domingo, 6 de março de 2022

 Novas sombras sobre : Ano 2022

Sombras tenebrosas quando se ameaça com misseis nucleares.

A invasão da Ucrânia.


À incerteza associada ao evoluir da pandemia COVID-19, junta-se agora a virulenta e execranda invasão da Rússia à Ucrânia, comandada por Putin, com base em ideias obsoletas que fizeram escola em vários csares loucos que o antecederam no poder. Para compreender o presente, é necessário mergulhar na história profunda da Rússia, desde as suas origens medievais, passando por Catarina a Grande até ao fim dos  Romanov (1917). Com todo o cortejo de horrores sobre a população dos campos, com partilha da Polónia à mistura. A revolução russa de 1917 conduziu a um beco sem saída. As várias revoluções e conflitualidades internas que grassaram pela Rússia dos sovietes ainda movimentam as ideias obsoletas da governança actual.

Putin é o último dirigente russo, após a dissolução da USSR, da queda do muro de Berlim e das várias convulsões nos países balcânicos. É o resultado das várias erupções europeias recentes, das guerras europeias (Grande Guerra I, e a guerra patriótica russa de 1941-1945) sobre o território europeu. Todo o capital de respeito, ganho pela Rússia na II Grande Guerra desperdiçado. O povo russo vilipendiado em todo o mundo, por um megalómano, autocrata e desprovido de humanidade.Mas a estratégia, sabe-se, nada tem a ver com moralidade e ética. Ideias nacionalistas exacerbadas, conquista de território, conquista de mercados comerciais, armamento, desmembramento e  derrota de vários imperialismos  constituem elementos perversos de base para a actual situação.  Já julgados ultrapassados.

Invasão russa da Ucrânia (dia9). A resistência valente de todo um povo.


Não é possível num simples texto apontar sequer os momentos marcantes da história da Rússia [V.por exemplo:"Imperial Russia 1869-1917, D. Lieven (Cambridge) ]. Putin é apontado como um saudosista do antigo império czarista, um autocrata com a agravante de ter poderio nuclear. A Ucrânia tem a sua própria história. No período medieval, dominou a Rússia de Kiev. Após a invasão Mongol, o seu território foi dividido em parcelas que foram dominadas e passaram posteriormente  de mão em mão (Polónia-Lituânia, Austria-Húngria, Império Otomano). Toda a miscelânea de eventos históricos se cruzam na Ucrânia. A Ucrânia, após a Revolução Russa de 1917, juntou-se à União Soviética em 1922. Ganhou a independência em 1991 com a dissolução da União Soviética, declarando-se um estado neutral. Ficou com um vasto litoral, com acesso ao mar de Azov e Mar Negro. Em 2013, a deposição do governo pró-russo em favor dum governo pró-ocidental, foi visto pela governança russa como uma ameaça à Rússia de Putin.  Foi o pano de fundo, para a tomada da Crimeia em 2014, perante um mundo ocidental apático e negligente perante um Putin  que muitos dirigentes europeus reverenciavam. Ressuscitou a velha teoria do cerco hitleriano. 

A Alemanha pensou acalmar  os acontecimentos com a suposta docificação de acordos comerciais e energéticos. Agora verificou o logro em que havia caído e, de súbito, decide aprovar 2% do PIB ao rearmamento alemão. A Europa, desprovida de meios militares, coloca-se na dependência dos Estados Unidos. Brincar com o poderio das armas nucleares não é, propriamente brincar com bombas de carnaval. Os USA têm enfrentado com pinças este problema e toda a prudência se exige neste momento. A Alemanha, por razões óbvias, não é uma potência militar nuclear e até o exército convencional fica aquém do desejado. Por razões óbvias também, a França tornou-se uma potência nuclear.



Embora os eventos históricos actuais requeiram uma análise interpretativa aprofundada pelos vários especialistas, os povos não precisam de grandes teorias políticas para  justificação de uma invasão militar dum povo soberano e independente : Ucrânia, por um exército russo de proporções gigantescas. A isto chama-se guerra, sem eufemismo. Com todo o cortejo de atrocidades que uma guerra provoca. Admira-se a coragem do povo ucraniano e pelo combate e dolorosa experiência ganhou já o direito de pertença ao mundo ocidental.

Nada justifica a invasão da Úcrania e a condenação é total. Sem mas, nem meio mas. A responsabilidade desta tragédia de aventureirismo é da Rússia. Pretender, ainda que veladamente, admitir a discussão das pretensas razões da invasão é raciocínio que não colhe. Dirigentes avisados do PCP caíram nesse logro.  Tardiamente perceberam que jogaram fora muitos dos seus anos de luta.

Os acontecimentos históricos da Primeira e da Segunda Grande Guerra permitem ver todas as saídas para a crise actual. Todos os historiadores as conhecem. Há antecedentes históricos que descrevem com certo detalhe o cerco de Alésia por Júlio César e a guerra encarniçada de Estalinegrado, que nenhum russo desconhece. Porém de entre elas, é quase impossível prever qual irá prevalecer. Não são desejos de convulsões internas na Rússia que resolverão a questão. Todos os ingredientes de Hitler estão colocados no tabuleiro. Hitler foi vencido pela força das armas. O povo alemão foi responsabilizado. O trauma do povo alemão só agora começa a ser superado. Logo na Primeira Guerra, se levantaram vozes contra a humilhação dos vencidos. 

o cidadão tem, como obrigação, formular o juízo de valor sobre os acontecimentos. Afastado da imprensa e propaganda sectárias. Assim as cadeias de TV, justificam as invasões do Afeganistão, do Iraque, da Líbia pelo mundo ocidental. A imprensa portuguesa contra os oligarcas russos, esquecendo os oligarcas ocidentais, a questão das offshores, dos Panama Papers e similares. Dos comentadores políticos, que tudo explicam, excepto a questão dos submarinos. Vampirismo da informação que facilmente esquece a pandemia da Covid-19, quando notícias frescas da guerra mantêm as audiências.

Resta aos homens, com poder e humanidade prevalecente, ditar a saída deste Agamemnon, para lá do dantesco. O de "Day After" é ,por ora desconhecido, esperando que seja negociado um acordo equilibrado para ambas as partes, com um silêncio imediato das armas. A Ucrânia já ganhou o direito a um território independente, pela luta e resistência ao invasor bárbaro, mas ainda de desfecho militar imprevisível.



Under Russian control

Russian invasion routes

Russian paratroopers reportedly land in Kharkiv and engage in heavy fighting with Ukrainian forces. Shelling and missile strikes on the city continued overnight

Belarus

Poland

Areas under

Russian control

Konotop

Russian military convoy reached

Antonov airport, which could serve

as a forward-deployed base

Chernihiv

Sumy

Russia

Kyiv

Lviv

Line of

control

Kharkiv

Russian units spotted

at Bobrovytsya

Ivano-Frankivsk

Kramatorsk

Dnipro

Ukraine

Melitopol

Moldova

Russian-

controlled

territory

Odesa

Sea

of Azov

Romania

Crimea

Annexed by

Russia in 2014

Russian forces took control of the railway station and the port in Kherson overnight

Mariupol reportedly surrounded by Russian troops

100 km

100 miles

Black Sea

segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

Ano de incertezas-2022

Ano de incertezas-2022 
30 de Janeiro de 2022. Horizonte carregado em votos contados

Este ano começou com ataque frontal da nova variante do Coronavírus 19 -  Ómicron. Para amenizar o texto, indica-se abaixo um canal de vídeo de português, que vai testar o conhecimento da língua portuguesa pela juventude que se passeia por Madrid (vídeo1) e um outro que permite testar a pronúncia de  certas palavras portuguesas  (vídeo2). Pode assemelhar-se ao discurso político português dirigido aos votantes de 30 de Janeiro de 2022. Há tantos discursos políticos quanto os partidos, parecendo mais um encontro aprazado numa qualquer torre de Babel, em diálogo de surdos. Ouve-se vozes desgarradas, que de acordo com a ideologia de quem lê, se transformam em arma de arremesso contra os adversários políticos. De Estevais, solta-se um texto que ecoa através das serranias transmontanas e cai nas malhas da imprensa da capital do reino falido.

 Associando pensamento e ação ao texto, constata-se que há uma clara injustiça de base que atinge as serranias e os horizontes de Estevais, que se perpetua por tempo infinito, mas quando se junta a ação que à gritante injustiça conduziu, todos os partidos que passam e têm passado pelo poder, se brancos, vermelhos ou das 256 variedades de cinzento, todos são responsáveis por tamanha injustiça.

Há tantas leituras quanto os leitores, mas é estranho que o texto seja veiculado e idolatrado, por alguns observadores e blasfemos. A sua leitura depende do olho com que se lê, se com olho esquerdo se com olho direito. Os políticos são o que são, mas não são o que deviam ser. E nem sempre há coerência. Veja-se o caso do combóio de Bragança, abatido sem contrapartidas pelo PSD, ou a construção da auto - estrada A4 e túnel do Marão, construída com dinheiros públicos (no reinado Sócrates) em contraponto com as ideias mesquinhas do PSD, que se interrogava para quê uma autoestrada. Tentei, em tempo chuvoso, atingir Estevais por uma estrada que permitia uma visão panorâmica do soberbo rio Sabor. A realidade forçou, rápida, a uma inversão de marcha e apontou o meu destino pelo vale da Vilariça.  Do Tempo contado, surgem algumas  pequenas peças de registo, Cruzes Canhoto (09.01.22) e Entre fardas e fatos o Diabo escolha (14.01.22).

O reino maravilhoso de Trás-os-Montes não existe, nem nunca existiu. É descrição de escritores e poetas. Do pequeno país Portugal, os pintores fazem os seus esboços e os políticos também. Os debates televisivos Rio-Costa e suas variantes mostram, à saciedade, as cambiantes do pensamento e acção. Comentadores e comentadeiras debatem-se  pela atribuição de vitória no fim do debate. Dissecam, em terminologia fina, as questões apresentadas. Não se coibem os analistas de dar notas. Nada comparável, à sala de operações de um qualquer operador clínico, cuja ação envolve sempre certo risco. Este conjunto de falsas estrelas e videntes assumidos não passam de meras peças da engrenagem. Amplificam, de acordo com as suas deficiências críticas e sectárias, os dúbios debates políticos. Não passa de conversa da treta, em tudo semelhante aos comentadores de futebol, que se passeiam pelas televisões, com ar doutoral, a discutir um penalti não existente, mal assinalado ou mal validado, em jogo ocorrido há uma semana. Discute-se o passado, lava-se o presente em taberna, de copo na mão e exaltação clubística. Os seguidores cegos destes agentes de imprensa e propaganda levam , na prática, ao estado deplorável do país. Espezinham os interesses da população, em detrimento dos seus interesses, individuais e de grupo, conveniente ampliados para os verdadeiros detentores do poder: os grupos económicos e o capital.

Para fugir ao pequeno rectângulo, divague-se pelos territórios dos ancestrais Vetões onde a porca de Murça tinha como primos aparentados os verracos  das terras salamantinas e mirandesas. Tudo está registado em  terras Las Hurdes, Tierra sin Pan.  Buñuel descreveu a terrível situação em 1933 [Filme a preto e branco, com várias limitações para visualização. Existem versões recentes]. Anteriores rumores sobre a terrível vivência das pobres gentes de Las Hurdes haviam chegado ao próprio Rei Alfonso XIII (em 1922). Constitui um caso extremo. Os politiqueiros, em vez de debitarem conversa da treta, deviam ser forçados a repensar a temática, procurando a melhor e possível abordagem e solução destes problemas reais. Lá está a pobreza dos campos, o trabalho hercúleo para a subsistência, a insalubridade das casas de xisto,  a doença generalizada e a doença especifica. O abandono e a ignorância dos mandantes. Precursores do abandono generalizado dos que tinham ainda alguma força física e vontade de partir.

As casas transmontanas, insalubres, pedrenhas e sem argamassa, cegas pela ausência de janelas, ainda hoje enfrentam as intempéries dos tempos modernos. Continuam na marginalidade da civilização, à vista dos politiqueiros, gordinhos por bem  nutridos. Alguns chapinham na lama da corrupção . Alguns, condenados pelos tribunais, são reciclados pelo voto popular.

Há paredes vetustas em Trás-os-Montes, em tudo semelhantes às das alquerias (populações dispersas) que resistiram, ignoradas pelo poder, até ao Séc. XXI. Embora desaprumadas ainda resistem aos tempos actuais, mas não os homens que ainda as habitam e conservam de pé. Ao mundo das Idealistas nada diz: não têm valor comercial. O deserto humano cresce à vista dos politiqueiros.


Fig.1 - Las Hurdes (Espanha)
A zona ribeirinha de Lisboa a Cascais consome o erário público e cavalga o poder. Um cidadão transmontano, vagueando por Lisboa, pode exercitar-se na matemática, contando pilaretes, bicicletas e radares de controlo de velocidade. 

A bicicletomania importada das Terras Baixas. A UNICORNIO.mania importada, agora, de novas paragens. Modinhas passageiras que politiqueiros da treta manipulam com mestria. O essencial da vida humana: trabalho, saúde e bem estar  das populações indígenas desprezado. Realisticamente retratado nas terras de Las Hurdes, terra sem pão.

Veja-se, discuta-se, critique-se as semelhanças e diferenças das fotografias que se sucedem (de entre muitos exemplos) com o fenómeno da desertificação em Portugal . Tome-se como exemplo a aldeia abandonada de Drave (Arouca).  O futuro de todas as fotografias indicadas está escrito, se entretanto nada for alterado: com ou sem bazucas.

Fig.2-Drave-abandonada(Arouca)
O abandono é essencialmente ditado pelos fracos recursos do território. Mas nem sempre. O benefício económico das barragens do Douro não reverte a favor da sua bacia hidrográfica, mas os mandantes do reino (sem distinção de cor política) sempre arranjam benesses para o grande capital. É da mais elementar justiça, a defesa dos defensores da causa centrada na Associação das Terras de Miranda e a intocabilidade de algum dos seus membros (em particular do expert em impostos, JMP).  É necessário começar a bater o pé, à elite mandante lisboeta. 

Ninguém dá nada a ninguém e é pela via da injustiça gritante que germinam pré-revoltas e revoluções (umas boas, outras de consequências funestas).

Fig.3 - Estevais

Pode percorrer-se muito território de Trás-os-Montes e constatar-se que o panorama não muda substancialmente de aldeia para aldeia. O poder centrado em Lisboa tende a classificar esta região como pobre, e é um facto. Todavia, as parcelas de riqueza aqui existentes em nada beneficiam as populações locais. Ao caso das barragens, deve juntar-se também a exploração de minas. No caso mais recente, a exploração de lítio, tal como no passado a hematite de Moncorvo. Não esquecendo o, já distante, saque do ouro da Ibéria pelos Romanos.



As populações, normalmente sem grande capital, tentam fazer o que podem. Veja-se, abaixo, a tecnologia obsoleta para a resolução das trilhas. Muitos têm presente ainda tal máquina, por vivência própria. A tração animal foi substituída pelo cavalo-vapor do tractor, como se sabe. Porém, a agricultura de subsistência persiste e a comercialização dos produtos agrícolas é inexistente. 



Fig.4-Arqueologia industrial (Angueira)

Em contraste, quando tem que ir ao Supermercado, em geral associado ao grande capital, paga e paga bem pelos produtos que consome na alimentação. Falta toda a cadeia de produção, armazenamento, rede de frio e cadeia de distribuição. Os Ministros da Agricultura passam pelo poder 
centralista de Lisboa, como simples passageiros que cavalgam o poder.
A tentativa válida do Eng. Camilo de Mendonça acabou no insucesso, com culpas atribuíveis a muitos. Mas em Portugal, a culpa morre sempre solteira.


Nos debates políticos televisivos transparece, de forma clara, o desejo, a ilusão e a fantasiada mentira. Todos navegam nas asas do desejo e da fantasia, com promessas vãs de mudança mas com a finalidade última de que tudo fique exactamente na mesma. A evolução do caso extremo das Terras das Hurdes (Espanha) deve ser confrontada com as mais favorecidas aldeias portuguesas pela natureza (apesar de tudo). 

O caminho tem de passar pela industrialização do país e pelo aproveitamento dos recursos naturais, em favor das populações. Ensaios tímidos de mecanização facilitaram a vida às populações rurais. Que o digam os homens, as mulheres e a juventude do passado que colhiam o seu pão pela travessia,  esforçada e trabalhosa, das trilhas. A mecanização e os fundos europeus permitiram que Angueira possua cerca de 40 tractores, força mecânica excedentária. Falta: objectivo agrícola, produção ,organização, planeamento e venda de produtos. Não são, em exclusivo, responsáveis pelo desenvolvimento ou falta dele os políticos lisboetas. Em certa medida, há concessão de subsídios a mais para produção a menos. A população das Hurdes vivia e alimentava-se (grosso modo) da criação de cabras e usava a força asinina como animal de mobilidade e tração. Até que alguns começaram a abandonar as ingremes e inacessíveis terras das Hurdes, e  em cadeia fugiram destas terras da pobreza e miséria. Não difere muito da triste realidade portuguesa. Porém o fenómeno não é novo . Com o comércio das especiarias, lá pelo Campo das Cebolas, a migração dos campos para a cidade conduziu ao abandono dos campos. Tal como aconteceu com  as muito respeitadas Ernestinas que se dirigiram à cidade. Contrariamente, à avarenta  e protestante Holanda.

O presente é como é, e é de todos conhecido. Campos agrícolas produtivos abandonados. A subsidio-dependência causa uma dolente predisposição para o dolce fare niente. As autoridades político-administrativas locais exercitam-se na multiplicação da papelada para os cobres europeus. No passado, quando um aluno liceal obtinha o 5º.ano, era quase elevado ao estatuto de doutor. Hoje, a juventude actual com verdadeiros cursos de Doutor, são atirados para as caixas de supermercado. Uma vergonha! Em tempos não muito distantes, todo o freguês das aldeias que passasse pela tropa, tinha com forte probabilidade acesso a carreira policial. Hoje, esse filão das aldeias acabou. Deixando todo um vazio, nos campos e uma juventude citadina-seus filhos, sem futuro.  A estagnação económica deste país é real, e já vem de muito longe, não basta os políticos clamarem pela culpabilização do partido A ou B. Nem qualquer Holanda se pode declarar neutral e de virgindade evangélica. Gentes da Entente contam história e histórias.

A destruição do tecido industrial português propagou-se por todo o período conturbado da revolução. Não se seguiu uma re-industrialização do país. Ficaram algumas auto-estradas e a fantochada cavaquista dos BPN e similares. E a factura da corrupção para o cidadão pagar, com juros fantasmagóricos. Até aqui, a Europa rectificou o erro do tratamento punitivo dos povos :português, grego e irlandês. A época dos juros baixos que se seguiu está a acabar. Não restem ilusões: os tempos próximos serão de aumento de juros e claro está: mais uma vez o povo português vai ter de pagar as dívidas em atraso. Claro que os iluminados vociferam contra o funcionário público, responsável por todos os horrores do reino. Pelo menos, as Universidades Portuguesas públicas não produziram o aldrabão Relvas. E, sua Excª -P. Coelho, o homem troikiano que queria ir para o além da troika. Mas existem francisquinhos que se autointitulam genuínos seguidores da dupla Passos-Portas. E os Montenegros  que, agora de mansinho, baixaram a cauda perante o líder. Dispostos a atacar no próximo round.

Ouvir os politiqueiros falar de baixa de impostos, é pura música rock e da pesada. Nas ciências exactas ou nas  que delas se aproximam, há raciocínios elementares que permitem testar as saídas dos mecanismos envolvidos: Fluxo de entrada (IN)....💬....fluxo de saída(OUT). A diminuição de impostos significa, menos entrada de dinheiro nos cofres de estado, e portanto, menos dinheiro de saída. Os organismos que recebem dinheiro do estado (SNS, por. ex.) entram em coma. A Administração pública, definha e morre. Os salvadores libertadores de impostos, por magia e manipulação das mentes, propalam aos quatro ventos as delícias do neoliberalismo. Os Chega  atiram setas férreas contra tudo e contra todos.

Juntam frases sonantes (fluxo de entrada), cozinham-nas ( ...💬...), e como fluxo de saída: Sai asneira. Não esquecer que  IL e Chega se metem no sistema, para ir vivendo à custa de tudo o que dizem combater. 

Mas há um certo fundo de verdade. Há impostos, taxas e taxinhas a mais. Chegará a um ponto,  em que a garrafa ficará cheia e dependendo do gás pode explodir. Todos os politiqueiros sabem que o perigo espreita.

É curioso notar que a palavra e o palavreado, polido mas banal, ficam retidos nas cidades (Lisboa e Porto) ou seja no mundo civilizado dos politiqueiros. Faltar água corrente, electricidade, gás, Televisão, Internet, redes móveis nas aldeias transmontanas, beirãs, minhotas e similares, é uma maldição. É uma tristeza, lamentam, que estas manchas existam por tantos lugares. C´est la vie! responderão.  Do alto de cátedra, invocam teorias sobre todos os "ismos" possíveis que vão atravessando as cidades, por tanta  largueza de tempo. Acenam com o perigoso mundo de um Nuno Santos, que anda a peregrinar pelos combóios e, brincando aqui, pelas vias férreas abatidas (Sabor, Tua, Corgo) entre outras. O desemprego também atinge os politiqueiros de fim de linha. Inventa-se a regionalização para assentarem o fofinho no pote pecuniário das regiões. As regiões pobres continuarão a pedinchar dinheiro à capital do reino.  Nessa altura, o poder lisboeta rirá, com ironia. Vai trabalhar malandro: quem não trabuca, não manduca!

O desenvolvimento das regiões exige novas abordagens e, sobretudo, industrialização equilibrada de todo o território. Há muitas fábricas (instaladas nas imediações de muitas auto - estradas; o viajante, vê!!! mas  que não estão instaladas na província porque não! Há quem responda também porque sim! Não basta ficar num muro de lamentações. Pensamento há algum, acção pouca. Alguns mandantes do território colaboraram na farsa e mentira fossilizada da associação de antigas freguesias. Não as defenderam como deviam. Invocam, o respeito pela lei. Não têm ou não tiveram independência de pensamento. 

Mas esta maleita cresce, a partir da meninice. Sem qualquer ofensa e com todo o respeito pela sua posição pessoal, em vista cruzada pelo Facebook de Angueira-Atalaia, registei o pensamento de um tal escrinheiro Manuel João, que se interrogava sobre a ausência de publicidade de certa medida do CIM-TMM. Segui o tema (Clique aqui e mais pormenorizadamente: CamaraMunicipalVimioso. 

Então, a propagandeada redução do preço dos bilhetes significa, mais uma vez que os beneficiados são os utilizadores dos autocarros intermunicipais. As aldeias da periferia de Vimioso continuam a chuchar no dedo.

1.  Com as verbas PRR não há motivo para não ligar, por autocarro (de menor capacidade eventualmente ) as aldeias periféricas: Angueira, Avelanoso, Vale de Frades, Serapicos e Sâo Joanico. ao município (vila) de Vimioso.

2. a) Há rubricas na CMV que podem ser alocadas para a construção de um pequeno desvio que permita o trânsito de veículos longos. Há várias alternativas, com custos mínimos. É fácil perceber que permite a ligação Sendim, Caçarelhos, Angueira,...Espanha.

b) Fácil é entender que não se pode meter o Rossio na Betesga nem se pode modificar o raio de giração dos veículos. Acresce que houve, pelo menos 11 acidentes no local, sendo, portanto, uma zona de alto risco. Acresce que foram decisões passadas da CMV que estão na base do actual estrangulamento.

c) Procurando vêr um pouco para lá da Igreja de Vimioso, fácil é concluir que os projectos europeus (vários em torno da Igreja) não se esgotam aí. Basta mudar o chipe para: Faça-se obra nas aldeias  porque sim!

Para homens de barba rija, turistas e jovens, a bajulação do poder não compensa. A cabeça serve para pensar o futuro e não apenas para embelezar os ombros. Os combatentes da Pátria, que no passado arriscaram a sua própria vida exigem-no e os seus descendentes reclamam-no. Esta pequena crónica, escrita ao sabor  do acaso em  teclado electrónico, poderá servir para mostrar que não há tantos inocentes quanto os politiqueiros pensam. 

Não é pelo facto do território de Trás-os-Montes ser predominantemente de côr  laranja que a pobreza é tendencialmente erradicada. Pobreza que se mede também pela literacia digital, pela rede de comunicações, pelas vias de comunicação, do conforto térmico e das novas temáticas e  discursos em moda pelos meninos da burguesia de Lisboa a Cascais. Claro está, que não é responsabilidade exclusiva da Administração local, mas quem cala consente. Angueira tem um rio com o seu nome.

Os Vales do rio Angueira, Sabor e Maças merecem tratamento consentâneo. Têm identidade própria.
As margens aprazíveis do rio Angueira merecem atenção. Abandonado até aqui, não passa de um rio selvagem. Há património edificado. Há que explorar o turismo rural. Façam obra, não se finja que se desconhece. Lamentos avulsos, aqui e ali contados, conduzem apenas ao nada, nadinha. Em simples terminologia: nada é equivalente a uma faca, sem lámina nem cabo. A faca real pode servir para cortar queijo e quem tem poder tem, simultaneamente, faca e queijo na mão. Exerça-se em benefício das populações desde sempre desfavorecidas. No que aos transportes diz respeito fique-se com a abreviatura :  A-A-VF-S-S.J. Tente identificar as aldeias sem transportes, dependentes da CMV. A menos que se ponha à disposição, o conjunto de burros do palácio de cristal. Mas destes estimáveis peregrinos, já os seus habitantes têm plena ciência.

No meio desta intempérie do COVID-19, selecione o pensamento e a acção que mais se ajustar ao seu voto. Dos métodos usados nas ciências exactas, infere-se que o símbolo ...💬... exige conhecimento detalhado para uma boa solução (fluxo de saída). Palpites e graçolas, dizem alguns, não bastam para uma boa governança. A PAF amargurada não consegue viver com a sua tragédia. Do triângulo Cavaco-Passos-Portas nasceu, por incompetência PSD, a nova partidarite: IL e Chega. De vários saiotes saíu a dívida pública portuguesa (130% do PIB). Contas são moderadamente fáceis de fazer. A solução para Portugal há -de provir de trabalho árduo de todos os sectores de actividade.  Há muitos politiqueiros da praça que deviam começar pela manipulação e uso continuado da foice, em situação de ceifa real (segada). Comandados por habitantes de serrania, bem calejados na lide. Dar-se-ia, então, valor às aldeias abandonadas e ao pão amargo de outrora.











domingo, 19 de dezembro de 2021

 Boas Festas de Natal 2021


Fig.1 - Nascimento de Jesus




Fig.2 - Notre - Dame de CHARTRES

A catedral de Nôtre-Dame de Chartres foi inaugurada no ano de 1260. Por volta deste ano, houve a doação de algumas casas de Angueira (ainda existentes) ao Mosteiro de Moreirola. A catedral gótica é celebre pela sua estatuária e pelos seus vitrais. À religiosidade católica do Séc. XIII, associou-se a lenda do manto (Sancta Camisa) que teria pertencido a Maria, mãe de Jesus.  Este manto sobreviveu a um terrível incêndio, de uma catedral anterior à actual. Faz hoje parte do tesouro da Catedral.



Fig. 3- Manto da "Sancta Camisa"


Boas Festas!


sábado, 11 de dezembro de 2021

 Ómicron, a nova ameaça

A mais recente modificação do vírus COVID-19, a variante B.1.1.529 descoberta na África do Sul, ora conhecida por Omicron, levou a Organização Mundial de Saúde (W.H.O.) a recomendá-la como variante " de preocupação". Para a Organização Mundial de Saúde, há evidência preliminares de que se trata  de uma nova estirpe que transporta um "maior risco de infeção que outras variantes de preocupação". 

Todas as precauções assinaladas nestes textos durante os dezoito meses de existência da pandemia Covid-19 devem ser respeitadas, e manda a prudência e o bom senso cumprimento rigoroso das normas da DGS, que de novo aqui se reproduzem.

No que à COVID-19 e à nova estirpe Omicron respeita, as normas simples e eficazes são as abaixo indicadas:

Independentemente da tomada das duas doses da vacina e da toma da 3ª.dose, a regra de ouro para conter o vírus é simples: PRECAUÇÂO MÁXIMA, seguindo as indicações:

  • Distanciamento social
  • Uso de máscara
  • Evitar contactos desnecessários
  • Lavagem frequente de mãos (sabão, álcool-gel)
  • Resiliência e precaução extrema para evitar contactos com o vírus.
  • Toma da 3ªdose -Vacinação (sempre que possível), nos níveis etários recomendados pela DGS
  • Siga, apenas, as indicações da DGS , dos virologistas e dos médicos.

O mundo científico da área médica  ainda não tem resposta para muitas questões pertinente relativas à nova estirpe Omicron. As palavras chave neste momento são: precaução extrema e aguardar com serenidade a resposta, que a ciência certamente irá dar, crê-se em tempo oportuno e num esforço conjugado gigantesco da medicina, da investigação e da indústria farmacêutica. Há tempos de trabalho ,por vezes não compatíveis com a premência urgente de resposta para a pandemia. A questão é muito complexa, mas isso não impede a compreensão do que está em jogo. Embora de leitura pouco acessível para a gente comum, chama-se a atenção para um artigo surgido no jornal el País (Brasil) dirigido para os interessados na área da biologia molecular e do estudo do genoma do vírus COVID-19 original .As 12 letras que mudaram o mundo :ccu cgg cgg  gca.  Em linguagem gráfica (mais entendível), a descodificação destas letras [c-citosina, u-uracilo, g-guanina, a-adenina; moléculas que envolvem  os elementos constituintes básicos: carbono, hidrogénio, azoto] em diferentes combinações descrevem o RNA do vírus.


O genoma do vírus Covid-19 (original) tem cerca de 30 mil letras[parte inferior da gravura] e o material genético está programado para romper a célula humana por meio das espículas, introduzindo-se nas células e reproduzindo-se (fazendo cópias de si mesmo). Ainda de acordo com o texto de El Pais cerca de 4000 letras são responsáveis pela proteína da espícula, que constitui a chave de entrada na célula humana.

A nova variante Omicron apresenta 30 mutações relativamente à variante  delta (até agora dominante) e para o qual as vacinas Pfizer e Moderna, do tipo mRNA, foram desenvolvidas. A produção destas vacinas, em tempo curto, beneficiou de outros estudos médicos em desenvolvimento, para outras doenças. A produção da vacina AstraZeneca, baseia-se noutro processo. Deixa-se o leitor interessado no tema, com a leitura integral do artigo de divulgação do EL PAIS. 


A variante Omicron tem mais de trinta mutações na espícula, chave de entrada para a penetração das células , mais do dobro da variante Delta. Tamanha mudança, levanta a questão de se saber se os anticorpos criados por infeções e pelas vacinas estão preparados para este combate. O conhecimento da lista de mutações, os meios académicos, faz prever novas reinfecções e que algumas partes das mutações são furtivos às vacinas. É tempo de espera e de estudos. O mundo científico interroga-se sobre as possíveis e nefastas consequências. O desconhecimento da nova variante dá origem a novos estudos, que segundo as regras basilares das ciências exactas e, em particular das metodologias das ciências médicas podem ser demorados e quiçá inconclusivas. 

A BioNTech , uma das possuidoras do conhecimento para a criação da vacina, invoca um periodo relativamente curto para a adaptação da vacina m-RNA para a nova variante (cerca de três semanas). Drogas baseadas na diminuição da replicação do vírus mostram esperança e sucesso neste novo combate. O tema é objecto de referência em todo o mundo. Deixa-se aqui, para os interessados, um vídeo (em inglês).Carreque aqui..

A incerteza da ciência é, assim, também projectada para a esfera dos políticos. Em boa prática, esta esfera deve (ou deveria) subordinar-se à área cientifica, mas também não pode balizar-se por ela. Há aspectos da área social que não podem ser ignorados. Em tão grau de complexidade da pandemia, é inevitável que a resposta não seja única e a abordagem do tema seja diferenciado de país para país  (e por vezes, em diferentes zonas de um dado país.

A situação actual do país a {10-Dez-2021} é descrita no relatório da DGS. 10.12.2021 (clique aqui) . De acordo com o relatório, o concelho de Vimioso apresenta uma taxa de incidência acumulada muito elevada 707 (entre 450 e 959,5) exigindo-se máxima prudência. As autoridades locais e sanitárias prestarão certamente, tal como no passado, todo o apoio para a resolução do problema. O contributo individual é importante. Facilitismos e incumprimento das regras básicas acima indicadas, só virão complicar a situação.

Em Portugal, país de iluminados, onde facilmente se transforma um tema complexo (o da pandemia) em mero palpite e opinião sem qualquer fundamento, quer a Ministra da Saúde quer a DGS têm sabido conduzir [apesar dos erros, omissões e alguns falhanços] a carta a Garcia. É claro que existem muitos sectores discordantes. Alguns embirram com os berloques usados pela Directora Geral de Saúde. Para lá destes devaneios comuns a ilustres senhoras, é segundo nosso entender digna de credibilidade de pensamento (com pequenos erros de comunicação à mistura). E dúvidas intrigantes : Como se explica a elevada taxa de mortalidade? Apenas a pandemia COVID-19 é apelativa para o Governo? Há uma guerra de fundo, entre o sector público e privado, dos cuidados de saúde. São milhões em discussão. A população portuguesa, tem o SNS, conquista visível e que deve ser acarinhada como uma das conquistas maiores de Abril. Com todos os problemas associados desde a falta de financiamento em sectores chave até à fuga dos médicos para o sector privado. 

Os partidos políticos olham para o seu umbigo e perdem-se em questões de lana caprina. Pobre Rangel, pobres Montenegros, pobres órfãos santanistas, pobres coelhitos perdidos na serrania do Marão. Em tom jocoso, as setas venenosas atiradas ao sócrates "gay", transformaram-se em setas de cera, perdidas no esquecimento dos mesmos artistas.

Quanto a isso, é esclarecedor a guerra assassina no interior do PSD. Discute-se, com clareza a luta pelo pote (dinheiros públicos) e pelo poder (ser ou não ser Primeiro-Ministro). Os Portugueses certamente abrirão os olhos. A corrupção alastra desenfreada pelo país. Os partidos não formam para o serviço público, mas para a tacharia que advém da tomada do poder. O poder corrompe, diz a história. A arrogância dos Medinas e das suas descabeladas imposições das ciclovias tiveram efeito prático. A persporrência e insensatez dos Cabritas moldam o pensamento e a acção do cidadão comum. Os lisboetas, cansados das veleidades camarárias, mudaram a agulha, numa vitória à Pirro traduzida nalguns milhares de votos, numa cidade como a de Lisboa. Assim surgiu do nada, o homem dos UNICÓRNIOS. A palhaçada da rica câmara lisboeta continua. Os pilaretes e as ciclovias proliferam como as vespas asiáticas. A fantasia dos Unicórnios não passa de má poesia e de fraca representação. Não tendo tempo para pensar o país refugiam-se nestas quimeras.

Ao P.R. agrada um qualquer outro centrão. Terreno fértil para a corrupção. Agora, no terreno prático, as selfies terminaram. Entretanto, o país profundo definha e vai-se extinguindo em lenta agonia. Com os insultos das telefefónicas sobre as populações do interior e da ditadura governamental da digitalização forçada. Pobres cidadãos, sem meios económicos, sem conhecimento básico do mundo digital, atirados às feras em modo circo romano.

A ser verdade, o acesso de duas aldeias de Vimioso a pequenas Lojas do Cidadão constituirá um crime de lesa pátria. Perguntar -se -à então a quem obedece o chefe máximo da Câmara Municipal? Ou tratar-se-à de um pensamento Unicórnio, alardeado por dois iluminados e que ecoa pelas serranias transmontanas?

A política séria, com pensadores profundos e equilibrados, transformou-se numa farsa de agentes políticos vendidos a pataco.

{NOTA FINAL - Proteja-se a si e aos seus próximos, procurando seguir as normas acima indicadas. Relativize os problemas. A saúde individual e colectiva é o mais importante. Siga a indicação dos organismos da saúde responsáveis. Os polítiqueiros não passam de pílulas amargas que temos de aguentar. A Polícia Judiciária (PJ) fez a sua parte com a prisão dum banqueiro. A Justiça que faça a sua parte.}

sexta-feira, 24 de setembro de 2021

 Música lírica dos políticos : La LA, La LA, La LA

A canção lírica de Mary Hopkin,  "Those were the days my friend (1968), a tão grande distância temporal, permite ainda relembrar velhos  tempos em sociedades já democráticas. A letra da canção, simples e intuitiva, recorda-se aqui.. Leia o texto completo (s.f.f.) enquanto ouve a canção (traduzida em português), se assim o entender.

Aqueles eram os dias (1968)

 

INSTRUMENTAL

 

Era uma vez, havia uma taberna (bar)

Onde costumávamos celebrar com  um copo ou dois

Lembra-te como nos riamos fora de horas

e sonhava em todas as grandes coisas que iria fazer

 

aqueles eram os dias, meu amigo

Nós pensámos que nunca iam acabar

Iriamos cantar e dançar para sempre e um dia

Nós iriamos viver a vida que escolhemos

Nós lutávamos e nunca iriamos perder

Nós éramos jovens e seguros de seguir o nosso caminho


La la la la la la, La la la la la la

Aqueles eram o dia, oh sim, aqueles eram os dias

 

Então os anos ocupadas foram correndo por nós

Perdemos as nossas noções mirabulantes no caminho

Mas se por acaso, um dia eu o viesse  na taberna

Então iriamos sorrir um para o outro e diríamos

 

aqueles eram os dias, meu amigo

Nós pensamos que nunca iam acabar

Iriamos cantar e dançar para sempre e um dia

Nós iriamos viver a vida que escolhemos

Nós lutávamos e nunca iriamos perder

Aquele era o dia, oh sim, aqueles eram os dias

La la la la la la, La la la la la la

Aqueles eram o dia, oh sim, aqueles eram os dias

 

Um dia, certa noite, eu estava diante da taverna

Nada parecia o caminho que costumava usar

No vidro eu vi um reflexo estranho

era aquela mulher solitária realmente eu?

 

aqueles eram os dias, meu amigo

Nós pensamos que nunca iam acabar

Iriamos cantar e dançar para sempre e um dia

Nós vivíamos a vida que escolhemos

Nós lutávamos e nunca perder

Aqueles eram o dia, oh sim, aqueles eram os dias


La la la la la la, La la la la la la, La la la la la la

La la la la la la, La la la la la la, La la la


Aqueles eram o dia, oh sim, aqueles eram os dias

 

INSTRUMENTAL

 

Através da porta, veio o riso familiarizado

Eu vi o teu rosto e ouvi você chamar pelo meu nome

Oh meu amigo estamos mais velhos, mas não mais sábios

Em nossos corações ,os nossos sonhos ainda são os mesmos

 

aqueles eram os dias, meu amigo

Nós pensamos que nunca iam acabar

Teremos cantar e dançar para sempre e um dia

Nós vivíamos a vida que escolhemos

Nós lutávamos e nunca perder

Aqueles eram o dia, oh sim, aqueles eram os dias

La la la la la la, La la la la la la, La la la la la la

La la la la la la, La la la la la la, La la la

Aqueles eram o dia, oh sim, aqueles eram os dias

 

La la la la la la, La la la la la la, La la la la la la

Tradução de "Those Were The Days"

O tempo era de esperança e a doçura da  cantora não fazia prever grandes tempestades em países democráticos. Mas mudam-se os tempos e as vontades. As novas gerações também mudaram o seu padrão de vida e de valores, já que o mundo é composto de mudança. O bem mais precioso do mundo é a sua juventude, e os desvios comportamentais são mais devidos à população adulta que à irreverência própria da juventude. Aqui fica a versão SUZYY70  da mesma canção, da actual geração dos Ipad e dos Iphone 13, topo de gama.  A esta deve juntar-se a crise pandémica COVID 19, que para muita juventude pobre vai ter um efeito devastador.

Em Portugal, a esperança chegou em Abril de 1974. Para muitos dos nossos compatriotas foram tempos de luta, perda e sacrifício (colónias). Todavia a esperança não morreu. Os sonhos, embora cada vez mais distantes continuam a ser os mesmos. Os políticos, em roda livre, de crista levantada e letais como os escorpiões, vão causando danos irreversíveis na esperança de todo um povo. Mais uma vez, as eleições autárquicas servem interesses instalados e não o povo a quem deviam servir. Eis a justificação da canção lírica aqui apresentada  : "Aqueles eram os dias ". A freguesia de Angueira, perdeu a sua independência à mão dum aldrabão e dos seus seguidores locais do PSD, à custa de atribuição de área pública na compra de votos (escola), da venda de uma escola primária e das muitas inações, desleixo e abandono. Não basta o PSD cantar: La La, . . . , em eleições sucessivas, é necessário fazer obra, com equilíbrio e justiça. O PSD local pode proclamar-se reinante sobre um povo amorfo, que tudo aceita, mesmo contra os seus próprios interesses de povo.

A incompetência é manifesta. Segundo os locais, as obras do chafariz transformam-se em pântano de inverno. A miopia política e a animosidade manifesta contra a população não lhe permite vêr a média distância sequer Ignoram os eleitos que ao longo de Angueira corre um ribeiro (do Pio), que merece ser tratado condignamente, desde o Vale até à foz. Que faz a Câmara Municipal de Vimioso? Nada. Mas não existem engenheiros na CMV que evitem erros primários? Ou anda tudo ao deus dará. Arranja projectos europeus para embelezar palácios de burros e queimar todo o financiamento no munícipio de Vimioso, na pobre Bilica. O tratamento dado pela CMV às populações das aldeias é exactamente o mesmo do Governo Central sobre as regiões despovoadas do interior.  A Bilica acabará em destruição total, como os eleitos da CMV fazem exactamente às aldeias.

Embelezam a Bilica com uma central de camionagem. Não pensarão nas populações das aldeias e fazer circular um autocarro, com periodicidade mínima de uma vez por semana. Angueira tem muito que contar sobre este tema.

Não há dinheiro para desvio de camiões pesados (pequeno troço), mas há dinheiro para abertura de desvios na Bilica (saída de V. para Caçarelhos). Que fazem os representantes? Aceitam passivamente até ao fim dos tempos.

O PS tem também contas a prestar. Entre elas, a causa profunda da instalação do PSD, ad aeternum na CMV. O PS nacional arvora-se já em dono disto tudo. Isto mesmo é dito pelo PSD, mas este partido tal como o CDS, entre outros sofrem do mesmo mal, com a agravante de não terem vergonha. Enquanto o povo não se aperceber do jogo dos partidos, novas agências de emprego, nada se vai alterar. Continuarão a ser comprados votos e interesses ocultos. Desembocam na corrupção.

As eleições autárquicas não passam de gritaria de rua. Distribui-se panfletos de ideias vazias e inócuas. Engrenagens que se reproduzem a si mesmas. Com o elo vital do dinheiro safado e que arde em corrupção. A malta isaltina é o paradigma do critério de um povo. Neste caso, na Amadora mas que se propaga pelo país inteiro. O PSD deixa orfãos muitos cidadãos portugueses. Veja ao que levou a   incompetência e o oportunismo dos dirigentes PSD recentes:

Durão Barroso (maoista reconvertido), Santana Lopes (Enfant terrible, com laivos de Play Boy), Passos Coelho (PM, sem estudos, carreirista incompetente, rampa de lançamento do Chega e da enfermeira passista).

Rui Rio, após a derrocada do Passos e com alguns pingos de dignidade teve direito à dúvida inicial, mas meteu-se num pântano ao escolher figuras de 3º ou 4ºplano por sinal transmontanos) e um líder para a A.R., que sofre humilhações sucessivas. Espreitam os Montenegros, o que é sempre possível dado o ninho de demónios (segundo eles) no seu próprio covil.

Infelizmente, dos tempos do "Those were the days", já só resta o Gen. Eanes. Dos poucos que não esqueceram Otelo. Dos poucos que soube lêr a História e vêr para além da tirania de Napoleão ou Júlio Cesar, entre muitos.

As considerações sobre as autárquicas anteriores são exactatamente as mesmas. Desleixo e abandono das aldeias por parte da CMV. Assim se queimaram 8 anos seguidos de vida. Não há mais esperança. Este texto constata, apenas, factos. E como de há muito se percebe, as populações são vítimas delas própria em diversões eleiçoeiras. Ironicamente, apontam para salvadores da pátria, mas não conseguem descortinar que a raposa se encontra no seu galinheiro.

Aproveite para vêr  o trio de filmes sobre a Trilogia dos Dólares, da responsabilidade de Sérgio Leone (spagheti italiano) . Por um punhado de dólares, Por uns dólares a mais e Três Homens em conflito. Deixe-se guiar pela crítica dos Cahiers du Cinema, e verifique que uma ideia que agrade ao grande público é, muitas vezes, difícil de superar pelas elites. E vice-versa. Os tempos actuais são de superficialidade absoluta e perder tempo com polítiqueiros aldrabões e as TV que lhe dão guarida é pura perda de tempo.

Não se esqueça que cinema é cinema. Tiroteiam de príncipio até ao fim do filme, mas no final estão todos vivos. Naqueles tempos de "Those were the days", todo o estudante que se prezasse não perdia um bom western.


 

Clique aqui :The Good (o Bom), the Bad (o Mau) e the Ugly (O ciníco)" , na sua cena final, com música de Ennio Morricone. Os outros filmes podem ser procurados na Internet, se os mandantes do reino o consentirem.

sábado, 14 de agosto de 2021


 Relaxação de verão!

Ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal

Ó mar salgado, quanto do teu sal

São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

Fernando Pessoa Pessoa, F. Mensagem. Poema X Mar Português
Relaxação temporária  sim, mas não facilitismo ao vírus! Nada mais agradável que saborear um café, em segurança, ou apreciando um bom copo de vinho do Porto, ouvindo música tradicional dos muitos povos que habitam a Terra. Deixam-se aqui algumas referências, que por vezes andam associadas a conotações políticas e que podem assumir várias variantes e interpretações. 
Era eu menino e moço, dos tempos em que os verdes anos não exigiam esforços críticos. À sombra da Capela do Santo Cristo, vi pela primeira vez em texto a palavra SPUTNIK. Inúmeras vezes vi satélites varrendo o céu estrelado. Ignorava as batalhas da guerra fria, Ainda com laivos de pureza infantil ,espantava-me com a velocidade estonteante do SPUNIK (Outubro de 1957) e do nome raro da cadela Laika enviada no Sptunik 2, com viagem sem retorno. Uma cadela TROIKA ,companheira de muitas viagens, passeou por todo o território de Angueira. A Troika do infortúnio português só muito mais tarde revelaria o seu carácter punitivo sobre o povo português. No meio desta tormenta epidémica, deixa-se música tranquilizante, património de vários povos e que fazem parte da harmonia musical universal.
1. Canção russa : TROIKA (Trio de cavalos) - BALALAIKA (Instrumento musical), com ilustração de pinturas
    Carregue em (e seguintes)  : TROIKA - BALALAICA
[NOTA: Neste texto recorreu-se ao browser Bing para acesso às ligações referenciadas. Se lhe for solicitado o reencaminhamento pelo Google, responda afirmativo. O mundo digital está a transformar-se num colossal meio de analfabetismo, sobretudo em zonas rurais. È normal que surjam anúncios]
2. Canção italiana da resistência e da revolta das mulheres campesinas da cultura nos campos de arroz do rio Pó. Qual ceifeiras alentejanas.
    Canção italiana Bella Ciao, Bella Ciao : CIAO,AMORE CIAO
3. Canção portuguesa (Zeca.Afonso) : CANÇÃO DO DESTERRO
    Canção portuguesa (Adriano C.de Oliveira): CANÇÂO DO EMIGRANTE
4. Leitura do poema de Fernando Pessoa por turistas: TURISMO
5. Os soldados esquecidos do CEP, que garantiram temporariamente as colónias e foram vítimas da ditadura:
     Fado português (Fernando Farinha):  SOLDADO das TRINCHEIRAS
6. Aos filhos e netos destes bravos soldados, a ditadura deu-lhes o barco Vera Cruz e similares, para jogarem o seu destino em roleta russa. Privou-os da sua liberdade, que a emigração ganhou por direito próprio e sacrifícios muitos. O carácter latino destas gentes, de vivência melancólica como a pensativa Maria, entre amigas, despertou pelas décadas de 60 e 70, com o degelo provocado por ondas de canções latinas. Olhitos melancólicos de Maria, transformados pelo olho matreiro de italiano e olhares faiscantes e cruzados da juventude. Tempos de festa.
    L´ Ítaliano vero (Toto Cutugno) : L´ITALIANO VERO
7. Tempos de inocência e de explosão das melhores canções latinas. Destinos cruzados e programas de partilhas de vida futuras. Momentos de Cumparsita e tangos ardentes. A zona de fronteira, apesar de tudo, permitia sair um pouco do sufoco da falta de liberdade.
    Latin Songs :  MELHORES CANÇÕES LATINAS
    Canções latinas :Música de dança_latina
Tempos de História de un amor (French Latino) ou na versão de Guadalupe Pineda, História de un amor (GP), besame mucho, e  "la Cumparsita" para fim de festa . Devaneios de juventude que a realidade não deixará persistir na memória durante muito tempo.

8. A influência espanhola libertava da pobre melancolia reinante, e não havia viva alma que não vibrasse com a Espana Cañi [ Carregue aqui Espanha Cani], ou na versão humorística alemã:  [André Rieu- E.Cani] .
9. Desta infindável lista, deixa-se uma mensagem ao bárbaro Ventura, com a canção de Enrico Macias - da bela Zingarella (Gina Lollobrigida),em contexto medieval . 
    Os tempos despreocupados da juventude que da canção SALUD, DINERO e AMOR colhia os doces frutos já mudaram e a realidade da vida já não permitirá activar os pés agéis d´ outrora e captar os desejos ardentes espalhados pelos bailes. De todas estas palavras cada um registará a sua história. Apenas a saúde será do foro pessoal. Dinero e amor, são termos mentirosos e ambíguos. A juventude actual, também e ainda adere a esta canção.

10. A palavra do poeta está toda escrita na casa da família Lico, em Angueira, hoje em dia, num estado de ruína e abandono. Os membros desta família, supostamente originária de Itália, estão espalhados por todo o mundo, com alguns membros próximos (de um seu irmão em Vimioso) sediados no Brasil, na área da Construção Civil e Gestão de Edíficios, de larga escala.  Se os ecos chegarem à sua empresa, reconhecerá que a reconstrução da casa do tio Lico não passa de uma pequena ninharia.

"Não tem necessariamente que ser assim e deixa-se aqui um repto e desafio aos familiares da família Lico para o novo RENASCIMENTO da aldeia de Angueira " .  


Foto 1- Casa da família de Abílio A . Lico

Constituiria uma excelente Casa do Emigrante, respeitando-se a sua implantação, as vetustas paredes de xisto, os pisos em socalco e tudo o mais. De notar, que Angueira já possui os seus arquitetos, de nova geração, e à dependência camarária pode dizer-se basta de tanto abandono. Falta organização, método e mãos à obra.

Na margem esquerda da ribeira (pontões) há uma courela pertencente a esta casa, como se pode testemunhar.

 A família Lico deve orgulhar-se do seu passado e que o viajante por estas paragens desconhece. Desta habitação saíram para o Brasil os três descendentes de : Abílio Acácio Alves Lico e de Maria Ludovina Fernandes. 

Esta habitação funcionou como complemento do registo civil, durante a transição da monarquia para a República (1910), tendo alguns concidadãos realizado aí os seus assentos de Registo Civil. 

João A. Lico, um dos filhos, de 22 anos emigrou para o Brasil, com data de passaporte passado  em  11-07-1913. Fez fortuna como grande fazendeiro, bem como  o seu irmão António Alves Lico, na zona de passagem das tropas (gado) para São Paulo, contribuindo para o progresso da região. Os seus nomes figuram nas ruas da actual cidade de  ITAPEVA. Mais uma vez , o capital humano serviu para desenvolver outros países.

Um seu familiar, António Lico, militar, posteriormente demitido do Exército (cujo parentesco, não é possível estabelecer, de imediato, com Abílio A. A. Lico) foi um lutador antifascista, oferecendo os seus préstimos dirigidos ao ex-Presidente Bernardino Machado, por duas vezes deposto do cargo de Presidente da República. A última por Sidónio Pais. Casou com uma inglesa no Oriente e  daí geriu uma empresa de exportação de bens e serviços da produtos chineses. Um dos familiares, possuía uma das maiores casas agrícolas                  {Casa Lico-Alpiarça}, ponto de encontro das elites culturais de Lisboa, à época. Os seus descendentes gravitam ainda em torno de negócios no imobiliário.

Para além do pacato e limitado mundo de Angueira, há outros mundos que se guerreiam e fazem das suas gentes meros esteios do poder. O horizonte de Angueira é limitado e para lá das montanhas distantes de Espanha e dos montes do Mogadouro outros mundos podem ser revelados. A emigração cresceu por necessidade e não por gosto ou atração pelo desconhecido. Os fracos recursos deste território forçaram à emigração. Os horizontes físicos observados são os mesmos dos primitivos habitantes do Castro (abandonado e destruído) da Cocolha.

 Muitos dos emigrantes/imigrantes se reconhecerão neste traçado de imagens descritivas , onde, quiçá, a sua vida se desgastou. É tempo de reclamar dos poderes políticos em períodos eleiçoeiros que conduzem sempre a uma mão cheia de nada. Todos os dinheiritos europeus se consomem na vila e em palácios para burros. As aldeias recebem umas migalhas, e tem sido assim ano após ano. Factos são factos e pretender demonstrar o contrário, é adoçante de político.

 É tempo de pensar num renascimento, passo a passo, da aldeia de Angueira. Por que não transformá-la numa aldeia, cativante e florida? O tempo da canção (Angela Aguilar), interpretada por Burcin  LHORONA (clique aqui) já passou, mas a beleza das flores é perpétua.

Há janelas e pequenos cantos para embelezar [com respeito intransigente do espaço público]. Os homens partem, o património fica.

Valerá a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.

Divirta-se e até à próxima!!!