada. A pandemia só veio agravar a situação.

Esquema da evolução dos mamíferos
{Bioinformatics for Biologists, ed. P. Pevzner and R. Shamir. Published by Cambridge University Press. C Cambridge University Press 2011, pag235}

De há muito, a biologia se debate com o problema da  evolução das espécies, que ocorreu num muito longo período (escala de milhões de anos). A história do envolvimento da ciência moderna, teve início com a dupla estrutura em hélice do DNA (1953). Desde a sequenciação do genoma humano (2001), um certo número de sequenciação foi obtido ( rato, cão, chimpanzé, macaco,...). O estudo destas sequências permite um estudo comparativo destes mamíferos e lançar alguma luz sobre a evolução da vida na terra A comparação destas sequências envolve cálculos matemáticos muito complexos, onde se cruzam cientistas das mais variadas áreas: biologia, física, química, matemática, medicina, computação, ... Esta nota pretende tão só mostrar a complexidade da questão da evolução e da divergência das espécies.Afinal, questão de mutações. 

Qual a relação entre ser humano, chimpanzé e gorila? Quando e como começou a vida na Terra?
Os biologistas dão importância não só à arvore da vida e das suas espécies, mas também à formação das proteínas e da evolução da função que desempenham.

É matéria de estudo prolongado para os estudantes que desejem entrar nesta área {Conhecimentos aprofundados de inglês são assumidos de início, tal como transparece das referências assinaladas neste texto}. Campo de trabalho para estudos sem fim, inumeráveis e diversificados, cobrindo quase todas as áreas da ciência.


 Esta matéria destina-se essencialmente a indivíduos com formação académica muito exigente e específica. Não desanimem, pois, os leitores, já que se trata de uma área multidisciplinar, onde cada sector contribui com uma pequena parte. Os negacionistas negam a ciência. Do ponto de vista de muitos, apenas revela ignorância assumida. A vacina é um produto da ciência médica, benéfico para a humanidade e no estádio actual apenas o conhecimento está disponível e acessível a algumas instituições(públicas e privadas). Este conhecimento deve pertencer à humanidade. No entretanto, a guerra das vacinas é uma guerra de triliões.

Abandonando esta perspectiva de larga escala, a mutação do vírus SARS-COV2 é de âmbito pontual. (local).{Para uma introduçãodo  tema, siga este link "New Variants of Coronavirus: What You Should Know | Johns Hopkins Medicine " ou clicando aqui . É segundo estes autores, da natureza do vírus Sars-Covid-2 evoluir e sofrer mutações. O vírus da gripe (influenza) tem comportamento semelhante, sugerindo os médicos o benefício da vacinação anual.

Haja esperança e resiliência. É altamente provável que os métodos actualmente usados para a produção das vacinas (mormente as baseadas no mRNA) possam ser modificadas, em tempo oportuno, para combate às novas variantes. Siga as directivas da DGS, com a juventude incluída no plano de vacinação.

Tempos duros, os actuais. A resiliência deve continuar e termina-se com a mensagem inicial: precaução máxima. É preferível passar pela vida com máscaras, embora incómodas, a jogar a vida numa roleta russa. Boa sorte.


sábado, 3 de abril de 2021

 PÁSCOA , em tempos de pandemia COVID-19

03 Abril 2021- 20 h

Os tempos são difíceis e a pandemia não está debelada: PRECAUÇÃO MÁXIMA

A pandemia grassa  pela Europa e países economicamente mais fortes também são forçados a aplicar medidas drásticas., como a França.Também zonas localizadas, de baixa densidade como o território de Vimioso, são afectadas pela propagação do vírus e a regra de oiro, mais simples e eficaz, é procurar evitá-lo, não potenciando a sua propagação. Quando surge, torna-se necessário tomar  medidas draconianas, se necessário, da responsabilidade das Autoridades Administrativas e da DGS.

O que está agora em causa? O concelho de Vimioso está (à presente data 03-04-2021) com uma taxa compreendida entre (140-240), acima do aconselhável de 120 casos/100 000 habitantes. Não se trata de qualquer extrapolação, é o resultado de um cálculo simples, aplicável a todo o país. Há toda a razão para criticar o critério, e de uma vez por todas  o microcosmos de Vimioso deve lutar pelo seu progresso, com visão de horizontes alargados. 

É perfeitamente natural que ocorram distorções de visão do poder centralista de Lisboa sobre a pandemia, as barragens e as autarquias locais. Sobre as autarquias locais, a autoridade local vergou-se ao aldrabão Relvas, sobre as barragens é a última gota  da atribuição da riqueza transmontana aos grandes interesses económicos. A apropriação dos lucros das barragens do Douro - riqueza de Trás-os-Montes pelos grandes interesses económicos não é de hoje. A esta continuada exploração das barragens deve somar-se a novel exploração mineira de lítio, esta última da responsabilidade do actual governo. Querendo ir mais longe, é a continuação do velho processo de exploração mineiro de Roma. Exploram  ouro, estanho e outros minerais. As populações ficam a chuchar no dedo, como meras cadeias de servidão para benefício do capital dominante.

A Roma dos imperadores floresce e os seus sucedâneos actuais corrompem. Dão alvíssaras aos que servem os seus interesses. Castigam os que dizem verdades. A Câmara Municipal de Miranda do Douro recebeu, por vários anos , um montante significativo de dinheiro da Administração da Barragem de Miranda do Douro. Convirá saber toda esta história. Toda a gente assistiu. Contrapartidas? 

O poder centralista de Lisboa não quer ser incomodado nem criticado. Define o conceito de riqueza, a seu belo prazer para tapar o sol com a peneira. Trás-os-Montes é entendida, por muitos, como pobre. É claro , já privada das barragens hidro-eléctricas e do valor do sector mineiro. Resta a agricultura de subsistência para comparação com a fértil lezíria do Tejo e os saborosos enchidos, para gaudio de alguns. Mas existe um problema. A visão errónea de Lisboa, está infiltrada nas Câmaras locais, onde os interesses mesquinhos ainda são mais visíveis. Só o rio Douro é importante? Que fazer com os seus afluentes e subafluentes? 

O rio  que banha Angueira, cuja designação custa a muita gente, não merece uma mini-hídrica na localidade que lhe dá o nome para garantia de aprovisionamento de água para verão quente e sequioso? Ou aparece apenas no folclore dos Vales de Vimioso ou ainda no esquecimento de uma mini-hídrica não aprovada? Ou o Rio Angueira irá mudar de nome? A água do Angueira e do Maças irá perder-se no Sabor. Território de barragens, de cruzamento de políticos filósofos e da mesma EDP. Tudo a bem da Nação, mas à custa das populações de sempre.

 Lisboa, apesar de tudo, atira algum dinheiro para regadio, mas com que resultado ? Os campos continuam abandonados. A candidatura a novos tratores ferve. Há dinheiro desperdiçado. Os políticos andam à solta, mas não se vislumbra uma escola Superior de Administração Pública, a sério. Basta fazer a tarimba dos partidos , todos eles, para serem administradores brilhantes. O resultado está a vista. Despovoamento e descrédito total da política. Há pequenas irritações cutâneas, mas acabam facilmente na bruma dos instantes impulsivos. Enquanto não houver posição firme, a começar pelas Câmaras para reclamar fábricas a sério, fixar populações e dinamizar a agricultura, tudo se esboroa no nevoeiro denso, num reino decadente e sem futuro. Se as aldeias se despovoam, para quê a existência de vilas e vilarejos? Ora, não calhava nada mal uma inspecção rigorosa aos gastos desnecessários, e não fundamentais, que vão por essas bandas.

Os problemas  deviam ir sendo resolvidos em tempos de paz. Agora os tempos são de contenção perante a pandemia Covid-19. As autárquicas vão seguir dentro de momentos, com os politiqueiros do costume. Vão embelezando praças em torno da igreja e promovendo a desertificação completa das aldeias. Vão, de novo, promover a gritaria nas ruas mais uma vez para tudo ficar exactamente na mesma.

A pandemia COVID-19 exige a todos  um grau de exigência maior e facultar às administrações locais o melhor desempenho possível. Agora trata-se de resolver o problema da Covid-19, que consta no mapa de risco como muito elevado. Aqui entronca, também, a literacia do meio sobre esta e outras questões. Toda a gente sabe que as aldeias de Vimioso sempre foram prejudicadas perante a vila. A questão dos transportes é evidente, não ignorando telecomunicações e escolas de ensino. Continua-se na mesma construindo paragens de autocarro para privados, mas não se obriga as empresas a fazer o percurso pelas aldeias. Muitos, dos que se passeiam pelos blogues, oriundos das aldeias sabem que a vida estudantil, em  Bragança ou outra qualquer localidade, foi dura e difícil. O despovoamento começou, logo por aí. Seguido da emigração maciça para o estrangeiro. Nada disto é novo. Ora é impensável, a concentração dos dinheiros públicos quase exclusivamente na vila de Vimioso. É tempo de se ir pensando em largar dinheiros públicos também nas aldeias, e aproveitar as construções para turismo rural. A CMV só vê termas em Vimioso e ignora o número de de fontes de água sulfurosa, existentes nas margens do rio Angueira.

Os habitantes das aldeias ainda não se aperceberam que, desde sempre levaram os seus dinheiritos, para a sede do concelho e é tempo de ter relações mais equilibradas. As ditas faceiras de Angueira têm dimensão, área suficiente  e qualidade para puder alimentar grande parte do concelho, em termos de produtos hortícolas de qualidade. Que se vê? Campos abandonados, sentimentos caprichosos de cerca de 50 tractores inactivos e produção agrícola quase inexistente. As populações e dirigentes da margem direita do Maçãs tomam as margens do Angueira, como simples fornecedores de lenha.

Também não é só atribuir a responsabilidade aos dirigentes camarários. Um dolce fare niente povoa os espíritos das aldeias. Excitados, por vezes, quando se trata de morder uns metros, no terreno vizinho. Há a produção de gado ovino e caprino, onde a erva não falta e o trabalho árduo de outros tempos pode ser contornado, com certa facilidade. Mas há, uma questão essencial: não havendo pessoas disponíveis, nada feito. Pode levar-se uma vida decente, com organização e método, ganhando um terço dos salários das grandes cidades. Pretender salários demasiado elevados, vai traduzir-se a breve trecho na morte de todos, caindo uns mais depressa que os outros. 

Entretanto, estar vivo e lutar pela vida, é o ponto essencial do momento para todos os países. A   Covid-19 está de novo a evoluir para pior, como a França e a Alemanha. O confinamento acaba de ser decretado por Macron. A evolução da pandemia não é igual para todos os países. Está desfasada no tempo.


França-Casos diários confirmados (CONFINAMENTO)

A  situação portuguesa é a seguinte ( em 3 de Abril de 2021).

FIG. 1- COVID.PORTUGAL - Relatório 397 DGS de 3 Abril 2021

A matriz de risco representada abaixo, indica:


FIG.2 - MATRIZ de RISCO


INCIDÊNCIA Naciona
l: 65,6 casos de infeção por SARS-CoV-2/ COVID-19 por 100 000 hab. Continente: 62,9 casos de infeção por SARS-CoV-2/ COVID-19 por 100 000 hab.

 R(t) Nacional: 0,97 

Continente: 0,97

Como se pode ver no gráfico da Fig.1, a tendência mostra um decréscimo acentuado até atingir no dia 04-03-2021, um número de casos diários confirmados de 280,  [Relatório 397_DGS], como número de internados hospitalares 512 (-1)  e em UCI 126 (-5). Estes são os dados positivos: Libertação de camas de hospital, libertação de camas em UCI e valor de R(t)=0,97<1.

TUDO pode mudar nas próximas semanas. No caso de Vimioso o perigo espreita, pois o número de casos em termos de % é muito alto : entre 120 e 240. Ora 120 já é valor muito elevado, e encontra-se no 2º quadrante da Fig.2. A representação a cores do mapa da DGS [perigo muito elevado] figura a vermelho carregado, o que significa também R(t)>1. Se na próxima semana nada se alterar, provavelmente haverá confinamento local, incluindo os concelhos limítrofes [Bragança, Miranda do Douro, ...]

*Ora o valor calculado para R(t) [de hoje, 3 de Abril] já é superior a 1. A interpretação é simples: Quando este parâmetro é superior a 1, isso significa que a pandemia não tem tendência para se extinguir e, pelo contrário, tende a aumentar. O objectivo do confinamento é fazer baixar este R(t), que atingiu o valor de 0.8, pouco tempo atrás. O cálculo deste parâmetro é feito pelos matemáticos-epidemiologistas e, portanto, objecto dos especialistas da área.

**A questão das vacinas é essencial para compreender  o que está em causa. Torna-se necessário discutir o parâmetro inicial R0, deixando o cálculo do parâmetro dinâmico R(t) aos epidemiologistas e apreender o significado de R0, com ele relacionado.

***De acordo com o programa desenvolvido para as epidemiologias, comum a várias delas [sarampo, HIV, varíola,  gripe espanhola, Covid-Sars2, ... ]  , um parâmetro essencial é conhecido por número de reprodução inicial do vírus:  R0 , que significa o número de casos secundários infectados a partir de um único infectado, considerada uma população totalmente susceptível [isto é: sem qualquer imunidade]  De modo simplificado, R0 depende de três factores  e é proporcional (ao risco de contrair o vírus), ao (número de contactos por unidade de tempo) e ao (número de dias em que um indíviduo infectado é contagioso-14 dias para o Coronavirus).

O risco de contrair o vírus diminui com o aumento da distância (distância aconselhada mínimo 1 m, lavagem das mãos,...), redução do número de contactos e isolamento.

**** Para o cálculo de R(t), dinâmico, é necessário recorrer a programas específicos e pode ser calculado de várias maneiras {que não vem agora ao caso}. E há incerteza, associado ao cálculo.

***** Compete ao SNS e DGS, definir os vários níveis de alerta, a nível local, regional e nacional. São estas entidades que controlam a recolha e tratamento dos dados. Assim, o caso de Vimioso deve ser objecto de especial atenção, já que são estas entidades que reconhecem uma situação de risco muito elevado. 

Espera-se que o período de Páscoa, lá por essas bandas esquecidas, decorra com normalidade. A situação vivida assemelha-se a um período crítico de guerra e só os resilientes e cumpridores de certas normas poderão furtar-se ao vírus Covid-19. A humanidade já passou por outros apertos, nomeadamente pela peste negra e pela pneumónica (ou gripe espanhola).

A dor, o sofrimento e a angústia não tem fronteiras. Representação de vida dura, de mãos calejadas sobre vetusto granito. A Páscoa deve ser tempo de esperança, tal como Rafael a viu.

Bercianos de Aliste (El país/Opinion)

Rafael (Renascimento)


Boa Páscoa para todos.




quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

 COVID_19 {25-02-2021, 18.30 h}

NO MEIO DA  TORMENTA !!!

Aguentar confinamento até estabilização da situação, sem data pré-anunciada! 

Relatório da DGS(Clique aqui) : DGS_24-02-2021


[Gráfico obtido de COVID-19 Zero-Zero]

Os tempos actuais não são para brincadeiras de políticos, nem devaneios floridos de TV inconsequentes, nem jogos florais de jornalistas. São tempos de luta contra um vírus pérfido que pode ser letal. A situação é tão simples como isto: As decisões a tomar são condicionadas pelos números (dados do gráfico) e não pelas datas dos ignorantes das TV. É necessário saber descodificar tudo isto. Por vezes, aparecem nas cadeias de TV, três homens de vida airada: P. Portas (TVI), M. Mendes (SIC) e o director do Público (RTP3). Do seu púlpito, catequizam, sem apelo nem agravo os inocentes. As virtuosas portas não se abrem em submarinos, o catavento ora aponta a sul ora a norte e o restante procura vender publicidade. 

Os partidos têm o direito e dever de criticar e procurar melhorar o SNS, defender a população portuguesa e  dar aos cidadãos sugestões válidas para vencer a pandemia. Reclamar dinheiros fáceis, em tempo de crise em país falido, é cinismo. Toda a gente sabe que a situação é difícil para muita gente e que merece todo o respeito. Os que comprovadamente necessitam auxílio material deve ser-lhes facultado . Todavia, não é difícil compreender que a saúde é a base primordial de salvaguarda de um ser humano e convém não confundir minudências com reais e eficazes auxílios.

O governo (M. Saúde, DGS e P.M.) é atacado por muitos treinadores de bancada, epidemiologistas natos, por intuição divina. Aos governantes envolvidos, força política e resiliência. Se há gente que massacra, há gente que aprecia o trabalho dantesco em que se encontram mergulhados.

 Os dados do gráfico acima nada dizem aos perdidos no tempo actual .

 Aos média interessa a data do desconfinamento, como se o importante fosse a data e não o número. Contradizem-se por falta de alcance, na sua tacanha visão dos factos. O governo cometeu um erro crasso quando não tomou medidas draconianas no período de Natal, cedendo perante pressões de muitos quadrantes da sociedade, com a argumentação simplista de Natal é Natal (que foi apenas para alguns). A imprensa insiste e ainda não consegue entender a crise do bloqueamento do SNS (pico da curva). Interessava-lhe mais as imagens das filas de ambulâncias às portas dos hospitais, o retrato do colapso do SNS, das negociatas dos hospitais privados e os contractos com empresas periféricas de negócio.  Com inteira razão, há abaixo assinado contra esta malfeitoria de certa imprensa contra o governo. 

O governo passou, num ápice, dum mundo paradisíaco a um  inferno descomunal. O gráfico acima [à posteriori] mostra o falhanço do controlo da pandemia e o caminhar para o colapso total, de que agora há indícios e evidências de se estar a sair. Os defensores do desconfinamento apressado, não passam de demagogos imbecis, bem falantes e de cabeça de grilo. Fazem alarido, nada mais. A imprensa, para quem anda distraído, não passa senão duma cópia infiel de jornais e TV estrangeiras. E falam, pensa parte dela, para imbecis. De igual modo, lá para as bandas fronteiriças, do nordeste transmontano se exagera sobre a falta de internet de uma criança em idade escolar [a quem se deseja boa sorte!], lá para as bandas de Serapicos. Como se as autoridades administrativas não soubessem que esta zona não tem cobertura de meios de difusão mínimos: TV, telemóveis e Internet.

Como se Vimioso não estivesse no pico de incidência máxima da pandemia/100 000 habitantes durante certo período, e como se o valor indicado pelos jornais (> ou igual a 970) não escondesse os valores reais, de longe muito mais altos [é fácil fazer as contas, que aqui não se indicam, porque a resolução do problema é a questão essencial]. O importante para alguns era aparecer nas imagens furtivas e passageiras das TV. É claro que as autoridades administrativas locais não têm responsabilidade no surto ocorrido, mas perguntar -se -à se o investimento em palácios de burros e  pavilhões para criação do vazio compensam. Clarinho, como água transparente. Em tom humorístico, converta-se a C.M.  numa loja PSD para venda de ilusões, ignorem-se as populações e faça-se demagogia com uma criança, esquecendo as demais e da população, em geral.  Obviamente que a CM não é culpada de tudo, mas o sonambolismo continuado tem feito parte da sua ausência de acção.

Feita a introdução, vamos ao essencial.  O segundo pico (2) está na origem directa do (3). Pelo método inductivo, se não se resolver completamente os danos causados pelo 3ºpico, virá um 4 º, um 5º...sem fim. O desconfinamento precoce, conduz aos momentos dramáticos de: congestionamento dos hospitais, sobrecarga dos médicos, dos enfermeiros, dos técnicos...do mundo hospitalar. O "burn out" dos profissionais fica à vista. O governo cometeu a imprudência de ouvir demasiado, os mentores das facilidades do Natal.

Portanto, para tomar medidas tem que verificar-se determinadas condições:

a) R(t) muito baixo. Agora anda por 0,8 mas quanto mais baixo tanto melhor, e discutir agora o desconfinamento é treta de imprensa, TV e jornalistas peseteiros.

b) O nº de novos casos deve ser muito baixo, e quanto menor tanto melhor. Antes do 2º. pico, andava à volta das duas/três centenas e deu no que deu. 

c) Por ora, o confinamento deve continuar, sem data marcada para desconfinamento como muitos futuristas pretendem.  O prolongamento desta medida tem custos sociais, económicos e afecta , de modo implacável, o conhecimento dos alunos. Os alunos serão marcados, sem margem para dúvida, no seu futuro. Quanto mais pobre ou remediado, tanto pior. A questão dos computadores não é panaceia para todos os males e quando nem Internet há, ficámos conversados.

d)  Acho bem, quer o Presidente quer o PM, adoptarem uma posição de grande cautela não vá o diabo tecê-las de novo. Os arautos do desconfinamento que metam algum bom senso nas cabecinhas adormecidas e deixem de andar a falar para idiotas.

e) Após dados favoráveis de: R(t), nº de novos casos, descongestionamento das enfermarias dos hospitais e quase esvaziamento das UCI, então será possível falar em desconfinamento programado, progressivo e faseado. Quem manda são os números-trabalhados pela ciência e não pelos politiqueiros de saber duvidoso. e a verborreia poluente de muitos políticos. 

f) Em conclusão: ainda há muito trabalho de campo até salvaguarda da vida humana. Só os resilientes e cumpridores das normas da DGS poderão ajudar a restabelecer os procedimentos normalizados, do anterior modo de vida. Lá se há - de chegar com sacrifício de muitos (Hotelaria, restauração, . . ., de vários mundos submersos na imensidão da sociedade , apesar da negritude apontada por políticos de várias cores.

O texto já vai longo. Referimos, a nova arma da vacina. Será aplicada quando estiver disponibilizada para todo o cidadão português. A oposição aproveita para atacar governo sob todos os ângulos. Como ignorassem o processo de fabrico, o processo da investigação, as limitações do conhecimento humano, as limitações das técnicas utilizadas. O político ignorante diz simplesmente: testar, testar, testar. Afirmação correcta. Todavia, não esclarece que método de testagem se pode usar, a sua implementação no terreno, o circuito de distribuição, a sua eficácia. Em última análise, apenas o método PCR é mais ou menos seguro.

A ciência, pública e privada, não dorme. As novas variantes do vírus irão ter a resposta da ciência. Portugal, por razões óbvias, tem de inserir-se na Europa. A própria França, país de ciência e de Pasteur, também não tem a tecnologia e o saber para a produção de vacinas baseadas no m-RNA. A própria Europa não consegue ser independente. Enfim, há muito trabalho a desenvolver dentro deste velho continente.

Em conclusão, é necessário que cada cidadão tenha conhecimento científico básico, capaz de contestar as alarvidades da baixa política e ter capacidade de se impor aos oportunistas  de vários quadrantes que se arrogam o direito ao assalto a vacinas, sem qualquer direito. Estes idiotas passam uma declaração de desprovidos mentais a todo o cidadão sério. Corruptelas de mentes viciadas. 

Para não alongar este texto, voltar-se -à, num dia destes. Até a tomada da vacina, a regra de ouro para conter o vírus é simples:

  • Distanciamento social
  • Uso de máscara
  • Evitar contactos desnecessários
  • Lavagem frequente de mãos (sabão, álcool-gel)
  • Resiliência e precaução extrema para evitar contactos com o vírus.
  • Siga, apenas, as indicações da DGS , dos virologistas e dos médicos.





quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

 COVID-19 - Situação crítica

Nota pessoal [20-01-2021, 18h]: Fecho de escolas 

Compreendida a razão fundamental, por experiência própria do percurso académico, pela qual o PM manifestou reserva certeira no fecho das escolas, na situação actual da pandemia não é mais defensável esta posição, Por opinião própria, as escolas do Ensino devem ser fechadas, de imediato, sem ter de esperar pela consulta dos peritos do Infarmed.

De qualquer maneira, o ano escolar está fortemente abalado, a equidade das provas de exame não existe mais. A falta de computadores nas escolas não constitui uma necessidade vital, como os políticos propagandeiam, podendo contornar-se a situação com o prolongamento e recalendarização das aulas, uma vez superada a pandemia. Toda a gente sabe, que a situação económica determina a evolução escolar. Aos ricos não faltarão computadores individuais e explicações, Aos pobres  e remediados faltarão computadores, acessos à Internet, meios económicos e tudo o mais. O futuro está plasmado nos receios do PM.A divisão acentua-se. A ponderação política envolve muitos outros factores, a começar pela própria sobrevivência de muitas actividades económicas e das próprias famílias.

Porém, a garantia da saúde e sobrevivência de toda a população portuguesa é prioritária sobre todo e qualquer outro factor. Os números da pandemia não deixam margem de manobra e só com um confinamento severo, a pandemia poderá ser vencida. A posição do Governo vê o longo prazo, esquecendo o presente.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

COVID-19_Tempos complicados

 COVID-19 - Tempos complicados

O início do ano 2021 tem sido turbulento e exasperante. Três factores são determinantes: Agravamento da pandemia, fenómenos atmosféricos adversos, eleições presidenciais em ebulição. O ser humano é, por defeito, inteligente e o método de abordagem deve consistir em tornar mais simples, os fenómenos complexos com que a vida real nos vai vai confrontando. 

A realidade descrita pela Direcção Geral de Saúde [DGS], traduzida no gráfico abaixo, não deixa margem para qualquer dúvida. A situação é de risco extremo.

Grafico-1 -Evolução da pandemia Covid-19


Gráfico -à data de 15 de Janeiro de 2021
 

I - Sem alarmismos desnecessários, a questão colocada aos portugueses é simples:
"Ou a situação se reverte com a colaboração activa e consciente da população aderindo ao confinamento, com custos elevadissimos embora para uma população muito significativa do pequeno comércio, restaurantes, cafés e similares de modo a estabilizar e fazer diminuir drasticamente a tendência crescente e o pico (ainda desconhecido da curva) ou o sistema nacional de saúde colapsa, com consequências trágicas e nefastas i.e., doentes atingidos a perder a vida na entrada dos hospitais ,nos domicílios, nas ambulâncias, ou algures "
A população portuguesa tem oportunidade de escolher, entre os governantes actuais ou oposição, em tempo oportuno. Não é tempo de recriminações, mas tão somente de incentivar todas as forças para um combate desigual contra um vírus mortífero. O sector privado da saúde tem que ser chamada à colaborar, mas sem premissas de lucro fácil. Os médicos, enfermeiros e outros sectores foram pura e simplesmente formados, na sua maioria, dentro do sector público. A ganhuça fácil deve ser combatida,com pulso de ferro. As ideias liberais tão tardias em Portugal, visam apenas acoplar-se aos negócios e contratos do Estado, para multiplicação fácil dos seus capitais financeiros.

Nada há contra hospitais privados. Mas construam tudo de raiz. Formem e eduquem os seus médicos e enfermeiros. Não se  compra equipamento médico e de material, que não existe muitas vezes no sector público, por falta de financiamento. Muito do conhecimento cientifico é produzido no sector público.

Os cidadãos portugueses têm que escolher entre:

  •     Os Afonsinhos do Condado que circulam pelos média: Facebook, Tweeter e quejandos,  o pateta alegre Bolsonaro, o  troglodita Ventura, e seus sequazes  ou o Trump, de má memória, belicoso e golpista,
  • ou
  •  Gente que, com todos os defeitos, luta  impondo mesmo condições duras e difíceis para vencer esta pandemia Covid-19 e a sobrevivência dos seus concidadãos?
Todos cometem erros na tomada de decisões, e em tempos de crise podem ser fatais. Que o diga o gen. Patton.  Em temos de grandes guerras, ilustres generais cometeram os seus.

Politiqueiros manhosos , fora da liça contra o COVID-19, do alto do seu trono invectivam os responsáveis pelo crescimento desmedido da pandemia, à data de hoje 18-01-2021,i.é., :Ministra da Saúde e DGS. O despudor e a vergonha não lhe marca as faces. Assim o mensageiro e  tudólogo  P. Portas, do alto do seu trono da TVI pretende enganar os incautos. Como se fantasias e devaneios poéticos não conduzissem a submarinos, a embrulhadas da Moderna, a nomeações manhosas de Ministra da Justiça, ou a almoços em registos fotográficos com o Dono Disto Tudo (DDT), com ou sem vichyssoise.

Se o ser humano não usar a inteligência que a natureza lhe concedeu, e optar por um Bolsonaro de Manaus, por um Ventura,  populista  execrável , ou pela seita Trumpiana da invasão do Capitólio, então o vírus Sars Covid2 modificado e aplicado à sociedade, invadirá os sobreviventes com a última etapa da loucura colectiva: ditadura feroz. Não se queixem, depois do facto consumado.

II . As intempéries que atingiram Trás-os-Montes e grande parte de Espanha vieram agravar as zonas  economicamente mais débeis, das vetustas casas de xisto, da emigração eterna, do despovoamento sem fim. Alguèm, em tempo de bonança, se preocupou com uma base mínima de conforto para as populações transmontanas, com um rendimento minimamente justo para os pequenos agricultores locais?
Nevão  recente [Espanha]


Foto autor[15\01\2021_Turiel]

Que aquecimento ? Que futuro? [Espanha]


 Os galantes Francisquinhos do CDS, os engravatados mas sórdidos Venturas, os aldrabões Relvas ou os indecorosos Passos da Coelha e das fisgas do Ermelo se preocuparam alguma vez com os seus concidadãos, senão pensando apenas no seu ego? Os mostrengos, pela própria natureza, reproduzem-se a si próprios. Os Relvas geram os Passos, os Passos geram os Venturas, devidamente apadrinhados por velhos dinossáurios da política.

 Se após a pandemia, é para tudo ficar na mesma, então  o esforço colectivo, consciente e livre, de nada vale. Volta-se à idade média, recorre-se à bruxaria, na esperança de que alguma alma caridosa crie as casas da misericórdia. Não serão precisos : nem bisturis, nem microscópios, nem máquinas complexas, nem conhecimentos para descodificação dos genes humanos. Basta um Ventura populista. O origianl americano Trump acabou por deitar para o lixo os pequeninos Bolsonaros e os Venturas LePenizados.
O povo português saberá dar valor à dignidade humana.

De todas as situações irracionais e imprevistas, como esta pandemia inesperada, há ensinamentos valiosos. Dá-nos a conhecer estes personagens, de ego desmesurado e cabecinhas de grilo que provocam ruído estridente. A questão passa pela cultura de um povo. Dos ensinamentos que a experiência de vida nos vai dando, um pequeno ensinamento guardei da juventude. "Certo juiz perguntou a um réu suíço: Sabe lêr e escrever, perguntou o juiz? De pronto ouviu a resposta: "Sou suíço, Snr. Dr. Juiz!"

Que ensinamentos pode um fedelho mimado, tipo Venturinha, dar a um cidadão transmontano, temperado por vida dura e fracos recursos económicos? Nenhum ! É claro que a estes Venturinhas oportunistas têm que se lhe opôr argumentação política forte, e ter pulso de ferro para nem sequer lhe dar a  oportunidade de levantarem a cabeça. Que dizem aos agora transmontanos na terceira idade, os ensinamentos destes palermóides  engravatados quanto a nevões da infância passada,  em escolas frias e geladas, quanto a nevões presenciados com geral alegria dos tempos de escola primária, quanto a aquecimento das  casa insalubres e tristes, de telha vã ? V. fotografia acima (casa Espanhola). Multiplique por 100 e terá valor aproximado para o burgo de Angueira.

A lista de candidatos à Presidência da República é encimada por um candidato virtual. Apesar de tudo, preferia que a Cristina Ferreira, no auge da sua excentricidade e go desmedido, figurasse no seu lugar. Do Ventura aprendi a classificar os seus inimigos de percurso presidencial. Rotulou-os a todos. 

Os média divertem-se com sondagens. Os jornalistas, na sua grande maioria, debitam o que lhes mandam. O cidadão sensato olha para esta histeria colectiva, com olhar manso. A direita revanchista só vê com olho de vingança. O dinossáurio Cavaco e a sua tribo despertam com azia para um novo futuro brilhante e esperançoso. Esquecem que não conseguiram maioria para formar governo. Têm que engolir o toucinho rançoso que criaram. O Rui Rio mergulhou na lama ao escolher O Venturinha, como parceiro de caminhada. Esperemos que não seja engolido pelo AV. Em vez de preparar uma oposição forte e séria escolheu um caminho minado. E acólitos sem qualquer valia política.

O objectivo essencial de momento, é vencer a pandemia. Com o esforço de todos, sem coloração partidária., com uma união sólida quer partidária quer de firmeza de príncipios individual. Afinal, não faltará tempo para discutir o que o Governo fez ou não fez.

 O candidato presidencial Marcelo, de direita, contribuiu para acalmar as hostes ressabiadas passistas e, conjuntamente com a coahitação na dita geringonça, consentiu em repor e estabelecer  a estabilidade política necessária. Esse mérito não lhe pode ser negado. Todavia, a superficialidade com que encara os factos não se coaduna com os objectivos fundamentais dum país. As selfies e o acesso fácil a um presidente não são condições suficientes e muito menos  as necessárias. O centrão, está provado, ser o principal foco da corrupção do país. Este cancro não se combate com selfies. Nem com centrões, nem com falsos liberais, que se servem à manjedoura do estado. Se O marcelo tinha veleidades de repor a direita no poder desengane-se: a direita actual não passa de um conjunto de gatos em recinto fechado. Dominada por um demagogo Venturinha.

A reconstrução do país só será feita com o esforço de todos. O trabalho de todos tem de ser 
recompensado em termos justos e equilibrados. A Alemanha do pós-guerra, arrasada, soube valorizar o trabalho conjunto, esquecendo que fora a manipulação política de Hitler que os arrastou para a aniquilação quase total, onde a destruição de cidades inteiras foi quase total não deixando  pedra sobre pedra. A Chanceller Merkel  percebeu. Conduziu a Alemanha com dignidade nos últimos tempos. A Europa não se portou bem com pequenos países na crise de 2009. 

Os falsos inquisidores da catástrofe anunciada e previsível , são os mesmos que destruiram lentamente o SNS, tratando mal os seus agentes; médicos, enfermeiros e restantes equipas e com  cortes sucessivos em infraestruturas, equipamento, investigação e formação médica. Degradação do SNS, liderada pelas figuras sonantes da teoria da austeridade passista.  Foram as políticas sucessivas de austeridade e  as iniciativas privadas da treta que nos conduziram aqui.

Austeridade e ideias liberais à solta. O CDS formula perguntas ao governo? O PSD inquieta-se com o possível colapso do SNS? Cinismo, apenas, quanto baste. Sem conotação racista, olhe vá às máquinas do Moreno.     Ficam logo ali, ao virar da esquina do hospital. A justiça clama até ao último sopro de vida e os clamores transmontanos que olham a serra da Sanábria, em pano de fundo, nunca foram ouvidos em Lisboa. Acautele-se porque a bazuca económica é bem provável que deixe de fora esta região esquecida, perdida em alguns aspectos em tempos medievais.

Terminamos com a única vacina eficaz e simples para o combate à pandemia:
            
Não se duvide, até completa imunidade de grupo pelas vacinas que um dia irão chegar, a melhor e única metodologia segura para combate ao vírus consiste no procedimento simples:
  • Distanciamento social
  • Uso de máscara
  • Evitar contactos desnecessários
  • Lavagem frequente de mãos (sabão, álcool-gel)
  • Resiliência e precaução extrema para evitar contactos com o vírus.
  • Siga, apenas, as indicações da DGS , dos virologistas e dos médicos.

Hoje já há duas vacinas disponíveis pela EMA {Pfizer; Moderna}. Uma terceira {Oxford/A.} está em análise para homologação. Haja esperança . Até lá, há que confinar e resistir. Os tempos são duros, embora mais pesados para alguns do que para outros. Com saúde é possível resolver,. Sem ela, muito mais difícil. Boa sorte para todos!




 


segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

 NATAL-2020 em tempos de COVID-19

Lisboa-Arco

Obviamente, a pandemia obriga a uma  comemoração natalícia diferente. A única vencedora é a vida humana e a luta pela sobrevivência exige aos governos a imposição de certas medidas, por alguns consideradas agressivas. A abordagem da pandemia foi feita, de modo diferenciado pelos governos das nações, previlegiando a vida humana ou a economia dos países. São frequentemente referidos os governos dos Estados Unidos, da Inglaterra, da Austrália, da Suécia. A actuação governativa de cada país deve ser julgada pelos próprios povos. 

Os E.U.A. já decidiram pelo voto a saída de Trump. Em Inglaterra, Boris Johnson tem em mãos o Brexit, por si criado, e a pandemia severa. Os deuses não toleram arrogâncias desmedidas e mentiras continuadas. É triste ver a Inglaterra com todos os seus pecados coloniais nesta situação deplorável, conduzida pela elite governante oxfordiana, numa apagada e vil tristeza. Na Suécia, o próprio Rei já veio assumir que a imunidade de grupo não funciona.

 As várias abordagens concorrem, no período natalício, a um reforço de medidas mais severas. Os governos devem, em tempo próprio, ser escrutinados pelo que fizeram ou não fizeram pela salvaguarda da vida humana.

O caso inglês é digno de estudo. Boris Johnson foi forçado a dar uma volta de 180º, desmentindo-se semana após semana, e colocando 37.5 milhões de ingleses no nível (Tiers) 4.Não foi por acaso ou capricho. A tensão colocada no serviço nacional de Saúde NHS, com ocupação quase esgotada das camas hospitalares, esgotamento das equipas médicas, a existência de uma nova estirpe do vírus, ... as inúmeras questões científicas associadas, acréscimo da transmissibilidade da nova variante em cerca de 60%-70%, acabaram com a veleidade simpática dum Natal, de regras suaves, para contentamento do sector libertário.

{ NOTA: a nova estirpe do vírus foi detectada num paciente (que viria a falecer) após aplicação de sangue, com antigenos obtidos a partir de um outro paciente Covid-19. Segundo os peritos científicos, aponta-se a possível mutação do vírus com a queda de dois aminoácidos da proteina (espículas)do vírus. A transmissibilidade maior terá a ver com esta situação. Esta nova estirpe levanta inúmeras questões científicas, para as quais não existe resposta A incerteza e precaução é de tal ordem que os países europeus já decretaram um bloqueio dos voos provenientes da Inglaterra]
 
O governo português adoptou para o caso do período do Natal, uma abordagem mais suave, que a da passagem do Ano Novo. Medidas combatidas por alguns. A decisão final passa também pelo gau de aceitação individual de cada um. Uma medida mais drástica, obviamente menos humana, pode confrontar a dura realidade da vida de entes queridos, perante partidas sem retorno e sem um mero adeus. Há decisões dicotómicas singulares. A cada um compete tomar a decisão acertada. Perante a perspectiva de vacinas eficazes contra a pandemia, é tempo de acções decididas para garantir a esperança de retomar, sem receio, o convívio e por que não acompanhado de uma brava cerveja Duvel, produto da cidade belga de Puurs, centro de produção da vacina Pfizer-BioNTech. Acabada de homologar pelo EMA.

A todos se deseja um Bom Natal, na esperança dum 2021 de melhor memória e registo que este de 2020.

Não se duvide, até completa imunidade de grupo pelas vacinas que um dia irão chegar, a melhor e única metodologia segura para combate ao vírus consiste no procedimento simples:
  • Distanciamento social
  • Uso de máscara
  • Evitar contactos desnecessários
  • Lavagem frequente de mãos (sabão, álcool-gel)
  • Resiliência e precaução extrema para evitar contactos com o vírus.
  • Siga, apenas, as indicações da DGS , dos virologistas e dos médicos.
Deixa-se aqui um conjunto de canções para a época natalícia, com uma esperança fundamentada nas vacinas que chegarão, de modo paulatino e com erros intrínsecos associados à distribuição e vacinação generalizada. 
Paciência e frieza em tempos de pandemia. A combinar com o rio Angueira gelado!
Rio Angueira -gelado
O melhor Natal possível.
Para quem desejar ouvir canções de Natal, clique abaixo, no link:






quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

 COVID-19 - Tempos de emergência europeia!

  • Horizontes de esperança: VACINAS !!!
    • Para verificar  a situação europeia sobre  COVID-19, clique no sítio abaixo.

  • "https://www.euronews.com/2020/10/31/is-europe-having-a-covid-19-second-wave-country-by-country-breakdown"

Covid-19 : Paises europeus

Gráfico : Portugal [Fonte: ECDC]



Os dados apresentados terminam a a 16 de Novembro, mas dados recentes da DGS mostram que a curva apresenta tendência de descida. O número das infeções registadas é de grande gravidade, pois está no limite da resposta possível que pode ser dada pelos hospitais, e a rutura do SNS tem que ser evitado, qualquer que seja o preço a pagar (confinamento...) Não interessa filosofar sobre as medidas de confinamento tomadas pelo Governo. Cada cidadão português tem o dever, imperativo de seguir as regras, para benefício próprio e dos cidadãos seus semelhantes, sem qualquer coloração política.

 Para os reactivos às medidas impostas, aos negacionistas, aos novos seguidores das velhas teorias da conspiração, aos trumpistas, aos seguidores da falta de verdade e aos negadores da ciência só existe um método de salvação. Curem-se através do estudo e libertem-se da ignorância atroz em que andam mergulhados. 

Os media, nomeadamente as cadeias de TV, em vez de dar informação séria e fidedigna, tomam os cidadãos portugueses como cobaias, sendo os jornalistas vítimas da sua própria ignorância. A TVI tem o seu tudólogo, o Irreversível, agora transfigurado em  falinhas mansas, mas incapaz de explicar submarinos. A SIC tem o seu pregador M. Mentes. Em combinação, são estas as encarregadas de desvendar os invisíveis iluminados e corruptos dos Panama Papers. A CMTV ocupa-se de crimes de faca na liga e sangue a rodos. TV' s de fraca figura que a pandemia veio revelar.

Obviamente, as TV também apresentam médicos que de forma isenta dizem de sua justiça. E académicos que apresentam resultados com rigor e simplicidade para o cidadão comum [Veja-se p. ex. TVI play, 1/12/2020-11h]. 

AGORA, JÁ HÁ HORIZONTES DE ESPERANÇA !!!

As vacinas já estão no horizonte mais ou menos próximo! 

Até à vacinação: 
CUMPRA COM RIGOR AS NORMAS da DGS e Máxima precaução !

Em nota anterior escreveu-se:
  • "It could be Oxford University, partnered with drug company AstraZeneca.
  • It could be Moderna in the US. 
  • Or it could be Pfizer and the German company BioNTech."
O simples anseio, tornou-se agora realidade. Convirá veicular algumas informações.

I. O Reino Unido (UK), através da sua agência de homologação independente  de medicamentos (MHRA) acaba de aprovar a vacina : Pfizer/BioNtech  e que começará a ser aplicada já na próxima semana.
  • Johnson impôs medidas severas de precaução, dividindo o país em regiões classificadas em  Nível 1, 2 e 3.
  • No parlamento enfrentou uma rebelião da ala dura,  de 55 parlamentares do seu partido.
  • A preocupação fundamental visa salvaguardar o HNS inglês, até à chegada maciça da vacina.
  • Não adianta filosofar, todos os países europeus endureceram as medidas. Porém, os seus efeitos não se verificam, ao mesmo tempo, em todos os países. Fazer comparações, comparando situações incomparáveis é estultícia.
  • Aos detractores da CEE convém fazer a pergunta? Que seria de Portugal sem a âncora da CCE?
  •  O problema da imunidade de grupo só será conseguida com a vacinação, consentida, de toda a população. 
  • A vacina Oxford - AstraZeneca (convencional) prossegue os seus estudos para a fase III, e que (se aprovada) tem a particularidade de contornar a questão da temperatura e ser de baixo custo.

Muitas  imprecisões aparecem nos media. Convirá ficar com uma ideia do que é importante saber.


I- Pfizer/BioNtech


TEMPERATURA: Embora a vacina Pfizer/BioNtech tenha que ser conservada a -70 ºC[mesmo durante o transporte] a companhia garante que pode ser conservada durante 5 dias a temperaturas entre : 2-8 ºC até a sua aplicação. A refrigeração é mantida com equipamento concebido e adequado para o efeito.

CARACTERISTICAS DESTA VACINA: 

Esta vacina é do tipo mensageiro m-RNA. É inovadora e diferente duma vacina convencional, produzida a partir de formas enfraquecidas ou modificadas  do vírus. A vacina m-RNA usa apenas o código genético do vírus. Uma vacina m-RNA é injectada no corpo humano, penetra nas células e dá-lhe instruções para criar antígenos. O sistema imune fica então preparado para o combate ao vírus. A rapidez com com que se criou esta vacina está associada a estudos sobre outras doenças e esta tecnologia é muito promissora para várias outras doenças e para as modificações do vírus. Além do mais, nos meios académicos aceita-se a evidência que não haverá risco acrescido, já que o vírus não é inoculado.

A vacina foi testada em laboratório e animais, antes de testes em dezenas de milhares de seres humanos. Os ensaios de longo termo continuam, informa a Pfizer/BioNetch por mais dois anos.
(Daí a aprovação por emergência e não licença totalmente normal)
A aplicação é feita em duas doses.

DISTRIBUIÇÃO DA VACINA :

A logística associada à distribuição e administração da vacina é complexa, tal como toda a problemática e complexidades da vacina. A palavra cabe aos profissionais de várias áreas. Há gente habilitada, quer na área militar quer na administração pública, competente para a realização de todas as operações. O resto é ruído de imprensa.

Quando os políticos e e politiqueiros se metem no assunto acaba sempre em desastre. Cita-se a aprovação do Orçamento - 2021 no Parlamento. Nunca o povo português viu tão claramente a valia dos nossos representantes e partidos políticos. Desde a aliança do PSD com o Chega, visando o poder nos Açores e com toda a legitimidade para fazê-lo. Afinal matemática é matemática e soma é sempre uma soma. Para não falar da proverbial boutade do rural salóio de Bragança. Mete-se em alhadas de greves. Com semelhantes acólitos, o R. Rio que se cuide, vai acabar em ribeiro seco. Espelho meu da ribeira de Angueira, em período estival prolongado. Caminho de pedras soltas.

II - Vacina da Moderna

A vacina da Moderna é produzida nos Estados Unidos da América, com financiamento de 1,95 biliões de dólares para produção de 100 milhões de doses, da administração Trump. Não colherá os louros. É, pelo contrário apontado como responsável da elevada cifra de mortos nos USA, sendo à data de hoje :


Casos confirmados13,728,738(Ontem: +180,083)
Mortes
270,669(Ontem: +2,597)     John Hopkins University
[O número de mortos americanos na Guerra do Vietname foi de cerca de  58 000 de mortos. Eis o resultado dum governante incompetente]. É necessário aguentar tal personagem, até à sua saída da Casa Branca, partindo toda a louça que puder e vociferando contra tudo e todos. O Procurador Barr declarou a inexistência de fraude nas eleições e as suas propaladas fraudes foram parar ao cesto do lixo da história. Derrotado em várias recontagens de voto, entre eles o da Pensilvânia. Os estragos causados vão perdurar por vários anos.

Produção da vacina

A vacina é produzida numa das unidades da Pfizer na Bélgica (Puurs). Será enviada para Inglaterra a partir desta unidade da Bélgica e para os Estados Unidos a partir da próxima 6ª.feira. As vacinas precisam da homologação por parte da entidade europeia EMA , que supõe-se ocorrerá dentro de dias.
O MHRA inglesa já aprovou e falta a FDA dos Estados Unidos. 

A  Pfizer/BioNTech enviou o relatório final Pfizer para análise  destas entidades (EMA,FDA) e a todo o momento poderão ser aprovadas. O preço é bastante razoável, prevendo-se 19,5 €/dose, que resulta em cerca de 39 €/paciente.

A vacina Moderna é mais manipulável em termos de controlo da temperatura e maior durabilidade, a fazer fé nos folhetos da Empresa.

É interessante verificar a evolução desta empresa Vacina Moderna . Uma introdução à nova tecnologia m-RNA que levou à produção da vacina pode vêr-se, clicando aqui m-RNA . Na base desta nova técnica estão dois prémios Nobel de Química (2020) , criadoras da técnica CRISPR.   Aponta-se para videos informativos destas investigadoras. Esta técnica levanta vários problemas éticos, apelando estas investigadoras para a responsabilidade da ciência para o seu uso. 


Esta nota não é facilmente compreendida por todos e é fundamentalmente dirigida para pessoas da área da saúde que se interessem pelo assunto da produção da vacina, envolvendo áreas diversificadas desde a Biologia Molecular à Criogenia.


Em conclusão, não facilite e siga as normas de segurança elementares (máscara, distância social, evitar contactos desnecessários, ventilação de habitações) até à vacinação.

  • A aprovação da vacina é, apenas uma vitória sobre a complexidade da produção.
    • Outra se seguirá com a logística da distribuição
  • Até a vacinação de cada pessoa, há um longo caminho a percorrer
    • A vitória final - a preservação da vida será, apenas, para os mais resilientes
  • Não se pode fraquejar a meio do percurso. Aguentar confinamentos e medidas restritivas até ao limite, por mais que doa e dói!
  • O pragmatismo impõe uma visão clara da evolução futura:
    • A libertação do pesadelo não irá  provavelmente ocorrer na próxima Primavera
      • Com um bom desempenho lá para o 4º. trimestre de 2021 será possível
        • Em termos realistas seria admirável ter um NATAL 2021, livre do pesadelo COVID-19