terça-feira, 22 de setembro de 2020

COVID-19 : A questão das vacinas

 COVID-19  - Vacinas. Entre a realidade, a ficção e a propaganda!

O cidadão comum fica exposto a uma torrente de informação jornalística, televisa e dos média que não corresponde de todo à realidade factual. Hoje em dia, os jornalistas mergulham em assuntos que não são do seu conhecimento e, em muitos casos, não passam de meras galinhas que cacarejam o que lhes é dito por "experts" na matéria e traduzem mal para os jornais e TV. Para os interessados, aqui fica a ideia geral como a imprensa, escrita e falada, informa (ou desinforma) o cidadão. Não se exige que os jornalistas (tal como o comum dos mortais) conheçam em profundidade as matérias sobre que escrevem. Todavia, os média devem procurar a verdade, baseadas em evidências reais e fundamentadas e não em meras suposições. A procura da verdade exige esforço continuado.

Factos: Covid-19 e as vacinas milagrosas ao virar da esquina! 

A imprensa portuguesa (jornais) atravessa uma crise económica profunda e, portanto - salvaguardadas as meritórias excepções, os artigos de jornal não passam de meras cópias infiéis de artigos publicados em jornais estrangeiros. O caso das vacinas não foge à regra. E aos previlegiados com conhecimentos de línguas torna-se fácil desmontar as inconsistências da prosa jornalística. Por exemplo, no jornal Guardian apareceu um artigo intitulado: " Covid vaccine tracker: when will a coronavirus vaccine be ready ?" que em tradução aproximada se traduz por: " Quando estará pronta um vacina para a Covid-19 ? ". Muitas descrições jornalísticas gravitam em torno. Daí, se deve exigir uma crítica permanente sobre o que se vê, ouve e escreve. Consultar sempre as fontes originais. Parte do texto em inglês (com indicação dos autores do texto) segue em baixo:

"Mais de 170 equipas de investigadores estão numa corrida para o desenvolvimento de uma vacina, segura e efectiva. Aqui se expõe o seu progresso"

Pre-clinical

(Pre-clinica)

vaccines not yet in human trials

 

142

Phase 1

(Vacinas em pequena escala)

vaccines in small-scale safety trials

 

29

Phase 2

(Vacinas em testes maiores)

vaccines in expanded safety trials

 

18

Phase 3

(Vacinas em larga escala)

vaccines in large-scale efficacy trials

 

9

Approved                                        0

(Vacinas aprovadas)

FONTE - Source: WHO. Last updated 14 Sep

Researchers around the world are racing to develop a vaccine against Covid-19, with more than 170 candidate vaccines now tracked by the World Health Organization (WHO).


  • Vaccines normally require years of testing and additional time to produce at scale, but scientists are hoping to develop a coronavirus vaccine within 12 to 18 months.
  • [Vacinas normalmente exigem anos de testes e tempo adicional para produção em escala, mas os cientistas esperam desenvolver uma vacina entre 12 e 18 meses].

  • Vaccines mimic the virus – or part of the virus – they protect against, stimulating the immune system to develop antibodies. They must follow higher safety standards than other drugs because they are given to millions of healthy people...
  • [Vacinas imitam o virus - ou parte do virus- actuando como proteção, estimulando o sistema imunitário para desenvolver anti-corpos. Devem seguir os mais elevados padrões de segurança, maior que o de outras droras, porque são ministradas a milhões de pessoas saudáveis....

***     

Sem entrar em detalhe, deixa-se a informação de algumas farmacêuticas e institutos envolvidos.


         CanSino Biologics Inc./Beijing Institute of Biotechnology

BioNTech/Fosun Pharma/Pfizer
Wuhan Institute of Biological Products/Sinopharm
Moderna/NIAID
American biotech company Moderna is developing a vaccine candidate using messenger RNA (or mRNA for short) to trick the body into producing viral proteins itself. No mRNA vaccine has ever been approved for an infectious disease, and Moderna has never brought a product to market. But proponents of the vaccine say it could be easier to mass produce than traditional vaccines.
Sinovac
Chinese company Sinovac is developing a vaccine based on inactivated Covid-19 particles. The vaccine has shown a promising safety profile in the early stages of testing and is now moving into Phase 3 trials in Brazil.
Beijing Institute of Biological Products/Sinopharm
Gamaleya Research Institute
Curevac
Osaka University/ AnGes/ Takara Bio
Kentucky Bioprocessing, Inc
Janssen Pharmaceutical Companies
Bharat Biotech
Novavax
Research Institute for Biological Safety Problems, Rep of Kazakhstan
Cadila Healthcare Limited
Genexine Consortium
Institute of Medical Biology, Chinese Academy of Medical Sciences
Anhui Zhifei Longcom Biopharmaceutical/Institute of Microbiology, Chinese Academy of Sciences
Inovio Pharmaceuticals/ International Vaccine Institute
Sanofi Pasteur/GSK
Arcturus/Duke-NUS
Vaxine Pty Ltd/Medytox
Imperial College London
Instituto Finlay de Vacunas, Cuba
Medicago Inc.
Institute Pasteur/Themis/Univ. of Pittsburgh CVR/Merck Sharp & Dohme
West China Hospital, Sichuan University
FBRI SRC VB VECTOR, Rospotrebnadzor, Koltsovo
People's Liberation Army (PLA) Academy of Military Sciences/Walvax Biotech.
Clover Biopharmaceuticals Inc./GSK/Dynavax
ReiThera/LEUKOCARE/Univercells
University of Queensland/CSL/Seqirus
Medigen Vaccine Biologics Corporation/NIAID/Dynavax
University of Melbourne/Murdoch Children’s Research Institute

The Murdoch Children’s Research Institute in Australia is conducting a phase 3 trial using a nearly 100-year-old tuberculosis vaccine. The vaccine is not thought to protect directly against Covid-19 but might boost the body’s non-specific immune response.


***                            *** 

  • Em primeiro lugar, convém diferenciar o progresso cientifico palpável duma vacina real (eficaz e segura), da dita "vacina política". Os cientistas da área apontam para 12 a 18 meses. Por oposição ao Presidente Trump, com calendário marcado ao virar da esquina, mas com eleições marcadas para 3 de Novembro de 2020. 
  • A vacina desenvolvida na Rússia, sob o nome politicamente intencional de Sptunik V, não cumpre o critério da OMS  [Fase 3].
  • A vacina  OXFORD Covid-19, foi temporariamente suspensa, tendo sido já novamente retomados os ensaios clínicos.
    • A medicina regista as consequências trágicas do medicamento Taladomida, no universo particular das grávidas.
    • A revista científica LANCET (da área da medicina) foi obrigada a revogar uma conclusão errónea sobre o medicamento "hidroxicloroquina". A conclusão indicava que tinha efeitos agravantes. (maior taxa de morte). O artigo baseou-se em dados erróneos, conduzindo a uma conclusão errónea. É apontado este exemplo, para mostrar que o meio cientifico da COVID-19  tem diferentes perspectivas, mas a base experimental sobre um grande número de pessoas  nunca pode ser descartado.
    • A testagem de uma vacina requere um período de longa duração, sobre um grande universo de pessoas para verificar a eficácia e efeitos colaterais. Requere um grupo de controlo a quem se aplica placebo.
    • Os investimentos financeiros são colossais, e se é justo compensar as  farmacêuticas pelas despesas para a produção de vacina, a consciência universal exige acesso universal à vacina.  O fundamentalismo de Trump e as suas ideias nacionalistas conduzem o mundo ao desespero e aos USA à liderança mundial de mortos por COVID-19.
    • Há felizmente um movimento (com contributo de 150 países) que pretende garantir o acesso à vacina, caso apareça.
    • O seu comportamento errático, a negação da ciência e a sua incompetência manifesta na gestão da COVID-19 e o começo da hostilização dos seus aliados europeus não prenunciam boas novas. Espera-se que em 3 de Novembro de 2020, os deuses defendam a humanidade.
    • Já quanto ao bipolar Boris, os seus cálculos errados sobre o Brexit e a gestão incompetente da COVID-19 está nas mãos dos ingleses. O partido Labour está a curar as suas próprias feridas e os Conservadores, além do Brexit, sofrem as consequências do Tatcherismo e da sua política liberal. Os cortes sobre o sector público (NHS incluído, privatização dos combóios, ... ) estão agora sob fogo. 

      • Se a incompetência da gestão de Boris da COVID-19, quanto à Inglaterra pela via dos seus cientistas e instituições: Oxford, Imperial Colledge e  NHS, entre muitos outros, o seu esforço é simplesmente louvável pelo trabalho de excelência sobre o COVID-19.
      • O governo do Boris geriu mal a crise, incompetência pura e simples para alguns, e agora vê-se forçado , na hora da verdade, a potenciais " lockdowns". Para quem não entende os políticos do estilo, os responsáveis científicos ingleses da matéria foram obrigados a vir a terreno defender-se, andando obviamente de candeias às avessas com o ignorante Boris e seus acólitos. Até para não passarem como simples bodes expiatórios. NA conhecida frase dos políticos." Nós, os políticos seguimos a ciência". À ideia peregrina dos Conservadores ressuscitaram o velho império colonial inglês com o Brexit, como pano de fundo, veio juntar-se agora a COVID-19.
      • O populismo acéfalo do Boris vai cavalgando as ondas alterosas, e aguarda-se o desfecho final. Não é liquido que a maré se inverta para o lado dos Trabalhistas. As antigas "red zones" são hoje zonas desertificadas, e locais onde o a COVID progride com mais virulência. Espera-se que não se perca a respeitabilidade devida a Inglaterra pelas decisões assumidas em prol da  justiça nos conflitos mundiais. Lição para aqueles que supõem que o voto é uma arma inofensiva. A Inglaterra é hoje pasto de maquiavélicos personagens. O NHS foi oferecido ao povo britânico para compensar o esforço de guerra aos seus combatentes e familiares.
      • Tal como o SNS português foi criado para benefício e respeito para com o povo português pelo 25 de Abril de 1974. Os liberais do privado detestam-no. O serviço de prestação de serviços bancário SAMS ruiu como um baralho de cartas. A ADSE está sob ataque.
      • A pretexto do programa escolar  EDUCAÇÂO para a CIDADANIA apareceu um manifesto de entidades. Por curiosidade, olha-se para o conteúdo programático. Constata-se que ,afinal se baseia em módulos cobrindo diversas áreas, tomando-se o todo pela parte. Claro como água, pura e inodora: " O Passos Coelho deve rever-se na sua prática de cábula com recursos( formou-se em Privada com uma proveta idade, e o ex-Presidente Cavaco deve rever-se na moradia da Coelha e nos amigalhaços do BPN e da obtenção fácil de uns dinheiritos, de que não tinha conhecimento). Estes dois ressuscitaram do Inferno e muitos nomes da lista que se passeavam no limbo terrestre mergulharam de cabeça no conceito de inferno cardinalício.  Tragédia de dinossauros políticos.


A primeira  dificuldade da apresentação de um texto simples advém do facto da terminologia usada nestes escritos não ser facilmente assimilada pelos leitores. Todavia, o raciocínio elementar consiste em analisar os textos originais e não as citações várias, muitas deformadas pela imprensa, de acordo com as motivações económicas, políticas, filosóficas ou meramente pessoais. É condição básica procurar a verdade, escrever sobre factos, mostrar evidências e não escarafunchar em domínios que a imprensa não domina. A ética e  a moral anda afastada da vida actual. E, portanto, toda a precaução sobre o que se diz, propala e escreve é pouca.


É intencional, não tornar os textos demasiado extensos e tão sòmente apresentar algumas pistas para consideração individual. A César, o que é de César. Este tema deve ser tratado pelos investigadores da área, e por pessoas da área médica com conhecimento de causa. O problema dos testes rápidos é assunto actual (Hospital Cruz Vermelha). Não se conhece o método.  Mais uma vez imperou a prudência da DGS. Todavia é fácil entender, por raciocínio simples, que um encurtamento do prazo entre teste e resultado do potencial  afectado por COVID-16  resulta no achatamento (mais uma vez, do crescimento exponencial, traduzido pela regra simples de duplicação de infectados por cada sete dias decorridos).

Deixa-se aqui (para os que se interessarem pelo assunto, em particular, os agentes da Saúde), o método RT-PCR de deteção do vírus em tempo real. bTodos os métodos são falíveis.

[https://www.iaea.org/opic/podcasts/how-is-the-covid-19-virus-detected-using-real-time-rt-pcr, (audio file)], ou clicando  ainda em texto:

Aqui se indicam caminhos diferentes para o mesmo destino : identificação do vírus COVID-19.  Os testes rápidos não são muito fiáveis, não sendo detectada carga viral de baixo valor. Como os médicos já registaram em entrevistas TV, estes são particularmente úteis para carga viral elevada. Toda a informação relevante deve ser seguida através da informação oficial COVID-19 e directivas da DGS.

Clique aqui Covid-19.Portugal

A deteção do vírus requere equipamento (e leituras sofisticadas, neste caso RT-PCR recorrendo a um método de teste, vindo da área nuclear e já aplicado com outros vírus.

Clique aqui, para compreender o método RT-PCR.


Em conclusão: 

  1. Não é admissível pela comunicade científica quebrar etapas para a homologação de qualquer vacina.
  2. A vacina mais promissora da parceris OXFORD tem actualmente em mãos , a indicação de 3 anomalias graves em pacientes submetidas à vacina.
  3. As vacinas russas (x2) não cumprem as normas estipuladas na fase 3.
  4. A vacina chinesa está em ensaios (na 3ª. fase, com pacientes nomeadamente do Brasil).
  5. POR ORA, não há vacina disponível. {Nem há certeza absoluta que venha a existir}.
  6. A vacina elementar existente para evitar o cruzamento com o vírus reside no seguimento das normas da DFS e HMS
    1. Em que base se baseará Trump ? Desconhece-se!


Para além deste enquadramento global, tem à mão um método elementar para evitar o vírus. Deixa-se aqui uma nota. Estando YO em tarde de verão observando a comunidade de PLATEROS , pelas bandas de São Joanico-Vimioso, duas atletas - admitindo-se parentes, e a uma distância considerável superior a 10 m, afastam-se do trajecto normal e colocam as respectivas máscaras, continuando a caminhada. E esta, hein! Louvável, 20 valores! O concelho de Vimioso, apesar de deserto demográfico, também não escapa.

Cumpra com rigor:

  • Distanciamento social
      • Uso da máscara[mesmo em espaço abertos, esplanadas, ruas, ... ]
        • Não provoque o vírus, em festanças , copofonia, arrogância e imbelicidades várias.
      • Os próximos seis meses podem ser muito duros. Não facilite.







    sábado, 22 de agosto de 2020

    Pseudojornalismo e a desconhecida Pitunisa

     No jornal Público saiu uma reportagem sobre o pequeno burgo de Angueira. Qual Pitunisa, a Snra. Jornalista previu a aceleração da morte anunciada do burgo. Sem consultório conhecido, esta Pitunisa veio através de um texto manhoso, recorrer à Covid-19 para preencher duas páginas conseguindo um duplo objectivo: 

    • Revelar a superficialidade com que abordou o tema, metamorfoseando-se de Sra. Jornalista  em pseudojornalista de entretinamento para leitura fácil pela classe dos dolce fare niente, em época balnear. 
      • A superficialidade da sua abordagem ignora o declíneo de milhares de aldeias por todo o território, que o seu conterrâneo Afonso Henriques procurou libertar de apeias várias e os seus sucessores procuraram povoar.
    • Transformar um jornal, escrevinhando um texto,  digno de verdadeiro pasquim. 

    Vamos aos factos.

    A reportagem não visa a sobrevivência do pequeno burgo, mas tão somente alvejar, de modo claramente hostil, com uma conclusão antecipadamente assumida: a morte anunciada do burgo. Mas este posicionamento constitui, apenas um fundo decorativo para exaltação duma prosa obsoleta que só desclassifica quem a escreve. Descreve a jornalista o perfil de alguns naturais pelo critério insólito da indumentária, extrapolando sem nexo nem consistência intrínseca o propósito de denegrir, acirrar ânimos, para defesa da sua tese. Traduz factos pela terminologia de "resmungar". Há afirmações escritas pela jornalista que nunca foram pronunciadas por alguns intervenientes. Num dos"resmungos" foi-lhe claramente indicado que o problema da desertificação era um problema político, de abandono continuado quer por parte do governo central quer pelas autoridades administrativas locais: CMV e PJ e de contornos muito complexos.  O que esta região devia reclamar era a implantação de uma dúzia de fábricas de nível-Faurécia, e de modo indirecto e progressivo reavivar uma agricultura moribunda. 

    Como a reportagem era encomendada, a fuga para a superficialidade atroz é evidente e, por ironia, a jornalista prenunciou a morte do jornal, através da escrita decadente duma jornalista dos seus quadros. Como certo discurso saía fora do guião, contornou o problema atirando com verbos à descrição do vocabulário da jornalista.

    Se de uma jornalista, em principio de carreira se tratasse, não haveria lugar às perguntas seguintes Quem lhe paga o salário? Por acaso o jornal exige-lhe que desça ao nível de comadre de outrora? A Sonae.com nada lhe diz quanto à NOS? Quem deixa óbulos nos supermercados Continente? Não consegue vislumbrar que a população deste pequeno burgo protesta com zanga mansa  uma melhoria de vida? Duma verdadeira jornalista esperava-se compreensão, respeito e determinação para alcançar o objectivo fundamental de uma melhoria de vida desta população. A reportagem revela instintos primários de negação das causas  que conduzem o mundo rural ao progressivo e continuado apagamento. A reportagem não é mais que uma foto instantânea, que aliás não corresponde à verdade. baseando-se num negativismo permanente e afundamento do estado psicológico do deplorável status quo? Ignora uma célebre frase dum político americano: "Diz-me o que podes fazer pela América e não o que a América pode fazer por ti".  

    Esta população é digna do maior respeito. Partiram, de mãos vazias, de casebres que honradamente reconstruíram com sangue, suor e lágrimas. E de mãos calejadas, fizeram obra em paredes tortuosas. Com histórias de vida, sofridas quase todas e muitas delas desconhecidas e não narradas, em tudo contrárias às vidas associadas aos detentores de projectos PIN, políticos e afins, à custa substancial de fundos europeus. A população, na sua maioria, ao que à imagem das casas diz respeito, nada deve aos fundos europeus.  A casa cor de rosa  não envergonha, dignifica quem a construiu e conseguiu inverter parte do destino traçado  entre emigrantes e imigrantes.

    Enquanto ex-colaboradora da RTP, aconselho-lhe (tal como aos leitores deste texto), a vêr a entrevista de uma honorável senhora, de nascimento e matriz humilde segundo a própria, digna dos maiores elogios e respeito pela comunidade científica, nacional e internacional. Como é que uma jornalista pode divagar sobre personalidades, baseada em simples colares?

    (https://www.rtp.pt/play/p6646/e488074/grande-entrevista,  onde poderá observar um colar de pérolas, que tanto ofende a jornalista). Em suma, o uso de colares, não passa senão de um devaneio da jornalista, tristemente humorístico, para preencher páginas de jornal, para lêr en passant. Até a apresentação dum figurante de suspensórios, desperta o raciocínio, perturbado e complexo da jornalista. Aqui se reproduz a definição:" 

    Suspensórios; nome masculino plural : Fitas que, passando por cima dos ombros, seguram as calças pelos cós; alças" _dicionário Priberam . 

    Quanto aos Crocs brancas, deixa-se um texto em françês, apropriado para emigrantes franceses:

    "La plupart des infirmières aiment porter des Crocs parce qu'il est léger et comme presque comme si vous ne portez pas de chaussures". 

    Em conclusão, de uma situação banal, pretende fazer psicologia apressada para tentar justificar a sua tese, manifestamente de pitunisa, em modo adivinhatório, acintoso e viperino.

    Ao enveredar por este caminho de sobranceria, pôs-se a jeito para um qualquer croc lhe poder fazer uma pergunta embaraçosa e que aqui não se faz, por escrúpulo e decoro. Voltemos agora aos mui dignos habitantes do pequeno burgo. A mente errática da jornalista força-a a usar uma quantidade de verbos, adjectivos e substantivos que num estúpido fluir, conduz a um turbilhão de asneiras continuadas e inverdades. Reproduzem-se algumas: "resmungar (dois contemplados); zanga mansa; pretensões senhoriais; quezília de casal velho". Manifestamente, não passa de uma ignorante primária, mas pretensiosa, com a qual não se vai perder tempo. Não entende nem compreende a vivência destas gentes.

    Quanto aos verbos, reproduzo uma velha maneira de aprendizagem dos afortunados que foram à escola, onde figuram alguns entrevistados. Reproduzo:

    "Vozes de animais 

    Palram pega e papagaio
    E cacareja a galinha;
    Os ternos pombos arrulham ;
    Geme a rola inocentinha.

    Muge a vaca, berra o touro;
    Grasna a rã, ruge o leão;
    O gato mia; uiva o lobo,
    Também uiva e ladra o cão.

    Relincha o nobre cavalo;
    Os elefantes dão urros ;
    A tímida ovelha bale ;
    Zurrar é próprio dos burros.

    Regouga a sagaz raposa
    (Bichinho muito matreiro);
    Nos ramos cantam as aves;
    Mas pia o mocho agoureiro.

    Sabem as aves ligeiras
    O seu canto variar;
    Fazem gorjeio às vezes,
    Às vezes põem-se a chilrar .

    O pardal, daninho aos campos,
    Não aprendeu a cantar;
    Como os ratos e as doninhas
    Apenas sabe chiar.

    O negro corvo crucita ;
    Zune o mosquito enfadonho;
    A serpente no deserto
    Solta assobio medonho.

    Chia a lebre; grasna o pato;
    Ouvem-se os porcos a grunhir ;
    Libando o suco das ores,
    Costuma a abelha zunir.

    Bramem os tigres, as onças;
    Pia , pia o pintainho;
    Crucita e canta o galo;
    Late e gane o cachorrinho.

    A vitelinha dá berros ;
    O cordeirinho, balidos ;
    O macaquinho dá guinchos ;
    A criancinha vagidos.

    A fala foi dada ao Homem,
    Rei de outros animais,
    Nos versos lidos acima
    Se encontram em pobre rima,
    As vozes dos principais.

    Pedro Dinis, Tesouro Poético da Infância, org. Antero de Quental, Publicações D. Quixote, 2003. "

    Mas não bastava a prosa sobre indumentária, alargou a sua douta opinião sobre instrumentos normais de trabalho. À jornalista, faltava ainda a imagem dum ancinho. Outro pormenor, deveras interessante para a reportagem. O ancinho, por acaso, sabia que a imprensa é uma arma de dois gumes e apontou a casa histórica, com uma vetusta origem que aponta ao Séc.XIII, dando-lhe natural prioridade de  primazia na reportagem. Sinónimo da degradação continuada dum território [V.foto]. 
     

    Fig.1 - Patamar de entrada de xisto (casa histórica, local)

    Nada mais convincente do que ajudar, com verbas a fundo perdido, a reconstrução desta casa histórica.  Ou, pergunta-se, como surgiu o aldeamento de Angueira? Resposta, pelo repovoamento e fixação de habitantes, pela concessão perpétua das terras desbravadas. Pelo aproveitamento das margens férteis do rio, que o mosteiro de Moreruela domou com a construção de diques e a regularização das suas margens. Assim conseguiu sobreviver por cerca de 750-800 anos. Os tempos, agora, são compostos de mudança.

     Os projectos europeus morrem todos na capital da ruralidade. Há zanga mansa que não transparece. O aldeamento só morrerá se os naturais quiserem, permitirem ou consentirem. Com afrontamentos vários, com luta rija, continuada, sobreviverá contra ventos e marés, até que a justiça prevaleça. A reportagem ignora que há gente que vai à luta, não por ambições senhoriais, mas porque pensam e reflectem sobre a célebre frase de J. F. Kenedy. Não pelo padrão capitalista da ideia disseminada pela reportagem. Para ser claro, alguém referiu com plena consciência e lucidez que há certos investimentos que não compensam. Bem antes, pelo contrário.

     Todavia, constitui um acto de resistência contra o niilismo desenvolvido em toda a reportagem.  Colocar dinheiro, ganho com esforço, dispensado de carteira própria, é apenas compensado com uma certa satisfação pessoal para ressurgimento duma aldeia milenar. Há muitos e muitos exemplos. O número de casas reconstruídas no burgo é grande e outras mais se sucederão. A reportagem ignora de que têmpera é feita esta gente. Reflectida na construção das suas casas, com dinheiro próprio e, em certos casos, com as próprias mãos calejadas.

    Possui a dureza dos seixos calcinados por fogo antigo, entrelaçada com rocha de xisto, mais mole. Se há outras aldeias com a designação de aldeias de xisto, este pequeno burgo de Angueira devia figurar como uma delas, com a particularidade de estar construída sobre rochedo contínuo de xisto, caso raro. A CMV está desatenta e a sua miopia não permite olhar para povos próximos. Andam distraídos, a ver passar comboios imaginários e casas de papel. Vimioso progrediu à custa da espoliação das aldeias vizinhas. Não é só o poder centralista lisboeta que é responsável. A teoria centralista de Vimioso conduziu e insiste no apagamento progressivo dos aldeamentos que a constituem. De efeitos mais pesados que a de Lisboa. A fixação da jornalista no aldeamento de Angueira não tem explicação (ou tem, e é claro !).


    Fig.2. - Casa do adro.

    A Pitunisa de Delfos também previa, sob encomenda. Nem sempre acertava. Em casos complicados recorria a sacerdotes, seus ajudantes. Se há local para desconfinamento perfeito, este pequeno lugar é um deles (entre muitos das proximidades). Pretender comparar um simples apartamento de 100 m2 para os felizardos do meio urbano é equivalente a pretender meter o Rossio na Betesga. Aqui, o desconfinamento é total (com cumprimento exemplar) de todas as regras da DGS. 

    Falha a piscina,digna desse nome. Falta a mini-hídrica para garantir água límpida de reserva. para consumo doméstico, regadio e lazer. Há baldios para a implantação de painéis solares. Tal como o parente alentejano sobre o Alqueva: construam-na, porra! Realizem obra prática, para as populações. A ser verdade, a construção de um Multiusos em Caçarelhos, estamos perante uma monstruosidade perfeita. Resta às populações, todas, bloquear tal alarvidade. 

    Porque não um parque infantil em Angueira? Porque não um circuito de manutenção física? Obras de tostões, em oposição a obras faraónicas. Gostaria de ser mosca para ter seguido o percurso até à conversa telefónica com a  representante da CMV. Não há PJ de permeio ? Questões banais para o Snr. Presidente da CMV? 

    Dado que o texto já vai longo, em modo conclusivo: a reportagem não reflecte nada da situação real, o registo fotográfico é, como todos percebem, de carácter instantâneo. O ancinho, apanhado em momento e local improváveis, foi transposto desvirtuado para o texto. A população local não brinca aos ancinhos, lida com enxadas e enxadões a sério. Não faltaria arte para fotos banais, mas por ora não estou ainda a circular pelas delicias maravilhosas das cervejarias de Aveiro. Cerveja, cervejeiros e cervejarias há muitas. Onde é que eu já ouvi isto?  

    Causou a Sra.Jornalista danos evidentes no pequeno burgo pelos ecos que vão chegando. Conclua-se que a fundamentação de toda a reportagem é na verdade formada a partir de nulidades, intriga permanente entre habitantes, irmão contra irmão, marido contra esposa, zanga mansa contra resmungo, acabando em adivinhação não sustentada. Por acaso a Sra. Jornalista não desconfia sequer que diálogos, cordatos, sinceros e continuados com muitos Antónios têm por base respeito mútuo de ideias. O seu ego perverso, não lhe permite descortinar o que está atrás da cortina. 

    Reportagem horrenda, inócua e pré-concebida. Perder tempo com reportagens deste estilo, é pura perda de tempo. Todavia, os naturais percebem que não passa de mera opinião de uma jornalista, que pode ser contraditada, parágrafo a parágrafo, linha a linha, ponto por ponto,  se para tanto houvesse paciência. Mas que causa danos e obriga a reflectir sobre o poder do sistema e que futuro os naturais querem reservar para Angueira.

    Para amenizar o texto, em tempo estival, aqui se deixam vários sítios onde poderá ver alguns vídeos, em várias línguas por onde os naturais de Angueira labutam pelo mundo, à procura de vida melhor que o próprio país lhes nega (Inglaterra, Austrália, França, Espanha, entre outros Brasis). Emigrantes, construtores de novos mundos, de lema simples: Antes partir, que torcer.

    Se a Snra. Jornalista ignora factos: interrupção contínua de emissões de TV, inexistência de Internet, as causas fundamentais da emigração, conceitos de demografia (como sugere que domina) nada há a fazer. Assim permaneça por muitos e longos anos, na sua apagada e vil predestinação. Com mentalidades medievais, a conclusão é certeira.

    Qualquer mente - nem precisa ser iluminada, lhe traça um retrato. Os mais ousados considera-la-iam como persona non grata. Mas desengane-se.  Desejam-lhe a melhor sorte do mundo. Cresça e apareça. Que, uma pequena casinha de xisto a seduza, levante-a, a pulso e dinheiro próprio, estabeleça-se em tele-trabalho, procure ajudar gente digna que a sorte nunca premiou. Verá a alma desta gente, com clareza e conhecimento de causa.

    Em jeito de despedida, porque na sua concepção a Internet é objecto de maldição no burgo, deixa-se a voz áspera de Cohen  "Till the end of love", "Nathalie de J. Iglesias", "Bella Ciao de Chloé e porque não o citado Roberto Leal, para fim de festa.

    Porque, na concepção da jornalista a INTERNET é abominável [mas cujas ferramentas usa profusamente] sugere-se que o processo até chegar aos videos, passe pela escrita. Indica-se a metodologia:

    1. Com o Google (ou browser equivalente) escreva: " till the end of love leonard cohen "

    • Active o video
      • "Dance me to the end of love"
      • Várias versões
    • Repita o processo para os restantes.
    Por ex.
    • " nathalie julio iglesias "
    • ou
    • Julio Iglesias - Nathalie
      • Há versões fogosas e picantes

    • Bella ciao Chloé Stafler
      • Canção de resistência - cantada por Jovem Francesa

    2. O escritor Fernando Namora, entre outros, descreve dois mundos: rural e citadino.

    O grande RIO TRISTE tem um parente pobre : o Rio Angueira. Rio pequeno, mas onde aparecem animais exóticos que a Snra. Jornalista referiu. A ciência e os naturais percepcionam como se pode lutar contra a sua destruição. O lagostim natural extingui-se por processo semelhante à COVID-19. As tencas abandonaram as suas águas. Pretende a Snra. Jornalista lutar pelo lado positivo da história, pelo renascimento de pequenos aldeamentos ou seguir teorias niilistas, sem esperança? Foi acima deixada uma sugestão. Levante do chão uma casinha abandonada,"bon marché ". O seu colega abonará: "bela aldeia".

     Os habitantes do pequeno burgo julgam pela experiência de vida, adquirida com corpos molestados pela dor. Respeito e humanidade. Há gente que não verga facilmente e essa gente, que a Snra. Jornalista acha a causadora do apagamento e culpada, é intocável, mesmo vindo de ataques vis e oportunistas. Leia, pacatamente, no conforto de uma lareira local. Tem à sua escolha uma imensidão de livros variados, de cariz humanitário muitos, pré-revolucionários - outros, de caracterização de sociedades muitos outros.

      Como facilmente se poderá concluir, a Snra. Jornalista tem direito à sua opinião. Sem falsos moralismos, todo e qualquer cidadão tem o direito à sua, mas não atire para um jornal adivinhações sem prova. A juventude, pelo trabalho, duro e  digno como os seus antepassados, terá também a sua parte no esforço. Creio que a francesinha Chloé, não tenho qualquer dúvida,  ao cantar Bella Ciao sabe o que isso significa. Não há progresso humano e material, sem luta e resistência.

     









     




    segunda-feira, 3 de agosto de 2020

    Entre o medo da COVID-19 e as temperaturas extremas dum verão infernal!...

    COVID-19 e estio infernal!


    Raciocínios elementares influenciaram a partida da região de LVT para o Portugal profundo, para o vale do Rio Angueira, de sombras amenas e sol escaldante, e confronto mais improvável com possíveis casos de COVID-19. O mundo digital, propalado pelos políticos com um mínimo de veracidade factual, iria satisfazer a natural curiosidade dos acontecimentos mundiais e a informação fornecida proporcionaria uma bússola como guia de casos locais de COVID-19. A primeira mensagem, de realidade pura, dura e comprovada, é que subitamente os canais generalistas portugueses a que todo e qualquer cidadão nacional tem direito, evaporavam  sem aviso prévio. Dia após dia. Os habitantes locais mais expeditos conseguiam sintonizar canais espanhóis, nomeadamente:LA 1,La 2, RTV.es, La 7_Cyl TV, LA 8_Salamanca, entre outras. Portugueses de 2ª empurrados pelos mandantes lisboetas e pelas autoridades administrativas locais para a alma e língua espanholas.

    PERGUNTAS- 1 

    Quem são os responsáveis por este descalabro sem vergonha? Ninguém conhece o problema?Ninguém actua? Se não há competência técnica em Vimioso, procure-se em Bragança, e em caso negativo, vão de povo em povo até à capital. Para que se quer a regionalização quando nem se consegue numerar correctamente as ruas de um burgo? Qual a cobertura das redes de comunicação: Meo, Vodafone, outras? Alguma vez as empresas indicaram que, a particularidade de algumas aldeias permanecerem em zona sombra, têm direito a TV por satélite? [O pagamento da antena e da caixa electrónica é paga, por oposição ao posicionamento espanhol, gratuito]. É política deliberada forçar habitantes de zonas escuras  à aderência de pacotes TV, nada acessíveis à maioria das bolsas? Qual o critério para a implementação da rede digital, via fibra óptica?  Uma antena aponta aos  céus no adro da Igreja de Caçarelhos. Por Vimioso também e quê dos outros? Quem manda em quem, são as empresas de telecomunicações ou o poder governativo português e suas delegações? Ou a palhaçada da venda da PT continua impune? Que faz o governo central? Para quem fala, demasiado - diga-se, o PR? Quem mandata o PR e o PM para arranhar portinhol nas TV, para espanhol ouvir? Tratem de resolver e aplanar, problemas em toda a zona fronteiriça, nomeadamente nas telecomunicações com benefício mútuo, e com firmeza falando português e se necessário em português vernáculo. Actuem, resolvam sem mais conversa.

    PERGUNTAS -2

    Esperava ver-se protegido o aldeamento de Angueira, mas para espanto de quem quiser ver a estrada de ligação São Joanico-Angueira  verifica que as bermas não estão limpas e a CMV não cumpre o decreto a que sujeita os seus habitantes no que à limpeza de terrenos concerne. Que faz o Presidente da Junta , predestinado do falsário Relvas e da sua junção de freguesias. Resposta: Nada, é segundo parece historiador lá pelas serranias de Vila Real, mas não exerce, e certamente o seu popó não regista em video as bermas da estrada S. Joanico - Angueira. De estradas suspeitas, entre elas: Vale de Frades-Avelanoso,  não resta dúvida: as bermas estão limpas. Ignora o PJ a história de Angueira? Devia ter respeito pela sua história de mais de 2000 anos e que a bagunça do PSD e associados, conseguiu aniquilar num acto do aldrabão Relvas (condenado em tribunal) e seus apaniguados locais. A seu tempo, não passaram de simples e apagados lambe-botas do poder central. Não defenderam nem defendem as populações, defendem-se a si próprios. Para quem não tem voz, lembra-se que existe um dever de estrita paridade entre Caçarelhos e Angueira. Assim,


    1. À venda da escola de Angueira, sem comunicação prévia à população e apresentada como facto consumado, deve corresponder igual venda da escola de Caçarelhos. O chico-espertismo salóio do PJ segue os passos da Ferreira Leite, e na mesma linha dos vendedores políticos de  ocasião, continuada pela venda de barragens actuais do Douro e dos vendilhões dos vários templos: PT, EDP, e ... lista sem fim. A escola de Angueira foi construída pelo 25 de Abril e se o PJ não conhece a história, vá informar-se! E proceda à venda da escola de Caçarelhos, e deixe de ser um vendilhão de riqueza que lhe não pertence, em completa falta de transparência e opacidade. Preste contas e debande!

    A conclusão é simples: o dinheiro da sua venda  é pertença exclusiva de Angueira e deve ser depositado integralmente na conta à guarda do povo de Angueira, para dele decidir o que fazer. O seu chico-espertismo, delegando poderes, não colhe. Haverá sempre peseteiros em todo o lado dispostos a fazer fretes.

    2. Se pensa o PJ, que com falinhas mansas, afirma que foi lançado em paredes de Angueira, venda o popó das delícias e ficámos entendidos. Lembra-se ao PJ que uma boa administração se pode exercer a partir dum palheiro. Não são precisos palácios sumptuosos, nem palácios de burros, nem construções fantasiosas, nem homenagens a patriotas, esses sim, na capital da ruralidade: Vimioso. Tempos de viração agitada antes der eleições, que pretendem fazer esquecer tempos de hibernação continuada.

    3. O aviso afixado no adro da igreja de Caçarelhos foi igualmente afixado em Angueira ( a menos que o PJ pense que em Angueira só existem analfabetos)  e não lêem o seu conteúdo, na porta da Igreja. O uso de máscaras está fixado ,como deve, na Igreja de C. Deixe de ser provinciano e, como historiador, recorra ao principio de justeza e equidade na análise dos factos.

    4. A mentalidade tacanha da CMV consome todos os dinheiros públicos na capital da ruralidade, à custa das aldeias que a constituem. Só encontram dinheiros europeus para a capital da ruralidade. Para este burgo, não faltam projectos e dinheiros europeus. Não há milímetro na capital da ruralidade que o paralelo não cubra, nem rotunda que não quebre os aceleras. Nem placas várias desde sentidos proibidos a placas do Pinta. Nem passeio, bordejado de granito.

    A mesma escola política, que constrói passeios em Caçarelhos, planta vasos de flores para cristãos, talha cantarias de geometria variável  e semeia numerosos blocos de granito  por tudo o que é igreja ou capela. Será que o PJ não vê qualquer semelhança com a Igreja deste pequeno burgo ? A reivindicação é clara, dinheiro partilhado em igual proporção. Acordem as aldeias, todas,  do sonambolismo em que sempre viveram e exijam o mesmo tratamento para os seus concidadãos. Estabeleçam metas e objectivos. Exijam!



    5.Por acaso, o PJ não alcança no horizonte uma tragédia anunciada (sem data, mas altamente provável) não limpando  a estrada citada ou o baldio, de construções clandestinas, na encosta das eiras. Não prevê as fagulhas de fogos eventualmente longínquos ou não, incendiando palheiros abandonados e casas em ruínas? Actue, limpe e zele pelas pessoas que o aldrabão Relvas entregou à sua guarda.



    6. Rotule as fotos , com o seu próprio critério.



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    COVID-19 : a encruzilhada das nossas vidas

    A situação actual da freguesia é, ao dia de hoje, de acalmia total. Não se conhece qualquer caso- Porém, o intenso movimento de automóveis (estrada de fronteira) e a presença constante e numerosa de vendedores de produtos pode constituir um potencial perigo de infecção. Nenhuma chance pode ser proporcionada ao vírus. Neste mundo global, já nenhum local se pode considerar a salvo. O raciocínio é elementar: cuidado extremo, não facilitar, sem teoria ou filosofia recorra sempre ao uso da máscara, mesmo em espaços abertos.  É chocante observar os comportamentos irresponsáveis de líderes de grandes nações: Trump e Bolsonaro, entre outros. Muita população deste burgo emigrou para o Brasil, e os nossos  conterrâneos mereciam melhor sorte. Cabe-lhes resolver o problema Bolsonaro e não se submeter a teoria imbeciloide do governante Bolsonaro. O mundo da nossa infância, não é mais o mundo da globalização. A imprensa e os media procuram formatar a consciência individual. 

    Voltemos, agora ao tema da COVID-19, demasiado importante se comparada com a politiquice reles e sem norte. Segundo os epidemiologistas, a invocação duma 2ª. onda no estado actual não tem sentido e resulta de estudos sobre a propagação da influenza [Graf.1]. Trata-se, de facto, da 1ª onda do vírus, que usa métodos oportunistas  de guerrilha, atacando aleatoriamente e criando novos centros de propagação do vírus. 
    Então, o processo de manter sob controlo sanitário estes focos, consiste em ataque fulminante a estes focos, evitando o alastramento a outras regiões da sua vizinhança. O mundo rural transmontano- cuja distância entre aldeias é da ordem de 7 Km, nada tem em comum com o mundo citadino-Lisboa e suas periferias. No mundo rural, o vírus provavelmente entrará pela via externa, enquanto nas cidades de grande  dimensão, é a mobilidade  e a aglomeração de pessoas  que serão responsáveis pela potenciação do risco. Ora a COVID-19 já entrou, há muito na esfera política. de onde Portugal também não escapa. Os políticos, analfabetos pinoquianos em questões da COVID-19, recorrem `ao lançamento de poeira para os olhos, tal como o caso da célebre percentagem de casos infectados/100000 habitantes. Razão simples: Numerador/Denominador. Pode fazer-se decrescer o numerador( adoptando diferentes métodos de contagem, passando pela falta de transparência da contagem), e quanto menor for a população dum país tanto pior. É este o critério usado pela pérfida Inglaterra de Camões, pelo sem ética ou moral Boris e por países oportunistas.. Esmaga-se, assim, a balança económica do turismo português.  Portugal, entendo, tem seguido o caminho da transparência, e o caminho áspero tem de ser, com maior ou menor dor, procurar levar o número de casos ao mínimo, e que na situação ideal seria zero, por várias semanas. Porém, o bom é inimigo do óptimo.

    Há, porém, uma certeira fundamentação: não exposição da população inglesa (ou outra) a possíveis riscos. Portugal, enquanto, pequeno país, débil economicamente, é forçado a aceitar  e o PR a propor a não retaliação. Diferente postura de alguns soldados portugueses da GG, face à arrogância de soldados ingleses. Alguns soldados da GG regressaram  apressadamente  da frente de combate, com base numa célebre circular, de doença que circulava pela linha da frente, mas cujo nome não era mencionada. Refiro o nome do soldado S. L. Esteves, que decerto partiu de França com antigas sequelas da doença (influenza) e que traçou o destino da sua geração. Sem apoio estatal, entregues à sua sorte. Na época, não havia escolha, hoje há modelos da sociedade que cuidam dos seus  cidadãos. O desprezo com que Bolsonaro trata os seus cidadãos está materializado em 87 000 mortos por COVID-19 e o seu comparsa americano já vai ultrapassou os 150 000 ! 

    Para não alongar o texto, a política portuguesa sobre a COVID-19 seguiu uma linha de transparência, e, supõe-se não tenha havido manipulação de números. Erros e omissões haverá sempre. Diferente é manipulação propositada de resultados.

    Basta seguir os "rebrotes" espanhóis para ver como os números e os políticos andam de candeias às avessas. E as medidas de confinamento imposto regressam paulatinamente a regiões de Barcelona, Aragão e outras. E o critério usado para abertura de corredores aéreos turisticos, não passa de balelas de políticos oportunistas. 

    Não se criem falsas ilusões: o vírus continua activo, a sua guerrilha insidiosa prossegue.  Desaparece aqui, ressurge acolá. Provavelmente esta dança mortal continuará, quiçá por dois anos na melhor das hipóteses. A vacina, se algum dia surgir, será a solução final.

    A todos se deseja excelentes férias e não se facilite. A roda livre pelas margens do Rio Angueira pode conduzir a becos sem saída. 

    O perigo espreita. O sacrifício actual permitirá , com esperança, partilhar o convívio com todos os cidadãos do mundo e com alegria voltar a pronunciar :

    Au revoir!
        Arrivederci!
            Auf WiedcerSehen!
                Bye,Bye!
                    Adios!
                        Até à vista!


    sábado, 27 de junho de 2020

    Covid-19 -Palpites dos media...e o mergulho dos políticos!

     Covid-19, os palpites dos media...e o mergulho dos políticos!



    Fig. Dados recentes do COVID-19 {Comparar com figura anterior }.

    A interpretação da curva tem sido objecto dos media portugueses. O que está em causa? A questão é levantada pelos media, pois esperava-se um ramo da curva (indicada pela curva azul 2) e veio a verificar-se que o patamar de estabilização, não só se mantém mas cresce ligeiramente, formando uma espécie de vale muito aberto! A interpretação não se fez esperar! Tratar-se-à da 2ª. vaga? O governo (pela voz de alguns porta-vozes) deixam-se mergulhar nesta polémica! Nonsense!!!

    A interpretação, aceitando um descida do número de casos após atingir o pico, não se manifesta em Portugal. Sendo assim, é de admitir que muitos casos assintomáticos polulavam pelo país (curva 1), sem conhecimento das entidades sanitárias quer por falta de rastreio, falta de profissionais de apoio, meios, disponíveis, facilitismos à portuguesa e tudo o que se quiser.

    As opiniões dos políticos críticos revelam a sua sua ignorância sobre problemas elementares. Fazem um favor ao país estarem calados sobre temas que não dominam. Deixem os médicos e a ciência falar nos seus domínios. Obviamente, os políticos são homens da treta palavrosa, muitos de corrupção fácil e oportunistas desejosas de protagonismo televisivo.

    Como seria desejável ter um desenvolvimento equilibrado do país, não concentrar a riqueza na zona de Lisboa e arredores e destinar 10 a 15 fábricas - de nível semelhante ao de uma Faurécia pela zona de Trás-os-Montes? Espera-se, para ver, que migalhas chegarão a Trás-os-Montes. Não é R. Rio, desejos há muitos. Parece que os políticos estão sempre a inventar a roda. Enchem o verbo com a agricultura, e afinal qual a razão/razões que o matagal invade Trás-os-Montes? Não se esquecem, porém, das coimas certeiras. Pois, é. Depois queixam-se da propagação da pandemia pelos transportes públicos e privados de Lisboa, das periferias de habitações nauseabundas, do culto estúpido das claques , da imbecilidade das várias juventudes citadinas e um saco de horrores citadinos. Portugal no seu melhor, governado por chegas, de várias colorações.

    Há um senso comum, que previa que a área de Lisboa e Vale do Tejo estava a ser fracamente atingida, quando o Norte estava em plena pandemia. Chegou, agora com atraso, e os problemas serão graves se medidas eficazes não forem tomadas nesta zona e o acatamento voluntário das medidas não seja cumprido com elevação de espírito e um mínimo de inteligência cívica.

    É óbvio que o desconfinamento apressado (como muitos  comentam, não sentindo a pressão política do dinheiro económico) constitui o primeiro argumento. Trata-se, agora, de fazer tender o patamar actual (elevado) para uma diminuição progressiva de casos e tudo sobre controlo da resposta adequada do SNS. Tudo tem que ser jogado, antes de Outubro e as tradicionais gripes.