domingo, 28 de julho de 2024

ROCHAS - Passado, presente e futuro.

DO GRANITO AO XISTO
Siga s.f.f. os videos indicados para maior informação!

 Introdução: Com ar de inocência  se passa uma vida,  pisando rochas e calhaus  e olimpicamente ignorando-os. Assim se vai perdendo informação relevante sobre a história da Terra e das nossas vidas. Refere-se em texto anterior a tipificação das rochas em três grandes grupos: ígneas, sedimentares e metamórficas. Hoje, invoca-se elementos de ciências físicas, fugindo à temível terminologia dos geólogos {V. Glossário de Geologia}, do seu raciocínio peculiar e fundamentação científica dessa área. Ou seja, hoje vamos apresentar o tema em português suave, adequado a férias.

 Com certa graça e humor, uma figura que por vezes aparece na TV, dizia: "a física tal como a matemática e as ciências exactas andam por aí, complicando, se necessário, a vida aos estudantes e não só". Também é trivial dizer-se que a informação veiculada deve ter em conta o público a quem se dirige. Não haverá, hoje, referência à terminologia dos geólogos que pode assustar qualquer mortal, nem aos conceitos de pormenor {aqui não abordados} que povoam as ciências exactas e a geologia. 

Em texto anterior, focámos o interesse principal no granito (e como já se sabe há muitos). A olho nu e por observação directa, pode tirar-se algumas conclusões mas nem sempre fiáveis. De um modo geral, as rochas ígneas têm historial conhecido, representado esquematicamente na Fig1.



Fig.1 - A velocidade de arrefecimento do magma influencia as rochas ígneas (granito :arrefecimento lento; vulcânicas :rápido)

O granito de Angueira aproxima-se da imagem inferior direita (por ex., parte frontal da Capela Santo Cristo) e , em geral, os blocos de granito observados no seu território. A cruz  no topo da capela, é mostra evidente da degradação acentuada pelo intemperismo do tipo de granito utilizado. A capela assenta sobre um maciço bloco de material xistento, ainda perfeitamente visível nos seus contornos. 

Angueira é, no contexto geológico, um caso singular, que bordeja a faixa do maciço de Morais [Parque geológico de Macedo de Cavaleiros, de interesse geológico transcendente] e Bragança, ambos objecto de estudo de muitos geólogos que procuram interpretar o passado distante da terra que pisamos. As rochas sedimentares e metamórficas que são observadas em Angueira têm origem diferente do granito (e como são rochas metamórficas até podem resultar do metamorfismo do próprio granito). O território desta povoação tem a  particularidade de colocar o xisto e o granito em posições de destaque, que apontam para processos geológicos e origens manifestamente divergentes e, no entanto, de áreas justapostas e contíguas. O desvendar das suas origens (rocha xistenta) conduz o espírito humano a revelações escondidas surpreendentes.
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Nota: Dado que não existe, ainda, um estudo geológico aprofundado do território de Angueira, {obviamente a efectuar por especialistas da área científica respectiva}, não se avança pormenorizadamente  mais sobre o tema, embora haja evidências manifestas da sua origem mas que não serão aqui indicadas. Enquanto a área do granito pode ser, sem grandes dúvidas atribuível a movimentos magmáticos, já quanto à datação rigorosa das rochas (tanto quanto me é dado saber) e ao mapeamento da extensa área também não foram realizadas.  

Os xistos [em sentido muito alargado] podem estar associados a fundos marinhos, mas esta conjectura tem de ser validade cientificamente. A zona de contacto com as massas magmáticas, variações de pressão e temperatura, conjugados com os movimentos tectónicos da zona explicam a morfologia das rochas xistentas observadas em algumas fotografias (com maior visibilidade junto aos riachos e ribeiros que cruzam o seu território. Ora a freguesia de Angueira, com o seu rio e com os seus inúmeros riachos e ribeiros, no seu entorno, merece todas as actividades associadas a projectos de desenvolvimento geológico, educativo e cultural. Como muitas outras Câmaras Municipais (vizinhas e não só) fazem e fizeram. O total abandono por parte dos mandantes constitui por si só, também um fenómeno singular.

EM SUMA: O vazio existente nesta área geográfica requere um estudo aprofundado, sem delongas, pelas entidades relacionadas com a GEOLOGIA deste país. Há vários estudos geológicos de concelhos vizinhos, e uma das possibilidades é arranjar bolsas de estudo para estudantes inteligentes  do concelho - que os há, já que a CMV consegue com relativa facilidade atirar dinheiro ao lixo.
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 As rochas sedimentares (p. ex., os xistos) sofrem pressões e variações de temperatura, cujo resultado final, após longos períodos da história da terra, resultam no observável de hoje, desde as pedras usadas na construção das casas aos blocos de xisto enormes (V. Capela de Santo Cristo, ou ao manto extenso invisível) sobre o qual a aldeia foi construída). Actualmente, a zona xistenta é facilmente observável nas casas em ruína, onde a cobertura de abrigo já desapareceu, e em grande parte do território de Angueira.  Tão só, aqui, referimos a sua existência pela observação directa e a conhecida ardósia, sua congénere, que fez parte fundamental na aprendizagem da juventude de outrora. A juventude actual ignora que os blocos de xisto serviram de secretária em tempo soalheiro [Zona periférica da capela Santo Cristo e hoje partilhada pela colónia de gatos]. A lousa rectangular (pedra de escrever) substituía o IPAD modernaço, o confortável popó era objecto de luxo e os pés nem sempre eram moldados pelos sapatos. Como já entrámos na era do Jardim das Delícias, o mundo de quimeras impera. É tempo de charlatães políticos. E falta de dinheiro para a Educação para benefício de todo um povo, constitui um facto real.


Fig.2 - Rocha metamórfica (parede duma casa)
A palavra aos geólogos e experts na matéria!


























Da abordagem, muito abrangente desta face xistenta da aldeia, verifica-se que todo o construído (casas) assenta sobre um grande maciço de rocha xistenta, onde fenómenos geológicos ocorreram no passado, envolvendo forças colossais n(filões brancos da Fig. 2). Então, e enquanto tal, Angueira por direito próprio pode e deve ser considerada verdadeira representante de uma aldeia de xisto. Uma observação mais atenta das pedras usadas na construção das casas revela  a história violenta, admirável e muito complexa (v.Fig.2) e, por exigência imperativa da procura da verdade, cabe aos peritos da área da geologia e afins procurar respostas aproximativas da verdade geológica, ou pelo menos parte dela.

 Um estudo aprofundado desta área geográfica precisa-se, cujo objectivo visa o conhecimento geológico histórico da freguesia de Angueira e desvendar os processos geotectónicos colossais ocorridos até se chegar à rocha que observámos com os nossos olhos.



Fig.3. Dora e uma das suas suas gemas

Fig4.-Foto macro (Granito- Capela S. Cristo)
Grão grosseiro-médio





























Videos de  Revisão!





An INCREDIBLE Journey to the Earth's Prehistoric Oceans | Earth History Documentary].
Uma incrível viagem aos Oceanos Pré-históricos da Terra| Documentário sobre a história da TERRA

QUESTÃO: Mas afinal, o que se pretende atingir com esta introdução? Resumidamente, mostrar que o território de Angueira anda normalmente associado ZCI (zona centro ibérica), mas adjacente aos Maciços de Morais e Bragança, de materiais alóctones.  A zona periférica onde Angueira, aldeias vizinhas, Alcanices, a serra da Sanábria fazem parte das relíquias deixadas pela colisão das margens do supercontinente Gondwana e os blocos da velha placa Ibérica, em acontecimentos ocorridos há milhões de anos. Há verdades escondidas em interesses económicos diversos: jazida de metais, geoturismo, ...  acesso ao novo fuel : o lítio! Não existindo um estudo detalhado desta zona local - São Martinho, Angueira, São Joanico, e aldeias no trajecto do rio Angueira recorre-se a estudos científicos ou descritivos da vizinhança e, por sorte e boa fortuna, existe uma descrição sumária de vários locais visitados  por  um  conjunto de geólogos espanhóis.
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MAPA -1  - a) Maciço de Morais e de Bragança

  b) Sinforme de Alcanices (superfície concava)

Bibliografia (carregar aqui)

Bibliografia 2 (Carregar aqui -Colisões antigas)

A história da Terra é descrita pela leitura científica e  correcta das rochas, dos estratos sobrepostos, das cinturas de cadeias montanhosas e das zonas de sutura dos choques de continentes. A ideia inicial da deriva dos continentes proposta por Wegener (rever vídeo, se necessário),  foi lida
com descrédito pela comunidade científica da época.  Todavia, foi sendo paulatinamente assimilada, com base numa conexão estranha da existência de fósseis, iguais ou muito semelhantes, em placas muito afastadas do seu local de origem. Ou seja ,as placas separadas funcionaram como grandes barcaças para o transporte destes animais, e a suas características permitiram uma datação relativa das camadas onde os fosséis se encontram depositados. 
As rochas da região aqui em causa não apresentam registo significativo de fosseis [embora algumas publicações as refiram]. De acordo com o mapa, o território de Angueira é associado ao complexo do PARAUTÓCTONE (em sentido lato, meio termo entre o Alóctone (vindo do exterior-partição do supercontinente Pangea, e os cataclismos resultantes do fecho dos oceanos (Jupetus e Rheic ) e do Autóctone (de origem local). 
MAPA -2 - Reconstrução da Orogénese Varisca Europeia
 
{Península Ibérica incluída, parte inferior esquerda na foto}

Como se depreende do Mapa-2, o choque das placas originou uma reconfiguração completa  do continente europeu, onde placas tectónicas e oceanos desapareceram para dar origem a um nova geografia e equilíbrio entre as placas, com formação de cadeias de montanhas e novos oceanos. A sucessão de acontecimentos colisionais  do PALEOZOICO (v.g., Caledoniano, Appalaches-Varisca, Ouachita, Urais) estão associados à génese da criação do supercontinente Pangea. A cintura Varisca extende-se por toda a Europa, tal como indicada no mapa, e representa um pequeno segmento que com os Apalaches na América, os Urais na Rússia, entre outros fazia parte de uma cintura que no Paleozoico final abrangia toda a terra. Colisões prévias às colisões da Oregénese Varisca (ou das suas precedentes  Hercínica e Armoricana), a península sofreu também as consequências da posterior Oregénese Alpina [com menos intensidade no território português] e particularmente visível nos Alpes. As consequências da reconfiguração do continente europeu são muito profundas e a área da sua influência fez-se sentir desde Portugal à actual Europa Central (V.Mapa-2; belt-cintura)
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NOTA: A geometria da Terra é de natureza mutante e a sua configuração pode, em certa medida, ser representada em esquema num período geológico determinado (neste caso 480 M.A.)


Mapa 4- Representação da Terra (480 M.A).
Os Oceanos Japetus e Rheic (desapareceram)



Mapa 5 - Configuração da Terra (280 MA)

Na actualidade esta mudança continua, (Formação dos Himalaias). Em termos genéricos,  uma placa pode deslocar-se a cerca de 5 m/ano, que ao longo de milhões de anos pode significar distâncias enormes.
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DESCRIÇÃO SUMÁRIA da OROGÉNESE VARISCA



A ideia de um supercontinente (Pangea) surgiu em consequência da teoria original de Wegener , baseado na evidência observável da semelhança das costas africana e sul americana descrita pelos mapas (1910). Para justificar a sua teoria, apoiou-se fundamentalmente na ideia da configuração dos contornos de Africa e América do Sul e nos fósseis encontrados nestes dois continentes. Para ele, o bloco inicial, partido agora em dois, serviu de transporte para os vestígios fossilizados. Todavia, esta evidência não era suficiente para justificar a sua teoria. Com o avanço do conhecimento sobre esta matéria, um geologo sul africano (1937) sugeriu que a configuração da Terra podia ser melhor explicada pela colisão de dois outros continentes iniciais : Laurásia e Gondwana. Posteriormente, foi proposta uma nova teoria, baseada na tectónica de placas (1960), constituindo hoje a base teórica essencial para a compreensão da cadeia das actuais montanhas, relevos. e relíquias do passado. A teoria da tectónica das placas (nas suas várias variantes) procura responder à curiosidade humana, e os refinamentos da teoria vão surgindo, em paralelo com novas tecnologias ao dispor dos investigadores. Assim, há vários modelos que podem explicar os fenómenos geológicos ocorridos quer no âmbito local, regional ou continental. Cruzam-se duas perspectivas diferenciadas: caminhar em direcção ao domínio do pequeno (micro) ou do imensamente grande (macro). É comummente aceite que  os continentes convergiram para a formação do Pangea, há cerca de 250 milhões de anos (M.A.), ignorando-se os acontecimentos geológicos anteriores. As colisões que deram origem a tais eventos - cuja duração se prolongou por 100 (M.A.) e deixaram rasto geológico (no panorama actual)  e podem ser são compreendidos no contexto da Orógenese Varisca (ou Hercínica). Citemos,o caso da junção das micro placas tectónicas da Irlanda e da Inglaterra. De acordo com os cientistas ingleses desta área (V. Variscan Geology U.K), os efeitos principais ocorreram no Carbonífero (tardio) e no Pérmíco (inferior), há cerca de 290 (M.A.)
Estes acontecimentos produziram a cintura varisca europeia, estendendo-se por Inglaterra, NE-Portugal, Sul de Espanha (Mapa 2).
De nosso particular interesse, a zona de Angueira está representada no círculo assinalado no mapa, bordeja o maciço de Morais que corresponde já à ZONA CENTRAL IBÉRICA (ZCI), nas proximidades de Alcanices (~10 Km)  e dentro do domínio do Complexo Xisto Grauváquico (CXG).


MAPA 3 -Maciço de Morais e Bragança

Relíquias do passado, observáveis no território de Angueira e São Joanico( bem como em Serapicos e aldeias marginais da Ribeira).

Como já se referiu não existe estudo detalhado desta porção da Ribeira [São Martinho, Angueira, Serapicos, São Joanico - pelo mínimo]. Felizmente, existe uma descrição sumária feita por geólogos espanhóis {Memória_27.pdf}. Neste texto é abordado o "Complexo-Vulcano-Sedimentário Mora-Saldanha", citando:

 "...Nuestros trabajos han aportado critérios estratigráficos a esta subdivision PS (..de  Dias da Silva (2014)) de  edades Câmbrico superior a Silúrico de afinidade gondwânica. EL PI contiene, unicamente  depósitos sin-orogénicos variscos, de edades Devónico Superior e Carbonífero inferior que se vieron na parada anterior". 


Na passagem por Algoso referem :" Cuarcitas de Algoso" e ainda : Vulcanitas da Formação Peso",  "Vulcanitas de Saldanha" e  " Vulcanitas ácidas  e básicas de Mora". Sobre Mora, referem :" La edade de Mora es cercana a algunas conocidas en el magmatismo cambro-ordovícico de la ZCI (zona continental ibérica) pelo que su genesis puede explicar-se por en el mismo contexto extensional del margem de Gondwana que el evento Saldanha".

As imagens abaixo foram obtidas, em voo de pássaro, numas escassas horas. Procurou-se ter uma visão global, sem recorrer a grandes detalhes. A de São Joanico é bastante interessante e contrasta com as demais.  Uma pequena fração de sinclinal (com dois filões de material branco (provavelmente, quartzito) pode observar-se, junto a uma porta de entrada (a cerca de meio metro de altura) e no seguimento da parede onde se encontra escrita a palavra "Carlos", ilustre representante do pueblo-suponho eu e que agora se poderá afirmar (com certa veracidade) que por aqui andaram as margens do Gondwana.



Fig.1A -Rocha xistenta (junto à Ponte da Ribeira  de Angueira)



FIG.2 A-Rocha na Pontelhina (foto A.T.)

 


Fig-3.SJ -Rocha (Ponte de São Joanico)




Fig.4A -Belo exemplar decorativo.
 (Coleção particular/com autorização)

 

O texto já vai muito extenso e em tempo de férias dá sonolência. Em suma , mais introduções são necessárias, em tempo oportuno. Convém, porém referir desde já, a particular singularidade do Rio Angueira no que respeita À HIDROLOGIA envolvente, com exploração de Termas lá pelo Jardim das Delícias. O cristal de pirite encontrado na periferia do rio, anda associado às águas sulfurosas. 

Como se depreende do texto, os fenómenos de âmbito regional recorrem a teorias mais abrangente da tectónica de placas. Quando se caminha para o domínio do micro, e por graça divina (ou não) , a natureza presenteia-nos com um cristal perfeito {caso do cristal encontrado nas suas margens} e o génio humano já consegue dar uma resposta para a sua identificação única: isto é a sua impressão digital, que no caso da Pirite e com base no diagrama de R.X. (Raios X), permite representar espacialmente a posição dos átomos constituintes do cristal.

Fig. 5A - Cristal de Pirite (Ouro dos Tolos)


Fig.6 - Estrutura da pirite .

 Quando as águas pluviais passam por filões onde exista pirite, os iões enxofre dissolvem-se na água, dando origem ao característico cheiro a ovos podres, das fontes termais (Hidrologia). É o anião enxofre que anda associado ao característico cheiro a ovos podres (Fonte Santa, e não só).

Porém a natureza não é tão benevolente e pacata, e em condições propícia à criação de monocristais [V. Fig.1 ], mas o que ocorre geralmente é a criação do caos (semelhante a uma frigideira onde vários metais se misturam  e "fritam" em conjunto. Surgem à luz do dia como material desordenado e de grau de cristalinidade muito baixo (caso das rochas das figuras acima). A sua caracterização requer outras técnicas e modos de análise. E é necessário investir, com aquilo com que se compram os melões na praça. 

Por hoje, basta. !

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NOTA : Claro que não é exigível,repete-se, a um cidadão comum ter conhecimentos profundos da matéria {Neste caso, domínio das matérias da área da geologia entre muitas outras}. Mas se isto é verdade, também o é, a afirmação do dito ouvido em Lisboa quando por aqui aterrei. Um suíço, incumpridor da lei, foi presente a julgamento a um juíz, que lhe fez a pergunta usual. ? Sabe o réu ler e escrever, perguntou o juíz. Célere na resposta, o réu respondeu: " Sou suíço Snr. Dr. Juíz". E o saber não ocupa lugar, diz-se, mas lá que as ciências exactas dão trabalho dão, mas não consta que actualmente haja falta de trabalho nestas áreas. Boas férias, voilá!
 
Aos valorosos e perseverantes leitores que se dignem seguir estas linhas, deixo indicação para dois videos de consolação  : Uma canção que a lenda peruana aponta para amor sofrido de um soldado levado para a guerra  e o humor alemão, misturada com a Espanha das touradas [André Rieu - España Cañí]!






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quinta-feira, 13 de junho de 2024

 Geomorfologia- Formas do Granito

Sites aconselháveis (Vide Tabela abaixo s.f.f.)

É normal pensar-se que a Geologia é uma ciência menor. Talvez não seja bem assim. Para compreender o mundo que observámos, rios, massas graniticas, paisagens, montanhas, ... é necessário  entender alguns pressupostos. A descrição das formas de granito (geoformas), registadas nas fotografias, envolve a assumpção de alguns princípios básicos: 

  • a) UNIFORMITARIANISMO -i. e: os fenómenos geológicos que ocorrem hoje são os mesmos que ocorreram no passado.
  • b) Tectónica das placas: suporta a ideia de que aterra se quebrou em várias placas, cada uma delas seguindo o seu próprio caminho, com dinâmica própria. As montanhas, a cadeia de serras hoje observadas são consequência desses acontecimentos geológicos colossais.
  • c) O tempo geológico (na escala de 1 milhão de anos) não é facilmente entendido, quando comparado com o tempo de vida humana (80 anos, par fixar um número). Tem profundas consequências no aspecto religioso. 
  • A vida da Terra é, geralmente tomada como : 4,57 mil milhões de anos, tempo de formação da Terra enquanto parte do sistema solar! Então, para simplificar, é conveniente vêr:
    1. Leis do UNIFORMITARIANISMO
    2. Deriva dos continentes : Pangea- clique aqui
    3. Tempo geológico : Tempo Geológico_clique aqui
    4. História da Terra:  História da TERRA Clique aqui
    5. Introdução do tema pelos estudantes de Miranda do Douro aemd _ clique aqui
    Quanto vale a vida terrena  do homem comparado com a suposta idade da criação da TERRA?
    Resposta : (80 ano)/(4.57 000 000 000 ano)= ?

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    NOTA: É obvio que a formação básica dos leitores não permite compreender, em profundidade o tema do granito, mas estas breves noções introductórias talvez permitam uma melhor observação dos blocos de granito de Angueira, aliás escondidos num matagal imenso. E mostrar que a NATUREZA é uma entidade muito complexa, mas que possui e obedece a certas regras.

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    BLOCOS DE GRANITO, que reflectem a fusão  da matéria quando a massa magmática do interior da terra irrompe em direcção à superfície. A geometria elíptica observada nas Fig.1 e 2 (mais ou menos semelhantes) já é consequência dos fenómenos de degradação da rocha (weatherism). {Vêr nota anterior}. A fig.2 -bloco de Angueira revela fenómenos de desgaste atribuível  a metamorfismo associados a reações quimicas do feldspato, à acção da água e dos ventos (parte inferior da imagem).. Os detritos acumulados na base irão sendo destruídos (não esquecer milhões de anos),que acabam em areias conduzidas aos rios e levados ao mar, entrando no conhecido circuito do ciclo das rochas!


    La caballera(Espanha)

    Fig.2-Bloco de Granito (Angueira-foto
    )


    Metamorfismo (transformação do granito/ciclo das rochas)



    Bloco de granito( desgaste(weathering) +erosão)
    Esta foto mostra os efeitos da degradação da rocha (granito) , com a divisão da rocha em vários blocos, entre eles o pedúnculo-massa frontal esquerda. Este revela a característica destruição do tipo "cebola" devido  às variações de temperatura. A acção química revela a produção dos tufones (fácilmente identificáveis na foto abaixo).







    Geoforma_2  de granito


    Metamorfismo do granito/Ciclo das rochas




    Veja-se a existência de "tufones" e o desgaste do bloco na parte inferior. Um dia ruirá. A foto foi manipulada para melhor observação da pia na parte inferior do bloco.



    POR HOJE, basta! Não esquecer, que a compreensão do mundo que nos rodeia não é tarefa fácil. Sugere-se (aos interessados) uma pesquisa de livros de geologia (normalmente em inglês):

    "An Introduction to geology .pdf"

    Bom Santo António, mas cuidado com os beatos!

    quarta-feira, 29 de maio de 2024

    Ciclo das rochas - DO GRANITO AO GRANITO(AGC)

     Granito

    Fenómenos que moldam o granito e lhe dão/ ou deram a forma Observável


     

    CARREGUE no link : Geosítio Praia dos Lavadores

    Consultar: Do granito ao granito, (texto abaixo) - A. Galopim de Carvalho

    Viagem das areias do rio Angueira a zonas de entrada no oceano. Ciclo das rochas abaixo!

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    Texto de Prof. A Galopim de Carvalho
    Uma conversa com A. M. Galopim de Carvalho (Ciências ULisboa), no âmbito das comemorações do Dia da Terra 2021. Será abordado um dos processos fundamentais do nosso planeta: a permanente reciclagem das rochas, com foco nos granitos. Quando, no campo, olhamos para o granito num afloramento ou, na cidade, o pisamos, coeso e duro como pedra da calçada, podemos pensar que esta rocha sempre foi assim, mas não é essa a realidade. São muitas as rochas que resultaram de outras. Por exemplo, quem diria que o granito, que se vê e explora em Trás-os-Montes, no Minho ou nas Beiras já foi xisto, o mesmo que, com ele, forma o substrato destas províncias. A explicação é simples se nos fixarmos nos aspetos mais gerais, deixando de parte pormenores que aos especialistas dizem respeito e o abordarmos por palavras que toda a gente entenda. Como é sabido, os agentes atmosféricos “apodrecem” (alteram) as rochas e é essa alteração que gera a capa superficial sobre a qual se instala o solo. Nesta rocha é o feldspato e a mica preta (biotite) que sofrem o essencial dessa alteração. O primeiro, parcialmente, em minerais das argilas (barro), a segunda libertando os óxidos de ferro que dão à rocha, por vezes, o aspeto enferrujado. O quartzo, praticamente, não sofre qualquer alteração, o mesmo sucedendo à mica branca (moscovite) que apenas se divide em palhetas cada vez mais pequenas e delgadas. Em tempo de chuva estes materiais acabam canalizados nos rios que conduzem muitos deles (areias finas com quartzo, algum feldspato, micas, limo e argilas) até ao oceano profundo onde, ao longo de milhões de anos, se acumulam em depósitos sedimentares com milhares de metros de espessura. Sempre que um oceano se fecha, nasce uma montanha, envolvendo uma série de processos que, de um modo muito simplificado, se resume, dizendo que grande parte desses depósitos se afunda na crosta, ficando submetidos a temperaturas e pressões que aumentam com a profundidade. Começam aqui as transformações próprias do metamorfismo. De entre os que se afundaram menos e que, portanto, sofreram um metamorfismo mais fraco, surge o xisto argiloso. Dizemos que é uma rocha metassedimentar porque está na fronteira entre as sedimentares e as metamórficas. Com o aumento da pressão e da temperatura, em profundidade, formar-se-ão outros xistos de um grau de metamorfismo mais elevado, os micaxistos e os gnaisses. Sem entrar em pormenores, podemos simplificar, rematando que, mais abaixo, a profundidades na ordem dos 30 quilómetros, a temperatura pode atingir os 800ºC e a pressão ultrapassar as 4000 atmosferas. Inicia-se a fusão dando nascimento ao magma que, uma vez, arrefecido refaz o granito.


    Fim do texto de: A. Galopim de Carvalho

    (Ciclo das rochas- Geosítio Praia dos Lavadores)


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    Processo 1 - Degradação de rochas, solos e minerais, através de contacto com a água, gases atmosféricos, luz solar e organismos biológicos (Weathering - em inglês)

    (Não confundir : Weathering com erosion)

     


    Processo 2 - EROSÃO: envolve o transporte de rochas e minerais por agentes externos tais como a água, o gelo, a neve, vento e ondas (Erosion - em inglês)

     


    Figura 2- Imagem processada por programa de computador (contornos), a partir da foto-base.

    Identifique o bloco pedunculado!

    A área territorial de Angueira não se encontra mapeada em termos geológicos, onde estas formas geológicas graníticas ocorrem. Todavia, existem folhas geológicas e respectivas descrições para áreas próximas, nomeadamente a folha 8-A (São Martinho de Angueira), e várias outras da região de Bragança (Deilão, Macedo de Cavaleiros, ..). O território de Angueira (zona de xistos/granito) não faz parte do pacote de zonas de formação já estudadas. Da formação de Angueira (ainda em fase de estudo - conhecida pelo nome do rio) fazem parte : zona de Constantim e São Martinho de Angueira. A zona bordejante deste território é a conhecida, estudada e célebre:” sinclinal de Alcanices”.  Voltaremos mais tarde a este assunto, por se tratar da zona geológica onde Angueira talvez melhor se enquadre (já que não há ainda um estudo detalhado da estrutura geológica desta área, a cargo dos serviços geológicos nacionais).





    Figura 3-Tiffoni (Itália).

    Procure identificar, a partir da Fig.2 os vários processos de degradação do granito. Mais tarde, procuraremos identificar os processos envolvidos nas rochas graníticas do território de Angueira. Existe numa aldeia de M.do Douro um bloco representativo deste fenómeno. Bloco que desperta a atenção de quem o observa, pela sua singularidade.

     Este texto faz parte da pergunta genérica sobre as formas  observadas ! Existe uma interessante abordagem do tema do granito elaborada pelos snrs estudantes de Miranda do Douro. Quiçá, de entre eles saia um geólogo!

    quinta-feira, 23 de maio de 2024

     GRANITO  - Rocha plutónica

    VEJA também sff o video PANGEA -Deriva dos Continentes

    1. Carregue aqui-1 

    ou 

    2. Carregue aqui-2

    As montanhas que hoje observámos são o resultado de vários cataclismos do passado. As rochas são parte fundamental para a descrição da história da Terra. As rochas graníticas de Angueira e o seu território estão intimamente relacionadas com a Orogenia Varisca (em linguagem dos geólogos).


    (Vêr Wikipédia ou (aconselhável) livros de texto de geologia!). Note-se que rochas extrusivas vulcânicas se encontram ausentes do território, mas tiveram um papel primordial na evolução da Terra (Armadilhas Siberianas (montes de lava) e fenómenos actuais da actividade vulcânica na Islândia). Os xistos são classificadas como rochas metamórficas. A Terra, longe de ser um local tranquilo, passou por catastróficos acontecimentos geológicos, que determinaram a morfologia que, em parte hoje se observa. Além disso ...














    PANGEA -Deriva dos continentes

    quinta-feira, 25 de abril de 2024

     25 de Abril sempre!

    Mas ainda muito falta cumprir!

    O rio Angueira é testemunha do abandono dos mandantes!

    Pergunto ao vento que passaNotícias do meu paísE o vento cala a desgraçaO vento nada me diz.O vento nada me diz.
    La-ra-lai-lai-lai-la, la-ra-lai-lai-lai-la,La-ra-lai-lai-lai-la, la-ra-lai-lai-lai-la.La-ra-lai-lai-lai-la, la-ra-lai-lai-lai-la,La-ra-lai-lai-lai-la, la-ra-lai-lai-lai-la.
    Pergunto aos rios que levamTanto sonho à flor das águasE os rios não me sossegamLevam sonhos deixam mágoas.
    Levam sonhos deixam mágoasAi rios do meu paísMinha pátria à flor das águasPara onde vais? Ninguém diz.
    Se o verde trevo desfolhasPede notícias e dizAo trevo de quatro folhasQue morro por meu país.
    Pergunto à gente que passaPor que vai de olhos no chão.Silêncio -- é tudo o que temQuem vive na servidão.
    Vi florir os verdes ramosDireitos e ao céu voltados.E a quem gosta de ter amosVi sempre os ombros curvados.
    E o vento não me diz nadaNinguém diz nada de novo.Vi minha pátria pregadaNos braços em cruz do povo.
    Vi minha pátria na margemDos rios que vão pró marComo quem ama a viagemMas tem sempre de ficar.
    Vi navios a partir(Minha pátria à flor das águas)Vi minha pátria florir(Verdes folhas verdes mágoas).
    Há quem te queira ignoradaE fale pátria em teu nome.Eu vi-te crucificadaNos braços negros da fome.
    E o vento não me diz nadaSó o silêncio persiste.Vi minha pátria paradaà Beira de um rio triste.
    Ninguém diz nada de novoSe notícias vou pedindoNas mãos vazias do povoVi minha pátria florindo.
    E a noite cresce por dentroDos homens do meu país.Peço notícias ao ventoE o vento nada me diz.
    Quatro folhas tem o trevoLiberdade quatro sílabas.Não sabem ler é verdadeAqueles pra quem eu escrevo.
    Mas há sempre uma candeiaDentro da própria desgraçaHá sempre alguém que semeiaCanções no vento que passa.

    Mesmo na noite mais tristeEm tempo de servidãoHá sempre alguém que resisteHá sempre alguém que diz não.

    (Adriano Correia de Oliveira)

    Músicas de ZECA AFONSO
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    https://www.youtube.com/watch?v=3yPvNdKjwhI

    domingo, 3 de março de 2024

    ELEIÇÕES_2024 - Hora da verdade!

     ELEIÇÕES_2024 - Por encomenda dos artistas: PR e PGR

    Como se chegou até aqui! 

    Brincando à política, em modo maquiavélico, e conduzindo ao pelourinho um P.M. acossado!

    A factura destas eleições, qualquer que venha a ser o seu resultado, vai ser endereçada ao povo português. O homem das selfies, o pregador de TV, o esquivo guerreiro do serviço militar nas colónias, o manipulador da receita vichyssoise, o picareta falante das TV, o Prof. (respeitado segundo consta),  o acompanhante de luxo, com chapéu condizente, em férias paradisíacas com o amigo DDT (Dono disto tudo),  o admirado e bajulado MRS ia fantasiando, engrossando o seu ego, em suma! 

        Julgando e opinando, e intuindo que afugentar o diabo (P. Coelho) durante um certo tempo da cruz da governação seria a melhor solução para se livrar da tralha cavaquista, alia-se ao amigo e seu estudante A. Costa, político de profissão. Conúbio estranho, já que escorpiões são animais estranhos. Em suma : uma das pérolas democráticas M.R.S.  intuiu que, após os direitolas da Troika não conseguirem formar governo, lhe estava reservado o papel de salvador da Pátria, o papel de grã-vizir (1ºMinistro). Enquanto as selfies e as beijocas duraram, tudo bem, quando a dura realidade dos acontecimentos impôs as suas regras, não houve alquimia possível. Nem os originais alquimistas  (via Constituição) lhe permitiriam transformar um PR em 1º. Ministro. 

        Começam a surgir as ameaças de dissolução da Assembleia da República. O 1º.Ministro A. Costa fez-lhe a vontade, já que o PR assim o decidiu, apoiando-se obviamente na velha tralha cavaquista, na imprensa e media dum qualquer Pinto Balsemão, nas TVI ou outra qualquer que se pusesse a jeito. Perante o vazio do iluminado MRS na TV, sucede-lhe o amigalhaço Marques Mendes, que do alto do palanque TV visiona ou visionou a Presidência da República. Mas povos antigos apresentam muitos e velhos becos nas suas cidades, difíceis de atravessar sem punição. Virou comentador do lixo jornalístico e jornaleiro que por aí prospera, usando a mentira como arma de arremesso. Fundamentações para quê. Os domesticados, domesticados estão. Tragédia recente dum povo antigo. Vamos, agora, aos factos. 

        É reconhecido que o país enfrentou problemas de saúde gravosos para o cidadão (Covid), enfrentamento económico de problemas derivados de guerras alheias, a dívida pública à perna - os credores a exigir o seu e todos os problemas e questões associados ao ensino e à saúde. Para qualquer cidadão normal - como Fernando Torquaz se considera a si próprio - a austeridade não foi invenção recente nem depende, em exclusivo, dos políticos. Fernando Torquaz, praticou-a e experimentou-a muito antes da troika cá chegar. Sem pensamento de economia elaborada, manda o bom senso não gastar mais do que Fernando Torquaz pode assumir. Teorias económicas há muitas, todas elas dispensáveis para um chefe de família prudente. Porém, o aproveitamento político da desgraça dos envolvidos em dívidas serve de pasto para a conquista do voto, em eleições.

        Em texto anterior (de Paz Paixão) desenvolveu-se o tema de como a dívida pública chegou ao cidadão, sem este ter alguma responsabilidade da crise de 2008, com a queda do Lehman Brothers e do efeito dominó que atingiu Portugal, Grécia e Irlanda de forma virulenta, e a outros países que conseguiram esquivar-se por considerados grandes países. 

    Ao pequeno país nada se perdoa, ao país grande tudo se resolve nos gabinetes e centros de decisão. França e Espanha que o digam. Passos Coelho, um indivíduo pretensioso, ignorante primário, estudante falhado, de cabeça grande (borné) mas oca de ideias, apoiado por um relvas aldrabão e um professor de retaguarda (já falecido) que lhe indicava os passos liberais.
       
     Então, os dados estão agora  lançados. Já todos conhecem este Passos, néscio político primário. Porém, capaz de perturbar todo o sistema democrático apoiado em seguidores afins e no seu filhote Ventura, com os seus atrelados venturinhas . Vêm o princípio e o fim de toda a história recente portuguesa do sufoco financeiro  na personagem política Sócrates, de corrupto rotulado-para fins óbvios. Dado de barato que alguns milhões andem perdidos por aí, qual a factura paga pelo povo português para solucionar o BPN da tralha cavaquista? É só fazer as contas, parafraseando Guterres! 
      
    Dado que os actores são os mesmos da velha tralha cavaquista, a mesma argumentação se aplica (com pequenas modificações sempre necessárias) aos novos mendigos petulantes.

    TralhaCavaquista_2ªlinha

        Toda esta questão já foi discutida em detalhe há muito tempo, pelo que perder tempo com o imbecil Coelhinho, é alimentar pardais com chocolate. O trio invertido continua na mesma: são filhotes uns dos outros em termos políticos. Nulidades Montenegrinas do retrato: 
    Trio invertido
        Remete-se o leitor para tempos idos, já que a AD, recauchutada é a mesma. AD sinónimo de bagunça, dizem alguns jovens. 
    Cacofonia, dizem alguns jovens.

    Com certo pendor para a simplificação:

    AD=soma de (PSD)+CDS(nado morto)+Cantadores de fado d ´ antanho.

    AD: sigla pode significar

    1. Aliança Democrática
    ou
    2. Assembleia de Deus (Religião)

    [ Excluida a religião do assunto, como é de bom tom! ], resta a 1ª, a dita Aliança Democrática. Como a parcela CDS é praticamente nula e a dos Cantadores de Fado-idem aspas ,aspas, então só resta o PSD. Até na sigla mentem e pode e deve ser interpretada como símbolo de cobardia. Recusam a sua identidade! Estas contas já foram feitas no passado. Para o borné, de cabeça graúda, basta.

    Para quem quiser seguir este roteiro do filme que aí vem,siga
     O calendário abaixo, na parte  direita de
    "http://angueira-2.blogspot.com"  permitir-lhe-à viajar no tempo volta para trás (se não gostar, paciência). 

    Os mais directamente relacionados com a situação actual estão localizados no ano 2011,2012 e 2013. É conveniente, para uma visão integral, ler todo o texto, que pode ser relativamente extenso.
    O leitor pode, se assim o entender, navegar pelo calendário indicado. No dia 10 de Março, os números são importantes, escolher a data do 25 de Abril é incompatível com o antes 24 de Abril. A juventude actual não sente o peso da falta de liberdade e a citadina goza das tecnologias dos telemóveis de última geração. O canto da sereia da AD e afins pode ser-lhes fatal. Uma passagem pela situação de "Las Hurdes", episódio gravado em Espanha (1933) por L. Bunuel, mostra-lhe-à que a vida não se resume a fantasias efémeras em terras sem pão. Há,  com certeza prévia garantida, consequências nefastas de voto errado. Não haverá mais livros de reclamações.