segunda-feira, 22 de maio de 2023

O menino TONECAS e Prof. ANIBAL

 


O menino TONECAS e o Professor ANIBAL

Vemos, ouvimos e lemos ... 


Da imprensa ! Factos! Veja s.f.f. na mensagem abaixo a foto do Trio Invertido |

Cavaco Silva – Uma assombração

(Carlos Esperança, in Facebook, 21/05/2023)

  E [Estátua de Sal ]

 

 

Ontem, para fazer esquecer a melhoria da perspetiva da notação da dívida soberana pela agência americana Moody’s, surgida na véspera



(ver aqui), apareceu a liderar a oposição de direita o rancoroso Professor Aníbal.

Substituiu Marcelo, convicto de que, à semelhança das águas residuais, que podem ser recicladas, os ativos tóxicos podem ser branqueados.

Aníbal Cavaco Silva, catedrático de Literatura pela Universidade de Goa, Grande Colar da Ordem da Liberdade por desvario de Marcelo, não se livrará do passado onde teve a sorte de as intrigas de Marcelo e as assinaturas falsas o fazerem, na Figueira da Foz, presidente do PSD contra o democrata João Salgueiro.

Marcelo, Júdice e Santana Lopes fizeram-no PM; Marcelo, Durão Barroso e Ricardo Salgado, ingratamente abandonado, prepararam na vivenda do último a sua candidatura vitoriosa a PR.

Mas não se julgue que o político videirinho foi apenas um salazarista beneficiado com a democracia, a que pretendeu abolir, conluiado com Passos Coelho, os feriados identitários do País, 5 de Outubro e 1.º de Dezembro.

Com o reiterado absentismo na Universidade Nova, para dar aulas na Católica, obrigou o reitor, Alfredo de Sousa, que o fizera catedrático, a levantar-lhe o processo disciplinar que o despediria por faltas injustificadas. Teve a sorte de ter como ministro da Educação João de Deus Pinheiro que lhe relevou as faltas e receberia em recompensa o Min. dos Negócios Estrangeiros.

O ressentido salazarista não foi apenas venal na docência, “mísero professor” no léxico cavaquista, foi igualmente no negócio das ações da SLN, para ele e filha, e no suspeito negócio da Vivenda Gaivota Azul, na Praia da Coelha.

Apesar de exigir que se nasça duas vezes para alguém ser tão sério como ele, há boas razões para pensar que sobra uma. Os seus negócios foram tão nebulosos como as razões do preenchimento da ficha na Pide, com erros de ortografia.

Ontem, o Professor Aníbal veio bolçar o ódio que o devora, depois de ter sido obrigado a dar posse ao primeiro Governo de António Costa, de ter então esbracejado e denunciado à União Europeia o perigo de um PM apoiado pelo PCP e BE. Exigiu que António Costa pedisse a demissão, apareceu nas televisões, rádios e cassetes piratas, e regressou aos sais de fruto enquanto a oposição de direita continuará a ser liderada por Marcelo.

O homem é assim, o salazarista inculto e primário que o marcelista culto, empático e igualmente perverso está a substituir com mais êxito.


quinta-feira, 4 de maio de 2023

Dias de Liberdade e de combate

25 Aprile 1945 ( Itália) 👫 25 Abril 1974 (Portugal)

A história, por coincidência, regista para a mesma data do calendário dois acontecimentos relevantes para os povos italiano e português. Embora diferenciados no tempo, ambos são concordantes no objectivo da conquista da liberdade. A Itália, subjugada pelo fascismo de Mussolini e ocupada militarmente pelos nazis alemães, rebelou-se contra esta situação e adoptou esta data de 25 de Abril como sendo o momento da proclamação da insurrecção geral lançado pelo comité "Comitato da Liberazione Nazionale Alta Italia (CLNAI)", a partir de Milão. Foi um movimento que congregou esforços de grupos de resistência. As formações principais da resistência (partisans, partigiani, controlados pela CLNA) foram: as Brigadas Garibaldi Comunistas, as Brigadas da Acção Partidária Justiça e Liberdade e as Brigadas Socialistas "Mateotti". Vários grupos mais pequenos, varrendo transversalmente correntes de pensamento diferenciadas como católicos, anarquistas, republicanos e monárquicos, entre outros partilhavam da mesma insatisfação, embora não fizessem parte da estrutura CLN.


Embora o exacto número de partisans ainda seja objecto de debate académico, aponta-se o número
 de 200 000 como plausível.

A RAI põe à disposição dos leitores uma revisão histórica dos acontecimentos. Há várias leituras actuais, revelando os reflexos nas forças vencedoras ou perdedoras.Como sempre acontece quando ocorrem factos históricos relevantes, ficam sempre feridas por sanar. Clique aqui [25 aprile: il giorno della Liberazione (raicultura.it)].  Mais tarde, o símbolo da liberdade, também conhecida históricamente como Resistência,  ficou registado na célebre canção: "Bella ciao", melodia lírica de origem nebulosa, não isenta  de  certo aproveitamento político. 


Partisans (com inclusão de Mulheres partisans) patrulhando Milão (1945)

Segundo algumas correntes de opinião, a actual PM de Itália (Meloni) e o partido que lidera, é suspeita de simpatia pelos resquícios do fascismo deixados por estes acontecimentos.  Dada a enorme complexidade deste período histórico italiano, uma análise aprofundada, necessáriamente mais rigorosa do que esta simples evocação desta data, requer um estudo aprofundado do tema. O 25 Aprile 1945 (Itália), tem um significado profundo em Itália: queda do fascismo (Mussolini), expulsão da ocupação alemã da Itália, queda da Monarquia, nova constituição. Os seus efeitos ainda hoje se fazem sentir, e a evolução dos acontecimentos posteriores permite traçar um esboço da Itália actual, com base nos reflexos destes eventos.

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O 25 de Abril de 1974

Comparando estas duas datas, no que ao povo português concerne, a conquista da liberdade  foi alcançada  através  do movimento militar MFA, com forte adesão popular. A guerra colonial flagelava o povo português atingindo os seus jovens e a economia do país. O governo salazarista, com raízes matriciais no registo italiano de Mussolini, asfixiava a liberdade de todo um povo. A história e a evolução dos acontecimentos posteriores é de todos conhecida. Uns, a maioria, aplaudindo a data, outros, em minoria, repudiando-a. A causa remota da situação, aponta para a presença militar portuguesa na Grande Guerra (1914-1918) com a finalidade de garantir as colónias, com base no direito histórico, das Descobertas. O regime salazarista não envolveu, directamente, o povo português na Segunda Guerra Mundial-WW2, mas não soube olhar para o futuro, isolando-se no orgulhosamente sós e ignorando os novos ventos da descolonização. O ódio ao 25 de Abril de 1974, provindo das muitas vítimas da descolonização, resulta grandemente, creio, da política salazarista, cega e absurda, que não soube ler os novos ventos de mudança, após a Segunda Guerra Mundial.

Os resquícios e fragmentos da divisão da sociedade portuguesa são ainda hoje visíveis e transversais. A liberdade conquistada tem obviamente o seu preço. No solo exclusivamente português (Portugal) - a liberdade foi oferecida pela Revolução dos Cravos, embora com períodos de flutuações políticas de risco. Numa escala de horrores humanos, o preço da liberdade em Portugal é ínfima (embora haja vitimas como sempre existem nas revoluções) quando comparada à conquistada pela Itália de 1943-45. Neste período italiano, confluíam a convulsão fascista, a ocupação militar nazista alemã, os dramas materiais da sociedade devido à guerra, a opressão fascista sobre populações pacificas que repudiavam simplesmente a guerra. O caldeirão vulcânico de todos estes factores em Itália torna o 25 Aprile 1945 incomensionalmente maior que a própria realidade portuguesa de 1974. 


Abril 1974 (Largo Carmo, Lisboa)


Todavia, os factores relevantes destes regimes fascio-nazistas estão presentes em todos os regimes desta índole (colónias, guerra, opressão cívica, falta de liberdade). Entre estas datas de celebração, medeia uma distância temporal de 29 anos.  A data italiana cumpriu 75 anos de percurso, a portuguesa atingiu uns 49 anos, apenas.

Água vs Moscas e Moscardos




Trio da vida airada, em tempos de risada, seráfica e palermóide

O cidadão português comum, na sua maioria com pensamento divergente das classes políticas, assistiu e assiste, amorfo a eventos decisivos que, sem o saber, lhe complicam a vida real. As classes políticas portuguesas são o que são e valem o que valem. Falta, manifestamente, sentido crítico à sociedade civil que ainda não interiorizou que a luta política se traduz na ida ao pote das finanças públicas. O trio da direita e o inesquecível Relvas da aldrabice, determinou a junção de freguesias, com o argumento de diminuição da despesa pública (falsidade evidente). Vende-se a escola de Angueira, sem conhecimento da população, com o argumento manhoso de publicação no local de costume. Os Sérgios desta vida são louvados pela genialidade e descoberta destes bens culturais, com o argumento de grande despesa de manutenção (vidros, etc.). Na penumbra, organizam festanças e projectam edifícios faraónicos, com ar condicionado para gáudio de moscas e moscardos. 

A genialidade de alguns (com fanfarronice de acesso a projectos europeus) leva os crentes à votação popular. A ida ao pote público só contempla os mesmos. Triste sina. E, voilà, as populações passam sede em tempos quentes de verão e as correntes do Angueira deslizam, apressadas, em direção ao mar. Para a mentira valer, é necessário a mentira continuada.

Não consegue, ainda, o cidadão comum descodificar: o populismo, as meias palavras, as inverdades, os desvios, os figurões da política, os comentadores(as), os interesses mediáticos e económicos, os pobres e tristes desempregados partidários que seguem como cães de fila, os seus iluminados políticos. E a sociedade tem tudo à mão desde as TV grotescas até às TV, manipuladoras da opinião pública e das imbecilidades permanentes.

Após 49 anos de percurso, qual a foto instantânea do panorama político do país? Que conquistas, que desenvolvimentos, que valores perenes? Que artistas políticos nos governam? Que partidos, que ideologias, que governação, que governança? Que futuro? Que dirá a gente citadina da fotografia acima? O que pensará o mundo rural dos agentes políticos ao longo deste percurso de 49 anos? Quantos no meio daquela juventude, ansiosa de liberdade, paz e justiça social, se venderam às ideias peregrinas duma exploração humana desbragada e enganosa? É precisamente a descodificação das mensagens enganosas, de todos ou quase todos os partidos políticos que hoje está em causa. No caso italiano do 25 Aprile, várias correntes de opinião e de ideologias, permitiram conjugar esforços para a conquista da liberdade, pelo derrube do fascismo de Mussolini. Mas que liberdade se alvejava? Há princípios genéricos que permitem essa descodificação ou, pelos menos, a sua compreensão, sob pena de, individualmente, se entrar em paranoia e desespero. Já não é coisa pouca, procurar deixar um mundo melhor do que foi herdado. A ética e moral, em política actual, vagueiam erraticamente pelo mundo da fantasia e, de quando em vez, desperta a consciência humana.  A consciência individual é um mundo estranho e complexo, não acessível à sociedade.

É triste sina do povo português apenas ter tido, em toda a sua história, um punhado de homens à altura do seu povo. Nomeadamente, o seu fundador Afonso Henriques, D. Dinis, o Infante D. Henrique das Descobertas, Dom João II e poucos mais. Todos eles definiram objectivos precisos e conseguiram materializá-los. Também com consequências boas e más, como faz parte de toda a actividade humana. Não há verdades absolutas, nem mundos separados do bem e do mal. As sociedades movem-se nos variados tons de cinzento. 

Nestes tempos duros (crise deste Abril 2023), o choque das personalidades governamental e presidencial estalou. Ironicamente, nada de mais divertido para o cidadão comum que assistir ao espectáculo picante e teatral e à adivinhação dos comentadores TV. Galos de crista na arena política, mas amigos em capoeira fechada, com gladiadores nas arenas das TV. Melhor só visto, nas velhas cavaqueiras de comadrice maldizente, em terras perdidas num mundo rural.  Ao Marcelo sobram os tempos de menino traquinas, que aos meus colegas de escola se aplicava no acto a devida correção. Usa e abusa dos meios de comunicação. Hoje ao que parece vai falar ao povo. E falou!  Com voz de trovão, ralhete público, aniquilamento de um Ministro (Galambas). E, em tom de mestre, definiu os critérios da sua avaliação do Governo. Ameaçador de penalizações futuras, vigilância férrea, e critérios de respeitabilidade, credibilidade, ... .Ou seja, aguarde-se pelo futuro ... e pelos próximos rounds! Espectáculo de horror...

Os comentadores alinham agora pelo diapasão, desafinado, e soando a falso do PR. Os portugueses fiquem tranquilos: os comentadores que ameaçavam com bomba atómica e até bomba de neutrões já não falam mais em ameaças para os tempos próximos. O registo do PR é mesmo este. Ameaça, reiteradamente, o Governo! O PM reagiu e, quem conhece o estilo do PR, quando chega a hora da verdade, recua nos seus propósitos bombistas, segundo os comentadores. Todo este quadro, por causa da língua - picareta picante, martelando em contínuo. Ou seja o PR foi criando um problema! Que ganhou o povo português nada ! Como ao PR se lhe reconhece inteligência de sobra, nunca faria com que o seu nome ficasse ligado a um Governo onde o CHEGA lá estivesse! E claro sabia e sabe de antemão que o Montenegro não dá garantias. Fez espalhafato verbal, para tudo ficar na mesma.

 O comportamento leviano e quixotesco, revelado em alguns momentos, desde as incontáveis selfies à manifestação aos média, em escala desmedida. Eis um exemplo fresco: Ontem foi jantar ao exterior, com privilégio de cozinheira privativa à ordem, disponível a qualquer hora do dia!

Já pouco importa, a concordância ou não entre PM e PR, o mal está feito. O povo português, se não houver juízo e bom senso por parte de ambos, vai pagar caro semelhantes parvoíces. O PR perdeu credibilidade e o povo português sabe que ,se houver bom senso a única saída airosa para o PM é, substituir em tempo oportuno o seu ministro Galambas e proceder a uma restruturação mais ou menos profunda, em tempo oportuno, que governe com eficácia e com sentido social profundo, com satisfações equilibradas e justas de sectores do estado e seus trabalhadores. Quanto às TV , e ao seu conjunto de pretensos experts, tem o povo português um bom exercício pela frente- separar o trigo do joio.

Com linguagem refinada, onde os advogados do compadrio substituem a velha terminologia de roubo, por desvio, das mentiras declaradas, por inverdades. Onde assistentes de bancada se distribuem pelos jornais obervador(es), pelos blogues blasflémios e seus animadores. Onde ídolos se criam e destruem, mutuamente, desde os Coelhos de Passos, onde os escribas pagos à linha defendem a sua dama e os Montenegr(i)nos se procuram afirmar como os lídimos representantes do povo português, pela negação e pelo azedume. Nem um simples vislumbre do que pretendem fazer. Pensamento e acção nem vê-los. Púcaros de barro, cheios do nada. Povoados de jovens turcos das várias juventudes PSD e do PS em variantes Galambas, deste mundo blogueiro de aventare(es) e quejandos. Acrescenta-se aqui, uma célebre interrogação da Primeira Guerra Mundial "

Were British WW1 soldiers really lions led by donkeys?

Foram os soldados ingleses da Grande Guerra (WW1) realmente leões comandados por burros?

Então, o duelo presidencial vs governamental (Marcelo vs Costa) teve o seu desfecho, que se irá prolongar até ao próximo combate. O primeiro round, não foi adivinhado pelas TV, jornais e seus peritos (expert, politológos ..., ) onde a narrativa impera e as ciências exactas escasseiam). 

Costa, habituado, a estas lides políticas, desenvolveu uma nova chicuelina (figurado), conduzindo o PR  ao terreno que, por ora, mais lhe convém. O IL chama-lhe "encenação". Contra tudo e contra todos (Vêr a sua justificação), não aceitou simplesmente a carta de demissão do Dr. J. Galamba. Bastou-lhe invocar a sua prerrogativa de P.M. O PR, já longe do ambiente dos afectos, foi vítima dele próprio e do canto de embalar do PSD e do Chega para eleições antecipadas, com ameaças veladas ao PS. Como era de prever, os seus comentários iriam desembocar em duelo. As traquinices de Marcelo, mais dia menos dia, iriam ter consequências.

Como exercício imaginário, o cidadão faça deslizar a sua já dramática vida pela correnteza de ideias  do CHEGA ou aparentado IL. Ou do Montenegro, que sofre dum defeito grave: não consegue pronunciar a palavra CHEGA. Baloiça ao sabor dum amor de perdição. O artista-môr do CHEGA descoberto pelo riso amargo do P. Coelho. Compagnons de route, talvez.

Pelo facto do PR ser um indíviduo inteligente, o seu fascínio pelo comentário levou-o à insensatez, e como toda a gente consegue descortinar o Montenegro e os seus acólitos formaram a 3ª linha de combate do P. Coelho, em tempos duros e de sofrimento para o povo português e não representam ninguém esclarecida. E muito menos, enchem a medida de convicção do PR. [Um certo respeito merece Passos C. por ter representado o governo português em tempos de humilhação, mas nada mais além]. Voltaram agora, como fotocópias infiéis em triangulo limitado.

A situação política actual é de cheiro a pantanal. Com serpentes, aptas a bicar com veneno letal. Claro que a trapalhada da TAP e as mentiras (inverdades) que impregnam todo o processo desde o seu início com P. Coelho e os seus boys até esta fase opaca e degradante do PS constitui o ponto alfa da triste situação política actual. Por erros do PS, deixou-se enrolar num pantanal. Onde cada pergunta dá origem a novas perguntas. A uma inverdade se sucede outra inverdade, num processo sem fim. Que, invariavelmente, conduzirá a mais sofrimento do povo português. Venda da TAP ao desbarato, penalização dos portugueses com mais dinheiros metidos na TAP e, por último, rezem os portugueses aos deuses para não despertar a subida das taxas nos mercados internacionais dos empréstimos, por ora adormecidas.

Os pormenores dos casos e casinhos (que existem em demasia e são reais) e de que o partido socialista e sua maioria PS são responsáveis só revela a absoluta necessidade de controlo das maiorias.

 O mesmo se aplica ao burgo de Vimioso, onde o regime asfixiante do PSD se propaga como erva daninha, sem controlo nem responsabilização. A mentira do Relvas e dos seus acólitos locais, baseados na economia da junção de freguesias é, para quem quiser vêr a ética e a moral do PSD local. O importante para os vampiros é o acesso ao pote. Razão da canção do Z. Afonso [ https://www.youtube.com/watch?v=ZUEeBhhuUos ].

A Angueira é devida a importância de 346819.26 euros correspondente à obra faraónica, implantada em Caçarelhos, com o beneplácito de presidentes e lacaios locais, para gáudio de toureiros e muitos toureados. Felizes os que jogam no Euromilhões e são premiados! E com festança dos espanhóis raianos com dinheiros de todas as clubites locais (cartaz).

A infinidade de questões envolvidas não se compraz com uma abordagem simples de tão extensos, numerosos e complexos temas envolvidos. Todavia,  para atenuar um pouco o estado exaltado de alguns espíritos, o PS está a seguir uma política drástica de redução da dívida portuguesa (situada em 2023 de 114% do PIB), obviamente à custa dos portugueses, com cortes brutais de serviços básicos na Educação, no Serviço Nacional de Saúde e quase todos os sectores da Administração Pública. 

O povo português não se deixe enganar pelos missionários ardentes da teoria do privado e da sua glorificação. Pelos incompetentes  boys que enxameiam os corredores do poder,sem excepção (do autárquico ao governativo). 

Uma conquista digna da revolução de Abril 74 foi materializada na concretização do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e a primeira linha de defesa consiste na rejeição das ideias liberais e liberalóides que grassam por muitos partidos, juventudes partidárias e não só. Com o objectivo não declarado da ida ao pote. E então com o montante do PRR á descrição será um fartar vilanagem. O PR aqui tem toda a razão, é necessário vigilância máxima.










sexta-feira, 23 de dezembro de 2022

 Boas Festas de NATAL

 A festa de NATAL tem origem pagã. Para os cristãos primitivos, a festa de NATAL não existia e só com a evolução dos tempos nos vários calendários é que a festa do NATAL viria a ganhar uma importância capital nas festividades cristãs. Os historiadores estão de acordo quanto às festas pagãs, que ocorriam em fins de Dezembro, para comemorar um novo ciclo de vida e de esperança, após o solstício de Inverno e ainda anterior ao domínio romano. Com o imperialismo romano, novas ideias e conceitos foram introduzidos em terras pagãs dominadas. Só a partir do II Sec. é que a Igreja se começou a preocupar com a data de nascimento de Cristo e a data de 25 de Dezembro só foi fixada no ano 300, com o movimento de cristianização do Império Romano com o claro e inteligente intuito político de cristianização do mundo romano, pela adesão ao cristianismo baseado nas crenças e ritos populares pagãs, profanas. 

A intensa religiosidade da Idade Média veio perdendo força e o Natal foi-se convertendo, de novo, em festa pagã. Reminiscências vagas, associadas às festas do solstício de Inverno, são apontadas pelos historiadores aos actuais conceitos de festa do Natal , entre elas as festas Saturninas de Roma. O presépio,  tal como normalmente é representado por figurinhas de barro , foi, segundo consta, primordialmente representado por São Francisco de Assis, em 1223. Nesta data, Angueira ensaiava os primeiros passos do povoamento programado, às ordens do Mosteiro de Moreruela, debaixo da influência dos Primeiros Reis de Portugal (Afonso Henriques, Sancho I).

As várias correntes do cristianismo não celebram a Natividade de Jesus no mesmo dia, interpretando  algumas delas a representação do nascimento por figurinhas como representações  simplesmente pagãs.

Todavia e apesar de tudo, o NATAL representa um tempo específico, de amor universal, de reunião familiar e partilha de prendas, interpretado ou não segundo padrões religiosos ou simples manifestação de festas pagãs na antiguidade.



Nascimento de Jesus

BOAS FESTAS DE NATAL !

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quarta-feira, 9 de novembro de 2022

 Angueira e a sua história

Dom SANCHO I, Rainha Dona DULCE e a Família REAL

(Anos: 1185-1211)

O texto original, em latim, reproduzido do documento A.H.N. Clero, C.3549, nº.15 e publicado na tese de A. Anton -págs.112 e 113 é aqui reproduzido na sua forma integral, e regista a doação feita a Dom TELLO FERNANDIZ do lugarejo de Angueira (vilar), pelos bons serviços prestados ao Rei. Alude-se a serviços já anteriormente prestados, o que poderá significar também serviços prestados ao pai Dom AFONSO HENRIQUES. O documento de doação foi assinado por bispos importantes do Reino e de várias outras testemunhas (pag.113). Dom Sancho I casou com 20 anos com Dona Dulce de Aragão, tiveram uma prole grande de 11filhos, morrendo a Rainha Dona Dulce relativamente nova (38 anos). De início um casamento político - união contra Castela, mas que viriam a constituir um casal feliz. A doação tinha como pano de fundo a compensação pelos bons serviços prestados ao Rei e a ideia básica do povoamento do território.

DOAÇÃO DE ANGUEIRA

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VENDA a RETALHO DA ESCOLA DE ANGUEIRA

Por vendilhões republicanos do Templo em 2016!

Clique aqui 


Assim vai o mundo! Onde uns vêm coragem, outros vêm cobardia. 

Como a falta de coerência impõe, outras mais Hastas Públicas se seguirão. Por acaso, veja esta: clique aqui:


Sugere-se que seja colocada em Hasta Pública para venda o edifício da Camara Municipal de Vimioso, com todos os seus pertences, antes que o Município de Vimioso se extinga de vez!

E esta hein! 

terça-feira, 20 de setembro de 2022

 O MOINHO de Dom TELLO FERNANDIS e seu PRADO

Os moinhos de Angueira revelam um passado fascinante com muitas conexões históricas, com referências escritas das mais antigas de Portugal. Património cultural que imperativamente tem de ser preservado. Os moinhos fizeram parte do quotidiano de Angueira, desde tempos antigos até os nossos dias. Não se vai descrever a historiografia dos moinhos desde os primitivos sistemas para a transformação do grão de cereal em farinha (sistemas de granito - Cocolha), ou similar ainda visíveis em África


Fig.1- Senhora da Cocolha, moendo os seus grãos.

até às várias variantes de moinhos espalhados pelo mundo. Os moinhos de Angueira, nomeadamente o de Dom Tello Fernandis, são referenciados em documentos dos monges de Cister. Este Dom Tello recebeu a doação de grande parte do território de Angueira de Dom Sancho I, por serviços distintos prestados ao rei (Ignora-se, quais.)


1 2 5 7 — O abade Guterres concede foro aos vassalos da sua vila (granja) de Angueira, regulando, mediante as condições seguintes a relação entre eles [Vêr s.f.f. post deste blog de 29 de Dezembro de 2010].

" quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Angueira - Foro - Sec. XIII

Carta foral de Angueira - Séc. XIII (1257)
Enquadramento histórico-político da região geográfica "
ou através do sítio: "64 (csic.es) "

14.- De geris duas dent, unam ad secandum et alteram ad panem excutiendum. De carreris dicimus quia quocienscumque necesse fuerit faciant. De molendinis dicimus quod nullus ibi faciant molendinum, exceptis fratribus de Morerola.

Tradução parcial:" Acerca dos moinhos afirmámos que não é permitido moer, execepto aos frades de Moreirola"

15.- De duobus pelagis de Terroso dicimus quod nullus ibi piscari nec ibi scindere ligna vel arare; similiter dicimus de illis duobus pelagis qui sunt super domun cum sua facera ex utraque parte fluminis, quod nullus sit ausus piscari ibi nec ligna scindere vel arare. Similiter dicimus quod a prato quod fuit de dompno Tello usque ad terminum de Zarapicos nullus ingrediatur causa scindendi ligna aut arandi. Defensa de Ciragrillis que fuit de dompnus Tello sit de fratribus de Morerola. Similiter de defensa que est contra Alcanizas dicimus quod sit de Concilio.

Tradução parcial, livre " Na zona de Terroso é proibido pescar, cortar lenha ou lavrar. O mesmo se aplica acima da casa do moinho com a sua faceira..." O mesmo se aplica ao prado de Dom Tello onde é proibido cortar lenha ou lavrar. 

Nada mais claro que a afirmação de que o prado (com o actual nome, onde a capela de São Miguel se encontra implantada) era pertença de Dom Tello Fernandiz. Qualquer ambiguidade fica desfeita. Diz-se no texto, que confina com o termo de Zarapicos (Serapicos, nome actual).

Há, pois, forte evidência de que a sepultura encontrada em São Miguel seja a do combatente Dom TELLO FERNANDIS, cuja doação de parte de Angueira, nomeadamente o Prado, foi registada em acto solene perante os maiores Bispos do Reino e homens probos, por Dom SANCHO I, segundo rei de Portugal e filho de Dom Afonso Henriques. {Ver carta de doação neste blog }

Como não há bela sem senão, a festa de São Miguel era o dia de pagamento de impostos ao Mosteiro! Na festança esperada (24 de Setembro de 2022), sugere-se a aplicação duma taxa (5 euro) para reconstrução dum moinho (dos existentes, em escolha futura). 

O/A responsável pela área da Cultura da Câmara Municipal tem obrigação de salvar o património dos moinhos históricos de Angueira e lutar contra a ideia peregrina da construção dum qualquer palácio de chifres a juntar ao palácio dos burros mirandeses. Tem toda a legislação existente ao seu dispor e a seu favor. Aliás a C.M.V. aplica-a quando lhe convém.  Voilá ! Deixa-se aqui uma foto dos mesmos para não restar qualquer dúvida:

Fig.2 Moinhos históricos de Angueira. (~1257 e anterior)

(Dom Tello (esquerda,saída de água parabólica,de xisto)
As saídas da água (lado direito, sem grande margem para erro, são da responsabilidade do mosteiro de Moreruela. O poder económico contrasta!

Não há povo algum europeu que permita tal degradação (nem qualquer Câmara Municipal que se preze neste país), havendo hoje, em dia, grandes movimentos e associações para a defesa deste tipo de arqueologia industrial. É provável que o príncipio básico do funcionamento de todos os moinhos de Angueira assente no tipo de construção tradicional do modelo cisterciense de rodízio, que transforma a energia das águas em força motriz que faz girar a roda moleira superior.

Estabelece-se, assim, o monopólio do moinho, pelo que só poderá construí-lo o mosteiro de Moreruela (Moreirola).

A Assembleia Municipal da C.M V. deliberou sobre uma casa em ruínas em Angueira (Casa do Snr. Padre Lino). Aplique-se a lei ao moinho da Senhora, pois é dos únicos existentes aquele que permitirá reconstruir o modelo dos demais. A situação é tal que se exige medidas urgentes para restaurar o telhado de imediato. [Nota: Nunca se afirmaria tal propósito se, tanto quanto transparece, o(s) proprietário(s) não tivessem meios financeiros mais que suficientes para repor o telhado, com a velha telha romana, de meia cana]. Angueira tem sobrevivido ao longo dos tempos com a visita dos povos vizinhos, tal como os ecos do célebre moinho dos Lucas indica. A família dos moleiros era, genericamente, rica naqueles tempos. Cobrava maquias. Com a evolução de novas técnicas de moagem, a sua influência na sociedade rural foi diminuindo até ao estado actual. A sobrevivência do moinho dos Lucas [supostamente tido como o moinho do Mosteiro de Moreruela] certamente se deve à ausência de cheias tais que provocassem a sua destruição. Os peritos também têm que validar se se trata das paredes originais (tudo o indica) ou se sofreu alterações profundas.


Fig.3 - Moinho da Senhora

A este moinho prendem-me gratas recordações, como acompanhante da minha avó, velha amiga da família que então a habitava. Para bom observador, uma data está gravada na pedra de xisto. Certamente é de construção mais recente, já longe do período de monopólio dos monges de Cister (nos distantes anos de 1257).

"... em Angueira fala-se também da defesa de Ciragrillis (provávelmente o terreno do antigo castro) que fica reservada para os monges tal como o prado de Dom Tello, e de outra defesa que se deixa ao concelho..."
Esquema dos moinhos de rodízio:












Fig.4 -Esquema do moinho de rodízio

Fonte:" Tese: Os sistemas de moagem do Mundo Romano: o sul do Conventus Bracaraugustanus | T.J. Ferreira"





Feita esta breve introdução aos moinhos, voltar -se -à ao assunto numa base mais fundamentada para sustentação da tese da recuperação dos moinhos, em tempo que poderá ser longo, mas possível e realizável. Renova-se o convite aos arquitectos(as) de Angueira para aderir, se assim o desejarem, para esta iniciativa, que necessariamente terá que conjugar a antiguidade e rusticidade das construções com o modernismo de soluções a discutir.

Publicado por VE/VXYZ

quarta-feira, 7 de setembro de 2022

CONVITE

 AOS SNRS ARQUITECTOS (/AS) de ANGUEIRA

Convida-se todos os arquitectos/as, sem excepção, naturais ou com afinidades com Angueira à colaboração [pro bono] para um projecto unificado de recuperação dos moinhos históricos e tradicionais da aldeia.  Podem enviar comentários, para futuro contacto. 

Conjunto de Moinhos de Angueira

 (Fotos LF.MA.AE)


Moinhos históricos (1+2) - Propriedade Privada (Lucas)


3- Moinho "tiu Alfredo" - Propriedade Privada



4- Moinho da Senhora_Ruinas
(Propriedade privada especial)


5-Moinho de Telhado -Propriedade Particular
Resultado de leilão em hasta pública)


6-Moinho da Nalsa (Povo)

O conjunto de moinhos encontra-se em estado de degradação total. Seguir-se-à, oportunamente, uma nota com a fundamentação devida. A médio prazo, ou Angueira se revitaliza ou se apagará para sempre. Diz-me o que podes fazer por Angueira e não me perguntes o que ela pode fazer por ti.


sexta-feira, 2 de setembro de 2022

Angueira_Vista.do.Céu

Pela primeira vez se pode observar a aldeia e identificar o estado de arte, onde desleixo, conservação, parte medieval histórica e evolução construtiva se cruzam.




Vista parcial de Angueira (FotoLF-30-08-2022)