segunda-feira, 15 de abril de 2013

Falácia do jogador de casino ...

O Tribunal Constitucional no seu acordão nº.187/2013 veio dizer de sua justiça sobre o Orçamento de Estado OE_2013. Pronunciamento similar havia sido feito através do acordão 353/2012 sobre o OE_2012.

Dado que o actual momento político é de extrema gravidade e cada cidadão é moralmente obrigado a participar no debate cívico, o autor destas linhas pretende dar a sua versão, autónoma, dos factos económicos sem qualquer tipo de vinculação dos seus leitores. A crítica e insatisfação relativas às posições da miriade de comentadores TV, supostos oriundos duma área de formação básica em economia ou finanças, ao que  acresce  uma frustante falta de explicação de factos relevantes  pela incompetência política de um Primeiro Ministro leva à procura de respostas às questões cruciais do momento politico em artigos, opiniões e jornais estrangeiros.  O Primeiro Ministro, no qual muitos eleitores portugueses delegarem o poder do seu voto numa base de um programa de governo não cumprido e a ascensão ao poder sem prêvia garantia de competência para o lugar, deixou de ter a confiança da grande maioria dos portugueses.
O poder governamental não pode assentar num mentiroso primordial que renega os principios básicos em que a sua eleição foi possível. A governação não pode apenas assentar no respeito de um poder formal, delegado pelo povo (contagem de votos), mas também na presunção assumida da governança democrática permanente, balizada pela lei fundamental da Constituição da República actual e cuja alteração está prevista.

Em texto anterior (05/02/2013) - Dança das marionetas, destacaram-se os principais agentes envolvidos no OE_2013: Presidente da Républica e Governo Passos Coelho (PSD/CDS). De acordo com a maioria das TV, através dos clusters de estrelas comentadoras, o PR navega à vista e  ao não pedir a fiscalização preventiva, lavou as mãos como Pilatos. Prevê-se a continuação desta linha de acção até ao final do mandato. Os comentadores fundamentalistas pró-governo  passearam pelas nuvens como se de terra firme se tratasse. Explodem de raiva, agora, contra o acordão do TC tendo como expoente máximo o perturbado Passos. A falta de maturidade política da gestão de uma crise desta monta, leva-o a tomar o Tribunal Constitucional como segundo animal de estimação  para além da função pública e reformados, como fonte perversa do desastre económico a que conduziu este país. P. Coelho nunca admitirá os seus erros (defice 2012 -6,4% contra 4,5 % previsto; desemprego 16,9%; dívida 120 % PIB). Recessão de 1%  prevista para 2013, 2,.3 % rectificada pelo monocordico V. Gaspar. Dois anos de sacrifícios inuteis, suportados estoicamente pelos portugueses, embora não em doses iguais. A questão reside na confiança perdida num primeiro ministro impreparado, sem plano, sem estratégia válida e à revelia de pensamento democrático. A culpa atribuida ao seu antecessor no cargo: Sócrates não colhe. Socrates é, e tem que ser responsabilizado pelos seus actos nefastos. A partir do momento em que acedeu ao poder a resolução do problemas herdados é exclusivamente sua. O aumento do défice e da dívida 2012 é sua, tal como as previsiveis e monumentais derrapagens em 2013. O aprofundamento da recessão e a vísivel estratégia para o estancamento do defice, divida pública e desemprego falhou, como era previsivel. O operador de evolução do Gasparzinho estava e está errado. A rápida e  brutal , via fisco e confisco aos portugueses, do défice e o prometido paraíso do oásis já em 2013, falhou redondamente e, portanto à dupla Passos-Gaspar só resta acabar com o que ainda resta aplicar para a implosão do país. Tempos de chumbo, liderados por charlatães na antecâmara da demência governativa. Apadrinhados pelo P.R., aliás mergulhado num estado de hibernação profundo.

A ascensão de políticos ignorantes ao topo do poder do país, veio mostrar,à exaustão, que nunca mais os políticos poderão ser deixados a rédea solta. Os partidos políticos não podem mais funcionar como meros empregadores e distribuidores de prebendas a clientelas políticas e têm que ser escrutinados à lupa. O tempo de limpeza é longo e resistivo. Por certo, a perda das prebendas politiqueiras só se conseguirá pela luta do povo português.. É sabido que as prebendas irão ser defendidas com unhas e dentes pelos seus detentores e clientelas politicas pardacentas, começando pela luta dos dinossauros autárquicos que pretendem a manutenção eterna no poder: seabras, meneses e quejandos. Maior firmeza deve haver, ao nivel individual e colectivo, na prossecução de uma verdadeira justiça.  A governança de um país tem que submeter-se ao juizo dos Tribunais e estes têm que aplicar as leis com as consequências que tiver. Corruptos para a prisão, falsos licenciados  despromovidos, responsáveis universitários penalizados pelos absurdos das falsas licenciaturas, denúncias das universidades de ocasião, normas incontitucionais abolidas. Portanto, o Tribunal Constitucional, no gozo pleno da sua função, decidiu como inconstitucionais certas normas [deixando outras sob forte suspeita] .O P.Ministro em vez de chantagear, atirar culpas para o Tribunal Constitucional do descalabro financeiro a que ajudou a conduzir o país e à recessão profunda aprenda, de uma vez por todas, que a lei fundamental é para ser respeitada.  A lição vale também para V. Gaspar e como averbou dois chumbos consecutivas, a sua excelência extinguiu-se. Aplique-se mais na exigência reclamada pelos  portugueses: defice e dívidas estancados. Nâo serve o registo de caixeiro tipo troiko-germanico, apresentado. A decisão do TC envolve verbas da ordem de 1300 milhões €, equivalente a cerca de 0,6 % do PIB, em contra-ponto com os seus erros de previsão no défice 2012, sensivelmente um erro duas vezes o propalado pela verba do TC. Triste Passos que insiste em decisões políticas do TC sobre matérias económicas. Em primeiro lugar, os políticos não quiseram resolver o imbróglio tendencialmente perigoso do Gasparzinho. Provocantemente, pôs-se o ónus do imbróglio sobre as costas do Tribunal Constitucional. Este decide, pois a lei o obriga, e cereja no topo do bolo : Passos conclui que a maldição dos seus falhanços sucessivos é devida às decisões do Trribunal Constitucional. Nada aprende, como estudante falhado chumba uma vez, duas vezes, e continua na sua senda de mau aluno. Nunca o zurrar dum burro pode alcançar as plateias da ópera.

O trio P.Coelho-Relvas-V.Gaspar passou a duo. Relvas não foi rejeitado pela opinião pública por não ser licenciado, mas pelo simples facto da obtenção oportunistica de um título académico pela porta do cavalo e pelo insulto aos seus colegas estudantes esforçados, honestos que conquistam , por mérito próprio, um título académico em árdua luta intelectual e pelos professores exigentes, que mesmo na adversidade, mantém firmeza. Qualquer cidadão comum percebeu, desde o ínicio, a génese do problema. Excepto os fundamentalistas, escudados na diferente questão dos exames socráticos. Finalmente, deve exigir-se que todos estes casos possam ser analizados, discutidos e inspecionados ao pormenor. Aguarda-se, com ansiedade, a lista dos putativos políticos com diplomas coloridos. Relvas partiu, mas ficaram as sombras e  penumbras da RTP , da pressão sobre a imprensa  e da reforma administrativa. A ANAFRE assevera que o boicote às autárquicas 2013 está na mesa. Genial Relvas!  Ponderosa governação autárquica esta, na medida em que estarão envolvidos apenas 6 milhões €, se toca na parte fraca e  a associação de Câmaras e empresas municipais passam, impunes, pelas gotas da chuva...
O mentiroso mor recorre  à falácia do jogador de casino. Na expectactiva de diferente decisão do TC sobre o OE_2013, o executivo P.Coelho tenta de novo  (OE-2012 com pequena modificação) esperando, agora a constitucionalidade das mesmas normas  e, portanto, de sentido oposto. Aí está o seu equivoco, com a consequência lógica da embrulhada que agora criou. A resposta virulenta sobre os cortes anunciados deriva da sua própria falácia e, como é timbre deste perdedor a ameaça da falta de dinheiro é, de novo uma arma de arremesso, chantagem, punição e castigo contra os mesmos de sempre. Sem novidade. É tempo de enfrentar a crise com jogadores políticos, sérios e cultos. Fernando Torquaz não ignora as dificuldades hercúleas de um governante, mas não pactua com falácias e mentiras. Este PM mostrou não estar à altura do presente.  O responsável mor do reino, se o seu reino não fosse espiritual, puxava dos galões de supremo magistrado da nação, evitaria a tragédia anunciada da dupla além-troikista P.Coelho-V.Gaspar e assumia a liderança de um governo de abrangência política e social alargada. A sua bênção, derramada sobre uma austeridade inconsequente mas letal, condu-lo à junção de responsabilidades, presentes e passadas.
Em conclusão: o TC produziu um acordão de técnica jurídica, tout court, e a trapalhada criada é da exclusiva responsabilidade do governo P.Coelho, à qual deve acrescer a inacção do PR. E, pelo já visto, a acção do PR é, manifestamente, de carácter celestial ...

A governação de um país, baseada na falácia e na incompetência, afecta sobretudo a  componente mais debilitada da população e acarreta muita despesa e sacríficios inúteis. A resolução de problemas complexos assenta na sua simplificação, em termos de problemas menores e, em princípio de solução mais fácil. P. Coelho, como era espectável, devia ter esclarecido completamente os buracos financeiros do país dizendo toda a verdade e, duma assentada, vincular o PS e outros partidos em medidas convenientemente discutidas e concertadas para sua implementação. Fanfarrão e arrogante, atirou sobre os portugueses (viveram acima das suas posses!), não explicou as causas por ignorância, medo ou incompetência, dividiu os portugueses entre sector público e privado, alvejou sem apelo nem agravo toda a máquina estatal, impôs ao país uma agenda neoliberal, povoada de imbecis consultores e prebendas máximas. Piegas, clama agora pela colaboração dos portugueses. Revolve-se, agora, no pântano que, arrogantemente, construiu.  Inépcia, ignorância e fanfarronice levaram sofrimento, demasiado, aos frágeis portugueses. Povo inteligente como é, há muito que vê nas figuras do  PM e no seu ministro Gaspar,as imagens de mais dois membros da troika. A verborreia " não precisámos de mais tempo nem dinheiro" está  prestes a explodir. Receios fortes  há sobre um segundo resgate e quanto ao prazo de maturação da dívida, vai mendigá-lo já agora a Dublin! Prudência, certo, jogador de casino, não!. Fernando Torquaz, cidadão ponderado, viveu sempre ao nível das suas posses, é patriota, cumpriu as suas obrigações, não questiona o pagamento das dívidas do país ao estrangeiro, bate, porém, o pé aos endeusados mercados enquanto não expurgados de especuladores financeiros, denúncia de governos europeus oportunistas, banqueiros falsários,  bórgias das offshores,  magnatas acima da lei.
A crise portuguesa está bem patente na actualidade: cruel, mortífera e brutal. Porém, a origem da crise portuguesa (crise das dívidas soberanas) está longe de ter raizes neste pequeno jardim à beira mar plantado. Como a explicação  interna (media portugueses) é, nesta perspectiva claramente insuficiente apresenta-se o resultado de uma aprentação isenta apresentada sob a sigla da BBC. A mesma entidade, onde os portugueses procuravam informação fidedigna, em tempos de informação sonegada. Voltámos ao mesmíssimos tempos, agora sob a batuta da burrice de neoliberais. Fernando Torquaz , na esperança de construir um discurso coerente, vai procurar fazer um historial desta história, mal contada da dívida soberana. São indicadas as fontes originais da BBC. O texto é em inglês e, portanto, restritivo para quem não compreende o inglês.Todavia os gráficos podem ajudar a uma melhor compreensão.
Abaixo estão indicados os apontadores Web onde se poderá, de forma dinâmica, procurar a resposta para as várias questões. Assim, uma das perguntas básicas consiste em saber: Quem deve e  a quem?  Clicando em Portugal, verse-à o montante das dívidas (relativas a 11 de Novembro de 2011), e à  qual deve juntar-se a dívida contraída a partir daí.
Para a dívida portuguesa (clique aqui  em Dívida Portugal). Uma vez acedida a hiperligação , basta seleccionar o respectivo país e vêr os dados correspondentes (por ex. Greece, Ireland). As dívidass relevantes de PORTUGALsão essencialmente devidas aos países indicados:


Divida portuguesa (Nov.2011/Fonte BBC)

  • FRANÇA: €19.1 biliões
  • ESPANHA: €65.7 biliões
  • ITALIA: €2.9 biliõesn
  • ALEMANHA:: €26.6 biliões
  • Reino Unido: €18.9 biliões
  • ESTADOS UNIDOS: €3.9 biliões
Como facilmente se constata PORTUGAL deve 2.47 x mais a Espanha que à Alemanha, e está a arder com a Grécia em 7.5 biliões € (negociatas do BCP e outros). E a recapitalização dos Bancos é suportada pelo zé povinho! E os mostrengos que giravam à volta das naus nos tempos das descobertas marítimas, amedrontam agora em terra. Tragédia portuguesa.

Outros dados relevantes:

GDP(PIB): €0.2 triliões € 
  • Dívida externa  €0.4 triliões
  • Dívida externa/português:  €38 081
  • Dívida externa em % PIB =251%
  • Dívida Governo em termos do PIB=106%
  • Dívida privada  =145 %
  • Risco de DÌVIDA : ELEVADO
Após o resgate financeiro da Grécia, Irlanda e Portugal, já caiu na malha o Chipre, com perspectivas sombrias a pairar sobre  Espanha, Itália.e França. Caso a Espanha, França ou Itália venham a cair num resgate semelhante a Portugal, a zona euro implodirá. Filme digno de roleta russa. A falta de solaridade europeia, sobretudo pelos países do norte da Europa, é já manifesta. Porém, todo o sistema financeiro global está interligado e não é apenas uma crise regional da zona euro. Carregue nesta ligação  para obter o ficheiro seguinte.

  
Dívida entre nações

No gráfica seguinte, e de maneira análoga à de Portugal, pode observar-se a dívida da Alemanha. Uma análise mais aprofundada é necessária, onde a ditatura do número deve ceder ao compromisso com o cidadão. De facto, cada alemão deve mais que um cidadão português, porém estes possuem todos os meios para pagar as suas dívidas. Necessário se torna também  vêr os fluxos de capital entrados na Alemanha. Carregue aqui nesta ligação e tal como anteriormente seleccione o pais. . A destruição da indústria, agricultura, pescas e outras actividades portuguesas paga-se agora muito caro. A venda das empresas poruguesas (ANA, EDP, CIMPOR e outras constitui outra dose de cicuta gentilmente fornecida e proporcionada pela troika). È triste que responsáveis-mor do reino não tenham visto/ou não tenham querido vêr o que estava escrito nas estrelas. A transição para a área de serviços e da política de betão, ilusória e fantasista de uma época de fundos comunitários  lançou as bases do desemprego em massa, hoje observado., é consequência imediata dessa orientação política e tem um destino, responsável fácil de identificar: PR.

Dívida da Alemanha (Nov.2011)

Dado que se torna 
Apresenta-se, agora o trabalho referido da BBC onde se pode seleccionar cada país (clique aqui BBC) e  onde se pode observar a evolução do défice português no período entre  2000-2011. O resultado equivalente,envolvendo agora todos os paizes da zona euro pode ver-se

Deficit_Paises Europeus (1999-2011)_FonteBBC/Eurostat
A curva de Portugal corresponde à 5 curva, sendo a da Irlanda a mais pronunciada com pico em 2010.
Para os interessados, deixa-se um conjunto de ligações indicadas abaixo. Uma análise atenta, permite descodificar o que é dito por comentadores TV, encartados ou não, mas sempre é melhor a fonte original que as cópias. A discussão profunda destes temas passa, necessáriamente, pelos institutos de economias especializados, Eurostat, Banco de Portugal e  FMI, entre outros. Os dados são aqui apresentados, sem todavia, serem discutidos em termos críticos.

Vamos limitar este texto, já relativamente longo e mais denso que o normal. Visa todavia mostrar que as falácias do primeiro e os números do Gasparzinho podem ser contrariados, existindo outras alternativas. A verdade devia ter sido dita ao povo, e o massacre continuará se o duo P.Coelho-V.Gaspar não for despachado. Já está visto que o Presidente da Republica  não assume, as eleições pouco ou nada resolverão, os países europeus não ajudam os elos fracos da cadeia. No altar da UE serão imolados, sem apelo nem agravo, os países em estado economico-financeiro mais fracos (Portugal, Irlanda, Grecia, Chipre). O Gasparzinho assina as condições humilhantes de Chipre sobre depósitos bancários, atraiçoa a Irlanda que reclamava uma extensão do prazo para 15 anos, erra no OE_2012 (4,5-6,3%), vende a ANA e rasteirado pela Europa não se queixa, chumbado duas vezes pelo TC não aprende e bocifera sem razão: Não precisava de mais tempo e foi a Dublin receber 7 anos, é elogiado no estrangeiro, sendo manifestamente um carrasco para o povo português. Esconde na verdade um segundo resgate mas irá certamente ser mimado pela UE e pelo FMI pelos serviços relevantes prestados ao clube dos países ricos europeus e à finança mundial (mercados). É um instrumento e agente da destruição dum povo exangue pela austeridade. O esmagamento dos povos mais fracos, evita males mais danosos para as Franças, Alemanhas e Alemanhazinhas.  Entretanto, a sua pobre poesia não lhe permite vêr um país destroçado onde não ficará pedra sobre pedra..Se houvesse um Primeiro Ministro  a sério, estaria demitido o Gaspar, se houvesse um Presidente estaria esta dupla Passos-Gasparzinho desterrado lá para as montanhas ingremes do Marão. Como não há Presidente só resta o povo. Com a esperança  de que a lira da austeridade um dia terminará com esta traiçoeira dupla, quais Neros mirando Roma incendiada. 
http://www.bbc.co.uk/news/business-13366011 (comparacao deficit)

A juventude, sem emprego nem perspectivas, deve voltar-se durante esta pausa forçada nas suas vidas para a cultura, para o trabalho intelectual, para a história, para as línguas e toda e qualquer actividade que aprecie. Resistir e lutar, com perseverança. Em última análise, procurar as respostas para a injustiça actual. Mundo justo e equilibrado. Escravatura não!. A Alemnha deveria saber certas coisas. Para terminar, deixo uma sugestão: Filme realizado na Alemanha (1927) por Fritz Lang (Descarga da Internet:-Clique em: METROPOLIS ). Procure saber " Quem é Maria? "    Dualidade: trabalho versus capital, numa globalização imposta!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

A dança das marionetas

   O OE_2013 foi aprovado pelo P.R., em pose solene de decisão à Pilatos. Daqui lavo as minhas mãos e o juízo da inocência remetido ao Tribunal Constitucional. O parecer do Tribunal Constitucional foi acertado na sua vasta fundamentação em 2012, errou na sentença salomónica. Preceitos inconstitucionais, condene-se o Governo e reponha-se a constitucionalidade, isto é cumpra-se a sentença e  reponha-se o montante devido como consequência da sentença. Só que o Tribunal Constitucional abriu o precedente para 2012, e as bestas negras voltam à carga sobre as mesmas vítimas em 2013, com a aleivosia reinante do chico-espertismo de Passos Coelho, estendendo, diz ele, as mesmas barbaridades ao sector privado. Os cidadãos comuns já percebem as manhas destas mentalidades decrépitas dos actuais governantes, e, portanto, o Governo prevarica novamente, sendo agora contumaz. Para estes iluminados, a questão levada agora em 2013 não é igual à de 2012, e como no mundo político não existem factos iguais , é certo e sabido que  a apresentação da factura vai ser apresentada, certamente aos mesmos de sempre. Em textos anteriores, refere-se que o anónimo Fernando Torquaz, cidadão honrado, respeitador da lei e da ordem, vivendo no patamar das suas posses, sem dívidas contraídas, rejeita de modo contundente a filosofia barata do P.M. e seus sequazes. Fernando Torquaz voltou-se, perante a insólita situação da apresentação de dívidas alheias, à análise da questão e compreende os paus mandados da troika, dos seus representantes internas e do fictício P.M. Passos Coelho.
   Como sempre, o posicionamento perante estas questões é do foro individual, e tem que ser alicerçada nos vários livros de economia e finanças, que o cidadão comum não tem tempo, disponibilidade ou cultura básica para a compreensão das várias correntes teóricas, de sofisticada complexidade. Porém, o cidadão comum percebe claramente as mentiradas, inocentes, provocadoras ou escandalosas dos políticos, e pode fazer um juízo perfeito com raciocínios elementares. Para os que se interessarem podem ver o desenvolvimento das várias cabalas sobre as dívidas soberanas, clicando na palavra aqui. É uma história aos quadradinhos, de fácil leitura.
   O poder financeiro internacional (cuja face visível é a troika) e as instituições  europeias (através dos vários organismos) não poderiam ter escolhido dupla mais ignóbil Coelho-Relvas para o massacre do povo português. Acolitados por neoliberais académicos de pacotilha, sem vida vivida, meninos bem de suas famílias endinheiradas ou, no mínimo remediadas,, de nomes policromáticos falsamente endeusados de Gaspar, Moedas, de novos e velhos yupies, de prebendários politiqueiros,  travestidos de relvas, catrogas, antoninos, macacos correia, meneses, mexias e tutti quanti, Para estes gentios, a dor do desemprego, a angústia dos filhos sem pão e sem futuro, a decretada escravatura dos humildes, o abatimento programado da classe média liberta da noite salazarista pelo esforço, pelo trabalho, pelo engolir silenciado de sapos vivos, eem continuada humilhação e desprezo mesquinho são factores que não contam. São hipocritamente facetas de um pieguismo nacional.,diz o iluminado Passos. e o imbecil Pedrito face-bookista. Para gáudio do humilde banqueiro Ulrich, o do ai aguenta, aguenta. Já não há rostos respeitáveis, em quem o português, humilde mas humanista, possa confiar. Até um banqueiro recorre a um desbocado linguajar, sem rosto nem vergonha na cara. Justificada está a transformação das suas agências bancárias em recepção dos sem abrigo. Nem se poderá queixar, pois o ai banqueiro, ai aguenta, aguenta.
   A fanfarronice proverbial desta dupla governativa Relvas-Coelho, ou vice-versa, agentes do capital financeiro, nacional e internacional, conduzirá, inexoravelmente, à destrtuição do país. Não os une a defesa intransigente de todo um povo, mas tão simplesmente parceiros de nebulosas suicidárias, mas fatais. São exterminadores fatais dos restos da indústria ainda existente, liquidatários dos bens restantes do património do povo português, extorsionários de salários a trabalhadores sob pretexto de inocentes mentiras e falácias, de uma vivência acima das suas posses, de uma austeridade inaudita que ultrapassa os ditames da troika e liquida salários e reservas pecuniárias para épocas atribuladas, destrói o comércio interno  e aumenta a correspondente factura do desemprego, conduz a paulatina miséria e  à degradação social. Os propagandistas do redondo Marques Mentes e similares comentadores apregoam , na verdade, uma nova etapa de lumpen do proletariado, conduzido agora por comunistas de direita, no poder. Não são barbudos, nem façanhudos, mas do alto da sua petulância, não passam de meros ignorantes, saídas das tocas partidaristas. Os verdadeiros sociais democratas são cúmplices do actual estado de coisas. Calam e consentem. Fernando Torquaz, amante da liberdade, diz não, e enquanto for possível, irá invectivar bestas asininas e pardacentas.
    Nova falácia é servida, inocentemente, ao povo português. O sucesso da ida aos mercados financeiros em busca de novos empréstimos. Claro está, que a ida aos mercados financeiros é, em si mesmo, um evento favorável. A roupagem pode parecer nova, mas encerra as perversidaders falaciosas dos opacos governantes. Desde logo, não foi por falta da ida ao mercado financeiro que o país chegou ao estado de falência técnica, e não é pelo possível e ainda muito problemático acesso aos mercados financeiros que se trata de mais um empréstimo, e portanto, a junção de mais dívida à divida existente e, fatal como o destino, a pagar também pelos portugueses. Não dizem os opacos governantes, que os juros são muito altos e, claro está, à falta de melhor os especuladores financeiros aproveitam o lucro máximo possível, neste contexto. As dívidas soberanas são uma boa fonte de lucro pelos ditos mercados. Os bancos, entre outros, sabem deste ofício. O mérito do abaixamento dos juros neste tipo de operações (OT a 5 anos) não se deve, em essência, ao mérito do Governo e ao ministro Gaspar, muito menos em exclusivo, mas sim à mudança de rumo do BCE e de Mario Draghi que numa frase lapidar, simples e curta, declarou que o BCE iria comprar divida no mercado secundário, desarmando assim os especuladores desenfreados. À revelia da austera Merkel, co-responsável pelo sofrimento actual de boa parte do povo português. Fernando Torquaz registou . Como o Gaspar pode ser mago, mas não adivinho, não sabe o que amanhã irá ocorrer na ida aos mercados na colocação de dívida pública.. Há uma coisa que é certa como o destino, ir-se-à pagar com língua de palmo todos os empréstimos contraídos. E se for a(s) operação(ões) bem sucedida, como todo o portugûes consciente deve desejar, fica garantido o início de novas falácias. Repete-se o ciclo, até nova crise. Os corruptos, delinquentes políticos, falsários, banqueiros, oportunistas regressarão em força, a comer as migalhas restantes de um povo faminto. Regressarão os banqueiros com arrogância desmedida, com lucro máximo garantido, e as offshores levarão o dinheiro do trabalho, do sangue, suor e lágrimas, da forçada austeridade, de novo aos paraísos fiscais.
 A cassete de P. Coelho vai passar a ser a da ida regular aos mercados e virar a página para a economia, onde se perfilarão os do costume para abocanhar os parcos dinheiros, construir impérios comerciais, e no mundo da globalização, deixar o capital financeiro mover-se livremente por onde lhes aprouver. Tudo, segundo a lei dos tiranetes, dos mercados endeusados e invisiveis, mas cruelmente reais,  à sombra e conivência dos impreparados joguetes políticos das juventudes partidárias. Intrinsecamente ignorantes, incapazes de pensamento próprio, reclamam da troika ajuda técnica. É um atestado da sua incompetência, e a prova provada da impreparação política. Ao cidadão comum, bastaria dar um voto de confiança aos eleitos, numa base da boa-fé e do cumprimento do programa eleitoral , programático e de base democrática. O perdulário Passos Coelho sabe tanto da governança dum país, como o meu cão de dinâmica das estrelas. De buracos negros, já sabe umas coisas. Por isso, obrigatório se torna filtrar as suas pretensas verdades, à la palisse. Delega nas suas tropas, e para justificar a sua mente vazia  e a morbidez da austeridade, apoia-se nos trabalhos de delegados menores da troika. Insultou a inteligência nacional e coloca-se na situação de um rejeitado universal do povo português. Vibram os seus sequases com a excelsa virtude da teimosia, reconhecendo o sábio alentejano que a teimosia de um burro só lhe agrava a condição. .E quando o combate é de ideias, é pura perda de tempo  dialogar com mentes pedradas. Caso da extinção das freguesias, diálogo com a UTRAT para quê?  Discussão da  refundação do Estado? Confundirá o homem que a Fundação do Estado é atribuída a D. Afonso Henriques?  Necessária a reestruturação do Estado, mas nova repetição da farsa da Comissão da extinção das freguesias?
Junta-se o texto adicional do estudo, encomendado pelo Governo , talhado à sua medida, e com a fundamentação para o corte adicional de 4 mil milhões de euros, a juntar à bárbara austeridade já existente. Para acesso a este documento (Rethinking ...), clique em documento FMI, escrito em inglês. Opacos são os objectivos do Governo, não esclarecendo os porquês. Com a cobardia habitual e falta de transparência costumeira. Suspeita Fernando Torquaz, de novas facturas de dívidas e do deficite falhado de 2012.
Para quem não tem um cinema por perto, divirta-se com um video e veja um novo caso SLN/BPN e os seus agentes. Qualquer semelhança entre BPN e BANIF é pura coincidência. Muitos dos figurantes  andam sem pin na lapela.
   A crise da zona euro tem múltiplos factores e para uma decisão individual, consciente e insubmissa às patranhas de imberbes mandarins, facilmente se reconhece, através dos gráficos, que a crise atribuida por este governo e seus acólitos não tem origem, em exclusivo, no governo anterior socrático. Apresentam-se vários gráficos que permitem responder à evolução temporal (séries temporais) com base no sítio económico da BBC- entidade  considerada como isenta (clique aqui), e que serve de base e contraponto a muitas ideias expressas pelos media de informação. São necessários alguns ajustamentos, mas quem desejar pode comparar series temporais de vários paises simultaneamente.


Grafico -Comparação da dívida relativa em termos de PIB de Portugal e da Bélgica

Como se depreende do gráfico a dívida belga foi sempre superior em termos relativos à portuguesa até  ao ano de 2010, data a partir da qual a dívida portuguesa cresceu até 100% do PIB e o Governo de Passos Coelho, apesar de sacrifícios herculeoos exigidos, continua a aumentar ab dívida, estando próxima do patamar de 120% do  PIB em 2012.
   
Uma vez, acedido o site de referência da BBC, verifica-se claramente que todos os deficits da Zona Euro pioraram (sem excepção) no periodo socrático e portanto, parte da crise tem que ser atribuida ao exterior. Constata-se que o crescimento da economia foi muitissimo fraco durante uma decada, por oposição a um forte crescimento da Irlanda. Sem entrar em muitos detalhes, a Bélgica é um país para comparação em termos do PIB, deficite, desemprego e dívida.. Nota-se claramente, que a dívida da Bélgica foi sempre muito elevada, muito superior à portuguesa e é um bom exemplo da evolução de dívida elevada, mas sustentada, no tempo. De notar que a dívida portuguesa tem crescido, cabendo ao actual Governo um aumento da dívida ao nivel de 120% do PIB. Como o PM não tem a mínima ideia do cresimento económico do país, vai mandando uns bitytes pirosos garantindo um crescimento já no virar da esquina. A austeridade essa é permanente, perniciosa e demasiado prolongada. Há outros caminhos.Um primeiro passo, é limpar alguns partidos de génios mirabolantes das várias juventudes, encaminhá-los para o trabalho árduo de um trabalho profissional, submetê-los a exames sistemáticos para um bom desempenho das respectivas funções. Claro está, que os politicos querem apenas limitar-se ao resultado do escrutínio das eleições, mas já não é condição suficiente, embora necessária.  O Passos prefere escamotear, nomear individuos para vigiar o galinheiro dos interesses do BPN, por falta de opinião própria subordina-se a um qualquer relvas, dá prebendas a qualquer Katroga, vende a alma ao diabo desde RTP, ANA, águas e tudo o que lhe cheire a interesse público. É submisso perante o poder financeiro FMI e finança internacional e a poderosa Merkel. Delega em comissões quando o espírito é, apenas, preenchido por um vazio de ideias. Entrega-se ao poder financeiro interno e externo, não tuge nem muge, é fraco perante os fortes e forte perante os fracos. Toda a gente percebe a sua ousadia na abolição das ditas falsas reformas políticas. É um critério simples que o povo usa para o avaliar. Percebe-se desde há muito as suas tácticas manhosas de lançar os portugueses uns contra os outros, funcionário público contra trabalhador do sector privado, sector público contra sector privado, trabalhadores contra trabalhadores. Num mundo desconcertante, onde se encontram abaixo  assinados de toda a índole, onde se lançam porcos contra GNR e GNR contra porcos, ainda estamos num país onde não vale tudo. Onde a razão ainda há-de imperar. O imbróglio da dívida dos bancos convertida em dívida pública. Receita universal que um bom aluno entende. A questão é a falta de confiança num PM que, erroneamente, pensa tornar-se num salvador da Pátria, massacrando sem dó nem piedade o activo mais precioso de qualquer país: as suas gentes.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Boas Festas de Natal e Ano Novo 2013.
Buenas Navidad e Pascuas!

Atentos às prendas do dia de Reis!

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Angueira no fio da navalha ...

Angueira, enquanto entidade administrativa autónoma, é colocada pelos mandantes  na situação de fim de linha - extinção. Antes de se proceder a uma análise detalhada do documento que está na base desta extinção, convirá fazer um pouco de história de como se chegou aqui. Prevendo que tal situação ocorresse foi colocado em circulação um abaixo assinado, aberto a todos os que desejassem subscrevê-lo,texto que aqui se reproduz ( 7 Outubro de 2012), ficando a responsabilidade da entrega do abaixo-assinado à CMV, Assembleia Municipal e Assembleia de Freguesia , a cargo do Presidente da Junta de Freguesia.  Dada a ausência de qualquer informação concreta sobre o andamento da situação de Angueira, e do desconhecimento generalizado da sua evolução à altura (outubro 2012) foi resolvido apresentar sobre a hora o documento que aqui se transcreve.
 Objectivamente, pretende marcar uma posição clara de muitos cidadãos, oriundos de Angueira, manifestando-se contra a sua extinção como freguesia autónoma e claro está, a probabilidade de êxito ou não depende de factores vários, que adiante se indicarão. A primeira etapa consiste na oposição clara e firme dos seus habitantes contra os "entendidos", cujo texto se pode obter através da hiperligação  abaixo indicada em :  UTRAT.

Abaixo assinado/Moção

Assunto: Junção da freguesia de Angueira no âmbito da Reforma Administrativa do Poder Local (RAPL).

Os abaixo assinados, naturais/residentes da freguesia de Angueira do Concelho de Vimioso, transmitem aos eleitos locais da Assembleia de Freguesia de Angueira, aos membros da Assembleia Municipal e ao Presidente do Município de Vimioso, para decisão em foro adequado:

1. A sua total discordância e oposição com a hipotética junção das freguesias de Angueira, Caçarelhos e Vilar Seco.

2. Fundamentam , de modo sucinto, a sua posição numa história quase milenar de Angueira, a sua tradição ininterrupta como freguesia independente , a ausência de relacionamento relevante de cargas de tradição, cultural, comercial ou outra, com as restantes.

3. O êxito de qualquer mudança de ordem administrativa com perspectivas de futuro da actual freguesia está relacionado com a preparação das futuras gerações, onde o desenvolvimento económico e social , a inovação tecnológica e, de modo genérico, a melhoria geral de vida dos seus habitantes deve processar-se através de uma gestão próxima e eficaz, sendo que as mudanças que se perspectivam traduzem uma clara e ilegal regressão que afronta as directrizes constitucionais que asseguram uma efectiva gestão local e um efectivo exercício do poder local.

4. Estes objectivos, em vez de ser potenciados em tal junção, são, pelo contrário, fortemente reduzidos, alterados ou suprimidos, pelo que a junção do trio Angueira-Caçarelhos-Vilar Seco, ou qualquer outra junção é liminarmente rejeitada.

5. Dada a especificidade geográfica e as condicionantes da população predominantemente agrícola desta localidade, o desenvolvimento e progresso desta freguesia , com futuros iguais direitos e deveres às demais freguesias, deve passar obrigatóriamente pelo Municipio de Vimioso, com recurso aos seus meios técnico-administrativos e respectivas infra-estruturas, com dependência directa do Município de Vimioso e não uma junção artificial e do tipo mecanicista.

6. A imposição de qualquer tipo de junção da freguesia de Angueira deve, além do mais, ficar condicionada e obedecer à integral aplicação da legislação a todas as autarquias do País.

Angueira, 7 de Outubro de 2012


Nome                                                                                          B.I. / C.C
  • Assinaturas...                                                                                                                                                                   
O Presidente da Assembleia Municipal de Vimioso informou (anexo II da UTRAT) que não foi elaborado qualquer documento sobre a reorganização administrativa do território.

Clique na hiperligação UTRAT {hiperligação UTRAT},para uma versão completa do documento [sigla UTRAT :Unidade Técnica para a Reorganização Administrativa do Território], . Esta Unidade foi criada para o efeito pela maioria PSD-CDS  tendo votado contra a criação desta Unidade os restantes partidos : BE , PS e PCP. 
Face do documento da Unidade UTRAT.

A lei quadro de base  é a lei nr. 22/2012, de 30 de Maio, resultado da inspiração do mui digno e respeitado ministro Relvas. De acordo com esta lei, estão previstas extinções de freguesias com um número de habitantes inferior a 150 (Angueira tem 116), e de acordo com a lei pretende-se, com a junção,  ganhar escala e dimensão demográfica adequadas, com um mínimo de 500 habitantes. A argumentação para a extinção referida , de acordo com os tais entendidos:
  •  No ponto 2 (v) diz a douta Unidade que 335 se aproxima do mínimo indicativo referido (500). A soma de Caçarelhos (219) e Angueira (116) dá para a proposta da "União de freguesias de Caçarelhos e Angueira 335 <500> No ponto  2 (vi) referem que são duas freguesias onde ainda se fala o mirandês.
  • Justifica a UTRAT no ponto 2 (vii),  a grande afinidade entre as duas freguesias através da existência do gado bovino mirandês.
  • As freguesias distam cerca de 7 Km, existindo ligação rodoviária entre elas (2.(viii)).
É , no mínimo caricato, afirmar que 335 se aproxima do número indicativo 500, se fala mirandês, e a única afinidade se baseia no gado bovino de raça mirandesa. Estamos entendidos, quanto a tão douta sentença. É omisso no que respeita aos transportes públicos para a nova sede. Seria inócuo, se mais uma vez não estivessem a entrar no bolso dos cidadãos.

No seu artigo 9, indica-se a consequência da junção de freguesias:

"Agregação de freguesias"

1 — A freguesia criada por efeito da agregação tem a faculdade de incluir na respectiva denominação a expressão «União das Freguesias», seguida das denominações de todas as freguesias anteriores que nela se agregam.

2 — A freguesia criada por efeito da agregação constitui uma nova pessoa coletiva territorial, dispõe de uma única sede e integra o património, os recursos humanos, os direitos e as obrigações das freguesias agregadas.

3 — A agregação das freguesias não põe em causa o interesse da preservação ...
 
 
A ANAFRE ( Associação Nacional de Freguesias)  pronunciou-se contra esta lei, e um sem número de concelhos onde se previam extinções manifestaram a sua oposição a esta lei. Estranho é o comportamento da Assembleia Municipal de Vimioso, quer por falta de pronúncia quer por falta de informação às populações afectadas. A luta contra esta lei continua, a diversos níveis, destacando-se várias previdências cautelares apresentadas pelos munícipios afectados, e da posição do Tribunal Constitucional sobre a inconstitucionalidade desta lei (promulgada pelo PR - Cavaco Silva).
 
Uma análise dos membros da Comissão Técnica (UTRAT), cujas assinaturas constam do respectivo documento, mostra à exaustão o método anti-democrático como Passos Coelho, o seu imediato Relvas, e a restante banda funciona. A própria comissão está incompleta, já que muitas instituições se recusaram a fazer parte de tal unidade. O Prof. Doutor M.Porto diz não concordar com a lei, tal como é referido na imprensa (Assembleia Municipal de Coimbra). Não concorda, mas assina. Procure o diabo adivinhar. O 2º. signatário, Prof. Doutor M. Froufe  da U. do Minho, tem paredes meias com o gabinete do Prof.Doutor Carlos A. Amorim. Adivinhe um outro diabinho, tanta proximidade. E por aqui ficamos.
 
A ANAFRE prevê uma poupança de cerca de 6,5 milhões de euros. Admitindo que tem de haver contenção de despesas, o FFF devia, apenas, garantir o pagamento do Presidente da Junta (~270 €) e fazê-lo depender directamente do Municipio e não de uma qualquer outra freguesia. O caminho seguido nada resolve, apenas agrava o problema. A implementação desta reforma vai sair certamente mais cara. Este montante é da mesma ordem cd grandeza do imbróglio Relvas e do Parque de estacionamento Municipal de Tomar.

O superdotado Relvas não resolveu o problema da extinção das freguesias em Tomar, tal como o Prof. M. Porto, o não resolveu em Coimbra. Assim vai o desgoverno deste país.

Conclusão: Como sempre, procuramos dar a informação relevante necessária a uma decisão individual. Os habitantes de Angueira, creio, sabem as consequências do que os espera, caso esta lei 22/2012 seja aplicada. Esta lei não foi imposta pela troika, é da responsabilidade exclusiva da coligação PSD/CDS, fere os interesses dos cidadãos, atraiçoa de modo vil os anseios das populações, transfere o património das freguesias extintas para a nova entidade administrativa, incluindo zonas ribeirinhas, administração das águas, bens e equipamentos, baldios e tudo o resto.


É imposta, contra os cidadãos, por um Relvas, individuo  sem qualquer ética ou valor moral, contra a vontade de um povo soberano, protegido (e vice versa)  dum P.Coelho, joguete de vários interesses que não os cidadãos dum país livre. 

Só há uma saída, que é barrar o caminho a estes indivíduos, cuja filosofia se lhes conhece, e numa nota divertida, voltarmo-nos de novo para um herói da antiguidade, cuja estátua aqui se deixa.  Se o objectivo desta lei é, acabar, em definitivo, com a autoridade e soberania portuguesa sobre este território, então voltemo-nos, de novo, para o território dos nossos antepassados, atirando os Relvas e seus executores para o rio do esquecimento.

Fig.1 - Estátua de um gerrilheiro  na praça de Zamora.

Este liderou a revolta de todo um povo, contra o massacre de lusitanos, seus pares, a coberto de falsas promessas do poderio romano.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Cómodo no Poder

O actual Cómodo português no Poder embrenhou-se, definitivamente, no Reino nevoento da debilidade mental. A sua corte esmaga fiscalmente um povo que, apesar de contratempos recorrentes na sua história, soube sempre reerguer-se, baseado na vontade firme, solidária e esforçada de um povo unido. Excluídos foram sempre os patrioteiros de ocasião, fustigados até pela Roma beneficiária da traição, não pagando aos traidores de todo o povo da Ibéria. A história repete-se e os sinais dos tempos obrigam a escolher o campo da acção. As intrigas da corte decidem, por vezes, a sorte dos povos, mas só os valores supremos  da liberdade e da verdade pode justificar as atribulações da vida humana. Neste período, difícil e de gravidade extrema, mais exigente, criterioso e responsável tem que ser o padrão de rigor dos actos individuais. Para desmontar as intrigas da corte, fundamental se torna desmontar as falácias do actual Cómodo português e seus sequases da maioria política que sustenta o OE_2013.  [Aceda à proposta de OE_2013, clicando aqui.] . Só existe uma via: a da cultura progressiva e activa de todo um povo face aos pretensos peritos da clientela do governo actual. São indicadas neste texto, várias ligações Web, que permitem uma abertura alargada da temática actual que nos pulveriza os projectos de vida, faz explodir a  paz social, conduz à situação depressiva grega  e leva, invariavelmente, um povo à submissão total à finança  estrangeira e à  colonização por países bárbaros, sem ordem, moral ou ética. 
As falácias continuadas de P.Coelho já começam a ser detectadas por grande parte da população e a prática discursiva de acrescida austeridade é contestada nas ruas, repudiada por políticos da sua coligação (Ferreira Leite, Bagão Felix e muitos outros) e o seu anjo negro Vitor Gaspar, exterminador fiscal dos pobres e cândido anjo para ricos, remete-se já a um prudente silêncio e omissão das suas falhadas teorias neo-liberais. Já reclama o apoio dos seus mentores da geo-finança e da globalização.Falhou redondamente a meta de 4,5% de déficite para 2012, e continua no segredo dos deuses o déficite final para este ano que seguramente cairá no limite 5,7-7% do PIB. O abaixamento desta cifra para 5% requere venda extraordinária do património. Facada mortal do ultraliberalismo pacóvio, comandado por um indíviduo cuja ambição de poder o leva a P.M. de um país quase milenar, sem estatura intelectual e preparação para o cargo. Várias personalidades o afirmam e, portanto, a solução dos problemas do país já não passa pela sua manutenção e o centro de gravidade tem que passar para as mãos do Presidente da República. Também este governante não está isento de culpas, presentes e passadas, e só com conversa não vai lá. O exemplo de comunicação via facebook revela uma ignorância completa sobre o estado da arte das telecomunicações no país, com televisão digital terrestre TDT incluída. Não convence ninguém. Muita da corrupção do BPN passou por ex-colaboradores seus, mas a factura está a ser paga, de modo formalmente cruel, por inocentes que nada têm a ver com o assunto. A paciência de um bom povo terminou e a paz social, atirada à rua pelo dirigente do seu partido, tem que regressar à colectivade das consciências individuais. Já não se trata de gestão da partidocracia, mas da sobrevivência com dignidade de todo um povo. Para minimizar as consequências da falta do OE_2013, é imperativo que o P.R. assuma ou não as suas prerrogativas constitucionais.
Como sempre estes textos são consequência de reflexão individual, enquanto cidadão comum, e apontam para os textos fundamentais da análise. O actual P.M. Passos Coelho acedeu ao poder através da partidarite, sem cultura juridica, económica, intelectual ou profissional relevante. O chico espertismo, da golpada e contra-golpada no interior de um partido político, não é condição suficiente para cargo de tamanha responsabilidade em condições normais quanto mais em situação de gravidade extrema. Desnecessário se torna salientar a contradição entre o afirmado em periodo eleitoral e a acção política, manifestada no OE_2012 e no agravado OE_2013.  Nesta incongruência cabem todos os argumentos: má-fé, ignorância, oportunismo, ideologia ultraliberal, imbecilidade, impreparação política e tudo o que se quiser. Mas sabe o que quer: destruição completa de um projecto de sociedade. Rompeu um acordo com o eleitorado, feriu a boa-fé dos cidadãos, rasgou unilateralmente contratos entre individuos e o estado e revela uma incompetência proverbial no exercício do cargo. Os argumentos do empurra culpas para os seus antecessores Guterres e Sócrates não colhe.O OE_2012 é da sua autoria, o falhanço é colossal e é responsabilidade do seu governo e de Vitor Gaspar.
Ora esta politica induz claramente a um segundo resgate,que subrepticiamente vai negando precisamente com argumentação oposta. Ao menos, não se engane outra vez.
A debilidade intelectual do P.M. surgiu nas falácias continuadas no tempo: os portugueses viveram acima das suas posses,a responsabilidade do memorando da troika é da responsabilidade do PS, esquecendo que o seu partido PSD o assinou e, portanto, corresponsável, a ideia peregrina de ir além da troika, a noção fantasiosa do bom aluno europeu, a imbecilidade pueril de considerar-se acima da decrépita Grécia, o altismo revelado nas plateias europeias para a definição de um novo rumo (reunião de Itália, Espanha, Irlanda) e a inconsequente fraseologia da refundação do memorando, do estado ou de qualquer outra coisa. O seu descrédito é total, e está já estampado nas ruas, a seu pedido.O cidadão português concedeu-lhe toda a liberdade: votou livremente, aceitou austeridade contida, clamou por transparência nas contas públicas e privadas, exigiu ordeiramente clareza nos objectivos da austeridade pedida e consentida, e a equidade das medidas foi-lhe imposta pelo Tribunal Constitucional que facilitou ao seu governo, grosseiramente, a inaplicação do acordão em 2012. Aleivosamente, tenta corromper o acordão com o OE_2013, revela um ódio primário  ao trabalho, privilegiando o sector da alta finança. Recuou na TSU, que teve a vantagem de mostrar à saciedade, a componente ideológica que o anima e o nome dos seus mentores, os tais borges, mexias e os desclassificados falsos licenciados.O bom Povo, de que tanto se orgulha, tem uma peculariedade: vê com clareza a essência de uma nação quando a crise o impele à acção. Foi assim na crise de 1383. O povo de pé descalço escolheu o caminho duro da luta, para salvar a essência da liberdade de uma nação, contra os interesses instalados e poderosos pró-Castela.
O povo vê, com perfeita nitidez e clarividência, o circo Relvas e não aceita que um P.M. do seu país não tenha a coragem de repor a verdade integral. Serve veneno ao povo, quando o serviço público de TV se encontra sob a autoridade de uma sombra política. Felizmente, a TDT não alcança muitos cidadãos portugueses para gáudio  e satisfação de certas empresas de telecomunicações. Existe no povo ultramontano, um conjunto de felizardos que conseguem captar os clássicos canais, mas sempre que estes quiserem informação pagam. Os miseráveis do Vitor Gaspar voltaram aos tempos das catacumbas, da ignorância servida e do silêncio absoluto. O sinal analógico foi, o digital não chegou. E viva o licenciado Relvas!
Retomemos,agora, o relatório da 5ª avaliação da troika (em inglês), carregando em Relatório5Avaliação.  Do ponto de vista do Governo, tudo vai de vento em popa. Só a cegueira do bom aluno, aprendiz de feiticeiro, vê a única saída da desgraçada situação económica pela via de mais austeridade sobre o pobre português que viveu acima das suas posses. A asfixia económica do funcionário público, identificado como alvo prioritário de ataque, não esquecendo os perigosos reformados, já começou há muito tempo e não como se pensa em 2010, 2011 e 2012. As falsas elites políticas são grandemente responsáveis pela actual situação. Amontoem-se temas como a corrupção e os seus circuitos, a inoperância dos tribunais, o sector da banca, as offshores, a saída fraudulenta de capitais, a arrogância desmedida de políticos de pacotilha, condenados por tribunais e afrontando decisões judiciais, as várias parcerias PPP, a elevação súbita de recem licenciados a assessores, pagos principescamento e o pagamento da ignorância dos políticos com as comissões dos borges, dos abre-portas e similares. A destruição da orgânica dos quadros do estado funciona. Afinal, a triplicação de organismos paralelos compensa, os tachos da amizade garantem a reeleição. Na verdade, institui-se o reino onde todos são primos uns dos outros, excluido claro está o povoléu. Esse mesmo é o único na mira do exterminador fiscal implacável. As medidas humilhantes para o seu desprezado povoléu resultam, mais uma vez, da falta de transparência e da origem cristalina das condições impostas do exterior. Neste aspecto, o P.M. é um executor invertebrado, mas determinado no massacre do objectivo primordial. Os credores querem o seu dinheiro de volta, quanto antes e sem condições. O povo na sua admirável sabedoria, mais intuitiva que a de muitos politiqueiros e deputados da nação,não lhe regateou a oportunidade de cumprir escrupulosamente a obrigação de devolver o dinheiro emprestado, não só dos festins dos partidos do arco do poder, mas também de todas as corrupções, desvarios bancários, fuga de capitais e tutti quanti.  O P.M. mente, não conta a verdade, e a cobardia política já começa a surgir. Transparência no equacionamento dos problemas, divisão clara das dívidas pública e privada, montantes da dívida por sector de actividade, distribuição equitativa dos sacrifícios, mobilização geral, discutida, dialogada e consentida. Traiçoeiro nos seus actos, irreflectido nos seus posicionamentos, mendigante merkeliano, capitula  perante a troika e hostiliza, até ao limiar da sensibilidade humana o povo português mais humilde. Governa no reino dos miseráveis de Vitor Gaspar. A governança actual de um povo é, deveras complexa, e o contributo de todos. nos vários ramos do saber, era indispensável para a procura de um caminho justo para o problema do défice e da dívida. O seu caminho é claro: pesados sacrificios recaem nos mais débeis, os banqueiros aplaudem, Ulrich incluído. Os corruptos passeiam-se por todo o lado, os submarinos ora emergem ora imergem, e os sagrados mercados tudo resolverão, nem que seja num país exangue, exausto, mergulhado num lumpen do proletariado qualquer onde sobressaiam as cabeças iluminadas e redentoras duma pátria inexistente. Castigo exemplar, cínico e prepotente da globalização e seus agentes, mascarados de troika, para uma nação, pequena mas com história limpa, mesmo com aflições financeiras cíclicas. De um P.M. esperava-se um líder de uma nação em crise, não de silêncio perante os fortes e tirano perante os fracos. Como já nada se espera, de um P.M fugidio e temeroso do seu povo, é tempo de  good by! Sob pena, de demência colectiva. A necessidade individual do compromisso assumido do retorno financeiro aos credores exige um posicionamento sério e ajustado.  O juro médio assumido no memorando da troika é da ordem dos 4,5%, enquanto a poderosa Alemanha se financia a juros da ordem de 1%. Contas elementares e simplificadas permitem verificar a bondade das medidas do empréstimo. A Alemanha financia-se a 1% e empresta a juros mais altos. Para um empréstimo de 1000000 €(um milhão de euro), a três anos, e um juro de 4,5%, isto equivale ao pagamento respectivo  (aproximado)de :

Empréstimo €          Taxa  (4,5%)                 Taxa (1%)             Diferencial
 1000000 €                             
PagamentoMensal        29746 €                       28208 €               1538,8 €

PagamentoTotal        1070889 €                   1015491 €              55398 €

JurosTotal                     70889 €                       15491 €               55398 €

Remete-se o leitor para uma análise detalhada do relatório do FMI. Observando os gráficos e os montantes do débito envolvido relativamente a Portugal, difícil é concluiur que, pelo caminho seguido pelo P.M. alguma vez se possa pagar os juros, para não falar da própria dívida. Ora se é justo admitir que, não pode o país expor-se directamente à declaração de um não pagamento, já não é válido dizer que o caminho seguido é único. Não é, pelo caminho seguido que conduziu ao aumento do defice e da divida (119% PIB) para este ano de 2012 e ,muito menos com a dose reforçada para 2013. Ora é aqui, que um verdadeiro líder de um povo se revela. Então de que nos serve ser bom aluno se, manifestamente, é impossível cumprir as nossas obrigações para com os credores quando se cortam salários (fonte constante do rendimento) e se destrói a econonomia com o encerramento de fábrica após fábrica tal como se viu em 2012. Se vende ao desbarato, tudo o que há para vender. A treta do empreendedorismo e da competitividade só colhe quem quer. A única saída de Passos Coelho é o fisco e o confisco dos cidadãos. Não tendo elasticidade mental, só resta ao P.República o demitir ou o povo tratar do assunto nas ruas. A destruição do país não pode ser permitida. Resta a travessia do Rubicão.  Claro que o dinheirinho vai de volta para os homens da troika, e obviamento a pleiade de estados e especulação desenfreada. É claro que o P.M. sabe disto e escolheu o lado errado. O beija mão de Merkel sempre lhe permitirá juntar-se aos portugueses, jovens, inteligentes e respeituosos que, forçados a emigrar, o repudiam. Peça-lhe um lugar de limpa-passeios na Estugarda dos Mercedes, nas gélidas noites de Inverno alemão. E não aceite viver acima das suas posses, exija-lhe, apenas, um simples Trabant.

 Embeleze-o com uma grande roda emblema  da mercedes, mas emigre! O povo português agradece. Entretanto, questione  a poderosa europa se um pequeno país, apesar de cumpridor tem de sofrer até à exaustão. Então, para que serve a UE e as suas cambiantes siglas? Aproveite a vinda de Merkel e pergunte-lhe a paridade da moeda da Alemanha dos Mercedes e dos Trabant no tempo da reunificação alemã!

Trabant - Carro para a posteridade

E que esteja atenta à resposta do seu homólogo Kohl, como as verbas astronómicas da reunificação foram aplicadas.
De qualquer maneira, a história mostrou que a Marcos Aurélios podem suceder Cómodos, fortemente afectados pela demência. Até lá pelas bandas da Germânia, estas interrogações fazem sentido. Como cidadão, o meu único crime apontado ao peito, resume-se a ter vivido acima das minhas posses. De facto, Portugal não esquece os Willy Brandt, o acolhimento na sua pátria ainda incerta, a compra - a pronto da tecnologia alemã via WW e produtos menores. Directamente muitos portugueses não beneficiaram de um simples euro. Exigem-lhe, agora,  facturas para as quais muitos não contribuiram. E as ideias avançadas do Instituto Alemão, num tempo de uma triste pátria. Considera grande parte do povo português como ofensivo e humilhante.  um tratamento menor com o único filtro da economia e dos mercados financeiros. Tudo isto, se assemelha a uma  das fábulas de La Fontaine. A liberdade de um lobo faminto, em tempos incertos, e a tranquilidade podre num qualquer colonato estranho, será objecto de escolha de todo um povo. Já mostrou ser indomável, muito para além do espectável, e se a Europa poderosa apenas nos tolera, então o destino fica traçado. Para bom entendedor, meia palavra basta.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Na hora da verdade ...
A hora da verdade aproxima-se para o PM - Passos Coelho com a recente visita da troika- 5ª. avaliação. Passos Coelho, continua no seu estado dormente, num turpor arrepiante. A arrogância materializada nas celébres medidas de austeridade para além da troika e a sua incompetência política devem, pois, ser analizadas com base nos objectivos propostos: controlo do deficit situado a 4,5 % do PIB e o processo capcioso da taxação  dos funcionários públicos, posto em cheque pelo acordão do Tribunal Constitucional.
As facturas que lhe irão, certamente, ser apresentadas já não serão simples opiniões, mas factos e números. O seu célebre e falso manso dizer "além da troika" traduz-se num falhanço redondo do objectivo do déficite 4,5% (2012), sendo o déficit apresentado de 5% , e como foi admitido pelo Ministro das Finanças - Vitor Gaspar em circuito fechado de cerca de 6%, exigindo um orçamento rectificativo e o acréscimo de austeridade consequente.

A conclusão, em termos factuais, é simples:
  • Falhanço do objectivo da troika 4,5% (2012)
  • Manifesta falsidade na equidade de repartição de sacrifícios.

A sua propalada equidade na austeridade foi declarada inconstitucional pelo Tribunal Constitucional (Vêr o acordão, clicando em texto TC).  O povo português sofrido concedeu-lhe o apoio, apesar da falsidade eleitoral que defendeu para a chegada ao poder. Os funcionários públicos e reformados apontaram-lhe a inequidade da medida. Ainda ficam contas a ajustar com o saque dos subsídios de 2012. A sua intolerância, o misto de altivez-fanfarronice e rigidez de raciocínio levaram-no a um buraco sem saída. A sua mesquinhez, a sua casmorrice e vingançazinha, revela-se em toda a sua plenitude em jogar numa nova e capciosa interpretação do acordão do Tribunal Contitucional, quiçá jogando no novo e actual colectivo de juizes.

Desbaratou o património do país, vendeu-se a um país estrangeiro com a venda da posição da EDP, liquidou a portuguesa Cimpor, espreita a oportunidade para acabar com o que resta. Brinca ao esconde-esconde com a RTP, encena com a marioneta António Borges, despacha o mais que provável assistente Relvas, da Universidade de Verão PSD para Timor e afasta o Zé Povinho dos verdadeiros problemas nacionais. Muitos portugueses independentes não se revêm num tal PM, liquidador da herança patrimonial de um povo, quase milenar, desempenhando o papel de submisso figurante servil a interesses estrangeiros. Fez subir a dívida pública,extorquiu dinheiro com displicência e  falhou rotundamente o seu objectivo prioritário do déficit. Eis um exemplo singular de economês, em consonância com o eduquez que  caracteriza o PM. Personagem saída das juventudes PSD, com a complacência do Presidente da República, de avisados barões do PSD e o delicodoce suporte de comentadores políticos dessa área, nomeadamente da TVI. O seu primarismo na abordagem da gestão de um governo, revela à saciedade a sua impreparação  para tempos de crises de tal monta.  Da responsabilidade directa do universo PSD, devem levantar-se as vozes dos que não partilham da política ultraliberal, assumida por Passos Coelho. A questão já passou do foro meramente partidário, para o foro da consciência individual e colectiva.  Ampliou a amargura dos desempregados e as tragédias humanas inenarráveis a que a sua leveza de espírito conduziu. A troika aponta-lhe a responsabilidade do cenário apocalíptico. Humilhou a boa-fé da maioria dos portugueses e vilipendiou o seu saber secular. Sem apelo nem agravo, a um tal falhanço político deveria suceder a consequência lógica: zarpar para o estrangeiro, uma das suas tiradas ambivalentes.  Transformou um desejo sofrido da saída deste imbróglio, num território sem chama e sem esperança. Feito este preâmbulo, que traduz pensamento independente de um cidadão comum, conseguiu destruir o consenso social sobre a grave crise que o país enfrenta. Aos apelos de demissão,às fundadas cartas abertas de cidadãos vários, à indignação sofrida e ainda contida  da  componente racional deste país responde o PM com um cinismo atroz e um desprezo preocupante. À estrondosa derrota do  objectivo prioritário do deficit e da despesa pública, tem que responder o PM ,Vitor Gaspar e a sua corte de ultraliberais. A  política ultraliberal desta corrente ideológica, destruidora da capacidade letal de um país deve ser liminarmente  rejeitada com base na sobrevivência última do país. Passos Coelho não merece um só segundo de reflexão, por se tratar de um conjunto vazio. A situação é demasiado grave, existindo, em primeira linha uma primeira defesa num Presidente da República defensor da Constituição e , em caso extremo, o povo forçar a sua demissão.
Do orçamento de estado OE_2013 vem mais do mesmo. Aumentando a dose de austeridade sobre os mesmos, reformados e pensionistas incluídos, massacrando a componente do trabalho e privilegiando o capital. Escravizando um território, onde havia uma nação livre, que vive um momento difícil da sua existência. Situação à qual o cidadão português não virou a cara, predisposto à resolução das contas públicas e consequentes sacrifícios,  mas que o PM - Passos Coelho delapidou por burrice na aplicação do princípio da equidade, por inépcia e fundamentalismo neo-liberal. Conduziu Portugal à encruzilhada real de uma nova Grécia. Como o PM Passos Coelho cristalizou só resta esperar pelas geladas da noite e como alguns dos actuais governantes não têm vergonha na cara, só resta esperar que a Natureza  siga o seu percurso e os portugueses honestos lhe apontem o caminho do exílio. Agora o problema é o próprio PM-Passos Coelho e todo o governo. Em vez de liderar um povo para um combate importante contra forças externas, os credores, levou o povo para a rua e agora o povo tem que assumir nas suas mãos o destino do país. A encruzidada actual é de natureza ciclópica, e não pode estar liderado por um piegas Pedro - travestido no Facebook.
Durante a escrita deste texto, sucederam-se, de modo galopante, factos e posições inesperados, citando em particular a intervenção televisiva de M.Ferreira Leite. Surpreende pelo assombro das posições e, eis um exemplo, de como a componente honesta e justa de um país se pode manifestar, não calando a ignominia de Passos Coelho.  Reflecte, claro, a defesa do Presidente da República  apontando à rebelião dos deputados PSD contra o orçamento OE_23013.

O povo português não tem obrigação de perceber as manobras políticas mas entende na perfeição as mentiras e os raciocínios falaciosos do actual PM - Passos Coelho, impreparado para o cargo que exerce. Como o rei vai nú, deixemos de vez o rei e passemos ao conteúdo programático do servil personagem. Há argumentos que podem ser apresentados com clareza e citámos um artigo publicado no El País em 15.08.2012, escrito em linguagem normal para castelhano, mas sensivel para alguns portugueses (Clique na palavra un cañón  ou na versão portuguesa um canhão). Como sempre, requere uma análise crítica, do foro individual. Em termos simples, introduz o conceito de economia financeira por oposição à real, à coisificação do cidadão transformado em simples número, ao papel dos serventuários Passos Coelhos, à obediência cega aos ditames da econonomia financeira liderada por homens de fraque-troika, representantes do FMI, BCE e especuladores financeiros, reais mas de rosto invisível, e suas delegações europeias UE, Barrosos e  merkolândia.

O momento actual é critico para Portugal, e todas as palavras têm que ser devidamente ponderadas. Nesse sentido,a fundamentação ou invalidação dos actos do  governo têm necessariamente que ser ponderados. A acintosidade da medida sobre cortes de salários, em particular sobre pensões e reformas, gota de água para a implosão do OE_2013, pode basear-se na leitura enviezada do acordãoTC353/2012 do Tribunal Constitucional, por parte de Passos Coelho e Cª. De notar, que este já havia sido precedido pelo acordão 396/2011, julgando constitucional os cortes sócraticos . Dignos de registo são os votos de vencidos de alguns aspectos dos acordãos, por parte de alguns dos Senhores Conselheiros.  Em escritos anteriores, referimos a falta de equidade da medida e o grau de proporcionalidade, amplamente desenvolvidos nos acordão 353/2012 do TC. Manifestamente, estes principios são completamente ignorados no previsível OE_2013. Já basta ! Deriva de raciocínios simples. A  provento de trabalho igual, deve corresponder contributo para austeridade igual. E a tributação do capital foragido? O Vitor Gaspar lance as suas teorias para o cesto dos papeis. Talvez queira garantir 13 mil milhões de euros lá para Setembro 2013. Será?
Os tempos são de brasa e o desenvolvimento politico da situação vai ocorrer à escala do minuto. Preferimos, pois, dar alguns elementos de trabalho para reflexão.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

As falácias do Passos Perdidos ...

As falácias de Passos Coelhoso sucedem-se inexoravelmente no tempo. A sua argumentação é a costumeira: culpas no seu antecessor, sócrates engenheiro e não filósofo. Tem-nas de facto, é verdade, mas a verdade proclamada pelo PM é meia verdade e substancial mentira. Ponha a funcionar a Justiça e condenem-se os culpados e ilibem-se os inocentes. Todos os nomes potencialmente envolvidos estão contidos no alfabeto português, e em simples siglas: BPN, PPP, Freeport e folhetins de corrupção deste teor. Se o alfabeto português não chegar, adicionem-se caracteres estrangeiros das várias linguas vivas.  Ao governo anterior deve associar-se  o anterior do anterior, ... numa cadeia sem fim. Até ao responsável pela destruição da pesca, da agricultura e de parte da indústria. A outra parte já havia sido destruída nas brincadeiras da Lisnave e diversões afins. Deste ponto, podiamos regredir até os Descobrimentos e porque não às conquistas africanas. E já agora ao Afonso Henriques. Claro que quando se é fundamentalista, culpa-se em exclusivo o governo anterior. Agora a responsabilidade política é sua. Veja-se um pequeno esboço de algo que circula pela Internet. Sem tabus, veja o antes e depois em política, apontando para esta ligação. Surgem figuras, nomes e números bem cifrados. Isto é parte de uma longa lista e não se esgota aqui! Requer julgamento próprio, sempre obrigatório, e tire-se a conclusão individual.

Para completar o ramalhete, compare-se algumas afirmações do PM, a responsabilidade de outros agentes políticos e as consequências nas favas de hoje, que o pobre povo português (alguns estão isentos!) está a pagar com língua e mentira  de pseudo neo-liberais, seus acólitos. Veja-se quem figura nos retratos, veja-se se aparecem filosofos socráticos, banqueiros duvidosos, ou tipifique-se a casta. Procure-se descortinar algum príncipio de entidade sagrada, divina e intocável. Por definição, os deuses não podem estar sujeitos à justiça divina e, portanto, a justiça divina só pode ser aplicada sobre os pobres seres humanos.  Comece pelo seu próprio partido o PSD, figuras de algum relevo condenados pela Justiça Portuguesa e pela mesma ilibadas por prescrição dos crimes económicos. Deixe o PM de ser um lamechas e ponha ordem na sua tribo. Transforme as suas meias verdades, em verdades cristalinas e, então o povo perceberá, sem os seus apelos.  Procure-se, então, a justiça nas entrelinhas e indague-se se o problema é de prisões mal dimensionadas, pecando por excesso ou por defeito de área.

O pensamento político do PM é de tal alcance que os portugueses ainda não conseguiram compreender. Diz o próprio, repetindo esta balela até à exaustão. Emigração (falácia 1), virtualidades do desemprego(falácia-2). Os seus sequazes apoiam sem rebuço; argumento invariável: descontextualizão das suas palavras. Mentiradas, diz o pobre Zagalo. Explicou Zagalo porque se pirou para o Brasil. Os restantes povoadores do reino piraram-se para França, em tempos mais recentes. Alguns dos seus filhos foram para a cidade, trabalharam, lutaram, sofreram e, agora, um colador de cartazes vem dizer-lhes que viveram acima das suas posses. Roubando-lhes o produto do seu trabalho. Devido a algum problema mal resolvido do PM, ataca os funcionários públicos roubando-lhes, é o termo exacto, os salários que lhe pertencem. Parte da classe média, média-baixa, abatida. Uma refinada falácia vem de António Borges, moralista do abaixamento de salários. Uma refinada mentira das afirmações do PM, em periodos idos. A emigração regressou em força. Pois, pudera! Com tão poucas fontes de receita e tantos sumidouros!  O povo sabe que o PM vive num mundo fantasioso e etéreo!

As virtualidades do desemprego estão à vista. Provávelmente, o PM alguma coisa terá lido algures, mas certamente não percebeu. Ou  alguém lhe dá dicas ao ouvido, e volta a não perceber. Fernando Torquaz conclui por falta de conteúdo do PM, com propensão para a imbecilidade. Num país, tecnologicamente desenvolvido, como a Alemanha, o desemprego não é desesperante e a mobilidade do trabalhador é assumida com naturalidade. A densidade fabril é relativamente uniforme e diversificada. Construídas ao longo do tempo, com guerras de permeio. A Alemanha tem todo o direito de dizer que a sua juventude actual não tem que pagar eternamente vícios e desvarios passados. Mas guerra não significa apenas retrocesso humano, também significa avanço tecnológico. Faz valer agora os seus trunfos, daí tirando chorudos dividendos. Para a história ficar completa é necessário rever o após 1ª. guerra mundial até à chegada ao poder do nacional-socialismo. Não é tarefa fácil, mas as lições estão nesse período.
Para que conste, sou partidário do pagamento integral da dívida, mas não aceito a falta de transparência acer4ca de: quem deve a quem e quem paga. O PM verga o seu povo face ao poderio alemão. Dizer à Deutchland uber alles, que passámos anos a comprar berbequins Bosch e que o investimento alemão em Portugal é bem vindo. A Alemanha tem-se comportado como país amigo e com investimentos significativos como a Autoeuropa. Pagar a dívida aos credores, sim, vergar um povo, não. Não se pode dar liberdade aos mercados especulativos, especuladores individuais, bancos americanos, franceses e alemães, entre outros. A Alemanha pode deixar países mais pequenos totalmente indefesos, está no seu direito, mas os pequenos povos registam e não esquecem. E também sabem que a Alemanha é beneficiária líquida do actual sistema. E se pobre gasta dinheiro alguém lho empresta, e quem lho empresta é inteligente. De boa conta, lhe enviaria de volta dois submarinos.  É tempo de se investir na Europa! São livres da escolha e é pura estultícia lembrar à Alemanha que é pequena ao nível global e demasiado grande perante nações europeias debilitadas. A Alemanha sabe e sempre soube. A lider Merkel não tem o monopólio do pensamento alemão, terra de poetas e filósofos. Tanto produziu Marx, Engels, Goethe ou Heideger, entre tantos outros.  E a China não dorme. Luta por uma quota do comércio mundial, perdida durante anos, mas à custa de salários baixos e trapaças humanas internas. Humilhação de povos, não. A questão é simples de equacionar, mas difícil de resolver. Mas um PM mostrar subserviência ignominiosa, também não. Claro está, que ser mais troikista que a própria troika, permite ao PM ser levado pelo guião, sem esforço, sem coragem e sem conteúdo. Muita gente já pensa que lhe serve de muleta, pois chegou a PM vá lá saber-se com que programa e visão. Anda à deriva, navegando erraticamente sobre as ondas. Pela porta dos partidos políticos, neste caso PSD, de colador de cartazes na incontornável JSD, do chico-espertismo rasteiro, politiquice de bando, associações divertidas, alianças singulares, promoções angélicas de correia e peças teatrais melo-dramáticas.  É claro que o Zé Povinho lhe percebe as manhas, não pactua com as suas falácias continuadas, lhe reprova o discurso liberal e a ileteracia política. Pode ser considerado bom aluno, diferente é dizer que é inteligente. Olhar para o desemprego, e perscrutar a alma das suas vítimas, é acto de inteligência. Fia-se na virgem dos mercados financeiros e não corre! Prefere desde já prometer o paraíso celestial. O abismo está a afastar-se, diz! Vá a qualquer café dum burgo ignoto e fale com os actuais desempregados, vítimas da sua política de terra queimada. Este povo percebe, não conseque ainda descortinar o objectivo final da sua teoria dos mercados, das suas desregularizações, da entrega das jóias da coroa ao estrangeiro ou melhor dito do que resta: TAP, CGD e restantes migalhas.

O enredo da aldabrice, das meias verdades, das secretas está a seguir o seu caminho. Falta maturidade política, e vai conduzir a um desastre completo para o país. A tão propalada transparênca, no período eleitoral, esfumou-se num ápice. Sem coragem, sem metas, sem programa próprio. Apenas lhe resta o guião da troika e o ódio de estimação ao funcionário público. Pieguices não, atire-se resoluto aos salários milionários, a começar pelo negociador troikista, o sortudo Chiang Katroga, não esquecendo  o António Borgesy e os gestores diamantíferos das PT, das EDP, dos banqueiros e similares. Estranho conceito de equidade na austeridade.  Alguem da sua tribo, não é tão explícito, e prefere dizer : o corte dos salários tem de fazer-se nos salários acima da média. Para não alongar ainda mais o discurso, ataque os cifrões dos mexias, dos bavas, dos espíritos, santos e impuros, e de uma fila interminável de falsos administradores, politiqueiros de origem e gestores de fim de linha.  É fácil colocar aqui os indiciados.

Então, as virtualidades do desemprego são fantasias, manobras de diversão ou ameaça fundamentalista. É falácia para o bom entendedor, mas para o desempregado real, as suas afirmações destilam cinismo, insensibilidade, fraqueza e bestialidade.  Mas não sem sentido angélico,  de correia de transmissão. Falácia continuada.  Propapalada, candidamente, por qualquer Teresinha de berloques, de muitos Marques Mentes e feros Menezes.  Aqui reside a genialidade do mandarim português.

Fig.1 - Falsa moeda
A costumeira tirada sobre a vivência  acima das posses do povo português é mais uma das falácias a que recorre.
Um cidadão médio português, previdente, deveria ter vivido sob a alçada de uma troika individual, consentida. Foi o caso de Fernando Torquaz. Outros de facto, não pensaram assim e os seus devaneios foram activados pelos bancos, para benefício próprio e de enchimento de envelopes de gratificação fechados, com destino certo. Aventureiros, banqueiros, especuladores, controleiros de dinheiros offshore, esses não viveram acima das suas posses. Claro está, que não pertencendo ao povoléu, estes ficam foram do povo português. O valor facial da moeda não significa o mesmo para um banqueiro falsário, ou um funcionário público, honesto mas não acrítico.  Até ao limite do não reembolso das poupanças, se aí chegarmos e que o PM, à beira do abismo, ajuda a dar um grande passo em frente.

Fig 2 - Face da mesma moeda, sem pin.
 A justiça, que cada vez vai sendo mais adiada,  não coloca cada macaco no seu galho. E o povo descrê. Admite Torquaz a sua incompreensão por tamanha mansidão do zé povinho. Suspeita, porém, C. Elói desta mansidão. Desconfia de touro manso.

Outra falácia do PM, ao falar de equidade na austeridade. O reconhecimento da aceitação das suas bondosas medidas de austeridade é refalsada mentira. Torquaz e Zagalo não aceitam, são forçados a aceitar. Cidadão médio português, com troika continuada ao longo da vida, sem dívidas, tendo pago pendularmente os juros e o capital pedido unilateralmente pelos bancos, precisa de uma explicação clara, sem ambiguidades, sem trapaça, com honestidade sobre o destino do dinheiro extorquido e dos sacrifícios ultra-humanas para uma grande parte da população. A desmontagem do imbróglio e da falácia é complexa, mas possível. Há raros exemplos de clareza e de divulgação de temas económicos no meio audio visual e da imprensa escrita. Decidiram lutar pela verdade. Ao cidadão comum não se exige compreensão exaustiva dos temas económicos, dada a sua complexidade. A compreensão integral dum documento técnico-jurídico, do tipo PPP (Parcerias Público Privadas) só está ao alcance de alguns. Da área da economia, da área do Tribunal de Contas, do Banco de Portugal, da Magistratura e quiçá, apenas, em aspectos parcelares. As TV são caixas de ressonância, de diapasões desafinados. Teste simples: quem leu tantas páginas do relatório, em tempo tão curto? Afinal, como de costume, leram as conclusões.
Fernando Torquaz, cidadão comum que nos verdes anos roubou cerejas, labutou honesta e esforçadamente, não aceita o folhetim das falácias, balelas, ou piadas piedosas. Na ausência de justificação pensada do PM, vai procurar conforto na sua própria tribo PSD, sob o tema crescimento, coesão, emprego jovem. Recebe os aplausos de figurantes menores e toma a nuvem por Juno. Fernando Torquaz não estava nesse comício. Como figurante menor, fala para os seus apaniguados e confunde a parte com o todo.  Toda a gente percebe!

Neste mundo de complexidades, a sistematização de ideias economico-financeiras devem ser procuradas nos livros da praxe. A cultura é cara, e os tempos são de crise. Já que o PM não explica o destino do dinheiro extorquido, seguindo uma táctica manhosa, foi Torquaz tentar perceber e procurar uma possivel resposta. É pelo estudo e pelo trabalho que estes demagogos neo-liberais, de ideais baseados no vil metal, têm que ser combatidos e corridos do poder. A questão principal é mesmo essa : a ambição  desmedida de poder. Os designados partidos do arco do poder governativo distinguem-se, apenas, pela tonalidade. Se um diz mata, o outro diz esfola. A troika que cá está chegou pela mão de ambos. E a troika é um espelho meu do FMI e do BCE e dos subtis mercados. Actualmente, o PS está a resolver os seus traumas. Mas a factura é apresentada ao mesmo destinatário, pelo alternante poder.

O PM como não perdeu tempo nem fez algum esforço intelectual para ser autónomo para a tomada de decisões vitais para a sobrevivência do país, paga a preço de ouro o lendário António Borgesy, moralista de gema, que cavalga um povo extenuado e sofrido. Insulta o seu povo, mostrando cobardia perante  semelhante gente e trapaçeiros Relvas, tão do seu agrado. Aqui se semeia mais uma ambiguidade.  E se Portugal conseguir sair deste imbróglio, não se apresse a colher os louros. Há demasiadas lágrimas de inocentes que foram no engodo da vida fácil. Outros há, que merecem um castigo exemplar. Entretanto o discernimento do povo decerto surgirá e, por vezes, os povos também exigem pagamentos de facturas. Não se iluda.  É tempo, agora, de castigos, retaliação e punição  do povo, e obviamente de exercícios de patinagem artística de polítiqueiros a deslizar sobre lama escorregadia!

A compreensão da dinâmica politica e da sua evolução requer períodos mais ou menos prolongados sobre temas relevantes. Na verdade, nesta crise todos deveriam ser críticos ferozes do sistema económico. E só a fundamentação teórica sólida o permite fazer. Sugere-se a leitura dos seguintes livres elementares, mas muito informativos:

1. A tragédia do euro, de P. Bagus (€12)
  [Pode fazer a descarga grátis em inglês, clicando na palavra aqui ].

Este autor defende ideias ácidas contra o euro, a sua criação, e a possível queda trágica. É representante da corrente liberal austriaca.

2. Portugal : Dívida pública e Défice Democrático (€5), P. Trigo Pereira

Uma análise destes livros, embora introdutórios, permitem uma melhor compreensão dos temas candentes que pesam sobre a cabeça dos portugueses. A questão do euro é uma questão central. É um problema clássico de qualquer moeda. Um dos capítulos analisa o conceito de moeda e a sua evolução histórica. O euro debate-se entre os dois modelos de governança da Europa, de concepções e lideranças distintas. O consulado Merkel-Sarkozy e o novo consulado Merkel-Hollande são apenas duas facetas de interpretações diferentes do papel do BCE (Banco Central Europeu) e do seu papel na Europa. Em termos simplistas, Alemanha Industrial  e França socialista, e a disputa do poder sobre toda a Europa.  Guerra actual: Disputa do controlo do  Banco Central Europeu, criado à imagem do Bundesbank, e do seu novo papel numa Europa moribunda, e cuja discussão é despoletada pela crise das dividas soberanas (Grecia, Irlanda, Portugal). A Espanha está agora sob fogo. Podem ver a remake do mesmo filme socrático, num partida da direita espanhola. Rajoy, de seu nome. [Clique em carta de Rajoy enviada aos burocratas da Europa]. Lá como cá, as falácias e as inverdades são imutáveis. A transferência da responsabilidade dos bancos privados e  seus produtos tóxicos  passa para a órbita do Estado ! É um dejá vu, nova cilada BPN. Os problemas da Espanha (sistema bancário - bolha imobiliária ) são da mesma ordem dos três  paises  já intervencionados, ou poderá vir a ultrapassá-los. Soube-se agora de um pedido de intervençao europeia da ordem de 100 mil milhões de euros. Alterou-se a escala dos alvos e problemas especificos associados. A procissão ainda vai no adro. A Itália aguarda a sua vez, e os célebres mercados já começam a cercar a Itália. A Grécia ditará um novo ponto de partida.

Outra falácia do PM consiste na divinização dos mercados. O mensageiro V. Gaspacho aplica, sem apelo nem agravo, a política de austeridade sempre sobre os mesmos. Obviamente , do ponto de vista dos mandantes - FMI e merkolândia, a equivalência entre pessoas e números é obvia. Claro que estes subordinados mandarins brilham tanto mais quanto mais depressa devolverem o dinheiro emprestado, de opaca origem e adquirido de modo sinuoso. Não são emprestadores honrados, são especuladores de ofício. Vampiros que chupam o sangue das suas vítimas em directa proporção ao seu estado de fraqueza. Os mandarins não ficam sujeitos às suas próprias regras de austeridade. Katrogas, A. Borgesy e outros antigos FMI por aí perdidos e achados.  As jóias da coroa, também têm que entrar no pacote a preços irrisórios (EDP, REN, ANA, ...).  Não esquecendo os dinheiros das caixas de pensões, vindas da parte do trabalho e parte do capital. O lixo fica para o país (transportes, combóios, ...).  Dos TGV já tratam eles, emprestam agora, massacram depois. O TGV passa por um interlúdio. Só espreitam a oportunidade. Sugá-los até à exaustão, vendendo um território em talhões, onde a escravatura se insere no território dos seus antepassados. Onde vai ser obrigatório tomar de novo a bandeira da liberdade. Que residerá no crescimento económico, com a inteligência nacional, com sangue suor e lágrimas. Onde a trapaça e a imbecilidade partidária não seja consentida. A fauna politiqueira deve ser enviada para um retorno às escolas.

Todo o governante deveria merecer o respeito devido ao seu exercicio na função nobre da política. Porém, Passos Coelhoso exerce-o numa base superficial, sectária e fundamentalista,  num rectângulo de paredes baças. Faz jogo de sombras, alterna com Relvas, joga nas secretas, é falso mandarim, é mandado, e o receituário da troika é o seu limite. Debitar empreendedorismo, mistificar subsídios jovem, acenar-lhe com euros de servidão, negar-lhe o emprego estável, convidar à emigração, elogiar cinicamente a mansidão dum povo inteligente é , em última análise, mera metodologia de passos perdidos. Entretanto, vai-se pilhando o país. E já agora, as matriarcas romanas e as beldades romanas embelezavam a sua vida com os nobres metais da Ibéria, suportadas pelas férreas adagas dos seus leginários. Contentes andam os futuros mineiros do Alentejo e de Trás-os-Montes. É pelo emprego que vem a sua satisfação. A dignidade da sua família. O pão na mesa. Não se iluda com a sua troika, esta já aponta baterias contra as organizações de trabalhadores, os mesmo que reclamam empregos com dignidade. Não discutem, porém, o valor do ouro extraído com o suor das suas vidas arrastadas pelas minas e, com sorte, sem velhice perturbada pelas doenças associadas. A vida humana não pode ser contabilizada, apenas, por cifrões.Foi o PM que incentivou  os portugueses a não serem piegas. Devolvida a mensagem, mostre a sua raça ou emigre, a pedido de muitos portugueses, para  inicio de estudos gregos.