quinta-feira, 24 de março de 2011
Inscrição romana de Angueira_JLV
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Angueira - Foro - Sec. XIII
Este mosteiro de Moreruela apresenta todo o regulamento jurídico de Angueira (Carta Foral), encontrando-se nessa mesma depência politico-administrativa grande parte das aldeias do Planalto Mirandês. De notar que a freguesia contígua - São Martinho de Angueira dependia do Mosteiro de São Martinho da Castanheda.
- FUERO DE ANGUEIRA - 1257
- AHN, Clero, Moreruela, C. 3.554, núm.1
- Ed. Isabel Alfonso Antón, La colonizaçion cisterciense en la meseta del Duero,doc.144,pág 459-460)
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Estelas Romanas de Angueira
Património cultural
- Achados arqueológicos
- Localização e paradeiro actual
- Angueira (c. de Vimioso, Bragança, P.) A.M.Mourinho, Brigantia, 7 - 1,2, 1987, pg. 116, nr.50[12].
- Angueira (c. de Vimioso, Bragança, P.) B. Afonso, Brigantia, nr.10, 1990, pg. 218[13]
- Angueira (c. de Vimioso, Bragança, P.) B. Afonso,1996, pg.177-178. Estela anepigrafa de cabeceira semi-circular, rosácea de seis raios dextrógiros, proveniente da Cocolha [1177].
- Angueira (c. de Vimioso, Bragança, P.) B. Afonso,1996-A.Redentor. Estela bisoma de cabeceira proveniente da capela de São Miguel e localizada junto à JF [866]. Tentativa de leitura :"D(is)M(anibus)/Corneliae/Pintonis/A(n(norum)XV".
- Angueira (c. de Vimioso, Bragança, P.) B. Afonso,1996-Inscrição: MO. Local actual: Jardim JF
- Angueira (c. de Vimioso, Bragança, P.) B. Afonso,1996- Inscrição: OOGI.Local actual:Jardim JF
- Angueira (c. de Vimioso, Bragança, P.) - Museu de Miranda do Douro.Proveniência Cocolha.
- Angueira (c. de Vimioso, Bragança, P.) - Museu de Miranda do Douro.Proveniência Cocolha.[Nota: Estas duas estelas foram entregues a A.Reis que, por sua vez, as entregou ao Museu de Miranda do Douro (relato directo)].
- Angueira (c. de Vimioso, Bragança). Proveniência Cocolha (1903). Local actual: Lisboa. Esta estela é de uma grande importância e significado. Foi enviada a J.L.Vasconcelos pelo Reitor da Sé de Miranda para armazenamento e conservação. Para além da decifração da inscrição JV faz um enquadramento histórico dos nomes nela envolvidos. Aponta a Cocolha como um sítio de origem celta. Aliás, as referências 5 e 6 com as designações assinaladas são apontadas também por outros peritos (Abade de Baçal). Tratar-se-ia destas mesmas ou de outras com iguais símbolos?
- Fíbula, proveniente da Cocolha e exposta no Musel Abade de Baçal (Bragança).
- Outros itens a acrescentar.
- Interpretação e Comparação com a Fig.11 (integral, à esquerda)
- Estrutura: suásticas+ campos epigraficos + motivos zoomórficos
- Angueira(Fig.central):Suásticas+campos epigráficos+Figura zoomórfica +Representação figurativa (pessoa)+3x Espadas
A descoberta recente da lápide referida como nr.4 (acima), é do ponto de vista iconográfico de importância relevante, pois (apesar da sua degradação física) são ainda detectáveis todos estes elementos representativos( suástica, peanha, epigrafia) e do nosso ponto de vista apresenta fortes semelhanças com a referida na Fig.11-subtipo III-B por F. Coimbra. Partilhámos a ideia de que o centro produtor deste tipo não estaria localizada necessáriamente em Picote.
- A análise do motivo zoomórfico presente (corça) foi já feita anteriormente. A comparação só perde pela clara degradação da Fig.Central (Angueira) face à Fig.11 indicada por F. Coimbra. Deixa este autor uma porta aberta, na medida em que diz que a estela da Fig.11 está no Museu de Arqueologia de Lisboa, acrescentando que provém do planalto mirandês, mas de local desconhecido.
sábado, 11 de setembro de 2010
Intrepretação da estela romana.
terça-feira, 15 de junho de 2010
O enigma da estela romana
1. A estela apresenta duas letras legíves : D.S. que significa:Aos Deuses Manes.
2. Um dos membros a quem foi dedicada tinha uma idade provável de : LIV (54 anos)
3. Neste caso, a estela sustenta a tese de A.M.Mourinho que se inclina para o significado directo das representações inferiores relacionadas com actividade do membro homenageado, neste caso eventuais gladios romanos, contrariando o significado da simbologia das Portas do Além.
A estela encerra várias outras informações, que a seu tempo serão apresentadas. A estela romana aponta para o Séc.II ou Séc.III, apogeu da influência romana nestas áreas. Manifestamente, trata-se de uma pedra histórica com a provecta idade de, cerca de 1800 anos, anterior à chegada do Cristianismo.
Existem outras interessantes conclusões, para além das indicadas, que esta estela marmórea encerra. Constitui um património que, em qualquer circunstância, poderá ser alienado.
sábado, 25 de julho de 2009
Nota2: Da Proto-história até cerca do ano 179 (A.C.)
Roma e Cartago jogaram, na antiguidade o mesmo papel das actuais potências mundiais e digladiando-se entre si e conduzindo lutas titânicas pelo domínio da supremacia no Mediterrâneo. Tal como hoje, povos pacíficos são envolvidos e arrastados para querelas que não são suas. A invasão da Península Ibérica pelas legiões Romanas é, ela própria, uma consequência das Guerras Púnicas e visava reforçar o poderio deRoma sobre Cartago.

Fig.1 -Zona de influência de Cartago (375 a.C)
numa conquista militar e económica da Península Ibérica, baseada numa exploração sistemática de minérios, em larga escala, e no dominío territorial baseado nas suas lendárias legiões, impondo escravidão e massacre cruel de alguns povos quando na sua óptica era necessário e alternando com tratados diplomáticos, noutros casos.A divisão administrativa e militar foi evoluindo (decorrendo entre 220 e 19 a.C). A visão dinâmica da sua implementação deve ser seguida no âmbito da literatura especializada. Todavia, o mundo é composto de mudança e de processos dinâmicos.
As suas raízes remontam a tempos ancestrais, sendo a Península Ibérica invadida por povos indo-europeus, de origem pouco clara e que se associam às várias migrações celtas que atravessaram os Pirenéus e se fixaram nalgumas zonas do território
central. Àparte a controvérsia da origem do povo Celta, que alguns autores defendem não estar associados à Peninsula Ibérica e ao Noroeste Peninsular e outros contestam com igual vigor defendendo a sua migração em tempos remotos (6000-1000 a.C.) constituindo o seu núcleo difusor principal centrado em torno do rio Ebro (Fig.4). Os defensores da expansão da cultura celta admitem como provável a sua expansão no território, posteriormente reconhecido como Ibéria em vários eixos representados na Fig. 4.O mosaico "mosaic model" para a Celtização (Ref.Drawn after Almagro-Gorbea data)
Não é possível determinar com precisão a data das invasões e das consequências daí decorrentes para as populações autóctones. No mapa ao lado (a laranja), encontra-se representado o território primitivo, supostamente colonizado pelos Celtas. A população dos Celtas que se fixou em La Tène (actual Suíça) é apontada como sendo tecnologicamente muito mais evoluída.Fig. 5 - Mapa de ocupação de território celta (800-400 a.C)
A estátua (Fig.6) representando um guerreiro ferido atinge o seu máximo esplendor. Os Celtas são descritos historicamente pelos autores greco-romanos e constituem uma das principais fontes de informação para o território ibérico. As diferentes zonas coloridas do mapa referem-s às zonas povoadas pelos diferentes povos de ascendência celta na Europa. A Fig.3 particulariza parte dos povos de origem celta (Ibéria) entre eles os Lusitanos, na perspectiva romana,


Fig.6 -Estátua de guerreiro ferido Fig.7 - Representação de guerreiros celtiberos.
As invasões romanas da península levaram a vários confrontos violentos com os povos que a habitavam e o normal, nestas circunstâncias, é contar e aperfeiçoar as armas de que cada beligerante dispõe. Há uma particularidade no armamento destes guerreiros (setas pontiagudas, de ferro certamente). Ora até lá chegar, o Castro da Cocolha abunda em vestígios de trabalho do ferro. Para fins pacíficos ou outros? Em que contexto e data se trabalhava o ferro neste local ?
domingo, 12 de julho de 2009
Nota1 : O Castro da Cocolha
Povos descritos pelos historiadores romanos.A localização de Angueira, abrigada da Cordilheira Cantábrica e ligeiramente afastada de coordilheiras montanhosas menores (Serra da Culebra, ) está inserida numa extensa cova protectora, limitada pela Serra de Nogueira, Serra do Mogadouro, Rio Douro, Rio Esla, Serra de Culebra e de uma cadeia montanhosa que se dirige para Bragança. O mapa ao lado, indica os povos descritos pelos historiadores romanos. É fácil verificar que é um ponto sensível da confluência de vários povos ou tribos. O seu comportamento para com o poder invasor, em geral cooperante, sugere ter levado uma vida de relativa tranquilidade, por oposição clara à descrição dos atritos decorrentes da expansão romana, nomeadamente com os Astures e os Lusitanos na Península Ibérica.
A existência dos dois castros em Angueira é um facto indesmentível, em termos históricos. Traços do Castro da Cocolha ainda hoje persistem , sendo os fortes muros do Castro do Gago referenciado apenas pela anterior geração. Hoje os traços ainda persistem mas são pouco visíveis como consequência directa da destruição natural e da destruição forçada pela necessidade imperativa da sobrevivência . Nas proximidades, houve recurso ao uso de maquinaria moderna em trabalhos agrícolas e de regularização do terreno.
Os castros têm, certamente, histórias distintas e a sua caracterização passa pela compreensão da zona territorial onde Angueira se enquadra. A sua história e destino foram provavelmente muito diferentes. O da Cocolha está invariavelmente ligado ao domínio romano, na parte final da sua existência, e dum certo ponto de vista fornecerá a informação mais abundante baseada em achados arqueológicos, alguns já revelados. O do Gago aponta para uma antiguidade maior, desconhecendo-se as causas do seu completo despovoamento e abandono.
Angueira e o seu território está implantada numa pequena zona fronteiriça, conhecida por Aliste e os estudiosos espanhóis têm procedido nos anos mais recentes a um estudo sistemático desta zona territorial. Angueira, antes do Tratado de Alcanices (1297), fazia parte duma vasta zona anterior à nacionalidade portuguesa e, por esta altura, era dominada pela influência do Reino de Leão/Castela e seguia as oscilações de fronteira em consonância com a oscilação do poder nas várias Espanhas. Em particular, fez parte muito provavelmente da herança do Infante Afonso Henriques, como legado de seus pais Henrique de Borgonha e D. Teresa.
Naturalmente, antes do aparecimento de um poder genuinamente hispânico-leonês, a sua história mergulha na influência e domínio do poderio romano sobre as tribos autóctones: pré-existente às invasões romanas e, aquando do colapso da romanização na zona, à invasão dos povos bárbaros.
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Citânea de Briteiros (Foto ao lado)Será licito pensar que a história verdadeira nunca seja de facto conhecida na sua totalidade, mas será possível descrever os pontos capitais da sua história e evolução ao longo dos séculos.Para isso, é imperioso enquadrar o pequeno território de Angueira como integrante de outras zonas mais vastas e apoiarmo-nos nas descrições históricas romanas e em todas as outras fontes, em particular a da arqueologia. Adoptaremos uma atitude semelhante à de Castilho, nos "Quadros históricos de Portugal", onde refere que não é sua pretensão descrever a sua história - que , em boa verdade ninguém conhece, mas descrever a fundamentação consentânea com os factos observados e de algumas lendas que o povo registou. Um pouco de romance, suaviza a escrita. 
O Castro da Cocolha tem constituído um verdadeiro manancial de provas arqueólógicas:
- Mós de granito para trituração de cereais ou outros frutos
- Vestígios cerâmicos variados
- Provas de intensa actividade metalúrgica do ferro
- Existência de estelas funerárias
- Ondulações de terreno associadas a construções dum passado longínquo.
- Os mapas de Portugal sempre referenciaram vestígios arqueológicos
Recentemente, os proverbiais fundos da CE serviram para a plantação de arvoredo, contribuindo eficazmente para o materialismo reinante e destruição forçada do património a preservar. Sinais dos tempos. O chico-esperto
não se apresse a correr para lá, concluindo apressadamente que ficará subitamente rico dado que os antepassados que nos precederam certamente viviam em condições de precaridade extrema. Exemplo de uma outra casa (Castro de Sanfins), reconstruída, com cobertura de materiais típicos.
Já agora, a C.M.V. deve ter um olho no gato e outro no peixe ...
Em traços largos, até à chegada dos Romanos com as suas legiões, Angueira faria presumilvelmente parte do que se considera a civilização do Noroeste Peninsular com tipologia de vida semelhante à de outros Castros convenientemente estudados. Existem, actualmente, projectos de Câmaras vizinhas em colaboração com Espanha desta zona. É natural, pois, que nos sirvam de referência.
Teriam uma vida sedentária e certamente viviam da pastorícia e da colheita de cereais. Tal como outros castros, localiza-se num planalto, de dificil acesso por pura precaução. Até já ...


