sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Período pós-troika ... ou o paraíso afrodisiaco!

Período pós-troika 

 ... e o Jardim das Delícias Terrenas!


Os profetas bíblicos da abertura aos mercados financeiros: P.Coelho-Vitor Gaspar-P.Portas-Lady Swap, além de outros profetas menores, antevêem um futuro risonho para o país, miragem não acessível ao cidadão comum. Passos Coelho, defensor de um empreendedorismo provinciano, segue o seu caminho de mendicante de votos, processo iniciado nos vales da Porcalhota e o seu admirável, de decisões irrevogáveis, comparsa de governo vai discursar a terras espanholas, recapitulando os passos da traição ao seu povo, como majestaticamente contrapôs para o conturbado período de 1640. Em contraponto ao proclamado rei D. João IV pela populaça lisboeta, após a defenestração de Miguel de Vasconcelos, o PM é solenemente eleito por um conjunto de vários figurantes, protegidos da ira de todo um povo  pela polícia paga pelos sacrificados cidadãos comuns. P. Portas, por sua vez, é aclamado como rei de um minúsculo grupo de indefectíveis seguidores e secunda, com voz pousada, a traição dos reais interesses do reino e das suas gentes.

O local escolhido para a eleição do profeta bíblico-mensageiro mentiroso de um prometido jardim das delícias traduz, com rigor, a farsa da sua eleição pela plateia PSD. Coliseu é nome próprio e adequado à mistificação e recolha de louros. Não faltou sequer a opereta da nomeação do eclipsado Miguel Relvas, amargurado com a mentira da licenciatura à la carte. Venerando o impoluto chefe Passos, defendem os imbróglios da dupla Passos-Relvas na questão da empresa Tecnoforma. Tendo passado todo o Congresso a lançar farpas ao PS e ao seu líder, formoso e não Seguro, convirá lembrar o pensamento de um correlegionário que se auto-confessa partidário da social democracia. Veja-se o pensamento do ausente Pacheco Pereira sobre o assunto. Faz-se referência para relativizar posições políticas da mesma área [V.Abrupto, e seus vários post]

Salvadores da pátria moribunda, profetas iluminados de um povo ignaro, ímpio e adulador de bens de consumo,dizem eles. Aos desavindos das praxes políticas dos partidos, o dux impõe  a sua própria praxe. Praxe-se, pois, os dissidentes PSD, o povo português e aos reformados e funcionários públicos aplique-se dose dupla, roçando a  ignomínia e a humilhação suprema da dignidade humana. Para que qualquer resquício de resistência se não observe, a prática deve ser continuada e brutal. Em nome da lei do dux, sob o olhar atento e coresponsável de um qualquer dux honorabilis ausente ou com a compreensão e benevolência de actores políticos PSD, supostamente respeitados. Dizem eles.  La loi, c' est la loi du dux, digo eu !

A introdução não é lisonjeira para certos personagens, de comportamento fedelhado e gillipoias, mas o importante não é a diatribe retórica em si mesma, mas a compreensão dos mecanismos que conduziram a esta máscara de país, à falta de democracia partidária, não representativa da corrente maioritária do povo português. Marionetas de feira, sujeitos à ordem do ignorante dux. Para o espectáculo ser completo, não falta sequer o discurso do pregador Marcelo. Esperava-se não um número de circo, mas a fundamentação, pensada, objectiva e a desmontagem de toda esta falsa e pérfida encenação. Presidente das República precisa-se com urgência, mas  escondeu-se no interior da floresta.

Já se percebeu que com o triângulo das Bermudas não se vai lá e a servidão e escravatura será apresentada ao povo, como facto consumado. O envio destas tristes figurinhas de barro, mas altamente perigosas, para as suas coordenadas geográficas iniciais, torna-se imperativo e urgente. Desiludam-se, todavia,todos aqueles que pensam que a vida num horizonte próximo será  isento de luta e combate. Os vértices  activos do triângulo das Bermudas já foram acima identificados.

A falsidades e inverdades proclamadas pelos arautos da austeridade carecem de uma análise atenta. Estes arautos, já mostraram à exaustão, ao que vieram e enquanto agentes políticos não passam de meros agentes de uma classe política, decrepita, ignorante e perigosa.Todo o cidadão tem o direito a informação e transparência de todos os actos orientadores da governação. O discurso governamental contra o Tribunal Constitucional e contra os despesistas reformados e funcionários públicos., tornou-se agora demasiado evidente. Música de fundo para os seus apaniguados e seguidores. Existe uma parte da população que se não verga a mentiras governamentais ou a embustes continuados.É com conhecimento aprofundado das causas que o triângulo das Bermudas tem que ser enviado para o caixote do lixo da história actual.

De mansinho, os carrascos de todo um povo vêm, de novo, solicitar o aval do povo para os tachos dourados duma Europa decadente e não fiável.Em textos anteriores, têm sido apontados os livros fundamentais de referência. Este texto é, também, supostamente direccionado para uma geografia precisa, onde os meios actuais de informação baseados na WEB são bastante limitados e inacessíveis à maioria da população. A RTP, na sua dimensão informativa (RTP-informação) está vedado à população e como convém a governantes, libertinos lisboetas, falsas ministras da agricultura, ignorantes reais da vida das populações, ministras da iniquidade e da injustiça e todos os liquidadores da esperança de uma nação apontam o caminho das TV privadas, em pacote como convém.A estes governantes de pacotilha, na sua maioria provenientes das várias juventudes, só têm direito ao pote porque ao povo não lhe é permitido o acesso à informação e à cultura. Somos governados por praxistas partidários.

Chegados até aqui, vamos agora ao importante, a começar pelo triângulo das Bermudas. A melhor adesão de um povo, em travessias difíceis no seu percurso, advém do exemplo e da coragem, física, ética e moral dados pelos seus líderes, com obediência firme a uma justa voz de comando, partilhada e assimilada por todos, fundamentando uma crença indomável, embora distante de um futuro incerto, mas de uma cristalinidade a toda a prova. e pleno de significado. Sobre o cidadão Cavaco Silva, veja-se o seu posicionamento e a sua voz mediática. [Clique aqui]. Quanto ao candidato a PM, o jotista PSD pode ser glosado desta forma [Clique aqui] e quanto ao populista do irrevogável, não se querem discursos em françês, em território castelhano [Clique aqui]. O povo contenta-se com processos transparentes dos casos Moderna e submarinos. Veja-se, por exemplo, o titulo do CM de 22-02-2014. e a evaporação de 20.2 milhões de euros. Fica sempre uma restea de nevoeiro, não proporcionando um horizonte limpo e visibilidade plena. Os tribunais patinam sempre neste e noutros pantanais similares.

Os discursos pousados não adormecem a mente de gente acordada. Como muito povo não entende francês e grande parte não exerce a profissão de pescador ou de comandos navais, obrigatório se torna referir alguns dados e registar como a classe política dirigente chega ao topo da hierarquia do Estado.Vejamos o mecanismo de eleição directa de um líder partidário, sem passado, presente ou futuro.E como P.Coelho é eleito, pela segunda vez, por um punhado de apaniguados, com aprovação consentida de muitos PSD honestos e à revelia de um povo.

"O número de eleitores  de Passos Coelho,candidato único, foi a seguinte:"Segundo Calvão da Silva, num universo de 46.430 eleitores, votaram 17.662  sociais-democratas. O presidente do Conselho de Jurisdição Nacional do PSD disse ainda que  se registaram 1492 votos em branco e 646 nulos. Os sociais-democratas elegeram também 690 delegados ao XXXV Congresso,  que está marcado para os dias 21, 22 e 23 de fevereiro, no Coliseu de Lisboa.Pedro Passos Coelho foi eleito para um terceiro mandato de dois anos."O líder social-democrata e primeiro-ministro formalizou a sua recandidatura  à liderança do PSD a 17 de janeiro, data limite para o fazer, com a entrega  de "mais de 6000 subscrições" de militantes e de uma moção de estratégia  global intitulada "Portugal acima de tudo!". 

Nada melhor que remeter para área do PSD a análise das eleições internas, feitas por um militante  PSD desavindo com a actual governação de Passos Coelho, e que permite perceber o tipo de governantes que hoje se apossou da liderança do PSD e da governação de um país. A legitimidade de Passos Coelho e da gente que nos desgoverna, vem de 17662 votos do clube privado PSD e o chefe eleito Passos Coelho arroga-se o direito de tomar de assalto um país, arrastando todo um povo para a miséria e sem retorno, em tempo útil. Para a compreensão da  sua metodologia e para o modus operandi deste aparelho passista, clique aqui.

Nunca este nome Passos Coelho foi colocado a votação ao povo português. Este texto tal como os anteriores, visa um único objectivo: informação, transparência e trabalho. O passado de Passos Coelho, enquanto político, pode ser visto no site do governo e todo o povo português tem o direito de opinar sobre tal personagem. As políticas económicas que prossegue são resultado da incompetência política do mesmo. Claro, que os apaniguados não aceitam uma posição diferente da adulação do chefe, e são meros elos duma engrenagem partidária, servil e manipuladora. Veja-se a propósito, os seus amigalhaços de Bragança, e a devoção ao amigalhaço chefe [ Nordeste]. Para ver como funciona o modo de eleição e a chegada ao pote da governação, torna-se necessário observar as origens, movimentos e motivações das várias juventudes.É simples perceber que a maiores desta juventude se pauta pela via de acesso do tacho e dos favores do pote público, e não pelo esforço e trabalho similar aos seus concidadãos. A sanha e a raiva contra os funcionários públicos e reformados, não é senão uma parte visível da ida ao pote dos dinheiros públicos. Os sucessivos chumbos do Tribunal Constitucional revela a transgressão continuada destes desgovernantes sem lei, a sua incompetência e impreparação e o ódio declarado a este orgão de soberania. A última, vem de um deputado do PSD que se diverte aos referendos e à metodologia da processos legislativos.

Arvoram-se em moralistas e defensores de uma ética de que não são credores. Podem falar para as turbas, colocar estrategicamente os seus peões de brega nas TV e meios de comunicação, podem subornar jornalistas e colocá-los a falar em assuntos que jornalista não domina, e cuja patente de ignorância não fica registada. Vultos relevantes da cultura portuguesa debruça-se sobre estes mentores da modernidade .Veja-se, por exemplo, o filósofo José Gil .[O roubo do presente, em Revista Visão]. O ex-fundador do partido PSD, Capucho de seu nome, caiu nas malhas da seita, sendo invocado obviamente os respectivos estatutos do partido para a sua expulsão, acompanhado de mais 200 militantes PSD.

Não se forma uma elite dirigente para preenchimento dos quadros superiores do Estado,tal como acontece em França, onde o elitismo político, económico e social é formado em grandes escolas, mas luta-se pelo tacho partidário como forma de sucesso na vida, para bem próprio e destruição do bem comum. Os exemplos são tantos, que só não vê quem não quiser. Claro, os políticos deviam ser submetidos a exames, tal como esta gente partidária impõe aos professores. É caricato, falar de deputados licenciados/ou não a dar cobertura política a contratos swapp. Esta gente devia, pura e simplesmente, após a função como deputado regressar ao seu local de trabalho original, e todos as benesses políticas suprimidas até à proveta idade de reforma (66 anos).

O clamor do Coliseu só apresentou retórica, demagogia, mistificação e miragem económica. Objectivamente, luta-se pelo tacho partidário e pela cadeia de interesses económicos que gravitam em torno dos dinheiros públicos, que aponta para cerca de 170 000. Ataca-se o sector público, procura destruir-se o estado social, administrativo e o tecido económico, com base numa desregulação neoliberal que, cobardemente, afirmam não professar. 
Fernando Torquaz , formado na escola da vida do antigo Ipad - leia-se: lousa de Penafiel, onde o seu conforto se resumia a um posicionamento mais cómodo em pedras soltas, olha para estes ignorantes arautos da modernidade, com total desprezo. Alguns de entre eles, raros, são manifestamente inteligentes mas perigosos.Conhecidos dos tempos de estudante, dos convertidos progressistas libertários a fundamentalistas da educação actual, de pedintes da Porcalhota a cargos de Primeiro-Ministro e dos jovens turcos Marcos Antónios, que deixando atrás de si a Câmara Municipal de Gaia, como exemplo, uma dívida de 300 milhões de euro propala, hoje, a velha história da bancarrota socialista. Das offshores não se fala, na quadrilha BPN não se toca, nos dinheiros ílícitos não se mexe. Do enriquecimento desviante de muita gente política  não há memória.

Andam agora apressados na eleição de candidatos às europeias, retratam a saída em beleza a 17 de Maio 2014 da troika, tecem loas à economia e ao esforço do governo do PSD nas ilusórias melhorias da situação económica. Novo embuste, em movimento.O comício político do PSD, denominado XXXV Congresso, é o retrato do vazio de um partido político sem ideias, manipulado por um impreparado Passos que domestica a seu belo prazer, gente de suposta inteligência acima da média. Triturador partidário de gente conformada., em primeira leitura, mas que constitui puro engano. Aqueles sorrisos de uma plateia embevecida pelo circo do Professor, mostram, à exaustão, o estado degradante a que isto chegou. Tudo surrealista, sorrisos amargos de um povo enxovalhado. O povo reclamava uma explicação, fundamentada e consistente para os problemas actuais do país, concorde-se ou não com proposta de solução adoptada. Afinal, o mendicante reclama-se de social democrata e a plateia embevecida diverte-se com piadas de estrelas cadentes. O rídiculo tomou a plateia e o povo entre em alerta máximo, porque a resposta de toda aquela gente vai liquidar o que resta do país,em tempos mais próximos do que distantes.  Todos os Marques Mentes e pregadores de serviço  se encarregarão de defender o indefensável. Irão descrever a triste existência do pós-troika, como mero purgatório para limpeza do pecado da vivência acima das posses e da bancarrota, dizem eles, da responsabilidade exclusiva de Sócrates. Só que as palavras adocicadas resgate: limpo (à Irlandesa), programa cautelar, tutela europeia, alemã ou mesclada são mero vocabulário de um inferno, tenebroso e de longa duração, em preparação.

A natureza suicidária deste governo, não tem tido resposta firme, adequada e ajustada do partido PS. Seguro segue formoso e não seguro, inconsequente nos actos e pouco afirmativo nas soluções propostas. Que fazem os líderes da área económica do PS? Há ou não há competência interna com capacidade para levar de vencida a proverbial ignorância de Passos e a plateia de louva-a-deus e admiradores de piadas balofas? Assiste-se, primeiro, à destruição do país no plano social, económico e administrativo e reage-se à posteriori? Que restará no fim da destruição completa e desmantelamento de todo um país? Que espera Seguro? Governar sobre um monte de destroços e num mar de dívida maior que a herdada pelo insípido Passos Coelho, catalizador do voto anti-Sócrates?

Para a farsa ser completa, implique-se agora o partido PS para um acordo. O Passos merece um cerâmica individualizada das Caldas da Rainha. O PS deverá claramente dizer as medidas que , chegado ao poder, deve anular. Em particular, evitar tornar o provisório em definitivo.

Fernando Torquaz sabe que a corrupção se limpa pela transparência de processos, começando a limpeza pelos próprios partidos do arco da governação, da redução do número de deputados na Assembleia da República, criação de uma Administração com exames em Escolas Públicas e carreira pública-independente de partidos, e condenação de todos os politiqueiros existentes a uma profissão e convencimento que os partidos deixam de ser a porta do cavalo para os tachos públicos, parcerias publico-privadas e de manhosas empresas Tecnoforma, que garantem acesso ao pote público quer através das Câmaras Municipais quer de concursos vários. Entre eles, os de ajuste directo. Os sorrisos de muita gente podem ser patéticos e divertidos, mas lá que não são inocentes lá isso não são. São sorrisos maquiavélicos, irónicos e insultuosos para o zé povinho. Os animais de estimação são os funcionários públicos, reformados e pensionistas.

Aniquilamento do Estado, venda dos anéis e dedos restantes ao capital financeiro: CTT, EDP, PT,águas, seguradoras... Que restará? Um bando de lusitanos ignotos, ímpios, tendencialmente em extinção, pagadores de impostos, escravos do capital, homens alugados à hora, a preço horário chinês, num território europeu sem fronteiras! É a triste realidade do além-troika! Excluem-se os iluminados Catroga (EDP chinesa) e o advogado das privatizações (Goldman Sachs). Tudo a bem de uma nação destruída.

Fernando Torquaz  convida à observação atenta do enigmático quadro de Hieronymus Bosch (abaixo), cuja leitura de interpretação não é única. Veja-se  no canto inferior direito do painel da direita, o abraço de um porco a uma figura de homem. Entre o cómico, o irreal e o surrealista.É triste que um fraco e mentecapto rei faça fraca, a forte gente. Mas não tem que ser assim.
Pós-troika - O Jardim das Delícias Terrenas

Aos que não se deixarem domesticar por quem nos governa, resta o caminho da cultura. Percurso árido, desgastante, dispendioso e pouco ou nada lucrativo. O caminho proposto [Moção H *.pdf] pela juventude Popular (centrista) [Clique aqui 25C_CDS], propõe a redução do Ensino obrigatório a uma escolaridade de 9 anos.Defende-se aqui o direito à ignorância. O acesso à Educação para todos custa caro ao Estado, dizem eles, e mascara-se o posicionamento da Juventude Popular com actuais políticas do direito a aprender. Traduzido em linguagem corrente: cria-se uma falsa elite, paga pelo Estado para defender o direito à educação em colégios privados dos beneficiários betinhos, submetendo a grande maioria da população à ignorância de 9 anos de escolaridade. A algumas pérolas desta Juventude Popular permite-se a ascensão de tão ilustres pensadores à Assembleia da República. Tome-se como exemplo um deputado CDS que vota leis e que afectam muita, mas muita gente.Confirme que se trata de um  estudante eterno,dito pelo próprio.

Paulo Rangel, aparentemente cordato, não propõe outra coisa que não uma diatribe contra os partidos da oposição e pensa ele, que muitos portugueses aceitam as suas meias verdades. Naturalmente, que não constitui um modelo de ideólogo para ninguém. Divertir-se num comício eleitoral qualquer é diferente de apresentar ou tentar apresentar soluções para o imbróglio, anterior, durante ou pós-troika. Fernando Torquaz não acredita mais em demagogia, nem em pias mentiras, de candidatos a cargos dourados europeus. Trata da sua vidinha, como a grande maioria dos demais. Do candidato europeu esperava-se a defesa de todo um povo, e não um mendicante franciscano que só sabe dizer amen à UE e às troikas que por aí andam. Sabe, porque não é desprovido de inteligência do que está em jogo, e porque refere certas analogias com o tigre celta também sabe que quanto mais culto for um povo mais poderá ter acesso a informação fidedigna e fugir às balelas, pausadamente ditas e reditas, na sua versão superficial e populista. A saída limpa não existe. O conhecimento aprofundado dos assuntos requer esforço adicional para combater a retórica de um farsante PM. A propósito, veja-se toda a informação sobre a Irlanda no sítio [Clique aqui CSO2014]. A referência do PM aos assuntos irlandeses só mostra a sua mais pura ignorância. Os nosssos problemas não podem ser comparados à problemática irlandesa, onde aí existe uma componente de exportação respeitável. Ou seja tem espaço de manobra completamente diferente da  portuguesa e os salários não são comparáveis.

Fernando Torquaz compulsou, palavra a palavra, os velhos dicionários, não passou pelas juventudes partidárias e não passou como canário pelas Escolas de inglês, francês ou alemão. O percurso desta juventude pode ser seguida por análise do síte do PSD,cujo nome é, por si intrigante. Clique aqui para aprender como se fazem psicorefeições. [Clique aqui : Psicolaranja]. A juventude transmontana está mais associada aos mornais, vida dura e isenta de fantasias. O mundo desta juventude não tem paralelo com a dos jovenzinhos e meninas de berloques, aduladores de figuras conhecidas e amestrados no uso do talher em restaurantes distintos e afamados. Não passarão disto mesmo. Porém, nada impede a juventude transmontana de hoje compulsar e contrastar as verdades dos neoliberais com textos de excelência, escritos maioritariamente em inglês [aqui referidos em alguns mensagens anteriores]. E indagar se uma mera confraternização de presumidos amigalhaços, amigos da boa comida de Bragança - fumeiro no caso, não poderá ser confeccionada na Pousada de São Bartolomeu.

Deixam-se aqui dois livros de referência, em versão portuguesa:

1. Joseph E. Stiglitz
O Preço da desigualdade
Bertrand Editora (2013) (381 pgs.)
2. Mark Blyth
Austeridade - A história de uma ideia perigosa
Quetzal (2012) (409 pgs.)

A compra e leitura destes dois livros constitui, hoje, um luxo para muita gente Deixo, aqui, alguns excertos. A desmontagem da terminologia destes estudantes estagiários do actual governo pode também ver-se clicando nos dois sites seguintes:

1. The austerity delusion
 [ Clique aqui-AD]
2. Ireland’s Economic Crisis 
The Good, the Bad and the Ugly 
[Clique aqui-EI]

Reconhece-se, de antemão, que aos leitores da zona geográfica que se pretende atingir , este texto é de difícil compreensão. Aponta, porém, para a necessidade obrigatória dos estudantes locais se dedicarem com redobrado esforço à aprendizagem das línguas e ultrapassar a árdua matemática para a integral compreensão da complexidade do mundo moderno. Só poderá atirar-se a argumentação dos JP-CDS para o caixote do lixo, se a zona do Nordeste Transmontano superar intelectualmente os betinhos da linha de Cascais ou de gente bem nascida.  Este caminho,como se vê, não aponta para o caminho do facilitismo que, defende-se, só favorece os privilegiados betinhos. Torna-se, pois, crítico para uma votação consciente nas eleições europeias ler alguns textos que os actuais governantes, e certos bloguistas e linhas de pensamento detestam e rejeitam liminarmente. Ora, se os livros custam dinheiro e o zé povinho não tem dinheiro para comprar sequer grelos para o almoço dos filhos, qual a relevância da apresentação destas obras?

Stiglitz, licenciado em Física nos seus verdes anos e Prémio Nobel da Economia (2001) enveredou pela área da economia e das implicações sociais do modelo padrão de economia. Em rigor, uma compreensão fundamental desta obra, e das centenas de artigos de natureza económico-financeira que a sustenta requer um conhecimento adequado, e que necessariamente envolve graus de licenciatura em locais apropriados.O tema fundamental que o PSD deveria ter apresentado sobre o período pós-troika, teria que indicar claramente ao povo as saídas possíveis do continuado e agravado imbróglio onde foi envolvido o povo português genuíno, que não tem a mínima culpa seja do que for. Comprou casas a mais? Comprou mobílias e automóveis a despropósito? Viajou para locais paradisiacos com empréstimo bancário? Alguns, sim, seguiram este caminho. Outros, não.

Que estado de alma levaria os banqueiros a serem tão mãos largas? A quem é, agora, apresentada a factura? A transferência da responsabilidade do sector bancário para a esfera pública é, por demais conhecida.

Existiu um BPN? Há beneficiários líquidos das suas actividades especulativas? Houve destruição das pescas e da agricultura do país?  Houve (há) corrupção no país? Há justiça neste país? Responda quem sabe. Houve fuga de capitais em catadupa para offshores? E, em contraponto,  capitais enviados em catadupa pelos emigrantes da década de 60? Socializam-se as dívidas, desviam-se os lucros para as entidades financeiras opacas (ofshores).

A lista de questões é infindável, a resposta e o antídoto são obviamente diferentes, de acordo com o posicionamento individual.Deixam-se aqui duas referências que permitem ter outras perspectivas,distantes da propalada pela mentalidade tacanha passista. Não admitir que a crise de 2008 não teve qualquer influência em Portugal é insulto declarado a uma parte do povo português. Seguro confronta-se, agora, com certos erros do consulado socrático, despesista e baseado em despesa inútil. Passos Coelho e a sua famosa tirada do além troika, mostra até à exaustão, a ignorância e o conhecimento factual da situação concreta do país, à data de 2010. Será possível reerguer o país deste lamaçal que nos destrói? Libertar-ser o povo português destes hilariantes e divertidos comícios políticos ou inócuos congressos partidários?Pelos vistos a tolerância e a chicotada são duas faces deste circo.  Tudo é possível neste mundo, sem ética, moral ou pingo de vergonha. Será possível conviver com um ressuscitado Miguel Relvas? Estranho casamento Passos Coelho-Miguel Relvas. Folhetim permitido por muitos PSD, envolto em misteriosa nebulosa de interesses cruzados.

Conclusão : Fernando Torquaz aprendeu, à sua própria custa, que a liberdade se conquista e o percurso é incomparavelmente mais duro quando, à nascença, se avistam as serras transmontanas. A questão das dívidas soberanas é uma longa história de mentira e embuste. A UE e a troika revelaram, de facto, uma clara falta de previsão da evolução económica portuguesa. Chamar sucesso a uma política de austeridade, aplicada apenas a uma classe média e média baixa, funcionários públicos, pensionistas e reformados, é crime de insulto à inteligência de todo um povo, sujeito a  massacre continuado por um bando de gente que gravita em torno de uma figura cuja paternidade é atribuída a Ângelo Correia.

A UE e o FMI não escapam ilesos, mas não assumem a culpa que lhes cabe. Basearam-se em previsões de modelos económicos errados, não prevendo correctamente os assim chamados multiplicadores.[Vêr carta de demissão de Vitor Gaspar]. De modo beato e inconsequente, a UE e o FMI confessam que o modelo proposto não funcionou e como deste país só brota submissão, deve agulhar-se para o que aconteceu na Irlanda. Mais uma vez, se nota a diferença entre a aldrabice  portuguesa e o trabalho sério que todo o cidadão português pode consultar. Clique aqui para consultar toda a actividade económica, social e educativa. na Irlanda-2013, e em particular os capítulos [Cap.8-Economy; Cap.11-Industry; Cap.16-Prices e Cap.17-Earnings]. Os salários [montantes (por semana)] variam de sector para sector, variando do sector da Informação e Telecomunicações de 994,77 € /semana para o montante de 319,67 €./semana no sector de Alojamento e serviços de restauração.


Fernando Torquaz não é dos que se exime das responsabilidades que lhes cabe, por irresponsabilidade e oportunismo do mundo político e afirma que "não pagámos" seja a solução. Porém, afirma claramente que esta gentalha passista não passa de meros peões incompetentes, irresponsáveis e que ultrapassam todo o pensamento decente. E que o nível da dívida é de tal ordem que não pode ser paga, sem ser negociada em termos sérios por devedores e credores. A dupla Passos-Relvas só merece estima e admiração canina. 


No mundo capitalista em que sempre viveu,contraiu dívidas acima das suas posses (com recurso a crédito mas sustentado) deu lucro aos bancos e não tem dívidas. Aqui incluem-se os emigrantes que as serras transmontanas expeliram, em épocas anteriores. À custa de troika própria (com sacríficios muitos) e com esforço brutal, muitos portugueses admitem não ter dívidas suas e, em particular esta situação é válida para muitos reformados. Ao PM não resta senão a raiva contra os reformados e a adulação dos sacrossantos mercados. 


Puro embuste, de um PM que governa sobre a mentira e a falsidade. Passos-Relvas, a igualdade na mentira. Por isso, insiste de modo continuado, humilhante e provocatório no caminho da austeridade o insignificante autor da fraseologia "além troika".  

Não se pretende descrever neste texto, que se deseja curto em extensão, o imbróglio explosivo em que o país foi mergulhado. Na verdade, só poderia obter-se um posicionamento claro sobre este assunto, com uma sólida formação de natureza economico-financeira, com uma forte componente da área matemático-financeira. Por isso, defende Fernando Torquaz que a liberdade só pode ser conseguida através da cultura e nesta base, fazer uma limpeza geral dos partidos numa base de transparência, rigor e isenção. Limpar todos os elementos indesejáveis. Enquanto o povo não forçar os políticos ao abandono do tacho partidário, do pote público, das benesses das parcerias público-privadas e dos tachos dourados na UE, o povo só receberá paulada e da forte e não passará de "...burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, ... 
...Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País. A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas (Guerra Junqueiro, escreveu)".

Como o texto já vai longo, não referimos a pintura, de tonalidade rosa, sobre a celebração do 17 de Maio de 2014. Assim, dormiremos tranquilos sobre a propalada recuperação económica, cujos brutais sacrifícios incidem substancialmente sobre os mesmos alvos de sempre. De modo pousado, continua o populista P. Portas a conjugar verbos e concatenar ideias falhadas. O sucesso pode ser quantitativamente descrito pelos números seguintes:

Desemprego: cerca de 16%

Défice: cerca de 5%

Dívida pública: Dívida em nível recorde (129% do PIB no final de 2013)

Juros da dívida: cerca de 5%

A austeridade imposta e que não resultou está expressa nestes números. Sem apelo, nem agravo para nossa desgraça. As avaliações da troika são uma autêntica máscara para a verdade dos factos. Na verdade, o raciocínio elementar sobre o binómio: credor-devedor é demasiado simples. O credor impõe as suas regras, a seu belo prazer. Os mercados especuladores visam o lucro e não a decência. A Europa não assume parcialmente certos compromissos entre pares. A austeridade protege os fortes e liquida os fracos. A globalização condiciona os padrões clássicos de resolução da dívida. O euro complica a vida aos debilitados. Os paises pequenos, com fraca industrialização. A poderosa Alemanha esquece e não devia, a crise dos anos 30, o posicionamento de Hitler face às condições impostas pelos vencedores da WWI  e o método hitleriano de libertação da dívida. Recorda a hiperinflação, com temor realista. Cenário de preparação da WWII. As fronteiras europeias tem oscilado com demasiada frequência. Agora são as da Ucrânia, após a convulsão dos países balcânicos. O celeiro da Europa reduzido a escombros e abandono e o sector financeiro da Ucrânia desfeito.A última nota musical da Alemanha consistirá no reconhecimento, falso e irónico, do sucesso do programa da assistência financeira da troika a Portugal. Inverdades. Todavia, ninguém pode culpar a Alemanha do descalabro financeiro português. Já as entidades europeias, nomeadamente o BCE, criado à imagem e semelhança do Bundesbank não responde  às necessidades dos países, acintosamente, designados por PIGS. Assim chegamos a uma situação mais catastrófica que na origem da crise. Os tempos que virão, não serão tempos de felicidades terrenas no Jardim de Passos e Portas, mas a realidade da dívida impagável ainda tornará a austeridade, mais cruel e virulenta. A bomba relógio da subida de juros no mercado levará os capitais financeiros para outras paragens. Depois de um mínimo de 4,82%, em 21 Fev 2014 fecharam a 4,94% a 10 anos.  A fraqueza da Europa reside na falta de solidariedade entre os seus membros e não é capaz de fazer frente aos mercados especulativos. O homem do leme Vitor Gaspar recusou a oferta de junção de forças Portugal-Irlanda. Apelidado de troikano pela imprensa irlandesa, acaba de ser confirmado agora pelo FMI como um dos seus. Como escrito nas estrelas do firmamento.

Por ironia,canções julgadas ultrapassadas voltam à actualidade [Cantar  de Emigração] ou se se preferir na versão [ Trova do vento que passa]. Os vampiros dos novos tempos, regressaram e aí estão de novo.



terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Boas Festas de Natal e Ano Novo 2014

Feliz Natal

I Have a dream. Final : Portugal-Brasil
Tenho um sonho: Final WC 2014-Portugal-Brasil

Feliz Natal
Feliz Navidad
Merry Christmas
Joyeux Noel
Frohe Weihnachten









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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Tempos de chumbo . . . Governo na crápula


Tempos de chumbo ... Deslumbramentos ...Governo na crápula


Filme : O Anjo Azul - The Blue Angel - Der Blaue Engel  : [ Clique  aqui ]


Os tempos que se avizinham são verdadeiros tempos de chumbo. Um governo, em crápula permanente, mergulha todo um país numa rota de destruição completa, baseado numa ideologia neoliberal aplicada por figurantes menores e suportada em ignorantes primários. Da vida não conhecem sequer o tempo da colheita da castanha, dificilmente distinguindo o Homem, do burro malabarista, travestido de roupagens múltiplas e facetadas.
O actual governo, liderado pelo inqualificável Passos, não tem um mínimo de dignidade, de competência técnico-política, ou qualquer valor ético digno de registo. É puro desperdício de tempo a análise do personagem. A sua figura é retratada, de modo fiel,  por correntes internas PSD,  por personagens que pensam, concorde-se ou não, tal como Pacheco Pereira [Consultar JPP] e caricaturada publicamente [Veja-se uma delas aqui em Curandeiro Passos, CM de 10_12-2013-Opinião].  Como sempre, não pretende este texto justificar seja o que for, mas tão somente apresentar dados concretos sobre os quais o leitor se possa interrogar. O mundo actual é complexo e exige conhecimento aprofundado, multidisciplinar. Torna-se necessário compreender o mundo actual, ainda que em pequenas peças de texto, de  modo a desmistificar certos personagens invisíveis, traiçoeiros e peritos manipuladores de sombras. Com poder excessivo, altamente perigoso e tóxico. Descodificar-lhes a linguagem é o objectivo deste texto. Dirigido a local remoto, onde os jornais não circulam, a TV é um puro embuste e o acesso à Internet rareia. Vamos, pois aos factos.

Acto I - O deslumbramento de um suíço

Hard times for a Small  . . . Group of Europeans  

O New York Times International - INYT  publicou um artigo da autoria do jornalista Raphael Minder, nascido na Suiça, falador de vários idiomas entre eles: alemão, françês, inglês e castelhano. Verdadeiro poliglota. Não refere os seus talentos musicais.
Perante o deslumbramento da publicação de um artigo no NYT, todo o pensamento colapsa, a veneração do autor cresce de modo divinal e o deslumbramento suíço ofusca o brilho das estrelas.  É sabido, em terras lusas, que o paralelipípedo de canja suíça vende mais que o inexistente produto nacional. Pode aceder ao artigo (em inglês) do NYT internacional, clicando aqui. A importância do artigo é manifestamente importante para o ego do autor, ridículo quanto ao conteúdo para o jornal NYT. Convém lembrar que a existência de umas centenas de burros  em terras fronteiriças, não contempla os cerca de 400 milhões que vagueiam pelo globo e o artigo é omisso quanto aos seus pares na Europa. Falta a escrita contundente de C. C. Branco, mas historiemos a coisa! Ora se o articulista fala tantas línguas, natural é admitir que o mesmo animal zurra de modo semelhante em variegados espaços e paisagens, embora os homens os designem por nomes diferentes. Como a maioria dos Homens da citada fronteira não sabe falar outras línguas, é mais fácil observar imagens e indagar se as fotos são meros postais ilustrados, ou seja, se uma fotografia significa apenas tirar um boneco, em linguagem comum. Para uma revisão da matéria veja o sítio: The melancholy donkey [ clique aqui.], com referências em alemão, francês e espanhol. 

Se na comunicação digital se pensa que vale tudo, há quem pense exactamente o oposto. A associação homem-burro no imaginário popular foi sempre objecto de piadas brejeiras. Pena é que que o NYT baixe a tão execrável nível. Shame on you RM. Veja-se uma possível resposta de pessoa indignada" INYT Jornalists' Zoology: Raphael Minder [ Not  a donkey...no]. Não merece RM qualquer outra referência.

Na foto do artigo, o único figurante de rosto humano é G. Domingues. Homem (com H maiúsculo), de sorriso tranquilo e vida adivinhada. Ser real e, doravante, tratado como ser abstracto de certo grupo de dignos europeus. Dos outros intervenientes na foto, diz-se, oscilam entre o homem banal, bestial e peseteiro. Em comunicação digital, a foto não significa apenas um simples boneco. Separadas as águas, conclui-se que nem todos os burros são iguais. Há, pelo menos, que distinguir os sóbrios onde a palha é uma dádiva divina e os privilegiados das terras suíças, onde o verde domina. Aqui termina a parte lúdica da coisa.
Em tempos idos, o Instituto Alemão ajudou a abrir os olhos para o mundo através de certa pintura alemã, entre eles  George Grosz. Um pintor maldito para certos sectores.
Fig.1 - Eclipse do sol (1926)
A Fig.1 representa uma das suas obras, intitulada "Eclipse do sol -1926", dos tempos da Republica de Weimar dos anos 1920. É de natureza manifestamente política e pretende retratar o fenómeno da guerra, do poder, da avareza,  da corrupção,da desigualdade e de políticos acéfalos. O animal  pretende representar um pessoa normal, ou um povo, de olhos vendados, seguidor obediente de políticos, acéfalos e dominados pelo bem nutrido detentor da indústria (alemã) ou finança e pelo, então, Presidente da República de Weimar. De olhos vendados, não consegue descortinar o simbolismo do canto inferior direito. Destino fatal. Os políticos desobedientes corriam o risco de ser passados à espada, como as manchas de sangue nela revelam. O eclipse do sol está materializado pela interposição do dólar (canto superior esquerdo) . Uma imagem transporta mais ideias que mil palavras e a transposição para os dias de hoje são óbvias.
O alcance do quadro atinge de maneira frontal os interesses instalados. Similares no passado e no presente.Transpondo para a dupla Homem-animal figurado, nada melhor que recorrer a velhas imagens da WWI (fica a cargo do leitor), O animal desempenha o seu papel em distintas tarefas, embora o Homem cumpra também o seu papel. Porém o  papel desempenhado pelo Homem pode ser ambíguo.Não se pode transformar uma imagem digital, num simples acontecimento jocoso. A questão dos subsídios invocada é uma questão banal, e organizações protectoras dos seus pares existem em vários países europeus:: Suíça, por exemplo, e muitos outros que  RM conhece. Acontece que a vida está difícil para todos. Incluíndo jornalistas, que obtém os seus proventos da publicação de artigos em jornais e leccionam cursos de comunicação digital em institutos espalhados  por aí. Quiçá, em Madrid em qualquer IE.
Porém, ainda há gente em Portugal que não aceita, impávida e serena, a teoria cega da fé nos burros, onde jornalistas peseteiros  propagam  ideias de submissão, colhendo daí doces frutos à custa de Homens de H maiúscula. 

Acto II - O deslumbramento de um português


As manobras de Passos Coelho para a conquista do poder e acesso ao pote foi claramente anunciado na revista Visão [Clique aqui-Entrevista fms] com pompa e sem circunstância em 14-11-2013, por um elo menor da cadeia das operações manipuladoras da Internet (F. Moreira de Sá -FMS), sob a batuta do licenciado à la carte - Miguel Relvas. Este  FMS é consultor de comunicação (diz a imprensa) e está ligado a várias empresas de comunicação e consultadoria. A sua tese de Mestrado encontra-se carregando aqui neste sítio  [Clique aqui em TeseFMS], e de seguindo no ficheiro :" A comunicacao Política Digital ... em pdf.". É a sua coroa de glória, de 33 páginas com classificação máxima (diz o próprio). A desgraça deste país só pode explicar-se pela teia de utilitários imbecis, que da incompetência óbvia só pode sair asneira, que não seria grave se limitada, mas que é letal para a sobrevivência de um povo e de uma nação.  Atribui-se um valor desproporcionado, pensando de modo primário, que um cidadão competente muda a sua opinião pelo trabalho peseteiro de muitos, bloguistas  e jornalistas, que disvirtuam a sua profissão honrada  em função dos fundamentalismos neoliberais. Superficiais na análise, projectam-se eles próprios a patamares de importância desmedida através de um  chico - espertismo  inócuo, abandonando os verdadeiros mestres da vida e da cultura. Pobres figurinhas, celebridades efémeras, peseteiros de profissão. Vendam os olhos às pessoas comuns, ao povo, pela propaganda  exercida, e representada pelos escritos ( jornais,propaganda, taxações). Não há dólar que lhes escape, lhes fragilize a ambição, lhes perburbe a cabeça pela ausência de valores. Para estes figurantes o Eclipse  do Sol, fonte de vida e de esperança, é total. Assim se vai destruindo um país, pedra a pedra, baseado em figurinhas acéfalas, mas altamente perigosas e letais. O pintor Grosz viu, percebeu e retratou a república Weimar, saída da I Guerra Mundial. Consequência de outras consequências. O povo alemão conhece e receia este período.  Grosz emigrou a tempo para os Estados Unidos, antes da segunda hecatombe ocorrer. É um pintor amargo, diz-se, mas estas cartas menores não escapariam ao seu sarcasmo mordaz, ao lado dos seus modelos,figurados mas realistas e chocantes, nas suas várias obras.

Acto III - O deslumbramento de "um luso-alemão"


Outro personagem, sumidade efémera [Clique aqui] , aponta para a mesma realidade. B. Maçães, de seu nome. Deslumbrado, digo eu, tonto diz C. Sá da TVI.  "O governo está cheio de tontos do género", proclama a TVI24 [Clique aqui]. Aplaudem as belezas polacas, tal deslumbrado [Veja o solene registo aqui], cavalgam as mesmas ondas de uma blitzkrieg já esquecida. Onde bestas e bestas férreas caminhavam lado a lado. Os seus antepassados não esquecem certos factos, previsão lúcida de Grosz.  Discursa este grande expert na Grécia, e sai apodado com o cognome de "o alemão". Daniel Oliveira, perigoso para muitos, designa-os por "Imberbes fanáticos de Passos  Coelho" [Veja aqui]. Como se vê, a luta por ideias diferencia os campos de combate. Embora não haja uma guerra formal, os portugueses (alguns) já vivem em plena guerra informal. Liderada por políticos subservientes e rastejantes da finança. Pode vêr-se do CV deste Secretario de Estado dos Assuntos Europeus ter sido professor de Política Económica e PhD em Ciência Política de Harvard nos EUA, ter participado na criação de uma nova universidade internacional em Berlim,o European Colledge of Liberal Arts e ter sido consultor de Passos Coelho. Porque será que, em ACTO I, se refere um Instituto em Madrid IE? Porque será que implícitos estão: Os conceitos de Globalização e Liberalismo? Porque será que existem fundos para bolsas de uma entidade, a Goldman Sachs? Porque será que os apóstolos fundamentalistas, dos ACTOS I e III, poderão ser tão perigosos? De onde lhes vem a arrogância? É dos salários de miséria (600 €), considerados pelo iluminado Passos Coelho como excessivos? Ou dos insignificantes subsídios descritos no artigo de RM? Ou na humilhação de Homens, de estatura com H grande, de sorriso aberto e porte digno? Ou de certos sacripantas que por aí pululam, travestidos de jornalistas, assessores, geniais bestas ou  bestas geniais?  Será que não será uma pobre governança, governando em crápula ? Pois é, ó  C.C. Branco ferra-lhes com os atributos com que brandias os teus alvos [Clique aqui] Cada um escolha os seus sinónimos preferidos para  o efeito, ou os seus antónimos em caso oposto.



Conclusão : A vida actual, nos mais simples aspectos da vida, transformou-se numa luta letal, instável e perigosa. Vai ser tempo de muitos combates. Nem sei qual a razão que leva Fernando Torquaz a dar importância a estes deslumbramentos. Talvez, a asserção de C.C. Sá, ao enquadrá-los como tontos. Ora, Fernando Torquaz, peregrino de algumas andanças, já há muito entende que nada, nadinha de nada, ocorre por acaso. Por mais insignificante que seja. Por isso, invoquemos de novo a imagem, como pano de fundo. Nast, caricaturista germano-americano, veio estar na origem da representação simbólica dos partidos americanos:democrata e republicano.
Fig.2 - Representação simbólica
Como as figuras valem mais que mil palavras, veja-se a Fig.2. São representações sem grande sentido. Nast foi também responsável pelo aparecimento dos símbolos natalícios (de raiz alemâ). O democrata Clinton, cavalgando o partido democrático lembrou: "It´the economy, stupid". A caricatura e a imagem representa mais, todavia, que um simples boneco fotográfico. Os verdadeiros Homens nordestinos só poderão combater, com firmeza e humanidade, os deslumbrados que por aí circulam com uma cultura sólida e que o abstracto G. Domingues com seu ar afável e porte digno exigirá aos descendentes. Com disciplina, esforço e a austeridade que nunca o abandou, e pelos territórios o
nde o seu fiel amigo o acompanhou nos trabalhos árduos, mas limpos de guerra e de agressão.Vida dura como a sua, de troika continuada ao longo de toda a sua existência, nunca lhe permitiu sequer sonhar com a exportação de leite de burra ou pacotes de canja de burro para os deslumbrados RM suíços. A partir de unidades industriais. Fernando Torquaz apenas lhe pode deixar ideias desenvolvidas por pensadores conhecidos sobre os tempos actuais, entre eles: " Stiglitz, em Globalization and its discontents". Verá como a sua vida é determinada e condicionada pelos deslumbrados e seus compadres. Usam, de forma vísivel, um pin-bandeira na lapela. Muitos outros pins, tão ou mais perigosos, estão atrás da cortina. A soberania dos povos está ameaçada, desde há muito. Por culpa própria (não dos povos, mas dos governantes). Não haja ilusões quanto ao triângulo das Bermudas : Passos-Portas-Cavaco e a troika, que promete sair em 2014( dizem os pins), mas que não é senão mais uma peça de um embuste. Agora a culpa do incumprimento de promessas: "défice falhado, dívida incontrolada, desemprego alarmante, indústria destruída, juventude empurrada para emigração forçada,desespero de uma população, ataque a salários e pensões" não pertence aos deslumbrados e aqui sim a "estes loucos" que nos governam. Esquecem alguns deslumbrados que no BPN andam 6 mil milhões de euros, pagos pelo povo português? Que faz a Justiça perante os colarinhos brancos? Quantos estão lá dentro? Quantos respondem com o próprio património? Agora prometendo, com descaramento, uma terra onde correráo leite e o mel. Magia pura. Nada mais se pode esperar do relógio da JC do Portas, onde o relógio já iniciou a sua marcha  descendente. A Irlanda partiu. Portugal sem pé. Empurram, agora, as culpas para o Tribunal Constitucional, onde não só a soberania portuguesa se joga mas também o porte digno de todo um povo. O troikado português Barroso também está no mesmo pacote do pin. Tudo se encontra representado  nos papeis à frente do animal representado por Grosz (Fig.1). Para suavizar o texto, sugere-se a visão de um belo filme, antigo, da época Weimar: " The blue angel (Der Blaue Engel)  [ Clique  aqui ]. Em particular, siga-se o destino do Professor Rath. O texto já vai longo e,por isso, se muda de agulha.

Fig.3 -Igreja São Nicolau.

Como estamos em tempo de Natal, passamos agora para o continente europeu. Todas as armas devem ser baixadas e repiquem os sinos. O simpático São Nicolau, respeitado pela sua cândida figura e pela visita do seu fiel amigo, carregado de prendas, é esperado por todas as crianças que cumpriram as normas de bom comportamento. Os das tias ricas ( Gent-Belgie, por ex.) foram  certamente já contemplados com doces prendas em 6 de Dezembro. Quando chegar ao sul, dentro em breve, já chegará cansado dos trabalhos da vida. Todos devem reivindicar os seus direitos como contrapartida do seu compromisso. Até lá, um Bom Natal.

sábado, 2 de novembro de 2013

Pós - Autárquicas_Vimioso 2013

[METEREOLOGIA: clique aqui Tempo em Angueira]

O dia seguinte . . .The day after ...


Clique aqui para visualizar o filme "The day after (1983) - American Nuclear Holocaust. 
A analogia com a destruição maciça da actividade económica, a tragédia do desemprego galopante, a proletarização da classe média e a servidão de todo um povo, contraria a palhaçada Passos que afirma que após a destruição  integral virá a acalmia e o país se transformará num paraíso onde correrá o leite e o mel

Começou a época de caça...Uma possível leitura dos resultados locais...


Os resultados finais das eleições autárquicas_2013 podem ser consultados no site oficial cliclando aqui. A análise dos dados eleitorais pode ser aborrecido para os leitores, mas quem não se sentir à vontade com os números, pode saltar directamente para o texto abaixo:" ANÁLISE DOS RESULTADOS" . Para comparação imediata, pode ver-se o resultado nacional face aos resultados das Autárquicas de Vimioso_2013.

Resultado (parcial) das eleições Autárquicas 2013 : NACIONAL

[Seriação dos três  partidos mais votados]

    2013- NACIONAL

    % votos
    eleitos
    votos


    PS
    36,25 %
    921
    1810744


    PSD
    16,69 %
    531
    833772


    CDU
    11,06 %
    213
    552506



    Autárquicas_Vimioso 2013

    2013-VIMIOSO
    % votosVotosPresid_JuntaELEITOSMandatos_A.FreguesiaMand_As.Municipal
    PPD/PSD56,09%21409489
    PS36,59%13961246
    PCP/PEV0,29%11000



    ***

    ANÁLISE DOS RESULTADOS


    As eleições autárquicas - Vimioso 2013, revelam que: a nordeste nada de novo. Tudo como dantes, quartel-general em Abrantes.O resultado, com ou sem eleições, é previsivelmente o mesmo para 5 mandatos camarários: 3-2, ou 2-3 para os partidos do arco do poder (PS,PSD). Por outro lado, as Autárquicas_Vimioso 2013 revelam que o concelho faz parte do  último reduto de Passos Coelho, se comparado com o resultado nacional. Viagem em contra-mão.

    No que respeita à Assembleia Municipal, para um conjunto de 15 mandatos, 9 pertencem ao PSD e 6 ao PS. (Maioria PSD). De onde se conclui que não há alternativas à partidocracia instalada, onde os seus membros obedecem aos seus mandantes lisboetas, distritais e concelhias (os próprios) e não aos anseios e aspirações das populações locais. As populações votaram, apenas, nos pratos de lentilhas apresentados.

    No que respeita à eleição de Presidentes de Junta, 9 pertencem ao PSD e apenas 1 ao PS. Não pode ser feita uma análise mais fina, por falta dos dados locais das várias freguesias. Ressalta a eliminação de uma das freguesias PS - freguesia de Angueira, como consequência directa de  uma junção malquista de freguesias, sem prévia consulta dos atingidos e por decisão pré-programada dos dirigentes camarários locais. Partidocracia reinante, com obediência ao farisaico Relvas e com desprezo total pelas populações a quem, no mínimo, deviam ter consultado. 


    Ao nível pessoal dos eleitos_2013, todo o respeito é devido. Ao nível político local podem enganar muita gente, mas não toda a gente. Por isso, toda a transparência de processos e decisões futuras deve ser publicamente exigida.


    A anterior Assembleia Municipal, através do seu acto demissionário, permitiu a mudança da responsabilidade política partilhada da área do PS-PSD. É mais outro chico - espertismo, à relvas, que bloqueou qualquer acesso da vontade do voto popular (de Angueira, nomeadamente) à Assembleia Municipal, por eliminação do acesso do presidente de Junta da Freguesia a esse órgão por um lado e pela escolha da lista partidária PSD, por outro. Dizer-se que tudo ficou na mesma, é pura mentira para enganar tolos. Angueira não tem, actualmente, qualquer membro eleito na Assembleia Municipal de Vimioso, pois o representante legal é, exclusivamente, o presidente de Junta da junção de Angueira - Caçarelhos, de influência PSD como escrito nas estrelas e a ordenação da lista PSD determina. A votação para a Assembleia de Freguesia (em Angueira) traduziu-se em 62 votos PSD contra 58 votos PS e em números quase idênticos para a Assembleia Municipal: 60 PSD, 57 PS e 2 PCP/PEV. Apenas, quatro votos permitiram a mudança de charneira,devido à transição de alguns votos. De facto, mais por demérito do próprio PS do que por mérito do PSD. Mas resultados são resultados e factos são factos. 


    A limpeza dos cadernos eleitorais constitui mais um problema, a juntar aos demais. O número total de eleitores em Angueira é de 167, sendo o número de votantes de 127. A massa dos não votantes em todo o concelho atinge os 39,73 %. A posição, à Pilatos, da decisão local acerca das freguesias, arrasta a extinção do Município de Vimioso a médio prazo e, portanto, qualquer dia estará mais próximo da gestão de  um condomínio qualquer, ficando por determinar se do tipo condomínio aberto ou fechado (com cancelas e tudo!).


    Para os incautos, a lista PSD local ordenou o representante eleito por Angueira em 4º lugar e a eleição deste para um dos membros da nova Junta de Angueira - Caçarelhos, deve-se, apenas, a um favor do Presidente de Junta, pois tem poder legal para fazer a proposta dos outros dois membros da Junta. Para quem tiver dúvida consulte aqui a legislação aplicável (Lei nr 169/99-Artigo 2º com a nova Lei 5-A/2002). Em virtude da reorganização administrativa pelas Leis nr. 56/2012, de 8 Novembro. e 11-A/2013, de 20 Janeiro, Angueira deixou de estar representado em qualquer orgão de decisão significativo, da nova freguesia.


    Se Angueira merece algum respeito é pelo seu conceito de liberdade (por vezes, bastante para além do razoável) e que está no ADN dos homens que povoaram o Castro da Cocolha, abandonado e destruído pela mão e incúria dos homens, cuja obrigação era defendê-lo dos ataques da florestação. Tal como houve dinheiros camarários para ajustes directos ao estudo arqueológico do Arquivo de Vimioso, ainda não será tarde para a recuperação dos salvados existentes.  Mas em Angueira não se mendiga nem se estende a mão à caridade, ou não deveria. Nem se promovem almoços e jantares, em espaços públicos. Reclama-se, apenas, o que lhe pertence por direito. Não se submete a um incompetente PM, a um falsário licenciado Relvas, nem aos seus apoiantes locais. Angueira deve obedecer a valores e não a mentalidades inócuas e vazias. Trabalho árduo, cujas condicionantes principais são a muitíssimo baixa população e a falta de literacia, em tecnologias modernas.


    Porém, a nível local onde todos se conhecem e o respeito mútuo deve ser a norma cívica básica, o separar de águas ao nível pessoal e de ideias ocorrerá, quiçá, algum dia. Mencionar nomes é sempre problemático, mas convém que o registo fique. E a exposição das verdades, nuas e cruas, faz parte da transparência e todos os actos administrativos devem subordinar-se à lei, a começar pela lei fundamental da Constituição da República Portuguesa.


    Numa conclusão simplista e de fácil compreensão, o resultado da eleição Autárquicas - Vimioso -2013, para as presidências da Câmara de Vimioso e  da Assembleia Municipal reduz-se à problemática de banda desenhada, tendo como personagens principais: Dupont e Dupond. Trata-se,afinal, de personagens idênticas e, tal como foi dito pelos próprios em campanha eleitoral, não há qualquer diferença entre ambos embora a sua formação original seja distinta: história e gestão empresarial. Irmãos não germanos, de acordo com os próprios. Poderia ou poderá ser diferente? Díficil é entender o apego /ou não aos cargos políticos. Admite-se a dificuldade dos partidos políticos (PSD,PS e outros) na selecção dos seus candidatos, mas a quadratura do circulo é evidente. Presidente CM executa, Presidente da Assembleia Municipal confirma ou vice-versa. Em linguagem popular, pescadinha de rabo na boca.


    Já que a vida terrena tem que ser levada com calma e humor, veja-se a representação de Dupont et Dupond em território belga clicando aqui.  Feito o necessário preâmbulo, vamos ao conteúdo. Nada melhor do que estabelecer um programa de actuação para a freguesia de Angueira, com objectivos claro, simples e fundamentados que tanto vale(ia) para Juntas extintas, qualquer que tenha sido a sua cor política, como para o imbróglio lamacento actual PSD/CDS.

    A verba proposta para a freguesia de Angueira - Caçarelhos no Orçamento de Estado: OE-2014 é de: 54 169€, tal como consta no mapa XX do OE-2014 [União das freguesias de Caçarelhos e Angueira 54.169 0 54.169], e igual à soma dos valores atribuídos, isoladadamente, no orçamento OE_2013. A nova presidência de Junta vai ter que responder, céntimo a céntimo, pela aplicação deste montante, o que vai obrigar a apresentação de contas regulares aos eleitores. E das duas uma: ou apresenta ou não apresenta. Tal como a Câmara Municipal de Vimioso terá que mostrar total transparência, rigor e equidade na distribuição de verbas camarárias e nos actos administrativos que a lei lhes exige, com a publicação integral e imediata de toda a informação: actas de todos os orgãos camarários, em tempo útil. Raciocínios simples, acções consequentes.

    O irrevogável Portas apresentou, diz-se, um guião para a Reforma do Estado: conversa da treta para um futuro incerto. Alcandorado a vice-PM, ou a PM como se queira ler, assenta a sua governança no concelho de Vimioso, em 50 votos concentrados na Assembleia de Freguesia de Vimioso. No plano nacional, o CDS teve uma votação de 3,04%.  A um PM inexistente, junta-se um ilusionista, farsante e demagogo, sem representatividade significativa a quem os eleitores PSD se submetem como anjinhos celestiais. Um P.M. subordinado a um vice. Excentricidade portuguesa e estreia quixotesca mundial. Neste guião, explicita-se o assalto ao ensino público. Como exercício aplicado: 

    O guião da reforma do estado só engana os incautos. O neoliberalismo da dupla Passos Coelho-Portas e seus apêndices e lacaios, Os seus partidários apresentam-no como um facto inevitável, objecto de consenso e sem alternativas.As ideias opostas são consideradas arcaicas e anacrónicas.
     Para os seus opositores:
    1. O acréscimo das desigualdades sociais e da precaridade do trabalho
    2. A redução da soberania nacional
    3. Transformação do homem, em ridícula mercadoria
    4. Travão ao desenvolvimento económico dos países pobres

    estes quatros objectivos, constituem a essência da transformação para uma sociedade neoliberal. Deixa-se ao leitor, o confronto destes tópicas com os propósitos confessados na conversa da treta do guião da reforma do estado. Mentes insanas, traidores de uma nação Estado, desde 1147. Que a história se há-de encarregar de julgar como lixo tóxico da nossa história actual. Já não há palavras para classificar a sequência: Passos Coelho-Paulo Portas-V.Gaspar-Moedas-Catrogas-Pirilampos menores - Topo da pirâmide :Cavaco Silva.  

    Aos colegiais, à laia provocadora de C.Castelo Branco, que adjectivos recorreria para descrever cada um destes personagens? Clique aqui para ver como a língua portuguesa é rica e perversa.

    A ilusão neoliberal de Passos Coelho, um desclassificado ignorante, clama pelo consenso, mas destrói, sistematica e acintosamente as forças nacionais que são a base do levantamento da implacável situação do país. Fernando Torquaz, cidadão normal, rejeita a actuação de um qualquer Coelho, que de base não é bipede mas quadrúpede. A  gestão da Escola Básica EB23  Vimioso está hoje protocolada com o MEC ( D.R., 2ª Série-nr.85-2/05/2012 - Contrato nr. 259/2012). 

    A dupla neoliberal ultra-montana Passos-Portas prevê a entrega da escola pública ao sector privado, eventualmente entregando a gestão a professores e com um cheque-ensino. Mistura explosiva. Que dirão, por exemplo, os licenciados de História do grupo 400? Que dirão os pais desafortunados das crianças de Vimioso? Pensarão os pais que o sector privatizado vai ser gratuito?

    Discurso directo II

    De acordo com a proposta de candidatura à Câmara Municipal  - Vimioso na Frente afirma-se:




    Fernando Torquaz , observador das águas do rio Angueira,  nas versões turbulentas e gélidas de inverno ou nas plácidas e repousantes calmarias primaveris e estivais, projecta-se numa visão e fascínio dos antigos habitantes da Cocolha ou nos desconhecidos colonizadores, trazidos às suas margens, pelas mãos dos sábios monjes de Moreruela (Cister). O homem actual, a começar pelos agentes autárquicos - PC Vimioso e Assembleia Municipal. deve-lhes um tributo de homenagem, pelo  legado da beleza paisagistica, pela actividade piscicola introduzida, pelo pragmatismo da actividade económica agrária primitiva e pela introdução legislativa embrionária (foro de Angueira, de 1257).

    Partindo do princípio de que se quer o progresso do concelho de Vimioso, então há que reconhecer o progresso não tem sido feito com equidade no concelho. A consulta aos vários orçamentos camarários revela que o rio Angueira, no troço São Martinho - Serapicos, não beneficiou de qualquer intervenção séria [Aparte o parque das Merendas da Cavada, aliás um de entre muitos]. Ora, a extinta freguesia de Angueira tem como jóia da coroa, precisamente, o rio e os seus terrenos marginais, cabendo o mérito da regularização do rio e a introdução da actividade piscicola aos citados monges. A nova reforma administrativa coloca a gestão sob a alçada do novo Presidente de Junta, facto inaceitável por parte dos Angueirenses.  E para que conste, há direitos históricos que, afortunadamente, o foro regista. Há cerca de 750 anos. 

    Ora, vamos traduzir em actos as afirmações constantes do texto citado. As acções são multifacetadas e, por ora, apenas algumas serão apontadas. Para tal, transcrevemos de Vimioso na frente  PSD, os pontos seguintes:

     No seu ponto Segundo:
    "Conheço muito bem cada uma das 20 aldeias ..."
    No seu ponto Terceiro:
    "Conheço bem o funcionamento da Câmara Municipal e o funcionamento autárquico.Tenho experiência no acesso a fundos comunitários (dinheiros europeus), tão importantes para os investimentos que garantam o progresso do nosso concelho"
    No seu ponto Quarto:
    " Apresento-me com uma equipa competente, experiente e trabalhadora, que dá garantias de servir todos de igual forma, ..."

    Como consequência lógica e fundamentada, baseada no facto indesmentível da observação directa das ruas], há um evidente contraste entre as ruas de Caçarelhos, todas-sem excepção, bem pavimentadas e limpas e as impraticáveis ruas de Angueira, bombardeada. A conclusão é simples e pragmática. De acordo com os pressupostos de candidatura assumidos, Angueira reclama de imediato:

    1 ) Pavimentação completa e integral de todas as ruas de Angueira, sem excepção, com padrão equivalente à freguesia de Vimioso. [Segundo ponto+ Quarto ponto]


    Compete,se for caso disso, ao vogal da Junta da freguesia Angueira - Caçarelhos apresentar a totalidade de fotos correspondentes aos arruamentos de Caçarelhos e Angueira, para comparação, à Câmara Municipal. E porque somos todos portugueses, a freguesia de Angueira reclama o seu quinhão camarário, já que a  freguesia de Vimioso foi a  principal beneficiária ao longo de anos dos investimentos camarários nos arruamentos e deles não mais precisar. 

    No seu "Ponto Teceiro" - há conhecimento do acesso a fundos europeus, que também deverá ser válido para as aldeias todas.

    2) Tendo a Câmara Municipal o poder de controlo sobre as actividades no rio, tem por obrigação impôr de imediato:

    Um regulamento rigoroso, com o objectivo da reposição natural da fauna e flora do rio, com proibição completa da actividade piscatória durante 5 anos.

    3) Regularização da ETAR de Angueira, como ponto prévio da recuperação do rio, e em quase completo abandono.

    4) Feitura de um regulamento imediato com a obrigatoriedade da preservação e respeito do traçado básico da aldeia de Angueira, enquanto aldeia de xisto.

    5) Feitura e implementação de um regulamento camarário com proibição de criação  de animais que perturbem a saúde pública.

    6) Proibição e desactivação de exploração pecuária, dentro do perímetro da aldeia. Exemplo de referência, freguesia de Vimioso.

     7) Realização de uma auditoria sobre a construção irregular, em domínio público (baldio)
    Feitura de um regulamento com proibição expressa de construção de em baldios, como a lei prevê,

    8) Publicação do documento onde conste a lista : dos bens materiais, imateriais ou outros que passaram para a nova freguesia.

    9) Publicação do  plano director Municipal que contempla todo o território do concelho, freguesias incluídas, e de acesso público.


    Conclusão: O conjunto de 9 pontos, para já, é de fácil execução. Com maioria absoluta PSD, o Presidente da Câmara decide e o Presidente da Assembleia aprova. Basta querer. A freguesia de Vimioso que mais pode reclamar.  Chapear de ouro, o largo Rufino Mendes? 

    Veja-se a propósito o site clicando aqui.



    DISCURSO DIRECTO III

    Angueira  não pode esperar que a sua melhoria de vida caia do céu. Nem ser enganado por discursos ou falácias, de vários actores e intervenientes. É tempo de abrir os olhos e analisar as questões de um modo correcto e certeiro. Desiludam-se os que pensam que, com as eleições autárquicas, tudo ficou na mesma. É necessário começar a falar claro e simples. O autor destas linhas tem todo o direito de perguntar, pois, é um pagador de impostos.

    Dado que o escrito já vai longo, e para um melhor esclarecimento, Angueira só sobrevirá com base no seu passado histórico, numa comunidade rural limpa e de transição para um turismo rural exigente, no aproveitamento do rio e suas margens, e numa perspectiva de desenvolvimento adequado ao território de Angueira (agro-pastoril e pecuário) e na introdução de actividades outras que utilizarão os baldios. 

    As bases do desenvolvimento não se coadunam com pensamentos ultrapassados e obsoletos. Os tempos actuais não são para fantasias.

    Não havendo mudança, a servidão de Angueira será o destino e a esperança de revitalização nula. Com extinção à vista!

    Um factor recorrente na freguesia de Angueira consiste na não publicação de contas, pelo que doravante a sua publicação deve ser regular e de divulgação pública. Em particular, as da Junta de freguesia e da Asssociação Cultural e Recrteativa. Em particular, as enviadas para o Tribunal de Contas em 2013.


    Em resumo, simples e sem ambiguidade. Pôr ordem na casa!
    Um primeiro pacote a exigir à CM de Vimioso, está indicado acima, numa base de 9 pontos!
    À nova Junta compete empurrar o carrinho!
    Fazer coisas simples e sem grande conversa! Afinal a cõr dos eleitos é a mesma!

    Angueira precisa de conhecer, de imediato, os regulamentos das suas associações e uma informação importante: livro digitalizado de assentos da ex - Junta da Freguesia de Angueira. E separar águas, dando a César o que é de César.

    A.  Associação de Caçadores, caso exista.
    B. Associação de Agricultores , caso exista.
    C. Associação recreativa e cultural.
    D. Livro digitalizado da ex-Juntas de freguesia de Angueira.

    Nada melhor que recorrer à sua publicação na Internet, já que existe um espaço wi-fi no Edifício da Casa do Povo. 

    Conclusão: Fernando Torquaz, observador do rio Angueira, em tempo de águas límpidas, reclama  o respeito perdido às sucessivas gerações que, com dureza de vida, percalços vários, com erros, com vitórias e derrotas, conseguiram transmitir a  existência de uma alma portuguesa por séculos muitos. A chama nunca poderá extinguir-se e , imperativamente,cada um deve contribuir com a sua quota-parte, no sentido da actualização e da mudança. É necessário repor a autoridade legal delegada do poder em Angueira, e não tomar por adquirido que não há lei nem roque. À nova Junta compete impor a limpeza dos espaços públicos, a começar pelas entradas de Angueira, e para dar o exemplo a limpeza completa e integral em torno da Casa do Povo. Com justiça e equidade e com respeito pelo legado dos baldios.

    Fernando Torquaz, em voo de pássaro, estará atento aos desenvolvimentos. Em caso negativo, restará apenas olhar para o Dia Seguinte - The Day After!
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